DDT6: FANTASMAS QUE SE VÃO

Capítulo 8

AUTORAS: Lady K & TowandaBR

DISCLAIMER: Todos os personagens da série "Sir Arthur Conan Doyle's The Lost World" são propriedade de John Landis, Telescene, Coote/Hayes, DirecTV, New Line Television, Space, Action Adventure Network, Goodman/Rosen Productions, e Richmel Productions (não venham nos pentelhar).

GÊNERO: Aventura, romance, mistério, terror, intrigas, comédia, drama e umas cenas calientes (quem sabe?). Eu sei q ninguém liga p/ esses avisos, MAS, fiquem fora desta fic, crianças! Não nos responsabilizamos por qualquer dano psicológico ou moral. lol.

AVISO IMPORTANTÍSSIMO: Esta fic é parte da série Depois da Tempestade, composta de DDT1: Páginas Perdidas, DDT2: Desvendando o Passado, DDT3: O Retorno de um Velho Amigo, DDT4: Segredos e Verdades e DDT5: Nossas Vidas na Outra Vida.

COMMENTS:

Luanaa: Viu? Desta vez não sumimos por muito tempo. E, claro, R&M também terão fortes emoções, deixa comigo que eles merecem ser muito felizes!

Mamma Corleone: Preferoza do meu coração e namoradeiraaaa!!!! A nossa Lady Roxton nem se compara a sua, que aquela lá é a pior vilã de fic que eu já vi, fala sério né? Vontade de esganara véia hauhauhau

Marguerrite: A saída do platô tem a desvantagem que será o fim de DDT, o que já está nos deixando depressivas pra falar a verdade. Mas vamos ver, né? Tudo é possível ;)

Lady Cris: Tenho sentido que vc não anda bem, muito ansiosa e até mesmo com alguns traços de agressividade. Será que você ainda dá gargalhadas na frente do pc? :D

Violet: We are VERY flattered that you are reading the fic. If you have any problem to understand anything, just say. We will try to help you... And remember. The good thing about R&M shippers is that they are good people. The great thing about N&V shippers (like us) is that we are good and intelligent (Ouch! Lady K is going to kill me).

Jess N: O desespero nem é tanto Avalon, mas pegar o busão pra casa rs...

Onde é que estão as outras leitoras??? GREVE!!! E culparemos vcs :D


Verônica fechou os olhos. Segurava firme a mão de Marguerite. Aos poucos, pareceu sentir a serenidade tomar conta de si. Embora não soubesse o que havia, a herdeira sentia-se bem. O que quer que estivesse acontecendo com a amiga, seriam essas sensações reflexos das experiências de Morrighan e da Verônica que fora a primeira protetora?

Ninguém desejava atrapalhar e mal respiravam. Tranquila, Abigail só observava.

Finalmente a moça abriu os olhos e apontou sem hesitar.

"Para lá." - (Quem adivinhar para que direção ela apontou ganha um doce de ovo de raptor coberto com chocolate. Essa é fácil... He! He! He!)

Verônica começou a andar, saindo pelo portão e sendo seguida por seus companheiros.

Com Marguerite vindo logo atrás, a loira caminhava com segurança e nada parecia desviar sua atenção. Ao mesmo tempo, estava atenta ao que se passava ao seu redor. Escolhia a melhor trilha, desviava de obstáculos e ia por caminhos fáceis, o que ajudava, em muito, a jornada dos outros que a seguiam.

Marguerite também se lembrava das experiências de Morrighan e, o caminho que agora percorriam, lhe era familiar.

Conseguiram segui-la por até pouco depois do meio-dia, quando Verônica acelerou ainda mais o passo. E mais, e mais... Primeiro foi Summerlee quem ficou para trás, depois Marguerite, Abigail, Challenger...

"Verônica, pare!" – gritou Ned, mas a moça não escutava.

Percebendo que se a perdessem de vista, demoraria muito para encontrá-la novamente, Roxton e Malone correram atrás dela. O caçador a alcançou primeiro, derrubando-a na relva fofa. Finalmente a loira pareceu acordar.

