Cap.7: A revelação da identidade! Parte II
- Como é possível ser ela? – Pergunta Mamoru – não é possível ver…
- Foi numa mensagem por isso… - esclarecera-o
- E o que te disse? - Diz desesperado por respostas
- Disse-me que havia um espião, alguém muito próximo dera informações preciosas sobre mim até quem era a minha família – dissera num suspiro – quando disse que era impossível, ela dissera que tinha de fugir pois era algo contra os meus princípios e o inimigo sabia-o e pensaria que era algo que nunca faria. Tentei refuta-lo mas depois pensei que tal como eu que ela sabe mais do que eu e…
Mamoru reparara que custava muito a ela recordar tudo pois tinha de fazer paragens para limpar as lágrimas que lhe caiam no rosto. Apesar de uma vontade quase incontrolável de a abraçar para acalma-la pois custava-lhe de a ver chorar queria ouvir tudo antes de poder satisfazer o seu desejo.
- Ela disse que o caos voltara – continuara Usagi – Para conseguir o verdadeiro poder mortal do cristal prateado.
- Verdadeiro poder mortal do cristal prateado? – Questionara Mamoru confuso
- Eu também não me lembrava mas ela fez-me recordar uma antiga conversa muito antiga mesmo – diz desviando o olhar.
- Filha, preciso falar contigo – diz a majestosa rainha do milénio prateado para a sua filha
- O que se passa mãe? – Pergunta Serenidade não estava a gostar do olhar da sua mãe transmitia-lhe tudo menos boas notícias
- Filha… quero que se me aconteça algo saibas verdadeiramente o poder do cristal que proteges
- Mas… é só uma revolta típica de rebeldes, já sabes que eles invejam o nosso poder.
- Não acho que será só uma típica revolta de rebeldes – desabafa a rainha desviando o olhar da sua filha
- O que queres dizer? – Pergunta assustada com a possibilidade de ser mais do que pensava
- Filha… o cristal tem um poder inimaginável, se acontecer algo terei de tocar no poder mortal do cristal
- O poder mortal… - diz assimilando o que dizia
- O cristal quando libertado o poder máximo é mortal mas nem sempre tem essa consequência.
- Não estou a perceber – admite a jovem princesa
- O poder máximo do cristal ou «poder do tempo e do espaço» é um poder que só atingido quando o seu utilizador atinge o seu poder máximo. Tu, minha filha estás muito longe disso mas eu… tenho essa capacidade há muito. Se acontecer algo que fuja das minhas mãos a este reino… terei de utilizar esse poder que levará à reconstrução do Universo ou seja o Universo será destruído e consequentemente reconstruido. Quando chegar a esse momento eu farei com que todos vocês deste Universo renascem e quem provavelmente estará ligado a este reino renascerá noutras vidas e sem memórias deste tempo para vossa protecção pois assim será mais difícil vos encontrar. Como não têm defesas pois não têm memórias, o cristal prateado será como uma barreira protectora que vos protegerá até que tu consigas chegar a um poder comparado ao que tenho e aí serás capaz de utilizar o seu verdadeiro e grandioso poder. Mesmo que não te lembres de tudo e uses o poder do cristal, mesmo que te pareça máximo, o poder protector não deixará que atinjas o «poder do tempo e do espaço» o que levará a que haja sempre algo que te proteja ou te dará vida enquanto ele existir. Eu sei que provavelmente haverá um inimigo que não vencerei… Mas quero te dar algo – diz a rainha e nas mãos dela repousava um alfinete com um círculo rosa e quatro pedras coloridas: vermelho, azul, verde e azul.
- O que é isto? – Pergunta a princesa que vira o objecto desaparecer das mãos da mãe e aparecer nas mãos dela
- Sei que és uma princesa mas se algo me acontecer terás de te defender de alguma maneira na nova vida. Isso é um alfinete de transformação que te transformará em guerreira navegante. Se algo acontecer a este reino, quando renasceres, activará o alfinete que levará que te encontres com o teu destino mais tarde. Ele evoluirá com o teu poder. Não quero que o uses com sabedoria pois és a única princesa com esse privilégio. Quem guardará, para não cair em mãos erradas, será a Luna, a nossa conselheira, e quando chegar a hora ela te dará.
