Nota 01: Para àqueles que não têm o costume de ler os avisos da fic, insisto: LEIAM para evitar transtornos futuros. E volto a avisar, (apesar de estar na página principal): essa fanfic é NaruSasu (Naruto 'seme' e Sasuke 'uke') se você não suporta a formação do casal, é muito simples: NÃO LEIA.
Nota 02: Esse capítulo foi censurado para se adequar as normas do site, que não permite postagem de conteúdo "+ 18" (cenas explícitas imprópria para menores de 18 anos). Mas se você leitor é maior de idade e quer ler o capítulo integralmente, peço que acesse o meu blog: http: / andreiakennen. blogspot. com (retire os espaços), clique no sidebar a tag: "Minhas Fanfics" na sequência em: "Naruto Fanfics em Andamento", procure a fanfic "A Crise dos Sete" e escolha as outras opções que não contém censura.
Nota 03: A pedido da minha revisora, cedi à ela o espaço das minhas notas finais, então, esse capítulo pode parecer muito maior, mas na realidade não é. Peço desculpas também a minha leitora Hanajima-san, que deixa reviews sem logar no site e, peço, por favor, que me mande um e-mail: "andreia(anderline)kennen(arroba)hotmail(ponto)com" que eu vou responder suas reviews via e-mail.
Nota 04: O que a Blanxe vai justificar nas notas finais tem 100% da minha aprovação e consentimento. Essa resposta está direcionada unicamente à pessoa que deixou uma review (anônima) abusando de palavras ofensivas contra mim.
Então, entendam algo simples: a crítica aqui não está direcionada aos seguidores de fulano, de cicrano, de tietes (de quem seja), de clã X, de casal tal, de anime assim, de mangá assado, etc. Não tenho nada haver com o gosto de ninguém, e não tenho a mínima intenção de me manifestar sobre o assunto. Respeito totalmente à diversidade de opiniões. O que está em questão aqui, é que fui insultada grosseiramente, por gostar de algo que outra pessoa não gosta. E se eu respeito o direito dessa pessoa de não gostar de NaruSasu, quero ser respeitada por gostar.
Agora, chega de conversa, vamos A Crise! o/
Como sempre, a fic é dedicada especialmente a minha nee-chan Hikari, só porque a gente se diverte horrores nas trocas de reviews. Nee-chan, você e a história estão prestes a fazer níver! Um ano passa mesmo correndo, né?
A Crise dos sete
Capítulo 8
Revisado por Blanxe
Sasuke parou o carro diante do portão eletrônico do seu prédio, mas ao tentar acioná-lo com o controle remoto o mesmo não abriu. Retirou as pilhas, recolocou-as e tentou novamente, nada. Fazia alguns dias que o aparelho vinha falhando e, pelo que tudo indicava, tinha pifado de vez.
Achara que a situação vinha ironicamente a calhar aquele instante, já que havia começado uma fina garoa, típica da estação.
Não quis buzinar para o velho porteiro na guarita por dois motivos: não gostava de incomodar os vizinhos e o barulho, certamente, despertaria os de sono mais leve; segundo, porque sabia que o som assustaria o porteiro que costumava tirar cochilos naquele horário.
Desligou o motor do automóvel, parando também o movimento dos limpadores e então desceu do carro às pressas e se deteve diante da janela aberta e bem iluminada da guarita.
— Kuroshi-san! Kuroshi-san!
— Nani? — o velho se sobressaltou ao ouvir o chamado repentino, colocou a cabeça para fora da abertura e, olhando de um lado para outro, tentou localizar quem o chamava. Ao ver alguém parado, esfregou os olhos com os punhos e piscou algumas vezes, na tentativa de reconhecer o provável morador. — Sasuke-san? — perguntou, distinguindo a silhueta do rapaz. — O que houve?
— Meu controle está com defeito. Poderia abrir o portão, por gentileza?
— Ah, sim. É pra já. Mas... o que houve com o seu controle?
"Eu tenho cara de técnico pra saber?" — pensou, irritadiço.
— Não faço ideia, só não está funcionando.
— Não seriam as pilhas?
— Eu já as troquei, não é.
— Se quiser, deixe-o comigo que dou uma olhada.
Sasuke sentiu a veia na sua fronte latejar.
"Que velho sem noção..."
— Eu deixo com o senhor pela manhã — respondeu. — Por enquanto, só preciso que abra o portão. Seria possível? Estou ficando ensopado — ele justificou-se, sentindo a irritação adensar. E, com intuito de não dar margens para mais conversas, deu as costas ao homem e retornou ao veículo.
— Ah, sou ka... — o homem concordou, coçando a cabeça e voltando-a para dentro da guarita, um tanto chateado com a grosseria do morador. — Mas que rapaz mais mal-humorado. Esses jovens de hoje são tão impacientes! Depois os velhos que são os ranzinzas... — de repente, o senhor parou, amparando o queixo com uma das mãos, em uma pose pensativa. — Espere um minuto... Por que será que o Sasuke-kun está chegando tão tarde assim? Isso não é comum vindo dele que é tão pontual... Será que estaria em um encontro? Está muito bem arrumado... — coçou o queixo e só despertou dos seus devaneios com o barulho repentino de buzina. — Oh! Esqueci o portão! — exclamou para si mesmo, apertando o botão de comando no painel de controle, que fizera a grade deslizar.
Dentro do carro, Sasuke tentava conter o nervosismo. Havia perdido o restante da paciência e optara por buzinar de uma vez, já que o porteiro enrolava para abrir o maldito portão. Deu graças aos céus quando finalmente passou pela entrada e pode seguir para garagem destinada ao seu apartamento. Depois de descer, enquanto batia os pingos que molharam seu blazer, resmungava da falta de profissionalismo do homem.
