Cap. 8 – Mudanças.
Seus orbes escuros vagavam pelo novo local onde passaria a morar. Fora tirada de seus devaneios ao escutar o barulho de inúmeros passos por sua residência. Observava os homens que retiravam seus moveis do enorme caminhão estacionado em frente a sua casa e carregava-os para dentro desta. Uma vez ou outra lhes diziam o lugar certo que os moveis deveriam ficar e ficou receosa diante dos olhares raivosos que eles lhe lançavam. Não estava abusando da paciência deles, estava apenas tentando manter sua casa organizada. Oh Deus, onde estava Zero em uma hora dessas? Suspirou pedindo por ajuda, mas esta não veio. Como ele tinha coragem de lhe deixar sozinha diante de diversos brutamontes? Trincou os dentes irritada. Não fazia a menor idéia de onde seu marido estava.
- senhora Kiryuu, já terminamos por aqui! – Ouviu uma voz grossa preencher aquele silencio torturante.
- oh... Certo! – passara a dar atenção ao homem que se pronunciava.
- O Senhor Kiryuu disse que depois acertaria as contas comigo! – O grande homem ajeitara desconfortavelmente o boné sobre sua cabeça.
- Sim, eu estou ciente disso! – Ela murmurou. Estava cansada de todas as coisas que lhe vinham acontecendo. Fazia pouco tempo que melhorara de sua gripe, mas seu corpo ainda estava debilitado devido aos dias que não passara bem.
- então irei me retirar Senhora Kiryuu, voltarei a ligar para que Zero acerte o valor da mudança comigo!
- Certo... Por certo ele estará aqui quando ligar! – Sorriu amigavelmente, mesmo devido ao seu cansaço ainda era capaz de por um lindo sorriso em seu rosto.
- Caso não esteja, peça que retorne a ligação, Sim? – Ajeitara novamente o boné sobre a cabeça, já estava acostumado a fazer isso e sempre se pegava ajeitando o boné sem necessidades.
- Farei isso! – Yuuki decidiu não prolongar muito a conversa entre eles.
- Passar bem Senhora Kiryuu, Com licença! – Ele se retirou. Havia ido embora e esperava que Zero o pagasse como ele havia dito.
Espreguiçou-se lentamente e logo observou o seu novo lar. Estava surpresa de que Zero tivesse encontrado outro lugar em tão pouco tempo. O incidente que aconteceu há alguns dias atrás não se repetira. Mas temia que isto voltasse a acontecer. Estava exausta. Acordou cedo para que pudesse fazer a mudança. Não havia ido para a faculdade, alias fazia alguns dias que não dormia direito.
Tinha esperanças de que neste novo lugar encontraria a paz que desejava. Bocejou mais uma vez e decidira se deitar. Os moveis da belíssima casa já estavam organizados em seus devidos lugares, teria apenas que organizar suas malas e seus objetos sobre à casa toda. Desde enfeites e ate mesmo as louças da cozinha, mas no momento estava cansada demais para se pensar em organizar tudo. Esperaria seu marido chegar, e enquanto isso... Tentaria dormir como há dias não o fazia.
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Levou o cigarro novamente em direção aos lábios. Fazia pouco caso da presença de seu pai, apenas fora para sua antiga residência para contar-lhe o que realmente acontecia. Nestes últimos dias andava ocupado tentando encontrar outro lugar para morar, mal teve tempo para contar ao seu pai sobre a invasão em seu apartamento. Seus olhos lilases fitavam a expressão nervosa no rosto do velho homem. Suspirou cansado, acabara de lhe revelar seus motivos para a mudança e Kaien apenas o fitava perplexo.
- Eu entendo seus motivos para se mudar... – Se deixou levar pelas palavras de seu velho pai.
- Eu não sei o que faço... – Zero confessara. Acomodou-se melhor sobre o sofá e novamente levara o cigarro em direção aos lábios.
- Me diga... O que pretende fazer? – viu que seu pai se levantara do sofá e caminhara por entre a sala fitando as antigas fotos postas sobre os porta-retratos.
- Não é obvio? – perguntou ironicamente. – Irei descobrir quem invadiu o apartamento, e qual fora o motivo para fazer tal coisa!
- Então, o que está fazendo aqui? Deveria estar investigando sobre isso... – Kaien fora interrompido.
- Apenas vim avisá-lo! – Trincou os dentes impaciente.
- me avisar sobre o que? – Kaien estava confuso. Segurou um dos porta-retratos sobre a mão e seu polegar acariciava lentamente o vidro que protegia a antiga fotografia.
- Não quero que ninguém saiba onde estarei morando, ouviu bem? – Levantou-se do sofá confortável e levou a ponta acesa do cigarro em direção ao cinzeiro apagando-o rapidamente.
- Para que isso tudo? Não entendo este seu receio!
- Você é burro ou o que? – Kaien não gostou do modo que seu filho se referira a ele.
- Me respeite... Zero! – pronunciou seu nome com desdém. – Apenas quero saber o motivo para não querer que ninguém saiba a sua localização...
- Como você mesmo viu, pelo o que eu lhe disse... O homem que invadiu meu apartamento não tinha a intenção de furtar nada daquele local... – Zero fora interrompido por seu pai.
- Sim, ele possuía apenas uma razão para estar ali! – Colocou seu porta-retrato em seu devido lugar novamente.
- Sim, seu desejo era nos matar... A mim e a Yuuki!
- estou ciente disto! – Virou-se para seu filho lhe dando a atenção que realmente este merecia.
– Temo que ele possa vir atrás de mim e de Yuuki novamente... Não sei se da próxima vez estarei armado, foi pura sorte eu ainda estar vivo!
- Eu entendo filho... Sei que o que está fazendo é para protegê-la...
- Sim, se não fosse por ela eu não me mudaria. Eu enfrentaria aquele cara caso ele aparecesse novamente e não o deixaria jamais escapar. – Cerrou o punho irritado.
- Não banque o durão Zero... – Kaien o repreendeu.
- Féh, o que está dizendo velho? Sabe que sempre fui assim! – Riu debochadamente.
- Eu não duvido do que possa fazer, apenas quero que tome cuidado e que tenha um pouco de juízo, coisa que sei que não tem!
- E o que estou fazendo agora mesmo? – Perguntou. – O motivo para querer que ninguém saiba onde estou morando é justamente isso... – Passou as mãos por seus curtos cabelos prateados demonstrando o inicio de sua irritação.
- Prometo que não contarei a ninguém, apenas nós saberemos onde está morando, mais ninguém!
- Ótimo! – Resmungou ele.
- Não deixe de me contar nada Zero, eu posso ajudá-lo em algo!
- Seu disso... Meu pai! – Pela primeira vez, Kaien pode ver um sorriso nos lábios de seu filho.
- Porque não procura a policia? Um investigador... Ou algo do tipo? – Kaien mudou de assunto.
- Não, sei que se eu fizer isso... Ele saberá e não colocará seus planos em ação... Eu realmente quero descobrir quem está por trás disso e tenho uma leve impressão de que seja alguém relacionado à empresa Kuran!
- a empresa Kuran?
- Sim, a própria! – Zero caminhou ate seu pai e passou a fitar as mesmas fotos que Kaien apreciava minutos antes.
- como pode ter tanta certeza assim?
- Assim como eu, Yuuki não possui inimigos. E sabemos que a empresa Kuran não está em boas condições... Antes de isso tudo acontecer eu já tinha uma leve suspeita de que alguém estava falindo a empresa, então é bem provável que seja alguém relacionado a ela! – Zero esclareceu.
- entendo. – Seu pai murmurou baixo.
- eu voltarei a fazer administração! – Seus orbes se arregalaram ao escutar as palavras de seu filho. Não acreditava no que estava ouvindo.
- Você realmente deseja descobrir quem é...
- Sim, é o que eu quero. Mas para isso tenho que ter um pouco de conhecimento, as poucas aulas que tive na época em que estudava não me foram uteis... Preciso continuar de onde parei, assim poderei administrar uma empresa. – Virou-se esquecendo as antigas fotografias, agora fitava seu pai sério.
Kaien não havia duvidas. Seu filho lhe dizia a verdade. Ele não poderia estar mentindo, alem do mas, sua expressão está seria e serena. Seu filho nunca ficara serio quando lhe contava uma mentira, e por isso acreditou nas palavras de Zero.
- você mudou muito! – Kaien sussurrou. E sorriu logo em seguida. Fazia um bom tempo que não via tal atitude em seu filho. Ele sempre se comportara como um rebelde, e agora parecia... Estar tão maduro.
- Féh... – Sorriu devido o pouco caso de Zero. Parecia que mudara tanto, e ao mesmo tempo parecia ser o mesmo Zero de antes.