- Mas… e se me acontecer algo antes de poder ser guerreira? – pergunta desafiando a rainha
- É uma boa pergunta! Foi uma pergunta no mínimo…perspicaz – diz orgulhosa – o cristal te protegerá mesmo antes de seres guerreira, a ti e quem for revivido pelo cristal. Poderá acontecer de tudo mas te salvarás miraculosamente. Este segredo está guardado e além de nós só a Luna e a guerreira Saturno sabem disto.
- A saturno? A guerreira da destruição? – Pergunta surpresa
- Sim… caso aconteça algo que nem tu poderás travar nem com o poder máximo, ela tem ordens para destruir todo o universo e aí o cristal reagirá e fará o processo do poder mortal.
- Eu… tenho tanta responsabilidade?
- Querida filha – diz agarrando na mão dela – eu não quero que te aconteça nada mas sei que algo vai acontecer. Eu sinto-o. Quero que apesar de saberes isto tudo continues a ser quem és.
- Mas… se eu não terei memórias como saberei que tenho de proteger o cristal? – diz confusa
- Mais uma pergunta pertinente – sorri amargamente a rainha – Estás a surpreender-me pela positiva. Para te proteger, apesar de tudo, eu dividirei o cristal em 8 pedaços mas no protocolo diz 7 mas tenho de enganar a todos. Os sete cristais ou cristais arco-íris devido às suas cores, serão espalhados nas almas de sete pessoas que o cristal escolherá e o último fragmento estará dentro de ti: é a tua semente de estrela. Ela ficará dentro de ti e só os oito juntos formarão o cristal que tu conheces. Este segredo todo só será revelado após uma grandiosa luta e preparar-te-á para a luta final, a luta decisiva para a tua vida. Só saberás que atingiste o teu poder máximo quando travares a grandiosa luta e venceres-a.
- Mas mãe eu não sou tão experiente assim e …
- Filha, tu consegues chegar lá, por isso estes procedimentos de segurança pois precisarás de tempo… Eu sei que é difícil de assimilar tudo mas… Eu queria te proteger disto o mais possível mas sei que é o momento de o saberes…Promete-me que protegerás o cristal e o Universo como todas as tuas forças
- Prometo – diz Serenidade saindo da sala com seriedade e a rainha suspirara desolada custava-lhe deixar esta responsabilidade a uma princesa tão jovem mas pressentia que era o momento e que a sua filha tinha de crescer rapidamente
- Acha que ela está preparada, alteza? – Pergunta uma figura ao lado da rainha
- Eu sei o que parece Saturno mas ela tem de estar preparada
- Então o objectivo do inimigo é? – Pergunta Mamoru mais calmo
- Destruir o Universo com o meu poder – esclarece Usagi com receio da que ele perguntaria
- Quando atingiste o poder máximo? – Pergunta vendo que tudo coincidia
- Na luta contra a Galáxia – diz num suspiro – Nessa altura não sabia mas usei o cristal sem me cansar e atingi um limite de forças inimaginável
- Então o inimigo sabe esse segredo e quer que tu reajas em função do que ele quer? – Pergunta esfumando toda a raiva que sentia
- Mais ou menos isso. Acho que deve saber uma parte do segredo, o inimigo não quer retirar-me o cristal mas… possuir-me com o poder negro e usar o cristal para a destruição do universo –diz olhando-o directamente – pelo menos foi o que ela disse.
- E a protecção? – pergunta Mamoru
- Era verdade. Salvou-me da luta contra a Beryl e por aí a adiante e até mesmo na nossa infância – diz enquanto fecha os olhos de receio ele faria uma ligação simples.
