Capítulo 7 – A promessa não cumprida
Naquela noite, sem entender por que, ela vestiu uma camisola linda, especial e viu a satisfação nos olhos dele quando entrou no quarto, depois dela. Eles deitaram-se juntos, e ela sentia uma estranha expectativa quase adolescente quando Goku a fitou longamente com aqueles estranhos olhos azuis, aos quais ela ainda não se acostumara e disse, antes de beija-la longamente:
- Não tenha medo. Eu sou o mesmo Goku de sempre.
Enlaçaram-se na cama, ficaram beijando-se exatamente como haviam feito na noite de núpcias, vestidos da mesma forma. Mas dessa vez, as mãos dele eram experientes e logo uma delas, marota, baixava a alça da camisola e buscava o seio dela, brincando com o mamilo até deixa-lo rijo e sensível. Cada toque dele a fazia sentir aquela vibração constante e deliciosa, e ele logo puxava a outra alça, enquanto seus lábios desciam da boca para o pescoço e daí para os mamilos rijos e sensíveis, enquanto as mãos puxavam para baixo a fina camisola de seda, que logo escorregou pelos lados do futton, enquanto ele percorria com beijos a linha tênue e sensível que ia do meio dos seios até a calcinha, com a qual ele brincou com as mãos por um bom tempo antes de rasgar com um gesto quase displicente.
Ela ia protestar quando sentiu a língua dele, mais quente e brincalhona do que jamais fora, pousando diretamente no seu clitóris, fazendo ela conter um grito de tão boa – e imediata – que foi a sensação de prazer. A língua continuou brincando com ela, num movimento constante e ritimado que era acompanhado pela vibração que emanava do corpo dele, era quase insuportável, ele a mantinha num estado de permanente excitação, e ela se sentia à beira do orgasmo, mas a sensação se prolongava indefinidamente, até que ele cobriu toda sua feminilidade com a boca e ela gemeu alto, sentindo o começo de um orgasmo devastador. Foi nesse momento, e ela não saberia jamais dizer como, que ele veio sobre ela e, rapidamente, a penetrou, toda aquele vibração até então concentrada, se difundiu por ela, que continuava gozando com ele dentro dela, arqueando o corpo para frente, sentindo cada centímetro do seu corpo ser sacudido, como que por uma convulsão.
Ele mantinha-a excitada, os orgasmos se sucedendo cada vez mais fortes até que ela o ouviu dizer:
- Mmmmeu amooor... a-acho que vamos fazer um pequeno Sayajin...
Ela abriu os olhos e viu a energia que saía do corpo dele, uma energia que ele normalmente continha e usava comedidamente durante as transas deles, e sentiu que ele finalmente se derramava dentro dela, com uma descarga final de prazer que a fez se sentir instantaneamente esgotada. Ela enlaçou as pernas pela pélvis dele, estreitando ainda mais o vínculo que os unia e jogou a cabeça para trás, conforme o corpo dele diminuía a pulsação energética e ela se dava conta que estava coberta por um suor quente e abundante. Ele abriu os olhos, com aquele sorriso de garoto que ela conhecia tão bem, beijou-a de leve e desabou para o lado com um suspiro alto e satisfeito.
Ela se aconchegou no abraço que ele ofereceu, percebendo que aquele estado de vibração permanecia, mas numa frequência tão baixa que mal dava para perceber. Entendeu que ele permaneceria assim enquanto estivesse como super sayajin, e previu que seriam mais noites como aquela, soltando uma risadinha.
Ele a olhou, com uma expressão sonolenta e satisfeita e ela disse, com uma expressão maliciosa:
- Se eu soubesse que seria assim, tinha pedido para você fazer essa coisa de super sayajin há três anos, quando você voltou. – ele riu e disse:
- Se eu controlasse essa forma como controlo hoje, com certeza teria feito. Mas eu achava que te machucaria...
- E o que mudou?
- Alem de controlar melhor... bem, eu não queria escolher entre me manter super sayajin e matar a saudade de fazer amor contigo – ele beijou seu rosto de leve – agora que a gente sabe que é seguro, podemos fazer sempre assim, sempre que você quiser.
- É uma proposta tentadora. Mas gosto de abrir os olhos e ver seus olhos pretos me encarando. Sentiria falta deles se a gente só transasse assim.
- Mas nos próximos dias se acostume, senhora Son. Seu marido vai se esforçar muito para fazer um filho super sayajin!
Ele riu e beijou-lhe a testa. Dormiram. E um pouco antes do amanhecer, acordaram e se amaram de novo, porque ele não conseguia segurar o desejo. E foi assim todas aquelas noites, em especial a última, logo que ele retornou avisando que restaurara as esferas do dragão. E quando ele saiu com Gohan para enfrentar Cell, apesar do aperto no peito, seu coração acreditava que certamente Goku venceria o monstro. Ela só não sabia que estava errada, que ele sacrificaria a vida pela Terra... e que no fim seria seu filho que derrotaria o monstro. No fim, Goku estava certo sobre a força do seu pequeno Gohan.
No futton, frio, vendo que amanhecia, Chichi sentiu as lágrimas descendo pela sua face e soluçou alto, sentindo-se mais só que jamais se sentira. Havia pouco mais de um mês que ele a beijara pela última vez, mas ao mesmo tempo parecia que havia sido há séculos... como também que parecia que tinha sido no dia anterior. Ela chorou novamente e quando parecia que suas lágrimas não tinham fim ela escutou:
- Chichi...