Mas... Desde quando essas mudanças ocorreram nele? Ah sim, Desde que se casara com Yuuki. Parecia que seu filho se tornara mais maduro, e pelo o que notara... Para querer administrar uma empresa, era um sinal de que desejava se tornar independente. Sorriu fracamente, seu filho estava mudando e ainda possuía esperanças de que ele mudasse completamente.
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Adentrara sua nova residência. Deixou sobre a mesa de centro da sala a chave de seu veiculo. Suspirou cansado. Porque resolvera morar tão longe? Mas o que poderia fazer? O que realmente importava é que ainda estava vivo. Fitou os móveis organizados, Yuuki fizera exatamente o que ordenara. Recebera o caminhão da mudança e ordenou aos homens os lugares onde as coisas realmente deveriam ficar. Seus orbes lilases observavam agora as caixas fechadas sobre a luxuosa sala. Coisas frágeis permaneciam nestas. Por certo Yuuki deveria estar muito cansada e por isso decidira arrumar os últimos detalhes mais tarde. Apesar de não ter dormido muito bem nos últimos dias, seu corpo encontrava-se esgotado. Não tivera uma boa noite de sono e ainda teve que acordar cedo para terminar algumas coisas.
Bocejou cansado. Agora poderia descansar sem nenhum receio. Subiu as longas escadas de madeira e dirigiu-se à primeira porta que encontrou, a porta que achava que seria seu quarto. Parou bruscamente a apoiou-se no batente da porta ao encontrar uma bela jovem que dormia calmamente sobre a cama. Sorriu fracamente com a cena. Ele não era apenas o único que estava cansado. Yuuki também não tivera boas noites de sono. Caminhou lentamente em direção à cama e retirou os sapatos ao se dirigir a ela. Deitou-se lentamente para não acordá-la, e agradecera mentalmente por ter a oportunidade de dormir tranqüilo como antes o fazia. Sem pensar muito, deixou que seus pesados olhos se fechassem por completo e logo fora levado por sua inconsciência, assim como a bela jovem que dormia tranquilamente ao seu lado.
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Forçou seus olhos, permitindo que estes se abrissem. Acordara de seu sono e fitara confuso o lugar ao seu redor. Foi então que se se lembrou que havia se mudado e que este seria seus novos aposentos. Não sabia por quanto tempo havia dormido, mas agradecera mentalmente pelo descanso demorado. Ele realmente precisava dormir, suas preocupações não o permitiram que descansasse naquele apartamento. Oh droga, que horas seriam agora? Lembrou-se que quando chegara a sua residência a primeira coisa que fez foi ir para seu quarto, e logo encontrou sua esposa desfalecida sobre a grande cama. Será que Yuuki ainda dormia. Assim como ele, Yuuki não teve boas noites de sono. Por certo sua esposa deveria estar muito cansada por ter ordenado aos inúmeros homens o local onde os moveis deveriam ficar.
Suspirou derrotado. Era sua culpa. Se não fosse por si, nada disso estaria acontecido. Maldita hora que aceitara se casar com uma mulher problemática. Mas agora não poderia chorar pelo leite derramado, prometeu-a que descobriria quem invadira seu apartamento e daria um jeito com a empresa Kuran. Ele realmente queria ajudá-la, mas poderia correr risco de perder a vida novamente? Não sabia em que local estava se intrometendo. Mas como dizia aquele velho ditado... Quem não arrisca não petisca. Não custava nada verificar tudo isso. Seus orbes lilases dirigiram-se para a janela do quarto e ele constatou que o sol já estava indo embora, dando lugar agora para a lua iluminar o céu. Oh Deus, dormira tanto tempo assim? Não sabia. Virou o rosto e encontrou-a novamente adormecida. Deveria estar exausta com tudo o que vinha acontecendo. Decidiu então acordá-la. Desde que chegara ela já estava dormindo, já estava na hora de despertar.
- Yuuki... – suas fortes mãos seguravam seus pequenos e delicados ombros. Sacudiu-a lentamente e vira quando um de seus orbes chocolates se abriu.
- Deixe-me dormir! – Movimentou-se desconfortavelmente sobre o colchão macio.
- Sabe há quanto tempo está dormindo? – Perguntou seco.
- não quero saber... – Murmurou fraca.
- humph. – Resmungou impaciente. – Acorde garota! – Estava se estressando.
Zero viu que ela não se importou com suas palavras. Trincou os dentes e cerrou os punhos. Maldita garota. Quem ela pensava que é para lhe ignorar de tal forma? Socou o colchão fortemente, se tivesse socado algo que não fosse de superfície macia, por certo fraturaria sua mão direita. Suspirou tentando acalmar-se. Levantou-se da cama e caminhara em direção a ela. Suas fortes mãos seguraram sua cintura puxando-a para perto de si. Assim que conseguira manter presa em seus braços vira que esta despertara.
- solte-me Zero... Já estou acordada! – Yuuki trincara os dentes irritada. – "Chato!" – Pensou mortalmente.
- Só assim para despertá-la... Pensei que só acordaria se eu a afogasse na banheira! – Riu maliciosamente.
- Idiota. – Revirou os olhos.
- Não se estresse doce Yuuki, ficará com rugas muito cedo. – sua ira aumentou ao ouvir o apelido que tanto desprezava.
- Seu maldito... – soltou-se rapidamente de seu marido e caminhara para fora do quarto irritada.
- eu adoro irritá-la! – Sorriu perante as atitudes da moça. Adorava tirá-la do sério.
Decidiu segui-la, por certo possuía um belo plano para irritá-la ainda mais. Desceu a grande escadaria de madeira e dirigiu-se aos aposentos onde a luz estava acesa. Ele a viu. Parecia em ter dificuldades de organizar os objetos de cozinha nos armários altos. Viu-a sobre as pontas dos pés e tentava inutilmente guardar o objeto de vidro. Estava descalça, foi o que constatara. Por um momento ficou a admirar seu belo corpo, mas era injusto admirá-la sabendo que precisava de ajuda. O armário era alto e sua altura não colaborava muito. Observou as belas pernas torneadas que a saia o permitia ver, mas fora tirado de seus devaneios ao notar que ela quase derrubara o objeto cortante. Era melhor ele mesmo fazer isso antes que algo pior acontecesse.
Caminhou em direção à ela posicionando-se atrás da mesma, envolvera a cintura da mesma com um de seus fortes braços, enquanto seu braço livre dirigiu-se ao braço estendido de Yuuki, o mesmo braço que tentava colocar o objeto de vidro no armário alto. Colou seu corpo ao dela e segurou a pequena mão da jovem. Ela virou a cabeça para o lado bruscamente deparando-se com zero. Seu coração se acelerou, suas pernas ficaram bambas. Teria perdido o equilíbrio se o forte braço de Zero não estivesse em volta de sua fina cintura. Suas mãos ficaram tremulas e teria derrubado o objeto de vidro se ele não o tivesse pegado antes que atingisse o chão de mármore. Ele segurou fortemente o refratário tentando impedir de que algo pudesse acontecer. Levou o refratário ao armário aberto e o empurrou fazendo com que este deslizasse sobre a madeira clara.
- Zero... – Yuuki murmurou.
- Está bem? – Ele perguntou e logo sorriu sedutoramente.
- Estou... – continuou a sussurrar. Oh droga, como o desejava.
- Que bom! – Continuou a sorrir. Por mais que desejasse se afastar, seu corpo não obedecia às ordens de sua mente. Oh, ela o deixava louco.
Yuuki sabia que se continuassem nesta posição, algo que desejava poderia acontecer. Mas não queria brincar com seus próprios sentimentos, sabia que tipo de homem Zero era. E por isso não poderia deixar que este pudesse a tratar como um simples brinquedo. Não iria admitir tal coisa, alem do mais... Quem estava tentando enganar? Ela o desejava, mas não queria criar falsas esperanças, e quanto menos esperasse descobriria a verdadeira intenção de seu marido. Não queria se tornar um simples objeto nas mãos de Zero. Sabia que o quanto mais se afastasse deste, melhor seria para si.
- Preciso de ajuda! – Ela tentou desviar a atenção de Zero de seus lábios carnudos.
- E quer que eu a ajude? – Ele não tinha forças para se afastar. Seu corpo não obedecia a suas ordens.
- Sim... Preciso... Guardar... Isto! – Respondeu pausadamente. E logo conseguiu se libertar dos fortes braços de Zero.
- Certo... – Ele voltou a si. Conseguiu desta vez fazer com que seu corpo obedecesse as ordens de seu cérebro.
- Poderia... Guardar estas coisas? – Yuuki segurou a grande caixa e levou-a em direção a pia de mármore. Indicou a caixa a Zero e logo apontara para o armário suspenso na parede acima da pia.
- Claro... – Ele murmurou ainda confuso.
Retirou calmamente uma das peças que era protegida pela caixa e guardara no armário suspenso na parede. Suspirou cansado. Se não fosse pela maldita empresa Kuran não estaria passando por nada disso. Não teria se casado com uma bela jovem, não teria quase perdido a vida... Não teria mudado tanto.
