CAPITULO VI
Rin correspondeu ao beijo com desespero, usando os braços para puxá-lo para mais perto. Consumido pelo desejo, Sesshoumaru acariciava o corpo delicado com intimidade crescente, deixando os lábios explorarem a coluna delgada do pescoço, o queixo e o rosto.
- Mostrem-me o que sente Rin. Diga o que esta pensando.
- Acho que estava errada. – as palavras soaram ofegantes.
- Errada... em que?
- Você é encantador. Tem o poder de enfeitiçar-me.
- Não cara. Foi você quem me enfeitiçou. Encantou-me desde a primeira vez em que olhei nos seus olhos.
Rin encarou-o chocada. Ninguém jamais tinha falado com ela daquela maneira. Por outro lado, nenhum outro homem a beijara como Sesshoumaru. Era um beijo que desafiava a lógica, a razão e analise. Não fazia sentido, mas, ao mesmo tempo, tinha a sensação de que tudo era perfeito.
Incapaz de resistir aproximou os lábios dos dele para mais um beijo.
Estava encrencada. A situação só poderia levá-los a um lugar, e não se sentia preparada para isso.
- Por favor... – murmurou. – Temos de parar.
- Por quê? A porta esta trancada. Ninguém vai nos incomodar.
- Mas não é isto que queremos.
- É exatamente isso que queremos cara.
- Tudo bem, então não devemos querer. Nem é esse o objetivo do exercício.
- Exercício? – Stefano repetiu com uma sobrancelha erguida. – Vejo que Penélope voltou.
- Receio que sim.
Ele a soltou. Quieto, esperou que ela ajeitasse as roupas e os cabelos. A situação era quase tão intima quanto as caricias que haviam trocado.
- Espero que o exercício, como você prefere chamar, possa ajudá-la a distinguir-me de Inuyasha.
Seria capaz de lembrar o sabor daqueles lábios para sempre. E não podia permitir que ele a afetasse daquela maneira.
- É um começo...
Mas que um começo, se fosse honesta. Nunca mais confundiria os dois irmãos. Sesshoumaru tinha razão. Se continuasse criando cenas com as do elevado, arruinaria tudo que estavam tentando construir. Embora não houvesse compreendido os benefícios de fingirem um romance, Sesshoumaru a convencera de algo muito importante. Seu tio ficaria devastado se, logo depois do casamento, tomasse o poder. Um caso de amor, no entanto, a ajudaria a salvar certas aparências.
- Essa é a única razão para ter me beijado como fez? Queria encontrar um jeito de distinguir-me de meu irmão? Não... não acredito nisso. Acho que queria mais... como eu.
Rin balançou a cabeça, tomada por um pânico irracional.
- Não é possível. Não foi isso que combinamos.
- E se mudei de idéia? Você foi prevenida... sabe que não sou um homem de palavra.
- Não seja ridículo. Sei que é honrado, ou não estaria aqui. Mas... mudou de idéia?
- Seja honesta Rin! Acha que poderemos vier juntos por meses inteiros sem levarmos essa situação... a um passo a frente?
- Quer dizer que temos que fazer amor porque é inevitável?
- Não. Devemos fazer amor por que é o que queremos.
Tinha de usar o raciocínio, ou estaria perdida.
- Eu nunca disse que queria fazer amor com você. Nós nos beijamos. Foi... bom. Fim da historia.
- Bom?
Oh, não! Ele estava furioso outra vez os homens eram criaturas sensíveis.
- Tudo bem, foi muito bom. Ótimo. Mas não vejo motivos para transformar um beijo em um evento memorável. Deve ter beijado dezenas de mulheres sem ter sentido necessidade de levá-las para a cama. – tentou ajeitar os óculos, mas eles não estavam sobre seu nariz. – Ou estou enganada?
- Não.
Antes que pudesse antecipar sua intenção, ele a tomou nos braços novamente. O encontro entre os corpos reacendeu o desejo. Devia ser uma reação química. Algo em Sesshoumaru, o cheiro da pele, talvez, a afetava de um jeito que não podia explicar, forçando uma resposta elementar, primitiva, desesperada e irracional.
Irresistível.
Tentou recuar. Mas ele a reteve entre os braços e girou o corpo, caindo sobre o sofá e amortecendo seu peso.
- Entregue-se Rin.
- Não posso. Não imagino o que faria comigo e...
- Eu a acariciaria.
Não podia continuar ouvindo, por maior que fosse a alegria provocada pelo tom sincero da declaração. Tinha de silenciá-lo e só conhecia uma maneira. Por isso, beijou-o, banindo da mente as noções de dever e responsabilidade.