— Deveriam contratar alguém mais treinado e não esse velho fofoqueiro... Ah! Mas eu vou formalizar uma reclamação junto ao síndico, isso eu vou.
Porém, assim que Sasuke entrou em seu lar, a irritação se amenizou dando lugar aquele outro sentimento que o assolara desde o momento que deixara o Hospital do Câncer: ver seus pequenos. Retirou o blazer úmido e o deixou sobre as costas do sofá, indo direto para o quarto das crianças. Ascendeu a luz ao entrar e notou as três camas ocupadas. Enfim, respirou aliviado.
Aproximou-se do mais velho, que dormia na cama de cima e retirou o fone que zumbia em seus ouvidos, aproveitando o contato para afagar os cabelos lisos do filho. Yoru e ele não tinham uma boa relação, o menino fora concebido em um momento turbulento da sua vida, aos quinze anos, obrigando-o a amadurecer de uma hora para outra. Por isso, pegava no pé dele de forma realmente irritante. Não queria ver o filho repetindo os mesmos erros que ele, o pai, cometera no passado e, por esse motivo, viviam em desavença. Enquanto Naruto, que costumava passar a mão na cabeça dele, era vangloriado como um 'deus'. Todavia, por mais que vivessem em atrito, Sasuke o amava e tudo que fazia era pensando no bem e futuro dele, mesmo que o adolescente não compreendesse dessa forma.
"Um dia ele vai perceber...", pensou consigo, abaixando-se até Bara na cama abaixo e sussurrando, após passar a mão na testa dela e retirar-lhe os fios loiros do rosto:
— Te amo, princesinha.
— Também te amo, papai. — ouviu a resposta em uma voz manhosa e sonolenta, que o fez sorrir.
— Não deveria estar dormindo?
— Acordei com um barulho de "bip-bip" lá fora. — ela respondeu preguiçosa, não percebendo a alteração na feição do pai ao lembrá-lo que teve de buzinar. — Mas eu estava meio acordada, não consegui dormir direito sem o beijo de boa noite do meu rei.
O moreno aumentou o sorriu.
— Por isso que vim te dar o beijo de boa noite, Hime-sama. — ele apertou o narizinho dela. — Mas é melhor a senhorita fechar esses olhinhos de cristais e se embrenhar no mundo dos sonhos assim que eu sair, porque se não, não irá recuperar as energias necessárias pra acordar bem para as aventuras de amanhã, não é?
— Verdade, Ouji-sama! — ela fechou os olhos, fazendo um pequeno bico com os lábios, na espera do beijo do pai.
Copiando o bico da filha, Sasuke depositou um beijo nos lábios dela e, após aconchegá-la melhor no edredom, desejou em um sussurro.
— Tenha bons sonhos, hime-sama.
— Obrigada, majestade. Você também.
Antes de sair do quarto, Sasuke afagou os cabelos rebeldes do gêmeo menino, que dormia profundamente, todo espalhado na cama abaixo de Bara e então saiu do quarto, fechando a porta.
...
No caminho para o seu quarto, pensava em como contar a Naruto o que Karin havia lhe proposto. Ainda estava chateado com ele e sentia a face dolorida do soco que levara pela manhã. Adentrou o cômodo, ascendeu a meia luz no interruptor ao lado da porta e viu o loiro espalhado na cama, idêntico ao gêmeo menino, deitado de bruços, descoberto e roncando alto. Fechou a porta atrás de si, sempre do seu jeito metódico. Depois disso, despiu-se do traje que usara para o jantar, voltando a pendurá-lo em cabides e guardando-o no armário, para só então, apanhar sua toalha, a roupa de dormir e ir para o banheiro.
Algum tempo depois, o moreno fitava a janela respingada da garoa que voltava cair. O silêncio do quarto era irrompido apenas pelo o ressonar alto do marido. Suspirou e fechou o computador que havia aberto para consultar o e-mail. Levantou-se com as mãos enfiadas no bolso do calção branco que vestira e parou perto da cama, admirando o loiro que dormia de boca aberta, sem camisa e a calça do pijama um pouco abaixada, mostrando a curva das costas e parte do bumbum.
Sasuke agachou-se até se acomodar sentado e de pernas cruzadas no carpete. Apoiou os braços sobre a cama e continuou contemplando o rosto do marido. Estava sem sono. Estendeu a mão até a testa dele e tentando não tocá-lo, correu os dedos apenas no ar, sobre o rosto, como se redesenhasse os traços que já conhecia perfeitamente bem. Então parou, recolheu a mão em punho e afundou o rosto entre os braços, tentando controlar aquele calor que o invadia, fazendo seu estômago revirar. Olhá-lo demais o excitava. Mas seria incoerente da sua parte acordá-lo para fazerem sexo se estavam brigados. Preferiu continuar lutando contra as reações do seu corpo e acabou ficando ali, sendo invadido por lembranças boas, — uma em especial —, a primeira noite que fizeram amor...
...
Naruto mantinha seus olhos claros e estatelados, fixos em Sasuke. O mais velho estava de joelho diante da mesinha do telefone, segurando o aparelho no ouvido. Do lado de fora caía uma chuva torrencial e fria que embaçava as janelas da casa.
Ao observar a curiosidade estampada na face do loiro, Sasuke apertou o comando de viva-voz no aparelho e devolveu o fone ao gancho. Enquanto assentia e resmungava afirmativamente para a voz entoada em ruído eletrônico no aparelho.