Permaneceu ali... Organizando os objetos de sua antiga casa. Seus lábios proferiram um pequeno palavrão, mas Yuuki não percebeu o que havia acabado de dizer. Continuou ali... ate que o ultimo objeto fosse guardado no armário.
- Parece que terminamos tudo por aqui! – Yuuki quebrara aquele silencio.
- Parece que sim! – Zero concordou.
- Me diga uma coisa Zero...
- O que... Doce Yuuki? – ele ainda insistia em lhe chamar deste modo.
- Quando pretende fazer sua matricula? Digo... Para a faculdade! – Sua curiosidade falara mais alto.
- O mais rápido possível... Não será só a empresa kuran que terei que administrar Yuuki... Terei que administrar a empresa de meu pai também! – Dizendo isso. Retirou um de seus cigarros da pequena caixa e o acendera sem rodeios.
- Entendo... – Ela tentou ignorar a presença do tal poluente naquele ambiente. (rimoou *o*)
- Não sei se lhe contei, mas... A perícia não achou nada no apartamento! – A expressão da jovem mudou. Ela não sabia que ele contratara alguém para explorar sua casa?
- Eu não estou entendo... Você contratou alguém para fazer a perícia daquele local? – Perguntou confusa.
- Sim, eu precisava fazer isso. Mas infelizmente não acharam nada que pudesse nos ajudar a descobrir quem é o invasor! – Resmungou irritado.
-... – Yuuki permaneceu quieta.
- oh! – Ele lembrou-se se algo. – Antes que me esqueça, não quero que ninguém saiba onde estamos... Entendeu? – Ordenou.
- Sim... Você não quer correr o risco de perder a vida novamente, mas meus pais e minha família irão querer saber onde estou morando agora! – Continuou arrumando os objetos em seus devidos lugares.
- Apenas eles poderão saber onde estamos... Mais ninguém! – Ele a vira assentir positivamente a cabeça. Esperava que isto não acontecesse novamente, mas não sabia se este tipo de coisa voltaria a se repetir. – Teremos que nos virar aqui!
- Como assim? – Ela não entendia o que ele queria dizer.
- Se pensa que contrataremos alguém para cuidar da casa, está muito enganada... – Zero fora interrompido.
- Está me dizendo que eu terei que fazer o trabalho doméstico? – Como ele ousara lhe obrigar a fazer tal coisa? Alias fora ele que resolvera se mudar, nada como mais justo ele fazer as tarefas diárias.
- Oh... – Ele irritou-se com a ironia de Yuuki. – E o que você pensa que eu fazia antes de nos 'casarmos?'
- er... Nada? – Cruzou os finos braços sobre seu farto busto.
- Está enganada... Eu tive que aprender a me virar! – Caminhou em direção à outra caixa fechada depositada ao canto da bela mesa de vidro. Pegou-a e constatara que era pesada. Caminhara pela cozinha ate chegar ao armário aberto. – Se pensa que não farei nada... Melhor mudar seus conceitos sobre mim!
- Certo, me desculpe... Foi errado pensar desta maneira sobre você! – Desculpou-se. Ainda achava que Zero não faria nada naquela residência.
- Aceito suas desculpas Senhorita Kiryuu... – Falara formalmente, pois sabia que esta se irritaria com toda essa formalidade.
Ela tentou ignorá-lo, o que foi em vão. Viu abrir a caixa fechada com certa agressividade. E seus fortes músculos se destacaram por debaixo da fina camiseta branca social que usava. Virou o rosto para o outro lado e tentara achar algo mais interessante do que fitar os fortes músculos de Zero. Desde quando passara a desejá-lo tanto assim?
- "Estou ficando louca..." – Pensou. – "Sim, eu estou... Estou ficando louca pelo Zero!" – Mesmo a contra gosto, admitira para si mesma que o desejava.
- É... Essas coisas são da sala! – Yuuki o ouviu dizer.
Zero retirou com cuidado os objetos de vidro que foram guardados delicadamente dentro da caixa. Eram simples vasos e belos enfeites de cristais. Ele deixou que seus pés o guiassem em direção à sala, carregava consigo dois belos objetos de cristais. Seus olhos chocolates acompanhavam os seus movimentos lentos. O viu depositar os objetos sobre os moveis da sala. Não demorou a estar novamente na cozinha e logo voltou para a sala trazendo mais alguns dos belos cristais que estavam sendo protegidos pela caixa. Decidiu ajudá-lo... Fez o mesmo que ele. Trouxe consigo os vasos até a sala e o entregara a Zero delicadamente. Os olhos lilases fitaram por um momento as pequenas mãos que seguravam os cristais. Seu olhar logo se dirigiu à dona delas... O que a fez ruborizar-se.
- Obrigado! – Ele agradeceu.
- Eu irei pegar o resto... – Murmurou baixo assim que entregara os cristais a ele.
- Certo. – Segurou firmemente o objeto de vidro por entre seus dedos tentando o possível para não derrubá-lo. A viu afastar-se e logo fitou o que segurava por alguns instantes. – Isto... Ficará ali! – murmurou baixo. E logo se dirigiu ao local onde o cristal permaneceria.
Ajeitou-os sobre os moveis e os fitara demoradamente. Escutou passos aproximando-se de si e isso o tirou de seus devaneios. Encarou Yuuki que trazia consigo mais dois belos objetos.
- Estes são os últimos!
- Eu já imaginava que seriam. – Segurou um dos objetos. – Pode colocar esse naquele local? – Perguntou calmamente enquanto se dirigia para o local onde depositaria o cristal que segurava.
- Claro! – Caminhou ao lugar indicado e depositara o cristal sobre o belíssimo móvel. A luz da sala o refletia e com isso podia ver inúmeros jatos de luzes de variadas cores ao redor de si. – Zero... Está o chamou.
- O que? – Ouviu que as palavras do mesmo eram pronunciadas calmamente. Como podia mudar de humor tão rápido assim? Não sabia, mas preferiu ignorar a mudança de humor de seu marido.
- Você disse que iria se matricular na faculdade... Até agora não o fez, quando pretende fazer isso? – Parou de fitar o belo cristal e virou-se para encará-lo.
- Creio que amanhã poderei resolver isso! – Caminhou por entre a sala e sentou-se esparradamente sobre o sofá de couro.
- entendo...
- Não se preocupe Yuuki... Eu não deixarei a empresa de seu pai falir! – Sorriu a ela e seu sorriso fora retribuído.
- Obrigada... Zero... – Murmurou baixo e dera um fraco sorriso a ele.
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Caminhava pelo corredor da enorme universidade. Havia feito sua escolha. Matriculara-se naquela universidade com a intenção de futuramente administrar não só a empresa de seu velho pai, mais sim a empresa Kuran. Prometeu a certa jovem que não permitiria que a de seu pai empresa falisse. Era este então o motivo para estar ali? Talvez... Ele estava ciente que apenas ela... Não iria conseguir ter o total controle sobre aquele lugar. Alias, havia lhe feito uma promessa... E não poderia quebrá-la desta tal forma. Desejava descobrir o que realmente acontecia naquele local, e principalmente... Tentava descobrir quem realmente era o homem que invadiu seu apartamento, e este tinha cuja intenção de lhes tirar a vida. Suspirou derrotadamente. Não fazia idéia de quem poderia ser... E não possuía nada que o pudesse ajudar. A única coisa que fez, foi uma pequena pericia em seu apartamento... Mas sabia que não poderia se arriscar muito. Desejava contratar alguém profissional para investigar sobre a invasão. Mas tinha medo... Medo que algo como aquilo voltasse a se repetir, pois não estaria apenas se colocando em risco... E sim, colocando em risco a vida de sua mulher.
Suspirou novamente, mas desta vez seu suspirou saíra com um ar irritado. Segurava por entre seus longos dedos um papel que mostrava a aceitação de sua matricula. Logo passaria a freqüentar aquela enorme universidade. Continuou a caminhar pelos corredores e sua presença fora notada por aqueles que se dirigiam para suas salas. Olhares femininos eram dirigidos a si, estava acostumado com o modo como as mulheres sempre lhe olhava, mas não deixou-se se intimidar por eles. Se alguém não o notasse, por certo estaria louco por não reparar no belo homem alto que caminhava calmamente pelos aposentos do prédio.
