No dia seguinte logo pela manhã Vixen solicitou teletransporte para a Torre ela tinha que reportar a sua volta à Jo´n e reabilitar seu status de membro ativa. Feito isso ela andava pela torre e instintivamente procurava por Shayera e a encontrou minutos depois na câmara de treinamento. Shayera testava um novo simulador de batalhas construído por ela e Bruce.

Mari observava Shayera pelo lado de fora através do vidro, ela estava no auge de sua forma nem parecia que até bem pouco tempo estava moribunda em uma cama. Mari sentiu seu sangue pulsar.

A simulação termina e Shayera ainda ofegante vê Mari através do vidro, ela a olha seriamente e autoriza a sua entrada na câmara usando um comando de voz. Mari logo entra e diz:

- Olá Shayera!

- Olá Vixen! Ela responde em tom seco.

Você tem alguma coisa pra me dizer?

- Parabéns!

Shayera cruza os braços e faz uma cara séria de desaprovação. Vixen continua:

- Você finalmente fez um movimento e conseguiu o que queria, recuperou o seu homem.

- Você acha mesmo que eu tive que fazer algum movimento Mari? Está enganada, esses joguinhos não fazem o meu estilo.

- Haaa! Shayera toda mulher faz joguinhos não importa a idade, a raça, se é humana ou não.

- Certo. Você pode pensar o que quiser se isso a faz se sentir melhor, agora se me der licença eu tenho trabalho a fazer aqui então... a menos que você queira algo mais que uma conversa. Shayera diz isso em um tom desafiador e irônico olhando fixamente para Mari.

- O que você está sugerindo? Por favor, Shayera nós somos mulheres adultas e quase sempre civilizadas, nós não vamos nos comportar como duas adolescentes disputando o capitão do time de futebol da escola. Isso seria ridículo.

- Foi o que pensei. Disse Shayera com cinismo.

- Bom eu já vou, nos vemos por aí.

Mari sai da câmara, Shayera olha para o alto e diz:

- Gostou do espetáculo?

Durante todo o tempo as duas estavam sendo observadas por Batman que monitorava os testes. Ela voou até ele que respondeu:

-Foi interessante.

- Imagino que sim.

- Você não ia realmente "duelar" com ela ia?

- Claro que não. Mas ás vezes o jeito e a atitude dela me irritam, ela quase consegue me tirar do sério. Onde já se viu dizer que eu estou fazendo joguinhos...

- Hum..

- O que? Você também acha que todas as mulheres fazem joguinhos? Pergunta Shayera intrigada.

- De certo modo sim. Umas mais que as outras.

- Ótimo! Vamos voltar aos testes? Shayera demonstra irritação.

- Vamos.

Algumas horas depois Batman e Mulher Gavião ainda estão fazendo as análises de desempenho do simulador.

John continua na terra, ele recebe um chamado para ajudar a socorrer vítimas de um incêndio. Houve uma explosão em uma usina petrolífera, ainda não se sabe as causas do acidente.

"- Lanterna Verde, precisam de você no local imediatamente para conter as explosões".

- Estou a caminho Jo´n. Tempo estimado de chegada é de cinco minutos.

- Vou mandar reforços.

- Ok.

Centenas de pessoas estavam em perigo, era um cenário infernal. Superman logo chegou ao local para ajudar ele usava seu sopro para apagar os focos de incêndio enquanto Lanterna Verde e Flash que já havia chegado ao local salvavam as vitimas.

Flash com sua super velocidade, consegue salvar várias pessoas em pouco tempo, mas John produzia grandes campos de força com seu anel para transportar as pessoas e protegê-las das várias explosões.

Em pouco mais de uma hora o incêndio havia sido contido e exterminado, todos estavam à salvo.

- Obriaga Superman, Flash e Lanterna Verde!

Eles ouviram isso de várias pessoas, já estavam acostumados, mas era sempre bom ouvir.

John percebe que está sendo observado atentamente por alguém, ele olha ao redor e vê um rosto familiar.

- Keyla!

A mulher sorri.

- John é você mesmo?

Ele também sorri.

- Sim sou eu mesmo.

John desce ao encontro dela, eles se afastam dos outros e iniciam uma conversa...

Superman surge no alto e avisa que já está indo, assim como Flash.

- Nos vemos na Torre Lanterna. Ele diz.

- Certo. Até mais tarde.

John removeu seu uniforme para se parecer com um civil comum e continuou a caminhar e conversar com Keyla.

- Meu Deus John já faz tanto tempo. Você é o Lanterna Verde eu tinha visto fotos de jornal e imagens pela tv, mas eu custei a acreditar.

Ele sorri.

- Como isso aconteceu?

- É uma história longa... basicamente eu fui recrutado pelos guardiões de Ôa logo que saí do exercito e vivi em outro planeta em uma galáxia distante por quase quinze anos até que me designaram para esse setor do universo.

- Então você foi escolhido.

- Isso.

- Vocês são como policiais intergalácticos, não é?

-É mais ou menos isso.

- Nossa é incrível, você o garoto da casa ao lado se tornou um herói com super poderes. Eu nunca poderia imaginar algo assim, você era terrível quando éramos crianças, você aprontava tanto... todos nós aprontávamos na verdade. Eu só vi você uma vez depois da formatura antes de você ir para o exercito e eu para a faculdade.

- Eu me lembro daquela noite... Ele ri com malícia.

- Você lembra?

- Claro que sim.

Nós éramos duas crianças e eu era um inconseqüente, quem sabe o que teria acontecido se eu não tivesse me alistado.

- Pois é. Eu estive em nosso antigo bairro várias vezes e encontrei o Sr Johnson. Você lembra dele não é? Então eu perguntei por você e ele só sabia dizer que você havia sido enviado em uma missão, mas que não tinha mais notícias.

- Eu fui até lá depois que eu voltei para a Terra e o vi, ele continua o mesmo trabalhando com crianças como um dia fez comigo. De certa forma ele tinha razão eu estava em uma espécie de missão, mas não para o exercito. Depois de tantos anos foi estranho voltar para casa, eu tive que me ajustar ao ambiente eu me sentia um alienígena aqui, mas agora eu já estou adaptado.

- E eu que achava meu trabalho como engenheira química emocionante.

Ela olha para o relógio em seu pulso.

- Nossa já é tarde, você tem que voltar para a Torre? Você deve ter muito o quê fazer e eu aqui tomando o seu tempo, mas é que foi uma surpresa tão boa...

-Não tudo bem. Se alguém precisar de mim entra em contato eles podem me achar em qualquer lugar. Além disso, não é sempre que eu encontro velhos amigos ou namoradas de infância.

Keyla sorriu.

Os dois continuaram conversando por mais uma hora sentados naquela cafeteria. Chovia muito lá fora.