Pela primeira vez na vida queria apenas sentir.
Os lábios flertavam com os botões de sua blusa com suavidade impressionante. Ele a enfeitiçava, encantava e excitava. Depois de abrir sua blusa, Sesshoumaru levantou o sutiã, libertando seus seios. O toque das mãos quentes a fez gemer.
- Sesshoumaru...
- Sim, cara. Murmure meu nome. Sinta meu cheiro, meu sabor... aceite-me dentro de você. Quero deixar minha marca em seu corpo para que nunca mais me confunda com outro homem.
- Eu não poderia... não depois disto...
- Prefiro ter certeza.
Sentia a ereção poderosa na parte mais intima de seu corpo. Uma das mãos dele descia lentamente, buscando alcançar o mesmo objetivo. Os dedos ultrapassaram a barreira do tecido transparente da calcinha e tocaram a região quente e úmida. Rin sentiu o coração explodir num grito abafado.
- Chega. – suplicou, deixando a cabeça cai no peito musculoso. – Não posso mais suportar.
- Eu sei. Também sinto que estou perdendo a razão. Agora... diga que o que sentiu foi bom. Afirme que nosso casamento será apenas um contrato frio e impessoal. Talvez odeie a idéia, mas o que acontece com nós é inevitável. Foi decidido no momento em que entrou neste escritório e me pediu em casamento. Lute cara. Lute, se acha que é assim que vai se sentir melhor. Mas a rendição acontecerá. E nem toda lógica ou determinação do mundo poderão mudar nosso destino.
- Não! Nunca me deixei dominar pelas emoções!
- Continue repetindo, e talvez daí acredite nisso.
- Não preciso acreditar em nada. É você quem tem de entender.
Se não fosse embora depressa, acabaria cedendo sob o peso dos sentimentos que tentava negar. Por isso levantou-se e, chocada com o estado das roupas. Ajeitou uma peça de cada vez com movimentos desajeitados. Nunca antes estivara tão descomposta. Como Sesshoumaru havia conseguido? O homem era uma ameaça ao seu equilíbrio.
- A discussão acabou, Sr.Taishou.
- Não. Apenas foi adiada Srta.Ozawa. – e levantou-se. Torcendo o nariz ao ouvir um estalo. – Lamento informá-la que cometemos um grave erro quando nos atiramos sobre o sofá.
- Foi você quem se jogou no sofá. Quanto a ter sido um grave erro, não preciso de você para saber disso.
- O que não sabe é que seus óculos estavam sobre uma das almofadas.
- Esqueça. Pelo menos as lentes estão intactas. E vou guardar a armação retorcida para lembrar-me dos erros que devo evitar no futuro.
Pegou os óculos e endireitou os aros da melhor maneira possível antes de equilibrá-los sobre o nariz. Se o sorriso contido de Sesshoumaru era uma indicação, devia esta oferecendo uma imagem ridícula. Mas pelo menos recuperara a sensação de profissionalismo.
Sesshoumaru passou a mão na cabeça e respirou fundo.
- Sugiro que falemos sobre o presente, já que ele a incomodou a ponto de ter vindo até aqui.
- Ótimo – como pudera esquecer? – Quanto ao presente...
- Não gostou dele?
- Não é isso.
- A cor então?
- Não, não. Gosto daquele branco perolado. É que...
- Comprei o numero errado?
- Não!
- Então?
- É o conjunto. Casais de namorados trocam flores, bombons... por que me mandou uma roupa intima?
- Inuyasha sempre dava flores a Kagome. Ah, e penas.
- Penas?
- Nunca entendi o propósito do presente, mas, sempre que perguntava, eles começavam a rir. Apesar de sempre ter conseguido resultados positivos com suas escolhas, achei melhor não seguir os passos de Inuyasha.
- Por quê?
- Para que não haja mais duvidas em sua mente sobre as diferenças entre nós.
- Considere a missão cumprida.
- Pensei em comprar bombons ou rosas vermelhas, mas achei que seria comum demais. Como queremos criar a impressão de um romance tórrido e temos pressa, preferi renda e cetim. Assim ninguém terá duvidas quanto à natureza do nosso relacionamento.
- Nesse ponto tem toda razão.
- Afinal, o que aconteceu quando abriu o presente?
- Fiquei tão assustada, que derrubei a caixa.
- Espere um minuto! Não disse que tinha companhia?
- Três presidentes de três empresas distintas.
Ele riu.
- Aposto que causou uma certa comoção.
- Duvido que fissem mais surpresos com a presença de uma cobra venenosa na sala.
