Pinky Swear

Capítulo 7: "Imagem"

"O tempo que muda as pessoas, não altera a imagem que temos guardada delas." - Marcel Proust

Tradutora: Irene Maceió

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"Você tem seis novas mensagens."

Bip

"Bella, é Angela. Não tenho nenhum problema com você trabalhando em Forks por um tempo. Consultei nossos superiores e eles sugeriram algumas idéias que podem tornar isso mais fácil para você, como possivelmente revisar alguns restaurantes daí como uma espécie edição especial 'fora de casa'. Vou fazer uma lista e retornar para você."

Eu respirei um suspiro de alívio e apaguei a mensagem, passando para a próxima.

"Jezebella! Estou ligando para ver como tudo está indo. Me ligue."

Jake, claro. Excluir.

"Eu não ouvi nada de você desde ontem. O que está acontecendo ai?"

Jake novamente. Excluir.

"Sério, Bella. Sabe quando foi a última vez que eu passei 24 horas sem ouvir você, sua cadela? Me liga, porra. Isso não está certo."

Excluir.

"Que inferno, você ainda está viva, não está? Não morreu por abraços?"

Excluir.

"Merda, ela ainda está viva, certo? Por favor, me diga que você não matou a cadela e está tentando esconder o corpo agora, porque eu ficaria com ciúmes por não ter sido convidado para me divertir."

Eu abri um sorriso quando apaguei o último, balançando a cabeça. Eu ainda não tinha ouvido o meu telefone tocando, aparentemente o serviço na área em torno da casa de Charlie era tão superficial que as chamadas estavam indo direto para o correio de voz. Era segunda-feira e só um pouco depois das duas da tarde, mas estava escuro do lado de fora e as tempestades continuavam a cair.

Peguei o telefone sem fio de Charlie e disquei o número de Jake, fazendo uma nota mental para pagar Charlie pelas tarifas de longa distância. Só tocou uma vez antes da linha ser atendida. "Quem é?"

"Sou eu", eu disse. "Eu estou ligando de um número fixo, porque não tenho sinal no meu celular."

"Número fixo?" Eu podia imaginar a sua careta. "Quem ainda tem um número fixo?"

"Um monte de gente."

"Ninguém que eu conheça."

"Isso é porque você só conhece esnobes e prostitutas, Jake."

"Eu conheço você", disse ele. "E o que isso diz sobre você?"

"Diz que eu deveria encontrar um amigo com um gosto melhor."

"Não havia nada de errado com o meu gosto até que eu conheci você, Bella", ele respondeu. "Você é o cheeseburguer duplo de 0,99 centavos no meu mundo de caviar".

"Ugh, eu prefiro fast food a ovas de peixe em qualquer dia."

"Eu sei que você prefere", ele disse: "E como você acha que seus leitores reagiriam ao saber que sua crítica gastronômica reverenciada - a cadela mais exigente de Seattle - secretamente ama Burger King"

"Eu acho que da mesma forma que seus leitores se sentiriam se descobrissem que Verdade Seja Dita é escrita por um homem de 30 anos, cronicamente solteiro, super gay."

Ele riu alto. "Touché. Que tal eu não dizer, se você não contar?"

"Combinado".

"Então, me diga", disse ele. "Você ainda não destruiu o vilão e salvou a donzela em perigo?"

"Engraçado," eu murmurei, balançando a cabeça. "Mas não, nada ainda. Eu ainda nem sei por onde começar."

Ele suspirou dramaticamente ao telefone. "Você tem o que, três semanas?"

"Dezenove dias para ser exata."

"Dezenove dias e você ainda não tem nenhum plano?" perguntou ele com incredulidade. "Você quer que eu desenhe um diagrama pra você?"

"Sim".

Ele riu, mas antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, houve um barulho em sua extremidade, uma voz masculina o chamando, vagamente familiar.

"Quem está aí, Jake?" Eu perguntei.

"Ninguém."

"Espere, não é aquele cara de novo? Aquele do Vito Stella?"

"Cuide da sua vida, Bella."

"Não me diga!" Eu disse, rindo. "É ele?"

"Você não deveria estar preocupada com a sua própria vida amorosa agora?"