- Então… eu ter sobrevivido ao acidente dos meus pais – ela confirmara com a cabeça tristemente
- Desculpa, mamo por teres sofrido com a morte dos teus pais. Se não houvesse a protecção terias morrido também. Poderia ser egoísta ao dizer que ainda bem e que não conseguiria viver uma vida sem ti e que me sentiria sempre incompleta mas sei o que sofreste… desculpa
- Então és navegante devido à tua mãe?
- Sim. Ela sabia que não seria princesa neste tempo e que precisaria de me defender.
- Fugiste porque sabias que o inimigo te apanharia? – pergunta enquanto se aproxima devagar, ela nem dera por isso.
- sim… eu, a Hotaru e a Luna achámos que era melhor seguir o conselho dela mas começou a ser difícil quando tu apareceste. Não sabes o quão foi e ainda é difícil ver-te naquele estado. Eu pensei contar-te naquele dia que jantaste na casa da Hotaru mas fui interrompida e nunca mais consegui um momento bom para revelar-te tudo.
- Porquê que não me contaste nem uma pista? – pergunta tristemente
- Porque tinha medo de ser descoberta pelo caos e te fizesse mal. Para isso deixei tudo para trás. Mudei a maneira de vestir, mudei de nome e arranjei uma história credível mas… a única coisa que não posso mudar são os meus sentimentos. Eu amo-te tanto que nem consigo explicar. Fiz para protecção do universo mas principalmente para te proteger. Perdoa-me por favor.. – Usagi começa a chorar desesperadamente, o seu coração lhe doía por ele estar assim tão zangado e com a possibilidade de nunca mais a perdoar mas de repente sentira-o a abraça-la, sentira os seus braços quentes a reconforta-la… olhara para ele com receio mas vira algo que desejava um sorriso nos lábios dele.
- Não te posso censurar já te menti e te feri para tua protecção – diz abraçando-a mais.
- Mas foi dife…
- Não. Foi igual. Após teres explicado tudo , já entendi tudo e isso faz-me ficar aliviado ao saber que me mentiste por não teres outra alternativa – Ele abraça-o fortemente e chora nos braços dele com felicidade e alivio, o que desejava se tinha concretizado. Sentia o amor dele ali à sua espera. Fechara os olhos e mantivera-se um pouco assim, queria ficar assim para sempre, não queria voltar ao mundo real.
- E o que vais fazer em relação ao disfarce? – pergunta Mamoru docemente
-Tenho de mante-lo por mais difícil que seja – dissera ao limpar as lagrimas – a Serena tem de existir até que se descubra quem me anda a trair… mas não sei quanto tempo vou aguentar esta situação – admite – A Luna e a Hotaru disseram que era melhor contar-te tudo para me…
- Para te proteger – adivinhara Mamoru agora com o seu sorriso doce que ela conhecia
- Afinal é o que sempre fazes conscientemente ou inconscientemente – diz num sorriso para ele
Ele aproxima-se e ele lhe dá um beijo suave nos lábios dela que ela corresponde sem pensar precisava dos carinhos dele, do amor dele.
- O que te poderei dar em troca pelo o que te fiz sofrer? Eu sinto-me tão culpada por tudo o que passaste –
Mamoru olha para ela e o pôr-do-Sol batia-lhe na cara dela dando-lhe um ar inatingível. Já teriam passado tantas horas?
- Por acaso há algo – diz num sorriso Mamoru e dando-lhe uma caricia na cara
- Qualquer coisa – diz de imediato
- Fica comigo esta noite – pede-lhe num beijo apaixonado
- Se é isso que desejas – diz num outro beijo de amor. Ele começara a beija-la no pescoço e ela sorrira também. Desejava sentir-se a única mulher do universo como só ele fazia-a sentir… queria novamente sentir-se dele.