Olhares, e mais olhares. Oh Deus, ate quando continuariam o encarando? Isso não lhe incomodava, mas possuía um temperamento forte... Queria dizer inúmeros impropérios, mas não o fez. Xingara-se mentalmente. Deveria ter escolhido outra universidade, mas qualquer universidade que escolhesse este tipo de coisa iria se repetir. Suspirou derrotado ignorando o fato de que estava sendo observado por todos ao seu redor. Continuou a caminhar e decidira-se que iria esperar Yuuki, alias... Fora por causa dela que resolvera se matricular nesta universidade. As aulas por certo já deveriam estar acabando... Dirigiu-se para o estacionamento do campus e adentrara no belo carro que estava estacionado. Seus dedos tatearam a superfície do aparelho de som, e logo descobriu o botão certo para ligá-lo. Os orbes lilases foram automaticamente em direção ao céu, o dia estava belo... Mas parecia que a temperatura quente logo iria sumir, dando lugar para o frio. Não podia ver claramente o radiante sol devido ao vidro escuro de seu automóvel, mas sabia que o tempo logo mudaria. Encostou-se no banco e ouviu seu estomago reclamar por comida. Maldita Yuuki... Quanto tempo mais ainda tinha que esperá-la? Suspirou mais uma vez naquele dia e deixou que seus olhos se fechassem. Estava cansado... Em sua vida toda, nunca fizera o que agora estava fazendo. Mas o desejo de descobrir o assassino que invadiu seu apartamento falara mais alto. Orgulhoso... Era isso o que realmente era. Não era apenas por orgulho que desejava descobrir quem invadira sua residência... Mas sim, pela promessa que fizera a uma certa jovem.
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Suspirou novamente. Levou suas delicadas mãos em direção aos longos cabelos castanhos. Fitou a sua frente a bela jovem de madeixas alaranjadas e logo virou-se para fitar a outra jovem que as acompanhavam.
- então é verdade? – Rima perguntou?
- o que é verdade? – A outra jovem que as acompanhavam se pronunciara.
- Parece que o marido de Yuuki se matriculou aqui! – Rima lhe explicou. – Não sabia disso Sayori?
- Não... Yuuki não me disse nada! – lançou-lhe um olhar ameaçador em direção à sua amiga de infância.
- Desculpe-me Yori, há outras coisas que estão me perturbando... Mal pude lembrar-me disto!
- Coisas que estão lhe perturbando? – Sayori perguntou confusa. Fazia um bom tempo que não possuía uma conversa com sua amiga de infância, mal sabia das coisas que estavam acontecendo com ela.
- Sim Sayori! – Rima adiantou-se não permitindo que Yuuki pudesse responder a pergunta da mesma. – Coisas como: Meu Deus, essas mulheres estão assediando o meu marido na universidade!
- o que? – Conteve-se para não gritar perante o comentário de Rima. Mais uma coisa que teria que aprender, a controlar sua mudança repentina de humor.
- ah sim... Isso é verdade! – Sayori concordou com Rima. E logo riu da expressão irritada de sua amiga de longas datas.
- Mas é claro... Isso é o que está perturbando-a. – Rima divertia-se com o constrangimento de Yuuki.
- Sabem que não é isso! – Trincou os dentes irritada.
Movimentou-se desconfortavelmente sobre a cadeira que estava sentara e olhou fixamente em algum ponto interessante do refeitório onde se encontrava. Tentava inutilmente diminuir o seu constrangimento, o que fora em vão. Uma vez que seu rosto encontrava-se vermelho, nada poderia fazer para mudar a coloração de sua face.
- O que anda acontecendo Yuuki? – Sayori perguntou preocupada.
- bem... Muitas coisas estão acontecendo... – Yuuki suspirou.
- Como o que? – Rima também estava curiosa. Apesar de não possuir a mesma amizade que Sayori possuía com Yuuki, ainda assim se importava com a colega de classe. – Não me diga que seu marido é ruim de cama! – Rima riu debochadamente. Como um ser tão perfeito poderia ser mal de cama? Não... Definitivamente não.
- Eu não sei... – Ela murmurou constrangida.
- Co... Como assim? – Rima gaguejou. Então... Yuuki nunca dormira com ele, era isso mesmo que estava ouvindo?
- Eu nunca... – Não precisou completar sua frase. Rima já entendera tudo.
- entendo... – Ela a interrompeu. – Mas você só pode ser louca, não?
- louca? – Yuuki levou a lata de refrigerante em direção aos lábios, e deixou que o líquido gelado passasse por sua garganta seca.
- Sim... Você é louca por ainda se conservar enquanto tem um Deus Grego dormindo ao seu lado na mesma cama que você!
- Eu tenho os meus motivos Rima... – Yuuki fora interrompida pela mesma.
- Motivos? Háa... Que motivos? – Rima imitou-a, levando seu refrigerante em direção aos lábios. Bebericou sua bebida gelada enquanto a fitava pelo canto dos olhos.
- De fato Rima, Yuuki tem seus motivos! – Sayori pronunciou-se. Ela sabia o que se passava na vida de sua amiga, mas não poderia permitir que Rima a julgasse sem saber de seus verdadeiros motivos.
- Então... Se realmente tem motivos Yuuki... Diga-me!
- Creio que não seja de seu interesse... Mas já que faz tanta questão de saber o que acontece, eu irei lhe dizer!
Suspirou derrotada, mas cumprira o que dissera. Fez um pequeno resumo do que acontecia. Rima a observava atentamente, podia compreender um pouco os motivos de Yuuki. Mas mesmo assim, ainda não estava convencida o suficiente de que estes eram motivos aceitáveis. Qualquer mulher em sã consciência não perderia a chance de compartilhar a mesma cama com um belo homem como Zero.
- Eu entendo um pouco os seus motivos Yuuki... Muitas coisas estão acontecendo rápido demais... – Rima fora interrompida.
- Sim... Yuuki murmurou baixo.
- Mas devo avisá-la sobre algo!
- Algo? – Perguntou curiosa. – Sobre o que? – Yuuki voltara a fazer suas perguntas.
- Irá chegar uma hora que ele irá se cansar! – Rima alertou-a.
- Se cansar? – Desta vez fora Sayori que perguntara.
- Sim, ele não a esperara muito Yuuki... Você já possui idade para fazer esse tipo de coisa!
- Ela sempre foi criada para seguir sempre o correto Rima! – Sayori lançou um olhar irônico à jovem de madeixas claras. – Sei disso porque convive com Yuuki durante toda minha infância.
- Eu sei disso Sayori... Mas assim como eu, Zero pensa sobre a mesma coisa... – Começou dirigindo-se a Sayori, mas logo virou-se para conversar com Yuuki. – Escute Yuuki... Você é uma mulher casar, é normal dormir com seu marido. – Rima viu que o rosto da jovem avermelhara-se. – Alias, você fora criada para sempre fazer a coisa certa, então... Não estará cometendo nenhum pecado se Zero a possuir...
- Odeio ter que confessar... Mas Rima está certa! – Sayori a interrompeu.
- Você está Casada com ele... Coloque isto em sua cabeça! – Rima alertou-a.
- mas...
- Sei que está insegura Yuuki! – seus olhos castanhos fitavam sua bela amiga de infância.
- Chegará uma hora, que ele irá cansar de esperá-la... Assim como eu, você sabe como os homens são. Ele irá cansar, e procurará outra mulher para saciar os seus desejos sexuais... Já que ele nunca teve uma noite de puro prazer com sua esposa! – Rima terminou sua frase.
- Acha mesmo que ele faria isso Rima? – Sayori não estava satisfeita com isso. – Eu o conheci e ele não parece ser do jeito que está dizendo!
- Eu também o conheci, mas todos os homens são iguais... Independente da maneira como se comportam... Todos são iguais! – Ela trincou os dentes.
- Rima tem razão Yori! – Yuuki murmurou baixo.
- Yuuki... – seus pequenos lábios sussurraram o nome de sua amiga.
- Quem não o conhece bem, não o julga desta maneira... Mas ele é exatamente isso que estamos falando. – Yuuki levou novamente seu refrigerante em direção aos seus perfeitos lábios. – Quando eu o vi pela primeira vez, pensei que ele fosse o tipo bem educado, mas depois eu percebi que foi errado julgar um livro pela capa... Ele não era o que eu realmente pensava que era. Com o tempo, eu descobri realmente o que ele era, Descobri muitas coisas a seu respeito... Mas eu estou cansada disso tudo, eu não queria me casar com alguém que mal conhecia!
- Vocês se conhecem desde pequenos, não é? – Rima perguntou. – Pelo o que eu soube, seu pai e o pai dele sempre foram amigos...
- Sim Rima, nos conhecemos ainda pequenos... Eu me lembro pouco de como Zero era, na época em que nos conhecemos eu deveria ter uns três ou quatro anos... Depois disso nunca mais eu o vi. Meu pai estava dando duro na empresa, e o pai dele estava fazendo o mesmo. Então, foram poucas às vezes em que nos encontrávamos junto com nossas famílias.
- Entendo... - Rima murmurou.
Permaneceram quietas, cada uma com seus próprios pensamentos. Este que logo foram deixados de lado ao notarem o horário que seus relógios indicavam.
- Oh Droga, eu tenho que ir! – Yori levantou-se apressada de seu acento.
