No capítulo anterior...
- Escreves e queres uma história emocionante para retratar. Pois dar-te-ei uma e então, irás embora. Não voltarás nunca mais – decretou tão arrogante como uma pessoa poderia ser, com os olhos tão ofuscados, como se nunca tivessem possuído raios verdes perdidos naquele mar cor de chocolate, carregados de um impulso prepotente.
A dor partiu o coração de Lily afogando-lhe as esperanças e intuitos felizes. E se James tivesse um, também teria o seu identicamente partido.
- Claro... - assentiu com os olhos congelados nos dele e as lágrimas petrificadas no seu interior, as choraria uma outra hora.
- Mostrar-te-ei o meu mundo... - começou estendendo-lhe a mão de tom perolado e com uma expressão insondável nas faces eternas e magnificas, enquanto o ambiente retomava colorações vivazes assim como os outros marotos se aproximavam silenciosamente do casal.
Lily não hesitou em segurar-lhe a mão, como se sua vida dependesse disso.
Nada mais importava.
E um furacão de transformações engolfou-lhe a visão, presa aos olhos de James...
Never too late
Era um inverno rigoroso e a escuridão acentuava a solidão e a tristeza do ambiente. Os flocos de neve caíam pesados e incomodamente gélidos sobre o cabelo e a pele desprotegidos de Lily.
Estava sozinha e batendo o queixo de frio, retraindo e expandindo os músculos a buscar e a produzir calor.
O ar cálido do castelo parecia uma história de contos de fadas... James parecia um príncipe de contos de fadas... Para onde foram todos?
Deus!, que frio...!
Ao se virar, uma sombra caminhava em sua direção, se aproximando com os ombros rebaixados como se carregasse o mundo sobre aqueles. O que lhe afigurou familiar, como se conhecesse o estranho que se avizinhava a passos largos e eficientes, a vencer a tragadora neve que dominava o local.
Era um rapaz.
Era Remus Lupin!, reconheceu alegremente.
Porém ele passou ao lado de Lily como se não a visse.
O rosto do loiro estava marcado pela preocupação, rugas se evidenciavam mostrando que ele ainda ocupava a mente constantemente com os seus problemas de longa data.
Intrigada e sem ter opções, a garota o seguiu lutando contra o frio que persistia em congelar-lhe por inteiro, inclusive a voz e qualquer barulho que tentasse criar afim de chamar a atenção de Remus.
Não acreditando no que seus olhos viam, Lily piscou inúmeras vezes diante da placa cor de mogno com letras douradas, onde se lia: Três Vassouras, o pub.
Ainda estava em Hogsmead??
Sem tempo para permanecer parada diante do bar digerindo a informação surpreendente, correu de forma bizarra (devido a semi-paralisia que acometia suas pernas) para alcançar Lupin, virando numa esquina à direita.
As vielas tortuosas proviam um pouco de quentura, mas também um odor fétido. Completamente diferente das abastadas casas de tijolos amarelos e vermelhos que Lily conhecia.
This world will never be
What I expected
Enfim, Lupin checou rapidamente as laterais e adentrou um dos casebres exprimidos naquele beco abandonado. Evans conseguiu acompanhá-lo porta a dentro, sem saber exatamente como.
As mobílias eram parcas e esfaceladas. A temperatura não era melhor que a do exterior. O cheiro estava impregnado na percepção olfativa de Lily, então era árduo para a mesma afirmar se o odor estava cravado na humilde moradia ou não.
Observando as manchas fúngicas que espalhavam-se pelas paredes úmidas ao seu bel prazer e sem interferência da amolante gravidade, Lily percebeu anotações desconexas (em línguas desconhecidas, números, símbolos e o que pareciam rabiscos) sobre a pintura cor de creme a descascar.
Apesar do ambiente opressivo de tão pobre, era possível captar um pouco do amor que existia ali e emanava pulsante, rico e vivaz do homem encapuzado, que se debruçava sobre uma cama de lençóis brancos e limpos, um contraste gritante dentro do aposento de um único cômodo.
And if I don't belong
Who would have guessed it
Entretanto, o que Evans visualizou quando acostou-se no leito, quebrou sua percepção de uma pessoa doente e acamada.
Uma jovem de cabelos negros como a noite, que beiravam o azul marinho, repousava com uma mancha de vômito que se estendia dos cantos dos pequenos e descorados lábios até o abdômen. Lily precisou tampar o nariz, enquanto Remus começava a acariciar as madeixas da garota desacordada, cujos pulsos e tornozelos estavam atados com um tecido resistente aos pés da cama, todas as articulações avermelhadas devido ao atrito exacerbado diante de várias investidas infrutíferas de libertar-se da moça.
- Tonks... - ele sussurrou lutando interiormente em não acordá-la – Tonks.
Nimphadora tremelicou as pálpebras lentamente até focalizar Lupin ao seu lado.
