Retratação: "Eu não possuo os direitos sobre Saint Seiya, ou sobre qualquer de seus personagens. Todos os direitos cabem ao Masami Kurumada, criador e desenhista do mangá series. Apenas os utilizo para a redação de fanfics."
"Uma sombra de seu passado volta para atormenta-lo. Resistirá Afrodite e seu casamento a todo esta tormenta?"
As rosas não falam - fase dois
Capítulo 08 - Separação
Afrodite estava paralisado. "O que aconteceu aqui...? Eu pedi uma caixa de doces de fruta, trufas recheadas com frutas... o doce preferido dela... não isso..." pensou olhando para o conteúdo do embrulho.
- Que-quem poderia ter feito isso?!?! – exclamou olhando para o imenso buquê de rosas vermelhas.
Dentro dele havia um bilhete: "Com amor e carinho para minha doce amada, Cypria. Afrodite."
xOx
Cypria desceu correndo as velhas escadas de pedra, a cada passo que dava soltava um espirro. Desta vez nem mesmo sua máscara de amazona era capaz neutralizar o aroma que causava sua alergia. Parou na altura da oitava casa.
Sentou em um dos degraus e atirou sua máscara ao longe. "Bela porcaria... Não serve de nada..." pensou tentando manter a calma assim como o médico havia lhe dito. Manter a calma significava fazer com a crise não aumentasse. Aos poucos conseguiu respirar com tranquilidade, sentiu um imenso alívio.
Ainda sentada com os braços abraçando as pernas e olhando para qualquer coisa no chão, ela sentiu algumas lágrimas escorrem por seus olhos. Estava muito magoada, embora sua tez não desmonstrasse isso, ela havia confiado nele, na palavra dele e no entanto em pouco tempo ele a decepcionou. Soluçou baixinho, enquanto o sol caia por entre os montes do santuário.
Algumas horas depois...
- Cypria? O que faz aqui? - perguntou agachando-se para ficar na mesma altura que ela. Não houve resposta, sequer um suspiro. "Estaria morta? Não... Desacordada..." pensou pegando a moça em seus braços e a levando para sua casa. - O que terá acontecido...
- Ai ai... onde estou? - ela abriu os olhos devagar. Estava numa sala bagunçada com um terrível odor e o sofá onde estava tinha sua capa meio suja. Teve vontade de vomitar. Olhou para os lados e visualizou um quadro na parede com um homem forte segurando um escorpião preto... Logo a resposta veio a sua mente: Miro! Estava na oitava casa...
- Que bom que você acordou. Tome este copo de chocolate quente. - ele gentilmente ofereceu-lhe uma caneca com o líquido efumaçante.
- Obrigada... - ela respondeu sem muita animação. O encarou com os olhos marejados. - Ele me traiu, Miro...
- O que disse?
- Ele me deu um ramalhete de rosas vermelhas, mesmo sabendo de que não posso chegar a nem dez metros de um... - ela soluçou. - Me prometeu e não cumpriu... em todo esse tempo de casados ele nunca havia feito algo assim...
Miro a encarou incrédulo, conhecia Afrodite a mais tempo do que ela e sabia que ele não era capaz de algo assim. Havia algo errado nessa história...
- Eu... eu posso ficar um tempo aqui, Miro? - ela perguntou docemente.
- O quê?!?! - ele exclamou. - Por que?
Ela foi até a janela e mirou a Sala do Grande Mestre. - Eu não quero incomodar a Saori e nem quero voltar para casa de peixes, estou muito magoada com ele. Também não posso voltar para a Vila das Amazonas, não sou mais amazona... Além de que você agora é mestre dos meus filhos, não iria me negar este favor... é por pouco tempo... pretendo me afastar do Santuário, vou voltar para minha casa com minha mãe e se Athena me permitir com meus filhos...
Ele apenas a encarou, perplexo. Não conseguia acreditar naquelas palavras ditas assim tão de repente. "Deve estar fora de si... melhor não contrariar..." pensou tentando tomar uma decisão. - Tudo bem. Eu converso com Afrodite e não permitirei que ele lhe importune, afinal você agora é minha convidada.
Ela sorriu mais aliviada. - Muito obrigada, Miro.
xOx
Afrodite desabou em seu sofá e tentou de todas as formas buscar uma solução, algo que lhe dissesse quem é era esse inimigo... "Só pode ter sido obra dele, desse maldito que esta me marcando... quem é este cara??" pensou sem conseguir encaixar as peças do quabre-cabeça. Havia passado a noite em claro, não tinha motivos para descançar e nem conseguia, não enquanto não tivesse colocado uma rosa branca no coração deste ser.
Com toda a confusão do dia anterior e tensão que estava a casa nos últimos dias, Helena se dispôs a cuidar dos netos e privar Cypria e Afrodite de maiores preocupações. Agora todos estavam dormindo sossegados enquanto uma das maiores guerras estava para acontecer.
