Notas Iniciais:
Esta história se passa durante a primeira fase, mais ou menos enquanto elas tentavam reunir os cristais arco-íris. Sailor Moon não pertence a mim, mas eu também não estou ganhando nada com esta produção, não me processem!
Capítulo 8 – Achados e Perdidos
"Um dia, com certeza
Mesmo eu poderei te fazer se apaixonar
Está sorrindo?
Seu demônio fofo."
(YUI – HELLO)
-Darien-
Voltei minha cabeça para o lado de fora da pequena loja, onde Lua parecia esperar calmamente. O calor do pequeno corpo da menina ainda estava vivo em meus braços, brigando em minha mente sobre a que eu deveria dar mais atenção: a quão forte meu coração batera quando a vira desabar no choro ou àquela estranha gata.
Serena me jurara que a voz que ouvira fora fruto de minha imaginação, mas as duas estavam conversando de maneira bastante coerente... Não podia ter imaginado tanto assim. E, pensando bem, não era a primeira vez que eu pegava um comportamento desses. Decidi, contudo, deixar como estava, posto que não ganharia nada insistindo daquela forma quando tudo já estava contra mim.
- Eu é que deveria estar bravo aqui, - disse, observando-a devorar um sundae como se estivéssemos no meio de agosto. – Toda a suposta armação de ontem só para me fazer revelar minha identidade? Serena, eu realmente achei que você fosse morrer. Aquele monstro da Rei quase quebrou seu pescoço na minha frente, não é?
- Bem... Isso não estava no script... – falou-me, abaixando a cabeça até quase pô-la no que restava do sorvete. – A ideia era apenas assustar e não me machucar. Não sei o que houve, mas as men-, digo, aquelas Sailors disseram que não era da Rei, né? Que era um monstro...
Meneei a cabeça. Era um plano inconsequente, mas que talvez tivesse sido bom se Rei não houvesse sumido em plena execução.
- Aqueles papéis... Você realmente os encontrou lá?
- Sim. – Pus os mesmos na mesa para que ela os pudesse examinar. – Perguntei no templo onde Rei mora, e o rapaz disse que poderiam mesmo ser de lá.
- Parecem sim os dela. – Os olhos de Serena estavam cintilantes. – E você não a levou, né?
- Já disse que não. – Comecei a me irritar com a insistência até notar que era apenas algum fio de esperança de que a amiga ainda estivesse a seu alcance. – Estou olhando em todos os lugares atrás de pistas.
Observei Serena franzir a testa, com os olhos fixos naqueles papéis anotados com letras chinesas as quais ela nem conhecesse todas.
- Foi tudo minha culpa... – A conversa voltara ao ponto inicial. As lágrimas haviam secado em seu rosto, mas já ameaçavam voltar ao redor de seus olhos. Com o sobrecenho carregado, Serena fungou bem alto.
Se ela chorasse de novo bem ali, eu... não teria muito o que fazer a não ser...
- Temos que pensar em planos. – disse eu, o mais rápido possível. Frase vazia, apenas para preencher aquele silêncio.
- Você tá com a minha pasta, né?
Minha cabeça demorou a processar o que ela estava perguntando. A pasta que eu fora devolver quando achei ouvi-la conversando com sua gata. Eu já havia me esquecido dela a ponto de não saber se a deixara na rua quando largara tudo para abraçar Serena momentos antes. Olhei para minhas coisas, em um canto perto da parede, e suspirei aliviado.
- Está aqui. – E devolvi o objeto.
- Você a abriu?
- Por que faria isso? – perguntei sinceramente, mas começando a me arrepender de nem havê-lo considerado. Espera. Por que eu ia querer saber o que aquela garota carregava?
- Que bom. – No entanto, ela mesma o fez na minha frente.
Do lado de fora, senti Lua se agitar.
Serena prosseguiu a revirar suas coisas. Estaria conferindo? É, qualquer um faria isso, eu me disse. Principalmente, quando ela pensava que eu fosse um sequestrador até pouco tempo antes.
Então, ela parou e começou a tirar algo do interior da pasta. Fazia-o bem lentamente, como se ainda estivesse pensando no que fazer. Ela queria me mostrar alguma coisa? Seria alguma pista sobre onde Rei estaria? Mas Serena parecia tão confusa até havia pouco, como poderia saber de algo novo? Balancei minha cabeça e aí percebi que a gata estava agora grudada no vidro, olhando ameaçadoramente para a dona. De uma forma que me fez engolir seco.
- Umm, sua gata está bem?
Serena olhou distraída para a mesma.