- Tu voltaste... - disse com a voz rouca e um olhar distante, enquanto ele juntava o máximo de sua determinação para não chorar.
- Disse-te que retornaria. James me dispensou mais cedo – esforçava-se em colocar um pouco de trivialidade na conversa.
- Ahh... - girou a cabeça para o teto, ignorando a presença de Remus por minutos, alheia e desinteressada de tudo a sua volta, dirigia seu olhar para o telhado porque não poderia olhar para o nada.
Ele persistiu em sua posição a admirar-lhe os contornos com os olhos azuis nublados. Se levantando automaticamente, rumou para a espremida cozinha.
Lily se perguntou se ao menos eles teriam o que comer. Volvendo seu olhar para Tonks de novo, devido aos movimentos vagarosos de Lupin lhe entediarem a ponto de não prender sua atenção.
Nimphadora parecia ainda mais nova que Lily, apesar dos círculos arroxeados que envolviam suas órbitas ameaçadoramente. Os lábios esbranquiçados e rachados, entreabriam-se como se as narinas não fossem suficientes para captar oxigênio. O tom pálido ocupava a pele facial apagada, sem rubor e viço, como a própria morte. As maçãs despontavam salientes assim como os ossos do colo, que em conjunto pareciam querer rasgar a epiderme da enferma.
Remus voltou a se aproximar com um prato fumegante de sopa. A aparência da comida e o vapor, causavam uma impressão boa e despertaram fome em Lily. Contrariamente, Tonks permanecia indiferente.
- Soltar-te-ei, precisas te alimentar – sussurrou acariciando-lhe os dedos suavemente.
I will not leave alone
Everything that I own
A morena piscou rapidamente, sem esboçar reação de que realmente ouvira e entendera o que lhe fora dito.
Entretanto, Remus desatava os nós em seus pulsos com cautela e analisava-a com acurácia prevenindo alguma ação brusca.
Procedeu assim com os quatro membros, enquanto Lily centrava sua atenção em Nimphadora, como se pudesse avisar Remus caso algo desandasse.
Após minutos tensos, a doente estava completamente livre das amarras e com a ajuda dele, sentou-se e começou a engolir o nutritivo líquido roboticamente. O porte não remetia ao entusiasmo que a maioria dos adolescentes apresentam, mas sim, à atitude de zumbis e perfil de moribundos.
Relaxada com o comportamento aparentemente inofensivo da jovem, Evans se encaminhou para a única porta da casa, afim de rever a neve, sempre o clima frio fora o seu preferido, estando devidamente agasalhada lógico.
As janelas acumulavam bolotas de fuligem e gordura, embaçando a visão. Porém, foi possível divisar algo através daquela imundície.
Um grupo se aproximava correndo. E o faziam de forma tão silenciosa e milimetricamente calculada, que os raros gatos pingados na rua, não percebiam.
Em pânico e mergulhada na realidade que presenciava, Lily passou a gritar para as duas formas dismorfas e infelizes de Remus e Tonks.
Berrava para que saíssem de onde estavam.
Para que corressem por suas vidas, porque não haviam boas intenções naquelas sombras a espreitar e a própria ruiva não possuía uma tranquilizante intuição sobre o significado daquilo que vira, ou ao menos acreditara que vira.
Surdos e cegos à ruiva, Tonks voltou a repousar indiferentemente a cabeça no travesseiro felpudo, com os olhos vidrados no teto.
Lupin não a atou mais e andou pachorramente para a pia, não cumprindo mais do que uma tarefa simplesmente doméstica, com os olhos perdidos e opacos sobre o prato recém esvaziado, os nós dos dedos tão alvos que se tornavam perolados (da cor que Lily tão bem conhecia naquele quarteto sobrenatural) pressionados contra a borda da pia.
Lily não suportava mais não fazer nada. Não suportava a depressão que se abatia ferozmente sobre o lugar, que também lhe doía mais do que a pancada que levara na visita ao castelo de noite.
Tapou os ouvidos diante da tentativa de arrombamento que faziam contra a porta, a qual cederia facilmente pelos ruídos de sucesso e risadas escarninhas que advinham do exterior, e contra as janelas.
Aquela era a verdadeira e mais cruel tortura.
Queria não ter saído do seu aconchegante e cálido cobertor e, quarto com quatros paredes protetoras.
Apertou as pálpebras transbordando lágrimas abundantes e perdendo os sentidos logo a seguir.
Queria não ter encontrado James. Nunca, nunca...
- Ela não suportará... - comentou Peter, o único que contorcia a face como extensão do sofrimento que a humana sentia, provando ter um pouco de compaixão e afinal, não imaginá-la como uma inferior ou um suculento bife de carne.
- Não estamos nem na metade... - disse Sirius e complementou quando os olhos de James cerraram-se sobre si - A pequena é forte, suportará – estava com as mãos nos bolsos das calças sociais, o que poderia lhe dar um ar casual numa observação superficial, porém para quem o conhecia: os olhos sérios e os lábios comprimidos contradiziam a primeira impressão.