— Ficamos presos em Shibuya por causa da chuva forte. A avenida está intransitável. Iruka achou melhor dormirmos em um hotel que encontramos na estrada. Ou seja, só voltaremos a viajar amanhã pela manhã. Talvez, cheguemos em casa no horário do almoço. Não se preocupem conosco e durmam bem.
O último resmungo afirmativo de Sasuke se fez e antes que Kakashi desligasse, os dois garotos ouviram a voz do outro pai.
— Sasuke, é o Iruka. A energia está oscilando. Caso falte luz, tem lamparinas na dispensa da cozinha, no armário dos fundos. Dêem um jeito de se manterem aquecidos, entenderam? Vocês já jantaram?
— Yare, Yare, Iruka... Eles já não são crianças, vão saber se cuidar.
— Você é muito despreocupado, Kakashi. É claro que eles são crianças!
— Oyasumi, rapazes. Aproveitem a noite fria e chuvosa e durmam bem. Vamos desligar porque estamos usando o telefone fixo do hotel... Ja!
— Se cuidem! — gritou Iruka antes do tom de ligação encerrada se propagar pelo ambiente.
Sasuke apertou o botão, desligando o aparelho, e um silêncio incômodo se instaurou de repente, o qual só foi interrompido pelo alto estampido de um trovão que bramiu nos céus, fazendo ambos se sobressaltarem.
— Eu vou buscar as lamparinas — Naruto propôs, já dando as costas ao irmão e saindo da sala.
O coração do loiro batia forte no peito. Atravessou a cozinha rapidamente com o rosto em chamas. Fazia dois meses que Sasuke havia voltado para casa e que os dois haviam firmado um relacionamento. Contudo, ainda não tinham tido a coragem de contarem aos seus tutores, por isso, estavam namorando escondido. Apesar de Sasuke desconfiar que Kakashi já soubesse de algo, diferente de Iruka — que era mais distraído —, o tutor de Sasuke era um homem perspicaz e de inteligência aguçada.
Mas não fora esse detalhe que havia despertado seu nervosismo, e sim, o fato de que seria a primeira vez que ficariam sozinhos em casa... como namorados. E aquela constatação fizera Naruto lembrar-se do quanto vinha ansiando, há algum tempo, perder sua virgindade com o moreno. Ao pensar nisso, seu coração antecipou-se mais nas batidas frenéticas, além do calor fumegante que aquecia seu rosto, provavelmente, tingindo-o de um rubro intenso.
Ao contrário de Sasuke, que mesmo tendo uma pequena diferença de idade já tinha alguma experiência sexual, Naruto só sabia sobre sexo baseado na masturbação, que, aliás, compartilharam juntos algumas vezes; fora o ponto máximo que conseguiram chegar estando debaixo do mesmo teto que os pais. Porém, sempre conversaram sobre o assunto, Sasuke que era o mais resguardado e controlado dos dois, foi quem impôs as condições.
"Isso não é algo que devemos fazer de forma afoita ou de qualquer jeito. Faremos quando tivermos uma oportunidade de estarmos sozinhos..."
"Mas quando será isso, 'ttebayo?", perguntou o loiro impaciente e frustrado.
"Kakashi e Iruka sempre viajam de férias; mesmo que seja uma única semana. Será o momento ideal."
"Mas isso será apenas no final do ano, Sasuke!"
"Vai ter que aguentar até lá, Naruto. Eu não gosto de me sentir acuado ou em risco. Esse definitivamente não é um fator que me instiga, então, está fora de cogitação fazer sexo nos arriscando a sermos flagrados."
"Mas podíamos fazer em outro lugar.", ele ainda insistira, resmungando em um bico.
"E onde você sugere? No meio do mato? Não temos idade pra frequentarmos um motel, dobe!"
Naruto aumentou o bico, nitidamente emburrado. O que foi notado pelo adolescente moreno, que tentou amenizar a situação.
"Pense assim: se surgir uma oportunidade antes, faremos. Eu prometo."
Novamente, o trovão cortou nos céus e as luzes da dispensa piscaram, fazendo Naruto retornar a realidade e apanhar as lamparinas. Desajeitado, juntou duas no peito e subiu as escadas rapidamente. A oportunidade surgira quatro meses antes do esperado. Porém, era uma situação inesperada para ambos. Kakashi e Iruka saíram pela manhã, informando que tinham um congresso para participarem na cidade vizinha, mas que estariam de volta antes do jantar. Sasuke fora para sua aula de idiomas do sábado e ele, para o treino de futebol. Por isso, nem pensaram que aquele seria "o dia".
Entretanto, os pais estavam demorando a chegar e, depois do telefonema, descobriram que eles não voltariam àquela noite. O nervosismo de Naruto era tanto que ele sentiu o estômago se contrair ao chegar à cozinha e se deparar com o namorado terminando de lavar as louças do jantar. Sasuke vestia o short branco e uma camisa azul. Ao contrário dele, que já estava de pijama.
"Será que ele não se lembra mais do nosso acordo?", o loiro se inquiriu em pensamento, colocando as lamparinas que já estavam carregadas de querosene sobre a mesa. Aqueles eram artigos ornamentais que Iruka havia adquirido em uma das viagens de férias, e era bem mais prático que as velas.
— Parece que a energia vai acabar mesmo, melhor ascender logo — Sasuke pediu.
— Tá com medo do escuro, Teme? — o loiro não conseguiu evitar o deboche, tentando assim, quebrar aquela estranha tensão.
— Vê se sou eu o usuratonkachi...