- Nós também... – Assim como Yuuki, Rima pronunciou-se. Ambas falaram juntas, como se elas pudessem prever o que cada uma iria dizer.
- Se não ir para a aula agora, meu professor não me deixará entrar. – Yori suspirou.
- O nosso não iria tolerar mais um atraso, certo Yuuki?
- Sim Rima, se caso não chegarmos a tempo... Não entraremos na aula.
- Nós vemos depois então! – A jovem de curtos cabelos escuros despediu-se de ambas as jovens que cursavam administração, para logo virar-se e dirigir-se apressada a sua sala.
- Até mais Yori! – Yuuki murmurou. Seus orbes escuros observaram atentamente o rosto delicado de Rima. Pegou seu material que estava sobre a mesa e Rima a imitara. Não pensou muito antes de caminhar com passos largos pela universidade, sabia que caso não chegasse a tempo para assistir a próxima aula, ficaria para fora da sala. E desta vez não estaria sozinha, Rima estava junto a ela e sabia que esta a acompanharia novamente para cabular aula, caso o professor não permitisse a entrada de ambas na sala. Oh droga, era errado cabular aula. Mas não podia fazer nada se sempre perdia o horário.
OoOoOo
Respirou fundo, levando o ar de encontro aos seus pulmões. Estava cansada devido às aulas que tivera esta manhã. Tudo o que desejava era estar em sua residência e tomar um belo banho para aliviar a temperatura de seu corpo. Estava calor, e seus longos cabelos estavam atrapalhando-a. Imaginou a água gelada do chuveiro percorrendo cada centímetro de seu belo corpo, ou então... O liquido posto em seu copo junto com pequenas pedras de gelo, e logo mais estaria bebericando a bebida dos Deuses. Oh, como desejava acabar com aquele calor insuportável... Era por isso que gostava mais do frio do que o calor.
- Yuuki, está me ouvindo? – Ouviu ser chamada. Quem ousava lhe tirar de seus maravilhosos pensamentos?
- Hum... O que? – Parou sua caminhada e fez pouco caso de quem a chamava. Olhou ao seu redor e observou as enormes arvores que jaziam em frente à universidade.
- Estava conversando com você, mas vejo que não está interessada! – Rima a imitara. Fazendo pouco caso daquela conversa, mas era evidente que estava irritada com a atitude de Yuuki. E devido a isso, Sayori riu da atitude infantil de ambas por querem se ignorar.
- Desculpe-me Rima, eu estava só pensando... – Yuuki confessara.
- E em que tanto pensava Yuuki? – Desta vez, Sayori que se pronunciara.
- Em como seria bom um banho, ou uma bebida com muito gelo! – Podiam ver que seus orbes chocolates brilharam com seus pensamentos novamente.
- Você nunca muda! – Sayori voltou a rir.
- Ela sempre será assim Sayo... – Rima parara bruscamente de falar, assim como também parara de andar.
- O que foi Rima? – Yuuki perguntou. E assim como Rima, ambas amigas da mesma pararam sua caminhada e seguiram o olhar da jovem.
- Aquele não é o carro de Zero, Yuuki? – Rima perguntara.
- Ah, sim... – Ela murmurou.
- O que ele está fazendo aqui? Pensei que ele não iria mais buscá-la! – Sayori cruzara o braço sobre seus seios fartos.
- Bem... Como havíamos conversado, ele se matriculou hoje na universidade. Então como já estava aqui, decidiu por me esperar... Creio que seja isso Yori!
- Entendo... – A mesma sussurrou.
- Bem, já que Yuuki irá embora, nós também vamos! – Rima quebrara o silencio que surgira sobre o local. Segurou firmemente sua grande bolsa prateada onde seu material permanecia, e caminhara puxando consigo a jovem de curtos cabelos escuros.
- Ma... Mas Rima! – Sayori protestou.
– Ate mais Yuuki! – ignorou o protesto de Sayori e continuara a puxá-la em direção aos enormes portões da universidade.
Por um momento permaneceu parada, tentando cogitar o que acabara de acontecer. Julgando pelo comportamento de Rima, esta estava tentando deixá-la sozinha com seu marido. A expressão de seu rosto mudou ao pensar em tal coisa. Não sabia se esta estava querendo ajudá-la ou atrapalhá-la, mas em todo caso teria que encarar Zero. Suspirou e logo voltara a fazer sua caminhada, mas desta vez dirigiu-se ao belíssimo carro no estacionamento da universidade. Segurou fortemente seu material com medo de que este caísse de suas pequenas mãos, e com passos firmes chegara até o caríssimo carro do belo jovem de madeixas prateadas.
Parou diante do carro e fitou através dos vidros blindados, podia ver a silueta de Zero, mas não o conseguia ver nitidamente. A cor escura do vidro dificultava a sua visão, mas não pôde deixar de reparar que seu belíssimo marido encontrava-se adormecido sobre o banco de couro. Um sorriso formou-se sobre seu rosto delicado, ele dormia tão sereno. E por isso a idéia de acordá-lo fora descartada.
Levou a mão em direção ao vidro escuro, mas não tivera coragem de batê-lo. Fechou os olhos por alguns segundos e então teve a coragem que lhe faltava. Bateu sobre o vidro algumas vezes e esperou que Zero despertasse. Na primeira tentativa não obteve resultado, então novamente voltara a bater no vidro. Continuou a bater até que for fim este despertara de seu sono. O viu espreguiçar-se e não pôde deixar de notar a expressão em seu rosto, seu corpo deveria estar dolorido devido mal jeito na coluna. Passara algumas horas dormindo no desconfortável banco de couro, e isto o ajudara a contribuir com sua dor. Suspirou cansada, por certo seria ela que teria que cuidá-lo por estar desta maneira. Seria um modo de retribuir o dia em que ele a cuidara de sua gripe, e a protegera do indesejado invasor. Piscou por alguns instantes e o vidro do carro logo se abrira revelando um belo homem sonolento.
- ah, é você! – Ele dissera irritado, sempre acordava mal humorado.
- como assim "ah, é você?" – Yuuki trincara os dentes irritada. Sua vontade era de esganá-lo até a morte.
- Meu Deus, será que todo dia está mulher ficará de TPM? – Zero elevou a cabeça para cima e fitou a parte interna do teto de seu veiculo. Levantou os braços para o alto, suplicando para o ser mais poderoso da terra.
- Gr, cale a boca! – Ela ordenou impaciente.
- Como desejar doce Yuuki! – Sorriu ao pronunciar o odiado apelido de Yuuki.
- Humph! – Caminhou ate a porta do passageiro pisando fortemente sobre o solo. Ele a tirava do serio.
Acomodou-se sobre o banco de couro e fechara a porta do carro com uma força desnecessária. Zero a fitava pelo canto do olho, ainda podia-se perceber o quanto este estava sonolento. Continuou a observá-la, viu os movimentos que os finos braços fizeram para aconchegar o material da mesma sobra suas torneadas coxas. Oh Deus, estava ficando louco. Podia sentir seu membro pulsar de desejo, como gostaria de aconchegar-se por entre aquelas grossas pernas. Como desejava fazer tal coisa. Nenhuma mulher o deixara deste jeito, porque logo se sentiria atraído pela beleza de sua mulher? Não sabia, mais a desejava como jamais desejara outra mulher.
- Pretende ir a algum lugar? – Ela decidira quebrar aquele contato visual.
- não é bom se expor! – Suas grandes mãos posicionaram-se sobre o volante e não demorara a ligar o carro e o colocar em movimento.
- O que quer dizer com isso? – Yuuki não se interessou em suas breves palavras. – Sempre sai, porque agora está evitando tal coisa?
- Há algum problema em eu querer protegê-la? – Perguntou. E suas palavras a fizeram corar. - Alguém deseja nos matar, e quase fomos executados... Se realmente for alguém da empresa que ordenou que nos matassem, então esta pessoa possui poder... Não sabemos com quem estamos nos metendo... Se expor, só nos trará prejuízos! – Murmurou ele calmamente.
- Você sempre está certo... Tem certeza de que deseja mesmo fazer administração? – Riu ironicamente.
- O que quer dizer com isso? – Ele não entendera.
- Já pensou em entrar para a polícia, sei lá?
- Nunca gostei deste tipo de coisa... E meu pai me mataria caso fizesse isso... – Tentou inutilmente prestar atenção na rua movimentada, seus olhos desejavam observá-la... Apenas ela.
- De fato, que pergunta patética que fiz... – Ficara sem graça com a situação. – Mas, me diga... – Tentara mudar de assunto rapidamente, não gostaria de fazer novamente perguntas desnecessárias.
- O que? – Voltou seus olhos à rua.
- Então deseja mesmo passar o resto de sua vida trancafiado dentro de uma casa? – Yuuki não conseguira deixar o tom de irônica em sua voz.
- E temos escolha? A não ser que queira morrer... – Murmurou rouco. – Se quiser se suicidar eu não a impedirei! – Falou no mesmo tom irônico que ela.