Afrodite tomou um banho e correu até a casa de Shaka. Precisava declarar guerra a este inimigo e derrota-lo de uma vez por todas. Entrou bufando na sexta casa e quase caiu para trás...
- Shaka! O que significa isto? - segurou para não rir do amigo.
- Não está vendo, Afrodite... Estou fazendo as unhas! - ordenou que a serva saísse do recito. - Aliás, bom dia.
- Fazendo as unhas? - ele o encarou segurando o riso.
Shaka estava com uma veia levantada na testa e falou num tom de irritação: - Se não sabe, fazer as unhas é um ato de higiene...
- Tudo bem, deixa para lá.. - ele se concentrou em seu objetivo. - Shaka, eu acho que o 'inimigo' passou dos limites...
- O que aconteceu?
Depois de alguns minutos de explicações, Shaka falou: - Agora temos certeza de que ele quer lhe atingir e quer lhe separar de sua esposa...
- Tá isso eu já percebi.. ¬¬ Mas não consigo me lembrar de ninguém que quisesse me atrapalhar... dessa maneira tão egoísta. - ele forçou a mente. - De todos os que tive inimizade, esse parece ser o pior! Não consigo lembrar de nenhum nome...
Shaka voltou a sua posição de lótus. - Nenhum ex-namorado?
- Não... eu nunca tive nenhum namorado. - ele se acomodou uma almofada de Shaka. - Na verdade nunca tive qualquer relacionamento com nenhum homem...
Nessa hora, Shaka abriu os olhos. - Nunca? Mas então por que você...
Afrodite o interrompeu. - Ser vaidoso e admirar a deusa que empresta seu nome a ponto de querer parecer mulher e fingir que é apaixonado por outro homem, pode ser considerado loucura?
- Eu...
- Ela, minha esposa, me fez ver o quanto eu estava enganado... o quanto neguei a mim mesmo todo esse tempo por achar que o que os outros me diziam era verdade... - ele corou levemente um pouco sem jeito com as palavras. - Agora, um qualquer pensa que vai me afastar dela?
- Bem... claro que vamos descobrir quem é esta pessoa e aplicar-lhe o julgamento divino...
- Isso... não tem mesmo idéia de onde ele possa estar?
- Não... Ele ou ela é muito astucioso e sabe como ninguém enconder seu cosmo. É como se sempre tivesse um nuvem que dispersa o cosmo, para que não posso ser encontrado.
- Então teremos muito trabalho..
- Com certez..
- AFRODITE! - entrou correndo e tropeçou em Shaka, ambos cairam no chão: - Foi mal, Shaka...
- Miro... SAIA JÁ DE CIMA DE MIM!!! - ordenou o loiro perdendo a compostura.
- Tá tá.. - olhou para peixes. - Antes que me mate ou faça qualquer coisa semelhante, eu vou lhe contar... A Cypria pediu para ficar um tempo lá em casa.
- O QUÊ?!?! MAS VOCÊ NÃO A TOCOU, NÃO NÉ? SEU MALDITO, SAFAD..
- Calma aí... tenho consideração por você... nunca iria fazer isso.. Ela estava muito mal depois que discutiu com você, falou que ia voltar para casa com a mãe e com as crianças... ia esquecer do Santuário.
Parecia que uma corrente elétrica havia passado pelo corpo de dele. "Sair?" pensou atordoado. Procurou algum lugar para se apoiar e acabou tombando no chão. Miro correu para acudi-lo.
- Desculpe...
- Agora Afrodite, nós teremos que lhe ajudar. - falou Shaka. - Essa pessoa já está passando dos limites! Põe em risco a vida de Athena!
- Você já havia me dito isso... - fuzilou Shaka com o olhar. - O que faremos?
- Eu tenho uma idéia... - Miro sorriu enquanto contava detalhadamente sua idéia...
xOx
No mesmo instante, Máscara da Morte estava em sua casa se preparando para dar umas voltas fora do Santuário, ele iria dar uma passadinha no bar de quinta categoria que ficava próximo ao santuário... Foi interrompido bruscamente por um estrondo vindo do lado de fora de sua casa.
Depois ouviu alguns aprendizes batendo na sua porta. Uma de suas servas atendeu e logo correu para contar ao seu mestre o acontecido.
- Mestre! - ela começou. - Alguns aprendizes vieram aqui para se desculpar pelo barulho e por sua... - a serva hesitou em falar e se benzeu antes de contar. - sua... moto.
- O QUÊ?!? MINHA MOTO? - ele correu para o local da destruição e não havia mais nada da sua moto... anos de trabalho jogados fora como um pedaço qualquer de papel. - Minha... moto...