"Ah, vamos lá! Você o persuadiu a voltar ao seu apartamento novamente?"

"Não", ele disse com naturalidade. "Eu o persuadi para o seu apartamento dessa vez."

Engoli em seco, a linha caiu antes que eu pudesse encontrar as palavras para responder. Eu disquei o número dele de novo, mas foi direto para a caixa postal.

Eu gemi quando buzinou. "Se você tocar na minha cama, você está morto, Jake. Você está me ouvindo? Morto".

...

Peguei o velho diário de uma década da prateleira do quarto e me sentei na cama, a caneta na mão. Abri-o e folheei as páginas cheias de rabiscos sobre Deus sabe o que, parando na primeira página em branco.

"Coisas que eu sei sobre Tanya", escrevi no topo.

1. Ela provavelmente não sabe cozinhar

Eu balancei minha cabeça. Até mesmo Charlie sabia a diferença entre uma peneira e um ralador de queijo e ele definitivamente não sabia cozinhar.

2. Ela não gosta de álcool

Algo estava muito errado com ela nesse ponto, isso era certo.

3. Ela rouba sapatos

Sim, eu ainda estava amarga sobre isso, mesmo que eu não gostasse deles.

4. Ela pode andar realmente de saltos altos

Se eu já não desgostasse dela, isso por si só seria motivo suficiente. Como as mulheres fazem isso?

5. Ela está sempre animada

Não era normal. Ninguém era feliz assim o tempo todo.

6. Ela é jovem

Ela provavelmente ainda precisava de rodinhas para andar de bicicleta.

7. Ela é linda

Eu queria empurrar alguma feiúra nela. Aposto que ela nunca passou por uma fase estranha como as que eu passei na época da escola.

8. Ela é chata*

Provavelmente, literalmente, também. Ugh, nojento.

*No inglês "She sucks", que também significa "Ela chupa", no literal. Ugh...

Frustrada, eu joguei a caneta para baixo e deitei-me na cama, já sem coisas para escrever. Isso não estava ajudando, de qualquer maneira. Como eu poderia fazer Edward ver o outro lado dessa mulher, quando eu sabia muito perto de nada sobre ela?

Eu teria que aprender mais - era a única maneira. Mas isso significava que eu teria que passar um tempo com ela, o que não era algo que eu particularmente queria fazer. E se ela apenas me incomodasse? E se ela me fizesse mal? Pior ainda, e se eu realmente começasse a gostar dela?

Depois de um momento meu telefone soou e eu me sentei, agarrando-o da prateleira onde estava. Havia uma nova mensagem de texto e a abri, vendo que era de Angela.

Enviei-lhe uma agenda. Verifique o seu e-mail.

Levantei-me e me estiquei, colocando o diário em cima da mesa e deslizando meu celular no meu bolso antes de ir lá para baixo. Eu hesitei na porta da frente, olhando para a tarde escura. Chovia e havia um nevoeiro persistente no ar que tornava difícil ver algo mais do que um pé de distância. Eu considerei procurar um guarda-chuva, ou talvez um dos casacos de chuva de Charlie, mas decidi contra depois de um momento e simplesmente sai correndo para o quintal. A chuva se atirou em mim enquanto eu corria para a casa dos Cullen e eu bati numa poça de lama, escorregando e quase caindo, mas consegui me recuperar antes de cair de cara no chão.

Até o momento que eu percorri os poucos metros até o alpendre deles, eu estava encharcada da cabeça aos pés, a água pingando do meu cabelo. Minhas roupas de repente pareciam pesar uma tonelada, o jeans estava desconfortável e a camisa se agarrava a mim.

"Foda-se Charlie, seu homem das cavernas, por viver no século XIX," eu murmurei, abrindo a porta da frente sem bater. Eu a fechei atrás de mim antes de andar em direção a sala, meus sapatos rangendo no piso de madeira a cada passo que eu dava.

Virando a esquina, eu bati em algo e gritei, espantada quando ouvi a voz de Edward. "Caramba, você está molhada", disse ele, segurando seus braços para me manter à distância. Olhei para baixo e vi uma mancha molhada a todo o comprimento de sua camisa branca de botão e sorri, percebendo o que eu tinha feito.