Achou que estava ouvindo coisas. Sentou-se na cama, o coração aos saltos, mas viu que o quarto ainda estava vazio. Ouviu novamente a voz dele chamando por ela, e dessa vez ela soube que era real. Ela o sentia, como se ele estivesse ali.
- Goku? – ela o chamou, sem saber se o que sentia era esperança ou loucura. Mas a voz sem corpo dele respondeu, novamente:
- Chichi meu amor... que saudades!
- Goku! Goku! É você mesmo? Você voltou?
- Claro que sou eu... mas eu continuo no outro mundo. Só que eu posso falar com você através do senhor Kaioh... então não fale nada muito sexual, ou ele vai ouvir!
- Goku! – ela não sabia se estava furiosa com ele ou feliz por ouvi-lo – como você pode fazer um comentário desses!
Ele deu uma risadinha e disse:
- Queria fazer você parar de chorar. Prefiro você com raiva de mim a te ver triste.
- Mas eu estou triste. E estou com raiva de você, Goku, por que você foi morrer? Por quê?
- E não foi só ele – a voz indignada do senhor Kaioh entrou na conversa – eu morri e ele destruiu o meu planeta!
- Senhor Kaioh, por favor – disse Goku – eu preciso falar com ela!
- Goku... – ela disse – que história é essa de explodir o planeta dos outros...?
- É, eu não devia ter feito isso – ele disse – mas só assim Gohan ficou forte e conseguiu destruir Cell. Só ele seria capaz disso. E por isso acho que minha morte nem foi um preço tão alto. Agora você pode cuidar dos estudos dele e eu não vou estar aí para atrair mais loucos... acho que se eu ficasse, talvez eu e Vegeta lutássemos outra vez. E a Terra, você, Gohan, todos correriam perigo. Sem mim por perto, Vegeta vai ter chance de se tornar um cara bom, tenho certeza. Ele vai querer treinar o filho e tenho certeza que vai ser melhor para todos.
- Isso não basta! Eu quero meu marido! Eu não consigo aguentar de saudade!
- Eu não posso voltar sem as esferas de Namekusein, Chichi. E busca-las seria custoso e complicado. O novo planeta deles ainda é mais distante que o primeiro... você gostaria de ver Gohan se arriscando para me trazer de volta?
- Eu iria! Você esquece como eu sou corajosa? Eu iria buscar essas esferas! Eu iria a qualquer planeta para ter você de volta, como quase fui por Gohan!
- Chichi meu amor... eu jamais me perdoaria se acontecesse algo com a mãe dos meus filhos para me trazer de volta. Eu pedi para os meus amigos não tentarem me trazer de volta, porque iria querer que você corresse esse risco?
- Goku... você disse "meus filhos"?
Goku deu uma risadinha.
- Eu sinto o seu ki todos os dias. O seu e o de Gohan. E eu comecei a reparar que o seu ki estava aumentando outro dia, e perguntei ao senhor Kaioh... e ele me pediu para esperar uns dias e observar.
- E o que isso significa?
- Seu ki não estava apenas aumentando... há outro ki em você, Chichi...
Ela então soube. Andara tão triste por causa da morte de Goku que não percebera que sua menstruação não vinha há mais de um mês.
- Goku... eu estou...
- Sim, está. Conseguimos fazer nosso pequeno super Sayajin... não que tenha sido um esforço assim tão grande tentar...
- Goku!
Ele riu novamente. Ela ruborizou pensando no que o senhor Kaioh ia pensar e disse:
- Ah, Goku... como vou ter esse filho sem você?
- Você é forte, Chichi. E corajosa. E não vai nunca mais se sentir sozinha quando pensar em mim, ok? Eu vou estar todas as manhãs perto de você, quando sentir seu ki. E quando ele ou ela nascer, você vai poder fazê-lo estudar, como fez com Gohan.
- Ah, Goku... eu queria que você estivesse aqui. Queria que pudesse treiná-lo. Mas pelo visto vou ter que fazer tudo sozinha, não é mesmo?
- Me perdoa por ter morrido?
Ela ainda chorava. Mas já não estava mais imersa num mar sem fim de tristeza quando disse:
- Não, eu nunca vou te perdoar por isso. Mas também nunca vou deixar de te amar, Son Goku.
- E eu muito menos, Son Chichi.
- Mas se eu sonhar que você chegou perto do castelo da rainha serpente prometo que acho você aí e te dou uma surra!
- Você sabe que eu só amo você, não sabe? Agora durma. Você e nosso bebê precisam de descanso. Descanse. Eu te amo.
- Eu também te amo – ela disse, e logo depois percebeu que ele não responderia. Não pôde deixar de sentir uma pontada de tristeza, mas deitou-se no futton e pela primeira vez naquele mês, sentiu muito sono. Não tinha mais medo de não sentir Goku, uma parte dele sobrevivera nela, e agora crescia e a enchia de calor. Fechou os olhos e pensou que deveria lavar as roupas de cama, mas naquele dia ela iria levantar tarde, precisava realmente descansar. Adormeceu pensando no seu filho, que, ela sabia: seria um menino e iria se chamar Goten.
FIM
