Olá – fala normal

Odeio-te – Grito

Adeus – Sussurro

Desculpa - Pensamentos

Na manhã seguinte, quando a rosada acordou o Uchiha já tinha saído.

Sakura: O Sasuke deixou-me aqui sozinha e não avisou? Que estranho!

Só agora reparou num bilhete que estava debaixo da almofada dela.

Bilhete on

Bom dia minha flor, se tu estás a ler o bilhete é porque quando acordaste eu ainda não estava em casa… Não te preocupes surgiu um imprevisto e tive de sair para ir tratar de uns assuntos.

A Ino hoje não pode ir aí, relaxa, não saias de casa até eu chegar. Depois falamos…

Aishiteru,

Sasuke Uchiha

Bilhete off

A rosada acabou de ler o bilhete e ficou pensativa por uns instantes, afinal o moreno disse-lhe que tinha resolvido tudo ontem… Decidiu não pensar muito no assunto e tomar um banho relaxante.

Acabou de fazer a sua higiene e olhou-se ao espelho, estava enrolada numa toalha que cobria grande parte do seu corpo mas dava para reparar que a pele estava mais branca, macia e fria… Foi para o quarto e vestiu um conjunto composto por uma blusa branca, uma gravata vermelha que ela usava lassa, uma mini-saia preta, umas meias vermelhas até ao joelho e uns all star pretos.

Voltou a olhar-se ao espelho mas desta vez foi para pentear o cabelo, depois de pensar no penteado decidiu prender o cabelo num rabo-de-cavalo lateral e prendeu-o com um elástico vermelho.

Quando acabou o moreno ainda não estava em casa por isso deitou-se na cama e esperou o tempo passar.

Uma hora…

Duas horas…

Nada do moreno, agora a rosada começava a ficar preocupada. Foi até à janela para ver se via o moreno a chegar, mas mais uma vez nada.

Começava a desesperar até que o telefone tocou e ela atendeu-o de imediato.

Sakura: Moshi moshi?

Ino: Testuda…

Sakura: Que foi porca?

Ino: Sasuke-sama já chegou?

Sakura: Não, porquê? Ino tu sabes onde ele foi!

Ino: Bolas, precisava falar com ele… Ele saiu a que horas?

Sakura: Eu acordei às 8h e ele já tinha saído.

Ino: Ok…

Sakura: Podes ir procurá-lo, estou preocupada?

Ino: Posso tentar…

Sakura: Onegai Ino, qualquer coisa me avisa!

Ino: Hai, hai…. Sayonara

Sakura: Sayonara.

Voltou para o quarto e deitou-se em cima da cama pensativa, estava com um mau pressentimento em relação a esta repentina saída do Uchiha. Começou a relembrar a sua infância enquanto vampira, estava com saudades da sua família e dos amigos que já não via há anos. Acabou por adormecer pouco tempo depois… A meio da tarde acordou com um barulho no piso inferior e foi a correr até lá, finalmente o Uchiha havia regressado.

Sakura: Sasuke-kun!

A rosada olhou-o de cima abaixo e viu que as roupas do moreno estavam encharcadas em sangue, mas ele não tinha sequer um arranhão.

Sasuke: Sakura anda cá!

Abraçaram-se e a rosada começou a chorar no ombro do moreno, finalmente aquele mau pressentimento tinha desaparecido.

Sasuke: Calma flor – enquanto a abraça mais forte – Não chores!

Sakura: Como assim não chores? Estava preocupada.

Sasuke: Gomen! – a rosada agora já tinha parado de chora – Mais calma?

Sakura: Hai… A Ino? Era suposto ela ter ido procurar-te.

Sasuke: Eu encontrei-a pelo caminho. Não te preocupes.

Sakura: Sasuke Uchiha, como é possível eu não me preocupar? Da próxima vez que fizeres uma coisa destas eu espanco-te!

Sasuke: Perdoas-me?

Sakura (emburrada): Vou ponderar o caso! Agora vai tirar essa roupa. O cheiro a sangue está insuportável!

Sasuke: Sim senhora! Mas só depois de um beijo…

Sakura: Eu ainda não te perdoei, sabias? Agora, ou vais a bem ou a mal!

Sasuke: E se eu quiser ir a mal? – diz num tom provocador

Sakura: Não digas que eu não te avisei.

A rosada abre a porta da casa-de-banho que estava mesmo ao lado dela, pega no Uchiha pelo colarinho da camisola, atira-lo lá para dentro e tranca a porta com os seus poderes.

Sasuke: Sakura! Abre essa porta…

Sakura: Eu avisei, Uchiha…

Sasuke: E é suposto eu fazer o quê?