- Não é isso... Eu não irei agüentar ficar trancafiada em uma casa como se fosse uma prisioneira! – Irritou-se. De fato, estava realmente de TPM?
- Não seria uma má idéia você ser minha prisioneira. – Voltou o olhar a ela, lançando-lhe um sorriso malicioso.
- Pervertido! – Revirou os orbes em sinal de irritação. Como ainda conseguia conviver com um homem... Um homem... Um homem tão perfeito? Não possuía outra palavra para se usar? Corou logo que fizera esta pergunta para si mesma.
Permanecera emburrada durante todo o trajeto para sua residência. E Zero divertia-se com o modo como Yuuki se comportava. Durante o percurso à sua casa, passara a maior parte de seu tempo observando as diversas casas pela janela escura do veiculo. Desejava novamente bebericar uma bebida gelada e tomar um bom banho para aliviar a alta temperatura de seu corpo. E pensando em tais pensamentos, não percebera que acabara de chegar à sua bela casa.
Vira seu marido apertar um botão de um pequeno controle, e o grande portão abriu-se automaticamente. Zero estacionou o seu belo carro na imensa garagem e antes mesmo que pudesse desligar o veiculo, notara que uma apressada jovem fizera questão de sair do carro. Seus orbes lilases fizeram questão de observar todos os movimentos da jovem, mas o roncar de seu estomago o tirara de seus devaneios. Fechou os olhos e suspirou, como gostaria de alimentar-se com um belo almoço e logo passar a tarde toda dormindo sobre sua confortável cama. Era o paraíso... Fora o que realmente pensara. Sem perceber, deixou-se ser levado por seus pés que logo o guiaram para dentro de sua residência.
Observou demoradamente os simples objetos que enfeitavam a sala, juntamente com a parte reservada para a mesa de jantar. Tudo parecia estar limpo e organizado, continuou a fitar o novo local onde passaria a morar, mas fora obrigado a desviar os orbes destes e dirigir-se à cozinha. Seu estomago insistia em continuar a roncar, mas parara bruscamente sua caminhada ao perceber o que Yuuki pretendia fazer.
- O que está fazendo? – Não conseguira conter sua curiosidade.
- Almoço... Não sei se está com fome, mas eu estou! – Ela confessou. Continuou a organizar as panelas que usaria para preparar algo para alimentar-se, e enquanto preparava os objetos que usaria os olhos atentos de seu marido a observavam. – Alias, fora você mesmo que disse que teremos que nos virar aqui... – Ela o lembrou.
- Se não quisermos que descubram onde moramos, e se tememos por nossas vidas... Este é o certo a se fazer!
- De fato, acho que estou começando a acreditar que tem razão!
- Não é razão... E sim temor... Assim como eu, sei que você também teme por sua vida. – Ele fizera uma pequena pausa, mas logo finalizara sua frase mudando de assunto rapidamente. – Alias, não sabia que cozinhava! – Um sorriso de canto brotara sobre seus lábios.
- Aprendi com minha mãe... – Ela respondera seu ultimo comentário.
- Entendo... – Ele apenas murmurou.
- Enquanto preparo algo... Por que não vá tomar um banho?
- Não quer que eu te ajude? – Ele fizera a pergunta. Não possuía nenhuma intenção de ajudá-la, mas não pôde conter suas malditas perguntas.
- Não será necessário, ate porque você é quem sempre prepara algo... Deixe que eu prepare algo desta vez, tudo bem? – Yuuki virou-se para fitá-lo e lhe lançara uma pequena piscadela. Mal ela sabia os efeitos que isso o causava. Maldito desejo.
- Tu... Tudo bem, tomarei um banho enquanto isso! – Procurou não gaguejar. E procurou principalmente não mostrar o quanto estava excitado... O quanto a desejava.
Virou-se ficando de costas para esta e apressara-se para subir a grande escadaria. Podia sentir seu membro pulsar, e nada como um ótimo banho gelado para aliviar a sua excitação. Adentrou seu quarto e não demorou a despir-se, retirou suas peças de roupas e as jogara em um quanto qualquer de seu espaçoso aposento. Sua peça intima revelava suas suspeitas, a peça encontrava-se justa e um farto volume podia ser visto. Suspirou derrotado. Yuuki kuran era a única que o deixava deste jeito com simples maneiras cotidianas. Estava ficando louco...
- Veja o que faz comigo... Yuuki Kuran! – murmurou para si mesmo e logo adentrara no banheiro. Sua excitação passaria, bastasse tomar um demorado banho de água gelada.
OoOoOo
Desceu a longa escadaria descalço. Seus pés tocavam a madeira que serviam como degraus. Segurava em uma das mãos a toalha depositada sobre sua cabeça, e fazia rápidos movimentos sobre ela com a intenção de que seus curtos cabelos secassem mais rápido. Descera o ultimo degrau e seu nariz captara um cheiro incrivelmente bom. Não precisou raciocinar para estar na cozinha, parecia que o cheiro o convidava a juntar-se com a dona que preparava aquela refeição que possuía um delicioso cheiro. Viu-a cortando os legumes sobre a tabua posta na pia de mármore, enquanto as panelas terminavam de cozinhar o que tanto preparavam. A lâmina da faca cortava agilmente os legumes que seriam para a salada, e este permaneceu parado apenas fitando os movimentos que sua esposa fazia.
- Vejo que ainda não terminou! – Ele decidira quebrar aquele silencio, mas arrependeu-se por tal coisa. Não esperava que Yuuki se assustasse e que acidentalmente levasse a lâmina da faca em direção à sua mão delicada e pequena. Oh droga, mil vezes droga... Porque não ficara quieto?
- Ai... – Ela choramingou baixo, enquanto sentia o liquido quente escorrer pelo corte que fizera. Abriu a torneira rapidamente e depositara debaixo da água gelada sua mão ferida.
- Oh, me desculpe Yuuki... Não pensei que se assustaria! – Largou a toalha que estava sobre seus cabelos úmidos sobre a cadeira da cozinha e dirigiu-se a passos rápidos em direção a jovem ferida. – Você está bem? – Perguntou preocupado.
- Si... Sim! – Ela receou um pouco.
Os orbes lilases fitavam a mão pequena e delicada de baixo da água, e o sangue da mesma se misturava com a água que lhe tocava o corte. Sua expressão era de dor, já que o ferimento ardia devido à água gelada que insistia em tocar a pele.
- Deixe-me ver Yuuki! – Zero disse calmamente enquanto pegava levemente na pequena mão da jovem. Sua mão livre tateou a torneia e a fechara rapidamente. Observou o corte e aliviou-se a constatar que este não era fundo. – Tem sorte de que fora apenas um pequeno corte. – disse por fim.
- Está ardendo... – Yuuki resmungou.
- Eu sei que está... Venha, sente-se aqui! – Guiou-a em direção ao balcão de pedra e a suspendera pela cintura ate que esta sentasse sobre o espaçoso balcão. – Enrole sua mão nisto... – A entregara um pano que se encontrava perto de ambos.
- Eu não sou mais uma criança... Sabia? – Ela o perguntara observando atentamente o local onde estava sentada.
- Isto é o que eu ganho por querer cuidá-la? – Perguntou fingindo-se ofendido. Caminhara em direção ao outro cômodo da casa em busca de medicamentos.
-... – Ela decidira ignorar tal conversa.
- Creio que isto deve ajudar um pouco... – Voltou á cozinha trazendo consigo uma pequena caixa branca que continha inúmeros medicamentos. Posicionou-se na frente de Yuuki e a vira com expressão de dor. – Deixe-me ver novamente sua mão! – Ela o obedecera. Retirou o pano manchado de sangue que cobria sua mão ferida e a deixara que fosse examinada.
- Está doendo! – resmungou, mas desta vez suas palavras não passaram de sussurros.
- Eu sei que está, mas não se preocupe que eu irei cuidar de você Yuuki! – Ela viu o leve sorriso sobre os lábios de Zero. Viu o quando retirara algo dentro da pequena caixa e passara sobre o ferimento, pelo o que notara era algum medicamente que desconhecia. – Terá que ficar com a mão enfaixada...
- Tudo bem... – Ela continuou a sussurrar.
- Se eu a machucar, me avise! (eu pensei merdaa –qq.)
- Certo... – Desta vez não sussurrara.
Seus orbes escuros estavam fixos sobre os movimentos que as mãos de Zero faziam ao envolver a faixa sobre sua pequena e delicada mão. De fato, sentira apenas um pequeno incomodo devido ao objeto que insistia em lhe envolver a mão e uma boa parte de seu pulso, mas confessara a si mesma de que Zero não a machucara. Ele cuidou delicadamente de sua mão ferida, a qual não sentira nada enquanto estava sob os cuidados do mesmo... Apenas sentia a ardência do ferimento que era coberto sobre a tal pomada desconhecida. Onde estava o grosseiro Zero de antes? Ou ate mesmo aquele pervertido que sempre insistia em lhe fazer piadas maliciosas? Onde estava?
