Sora-Hime – Capítulo 8

O cheiro dela foi imediatamente capitado pelas narinas sensíveis do youkai que abriu os olhos a sua busca e logo a viu. Hana havia deixado a cabana de Kaede assim que acordou, queria reconhecer o local onde estava, afinal ela chegara ali completamente desacordada. Ele ficou contemplando a beleza exótica e absolutamente feminina da garota que andava vagarosamente pelo centro do vilarejo olhando tudo com curiosidade.

- Bom dia, linda senhorita! – Um belo rapaz de longos cabelos castanhos bem lisos, um morador da vila, cumprimentou a jovem e entregou a ela uma linda coroa de flores. Pediu licença para colocá-la em seus cabelos e foi autorizado por um singelo sorriso.

- A senhorita parece uma princesa. Eu nunca vi uma mulher tão bonita! – O homem disse deixando Hana envergonhada com tantos elogios. O rapaz se aproximou de seu rosto e lhe deu um cálido beijo na bochecha deixando a menina corada, depois ele se afastou.

Sesshoumaru sentiu o sangue ferver em suas veias. Como aquele humano desprezível teve coragem de se aproximar de sua mulher, dando-lhe flores e beijos? Não que ele se importasse com ela, porque não se importava (ou tentava ao máximo se convencer disso), mas aquilo o feria em sua honra e autoridade e isso era algo inaceitável para o Senhor das Terras do Oeste. Pior era ela ter aceitado o galanteio, aquilo era ainda mais humilhante, se ela estava viva para receber flores e investidas de qualquer um, deveria agradecer a ele que deu seu próprio sangue de youkai-completo para salvar aquela vida miserável.

Desceu da árvore onde passara a noite e caminhou perigosamente até a moça que estava completamente distraída em sua andança pelo lugar. Ela percebeu a movimentação do ar a sua volta devido à velocidade que ele impunha a seus movimentos e, olhando para trás, quase caiu no chão, assustada ao perceber sua presença.

Cada avanço dele em sua direção equivalia a um passo para trás dado pela garota que buscava por qualquer possibilidade de fuga. Sesshoumaru sentia o medo sendo exalado por todos os poros dela e gostava disso. Medo induz respeito e ela teria que respeitá-lo, não só por ser seu marido, mas principalmente por ser ele mesmo: Sesshoumaru.

- Me deixa em paz! – A garota gritou desesperada, esperando, inutilmente, que ele se afastasse.

- Devia estar no castelo, onna, como eu ordenei! Não tolero quem me desobedece. – Ele sabia que ela não teve outra escolha além da fuga, mas ainda assim queria mostrar sua autoridade - Não tem medo do que possa te acontecer por me desafiar? Tem sim, eu sei que tem, posso sentir o seu pânico. Saiba que tem razão em senti-lo. O medo é o sentimento constante na vida daqueles que contestam minhas ordens, isso quando ainda estão vivos. – Ele continuava a caminhar, lentamente, na direção da moça que também mantinhas seus movimentos para trás até que sentiu o pé passar falsamente pelos pedregulhos espalhados pelo chão. Ela caiu de costas e tocou o tornozelo ao sentir uma dor insuportável. As lágrimas rolavam pela face delicada e o coração batia aceleradamente na certeza do fim.

Ele demorava em atacá-la e por isso Hana levantou o rosto para poder fitar o youkai. Ele lhe estendia a mão para ajudá-la a se levantar deixando-a completamente surpresa e receosa sem ter certeza se deveria aceitar a gentileza.

- Levante-se de uma vez! – Ele falou friamente ainda mantendo a mão estendida para ajudá-la. Hana segurou, temerosamente a mão do youkai que a puxou abruptamente.

A força impelida para levantá-la foi suficiente para aproximar os corpos a tal ponto que os lábios se tocaram. O mero roçar das bocas provocou reações imediatas tanto na humana quanto no youkai. Uma sensação de calor e da passagem de uma corrente elétrica os dominou. Não havia em nenhum deles a vontade de se afastar.