— Seu... — Naruto abriu a boca para reclamar, mas sua reclamação foi engolida quando novamente o som de um estrondoso relâmpago cortou os céus fazendo a luz tremular algumas vezes e então, apagar-se de vez, engolindo tudo em uma densa escuridão.
— Sasuke? Cadê você?
Um novo trovão iluminou as janelas e o moreno viu o loiro com as mãos no ar, procurando-o. Sasuke suspirou e, aproveitando-se da claridade momentâneas dos relâmpagos, foi até a gaveta do armário e apanhou a caixa com fósforos; voltou para a mesa e ascendeu as lamparinas, ao mesmo tempo em que sentiu Naruto agarrá-lo com força por trás.
— O que é isso? Me solta, usuratonkachi!
— E- eu vou te proteger!
— Só se for de você mesmo! — ele desprendeu as mãos do loiro em volta do seu corpo e as empurrou, apanhando uma das lamparinas na mesa e direcionando-a para ele. — Pegue. Vamos conferir se todas as janelas e portas estão fechadas, depois vamos para o quarto. Sem energia o aquecedor foi desligado, esqueceu? Não vai demorar pra essa casa virar um gelo...
Naruto viu Sasuke passar por ele e contorceu os lábios no seu habitual bico de emburrado. Ele era bem mais mandão que os dois pais juntos em determinados momentos. Porém, percebeu que sua ansiedade fora trocada por uma irritação. Era óbvio que o namorado havia se esquecido da promessa. Inspirou fundo e fez o que fora pedido. Ao concluírem, os dois se encontraram no corredor que levavam aos quartos. Novamente aquele ardor no estômago atormentou o mais novo, ao perceber Sasuke estancar e fixar os olhos escuros nos seus.
— O- o- o que foi? — gaguejou a pergunta.
— Melhor dormirmos juntos.
Aquela afirmação fez Naruto parar de respirar por um instante.
— Vai ficar muito frio aqui dentro... — Sasuke prosseguiu tranquilamente. — Vamos dormir no seu quarto, já que tem o futon de casal no chão, a minha cama é de solteiro, não vamos ficar a vontade.
— Ha- hai... — Naruto assentiu, com o rosto ruborizado que não deveria estar tão evidente devido a pouca luminosidade das lamparinas.
— Certo. Vou escovar os dentes e pegar meu travesseiro. Te encontro lá.
Assim que Sasuke entrou no quarto dele, Naruto avançou pelo corredor. "Ele não se esqueceu! Não esqueceu!", comemorava em pensamento e quase tropeçou ao fazer uma parada brusca na frente da porta do seu quarto. Lembrara que tinha algo preparado para aquele dia. Adentrou rapidamente o cômodo, juntou as roupas do chão e recolocou-as dentro do armário, tentando ajeitar um pouco a bagunça em meio a pouca claridade. Em seguida, abriu a última gaveta da sua cômoda, a de cosméticos, e buscou no fundo dela, escondido em uma caixa de colônia, a cartela com três camisinhas e o lubrificante que havia "surrupiado" das coisas dos pais.
— Será que ele vai querer usar isso...? — se perguntou, quando ouviu a porta de correr se abrindo.
— Quem usar o quê? — Sasuke inquiriu, fechando a porta, retirando as pantufas e deixando-as no canto da parede. Em seguida, jogou o travesseiro e o edredom que trouxera sobre o futon.
Naruto havia se paralisado, apertando as camisinhas na mão. Então, criando alguma coragem, virou-se para o moreno e ergueu o preservativo, sem ter coragem de vocalizar sua dúvida de forma clara, acreditando que seu gesto dissesse por si.
Sasuke aproximou-se dele com a lamparina e ergueu a luz na altura do rosto do loiro. Percebeu os preservativos, em seguida, espiou dentro da gaveta vendo aquele tubo diferente, o qual apanhou.
— Onde conseguiu isso? — o moreno quis saber, arregalando os olhos ao ler a inscrição no rótulo e perceber do que se tratava. — Não me diga que mexeu nas coisas do Kakashi e do Iruka?
O rosto de Naruto se pigmentou completamente e ele coçou a bochecha com o indicador, desviando seus olhos do ar investigativo de Sasuke.
— É... na verdade... bem, é que...
— Eu já entendi. — Sasuke cortou a gagueira do outro e soltou um suspiro. — Dobe, você acha mesmo que eles não vão sentir falta?
— Já faz tempo que eu peguei isso. Se eles ainda não perceberam, não vão perceber mais!
— Mas isso deve ser do estoque, eles não perceberam porque não precisaram ainda!
— Vou devolver no lugar depois, 'ttebayo!
— Vai devolver o tubo aberto?
Sem saber mais o que argumentar, Naruto ficou em silêncio.
— Está bem, vou devolvê-lo no lugar agora mesmo... — o loiro concluiu, segurando o tubo e abaixando os ombros, acreditando que Sasuke estava criando empecilhos para não fazerem aquela noite. — Pelo jeito, a gente não vai mesmo precisar...
— Espere. — Sasuke o deteve, puxando o tubo de volta para si. — Pensaremos em como comprar outro e repô-lo no lugar depois.
Depois de dizer aquilo, o moreno olhou para as camisinhas.
— Eu não tenho nenhuma doença transmissível, apesar de não ter usado camisinha algumas vezes. Mas o Iruka me obrigou a fazer vários exames quando voltei pra casa, inclusive de sangue, quer que eu te mostre os resultados?
O rosto de Naruto fumegou.
— Eu só estou seguindo as regras que nos ensinam na escola! — se defendeu.