- Está confusa, irei intervir – atalhou Remus adiantando-se, quando a mão de James o impediu.
Os sentimentos de proteção e afeto que Lupin estava desenvolvendo para com Lily, incomodavam o maroto de óculos.
- Deixa-a – ordenou, a autoridade ondulando no verde achocolatado de suas orbes, estipulando um limite à ação do companheiro que nunca deveria ser transporto.
Segundos que não passaram mais do que segundos para os quatro resvalaram-se, onde Remus e James se encaravam impassíveis.
James estralou os dedos e lanceando o seu olhar mais arrogante para os outros, deixou-lhes a sós.
Quando na verdade, o mais só era ele.
To make you feel like it's not too late
It's never too late
Despertara com a urgência de um grito entalando-lhe a garganta.
Tossiu secamente e lacrimejou, devido ao ímpeto empregado.
Desanuviou a visão ao limpar as lágrimas e concentrou-se no meio em que estava, estirada no chão.
Era a mesma casa que entrara antes de apagar. Somente que a diferença era notável até para um míope de elevado grau.
Os móveis apesar de poucos e simples estavam a brilhar, exalando comodidade e asseio, além de um perfume discreto de lavanda.
Uma moça de porte esbelto e cabelos revoltos, cantarolava enquanto rumava de um lado para o outro da organizada cozinha.
Organizada entre aspas, pois a bagunça em louças e panelas, embora expirasse um doce cheiro de bolo de cenoura, estava empilhada descuidadosamente na pia e balcão e, Lily não acreditava que alguém poderia fazer aquilo sem que o resultado fosse o tombo do monte. Contudo, a alegria e o aroma delicioso e forte que passeava pelo lar a partir do forno, tendo como trilha sonora a voz harmoniosa da jovem, proporcionava o esquecimento da confusão que estavam o balcão e a pia.
Aproximando-se, Evans reconheceu Nimphadora. Nem parecia a mesma pessoa!
A que já conhecera não passava de um fantasma, uma sombra de vida.
Perdida em constatar que aquela diante de si era corretamente Tonks, Lily tomou um susto quando braços fortes e masculinos envolveram a adolescente-cozinheira, a rodopiando em suspenso.
As gargalhadas sufocaram o pavor que renascia na espectadora, e o gritinho de Nimphadora foi esquecido absolutamente quando os braços mostraram-se pertencentes a Remus.
Desta vez, aparentando claramente a idade que possuía, ele beijava o máximo que podia de cada pedacinho do rosto de sua amada, com esta a gracejar tentando impedi-lo.
- Chegaste mais cedo! Descobriste minha surpresa! - bateu-lhe desapontada no ombro e começando a desamarrar o avental da cintura.
- Desde quando ter que arrumar tua bagunça é uma surpresa? - ele devolveu irônico e cessando os ensaios apaixonados.
Nimphadora aumentou a intensidade e número de tapas, com Lupin tentando escapar e defender-se com almofadas e correndo pela casa.
- Que bagunça? - ela o ameaçou com uma colher de pau.
- Nenhuma! Nenhuma! Nenhuma! - negou rapidamente, que por pouco não atropelara-se em suas próprias palavras.
- Muito bom senhor Lupin – assentiu com pose de professora conservadora e retornou para a cozinha com ele em seu encalço, mas mantendo uma distância segura.
- Cozinhando o que? - indagou após aspirar com gula, de cima do fogão.
- O MEU almoço, já que estragaste a tua surpresa – respondeu maldosamente, o afastando para longe do fogão e consequentemente, da comida.
- Mas Nimphadora...
- Nimphadora é a tua respeitada e digna vovózinha! - ela cortou-lhe raivosamente e com os dedos em riste apontados perigosamente para as frágeis órbitas de Lupin, que aferrou sua risada ao interior de sua própria garganta no mesmo momento (com receio de ter seus olhos furados) até ficar com a face mais rubra que um tomate maduro.
- Estou com fome – choramingou coagido quando ela lhe deu as costas, indiferente à primária vontade incontrolável dele de rir.
- Pois fique com fome – deu o ultimato não tocada pelo teatro dele e arrumando a mesa para o almoço.
- Arrumo a louça e me dás a comida, acertado? - propôs ao seu lado ajudando-lhe a por as talheres e pratos.
Tonks o analisou com um dos olhos fechados e as mãos na cintura delgada.
- Sim, mas não tens direito a repetir – decidiu tomando-lhe o garfo, que Remus esquecera de colocar na mesa diante da mesquinhez com que fora tratado pela própria amada.
- Não podes estar a falar sério... - pronunciou assombrado – Já viste o tamanho daquela pilha de panelas?! - apontou incrédulo para a torre de louças que ameaçava cair a qualquer hora.
- Já – deu de ombros – Já viste o que tem no forno? - assomou com um sorriso maquiavélico.