- E o que você fez?
- Passei cerca de trinta segundos boquiaberta, com os olhos arregalados e o rosto vermelho. Depois recolhi tudo do chão. Ou tentei. Tem idéia de como cetim é escorregadio?
- Sim, tenho uma certa familiaridade com o material. E lamento saber que você não o conhecia tão bem.
- Prefiro algodão.
- Agora eu sei. Vamos pensa no que podemos fazer a respeito disso.
- Não, não vamos. De hoje em diante, guarde seu cetim para você. Entendeu?
- Não sei se vou ficar bem..
- Sesshoumaru!
- Esta bem, entendi o que você quer. Mas não é isso que vai acontecer. Temos de convencer a todos sobre nosso amor. E estávamos indo muito bem, até você atacar meu irmão.
- Você prometeu acatar minhas orientações.
- Não. Prometi que aceitaria você no comando do casamento, mas ainda estamos no noivado. Encare os fatos, Rin. Agora que anunciou ao mundo que Inuyasha andou enviando roupas intimas para o seu escritório, vou ter de me esforçar muito mais para dar impressão de que existe um romance entre nós. Não posso permitir que o futuro do nosso relacionamento seja comprometido.
- Bem, qualquer um que me veja neste estado não terá dúvidas sobre o que sinto por você. Olhe só para mim!
- Linda! – e era verdade. Diante dele havia uma mulher vibrante, quente e deliciosa.
- Você me amassou!
- Também estou todo amarrotado. E daí? Alem do mais, você fica bem de qualquer jeito.
- É uma questão de opinião.
- Minha opinião é a única que importa.
Rin respirou fundo, traindo uma certa impaciência, mas não persistiu na discussão?
- Chega de presentes indecentes Sesshoumaru. Podemos convencer ao mundo sobre nosso relacionamento sem entupir meu escritório de sutiãs, tangas e outras peças sugestivas. E sem amassar minhas roupas.
- Quer presentes tradicionais? Pois bem, você os terá. Quanto a amarrotar suas roupas, lamento, mas pretendo repetir o gesto regularmente. Não é só meu dever, como um prazer.
Não confiava no brilho dos olhos dele. Sesshoumaru tramava alguma coisa, e sabia que não gostaria de descobrir o que era. Ou gostaria demais... O que era ainda pior.
- Talvez deva expor suas idéias antes de coloca-lás em pratica.
- Acho que não.
- Seria mais seguro.
- Cuidado Rin. Já disse que poderá controlar boa parte de nossa relação, mas para tudo existe um limite. Pode acabar encontrando mais do que procurava.
- Vejamos... isto não é uma ameaça, mas uma promessa certo?
- Tem alguma duvida?
Sesshoumaru não havia movido um só músculo, mas ela se sentiu impelida a recuar. A agressividade masculina nunca a incomodara, e lidava com ela há muitos anos. Mas algo naquele homem despertava suas facetas mais femininas. Ele tinha o poder de desapertá-la par a vida, de expô-la com profundidade e clareza espantosas, revelando falhas que gostaria de manter ocultas.
Havia subestimado o poder do homem, tanto no sentido físico quanto no intelectual, era chocante descobrir-se impotente diante de tal força. Esperava que fosse controlado a ponto de dominar essa energia. Porque já descobrira que, uma vez liberada, ela era uma entidade com viça própria, impossível de reprimir.
- Bem, agora que esclarecemos tudo, acho melhor ir embora – anunciou aflita.
- Terminaremos esta nossa conversa Rin. E não será no ambiente de trabalho. Será em um lugar calmo e tranqüilo onde não seremos interrompidos. E não vou desistir enquanto não provar meu ponto de vista.
- Estarei esperando ansiosa. – mentiu, tentando preservar um mínimo de dignidade.
Assim que chegasse ao escritório, anotaria todas as respostas em que havia pensado nos últimos minutos, comentários precisos e astutos que poderia ter feito. Assim estaria preparada para a próxima vez em que Sesshoumaru a beijasse até fazê-la perder a razão.
Impaciente, esmurrou o botão do elevador.
- Esta com pressa?
Ela se virou e olhou para Sesshoumaru com ar furioso.
- Não comece! Não acha que já fez o bastante por hoje?
- Como?