— Virgenzinho... — o mais velho balbuciou em deboche, dando um sorriso de lado, fazendo Naruto ficar ainda mais irritado e apanhá-lo pela gola da camisa.
— Temeee!
O sorriso no rosto do moreno aumentou. Era divertido irritar o namorado. Porém, percebeu que estava sendo um pouco perverso, já que os olhos azuis claros, iluminados pela luz amarelada da lamparina, brilhavam lacrimejados. Sasuke resolveu dar trégua, deixou a lamparina sobre a cômoda e, com a mão livre, retirou as de Naruto da sua camisa.
— Não fique tão nervoso. — ele pegou os pacotes da mão dele e devolveu-os à gaveta, fechando-a em seguida. — Você está certo em querer usar preservativo. Essa é a atitude correta. Mas, vamos tentar sem camisinha hoje... — ele disse, dando as costas para o loiro e sentando-se no futon, após deixar o tubo de lubrificante do lado e retirar a camisa por cima da cabeça. — Sexo anal não deve ser nada fácil de fazer, melhor não tornarmos as coisas mais complicadas...
Naruto estremeceu ao ouvir Sasuke falar daquele jeito. Ele parecia tão seguro, usava até o termo correto e adulto. Sentiu-se ainda mais nervoso, principalmente, ao vê-lo se despindo, tendo finalmente a confirmação de que iriam mesmo fazer sexo naquela noite.
Os trovões voltaram a iluminar as vidraças da janela e, apesar da temperatura estar caindo, o loiro sentia um calor queimando-lhe a face devido ao nervosismo e a excitação.
Ajoelhou-se e aproximou-se do moreno no futon, retirou a camisa do pijama e ficou diante dele. Os dois ficaram em silêncio por um momento, contemplando um ao outro em uma admiração muda. Ouviam apenas o barulho da chuva trepidando do lado de fora, o ressonar cadenciado de suas respirações e os olhares sérios.
Sasuke foi o primeiro a erguer a mão na direção de Naruto e tocar o rosto dele fazendo uma carícia leve, segundos depois seu gesto foi repetido pelo loiro. Quando as mãos de ambos ganharam as nucas, eles forçaram a aproximação de seus rostos e aquele frio no estômago, provocado como se fosse a sensação do primeiro beijo, apossava-se dos dois da mesma forma intensa. O fato de serem do mesmo sexo tornava o sentimento deles algo diferente e, por isso, aquele sentimento de estarem infringindo as regras e fazendo algo errado em nome do que sentiam, acrescentava na adrenalina.
Os lábios se encontraram e se grudaram em um beijo quase que sufocante; as bocas se sobrepuseram e se engoliram com uma fome insana. Sasuke apertou o queixo de Naruto e forçou-o a abrir a boca para introduzir a língua de forma maliciosa, Naruto não só a recebeu como a sugou. O loiro sentiu que havia algo diferente. Aquilo não estava nem perto dos beijos que já haviam trocado: era mais sensual terem as línguas se tocando molhadas daquele jeito. Sentiu a virilha arder. As unhas de Sasuke desceram por seu peito, arranhando um dos mamilos. Não satisfeito, o moreno ainda segurou e torceu um dos pequenos bicos eriçados.
Naruto abriu a boca para ofegar e um fio de saliva escapou. Aquele toque fez seu corpo se ascender. O calor descontrolava suas ações. Não tinha certeza se Sasuke queria provar que sabia mais do que ele, todavia, o namorado estava conseguindo desestabilizá-lo e enlouquecê-lo. Foi empurrado para o futon e deitou-se, mas segurou firme na cintura do namorado, trazendo-o junto consigo, mantendo seus corpos pressionados. A boca do moreno largou a de Naruto e ele desceu a língua umedecida pelo pescoço, a enfiou dentro da orelha e sugou o lóbulo; enquanto Naruto se contorcia tentando segurar os gemidos.
Sasuke sussurrou algo obsceno no ouvido de Naruto e friccionou o joelho entre as pernas dele. Naruto apenas gaguejou, não conseguindo palavras certas para demonstrar o que sentira e Sasuke se envaideceu mais por ser ele o responsável por aquele desequilibro do loiro. Sem se importar com a resposta, desceu a língua pela lateral do pescoço de Naruto e mordiscou o ombro, então desceu para o tórax, prendeu a pele do peito dele entre os dentes e a puxou.
Naruto soltou um chiado entre os dentes trincados ao mesmo instante que os relâmpagos se propagaram do lado de fora. Não teve tempo de se recuperar daquela mordida e logo sentiu seu mamilo esquerdo ser chupado e mordiscado, enquanto que com a outra mão, Sasuke estimulava o outro mamilo. Nunca pensara que aquela parte de seu corpo fosse tão sensível ao ponto de provocar toda aquela excitação.
O loiro também queria fazer algo; estava passivo demais... Queria dar prazer ao namorado da mesma forma que ele fazia consigo...
...
— Gomen? — Naruto pediu, quando terminaram.
— Não se desculpe, dobe.
— Quer que eu faça algo?
O moreno suspirou. O peito ainda subindo e descendo. A dor era intensa, mas a sensação que experimentara, fazia valer à pena.
— Só puxe o edredom e deite-se. Vai passar logo. Está ficando frio com seu corpo afastado do meu...
— Ah, certo! — Naruto assentiu, apanhando o edredom e cobrindo o corpo dos dois. Abraçou-se a Sasuke e gostou daquela sensação de estar abraçado ao corpo dele nu. — Quero estar assim com você pra sempre, Sasuke.
— Todo o sempre? — o outro perguntou, sentindo os olhos já fechando devido a exaustão. — Soou como votos de casamento.