"O que?"

"Quer me matar?" - John desabou ao lado dela. Seus pulmões pareciam queimar.

O jornalista chegava fazendo o mesmo que o caçador. Deitou ao lado da noiva, buscando o ar com dificuldade.

"Vocês estão bem?" – perguntou a moça. Ao contrário dos homens, ela estava apenas levemente ofegante.

"Não!" – responderam os dois ao mesmo tempo.

Rindo, ela cruzou os braços atrás da nuca apoiando a cabeça.

"Vou esperar vocês melhorarem."

"O que deu em você?" – Malone conseguiu perguntar.

"Eu me lembrei."

"E precisava correr?" – o caçador ainda tentava recuperar o fôlego.

"Desculpem, rapazes. Não pude parar." – a moça sentou olhando ao redor – "Onde estão os outros?"

"Deixe explicar uma coisinha, Verônica." – Ned procurava se recompor – "Roxton e eu quase tivemos um ataque do coração para te alcançar. Então imagine onde está o resto do pessoal."

"Que tal acamparmos aqui e seguirmos viagem amanhã?"

"A melhor idéia que você teve."

"Está certo. Vocês descansam e montam o acampamento e eu volto para buscar os outros."

"Não. Você busca os outros e depois todos nós montamos acampamento."

"Está bem." – ela respondeu se levantando e tirando as folhas que ficaram grudadas em seu corpo – "Volto logo." – rapidamente a moça seguiu pela trilha.

"Ela vai matar você, Malone. Pense bem antes de dizer o 'sim'."

"Meu amigo, Marguerite também não é nada mansa."

"E daí?" – Roxton indignou-se – "Eu não tenho mais nada com Marguerite."

"Sei." – Ned levantou-se indo para a mata pegar lenha para a fogueira. John foi atrás dele.

"É verdade." – insistiu.

"Continue repetindo, Roxton. Talvez um dia até você acredite nisso."


"Você está com muita vergonha de mim, não é?" – Elizabeth se recusava a olhar para Laureana. Revelara em detalhes tudo o que havia acontecido. Por lealdade a amiga Charlote, havia concordado em esconder a filha sequestrada de Anne Mayfair, na propriedade dos Roxton.

"Isto é muito sério, tia." – Lara estava boquiaberta.

"Eu sei. E é por isso que fui até Anne. Para tentar dar a mim mesma um pouco de paz de espírito."

"E como você se sente agora?"

"Melhor por ter falado com ela e desabafado com você. No entanto, mais do que nunca, me sinto traída. Mesmo revelando o que aconteceu a Anne, ainda assim tentei preservar Charlote, por ela ser minha melhor amiga. Porém, agora eu sei que tudo o que ela e Hellen queriam era me usar para seus propósitos. Entende que Hellen pode ter encontrado o filho que julguei estar morto? E não me falou nada, nenhuma palavra a respeito disso?"

A velha senhora respirou fundo antes de continuar.

"Sinto-me traída e envergonhada. Não posso fazer nada quanto a isso, mas posso quebrar de uma vez o laço que eu achava que me unia a elas." – olhou para a sobrinha – "Mesmo sabendo o que eu fiz, ficará a meu lado, Lara?"

A garota sorriu e colocou sua mão sobre a da tia. - "Sem nenhuma dúvida. Não tenho o direito de julgá-la. Há algo que posso fazer para ajudá-la?"

"Anne e Leon Mayfair certamente conhecem melhor do que eu o lado negro de Charlote e Hellen... Você contaria a eles tudo o que viu e ouviu?"

"Sem hesitar, tia."

Mais do que isso, Lara ainda tinha outros planos que, no momento, não pretendia compartilhar com a tia. Não antes que estivessem bem arquitetados.


Após deixar os rapazes no local onde acampariam, Verônica voltou para encontrar a mãe, Summerlee, Challenger e Marguerite. Somente então, surpreendeu-se ao constatar o quanto correra. Foi direto até Arthur que, de todos, parecia ser o mais cansado.