- Venceste – admitiu derrotado e começou a lavar a louça cabisbaixo.
Satisfeita pela vitória, ela apoiou-se no batente do balcão admirando um dos pratos que estavam guardados e propositalmente, o largou. O objeto espatifou-se no chão.
- Ops... Caiu – falou com uma expressão sarcástica e que explicitava que ela não estava nem um nanômetro arrependida e que fizera de propósito.
O que uma surpresa estragada que fora preparada por uma mulher com carinho, era capaz de fazer...
Lupin balançou a cabeça loira pesadamente e resmungou, em seguida encarou contrariado a jovem mais nova que ele.
Lily repreendeu uma risadinha.
- Podes deixar, eu limpo – estava começando a ficar aborrecido e passou a ignorar os vários "ops" e "caiu" que ela soltava cada vez que provocava a quebra de um prato.
- Espero que ao menos tenhas pensado que terás que comer num prato. Ou comerás com as mãos? - interpelou antes que fosse mais um.
Os olhos dela não passaram de fendas.
- Chega! - ele berrou e com as mãos espumantes devido o sabão a prender Tonks resolutamente, enquanto esta o olhava surpresa – Vou ensinar-te como uma noiva deve comportar-se! - a agarrou pelos pulsos e a atirou sobre o sofá, fingindo violência quando tudo que fazia era com esmerado cuidado, a cobrindo de beijos.
Sem opor resistência, Tonks se entregara ao sentimento e emergência dos beijos e abraços de seu noivo, também cedendo ao que tinha dentro de si.
- Sorte tua ter um noivo que não se importa em comer na panela... - murmurou ele, depois de ter recuperado o fôlego, com a atenção ainda aprisionada nos lábios rosados e altamente convidativos da adolescente que continha debaixo de si, com paixão e amor.
Tonks sorriu, estreitando-o entre seus braços cor de mármore ao redor do pescoço paradoxalmente bronzeado de seu amor, o incitando a repetir as carícias. A resolução em obrigá-lo a passar fome apagada no recôndito de sua mente.
O momento íntimo entre o casal foi interrompido diante de uma Lily com rosto em chamas e que tentava a todo custo se tornar surda perante os murmúrios de prazer de outrem.
E a batida na porta impediu que a ruiva virasse um foguetinho. Aquela se dava como se fosse um código, num batuque cômico.
- É o Sirius – levantou-se instantaneamente e Tonks disfarçou um desapontamento.
Evans a achou muito apressadinha e adiantadinha para o seu tempo...
Mal abrira a porta e Black estrangulava o amigo num abraço de urso, já que cachorros não abraçam...
- Esqueceste dos amigos noivinho? - o tom era puramente jocoso e jovial, a felicidade de um em relação ao outro estava estampada em ambos os rostos.
Entretanto, Lily viu mais que isso. Revirando os olhos, ela constatou que Sirius tinha o incomodo hábito de sair apelidando as pessoas a torto e a direito.
- O cachorro é realmente o melhor amigo do homem, mas não devias me cobrar – retrucou marotamente Lupin, recebendo um pedala como réplica.
- Respeito rapá! - e os dois gargalharam.
Black se sobrepondo inigualavelmente e Evans espantou-se com o fato de não ter ficado tonta, a risada do rapaz era normal (apesar de parecer um latido, mas um latido é algo que existe dentro dos padrões regulares), o oposto do que ocorrera quando se deparara com ele no castelo.
- Tonks... Querida sobrinha! (N/A: axu q ela era prima de segundo grau... Mas vai sobrinha, eh mais bonitinhu n.n) - Sirius desviou seu olhar para a adolescente que fez uma careta enquanto ele lhe apertava num abraço igualmente sufocante que nem o de Lupin.
Parecia que ela também não gostava do jeito que era tratada por Sirius, concluiu Lily asseguradamente e sentindo estima pela outra, pensavam semelhantemente.
- Essas crianças crescem tão rápido hoje em dia... - acrescentou à guisa de reflexão.
O aborrecimento franziu a testa da jovem, como se Sirius fosse tão mais velho assim, e Lupin tratou de meter um assunto no meio da conversa.
- Mas o que te trouxe aqui Pads? Estamos em folga de Hoggy, pensei que estarias junto com Prongs desfrutando da gloriosa cidade dos famosos: Hollywitch - disse compenetrado.
- E estava meu caro. Porém, eu e James... - fez uma pausa com as feições se agravando, cada vez mais sérias e Lily prendeu a respiração para ouvir com maior presteza o que ele diria, ao captar a menção a James, ou melhor, ao literalmente ouvir o nome do maroto - ...chegamos a conclusão de que é hora de fazermos algo...
Algo o que?, perguntou-se Lily perdida naquele diálogo empestado de mistérios e reticências. Com mais dúvidas e pontos de interrogação na cabeça do que quando desconhecia completamente a existência dos marotos, Lily sentou no sofá ao lado de Tonks, esforçando-se para entender o motivo da provável invasão ao lar do casal, tudo agora estava arrumado e encoberto por uma atmosfera excitantemente feliz... Como se nada tivesse acontecido??
