Capítulo 8. Ele é simplesmente ELE
Acordei assustada e com muito calor. Sentia-me pesada e desconfortável, com os olhos duros como se eu tivesse dormido muito. Olhei ao meu redor e vi que eu fui colocada para apenas um canto da cama, tendo Renée dormindo do outro lado. Vaguei meu olhar pelo resto do cômodo, vendo as horas na mesa de cabeceira. Eram cinco da manhã.
Sentei-me devagar, passando a mão nos meus cabelos, tendo tirar os fios rebeldes do eu rosto quando a ficha caiu. Céus! Eu tinha dormido onze horas seguidas!
Como estava sem sono – obviamente –, me levantei e fui me arrastando para o banheiro, onde fechei a porta, liguei a luz e vendo o meu reflexo no espelho. Me assustei com o que vi ali. Não que eu estivesse horrorosa, mas apesar do meu rosto estar inchado por conta de eu ter dormido muito e o meu cabelo estar uma completa bagunça, eu parecia ter ganhado um pouco de cor, meus olhos pareciam mais claros que o normal e, pela primeira vez em muito tempo, me senti bem comigo mesma. Me sentia até mesmo... Bonita.
Estreitei o olhar ao me encarar no espelho.
O que teria feito eu acordar com esse efeito? Ignorei e fui tomar um banho quente para ver se o concreto que eu sentia em cima dos meus ombros, sumia. Assim feito, ajeitei o meu cabelo e fui para o quarto, abrindo a porta do armário com cuidado para não acordar Renée que parecia dormir profundamente. Voltei ao banheiro e vesti uma blusa de manga cumprida cinza e um jeans.
Olhei no meu relógio de pulso. Eram quase seis horas, por isso decidi preparar o café da manhã antes que eu tivesse que sair para trabalhar. Nem acreditava que finalmente tinha um emprego! E que finalmente poderia me inscrever na faculdade e fazer o meu curso. Um sorriso brotou no meu rosto por dois motivos. E um, infelizmente, era triste por um lado.
O primeiro, por conta da empolgação que sentia em começar a faculdade e o segundo, por conta que me lembrei que Edward iria ser o meu guia lá e que iria me buscar para irmos juntos. Automaticamente lembrei ontem. Do nosso beijo inusitado. De como foi bom... Balancei a cabeça tentando não me dar esperanças.
Bella, não invente, isso a fará sofrer depois!, pensei. Ele não é homem para você. São de mundos completamente diferentes!
-Eu sei, eu sei... – Murmurei irritada.
-O quê que você sabe? – Escutei a voz da minha mãe aparecer, me fazendo saltar. Ela riu ao se aproximar e analisar o que eu estava cozinhando. Panquecas.
-Humm... – Analisei-a por debaixo da minha franja que teimava em cair. Encostou-se na bancada, me olhando com seu olhar superior e gozador. – E então? Vai responder ou não?
Voltei minha atenção às panquecas, mordendo o lábio e pensando em uma desculpa.
-Eu sei que... – Hesitei ainda pensando. – Que eu tenho muito que fazer hoje.
Renée cruzou os braços.
-Eu. Não. Acredito. – disse pausadamente e enfatizando com o arregalar dos olhos. Sorriu. – Vamos. Me conte. – Como nada falei, ela seguiu. - Eu tenho uma hipótese! – afirmou animada.
Revirei os olhos e acenei para que ela seguisse em frente.
-Eu acho... Que você estava pensando em Edward! – Sorriu abertamente assim que me viu corar. – Ará! Acertei!
-Certo, mãe... Chega. – Olhei-a séria.
-Ounn, Bella! – Me abraçou com um enorme sorriso. – Você sabe que eu te apoio, certo? Adorei-o e também acho que ele será uma excelente escolha para você...
-Pára, mãe. – Tentei soar séria, mas não agüentei e acabei rindo de sua cara. – Eu e Edward não temos nada...
-Mas olha como é o destino! – Ignorou-me, olhando para o nada como se estivesse analisando algo no ar. – Você o conheceu a fim de dormir com ele! – Fiz uma careta que ela não notou. Esse era um dos motivos para, mais uma vez, Edward não querer nada comigo.