— Mas um dia a gente vai se casar, eu prometo. — Naruto garantiu.
Sasuke riu, sentindo-o se aconchegar ainda mais ao seu corpo. Estava sem forças para contradizer aquela idiotice, por isso, deixou-se apenas sucumbir pela sonolência que chegava com força devido ao cansaço, enquanto o som da chuva que caía mais mansamente do lado de fora, embalava seus sonhos futuros.
...
Na manhã seguinte, Kakashi entrou no quarto e ficou observando os dois adormecidos embaixo do mesmo futon.
— Os encontrou, Kakashi?
— Sim... — respondeu e, antes que o marido entrasse, ele empurrou o tubo de creme lubrificante e as roupas pra debaixo dos cobertores. — Estão aqui no quarto do Naruto.
Sasuke abriu os olhos ao ouvir a voz do adulto e fez menção de se levantar quando o gesto do pai pedindo silêncio, o fez ficar parado no mesmo lugar.
— Continue fingindo estar dormindo. — Kakashi sussurrou.
Sasuke concordou e voltou a fechar os olhos. Logo, Iruka apareceu.
— Ah, então eles estão aqui.
— Sim.
— Dormiram juntos?
— Deve ter faltado energia, essa foi a melhor maneira de se protegerem do frio sem o aquecedor.
— Verdade — Iruka concordou, sorrindo. — Deveria faltar energia mais vezes, não acha? Assim, nem parece que os dois vivem em pé de guerra.
— Com certeza. — Kakashi concordou, envolvendo os ombros do marido com um dos seus braços, guiando-o para a porta. — Melhor deixá-los dormirem mais um pouco. Vamos preparar o café.
— Certo.
Sasuke, que já estava suando de nervoso, sentiu Naruto ao seu lado se remexer e esfregar os olhos, incomodado, provavelmente, com o calor que fazia durante a manhã.
— Ah, tá muito quente aqui, 'ttebayo! — ele ergueu-se de repente e ainda esfregando os olhos, sentou-se no futon e empurrou os cobertores para longe, revelando seu corpo e de Sasuke nus. — Será que o aquecedor voltou a funcionar?
Quando Naruto finalmente se localizou no espaço e no tempo. Notou, o quanto estava encrencado, principalmente, ao se deparar com o ar de fúria do pai adotivo, o suspirar desolado de Kakashi, além da feição contrariada de Sasuke. Riu sem graça.
— Você não tem mesmo jeito, seu usuratonkachi...
...
Sasuke despertou ao ouvir o tocar da campainha. Olhou para o lado e percebeu-se sozinho na cama. Não se lembrava de ter se deitado, então, deduziu que só poderia ter sido o marido. Saiu do quarto após olhar as horas no relógio da cabeceira. Karin havia lhe dado a manhã de folga por tê-lo prendido até tarde da noite. Mesmo assim, sentia-se incomodado com aquele tipo de regalia. Se não estivesse mesmo cansado e se não precisasse conversar com Naruto sobre aquele problema, com certeza, não teria aceitado.
Na cozinha, Naruto preparava o café. Estava surpreso ao receber a visita da sua avó. Na verdade, conhecera a médica no orfanato no qual vivera quando criança. Ela foi a primeira pessoa que quis adotá-lo, mas a avaliação do assistente social constatou que ela não tinha estabilidade psicológica para cuidar de uma criança. A mulher tinha um histórico de tratamento contra dependência alcoólica, além de não ter marido, ter vício em jogos e ser de idade avançada.
Foi depois que teve a notícia de que não poderia ser adotado pela doutora Senju, que Naruto decidiu fugir e viver nas ruas, onde encontrou Iruka. O homem quis legalizar sua adoção, por isso, teve que retornar para o orfanato no qual ficou por pouco tempo, até a documentação ficar pronta. Nesse período, reencontrou a mulher que nunca parou de procurar por ele no lar de adoção. Porém, ela ficara enfurecida quando descobriu que um homossexual pudera adotá-lo e ela não.
Mesmo assim, Tsunade continuou mantendo o contato. Quando descobriu sobre o envolvimento dele e de Sasuke, ela foi totalmente contra e, muitas vezes, jogou na cara do pai adotivo de Naruto que a culpa era do 'mau exemplo que ele dava'.
— Faz tempo que não vem me ver, baa-chan. — Naruto serviu duas xícaras com café e entregou uma para a avó de consideração. — Como anda o tratamento?
— Bem. — ela garantiu, sorrindo abertamente e apanhando a alça da xícara, elevando-a até a boca e bebericando o líquido. — Do jeito que eu gosto: forte e com pouco açúcar. Vai ser ótimo para espantar o sono depois da noite de plantão.
— Deveria vir depois de descansada.
— É que eu precisava falar com você sobre algo que me incomodou muito a noite inteira.
— Não me diga que é mais um daqueles seus pressentimentos bobos, baa-chan? — ele recostou-se a pia, soprando a fumaça que exalava da sua caneca de café.
A médica recolocou a porcelana na mesa e fixou firmemente seus olhos castanhos nos azuis diante de si, perguntando em seguida:
— Naruto, você sabia que o Sasuke tem mais uma filha?
Continua...
Notas da Beta-Reader:
Bem, desculpem por me intrometer aqui em um espaço que é reservado para as notas da autora, mas, como beta-reader da Andie, eu não poderia deixar de manifestar e expressar o meu descontentamento por um review que ela recebeu e que, devo ressaltar, foi feito ou por inveja ou por... infantilidade mesmo.