Estava pergunta passara por sua cabeça, mas era impossível tentar responde-la. Ela mesma não sabia o que acontecera para seu marido estar se comportando de tal maneira. Ele realmente estava mudando como antes dissera que faria? Ou só estava fazendo tais coisas para não permitir que seus olhos vissem o sangue que escorria sobre o ferimento aberto? Não... Zero não temia por sangue, ou temia? Perguntas... E mais perguntas... Nenhuma delas sabia responder.
- Pronto! – A voz grossa do homem que mexia tanto consigo mesma fora o que a despertara de seus devaneios.
-... – Por um momento permaneceu quieta, mas seus olhos fixaram-se sobre seu curativo.
- Eu a machuquei? – Desta vez ele fizera uma simples pergunta. Mal sabia ele os efeitos que seus charmes tinham sobre ela.
- Não... – Adiantou-se em falar.
- Que bom, por um momento pensei que a tivesse machucado!
Oh droga, porque ele estava tão preocupado com seu estado, ou melhor... Com sua vida? Ele realmente estava disposto a mudar-se. Podia-se ver que aos poucos deixara de ser o que era antes... Mas isto não era algo bom? Deveria estar feliz? Definitivamente... Não sabia.
- Você não poderá continuar aqui na cozinha Yuuki... – Repreendeu-a. Não estava disposto a cogitar que ela continuasse a cozinhar com a mão deste estado.
- Mas... Já estava terminando! – Tentou argumentar, o que fora em vão. Sentiu os fortes braços de Zero novamente em torno de sua cintura, e percebera que este a obrigara a descer do balcão. Seus pés tocaram o chão e um único pensamento se passara por sua cabeça. – "Liberdade!"
- Suba e vá tomar um banho... Não se preocupe caso molhe a faixa, se isto acontecer eu cuidarei de você pequena. – Pequena? Que raio de apelido era aquele? Pelo o que sabia este sempre a chamara por algo que tanto detestava. Porque então a estava chamando de pequena ao invés de Doce Yuuki como sempre fazia? – Eu irei terminar aqui! – Sua grande mão indicou o almoço em andamento.
- Tudo bem... Já que terminará o almoço, eu irei tomar um banho! – Virou-se quebrando o contato visual que possuía com o belo homem a sua frente e caminhou a passos apressados em direção à porta da cozinha, mas parara bruscamente diante desta. – Zero? – Chamou-o roucamente.
- o que? – Ele encontrava-se diante da tabua posta na pia e terminava de fazer o que antes a jovem fazia. Parou de cortar os poucos legumes e virou-se para encará-la, mas tudo o que pôde ver foi suas costas e a bela visão de seu perfeito corpo. (já atee sabeem o quue tanto ele admiravaa –apanhaa.) Aos poucos ela se virara e um simples sorriso brotara sobre seus lábios carnudos.
- Obrigada! – Fora tudo o que dissera. Virou-se novamente e desta vez passara pela porta da cozinha e sem hesitar subira apressada a grande escadaria.
-...
O belo homem continuou parado apenas fitando o lugar onde antes ela se encontrava. Sorrira de canto, mas não pôde controlar as batidas descompassadas em seu peito. Ela o deixava louco... Não possuía duvidas sobre isso.
OoOoOo
Fitou novamente o seu reflexo no enorme espelho que jazia em seu quarto e se sentira aliviada pelo banho que acabara de tomar. Seus orbes castanhos vagaram pelo quarto vazio a procura de algo que lhe indicasse as horas. Gostaria de saber quanto tempo demorara em seu banho, já que uma de suas mãos estava machucada, obteve certa dificuldade em banhar-se com a mão livre de medicamentos e faixas. Observou atentamente o objeto depositado sobre o criado-mudo ao lado da cama de casal. Já se passara da 13:30 da tarde. Oh céus, demorou tanto assim em seu banho? Mas é claro, não podia esquecer o fato de que uma de suas mãos estava ferida.
Suspirou ao sentir seu estomago reclamar novamente, ajeitou automaticamente a barra do vestido que usava, a qual se encontrava dobrada. Suas delineadas pernas movimentaram-se graciosamente em direção à porta de seu quarto e logo se vira descendo a longa escadaria, indo em direção à cozinha. Parou ao perceber que tudo se encontrava organizado, os pratos e os talheres encontravam-se depositados sobre a mesa juntamente com algumas diversas variedades de saladas. Sorriu fracamente, que marido maravilhoso com quem se casara. E ao notar imediatamente o que se passara por sua cabeça, suas bochechas tingiram-se de vermelho. O almoço estava pronto, mas não havia nenhum sinal de Zero naquele ambiente.
Procurou pelo mesmo silenciosamente e se aproximara da janela da sala, logo o encontrou ao lado de fora da casa e pelo o que seus olhos captaram, ele fazia seus costumeiros exercícios. Sua regata branca estava jogada sobre um quanto qualquer ao seu lado enquanto fazia abdominais. Seus lábios murmuravam baixo o numero de abdominais que já fizera. Suas costas largas e seus músculos fortes e torneados despertaram certo interesse da parte de sua mulher. Nunca imaginou que o veria fazendo os exercícios que costuma fazer. Ele era o seu ponto fraco... Na verdade, músculos fortes e torneados, costas largas e desnudas... Era o que mais gostava em um homem.
- Mais o que... – Murmurou indignada. Novamente estava tento fantasias com seu marido. Estava muito pervertida, seria este então... O resultado por passar horas ao lado de um homem pervertido, mas que ao mesmo tempo era irresistível? – Droga! – Resmungou novamente. – Estava pensando novamente em coisas impróprias. Desde quando sua mente se tornara tão depravada?
Suspirou derrotada. Não podia negar... Mesmo não admitindo para si mesma que não desejava casar com homem algum, neste exato momento se sentia atraída pelo belo homem ao lado de fora de sua casa. Mas estaria ela cometendo um pecado? Não... Pelo o que sabia, estava casada e pelo matrimonio só poderia entregar-se ou pensar em entregar-se após o casamento. Não era errado desejar um homem... Ou era? Balançou a cabeça, estava confusa demais. E para deixar que estes pensamentos não dominassem sua mente inocente, decidira acabar com toda aquela tortura. Sim, tortura... Era tortura admirá-lo e desejá-lo apenas para si mesma. Seus pés a guiaram em direção à porta fechada da sala, e assim que se deparara frente a frente com ela... Abrira-a sem demora e dirigiu-se ao belo homem que tanto desejava, mas que tentava não admitir tal fato.
- Parece que ainda não almoçou! – Decidiu mostrar-lhe a ele que estava presente naquele local.
- humn...? – Ele parara de fazer seus exercícios e levantara a cabeça para encarar o ser que ousara lhe interromper. – Vejo que já terminou seu banho... – Ele levantou-se e manteve-se de pé. Os músculos eram acariciados pelas finas linhas de suor que explorava seu belo corpo. (G-zuiis , quue visãao do paraisoo –morri.)
- Esteve me esperando? – Ela ignorou as palavras de Zero.
- Sim, não gosto de almoçar sozinho... E... – Por um momento hesitara em lhe perguntar. – Como está sua mão? – Sentia-se culpado, se não fosse por si ela não teria se assustado e cortado acidentalmente sua mão.
- Está melhor, mas ainda dói um pouco! – Ela confessou.
- Me desculpe... – Zero murmurou.
- Você realmente está bem? – Yuuki não o reconhecia.
- Porque a pergunta?
- O Zero ao qual eu conheci jamais me pediria desculpas... – Ela sussurrou, mas ele pôde entender perfeitamente o que seus lábios proferiam.
- O Zero ao qual você conheceu, aos poucos está mudando... – Agora fora ele que sussurrara.
-... – Permaneceu quieta mais o roncar de seu estomago despertara a atenção de ambos.
- Deve estar com fome... Venha, vamos almoçar!
Zero arqueou as costas e pegara sua regata que se encontrava jogada sobre o chão. Colocou-a desajeitadamente sobre o ombro e passara a caminhar em direção à porta aberta da enorme casa.
- Tem certeza de que ficará aí parada? – Ele continuou a caminhar mais não deixara de lhe fazer mais uma de suas perguntas.
- oh... – Ela saíra de um pequeno transe e logo se dera conta do que acontecia. – Já estou indo! – Seguiu-o apressada e enfim conseguira alcançar seus passos.
Ambos caminharam juntos à cozinha e o roncar de seus estômagos o obrigaram a alimentar-se. Mesmo com os praguejares de Yuuki, Zero não a deixou que se movimentasse muito sua pequena e delicada mão ferida. Tivera que almoçar lentamente, coisa que não estava acostumada a fazer. Mas preferia demorar a degustar seu alimento ao ter eu ouvir os impropérios que os lábios de seu marido proferiam a cada desobediência que fazia. Mesmo com tudo isto, não pôde deixar de sorrir... Ele voltara novamente a cuidar de si... E parecia realmente que aos poucos estava mudando.