-Hum...
-Bella, querida... – Vi que ela me olhava. – Eu acho que este é o início de uma bela história...
-História? Que história, mãe? – Explodi. – Edward Cullen nunca, nunca iria querer algo comigo! Ponha isso na sua cabeça, por favor! – Calei-me. – Pelo menos nada sério... – Murmurei mais para mim mesma, mas Renée ouviu.
-Como assim "nada sério"? – Senti ela me secar com o olhar enquanto eu terminava de montar as panquecas em uma pilha.
Merda.
– Quer dizer que já houve alguma coisa! Bella! – Riu alto. – Por que não me contou?
-Porque não há nada para contar.
-Aham... Vamos. Me conte. Aposto que foi antes de eu chegar. – Sustentei seu olhar e ela procurou sua resposta ali, no meu. Ao que parecia achou, pois arregalou os olhos e sorriu mais ainda, se é que era possível. – Ele te beijou?
Meu rosto ferveu como se tivessem me lançado em um caldeirão de água fervendo. Não tinha como negar com uma prova tão estampada no meu rosto! Limitei-me a assentir. Logo depois a vi pulando de alegria... Bizarro.
-Mãe... – Ergui a sobrancelha, enquanto levava os pratos para a mesa, que ela já tinha ido se sentar. – Por que está tão feliz?
-Porque o rapaz é perfeito! – Seus olhos brilharam. – Ele é lindo, tem um grande futuro pela frente, de boa família...
-Falando assim até parece que eu estou interessada no dinheiro dele. Disse me sentando á sua frente e pegando algumas panquecas.
-Não, filha, mas não podemos deixar de reconsiderar isso também. – Se explicou, se servindo de suco de laranja. – Edward é um perfeito cavalheiro, cozinha bem, o que é um bônus, e ainda gosta de você!
-Rá! Essa é boa! – Sarcasmo da minha vida.
-Eu vi, Bella. – Sorriu com malícia. – Os olhos dele, igualmente aos seus, brilhavam ao se encararem. Era tão... Lindo! – Olhei-a incrédula.
-Acho que está assistindo novelas demais. – Ela fez uma careta. – Chega. Não quero mais falar sobre isso.
E assim acabou. Finalmente! Não agüentava mais ela enchendo a minha cabeça com o assunto Edward, Edward e mais Edward. Minha cabeça já tinha bastante dele para minha mãe ainda acrescentar mais. Só que além disso, no café, eu a observava. Estava diferente, não de um jeito bom como eu, só que estava diferente. Parecia abatida e cansada, nunca ficava assim.
-O que aconteceu? – perguntei de imediato, vendo-a terminar seu café quase engolindo. Ela me olhou rapidamente.
-Nada, por quê? – Se levantou levando sua louça para lavar.
-Está estranha, distante e cansada. Afinal, o que está acontecendo que agora você não tem tempo para nada? – Eu tomava o meu café calmamente ainda examinando-a.
-Tenho clientes, Bella. – Sustentou o meu olhar, enquanto ensaboava o prato. – Esse é o motivo, que você já sabe.
Assisti-a em silêncio, terminar de lavar e sair para o quarto, logo depois se trancando no banheiro. Eu estava preocupada com ela. Minha mãe não era assim, ao contrário, tentava ao máximo manter seu sorriso por pior que fosse a situação, mas dessa vez as coisas não estavam assim, o que me preocupava seriamente. Ela saiu depois que se arrumou, me deixando ali presa com as minhas perguntas silenciosas.
Tratei de me ajeitar para não chegar atrasada de jeito nenhum no meu primeiro dia de trabalho. Ao chegar, encontrei uma garota mais ou menos da minha idade e de cabelos loiros, atrás do balcão, conversando com o Sr. Phil. Eles me viram e ele me chamou para entrar na conversa. Nos apresentou, avisando que aquela seria a minha companheira de trabalho e seu nome era Sarah. Ela era bem alta e tinha cara de ser aquele tipo de garotas que vivia na igreja.