Em minha opinião, a leitora em questão fez um comentário deprimente, sem classe, desnecessário e covarde. Certamente, essa leitora estava muito vidrada lendo A Crise dos Sete, e ficou transtornada ao ponto de se dar ao trabalho de escrever um comentário revoltado e de péssimo linguajar, por descobrir que o casal principal tinha o Naruto como seme e não como uke.
Então, vamos lá:
Existe uma coisa muito legal, mas que pouquíssimas pessoas lêem ao abrir uma fanfic: cabeçalho. No cabeçalho você encontra os alertas e todos os avisos pertinentes a história que vai ler. Verificar esse cabeçalho todas as vezes que começa a ler uma fanfic e, principalmente, quando entra em um novo capítulo é muito importante porque, algumas vezes, as classificações mudam, os casais também, assim como o autor se utiliza desse espaço pra deixar mais recadinhos legais pra você não quebrar a cara quando estiver lendo.
Outra coisa que eu acho sensacional é que essa pessoa "inteligente pra caramba" é capaz de não saber distinguir que: SASUNARU E NARUSASU NÃO SÃO A MESMA COISA.
É bem parecido, criança, mas não é a mesma coisa.
O nomezinho que vem na frente define quem é o seme, o nomezinho que vem depois, é o nosso querido uke.
E existe também o casal flex! Portanto, se você ler SasuNaruSasu, é porque ambos se comem, o que é verdadeiramente lindo, pois é o que geralmente acontece entre um casal gay, no mundo real.
Resumo: Tem um aviso no início da fic deixando ao conhecimento de todos que a história é NARUSASU.
Não leu?
Culpe a você mesma.
Então, creio que tenho que falar também sobre a caracterização dos personagens.
Caso a menina do review degradante não saiba, além do titio Kishimoto, ninguém consegue fazer os personagens idênticos. E desculpa de novo, menina disléxica que deixou a review, mas essa é uma fic UA.
Eu poderia passar várias páginas falando sobre a influência do Universo Alternativo na caracterização dos personagens, mas é chato e… tão óbvio que vou me limitar a aconselhar que não leia fanfic alguma se não quer ver os personagens descaracterizados, porque, cara, em fanfic, só tem isso, principalmente em SasuNaru.
Sim, SasuNaru.
Eu já li muitos lixinhos na internet no fandom nacional, os quais os leitores acham fantásticos, e já li muitas fics fantásticas que os leitores não dão valor. Esses fantásticos lixinhos, tirando os lemons, não encontro conteúdo algum e, sinceramente, me fazem sentir vergonha pela autora que escreveu.
E isso em SasuNaru.
Sintetizando: leitura intragável nós encontramos em toda a parte. O que diferencia é o naipe de quem escreve.
E desculpa, coleguinha, mas eu sou uma escritora e leitora que admira demais o Naruto que a Andréia desenvolve, porque ele é muito parecido com o original, parecido até demais. E não, ele não é idiota, porque no anime/mangá ele não é. Em UA ele pode não ficar idêntico porque não é a intenção da autora deixá-lo assim, afinal, ela não está tratando de Konoha e seus ninjas; ela está lidando com o psicológico do personagem influenciado por um mundo real e por experiências completamente divergentes ao que se passa no anime/mangá. É impossível não ter OOC, mas, a Andréia sempre deixa perceptível as nuances mais marcantes da personalidade do Naruto, bem como as dos outros personagens.
Eu também sou fanática pelo Sasuke de seme. Na verdade, a minha tara não é nem tanto o Sasuke de seme, mas o Naruto de uke, não importa com quem, mas quando vou ler, procuro por fics aonde venha dizendo que a história tem o Naruto de passivo. SasuNaru, ItaNaru, GaaNaru, NejiNaru, SaiNaru.
É uma questão de gosto, mas nem por isso deixo de admirar pessoas que conseguem me fazer gostar do Naruto de seme. As autoras que eu gosto e leio sabem quem são e elas são muito boas em escrever o Naruto como seme sem quebrar a personalidade do Sasuke, ou a do próprio Naruto.
Então, se você não tolera a formação do casal, não abra fics que os desenvolva.
Não ofenda o trabalho de uma autora que você não conhece.
Leia o cabeçalho; ele não está lá só pra enfeitar, não.
Foi um erro seu, menina desorientada, e não da autora.
E, se você não sabe, fanatismo é um problema sério.
O Sasuke Pride que você tão fervorosamente clamou em seu review, moça, dentro desse contexto aqui é gay e é o passivo sexualmente. Nem por isso perdeu os traços fortes da personalidade que fazem dele um Uchiha. Dentro da história, se a tivesse lido na integra, menina, veria que toda a característica masculina e orgulhosa do Sasuke foi preservada, bem como o carisma e jovialidade do Naruto.
E você acha mesmo que o orgulho do Sasuke se resume a isso: a ser um seme pride? Acha que quem é passivo é inferior ao ativo? Acha que é uma desgraça um Uchiha ser passivo?
Sinto muito informar, mas o anime/mangá não trata disso e o orgulho Uchiha está bem longe de estar ligado a algo sexual.
E não importa aonde a autora vê o anime. Se ela quiser fazer o Sasuke de uke, o canal citado não tem nada a ver com isso. Se existem fics ruins que deterioram a personalidade do Sasuke sendo uke, só lamento por você ter topado com elas, em vez de ter cruzado com as autoras boas. Pare de se fundamentar em pré-julgamentos sem coerência alguma.
Crie mentalidade e não propague atitudes e pensamentos boçais.
Outra informação valiosíssima pra ti, caso não tenha percebido durante os mais de dez anos de Naruto na mídia: o anime/mangá NÃO É YAOI, por isso, não estabeleça padrões que não existem.