A não ser que..., e a boca de Lily entreabriu-se diante da possibilidade de resposta. A não ser que estivesse voltando no tempo!, tipo: o que presenciava agora ocorreu antes do que presenciara primeiramente.
Entusiasmada por se achar menos perdida nas memórias que vivenciava, voltou seu interesse para os três jovens que estavam ao seu redor na confortável saleta. Eram mais velhos do que ela alguns anos talvez, se não fossem da mesma idade.
- Precisamos do teu apoio Moony – Sirius pôs a mão num dos ombros de Lupin com o olhar firme, sem desviá-lo.
O outro assentiu, honrosamente.
- Poderão contar comigo.
- Aconselho a casarem-se logo – retorquiu soltando a risada rouca e próxima a uma latido, preenchendo o ambiente com descontração novamente.
- E tu, que arranjes um amor! - rebateu Lupin seguindo o amigo até a saída.
- Sirius Black ama a todas e todas amam Sirius Black – disse com um sorriso safado (mas nem por isso deixando de ser charmoso na opinião de algumas...) e piscando para Tonks, retornou para a rua não presenciando o revirar de olhos da garota visível e o da invisível.
- Onde estávamos? - interrogou Lupin para a noiva com um fulgor excepcional nos olhos azuis sempre inocentes e bondosos, mas agora continham uma pincelada de malícia fazendo a ruiva se sentir mais do que intrusa, estava sentindo um calor incomodo nas bochechas.
Lily já estava se praguejando por não ter mais Blacks para impedirem indecências pornográficas de acontecerem, quando um outro Remus postou-se à sua direita.
- Ufa! Pensei que seria abandonada aqui até o resto de meus dias mortais! - desabafou, aumentando o sorriso no rosto do maroto.
- Não ficaste assustada? - interrogou educada e gentilmente a ela, se referindo ao momento em que o casebre dele e de Tonks fora invadido.
- Não, não – Lily evitou pensar em palavras como: "indecências" e "pornográficas" – Arrisco dizer que tô começando a compreender – disse solicita.
- Onde está Tonks agora? - era incrível como não conseguia refrear suas perguntas, estava se sentindo uma fofoqueira indiscreta e bisbilhoteira, mal um pensamento surgia em sua mente e ele aflorava por sua boca antes que notasse.
Era estranho... Perto de Remus, as coisas aconteciam dessa forma, sempre.
- Morta – o sorriso dele pertencia a um passado longínquo.
- Desculpe...
- Isso foi há muito tempo, não precisas desculpar-te – e fitou Lily, se arraigando no presente em vez do doloroso passado.
- Uhum... - murmurou sem saber o que dizer e com os pensamentos agrupados em torno de James, porém sem ter uma pergunta na ponta da língua desta vez, pois sua mente estava embaralhada e confusa em volta do maroto de cabelos arrepiados, o que provavelmente justificava a confusão, não, o que com toda a certeza justificava a confusão.
E Remus permaneceu a encará-la, com o sorriso adquirindo proporções sábias, se é que pode se dizer que existe um sorriso sábio, mas se existisse um ele pertenceria a Remus, talvez a sabedoria remetesse ao fato de que o rapaz parecia simplesmente saber o que se passava na cabeça de Lily, por isso o emprego do adjetivo sábio.
- Venha, existe algo que ainda desejo mostrar-te, pequena – adicionou o apelido tão delicadamente que quase ela não percebera.
- Hey! - reclamou o ladeando e acompanhando seu ritmo na caminhada.
- Há tempos não vinha aqui... - ele comentou com certo saudosismo, poderiam arriscar a dizer, por mais que não fosse possível ter certeza.
- Você a amava... - escapuliu mais uma vez e envergonhada, Lily tapou a boca, não suportava agir assim como estava agindo.
- Muito – ele não aparentou incomodar-se – Mas reconheço a minha dor e ela me reconhece, somos parceiros nesta infindável jornada... - e se virando para Evans, continuou com sagacidade - Não existe melhor maneira de lidar com minha tolice do que reconhecer sua existência.
- Lupin, gostaria de saber o que Black quis dizer lá na sala – ela gesticulou na direção de onde imaginava estar a moradia do casal, após permitir que as palavras profundas dele fossem entendidas pelo cérebro tacanho dela.
Remus ainda se permitiu ficar a admirar a Hogsmead da visão, pois não tinha como revê-la, ela pertencia ao passado, estava acorrentada a ele, assim como este estava acorrentado ao fado de ocorrer somente uma vez.
- Oh meu Deus...! - Lily não conseguiu reprimir sua exclamação – Vocês não podem ir ao vilarejo! - ela estava horrorizada e Lupin a encarou sem permitir que suas emoções fossem lidas ou decifradas.