"Você está molhado agora, também," eu apontei para ele.

"Sim, bem, você está molhada", ele respondeu.

"Eu sei, eu deixei você molhado."

"Então? Eu posso deixar você molhada também."

Minha testa franziu quando aquelas palavras me bateram e Edward ficou tenso, parecendo entender o que diabos ele tinha acabado de dizer. Olhamos um para o outro por um momento, sem dizer uma palavra, até que nós dois caímos na gargalhada ao mesmo tempo.

"Deus, você ainda é um pervertido."

"Eu não posso evitar", disse ele, encolhendo os ombros. "É algo que vem de dentro."

"Sim, bem, você deve observar o que diz por aí," eu disse. "Eu não estou tão certa que sua, uh... você sabe... Eu não sei se ela é o tipo de garota que gosta dessas piadas."

"Sim, ela não gosta", ele admitiu.

Eu fiz uma nota mental - número nove, - a cadela bronzeada não suportava uma piada.

"De qualquer forma, você precisa de algo?", perguntou ele. "Ou você está aqui para nos roubar? Porque se assim for, você é uma ladra de merda. Você faz muito barulho."

"Eu só estou aqui para roubar um pouco da internet," eu disse. "Eu preciso ver o meu e-mail."

"Oh, você pode usar o computador no meu quarto antigo... se você quiser", disse ele.

"Está bem", eu respondi, seguindo-o para o andar de cima. Assim que entramos no quarto, ele ligou o velho desktop, e vi com surpresa ele iniciar. "Eu não posso acreditar que ele ainda realmente funciona. Essa coisa atravessou o inferno e voltou."

"Eu sei, é um milagre", disse ele, batendo no topo do monitor. "Não importa o que eu faça com ele, ele nunca desistiu de mim. Meio que me lembra você, Swan."

Eu ri. "É bom saber que eu sou tão confiável quanto um Hewlett Packard modelo 1998."

"Eu costumava dizer que você era tão confiável quanto o meu carro", disse ele, sorrindo. "Lembra-se disso?"

Eu balancei a cabeça. Edward tinha ganhado um Chevy Camaro preto no seu décimo sexto aniversário. Era um modelo mais antigo - um carro de entrada, como seu pai chamou - mas funcionava sem problemas. Ele cuidou do carro e ele sobreviveu a muitas viagens nos últimos anos em Forks.

"O que aconteceu com o Camaro?" Eu perguntei, curiosa. Em todos os anos que conversamos, ele nunca mencionou que o tinha trocado. Eu não tinha o visto lá, no entanto. Além do carro de Esme e o de Carlisle, tudo o que estava na garagem era um pequeno Volvo prateado.

"Está em um depósito no leste", respondeu ele. "Eu não pude suportar me desfazer dele, mesmo depois de comprar um carro novo no mês passado."

Depósito.

"Eu sou tão confiável como algo que se aposentou, quando você trocou para um modelo mais novo", eu murmurei. As semelhanças não foram perdidas por mim. "Legal".

Ele me deu um soco de brincadeira no braço. "Eu ainda o tenho. Isso não conta? Além disso, eu ainda o usaria se eu soubesse que ele não iria ficar no prego".

"Então o que você está realmente dizendo é que você não está tão certo de que ele é confiável, afinal de contas? Isso só fica melhor e melhor, Edward."

Ele riu. "Cale a boca, Swan, e verifique o seu e-mail. Vou pegar algo para beber. Quer alguma coisa?"

"Uh, sim, com certeza", eu respondi. "Eu tomo o que você tomar."

Ele saiu e eu relutantemente abri o Internet Explorer, indo direto para o meu e-mail. Entrei e gemi... eu tinha cerca de uma centena de novas mensagens.

Eu passei por aquelas que eram respostas aos meus comentários, sem paciência para lidar com as pessoas, e abri o mais recente de Angela. Havia nomes e endereços de alguns restaurantes em Port Angeles, um cronograma de quando visitá-los nas próximas semanas e, como ela queria que fossem as revisões. Com o primeiro eu já estava familiarizada - Bella Italia.