"Me desculpe, professor."

O botânico tirou o lenço do bolso e enxugou a testa suada.

"Não se preocupe, querida. É bom para um velho fazer um pouco de exercício."

A loira riu. Depois olhou para Abigail, Marguerite e George.

"Quando voltei de Avalon para a casa da árvore, não foi através do portal. Foi este o caminho que fizemos."

"E eu conheço o caminho através das lembranças de Morrighan... é isso?"

"Exatamente." – a protetora estava orgulhosa das duas mulheres.

"Roxton e Ned estão nos esperando. Vamos montar acampamento, descansar o resto do dia e seguir viagem amanhã."

"Excelente." – Challenger parecia animado.

"Mãe, posso fazer uma pergunta? Acho até que sei a resposta."

Marguerite interferiu, percebendo de imediato o que era.

"O portal não falhou, Abi. Você simplesmente não o fez funcionar."

"Teria sido muito fácil, não é? Eu devia ter pensado nisso. Mas, desta vez, eu não interferi. Ainda temos esse mistério nas mãos." – Abigail colocou-se entre Summerlee e Challenger, enquanto ignorava as duas mulheres – "Digam-me, senhores, acham que se trouxer de Londres alguns bulbos de tulipas, posso fazê-las florescer no platô?"


Ultimamente, Harold e Hellen estavam saindo com regularidade e o homem sempre aparecia trazendo dois ramalhetes de flores, um para a filha e outro para a mãe. Não era segredo que Charlote o detestava.

Hellen aceitou com prazer o convite para um jantar formal a dois. E ficou extremamente surpresa ao ver onde seria.

Não era apenas o restaurante mais caro de Londres. Era também o mais exclusivo. As reservas eram feitas com meses de antecedência e, ainda assim, o lugar se recusava a receber qualquer cliente que não interessasse, sem dar nenhuma explicação.

De braços dados e elegantemente vestidos, o casal foi recepcionado pelo maitre.

"Lorde Harold! Senhorita! É uma honra servi-los. Por favor, me acompanhem.

Lentamente começaram a cruzar o salão, sem nenhuma pressa. De fato, a mulher queria, mais do que nunca, ser vista. Mais uma agradável surpresa aguardava Hellen. Sentados em uma mesa, lá estavam Anne e Leon Mayfair. Ao passar por eles, a ruiva fez questão de parar.

"Como vai, querida tia?" – sorriu maliciosamente – "Espero que esteja se divertindo... gostaria de conversar mais tempo, mas Harold reservou uma ótima mesa para nós..."

"... Na verdade, uma mesa na área reservada." – ele completou.

Anne tirou o guardanapo de linho do colo e jogou na mesa.

"Perdi a fome."

"Que pena, eu estou faminta... com licença." - Hellen puxou Harold e os dois seguiram para a outra sala.

Leon acenou discretamente para o garçom, pedindo a conta. Enquanto aguardavam, pegou a mão de Anne.

"Touché!" – deu uma leve piscadela para a esposa que sorriu discretamente.


Foi uma tarde e um por do sol agradáveis. Haviam armado acampamento com duas barracas pequenas e uma boa fogueira onde cozinharam alguns vegetais, carne seca de raptor e pão que haviam feito na casa da árvore.

Na hora de dormir, Ned e Verônica resolveram se aconchegar junto ao fogo. Forraram o chão com algumas peles e com outra se cobriram. Com isso, tanto Marguerite e Abigail, acomodadas em uma das barracas, quanto Challenger, Summerlee e Roxton, instalados na outra puderam, ter um pouco mais de espaço.

O jornalista e a futura protetora estavam abraçados, olhando as estrelas que brilhavam naquela deliciosa noite no platô.

"Já lhe contei que é mais difícil apreciar as estrelas em Londres?"

"Por quê?"

"Por causa da iluminação da cidade. As luzes são tantas que acabam tornando as noites mais claras e as estrelas não ficam bonitas como aqui."