A serva se escondeu por detrás de um pilar e observou a cena. O cosmo de Máscara da Morte explodiu até o vigésimo sentido e antes que ele pudesse correr atrás dos engraçadinhos, alguém tocou em seu ombro fazendo-o voltar a sanidade.
- Que ódio... huhuhu - ele brincou tirando a mão do ombro de câncer. - Gosto de ver assim...
- O que você quer... não vê que estou atrasado? - ele apontou para os destroços da moto. - Algumas cabeças novas para minha coleção me aguardam no campo de treinamento...
- Esqueça isso, não valerá a pena. - ele olhou ao redor. - Tem alguém nos observando, vamos entrar.. - o outro concordou com a cabeça e eles caminharam em direção ao interior da casa de cancêr.
A serva que olhava atentamente a conversa dos dois saiu dali e seguiu para a cozinha. Os assuntos particulares do seu mstre não cabiam a ela, mas mesmo assim não pode deixar de gravar aquele rosto tão belo que ela havia visto por poucos segundos...
Dentro do quarto de cancêr, os dois conversavam amigavelmente:
- Bom trabalho. Agora ela está fora do meu caminho e dentro do seu. - ele ajeitou os seus cabelos negros. - Agora, o próximo passo.
- Qual será? - Máscara sorriu pelo canto da boca imaginando como faria para se aproximar da Cypria.
O rapaz vestido com roupas simples de treinamento parado em frente a ele abriu um imenso sorriso. - Em poucos dias, meu querido peixinho vai saber quem é o seu inimigo que tanto lhe atrapalhou e até.. veja que lástima, o separou de sua amada esposa. HUHHUHUHAHAUHAUAHAHAHAHHHH!!!!!
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- Então... você está dizendo que nós devemos participar do torneio de lutas das olimpíadas para descobrir o inimigo?
- Isso! Durante o torneio ele não poderá esconder o cosmo, aí como o Shaka já identificou o cosmo dele na mãe da Cypria, é provável que ele consiga rastrear o cosmo na hora das lutas...
- Só que... Miro, se ele não participar? - perguntou Afrodite.
- Hm... aí partimos para o plano B!
- Que plano B? - perguntou Shaka franzindo as sobrancelhas.
- Investigar! - finalizou. - Agora, é preciso que participemos dos combates.
Os dois concordaram embora um tanto relutantes. Iriam nesse mesmo momento começar os preparativos para o torneio das olimpiadas, cada um ainda tinha muito o preparar...
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- Mãe? Eu vou morar por alguns dias aqui na casa de escorpião... por favor cuide das crianças que eu pedir a Atena para que possamos voltar para casa ainda no final da semana... - ela desligou o telefone e caminhou para fora da casa. O céu estava bem estrelado e diferente do calor infernal diário, soprava uma brisa gelada.
"Afrodite... pelo visto você nunca mudou. Continou por todos esses anos a ser como aquele chato narcisista de quando nos conhecemos.. Agora eu quero distância de você." pensou observando as estrelas. "Amanhã estará tudo resulvido, vou para o mais longe de você que eu possa estar..."
Um aroma bem suave percorreu seu olfato. Era confortante e quente, dava-lhe a sensação de que tudo estava resolvido e que não sentia mais a dor em seu peito. Sem domínio em suas pernas, ela caminhou lentamente até encontrar o ponto de onde surgia aquele aroma.
Olhou ao seu redor estava próxima do laguinho, o aroma vinha de uma urna depositada no chão por cima de uma folha de vitória-régia próxima às margens do laguinho. - Um incenso? Quem deixaria um incenso aceso por aqui e... - aspirou o aroma mais profundamente e caiu desacordada.
Um vulto saiu de trás das árvores e apanhou nos braços o corpo da jovem. Por onde passava ele deixava um rastro de pétalas de flores: anêmonas de várias cores, encharcadas de sangue.
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Miro havia acabado de chegar em sua casa e notou que Cypria não estava lá. Olhou em todos os quartos e até no banho. Nenhum sinal dela. Por fim encontrou um papel dobrado por cima da mesa:
'Miro,
Estou saindo por uns dias, vou ficar num hotel em Atenas. Não tente me procurar, nem conte para ninguém. Voltarei no dia das Olimpiadas para buscar meus filhos. Muito obrigada por tudo.
Cypria.'
"Ela foi para um hotel? Então conseguiu falar com Atena..." guardou o bilhete e se jogou na cama. Caiu rapidamente no sono.
Continua...
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Nota da Autora:
Oie!!! Mais um capítulo!!! Em tempo recorde! Ebbaaaa!!! \o/
Agradecimentos especiais todos os que leram o último capítulo e vêem acompanhando a fanfic que caminha para os capítulos finais... o.o
Até o próximo capítulo!
Lady Kourin
- Fevereiro/2007 -
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