Eu estava prestes a fechar o navegador quando uma nova mensagem apareceu de Jake, a linha de assunto em branco. Abri e bufei com o riso quando vi que era outro desenho do Microsoft Paint. 'Diagrama' estava escrito na parte superior, e era uma imagem de um boneco vermelho, literalmente em chamas. Ao lado dele estava um boneco de cabelos castanhos segurando um isqueiro atrás das costas, e uma figura masculina estava no fundo, carregando um extintor de incêndio.

Oh, se você soubesse, Jake...

"O que é isso?"

A voz de Edward me enviou a um breve pânico, e rapidamente fechei o navegador antes que ele pudesse ver. "Nada", eu respondi.

"Você não está olhando pornografia em desenho animado, não é? Essa merda é nojenta, Swan."

Revirei os olhos. "Claro que não. Se bem me lembro, você é o único que olhava pornografia nesta coisa. Eu não posso contar quantas vezes eu entrei e vi."

Ele riu. "Você sempre teve um timing perfeito, no entanto. Você invadia o local só depois que eu tinha terminado."

"Graças a Deus por isso", eu disse. "Eu já tinha sido muito traumatizada".

"Oh, não teria sido tão ruim assim", disse ele, torcendo a parte superior de uma cerveja e a entregando a mim. "Mas, novamente, eu provavelmente não teria parado, por isso poderia ter sido um pouco estranho."

"Estranho? Esse é o eufemismo do século", disse eu, tomando a bebida antes de perceber que era cerveja. "Obrigado, aliás."

"Tudo bem".

"Tem certeza que você quer beber?" Eu perguntei, vendo como ele tomou um longo gole de sua garrafa. Era uma Rolling Rock, do tipo que eu sabia que seu pai bebia. Roubamos muitas delas da geladeira no andar térreo no nosso último verão em Forks.

"Eu sou um homem crescido," Edward respondeu. "Eu posso beber uma cerveja, se eu quiser beber uma cerveja."

"Se você disser que sim", eu disse, tomando um gole da minha e levantando-me da cadeira. "Então, onde está todo mundo, afinal? Está tranquilo aqui."

"Papai está no trabalho. Mamãe como de costume está com Tanya fazendo coisas do casamento."

"Que tipo de coisas?"

"O inferno se eu sei", ele respondeu. "Elas falam, eu aceno com a cabeça. Elas falam sobre o casamento e eu viajo".

"Você não parece muito entusiasmado."

"Você sabe que essas merdas não são realmente importantes para mim", disse ele. "Nunca foram."

"Sim, eu sei", respondi, "mas ela é?"

Nenhuma resposta.

Ele tomou um gole de sua cerveja quando caminhou, sentando-se na cadeira que eu tinha acabado de desocupar. Ela estava molhada, mas ele não reclamou, embora ele claramente tenha notado. "Você quer algumas roupas secas, Swan?"

"Não, obrigado", eu respondi, olhando para as lembranças ainda presentes ao redor do quarto. Olhei para as dezenas de canhotos de ingressos fixadas a um painel, a maioria deles tinham perdido a cor. Havia alguns das bandas favoritas de Edward, e eu sorri quando vi um plissado no canto. As palavras eram pouco legíveis, mas eu podia vagamente distinguir NSYNC escrito na parte superior.

"Você realmente guardou?" Eu perguntei, surpresa.

"É claro que eu guardei", disse ele. "Eu fui, não foi?"

"Sim", eu disse, rindo. "Sim, você foi."

...

"If you wanna fly, come and take a ride, take a space ride with the cowboy, baby", eu cantava em voz alta, a emoção correndo através de mim. "Por-yi-yi-yippie-yi-yay-yippie-yi-yo-yippie-yi-yo !"

"Essa é a música mais ridícula de todos os tempos, Swan," Edward disse, pressionando o botão 'próximo' no CD player em seu carro. A música parou abruptamente, mas continuei cantando até a próxima começar.

"Oh!" Eu gritei quando 'Just Got Paid' começou. "Just got paid, Friday night; Party hoppin', feelin right; Booties shakin', all around; Pump that jam, while I'm gettin' down!"

Ele gemeu. "Me corrijo. Essa é a música mais ridícula de todos os tempos."