OoOoOo
Sentiu a maciez do colchão sobre suas costas. Após uma bela refeição, nada melhor que dormir depois de alimentar-se bem. Fechou os olhos e bocejou, seus orbes marejaram lentamente. Sentia o sono incomodando-a, logo não iria agüentar e se entregaria totalmente a sua inconsciência. Ouviu os passos de Zero sobre os aposentos de ambos, abriu lentamente um dos orbes e o viu retirar a regata branca.
- irá tomar outro banho? – Ela perguntou.
- Sim, está um calor insuportável... E eu acabei de fazer alguns exercícios! – De fato, estava um calor horrível. (ui Zero, vêm fazer exercicioos comigoo :G –apanhaa.)
- antes de ir, poderia ligar o ar condicionado? – Novamente fizera uma de suas perguntas. (realmentee , vendo o Zero assim... Taa um caloor do cassetee :G) Remexeu-se um pouco ajeitando-se melhor sobre a enorme cama.
- Claro! – Ele murmurou.
Caminhou em direção ao ar condicionado suspenso na parede e o ligou programando-o que permanecesse em uma boa temperatura. Logo se dirigiu em direção ás janelas abertas e as fechara para que o ar quente não se chocasse contra o ar gelado, sendo assim... O ambiente permaneceria fresco. Ele a vira que logo adormeceria, então deixara as janelas completamente fechadas sem que nenhum raio solar iluminasse o ambiente. E assim que fizera tal coisa, podia sentir que a temperatura de seus aposentos mudava aos poucos. Lentamente seus pés o guiaram para o banheiro, mas antes que adentrasse neste ouvira um pequeno sussurro.
- Obrigada! – Yuuki sussurrou. Mesmo tendo falado baixo, ele a escutou e em resposta de seu agradecimento, apenas um sorriso brotara sobre seus tentadores lábios.
Atravessou a porta bem trabalhada do belo banheiro e a fechara atrás de si. Retirou a única peça que lhe restava, sua calça juntamente com sua peça intima. Ligou o chuveiro e deixou que desta vez a água gelada caísse sobre seu corpo másculo. Não sabia explicar qual era a sensação da água gelada percorrer cada detalhe de seu corpo quente, (ui, quente :G) mas gostava do efeito que esta fazia sobre si.
Não demorou em seu banho, agora gostaria de saber qual seria o efeito ao qual seu corpo reagiria perante a nova temperatura de seu quarto. Passou a toalha sobre si e a mesma secara as pequenas gotas que insistiam em permanecer sobre sua pele. Colocou as roupas que usara novamente, ainda estavam limpas... Sendo que fazia pouco tempo que tomara seu ultimo banho. Este banho apenas fora para aliviar o insuportável calor. O que obteve resultado, já que se sentia bem melhor.
Segurou a maçaneta da porta e não hesitara em virá-la. A porta se abriu e com os movimentos desta a nova temperatura do quarto se chocara contra o seu peito desnudo. Alivio... Fora isso o que sentira. Como era bom estar em um ambiente gelado no calor. Agora tudo o que desejava era deitar-se e dormir, como sempre fizera. Suspirou de alivio e seus pés o guiaram novamente, mas desta vez eles o guiaram em direção a enorme cama, a qual uma bela jovem encontrava-se deitada sobre ela. Deitou-se rapidamente sobre a cama e fechara os orbes, mas voltara a abri-los ao notar que Yuuki remexera-se se virando em direção a ele. Movimentou a cabeça e a fitara intensamente, pensara que ela estivesse dormindo. Mas se enganara, seus orbes estavam abertos e os mesmos o fitava.
- Pensei que estivesse dormindo! – Zero decidiu quebrar o silencio sobre aquele local.
- é impossível tentar dormir com um calor como este... – Ela murmurou.
- Mas o ar condicionado está ligado!
- Sim, eu sei... Mas não consigo! – Fechou os olhos e grossas mãos acariciavam seus longos cabelos castanhos. – Zero... – Voltou a abrir seus olhos e um murmuro passara por seus lábios.
- Tente dormir, parece cansada... – Ela corou devido à proximidade dos corpos e corou mais ainda ao escutar o modo como Zero falava com a jovem. Os corações de ambos dispararam-se, o que seria este novo sentimento que sentia? Não sabia o que poderia ser.
Deixou-se levar pelo o que acontecia e mal notou que seus lábios estavam indo de encontro aos dele. Um beijo lento surgira, sentiu sua cintura ser enlaçada por fortes braços e logo seu corpo chocara-se contra o forte peito de Zero. Agora sabiam, ambos se desejavam, mas não conseguiam admitir tal coisa para si mesmos. Continuaram a beijar-se, mas foram obrigados a se separarem por falta de ar. Lentamente abriram seus orbes e fitaram-se por um longo tempo.
- Zero... – Ela o chamou.
- humn...?
- me torne mulher? – Perguntou envergonhada. Lembrara-se das palavras de Rima... Ele logo se cansaria e não gostaria de o ver com outra mulher. Não possuía duvidas de que realmente o desejasse e no momento era tudo o que realmente queria, ser dele... Apenas dele.
OoOoOoO
Destaa veez eu demoreei bastantee .-. Gomenee pelaa demoraa , maas tenhoo tantaas coisaas praa fazeer maas em compensaçãao eu escrevii mais de 40 paginaas aquii no word :G siim , Estée cap. ficoou grandênhoo ... e de todos os caps. De todaas as fiics que jaa escrevii , Estée aquii foi o maior de todoos :G rsrsrsrs ... vãao teer bastantee coisaa praa lereeem :G uhuul –apanhaa. E antees que me mateem , o hentaai ficaráa paraa o proximoo cap. .-. eu deixareei paraa o proximoo porquue jáa deeu maais de 40 paginaas o cap. e see eu escrevesse o hentaai nestee cap. enormee , ele ficariaa muitoo grandee .-. seem falaar quue eu gostoo poucoo de deixaar vocêes curiosoos :G muaamuaamuaa –apanhaa. Boom , queroo agradeçaar a todos aqueles que lê minhaa fiic , e quue sempree comentaam aquii *o* obg minna |õ|eu seei quue no cap. passado eu nãao respondii as reviews D: entãao , ireei respondeer as reviews do caap. Anterioor (:
Review ~
Cosette: seráa mesmoo quue é o Ridoo ? :O podee seer quue siim amoor (: ou ... podee seer outroo :G aiin amigaa , see elaa nãao se entregoou na mesaa , podee teer certezaa que proximoo cap. elaa se entregaa :G uhuumn * siim , aos poucoos elees vãao percebendoo o quantoo se desejaam , comoo foi nestee cap. :G e siim , elees sãao cumplicees ... jaa quue muitaas coisaas aindaa iraam aconteceer :G uii uii –qq. É , vocêe falaa mesmoo quue as aulaas na facuul sãao osso .-. se as minhaas jáa sãao phodaas , quandoo eu foor praa facuul eu voou morrer definitivamentee .-. maais tipoo , na minhaa escola tbm funcionaa os trecoos de DP e tallz , a minhaa sortee é quue na maioriaa das materiaas eu jaa passei , sôo devee teer duaas materiaas quue eu vou pegaar DP :X é osso .-. siim siim , taa no começoo a fiic aindaa :G muitaas coisaas vãao aconteceer ... e é beem provaveel que suaa primaa tenhaa saidoo das comuus D: see elaa curtii animees e etc , suavee ... achoo quue elaa nãao iriaa saiir , maas see elaa neem curtee , entãao é provaveel que ela não sejaa maais membroo * ahh , por causaa dessa pequenaa inavasãao , elees vãao descobriir aindaa algumaas coisinhaas (: Cosette você não é a unicaa :O eu tbm sofroo de rinitee , qualqueer coisaa eu jaa espirro D: normaal ;/ queridaa , obg poor leer minhaa fiic e poor comentaar aquii tbm *o* desculpee pelaa demoraa D: maais o cap. taã grandãao *-* entãao , eu sinceramentee esperoo quue vocêe gostee (: kissus amigaa :*
Ana Paula: own xaraa , atee vocêe estáa aquii *-* ficoo feliiz que estejaa gostando da fiic , obg poor leer elaa e poor comentaar xaraa (: esperoo quue gostee destee cap. tãao grandee ^^ kissus amigaa :*
É isso minna , obg pelaas reviews * esperoo quue gosteem destee cap. poucoo grandinhoo ^^ e enquantoo ao hentaai , creioo que nãao demorareei a postá-loo , e see demoraar ... jaa sabeem .-. estoou todaa enroladaa com os trabalhoos e provaas .-. kissus :*