Sesshoumaru levou a mão até a cabeça da garota e arrancou a coroa de flores que ela ganhara depois a jogou no chão e pisou em cima. Ela se assustou com a reação do youkai, mas não reagiu, pelo contrário, a garota intensificou o abraço, praticamente se aninhando nos braços do youkai, chorando compulsivamente como se buscasse aliviar a tensão que tomara conta de sua vida desde o momento em que conheceu Takayushi e Fukuyama .

- Não me faça voltar para lá!É horrível. Não quero ter que me submeter a ele. Não me faça ter que me deitar com ele. – A voz chorosa indicava o tom de súplica que vinha da garota.

Ele sabia o que havia ocorrido, na verdade era uma suposição carregada de certeza pelo estado da jovem quando a encontrou. Conseguiu sentir uma pequena quantidade do cheiro de Fukuyama em seu corpo e logo viu que ela havia sido envenenada por ele. Seu primo não conseguiu fazer o que realmente queria, de alguma forma a humana conseguiu se defender e fugir o que o deixou admirado: uma simples mulher conseguir sair viva do ataque de um youkai-completo, sem dúvida era admirável.

Sesshoumaru a pegou no colo assim que sentiu que estava mais calma. O tornozelo estava torcido e ela não conseguira andar até a cabana. Hana sentia-se estranhamente protegida ao lado dele, mesmo que ele sempre se mostrasse frio e insensível, ela não sabia explicar, mas havia algo de muito acolhedor no Taiyoukai. Ela se aconchegou mais entre os braços musculosos e apoiou a cabeça sobre ombro, repousando na curva do seu pescoço. Ela sentia o cheiro dele e o achava simplesmente maravilhoso.

Com cuidado ele a levou até a cabana de Kaede e ao chegar lá a pós, gentilmente, no chão, causando estranheza a todos ali presentes. Ele olhou para dona da casa e disse secamente:

- Terei que marcá-la para evitar que este tipo de contratempo volte a me perturbar. Não sou pajem de humanos. Sabe como um youkai marca suas fêmeas, não sabe, velha?

- Sei muito bem o que pretende, Sesshoumaru – Kaede respondeu.

- Então o que espera para retirar estes inúteis da minha frente? Não pretende que eu faça isso sob o olhar de todos.Jakem, - ele disse olhando para o servo – Pegue Rin e leve para se alimentar e fazer o que mais ela quiser. – O youkai percebeu que o grupo de Inuyasha parecia relutante em deixar a casa, por isso disse ironicamente - É claro que o monge hentai adoraria ver, até participar. Pena que eu não divida nada que é meu, ainda que não me valha nada.

Hana olhou indignada para Sesshoumaru, afinal era a ela que ele se referia quando disse que não lhe valia nada. Mesmo mancando ela começou a caminhar para fora da cabana acompanhando o resto do grupo, todos completamente mudos, pois não conseguiam achar as palavras para contestar a atitude de inuyoukai.

- Onde pensa que vai? – Ele falou segurando Hana pelo braço.

- Não valho nada para ficar na presença de tão ilustre ser, meu senhor! – ela disse sarcástica, tirando a mão dele de seu braço e voltado a caminhar no sentido da porta.

Sem voltar a segurá-la, Sesshoumaru falou com uma voz tão gélida que parecia que todo o ar da cabana fora tomado pela sua frieza:

- Saia daqui e voltará, imediatamente, para os braços de Fukuyama. Eu mesmo a entregarei a ele para que faça o que bem quiser com a minha permissão. Enquanto não marcá-la você ficara susceptível a qualquer macho que a deseje, pelo visto é o que quer!

Hana parou de andar e fitou o youkai abismada.

- Não faria isso!

- Eu não duvidaria se fosse você, costumo cumprir com a minha palavra – Ele respondeu fechando a porta perante a jovem e começou a retirar sua armadura.

A garota engoliu seco. Ele não poderia estar pensado em fazer o que ela estava pensado que ele faria. Ele mesmo disse que jamais tocaria nela após a "inesquecível" noite de núpcias.