Fiquei feliz ao encontrar um bônus no meu trabalho. Era ótimo! Eu adorava estar ali e as pessoas que apareciam, em sua grande maioria eram todos gentis, sem contar o senhor Phil e Sarah. Demos boas risadas nos intervalos de clientes. Sarah era conservada e me contou que sua família pobre passava por necessidades e que por isso ela precisava desse trabalho. Seu pai morreu há um ano, assassinado por bandidos de seu bairro. A polícia descobriu depois que ele estava devendo aos traficantes de droga e, com a sua morte, sua mãe e ela, que era a mais velha de quatro irmãos, tiveram que ir atrás de trabalho para se sustentarem, uma vez que quem cuidava disso era seu pai.
Podia imaginar o quanto sofrimento Sarah já havia passado e sua história me tocou, fazendo o meu sentimento de solidariedade se aflorar. Decidi que seria sua amiga e faria com que, pelo menos, essa dor que ela sentia todos os dias, diminuísse. O movimento fraco no horário do almoço facilitava a nossa interatividade, por isso, quando escutamos os sinos da porta de entrada da mercearia soar, avisando quando alguém tinha chegado, nos fez virar e olhar.
Não poderia ter tido melhor visão.
Escutei até Sarah suspirar ao meu lado ao olhar a figura alta e bela, passar os olhos pelo local a procura de alguma coisa. Os olhos de Edward caíram em cima de mim, o que me fez esquecer por um momento de onde eu estava, apenas ao contemplar seu sorriso torto belíssimo. Só conseguia vê-lo, como se tudo ao redor não passasse de um borrão.
-Oi. – disse lentamente ao se aproximar. Olhou para Sarah que estava de boca aberta – não tirava as suas razões.
-Oi. – Cumprimentei-o. – Hum... Deixa-me apresentar: Sarah, - Apontei para ela. –, minha colega de trabalho, e esse é o Edward.
Tive vontade de rir e de revirar os olhos ao ver a expressão dela, olhando para ele. Estava pasma e isso pareceu deixar Edward um pouco desconfortável. Cutuquei-a e ela pareceu sair do transe.
-Ah... Oi. – Estendeu a mão em sua direção e Edward a pegou, cumprimentando-se. – Se conhecem...?
-Sim. – Edward respondeu por mim, me olhando brevemente antes de voltar a sua atenção à Sarah. – Bella e eu seremos companheiros de faculdade.
-De corredor de faculdade. – Concertei, pois não ia fazer medicina. Eles riram e eu dei de ombros.
-De qualquer forma... Está pronta? – Olhou-me e eu olhei para o meu relógio de pulso.
-Claro. Vou pegar as minhas coisas, volto em um minuto. – Soltei o meu avental e fui andando para a parte de trás, encontrando o senhor Phil, debruçado em vários papéis, com uma calculadora ao lado. Parecia preocupado. – Sr. Phil. – Chamei sua atenção e ele me olhou por cima do ombro.
-Sim?
-Eu já posso ir?
-Claro, querida. – Sorriu mostrando suas ruguinhas do rosto de um jeito paternal. – Pode sim.
-O senhor precisa de ajuda com alguma coisa?
-Não, obrigado.
Assim fui até o armário e peguei a minha mochila, despedindo-me dele e voltando para a parte da frente da loja. Encontrando Sarah falando com Edward, animadamente, mas ele não parecia muito interessado. Tive que morder o lábio para não rir. Passei por ele e o olhei, recebendo de volta um dele.
-Podemos ir. – Afirmei, ajeitando a minha mochila no ombro.
-Certo.
-Tchau, Sarah. – Dei um aceno e Edward apenas acenou com a cabeça.
-Tchau... – Escutei sua voz sumir assim que saímos às ruas movimentadas.
Edward me guiou até onde estava seu carro. Abriu a porta para mim e se pôs no banco do motorista. Pegou um pen-drive e colocou em seu rádio, ligando o aquecedor. Sorriu para mim.