Não podia ser impressão minha, aquela gata parecia estar fazendo mímicas. De negativa. Não. Pegue? Não pegar o quê? Olhei curioso para a bolsa. Seriam truques da minha mente? Mas Serena também parecia responder.
Pigarreei tentando ganhar a atenção dela novamente.
- Você ia me mostrar algo? – provoquei, olhando de esguelha para a gata.
- Ah, sim, sim. – E seus olhos voltaram-se mais uma vez para a pasta.
Fiquei atento, tentando imaginar o que seria. Conhecendo Serena, podia ser algo bobo. E a gata era só imaginação. A gata que continuava a se debater... Espera. A gata sumira!
Olhei de novo para Serena e Lua estava bem ali na minha frente, com o corpo todo grudado no rosto da dona. Serena gritava, tentando retirá-la e quanto mais o fazia, com mais força a gata parecia se agarrar.
- O quê-?
Percebi duas garçonetes se aproximarem, uma indicando a um rapaz também uniformizado a gata. Ele inspirava fundo.
Mas Serena fora mais rápida, levantando-se da mesa:
- Eu preciso ir! – gritou, segurando agora a gata pelo pescoço de forma dolorosa, - A Lua, ela... Está com fome!
- Espere, eu vou contigo. – Puxei minha carteira do bolso de meu casaco, jogado perto de minhas coisas.
- Não! Tenho que ir direito pra casa! Tchau!
E ela sumiu.
Não podia ser impressão minha o que aquela gata acabara de fazer. Propositadamente.
Desculpei-me profundamente com todos do lugar e reuni os papéis de Rei para guardar em minha bolsa. Foi quando notei que algo havia caído da pasta de Serena em meio à sua pressa de sair.
-Serena-
Droga! Droga, droga, droga! Dro-ga!
Todo o conteúdo da minha pasta estava revirado sobre minha cama, mas meu cetro não estava ali. Não, não... Não podia ser!
Voltei meu olhar para Lua, que estava sobre uma cadeira de meu quarto, olhando-me com olhar de quem já tinha minha sentença.
- Ainda não acredito que você não só quase revelou sua identidade, como ainda perdeu seu cetro.
- Ele só pode estar com Darien! – disse sorrindo, em minha defesa. Sentia-me decifrando o grande mistério de um filme.
- E desde quando isso é bom? Não faz nem duas horas e você estava chorando de medo dele. Tem mais, aquele rapaz não é do seu nível de inteligência. O que fará se ele descobrir, Serena?
- Mas, Lua... Eu já ia contar de toda forma.
- Se eu não conhecesse melhor sua cabeça, acharia que tinha feito de propósito, para me contrariar.
- Perder meu cetro lunar de propósito? Por que faria isso?
Lua levou uma pata à testa, balançando a cabeça:
- O importante agora é entrar em contato com ele e tentar reavê-lo. Você tem o endereço da casa do Darien?
- Ah, a coisa mais fácil é eu topar com ele pela rua, pra que me dar ao trabalho de procurá-lo? – Sentei na cama, sobre as folhas da escola. – Agora eu me sinto mais relaxada. É certo que o está com ele, né? Onde mais o teria deixado!
Nesse mesmo momento, algo me atacou, quase me derrubando para o chão do outro lado. Garras afiadas estavam na frente de meu rosto.
- Lua!
- Se você não se levantar e for agora pegar o cetro, dê adeus ao seu rostinho, Serena.
- Assim eu não vou poder me casar! – gritei com lágrimas nos olhos. Mas Lua nunca foi a gata mais compreensiva...
Continuará...
Anita
Notas da Autora:
Resolvi pôr mais de uma cena para que o capítulo não ficasse tão curto como da última. Exceto que... Agora o cetro da Serena que sumiu! Esperamos que esteja mesmo com o Darien já que a Rei não estava da última vez que Serena pensou o mesmo né?
Muito obrigada a todos os que estão lendo e comentando a fic, estou mutio feliz mesmo! Acho que pelo tempo que eu costumo ficar afastada entre uma fic e outra acabo perdendo muito o contato com todos, por isso eu sempre fico muito emocionada quando recebo qualquer comentário. Continuem mandando, por mais simples que seja, eu quero ler, saber que você está acompanhando (nem que seja mais ou menos) o que estou escrevendo. :D De quebra, caso haja um tempinho sobrando, por que não me dizem o que acham que vai acontecer, o que gostariam que acontecesse... É sempre bom saber essas coisas, feedback é tudo pra um ficwriter, bem, número dois, depois de conseguir completar a já maldita história em que ele foi se meter, rs.
Resumo: COMENTEM. T_T
Até a próxima!