Sasuke não é seme de ninguém, Naruto não é uke de ninguém.
Todas as autoras(es) do fandom de Naruto se baseiam em seus próprios anseios e expectativas, criam universos e situações que não existem, usam da imaginação para escrever o que lhes agrada. Elas(es) não estão escrevendo pra agradar você.
Agradar o leitor é somente uma consequência.
No caso dessa fic em particular — e a qual você obviamente não leu o cabeçalho como qualquer ser pensante faria — é um presente e a intenção é agradar a pessoa presenteada que é fã de NaruSasu.
E, diga-se de passagem, a pessoa para quem essa fic foi feita está muito satisfeita com o presente dela.
Assim como os leitores que acompanham o trabalho da Andréia Kennen, seja aqui, ou no Nyah!Fanfiction.
É bem lamentável a sua postura, pois você só exibiu uma visão limitada e arrogante sobre o relacionamento entre dois rapazes.
E, claro, a sua falta de senso, ética, educação, etc.
Mesmo assim, aceite uns conselhos, menina: tente ser mais atenciosa e educada ao escrever um comentário. Verifique o cabeçalho e as notas deixadas pela autora antes de iniciar a leitura. Se não lhe agradar, é simples: feche a fic e procure outra que te faça sentir mais tesão.
Tem muita gente que curte o Naruto de seme e você, além de desrespeitar a autora, desrespeitou o público que lê e que também gosta — e muito — de NaruSasu.
Quero ressaltar que todas as minhas palavras, irônicas ou não, foram direcionadas somente à menina ignorante que achou que seria bonito agredir verbalmente uma autora muito querida dentro do fandom nacional.
Se alguém mais se sentir ofendido, lamento, não foi a minha intenção.
Blanxe
As palavras da presenteada com a fic:
Em resposta a dona Anônima do :
Boa tarde dona corajosa.
Baseada em que a senhora manda uma review repleta de impropérios (e cheia de erros gramaticais) sem nexo algum, na "Crise dos Sete"? Gostaria muito de saber o porque.
Primeiro erro: a fanfic está classificada como NARUSASU, e para seu governo, existe uma diferença ENORME entre NaruSasu e SasuNaru. E se não sabe, acredito que tenha disposição da internet para pesquisar, assim como teve para mandar essa review.
Segundo: Se você não gosta do casal, porque leu? Alguém te obrigou? Colocaram uma Magnum na sua testa para forçá-la ler algo que não lhe agrada? Creio que não. Pelo o que eu sei, o fandom é livre e o autor tem o direito de escrever estruturando a história como BEM QUISER. Também não existem regras que dizem quem é 'uke' e quem é 'seme' em uma fanfic. Isso também depende e é uma escolha EXCLUSIVA do autor.
Ao ofender a autora, você pelo menos pesquisou o perfil dela? Sabe qual é a formação dela? Tem a ciência de que insultou alguém que tem um nível superior ao seu? Claro que não. É mais fácil falar e sair correndo do que discutir abertamente. Fez isso porque sabe que a base dos seus fundamentos não é boa o suficiente para defender seu ponto de vista incoerente.
Um personagem tem suas características e sim, elas foram MUITO BEM PRESERVADAS na "Crise dos Sete". Você é uma super-intendente na série "Naruto"? Tem graduação e mestrado para isso? Participa da edição do mangá? Tem alguma especialização em roteiros? Bem, se nem ao menos você sabe escrever, duvido muito da sua capacidade de julgar um fandom.
Por que você acha que o Sasuke não pode ser passivo? Por um acaso está escrito na testa dele 'super-macho'? O autor declarou que ele jamais ficaria numa determinada posição sexual?
Também não.
Se todos podem utilizar a imaginação para construir as fanfics onde o Sasuke é o ativo, também podem fazê-lo passivo. Não só do Naruto, como do Itachi, do Suigetsu, de qualquer outro personagem. Porque é um FANDOM. Não existe um livro de regras dizendo qual personagem deve ficar com qual e como deve ser a relação de cada um. Em nenhuma série de anime/mangá.
E outra… qual é a relação de uma rede aberta de televisão com a escolha do fandom? Acredito que nada influencia. Assistir o animê na televião aberta, em canais fechados ou na internet não interfere na capacidade de compreensão da história. Porque falar mal do canal? Por um acaso, a dona corajosa acha ruim? Com quais fundamentos mesmo? Existem diferenças SIM, na dublagem, na edição e na censura. Agora se você é toda moralista e acha inviável assistir na tv aberta por culpa da qualidade, me desculpe mas existe MUITOS fansubs com erros. MUITOS. O fansub é feito para disponibilizar o anime para todos os fãs que acompanham a série, eles não são obrigados a saber de tudo e traduzir corretamente cada expressão, mas isso também não lhe dá o direito de tirar créditos de um canal, ou do estúdio de dublagem.
Ao que me parece, você não teve nem coragem de mandar a review com um perfil cadastrado. Por quê? Se tem tanta certeza assim do seu ponto de vista, se acha que você é superior a tudo e a todos, porque usou o "anônimo"?
A sua capacidade de contestação também é tão inferior que não conseguiu elaborar outros argumentos se não ofensas?
Sinceramente, querida anônima… Empenhe-se mais na construção de textos argumentativos e no uso da gramática. Por favor, contenha sua ansiedade e tente manter a decência quando quiser discutir algo. A questão não é o seu, o meu ou o ponto de vista da autora, e sim a maturidade com que tratamos de tal assunto.
Atenciosamente,
Outra autora de NaruSasu.