-Como foi o primeiro dia? – perguntou educado.
-Bom. – disse sincera. – Conheceu Sarah, o que achou dela?
-Nada a declarar. – Riu e eu o olhei sem entender. – Ela me assustou.
-Ah! Claro! – Ri dele. – Se assustou por ter sido comido com os olhos? Já devia estar acostumado com isso.
-Você fala como se isso acontecesse o tempo todo. – Revirou os olhos.
-E não acontece? – Minha voz saiu estridente. – No hospital, vi a reação das mulheres ao redor, no quanto elas ficavam babando só de te olhar e... Não viu quando foi na minha casa? – Recostei-me de volta ao banco. – Acho que sim, já deveria ter se acostumado com isso.
-Hum... Não vejo isso.
-Está cego. – Edward riu.
-Não seja absurda, Bella. Não me importa se elas me olham.
-Ego inflado.
-Não mesmo. Ao contrário, não me acho isso tudo que elas dizem. Na verdade, me acho um completo babaca.
-Babaca? – Olhei-o. – Por quê?
-Porque sim. – Riu sem humor. – Não dava o devido valor a uma mulher porque estava concentrado demais no meu futuro para poder ter algum tipo de relacionamento. Só tinha aqueles de uma única noite...
-Entendi. Não precisa continuar. – Ele riu da minha inocência.
Parou o carro na frente de um prédio que eu reconheci como sendo o do apartamento dele. Edward saiu do carro e eu fui junto, pegando as minhas coisas. Algumas pessoas que por ali passavam nos olhavam de cima abaixo, quando eu notei. Se eu andasse com alguém como Edward, era lógico que as pessoas me olhariam para ver o quão patética eu ficava ao seu lado.
-Vamos. Só tenho que pegar as minhas coisas antes de eu te ajudar.
-Não precisa. – Estanquei no lugar. – Eu posso me virar.
Edward me olhou e bufou.
-Vamos, Bella. Colabore. Eu quero te ajudar, tudo bem? – Suspirei resignada assim que ele começou a me arrastar para dentro do prédio.
Fomos passando pelos corredores e desta vez, não escutei nenhum barulho estranho ou anormal. Edward pegou a chave da porta no bolso abriu, me indicando para que eu entrasse. Assim fiz, parando e esperando ele entrar, fechando a porta atrás de si. Era estranho. Nunca tinha pensado que eu ia voltar a aquele apartamento.
Edward soltou a chave na mesinha de centro e disse para eu ficar a vontade enquanto ele ia pegar suas coisas no quarto. Nesse meio tempo, fui conversando com ele e correndo meus olhos pela estante da sala, que tinha bastantes livros, DVDs e CDs. Fiquei intrigada com seu gosto musical, em sua maioria eram discos de vinil e clássicos.
-E então, como está Ashley?
-Ela está indo bem. – Escutei sua voz vindo de longe. Passei meus dedos em cima dos títulos dos livros, analisando-os. – Parece que seu corpo tem reagido bem ao tratamento.
-Que bom! – disse mais alto para que ele escutasse.
Coletânea das melhores músicas clássicas. Era o título do disco de vinil, peguei-o e analisei sua capa, onde ali havia notas musicais e a sombra de uma pessoa tocando piano. Fiquei analisando, quando senti a sensação de que alguém me observava. Me virei e encontrei Edward encostado à parede, me olhando com as mãos nos bolsos da calça.
-Oh! Desculpe. – Corei e tratei de colocar o disco no lugar.
-Não. Tudo bem. Pode ver. – Se aproximou e pegou o CD, me devolvendo. Dei um sorriso fraco e voltei a analisar.
-Não sabia que gostava de música clássica. – Comentei.
-Eu toco piano. Tenho que ter as minhas influencias. – Deu de ombros.
-Toca? – Fiquei surpresa e ele sorriu. – Mas onde? – Olhei ao redor e constatei que não havia piano nenhum ali.
-Na casa dos meus pais. Lá, no meu quarto, eu tenho um piano de cauda que ganhei quando ganhei um concurso de músicos iniciantes.