"Você está errado", eu disse, revirando os olhos. "Ice, Ice Baby é a pior."

"Ou aquela música do Devo," ele respondeu. "Eu não posso suportar isso."

"Du-nu-nu-nu-nu, você deve chicoteá-lo", eu cantei, rindo. "Oh! Que tal Ace of Base? I Saw the Sign!"

Edward gemeu. "Por favor, não cante essa merda", disse ele. "Essa música, ou aquela outra que eles têm... como se chama? She Wants a Baby?"

"All That She Wants".

"Sim, é isso. Ridícula pra porra."

"E a Rico Suave? Definitivamente é um clássico!"

Ele sorriu, balançando a cabeça. "Sim, mas Rico Suave não tem nada a ver com Space Cowboys".

"Oh, pare de ser tão deprimente. Isso é emocionante!" Eu disse. "Eu não posso acreditar que estamos realmente a caminho de ver a banda ao vivo!"

Ele balançou a cabeça furiosamente. "Não se atreva a chamá-los de banda, Swan. Isso é um insulto a todos os músicos que pegam seus instrumentos para tocar suas próprias canções. Eles são um grupo – Um grupo de bundões dublando uma música, só – isso não é uma banda".

Revirei os olhos. "Tudo bem, o grupo. Eu não posso acreditar que estamos no caminho para ver o grupo."

"Sim, estamos, então por que nós temos que ouvi-los agora?" , perguntou ele. "Você não vai ficar cheia deles mais tarde?"

"Não", eu disse. "Você nunca pode ter o suficiente de NSYNC, Edward."

Ele balançou a cabeça, mas não disse nada. Eu cantei o resto do caminho, até que o CD mais uma vez chegar ao fim.

Minha adrenalina estava surgindo no momento em que chegamos ao estádio, meu coração batia forte no meu peito. Foi levando tudo em mim para manter a calma, quando eu realmente só queria gritar o mais alto que eu pudesse.

Edward estava quieto enquanto tomamos nossos lugares, parecendo quase horrorizado. Seus olhos percorreram a multidão enorme de fãs, o corpo tenso. Uma menina de alguns assentos de distância de nós gritou em voz alta, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto antes do NSYNC chegar até o palco.

"Por favor, me diga que você não vai agir assim, Swan", disse ele, apontando para ela. "Eu não acho que eu poderia lidar com isso."

Eu ri. "Eu não sou tão louca."

"Que bom", disse ele. "A última vez que eu vi um guincho de uma garota desse jeito foi quando eu e a Jessica..."

"Oh Deus, Edward. Cale a boca!" Eu disse, empurrando-o antes que ele pudesse terminar. "Eu não quero ouvir sobre isso."

"Sobre o quê?"

"Sobre os seus, você sabe, encontros sexuais".

Ele riu. "Porque a sua mente fica na sarjeta, Swan?"

"Talvez porque eu saiba que a sua vive nela."

"Bem, não desta vez", disse ele. "Eu ia dizer quando nós terminamos."

Eu me senti estúpida por tirar conclusões precipitadas, mas o meu constrangimento foi esquecido rapidamente quando a música começou. A torcida vibrava, o ar encheu de gritos quando o show começou com um estrondo.

Literalmente.

A pirotecnia saiu, barulhos rasgando o estádio e me pegando de surpresa, porque estávamos muito perto do palco. Eu gritei, imediatamente me jogando na direção de Edward, e ele passou os braços protetoramente em torno de mim quando ele riu. "Medo?" perguntou ele, inclinando-se para sussurrar no meu ouvido para que eu ouvisse. Eu tremia da sensação de sua respiração contra a minha pele, o cheiro de seu perfume me envolvendo em seus braços.

"Eu estou bem", eu sussurrei de volta, mas eu sabia que ele não tinha me ouvido. Ele já tinha começado a me soltar quando o NSYNC subiu ao palco.