Sakura: Tomar um banho enquanto eu te trago uma roupa lavada.

Sasuke: Ficas-te mesmo chateada, não foi?

Sakura: Nem tu imaginas o quanto.

Enquanto o moreno tomava o banho a rosada separou uma camisa social branca, calças pretas, a roupa interior e uns all star pretos. Chegou à porta da casa-de-banho destrancou a porta e deixou as roupas penduradas num saco. Entretanto foi para a sala, ligou a televisão e foi à procura de algo que lhe interessasse quando viu uma notícia que lhe chamou a atenção.

Mulher da Tv. : Foram confirmadas 10 mortes durante as ultimas semanas, os corpos estavam sem sangue e as vítimas quase irreconhecíveis… As equipas de buscas ainda andam à procura de mais 5 desaparecidos. As autoridades locais aconselham os habitantes a não irem para a floresta, local onde os corpos foram encontrados. Daqui, Nanami Naru em directo de Degarashi.

A rosada olhava para a televisão fixamente com cara de poucos amigos.

Sakura: Isto começa a tornar-se incontrolável… Precisamos sair daqui o mais depressa possível! Bolas…

A rosada estava distraída e não se apercebeu da aproximação do Uchiha, que a abraçou com carinho.

Sasuke: Calma flor… Estares com raiva não vai mudar nada.

Sakura: É por minha causa que isto está a acontecer Sasuke.

Sasuke: A culpa não é tua! É dos criadores dos level-E…

Sakura: Podemos ir embora?

Sasuke: Se assim o desejares…

Sakura: Não quero que a morte dos meus pais (Nota da Autora: Caso não tenham percebido, ela estava a referir-se aos pais biológicos e aos adoptivos) e da minha irmã sejam em vão.

Sasuke: Vou chamar a Ino.

Sakura: Sasuke-kun?

Sasuke: Sim?

Sakura: Arigatou – sorriso melancólico – tenho muito que te agradecer.

Sasuke: Então fica comigo… pela eternidade – rouba um selinho – Vou tratar de tudo, partimos ao anoitecer.

Sakura: Ok!

A rosada decidiu dar uma volta pela casa, não tinha tido tempo nem disposição para explorar aquela mansão.

Depois de muitos quartos, escritórios, uma biblioteca imensa e muitos outros cómodos foi para o jardim onde tinha passeado com a loira.

Na altura não tinha tido oportunidade de ver o jardim todo, reconheceu alguns cheiros e flores que também existiam no jardim da casa onde morava antes de se tornar humana.

Ao lado de uma grande cerejeira estavam um pequeno salão aberto com um piano bem no centro rodeado por diversas flores. Do nada deu-lhe uma vontade enorme de tocar uma música que a irmã costumava cantar para ela.

Nunca tinha aprendido a tocar piano enquanto estava com os pais adoptivos, mas mesmo assim sabia onde devia tocar. Sentou-se em frente ao piano e começou a cantar.

ame ni nureta hoho wa

namida no nioi ga shita

yasashii manazashi no

tabibito

shizuka ni hibiiteru

natsukashii ongaku

omoidasenai kioku

samayou

yume wa tobitatsu no chiisana tsubasa de

omoi no kienai basho made

futari de

tooi umi wo sora wo koete

kurai yoru no naka de

watashi wo terashiteru

yasashii manazashi no

anata ni

aitai...

Tradução:

O cheiro fraco das lágrimas
No meu rosto molhado de chuva
O olhar quente no rosto
De viajantes
A música da nossa infância
Fracamente ecoa no fundo
As lembranças que eu desesperadamente tentar lembrar
Vagar sem destino
Mas com estas pequenas asas, lançada por meus sonhos
Sobre os oceanos e os céus distantes
Vamos subir juntos
Para um lugar onde memórias nunca desaparecem
Você ilumina o caminho para mim
Na escuridão da noite
Oh, aquele olhar quente
Em seu rosto
Eu sinto tanto sua falta

( link youtube: .com/watch?v=uPCGsBfiO54&feature=related )

O moreno ouviu uma melodia a ser tocada e decidiu ir ver… A voz era da rosada… Uma canção cheia de sentimentos, muito triste e melancólica. Será que era assim que ela se sentia?

Ele não tinha parado para pensar no motivo dela ter sido transformada em humana, podiam simplesmente dar a custódia dela a outros vampiros sangue-puro em quem confiassem… Mas, decidiram que ela fosse humana… Provavelmente para fugir ao sofrimento que é a existência e os fardos de um sangue-puro, para ela poder sorrir… E agora tiraram-lhe tudo isso. De um dia para o outro voltar a estar frente a frente com o destino rodeado de sangue do qual tentou escapar.