-Adoraria saber tocar, é um dos meus instrumentos musicais favoritos.
-Quem sabe um dia eu não te ensino? – Parecia falar sério.
Mordi o lábio.
Edward não facilitava para o meu lado quando era simplesmente... ele. Coloquei o CD no lugar e me virei para ele, mas antes que eu dissesse alguma coisa, ele me interrompeu.
-Bella, - Estreitou os olhos, me analisando. – Está...
-Tem alguma coisa no meu rosto? – Passei a mão em meu rosto. Ele riu e segurou o meu pulso, abaixando-o.
-Não. Não tem nada no seu rosto. Só que eu ia falar que você parece iluminada hoje.
-Iluminada como? – Fingi-me de estúpida, recebendo seu sorriso torto, enquanto ele soltava uma risada deliciosa.
-Está ainda mais bonita. – Ressaltou.
-Humm... – Desviei-me dele e fui em direção à porta, tentando esconder a minha vergonha. – Vamos? – Abri a porta sem mesmo esperar pela resposta, colocando-me do lado de fora e vendo aquilo que não queria ver.
Nojento.
Tinha um casal se... Devorando no meio do corredor. E eu havia visto tudo! Rapidamente me virei a fim de voltar para o apartamento e dei de cara com o peito de Edward, que teve que me sustentar para que eu não cambaleasse para trás. Coloquei minhas mãos em seu peito, sem tempo para a vergonha, e empurrei-o para dentro, fechando a porta atrás de mim.
Edward me olhava de cima, ainda colado em mim, enquanto eu tentava controlar a minha respiração nervosa ao ver a cena.
-O que houve? – perguntou sem entender.
-Um casal aí fora... – Franzi o cenho.
-E o quê que tem?
-Eles estavam... Ah! Você sabe! No corredor!
-Ah. – Ele não pareceu surpreso. – Isso acontece de vez em quando. Mas aí é só ignorar e passar reto.
Olhei-o incrédula. Como pode simplesmente passar? Aqueles lá não tinham vergonha na cara não?
-Bella, se eu for ficar no apartamento por causa disso, não saio nunca. – Deu de ombros. – É algo com que você se acostuma, com o tempo.
Girou-me e me colocou para dentro.
-Mas tudo bem. Podemos esperar eles acabarem. – Ficou de pé na minha frente, me olhando.
-O que vamos fazer... Enquanto isso? – Mordi o lábio de novo.
-Podemos fazer algo para o almoço, o que acha? Estou com fome. – Sorriu culpado, logo deu um tapa em sua própria testa. – Droga! Esqueci que tinha que fazer compras!
Ri.
-Não tem nada aí? – perguntei.
-Tem. Acho que só pipoca. – Revirou os olhos, indo para a cozinha.
Larguei a minha mochila no sofá e o segui. Ele abria os armários e constatava que sim, ele precisava abastecer a casa. Mas achou a bendita pipoca. Acabou que esse foi o nosso almoço, só que não o desperdiçamos e fomos assistir a um filme na sala. Sentamos um do lado do outro, rindo muito com as besteiras que encontrávamos no filme. Era ridículo, mas vimos uma cena em que uma carruagem explode ao cair de um precipício! Como, se ela não é movida à gasolina?
O celular de Edward tocou e eu vi no identificador de chamada: Esme. Seria mesmo uma namorada? Ele atendeu tão feliz e animado... Comecei a me sentir péssima. Assim que ele desligou se virou para mim e sorriu.
-Alguma idéia? – perguntou.
-Idéia para quê? – Evitei seu olhar.
-Para o que podemos fazer agora?
-Que tal, enfim, irmos fazer a minha matrícula? – Disse bem ríspida e ele notou a diferença em minha voz.
-O que houve?
-Nada. – disse simplesmente.
-Se não houve nada, por que está estranha? Ficou muda do nada.
-Só não tenho o que falar. – Ele estreitou os olhos. – O que a sua namorada faz na faculdade? Medicina também?
-Hã?
-Sua namorada, Edward.
-Não tenho uma.