- No que consiste, exatamente, essa coisa de me marcar? – Perguntou coma voz falha.

- Eu simplesmente tenho que mordê-la quando estiver semi-transformado para a forma de youkai completo. Uma mordida no seu tão delicado pescocinho. – A última frase foi dita com um sarcasmo repugnante, mas Hana não deu muita atenção. Ela estava respirando aliviada, afinal era só uma mordida. Ela só não entendia o porquê dele ter tirado toda a parte de cima de suas roupas estando apenas de calça. A menina se perdeu na perfeição daquele corpo musculoso e definido junto à pele alva, ele mal parecia real de tão belo.

Ela, quase que instintivamente, abaixou o olhar e percebeu um volume estranho sob o tecido do traje do youkai, vendo que ele estava completamente excitado. Ele percebeu o olhar dela e deu um sorriso malicioso.

- Esqueci de mencionar que a mordida deve ser dada no momento do ápice da cópula.- Ele falou quase rindo do olhar assustado dela.

Ele caminhou até ela que parecia estar completamente paralisada, não tanto de medo, mas de ansiedade. Sesshoumaru estava impressionado com suas próprias reações. Nunca a mera expectativa de estar com uma fêmea o excitou da forma que estava ocorrendo agora. Apenas a idéia de possuí-la e marcá-la fazia seu corpo ser tomado por um desejo quase primitivo.

Lentamente ele desfez o no do quimono que Hana usava (um que Sango lhe havia cedido, uma vez que o traje nupcial estava em frangalhos) e arredou os ombros da veste para trás fazendo o tecido escorregar suavemente até tocar o chão, revelando toda a nudez da jovem. Os olhos dele brilharam ao reparar cada parte do corpo escultural, lânguido pela quase completa ausência de pêlos que só existiam em uma facha sensual sobre sua feminilidade. Ele lambeu o lábio inferior. Queria saboreá-la por inteiro.

Hana não conseguia discernir o que estava sentindo. Não sabia se era medo, constrangimento, ou se de fato o que sentia era desejo; desejo de estar junto aquele corpo másculo e suntuoso. Na verdade ela estava ansiando ser devorada por ele, ser tomada da forma que só um youkai como Sesshouamru conseguira possuir uma mulher.

Ela levantou os braços tampando os seios, pois não suportava o olhar faminto que ele lhe lançava. Ele passou a rodeá-la como um cão que espreita a vítima, sentindo o prazer de ver sua pulsação se alterar bem como seu cheiro que era seu maior tormento; o cheiro dela agora era o da mais pura excitação. Ser desejado era ainda mais instigante do que desejar.

- Abaixe os braços, quero vê-la! – Ele ordenou sendo imediatamente obedecido, ela não estava com forças ou raciocínio para contrariá-lo.

- É linda! Não sabe o quanto a quero, e quis na noite em que meu orgulho por não querer me sujar ao me deitar com uma humana foi maior que minha vontade de possuí-la até vê-la implorar para que eu parasse. Devo agradecer a meu primo por me forçar a marcá-la. O que farei com você, farei sem culpa.

A garota se perguntava de onde ele tirava o dom de dizer as piores coisas nos momentos em que ela começava a pensar que poderia existir algum fio de sensibilidade naquele ser tão impassível. Realmente, tratava-se se uma expectativa burra. Mas o que se seguiu àquela fala foi o suficiente para fazer com que a humana se esquecesse completamente das besteiras ditas. Ele estava diante dela se ajoelhando e olhando com uma admiração que mexeria com a vaidade de qualquer mulher.

Ele a puxou para perto de si ainda se mantendo de joelhos e passou a língua sensualmente por sua barriga, indo dos quadris ao vale entre seus seios com apenas um movimento; bem lentamente. Passou a distribuir lambidas por toda a extensão entre aquelas duas regiões. Depois as lambidas se transformaram em beijos ávidos até se firmarem em mordidas que marcavam a pele sedosa, porém sem feri-la. Hana estava completamente entregue.