"Estou curiosa."

"Sobre Londres?"

"Londres e as cidades do seu mundo."

"Tem idéia do que quer fazer? Onde gostaria de ir? As coisas que mais deseja conhecer?"

"Quero ir a um concerto. Meus pais sempre me falavam das orquestras... e ao teatro também... e ao circo."

"Anotado." – Malone prestava atenção.

"Andar pelas ruas... ver a neve. E quero experimentar o tal sorvete que você sempre fala..."

"Neve e sorvete... uma combinação estranha." – o jornalista ponderou – "O sorvete eu garanto."

"... e cachorro quente."

"Minha comida favorita. Não esqueça a cerveja." – ele lembrou.

"Quero conhecer sua família."

Malone ficou pensativo.

"E eu certamente ficarei muito feliz em apresentá-la a eles. Como você sabe, meu pai já faleceu, mas minha mãe e irmãs vão adorar você. Agora que você tocou no assunto, imagine você e elas juntas. Quatro mulheres falando de mim. Prometo ficar a uma distância bem segura."

Verônica sorriu.

"Gostaria de casar na sua cidade, Ned?"

"Vai me deixar escolher?"

"Nada mais justo."

"Neste caso, quero que nosso casamento seja em Avalon. E levar minha esposa para conhecer o meu mundo." – o rapaz a aconchegou ainda mais e em silêncio permaneceram observando a noite. Cansados, o sono chegou rápido.


Helen estava extasiada. Apesar de várias tentativas, nem ela nem a mãe jamais haviam conseguido jantar ali. O ambiente requintado, a comida maravilhosa, porém, acima de tudo estava na sala privativa no lugar mais exclusivo e ainda encontrara Anne e Leon. O que poderia ser melhor do que aquilo?

À luz de velas, foram servidos com o melhor vinho, os mais deliciosos pratos, os mais delicados doces, o mais sofisticado licor. Ao final, Harold fez um discreto sinal e, prontamente, um dos garçons trouxe o mais caro champanhe. Após encher as taças e colocá-lo no balde de gelo, retirou-se discretamente.

Harold pegou as mãos da ruiva, olhando-a nos olhos.

"Hellen.... desculpe... estou nervoso... Não é segredo que tive muitas mulheres. Mas eu nunca soube o que era amar qualquer uma delas. Agora eu sei que sequer chegou perto disso... Eu te amo, Hellen. Ninguém jamais foi, ou será, mais importante em minha vida do que você."

Ele tirou a pequena caixa preta de veludo do bolso e a abriu. Os olhos de Hellen se arregalaram espantados ao ver seu conteúdo. Ele continuou.

"Case comigo, Hellen, e eu serei o homem mais feliz do mundo."


No dia seguinte, logo que o sol nasceu, levantaram acampamento. Lembrando das palavras de Malone, Roxton decidiu que manteria distância da herdeira. O amigo jornalista estava redondamente enganado. Definitivamente, ele e Marguerite não tinham mais nada, exceto a amizade proveniente dos anos de convivência.

E o caçador poderia ter tido êxito, exceto por um detalhe. A morena parecia ignorá-lo sem nenhuma dificuldade e isso o incomodava. Era ele quem deveria estar fazendo isso, no entanto, não conseguia tirar os olhos dela enquanto caminhavam pelo platô.

"Droga, Roxton. Concentre-se na trilha... Você não a quer mais... Você vai arranjar uma outra mulher quando chegar a Londres. Uma mulher que faça tudo o que você quiser, sem discutir. Que cuide da casa, dos filhos, que o espere com um delicioso jantar e traga seus chinelos quando você chegar no fim do dia... Que seja dócil, obediente e calma... como deve ser." – suspirou desviando o olhar. Não demorou muito para se pegar fazendo a mesma coisa – "Droga!" – não percebeu que falara em voz alta.

"Está tudo bem, Roxton?" – Verônica o chamou de volta a realidade.