O concerto foi um vendaval, e Justin Timberlake estava tão perto que eu podia praticamente ver o suor brilhando em sua pele. Eu cantava no topo dos meus pulmões, pulando e gritando junto com todos os outros. Durante a parte do show onde eles reduziam a velocidade, Justin caminhou em direção à nossa área e agachou-se, estendendo sua mão enquanto ele cantava junto com 'Drive Me Crazy'. Meninas tentaram empurrar por mim, mas Edward as bloqueou, empurrando-me na frente dele. Cheguei em direção ao palco, minhas pernas como geléia e o coração acelerado descontroladamente quando Justin tocou minha mão, apertando meus dedos suavemente. Olhei para ele, completamente atordoada quando ele piscou antes de passar para outra pessoa.

Justin-Timberlake piscou. Para mim.

Eu tinha morrido e ido para o céu.

Eu estava em um estado de estupor o resto do concerto, tremendo e gritando as letras como se minha vida dependesse de cada palavra. Eu virei a menina louca alguns assentos para baixo, mas eu não poderia me importar menos.

No momento em que começou a desacelerar eu estava exausta, com as pernas doloridas e a garganta rouca. Eu divagava animadamente quando começamos a sair do estádio e Edward hesitou, antes de pegar no meu braço e me puxar em direção às lojas. "Você tem que comer alguma coisa, Swan", ele insistiu. "Você não pode deixar um concerto sem ter que comprar uma camisa."

"Eu estou lisa", eu disse quando paramos na frente de um vendedor. "Você sabe disso."

Ele apontou para uma camisa preta pendurada e tirou algum dinheiro. "Eu pago."

"Você não tem que fazer isso", eu disse quando ele me entregou.

"Eu sei. Eu quero", ele respondeu. "É G por isso vai ficar grande em você, mas elas tem que ficar assim."

Sorri - Eu queria beijá-lo por dizer isso.

Deus, como eu queria beijá-lo...

Atirei-me para ele, envolvendo meus braços em torno dele em um abraço. "Você é o melhor amigo que eu poderia pedir", eu disse, sentindo lágrimas nos meus olhos. Eu tentei lutar com elas, não querendo chorar e assustá-lo mais do que ele já deveria estar. "Esta foi a melhor noite da minha vida!"

"Não foi nada", ele respondeu, rindo enquanto ele me abraçou de volta. Eu o soltei depois de um momento e me afastei, vendo que ele estava me dando um olhar peculiar. Ele parecia confuso, como se eu fosse um enigma complexo e ele estava procurando a solução. Era como se eu fosse uma estranha, como se eu fosse alguém que ele estava vendo pela primeira vez.

Isso me deixou nervosa.

"O quê?" Eu perguntei.

"Nada", disse ele, sacudindo a cabeça. "É muito bom vê-la tão feliz."

"Eu estou sempre feliz, Edward."

"Não, você não está", disse ele. "Esta é a primeira vez que eu te vi desse jeito. Normalmente você é assim, eu não sei... você está apenas lá. Mas agora, bem... você meio que brilha."

Meu sorriso cresceu enquanto eu sentia-me corar. "Eu brilho?"

Ele acenou com a cabeça. "Como um anjo".

Olhamos um para o outro por um momento em silêncio total, quando aquelas palavras pairavam no ar entre nós. As pessoas corriam, ainda gritando, mas era como se estivéssemos em nossa própria bolha onde o mundo de repente parou. O tempo parou, nada mais importava. Nada existia mais, somente nós.

O olhar de Edward era intenso, mas não desconfortável. Quase como se estivesse em câmera lenta, ele lambeu os lábios e se inclinou um pouco para mim. As borboletas no meu estômago aumentaram, meu coração pulou uma batida quando eu percebi o que ele estava fazendo. Ele ia me beijar. A mim.

E desta vez ele estava completamente sóbrio.

Fechei os olhos, esperando ansiosamente os lábios que nunca me chegaram. Em vez disso o seu corpo colidiu com o meu e eu quase cai, meus olhos abrindo rapidamente quando ele agarrou meus braços para me manter em pé.

"Babaca", ele murmurou, virando-se para olhar para alguém que estava se afastando de nós. "Ele me empurrou."

Meu coração se afundou. Que sorte a minha.

Edward se virou para mim e sorriu, a intensidade foi substituída pela sua simpatia habitual. Eu me perguntava se talvez eu apenas imaginei aquilo. Tinha sido mesmo real?