- E não faça essa cara de inocente!- enquanto esperava o elevador, aproveitariam para usar alguns daqueles comentários que pretendia anotar e guardar. – você parece pensar que só precisa me tocar para me transformar em uma criatura desprovida de vontade. Pois, saiba que esta enganado, e vou provar o que digo. – deu um passo para o lado, e agarrou pela lapela do paletó e puxou-o para perto do rosto. Depois o beijou como se aquele fosse seu ultimo gesto em vida. Encerrou o beijo depressa, antes que a reação química pudesse ser disparada. Era impressionante, mas não sentira nada. – Viu? Nada. Nem um suspiro de prazer, nem um arrepio.
- É bom saber disso – anunciou uma voz atas dela. – Seria horrível se minha futura esposa encontrasse mais prazer nos braços do meu irmão do que nos meus.
-Oh, não! De novo não!
Rin olhou para trás e estremeceu. Sesshoumaru não parecia muito feliz. De fato, suspeitava de que teriam mais uma discussão, e essa terminaria de maneira bem diferente das anteriores. O elevador chegou, e ao ouvir o sinal sonoro, ela mergulhou na cabine metálica e apertou o botão para o térreo.
- Só tenho uma coisa a dizer, Sesshoumaru Taishou – anunciou quando as portas começaram a se fechar.
- Pois eu tenho muitas. Mais de mil!
- Posso imaginar.
- O que tem a me dizer? Fale de uma vez!
Ela riu.
- Fico feliz por não serem trigêmeos!
No final da tarde o presente de Rin tinha chegado para surpresa de Sesshoumaru.
- Não vai abrir? – Inuyasha perguntou ao irmão.
Sesshoumaru olhou a caixa com ar desconfiado.
- Sinceramente? Estou com um certo... receio.
- Acha que ela quer se vingar?
- Sem duvida.
- Ótimo! Abra a caixa, e vamos nos divertir.
O pacote era maior e mais pesado do que aquele que enviara para ela. E fazia um ruído estranho. Curioso, rasgou o papel e levantou a tampa da caixa. Dentro dela havia vários pacotes menores. Ele pegou o primeiro, um objeto retangular e longo. Removeu a embalagem e descobriu uma placa de cobre com seu nome para ser posta em cima da mesa.
Inuyasha riu.
- Bem, é uma solução. Mas, para ser eficiente, vai ter de pendurá-la no pescoço.
- Isso esta se tornando ridículo – Sesshoumaru resmungou. – como posso convencer a todos sobre o nosso romance, se ela vive nos confundindo? E pare de rir! Ela o beijou pensado estar em meus braços. Isso não tem graça nenhuma.
- Foi só um beijo rápido. E ela mesma disse que não sentiu nada.
- E isso deve ser o bastante para fazer-me feliz?
- Podia ser pior. E se ela tivesse gostado?
- Kagome teria algo a dizer sobre o assunto.
- Oh, mas ela já emitiu sua opinião, mas prefiro não repetir as palavras escolhidas por minha esposa. São... impróprias para uma senhora decente. Não vai abrir os outros pacotes?
Sesshoumaru passou ao segundo presente, um chaveiro de ouro com seu nome gravado. A raiva começou a dar lugar ao bom humor. O terceiro embrulho continha um prendedor de gravatas. Depois encontrou uma caneta, uma pasta e um par de suspensórios, todos com seu nome gravado em grandes letras douradas.
- Parece que Rin tem senso de humor, afinal - reconheceu rindo. E isso o agradava muito. Não saberia viver com uma mulher rabugenta. Kagura Bennett havia sido uma dose mais do que suficiente.
- Ainda há mais um pacote – Inuyasha apontou, espiando para dentro da caixa.
Sesshoumaru removeu a embalagem e riu. O presente era uma cueca com seu nome gravado na parte de trás em grandes letras negras.
- Cem por cento algodão! – exclamou gargalhando. – Uma mulher prática e simples.
- Por acaso pretende retribuir essas pequenas gentilezas?
- É claro que sim – disse, girando a cadeira para olhar para a janela de Rin do outro lado da rua. – Mas não tão depressa. Prometi a ela que escolheria um presente tradicional e sou um homem de palavra.
Mal podia espera para ver como sua racional, pratica e lógica Rin reagiria.
O presente chegou já era quase dez da noite.
Rin olhou o interior da caixa e foi tomada por uma paixão súbita... uma resposta perfeitamente racional, pratica e lógica para o que via ali. Era o que afirmaria até o ultimo suspiro.
Bem que tal fazermos uma enquête, Na opinião sincera de vocês e possível encontra um homem como nosso amado sesshy, digo com sua personalidade, pois apesar de seu jeito frio e calculista ao encontra a mulher que ama se entrega de corpo e alma a essa paixão.
Digam-me a opinião de vocês e não esqueçam de comentar sobre a fic, beijos e estou mega feliz que estejam gostando.