"Ahn???... Sim, claro."

A loira tentou esconder o riso. Aliás, todos tentaram. Era óbvio que John tinha um único pensamento.

"Que tal me fazer companhia e irmos pegar o almoço?" – propôs a futura protetora. O homem se animou. Gostava de caçar com Verônica e competir para ver qual dos dois era mais habilidoso. Mas no final das contas, isso pouco importava. Ele e a loira trabalhavam muito bem juntos.

"Até que enfim alguém arranja alguma coisa divertida para fazer."

E os dois entraram na mata, enquanto os outros já começavam a preparar o fogo.

"Então, o que vamos caçar hoje?"

"Vamos pescar, Roxton." – Verônica caminhava ao lado do amigo.

"Pescar? Isso é para crianças. Quero emoção. Você disse que íamos caçar."

"Falei que íamos conseguir comida."

"Para que então fui trazer meu rifle?"

"Se quer dar uns tiros, atire nos peixes."

O caçador gargalhou.

"Estou imaginando isso."

Chegaram ao rio e Verônica tirou da sacola um toco de madeira onde estava enrolada a linha. Roxton tirou outro da mochila.

"O que vai usar como isca?" – perguntou ele já colocando suas coisas no chão.

A moça se abaixou cutucando a terra úmida com sua faca. Depois pegou alguma coisa e mostrou para o homem.

"Sou conservadora... minhocas." – ela amarrou a isca na ponta da linha – "e você?"

"E eu sou um homem moderno... carne de raptor."

"Muito moderno."

Os dois lançaram a linha na água e ficaram quietos por algum tempo, até que Verônica quebrou o silêncio.

"Ned e eu vamos nos casar em Avalon."

"Estou muito feliz por vocês dois."

"Obrigada... queremos uma cerimônia simples, mas que tenha um pouco das tradições de Avalon e do seu mundo."

"É uma ótima idéia."

"E, pensando nisso, gostaria que você fosse o padrinho."

"Será uma honra, minha amiga." – o caçador estava lisonjeado.

"Então está combinado... você será meu padrinho e Marguerite, a madrinha."

"O quê?"

"Fale baixo... vai espantar os peixes."

Ele obedeceu e passou quase a sussurrar.

"Você sabe que Marguerite e eu estamos separados."

"Não enrole, Roxton. Nem precisam se olhar. Você dá o braço a ela e é só. Vai me fazer essa desfeita?"

"Está bem... farei por você. Mas é só isso. Não quero ninguém tentando nos juntar novamente. Estamos separados e ponto final. Entendeu?"

"Perfeitamente."


Hellen sorria.

Harold a havia levado para jantar e a pedira em casamento. Em seu dedo brilhava o magnífico anel Cartier. Depois, foram dançar e o agora noivo a havia conduzido soberbamente pela pista. Em seguida, já a caminho da casa da mulher, ele parara o automóvel.

"Hellen, posso deixá-la em casa. Mas tomei a liberdade de reservar a melhor suíte do hotel Cavendish. Gostaria que passasse a noite comigo. Podemos conversar a noite toda. Não tocarei em você se não me quiser. Tudo o que desejo é ver o nascer do sol ao seu lado."

A ruiva controlou a excitação. Percebeu que tinha a oportunidade de fechar a noite com chave de ouro. Não amava Harold, mas gostava de estar com ele. Gostava de sexo. Gostava do luxo, dos lugares onde ele a levava, de sua maneira gentil, educada e, obviamente, apaixonada.

"Esse tolo realmente me ama." – pensou.

Ela desviou os olhos dele e gaguejou.

"Desculpe, mas não posso. Eu te amo, mas o que diriam as pessoas? Sou moça de família, Harold."

Ele acariciou o rosto da moça.

"Sou eu quem lhe deve desculpas, meu amor. A última coisa que quero é ficar sem você a meu lado, por isso cometi essa insensatez. Por favor, me perdoe."

Ela o beijou.