"Isso foi meio brega, não foi?", ele perguntou, rindo. "Um anjo?"

Eu sorri tristemente. "Talvez um pouco."

Ele atirou o braço por cima do meu ombro, suspirando, e nós dois começamos a ir em direção ao estacionamento. "Obrigado novamente por ter vindo comigo", eu disse. "Estou feliz que você conseguiu sobreviver ao NSYNC."

"Eh, eles não são tão ruins", ele admitiu. "Não tão ruins como as Spice Girls, de qualquer maneira."

...

"Então você está livre amanhã?" Eu perguntei, drenando o resto da cerveja antes de colocar a garrafa vazia sobre a mesa ao lado de Edward.

"Ah, sim", respondeu ele. "Eu acho que sim, de qualquer maneira. Por quê?"

"Só pra saber. Vou a Port Angeles fazer um trabalho. Tenho de escrever algumas revisões enquanto eu estou aqui e minha chefa quer que eu comece com o Bella Italia".

"Bella Italia", disse ele, rindo. "Não vamos lá há anos. Você está me convidando para ir junto?"

"Você quer ir?"

"Depende. Você está pagando?" Revirei os olhos e ele riu. "Brincadeira, Swan. Eu adoraria vê-la em ação."

"Tudo o que eu vou fazer é comer."

"Você é divertida quando come", disse ele. "Você cantarola".

"Eu cantarolo?"

Ele riu. "Sim. Eu poderia sempre dizer quando você gostava da comida, porque você geme e murmura, quase como se estivesse fazendo amor com ela."

Meus olhos se arregalaram quando meu rosto ficou quente. "Você está brincando? Ninguém nunca me disse isso antes."

"Talvez eles simplesmente não prestem atenção o suficiente", respondeu ele, encolhendo os ombros. "Você sabe, nós comemos tanto no Bella Italia que eu provavelmente posso fazer uma revisão cegamente."

"Eu não acho que meus leitores gostariam de receber um comentário com base no conhecimento de uma década atrás, Edward."

Ele sorriu, olhando para mim do outro lado da sala. "Seus leitores", disse ele, me repetindo. "É uma viagem ouvir você dizer isso. Eu sempre soube que você iria fazer algo legal, você sabe."

"Pfft, o que eu faço não é nada comparado a você", eu disse. "Eu salvo as pessoas de uma refeição de baixa qualidade. Você salva suas vidas."

Não escapou de meu conhecimento que o seu sorriso caiu um pouco quando eu falei, mas antes que eu pudesse perguntar a ele o porquê houve um barulho lá embaixo. A voz de Tanya chamou, o tom dela como unhas em um quadro-negro. Edward e eu nos viramos para a porta, quando seus calcanhares clicaram contra as escadas, rumo a nós.

Ela entrou no quarto e hesitou um pouco quando me viu. "Oh, Olá. Eu não sabia que você estava aqui!" ela disse, seus olhos me checando. "E você está encharcada!"

"Sim, estava chovendo quando eu corri para cá", disse, notando que não havia uma única gota de água sobre ela. Ela estava com um vestido azul, parecendo tão perfeita como todas as outras vezes que a vi. "Mas eu acho que não está mais."

"Não", respondeu ela. "Graças a Deus, também. É sempre tão nublado por aqui?"

"Sim", Edward e eu dissemos ao mesmo tempo.

"Leva algum tempo para se acostumar", disse ele. "Eu quase esqueci o quanto chovia por aqui."

"Eu não", eu disse. "Eu ainda lido com isso todos os dias."

"Bem, é muito deprimente", disse Tanya. "Mas, por outro lado, as flores recebem uma abundância de água, de modo que isso é bom."

"Sim, talvez", eu disse quando ela olhou para mim com expectativa, como se eu realmente tivesse que saber sobre isso. "Eu realmente não sou uma menina de flores."

"Ah, todas as meninas gostam de flores", disse ela, desdenhando.

"Não a Swan," Edward disse.

"Sim, até mesmo ela," Tanya insistiu. "Nós todas nos transformamos em uma grande pilha de geléia quando um cara nos dá flores."