-Ah! Claro. – respondi com sarcasmo.
-Estou falando sério. – Virei-me com tudo e o encarei seriamente.
-Edward, nós nos beijamos! Você a traiu!
-Como...? Não traí ninguém.
-A Esme, Edward. – O fiz se lembrar.
Ele me olhou incrédulo e logo sua expressão mudou quando pareceu raciocinar o que eu disse. Riu, mas riu tanto que me irritou. Tombou a cabeça para trás, colocando as mãos na barriga a fim de conter a dor que devia estar sentido por conta da risada. Eu apenas o encarei, séria e irritada.
Quando ele se controlou, me olhou com os olhos cheios de lágrimas de tanto rir.
-Esme... – Puxou o ar. – É a minha mãe, Bella. – Voltou a rir.
E eu me senti a maior idiota da Terra. Minha vontade era de pegar as minhas coisas e sair dali para evitar maior vergonha. E o pior de tudo era que eu ia pagar de ciumenta, sendo que nós nem tínhamos nada! Céus!
-Desculpe... – Ele parou de rir e voltou a me olhar, com os olhos mais claros.
-Sou uma idiota. – murmurei e ele escutou. Sentou-se direito e de frente para mim.
-Não é não. – Sorriu. – Só achou que eu tivesse traído a minha namorada, algo que eu nunca faria na vida, mas fez certo em achar que eu era um canalha.
-Não fiz não! – Sustentei seu olhar. – Você nunca me deu motivos para eu duvidar de você, e eu ainda errei... – Fiz uma careta. – Sou uma completa estúpida.
-Certo. Chega de se xingar. – Se levantou e me estendeu a mão. – Vamos fazer a sua matrícula.
Peguei sua mão, já começando a me acostumar com a eletricidade que ainda corria entre nós e fomos fazer a minha matrícula. Foi mais demorado do que eu imaginei, tivemos que esperar para que a minha senha fosse chamada, sendo que estava bastante longe. Enquanto isso fomos conversando. Descobri mais coisas de Edward como: Ele morava no Upper West Side. - Claro que sim... – com os pais e a irmã mais nova, Alice.
Ele acabou perguntando mais sobre mim e eu lhe contei que nunca tive nada demais na minha vida, que ela sempre fora sem graça e sem muitas emoções. Nossa conversa fluía e quase não sentimos o tempo passar, só notei que ficamos muito tempo na fila quando Edward comentou que horas eram.
Finalmente eu estava matriculada e começaria daqui a algumas semanas.
FIM DO CAPÍTULO!
N/A: Bella boba! HAHAHA
Enfim, gente, hoje, em especial (que anda se tornando rotineiro demais...) eu não vou responder reviews, por um motivo excelente! Lá vai: Hoje à noite tenho uma enoooorrrrme prova de Histologia da faculdade e estou aqui apenas para postar e para mostrar a minha "insatisfação" com o número de reviews (Além de agradecer, óbvio, para aquelas lindas pessoas que comentaram e que estão sempre por aqui ;D OBRIGADA!)
O que houve com aquelas pessoinhas que deixavam reviews? :/ Não estão gostando? Se não, fale isso. Mas não deixe de comentar, porque só quem escreve sabe o quão ruim é não saber o que acham da fic :{ Deixem as opiniões, como gostariam que fosse o rumo da fic, porque é assim que acontece aqui, a gente escreve a fic juntos! ;D (A Pati mesmo, dá muuuiiito pitaco... ¬¬ HAHAHA Brinks, Pati!)
AHHH! O PRÓXIMO CAPÍTULO: TENSOOOO! (Mudança no rumo!) Não percam e COMENTEM! :D
Beijinhos e bom resto de semana,
Lina Furtado.
N/B: Galera eu acho que a Renée é vidente, só pode... e por que não fazer aulas de piano?hahahhah
Gostaria de agradecer a Vivi LeBeau (eu sei que é difícil, mas não custa nada sonhar não é?um dia eu encontro um assim!), Isa Stream que torceram por mim, gente eu passei!
Beijos
Pati.