"Vou levá-la para casa." – ele ligou e acelerou o veículo, dirigindo até a residência da noiva. Parou no portão de entrada.

"Vamos nos casar o quanto antes, meu amor." – prosseguiu o homem – "Conheço um lugar onde poderemos fazer isso rapidamente. Esta semana... Depois poderemos organizar uma festa inesquecível."

"Obrigada pela noite maravilhosa, Harold."


Após o almoço na mata, o grupo continuou seu caminho. No meio da tarde encontraram alguns avatares que, preocupados com a demora da protetora, decidiram retornar à casa da árvore. Mas a tempestade havia impedido que eles conseguissem chegar antes que os exploradores iniciassem sua jornada até Avalon.

Abigail já se acostumara a escolta pessoal, mas as vezes gostava de passear sozinha pelo platô e arranjava uma forma de despistá-los por algum tempo. E Avalon era seu refúgio. Lá podia andar tranquilamente e desfrutava de sua vida como parte atuante e produtiva da população do lugar, liberando os homens para ficarem com suas famílias que lá moravam.

A mulher explicou aos avatares que Verônica era a guia do grupo e que a seguiriam, não importava que direção fosse escolhida. Desta forma, agora protegidos pelos novos amigos, os exploradores seguiram por mais um dia e uma manhã até o seu destino.

Verônica parou olhando para os desfiladeiros. Ao seu lado, Marguerite fazia o mesmo. As memórias da primeira protetora e de Morrighan disparavam em suas mentes.

"Chegamos." – a herdeira anunciou enquanto todos colocavam as coisas no chão.

Abigail foi até a filha abraçando-a – "Eu não tinha nenhuma dúvida de que você nos traria."

"Obrigada por confiar mais do que eu." – respondeu a moça.

A protetora olhou para Marguerite, repetindo as palavras que a morena lembrava de terem sido ditas a Morrighan.

"Você carrega algo que não pode entrar em Avalon."

"Eu sei." – disse a herdeira.

"Sugiro que deixe com os avatares. Apesar de não ser a função deles, o platô parece bem tranquilo e acredito que ficará seguro."

Marguerite parou pensativa. - "Ficarei aqui fora. Pelo menos por algum tempo."

"Neste caso, ficarei com você." – disse prontamente Roxton.

Imediatamente, Roxton se amaldiçoou por ter se oferecido. As palavras saíram tão prontamente de sua boca, como se fosse a coisa mais natural a se fazer. - "Ótimo, Roxton! Continue neste caminho e não demorará muito para voltar a ser escravo dela. Daqui a pouco, ela o convencerá a ficar aqui com essa coisa enquanto ela descansa em Avalon."

Entretanto, ela foi rápida em responder, sem dar espaço para ser contrariada, surpreendendo-o: - "Ninguém ficará aqui fora comigo, isso não é de modo algum necessário."

"Marguerite, você virá ao meu casamento não é?" – Verônica estava apreensiva.

A herdeira pegou as mãos da loira.

"Não se preocupe, minha amiga. Não perderia isso por nada. Apenas preciso de algum tempo para pensar em algumas coisas importantes e agora é a oportunidade de eu fazer isso. Em breve entrarei em Avalon... a tempo de ensinar a vocês como fazer uma linda festa." – deu uma piscadela.

"Cuidarei para que tenha as melhores instalações. E não se preocupe com sua segurança. Os avatares permanecerão discretamente garantindo que não lhe falte nada. E, no momento em que desejar entrar em Avalon, estaremos a sua espera."

"Obrigada, Abi. A todos vocês."

Continua...

REVIEW, povo!!!!



Cena excluída, exclusiva somente para quem adquirir o dvd original (o pirata não tem!). Especialmente para fãs de Bones e House:

O pessoal de TLW viaja até Hollywood para conhecerem os estúdios de gravação das séries mais modestas e que, diferente de TLW, não possuem verba para gravar em um cenário paradisíaco na Austrália.