Então ele riu, e o efeito de sua risada era dopante, dissemelhante do produzido pela risada de Black.
- Claro que podemos Lily – ela agradeceu por ele ter voltado a chamá-la pelo nome, e não por aquele apelido que Black lhe colocara só para atazanar-lhe a vida.
- Você me deu um susto me encarando daquele jeito – ela suspirou aliviada e logo em seguida lançou-lhe um olhar de censura.
- Lily – ele tocou o ombro dela como James e Sirius já fizeram, mas a sensação era muito distinta, o toque se aproximava ao de uma pluma – Não é obrigada a permanecer aqui, entre nós, vendo tudo isto – ele aguardava que a prudência dela conseguisse interpretar as ondas sonoras que ele emitia emolduradas em frases hipnóticas.
- É melhor para ti que vás – insistiu visualizando a testa dela franzir em demonstração de contrariedade.
Ela pelo jeito, não desistiria daquilo só porque ele lhe pedira para fazer.
Garota teimosa...
- Não sou uma boneca Remus – ela optou por usar o nome do batismo dele assim como ele fizera uso do dela – Você pensa que só vocês têm histórias tristes e trágicas a relatar? O mundo não é mais o mesmo, nós mulheres não somos mais as mesmas... - ela sorriu tristemente reconhecendo a verdade e o peso desta em suas frases.
Lupin voltou a fechar os olhos, se assemelhando a um anjo sem asas e auréola. Todavia, de beleza e tranquilidade pertencentes a seres divinos, tão divinos que só poderiam ser amaldiçoados.
Seu rosto e gestos estavam em paz, e transmitiam paz. Uma paz que invadia os próximos sem pedir licensa. Antes de Lily ser tomada, ela podia jurar que entreviu um sorriso discreto surgir timidamente nos lábios finos do rapaz e um sussurro indistinto e cálido, como um mergulho numa tina de água morna, alcançar-lhe os ouvidos tendo como origem Remus:
- Não te preocupes Lily...
E como ela gostaria de se apegar a isso, e como!
- É sempre assim! - bufou Lily espanando suas roupas e sentindo uma dor pestinha no traseiro devido a queda, que por sinal não sabia como ocorrera – Eles fecham os olhos ou, abrem os olhos! – reclamava do meio utilizado por Remus e James, respectivamente, para que ela visse o passado e terminava por machucá-la de algum jeito.
- Uma reclamona, veja só Moony – Sirius prorrompeu o monólogo da ruiva a fazendo pular de susto, depois acometeu-lhe a famigerada tontura que a voz dele lhe causava, rotineiramente.
Contrariamente ao mais alto, Remus se aproximou de Lily para certificar-se acerca do bem estar dela.
- Disse-te para não te preocupares – ratificou e ela anuiu, mil vezes mais calma.
- É pequena – intrometeu-se Black furando o balão que o outro tão trabalhosamente enchera e desafiando Lily a reclamar de novo, porém por outra razão: o apelido que ele insistia em apregoar a ela – Não te preocupes – ignorou explicitamente o olhar de alerta de Remus para parar – O hematoma se encontra num lugar não exposto, a não ser que...
- Vamos Lily, caso contrário não entenderás lhufas do que se passa – cortou Lupin guiando Evans para o sentido oposto de onde estava Black.
Ela ainda conseguiu dirigir um olhar carregado de violência e intentos vingativos para o maroto brincalhão, que dizia com todas as letras: "te pego na saída", o que provocou mais uma risada nele.
- Onde estamos Remus? Parece uma espécie de galpão... - concluiu ela, ouvindo não só seus passos como suas frases ecoarem pelo ambiente espaçoso e aparentemente vazio.
- É. Lily, espero que tu entendas que o que verás já aconteceu, não podes fazer nada sobre, é só uma visão – ele a fitou compenetrado.
- Okay, relaxa doido – ela acenou em positivo com os polegares e diante da expressão conturbada dele - É uma gíria.
- É sério pequena – reafirmou Black que até então não fora visto por Lily – Nem para alguém como eu, seria possível sair te carregando daqui, minhas costas não aguentariam – zombou e recebeu língua de Lily.
Now and again we try
To just stay alive
Um berro feminino rompeu o clima descontraído entre o trio e Evans sentiu uma corrente enregelante percorrer-lhe da espinha à raiz dos cabelos.
Os gritos se tornaram mais discerníveis, assim como a sua modulação também: ora menos longos, ora mais agudos.
Pessoas encapuzadas de verde musgo se dispersavam pelos corredores imundos, outras gargalhavam sombriamente ao captar os clamores de desespero advindos da sala adiante. Lily involuntariamente segurou-se no braço de Remus, este pareceu não perceber.
Os espectadores transporam a imensa porta de ferro enferrujada e deslizante, para se depararem com uma jovem atirada ao piso rústico, com os cabelos em desalinho assim como seus trajes. Negando a falsa idéia de que estaria desmaiada, ela urrou em sofrimento quando foi chutada no ventre para mostrar os rosto.