As mãos que antes se encontravam, comportadamente, em volta da cintura fina e torneada ganharam movimento. Desceram para pernas para depois subirem vagarosamente até apertar com firmeza as nádegas da jovem. Os gemidos proferidos por ela eram música para os sensíveis ouvidos do youkai. Ele continuou o movimento de subida e tocou-lhe nos seios, realizando uma massagem sensual até que passou a brincar com os bicos rijos entre suas garras.

Movimentou uma das pernas, mas ainda não saiu de sua posição de submissão, apenas a colocou em um angulo de noventa graus para que a mesma pudesse fazer apoio à perna da jovem. Antes de levantar uma das pernas de Hana, Sesshoumaru tomou-lhe um dois seios com a boca. Primeiramente, fez, com a língua, uma torturante volta em torno do bico para depois passar a sugá-lo com luxúria. Repetiu a carícia no outro seio. A jovem queria que aquele momento durasse para sempre.

Agora sim ele punha uma das pernas da garota sobre a sua para ter acesso mais fácil à parte do corpo feminino que mais desejava experimentar. Massageou e lambeu as coxas se aproximando sorrateiramente da virilha e com uma das mãos a tocou e a sentiu completamente úmida. O cheiro que vinha daquela parte tão íntima acabou com todo o resto de racionalidade que existia nele. A provou com a boca, sugando, lambendo, mordendo, sentindo o gosto que aquela mulher possuía e que, como imaginara, era a melhor coisa que já havia provado.

- Nunca quis ter uma mulher, mas se tenho e bom que seja você. Uma mulher deve ser boa de se comer, lamber, morder...

Hana sentiu o corpo ser tomado por tremores e achou que morreria em meio aquele êxtase. Era um prazer inenarrável ser degustada por ele. Ao vê-la ser tomada pelo gozo percebeu ser o momento para possuí-la por completo. A deitou delicadamente sobre o colchão que se encontrava no chão da cabana e, sem sutileza alguma, a penetrou de uma só vez, vendo-a gritar, permeando entre a dor e excitação.

Ele foi gentil em seus movimentos iniciais, mas logo o prazer de senti-la o dominou levando a iniciar sua transformação para a forma completa. Suas investidas ganharam velocidade e avidez. A menina o acompanhava usufruindo o mesmo gozo que o guiava. Sesshoumaru sentiu que seu orgasmo não tardaria em ocorrer e a puxou para cima, bruscamente, para penetrá-la com mais força e ter melhor acesso a seu pescoço. No momento em que foi acometido pelo ápice daquele ato, ele a mordeu fortemente em seu ombro arrancando-lhe um grito ensurdecedor.

Ele lambeu os lábios para limpar o sangue que escorria e ainda com os olhos vermelhos, típicos de sua semi-transformação, ele a fitou enquanto sustentava a jovem sobre o si sem se retirar dela. Hana passou a mão pelo o rosto do youkai, recebendo um rosnado de reprovação como resposta a carícia. Mas ela o ignorou, tomou o rosto perfeito entre mãos e lhe deu um beijo ardente que o surpreendeu, principalmente, ao se perceber correspondendo de modo tal que quando abriu os olhos, que se mantiveram instintivamente fechados durante o beijo, eles já estavam dourados.

Sentiu o corpo dela amolecer entre seus braços e a impediu de cair adormecida. Ele sabia que ela seria tomada pelo sono assim que ele terminasse o ritual. Um pouco de seu veneno era inoculado no momento da mordida para que a partir daquele momento qualquer macho que se aproximasse dela, sendo youkai ou humano, percebesse que aquela humana já tinha dono e ele era Sesshoumaru: O Senhor das Terras do Oeste e, agora também, de sua Sora-Hime.

CONTINUA...

Eu sei que apesar da promessa o capitulo demorou, mas eu ando muito ocupada, é monografia, provas e ainda tenho que estudar para concursos. Portanto, sejam compreensivas!

Sempre achei que este hentai, que eu já escrevi há um tempão, era o melhor que eu já fiz, e continuo achando. Sei lá, para mim o Sesshy ta tudo de bom e só me resta esperar que concordem.

Beijos e até!

LuanaRacos.