Antes de fazer seu tour com Marguerite, Roxton se despede de Malone, que fará seu tour com Verônica:

"Então já sabe, Ned. Quem tirar mais fotos com celebridades, ganha a aposta. Verônica, aqui tem dé-real."

"Obrigada" - ela agradeceu outra vez quando Ned também lhe deu dé-real. "Obrigada. Mas se vocês estão apostando, por que eu que fico com o dinheiro?"

"Não seja boba, minha bobinha" - Ned interveio carinhoso - "Você fica de banco. Sabe como é a Marguerite. Se deixar ela vai comprar besteira." - falou entre dentes para que a morena não o ouvisse.

O caçador e a herdeira já iam longe quando Verônica perguntou.

"Ned, dé-real é muito dinheiro?"

"Uma merreca."

"E pra que a gente vai tirar foto com celebridade?"

"Sei lá." – Malone sentiu o cheiro de queimado e ficou orgulhoso. A loira estava pensando – "Qual é a sua idéia?"

"Podemos perder a aposta. E enquanto eles tiram as tais fotos, você e eu podemos brincar de polícia. Eu sou a perigosa bandida e você me imobiliza e me revista com muita atenção."

"Hummm... gostei... e depois?"

"Depois podemos brincar de médico. Eu serei a doutora, clínica geral. E vou lhe fazer um exame beeeemmm minucioso. O que acha?"

"Curti." – o 'policial' já empurrava a 'perigosa bandida' para um canto escuro para continuar a revista.

(Há! Há! Há! Adivinhem quem escreveu essa parte?)

Mais tarde, andando pelas ruas, Marguerite chamou a atenção de Roxton:

"Roxton, olha lá! É aquele restaurante que aparece na série Ossos! Podemos ir lá? Vamos? Por favor? Diz que sim?"

Roxton olhou-a compreensivo. - "Marguerite, esse seriado é filmado em Washington, vê se cresce. Aquilo deve ser apenas uma réplica."

"Roxton, você é um chato."

"Ok, ok, nós vamos. Mas só desta vez."

No interior do restaurante, que também é igual ao do seriado, numa mesa nos fundos estão sentados Emily Deschanel e David Boreanaz.

"Olha só, Marguerite, é a Brenda (Brennan), vamos lá puxar papo e tirar uma foto!"

"Oi, Boas (bones)! Que honra te encontrar aqui! Eu sempre te vejo na TV, nossa, você é demais!"

"É... não me chame de Boas" - a mulher interrompeu Roxton.

"Espera aí, o que você está fazendo aqui com esse cara? Ele não tava pegando a Buffy?" - Ele continuou falando sem se mancar.

"Roxton, que vergonha! Isso é outro seriado. Perdoem o meu namorado, ele tem dificuldade para distinguir realidade de ficção. Esses são Brenda e Buti, eles são investigadores que, nas horas vagas, trabalham como atores. E o cara que namorava a Buffy não é o Buti aqui, era um magrelinho, o Anjo. Com licença."

Ao se afastarem, Marguerite olha para o balcão e congela. Sua cabeça pende para o lado e ela tem um olhar abobalhado.

"Roxton, eu estou apaixonada."

O caçador estufa o peito feito um pavão e dá um de seus famosos sorrisos. - "Isso todo mundo já sabe."

"Sabe?" - Ela pergunta sem tirar os olhos do balcão e Roxton desconfia que não é por ele que ela está apaixonada.

"Olha, Roxton, é o Dr. House..." - ela suspira.

"Ah, Marguerite, hable sério! Esse cara é o mais machista e arrogante que eu já vi na vida, tenha dó."

"Não é o máximo?"

"É sim, claro que é" - ele resmunga. "Ei, está pensando o mesmo que eu?"

"Ah, Roxton, motéis aqui custam uma fortuna, ainda mais para três, e eu não estou a fim de vender minhas jóias. Só se você pagar..."

Após longos segundos em que Roxton ficou imobilizado, sem reação, finalmente respondeu: "Vamos embora, Marguerite, esse ambiente hollywoodiano não te faz bem."