Este desfigurado, e horrorosamente tingido do roxo ao verde apático. Lily se sentiu literalmente pequena ao reclamar da queda que sofrera.
Maybe we'll turn all around
'Cause it's not too late
It's never too late
Um homem, que no primeiro momento parecia uma cobra albina de veias saltadas por toda a face em azul escuro, na opinião de Lilían, desceu de seu trono e observou a jovem se contorcer aos seus pés e pedir por clemência quase sem voz e sem forças.
Ele a levantou pelos cabelos tão friamente que Lily quis fugir dali e salvar sua vida, não importava quem ficasse para trás, não importava se isso não fosse o correto, se fosse puro e rude egoísmo de sua parte.
No one will ever see
This side reflected
- Sabes quem é o responsável por tua miséria? - ele falava com proporções tão vis quanto uma víbora, caso o animal falasse, o faria, seus olhos eram vermelhos como se tivessem sua vivacidade alimentada no sangue da prisioneira.
A mulher chorou com medo e esganiçando sua exclamação até evidenciar os vasos sangüíneos de seu pescoço delgado, e agora maculado com o estrangulamento cometido por alguns dos ocupantes do estabelecimento (que se deliciavam mais do que os que estavam fora, a crueldade neles era tão sólida que oprimia Lily, já não segura unicamente por Remus como por Sirius).
And if there's something wrong
Who would have guessed it
- Tonks... - murmurou Remus multiplicando o horror de Lily ao reconhecer a garota que era torturada a frente deles.
- O responsável por tua miséria é Remus Lupin!! - berrou o homem-cobra maltratando ainda mais Nimphadora, se é que era possível, enquanto o que deviam ser suas orbes riam sadicamente da adolescente em suas mãos.
O grito e choro de Tonks se fundiu ao de Lily.
And I have left alone
Everything that I own
To make you feel like
It's not too late
It's never too late
- Prongs vai querer o nosso couro... - Peter fitava preocupado a ruiva a descansar no sofá improvisado pelos dois amigos.
- Disse a ela para ir embora – manifestou-se Remus e indiretamente concordando com o que Pettigrew dissera.
- Ainda é do Prongs que estamos a falar, seu bando de maricas! Além do que, devemos nos preocupar com Lily, em vez de temer o poderoso chifrudo Prongs – censurou Sirius mostrando sua vertente de maroto antes de tudo.
Lily riu discretamente com o apelido destinado a James, afinal nunca o imaginara como o poderoso chifrudo. E seu bom humor não se devia somente a piadinha interna, mas também porque Sirius utilizara o primeiro nome dela e não aquele apelido patético.
- Estás bem Lily? - Lupin a cobriu de cuidados comedidos quando notou que ela despertara.
- Oh sim, obrigada – agradeceu a delicadeza com que era tratada e acrescentou, tentando esboçar um sorriso, entretanto, conseguindo como resultado, algo mais próximo de uma careta azeda – Devo desculpas a vocês, sou uma idiota e fraca que... - ela não completou o que disse, afim de se manter com o rosto seco.
- Okay, relaxa doida – continuou Black, sinalizando positivamente com os polegares como Lily fizera e descontraindo o ambiente, ele aprendia rápido – Terás que me arranjar um médico, pois minhas costas estão a me matar – apontou para a coluna e acabou ganhando um tapa no braço (dado por Lily), a qual se arrependeu instantaneamente pelo ato impensado, afinal tinha a sensação de ter batido num bloco de gelo.
- Queres alguma coisa para comer, beber...? - interpelou Peter mais aliviado ao presenciar que a moça estava bem.
- Não, obrigada Peter – ela sorriu-lhe verdadeiramente.
- Depois voltaremos pequena – despediu-se Sirius junto com Peter.
- Ele voltou a me chamar de pequena – Lily cerrou as orbes, igualmente os punhos e os dentes.
- Mas tu és pequena – afirmou Remus e Lily acirrou as pálpebras mais ainda e ele, disfarçou a gafe assobiando, mas se delatando com as contorções faciais que fazia para conter sua risada.
Parecia o velho Remus de quando brincava com Tonks, associou Lily também sorrindo.
- Quem eram eles Remus?
- Por hora não posso dizer-te, tudo a seu tempo Lily. Peço-te um único esforço a mais – ele a fitou tão gentilmente que era improvável ela dizer-lhe não.
- Claro Remus, você pode me pedir o que quiser – ela respondeu por mais que seu olhar já tivesse dito sim.
- Guarde isto para James, ele que desfazer-se-á em tuas mãos – diante da observação Lily enrubesceu e virou o rosto para que Remus não visse.