- Esta a trovejar! – exclama Mako juntamente com as outras – temos de terminar as buscas por hoje apesar de só serem 8 da noite
- Hoje não vi o Mamoru… Alguém o viu? – pergunta Artemis
- Ele deve ter adormecido – tenta Mina
- Também acho – confirma Ami – Ele anda num caco com esta situação
- Vamos para a minha casa que é a mais perto? – pergunta Rei a ficar molhada – é mais perto
Mamoru não sabe quanto tempo estava ali com ela abraçados debaixo dos lençóis da cama dele. Até aquele momento só ouviam as respirações deles até começar a trovoada. Sabia que ele tinha medo de trovoada e a abraçara-a mais forte contra ele mas ela até estava calma para o normal
- Nem parece que tens medo de trovoadas – diz a gozar para a sua amada
- Tenho e muito medo mesmo mas como estou nos teus braços nem me lembro disso – diz enroscando-se mais no corpo dele – Quando estou assim parece que nada me pode acontecer. Sinto-me sempre tão segura.
- Eu pensava que nunca mais pudesse estar assim contigo outra vez. Pensava ter-te pedido para sempre – diz com receio e por momento parecia senti-la arrepiar-se mas não lhe dera importância.
- Não me perdeste e nem me vais perder – diz num beijo – Estou aqui e vou estar aqui seja o que for o que acontecer. Estaremos sempre juntos. Posso te fazer uma pergunta? – diz numa tentativa de mudar de assunto
- Claro minha querida
- Hãaaaa… Lembraste do primeiro dia que me viste como Serena?
-Claro… foi à pouco tempo – diz desconfiado
- Tu disseste algo ao Motoki…que me.. – começa Usagi hesitante
- Que te pediria em casamento quando acabasse o curso? – sorri afinal não se engara no que ela iria perguntar.
-Sim…foi só para calar o Toki ou… - pergunta
- Claro que era a sério! – diz dando-lhe um beijo na testa – Porquê?
- Por nada só queria saber se era verdade ou se era para gozar com o Toki – diz virando a cara dela para a dele
- Era só isso? – pergunta com um sorriso de malicia nos lábios que nem ela reparara
-Sim – responde fazendo desenhos com o dedo no peito dele.
- Então agora é a minha vez de te fazer uma pergunta – diz num beijo terno nos lábios dela
-Claro minha vida – Diz olhando para ele com um olhar de amor
- Queres casar comigo? – pergunta inesperadamente o que deixa Usagi em choque e se senta completamente branca.
- Perguntaste se eu… - pede para ter a confirmação do que ouvira
- Se querias casar comigo – repete pacientemente… Ela sentia-se em choque. Já o tinha imaginado de várias maneiras durante estes anos mas agora que precisava de responder e dar a resposta que mudaria a sua vida não conseguia articular um único som – Então sim…ou não – pergunta ansioso
Com a emoção a invadir-lhe o corpo atirara-se para os braços dele e lhe dera o beijo mais apaixonado que conseguira
- Isso é um sim? – pergunta com um sorriso de felicidade
- Sim. Claro que sim. Nem sabes o quão feliz me fazes. Nunca pensei que…
- Que te pediria em casamento? – pergunta confuso
- Não é isso - refuta de imediato a limpara as lágrimas de felicidade que tinha a escorrer no rosto – só pensei que não me pedirias agora…trai a tua confiança e te magoei por isso
- Fizeste-o para a minha protecção e não penses que esta ideia é de impulso pois eu já queria te pedir em casamento há muito.
- Obrigada meu amor – diz chorando de emoção
- Só não quero ver-te chorar como te vi há umas horas atrás – diz limpando as lágrimas – Minha futura esposa
Ela sorrira de felicidade como lhe sabia bem ouvir aquelas 3 palavras era como se tudo o que lhe preocupasse esfumasse ali só de as ouvir.
- Amo-te muito mamo – diz Usagi beijando-o apaixonadamente – obrigada por realizares os meus sonho
- Posso ser egoísta ao ponto de dizer que não são só os meus sonhos como os meus.
Ficaram abraçados o resto da noite entre juras de amor e carinhos acumulados até aquela noite… Mas seria que tudo ficaria assim até ao fim?