- Quando Tonks foi torturada, ficou desaparecida por três dias – uma brisa embalou os cabelos acastanhados dele e os acaju dela - Seus pais me ameaçaram, mas não puderam comprovar nada. E quando ela voltou, estava aparentemente saudável – Lupin encarou Lilían com um raio de culpa no rosto imortal - Eles curaram seu corpo para nos tranquilizar no primeiro momento, quando haviam destruído sua alma, descobrimos mais tarde. Tarde demais para haver volta...
Even if I say
It'll be alright
Still I hear you say
You want to end your life
- E foi aí que comecei a ver o seu passado? - perguntou.
- Sim, Lily... - ele tomou as mãos dela entre as suas e ela, se sentiu mais tranquila do que um dia já se sentira – Peço-te, vás embora, não sabes no que estás te envolvendo com, por favor. Lily, tu sabes que não mentiria para ti – ele suplicou com determinação a infiltrar na sua postura usualmente afável.
- Remus, não há o que temer aqui para mim, olhe pra você! - ela abriu o sorriso mais espontâneo que possuía petrificando o rapaz, e o paralisou mais ainda quando o abraçou fortemente.
- Obrigada por tudo, mas acho que o poderoso chifrudo Prongs não ficaria contente se você não me mostrasse a última memória, né? - ela continuou e depois de um silêncio de pura reflexão dele, ele também sorriu para ela.
- Claro pequena.
- Affes!, té você Remus? - ela tentava amuá-lo por arrependimento fingindo desapontamento.
Even if I say
It'll be alright
Still I hear you say
You want to end your life
- Quantas vezes, quantas vezes irei precisar dizer-te que te amo! Quantas! Me diga! Me dê um sinal! - Remus sussurrava, com os soluços entrecortados de sua própria garganta a invadir e separar suas frases desesperadas dirigidas a Tonks, cujo pescoço estava rubro e envolto por uma corda grosseira.
A jovem balançava ao ritmo do choro de seu noivo, escorada ao peito deste e tendo o seu rosto molhado pelas próprias lágrimas e as dele.
- Se eu pudesse ter tomado teu lugar... Se eu... Se... - ele murmurava beirando o delírio, com as súplicas a morrer e encurtar-se a cada pronúncia.
The world we knew
Won't come back
The time we've lost
Can't get back
The life we had
Won't be ours again
Remus se encolhia e apertava Nimphadora consigo, como se isso impedisse que mais tentativas de suicídio futuras ocorressem.
- Tudo terminará bem, eu prometo... - enlaçou seus braços ao redor dela.
E foi neste exato momento que Tonks retomou o controle sobre seu corpo, estendendo suas magrelas mãos em direção ao rosto de seu amado.
Lupin ficou estático, não crendo que enfim ela estava reagindo, esboçando uma vontade de viver. Doce engano.
Even if I say
It'll be alright
Still I hear you say
You want to end your life
- Me desculpe... - ela balbuciou, ainda acariciando-lhe a face – Me desculpe...
Pode-se dizer que certas coisas quando têm que acontecer, não importa o quanto tentamos impedi-las. Pois este pensamento se aplica aqui, não importava quanto Remus se esmerasse para convencer e inabilitar as investidas de Nimphadora, não importava o quanto seu amor fosse imenso, não importava o quanto sua causa fosse justa e correta. E ele aprendeu isso da pior forma permitida.
Antes que ela realizasse o enforcamento, Remus arrombara a porta através do estilhaçamento da janela, pois a chave de casa não estava consigo. O vidro partido estava aos pés do casal, e foi com um caco que Tonks cessou sua vida.
As palavras ainda ecoavam pelo aposento, somadas a outras não ditas, não percebidas, não ouvidas, e ignoradas, desprezadas desde o começo.
Me desculpe por não ser forte o suficiente... Me desculpe...
It's not too late
It's never too late
N/A: Comecei pelo Remytho, este cap deo trabalho! Um mês, eh sério, enqt fazia os anteriores c facilidade fazia este tb, ou melhor, batia c a minha kbça na parede --'' A Tonks aq eh beim mais velha do q a titia JK criou, mas eo n ia colocar otra mocréia p pegar o lugar da Tonks, n msm!
Eo sei q mts perguntas n foram respondidas, mas n dah p responder tds de uma soh veiz. Vamos devagar e cte ;D Os próxs caps serão tão grandes qnt esse (Jaque qse morrendo por consumo exacerbado de neurônios)
Pois então, devido a td isso (se lembrem, qse 30 dias p escrever esta coisinha acima aih), a postagem n dah p ser mais semanal --'' N eh hiatus, bloqueio eh a última coisa q preciso na minha vida --'' Soh um pokitu mais de tmpo, p n sair uma bagaceira o cap, mas reviews podem acelerar (ô se podem!) o processo ;D
Eo sei, eo sei, pois tb v6 merecem o melhor ;D
teh e reviews seos malvados! Se n coloco essa coisa em hiatus msm ù.ú
PS: Never too late by 3 days grace
PS2: Próx cap terah como trilha sonora It's all over, qm serah o infeliz q terah a sua história deturpada pela doente da Jaque? x3