Edward riu secamente para si mesmo e eu balancei minha cabeça, mas Tanya nos ignorou e apenas continuou a falar. "Falando de flores, Edward, sua mãe e eu olhamos alguns floristas diferentes hoje. Eu estava pensando em usar rosas no casamento, porque você sabe que são minhas favoritas, mas sua mãe sugeriu lírios. Eu achei que poderia funcionar, mas quando chegamos ao último florista vi que ele tinha uma grande seleção de..."

Eu podia ver Edward fisicamente saindo de seu corpo enquanto ela falava e, provavelmente, teria rido se não fosse tão triste. Eu não entendia - por que ele estava com ela? O que ele via nela para fazê-lo decidir que ela era o que ele queria pelo resto da sua vida?

Tanya não pareceu notar que ele não estava na conversa e continuou a recitar as opções de flores. "Então o que você acha?" ela perguntou finalmente.

Edward encolheu os ombros. "Eu acho que o que você escolher vai ficar bem."

Ela sorriu radiante e praticamente o ignorou, inclinando-se para beijá-lo rapidamente nos lábios. "Ugh, você tem gosto de cerveja", disse ela, afastando-se. Ela olhou para mim, seus olhos vagando para as duas garrafas de cerveja vazias sobre a mesa. "Não é um pouco cedo para beber?"

"Não", Edward e eu falamos ao mesmo tempo novamente.

Tanya olhou entre nós brevemente quando rimos, não parecendo encontrar o humor nisso como nós. "Ok, então", disse ela. "De qualquer forma, acho que devemos ir ao florista amanhã."

A testa de Edward franziu. "Vocês já não foram?"

"Sim, mas eu não consegui decidir nada", ela respondeu. "Eu sei o que eu quero agora."

"Oh, bem, amanhã não é um dia muito bom", disse Edward. "A Swan tem que ir a Port Angeles a um restaurante e eu meio que queria ficar lá durante um as suas, uh... reuniões? Seus compromissos?" Ele olhou para mim, com a testa franzida. "Conquistas? Que diabos você as chama?"

Eu dei de ombros. "Trabalho".

"Seu trabalho", Edward repetiu, olhando para Tanya. "Um de seus trabalhos."

Eu esperava que ela se opusesse, insistisse que ele não fosse, mas ela apenas sorriu. Sorriu.

Por que ela estava sempre sorrindo, porra?

"Ok, então. A florista pode esperar até depois", disse ela. "Vai ser divertido passar um tempo com a Isabella! E ela pode me ajudar a escolher as flores quando terminarmos!"

Ela me abraçou com entusiasmo antes de sair do quarto e eu tencionei quando as palavras me bateram.

Espere... o quê?

...

"Mesa para três", disse à recepcionista logo que entramos no Bella Italia. Ela assentiu com a cabeça e pegou três menus, levando-nos a uma mesa em direção aos fundos. Eu escorreguei na primeira cadeira, enquanto Tanya e Edward se sentaram na minha frente.

Tanya estava usando seu look registrado - um pequeno vestido brilhante - enquanto Edward parecia, bem, maduro mais uma vez. Sua camisa azul bebê de manga comprida até parecia que poderia ter vindo diretamente do armário de seu pai, e combinava com as calças cáqui e o sapato marrom. Ele estava quente, mas eu não quis dizer quente de lindo de morrer. Eu quis dizer que ele literalmente parecia com calor, como se ele fosse cair desmaiado a qualquer momento.

"Você percebe que é verão, né?" Eu perguntei.

Ele sorriu. "É, mas obrigado por me lembrar."

"A qualquer hora", eu respondi. "Eu odiaria ver você suar até a morte, especialmente agora. Eu nunca conseguiria comer se você morresse, e eu estou morrendo de fome."

Ele riu. "Você sempre teve suas prioridades, Swan."

A garçonete se aproximou quando escolhemos, um bloco de notas na mão. "O que eu posso servir a vocês para beber?"

"Algo com álcool", Edward disse rapidamente.

Eu ri. "Eu só vou tomar uma Coca-Cola."

"Uma cerveja," Edward disse. "Heineken, se tiver."

A garçonete assentiu com a cabeça, olhando para Tanya. "Água está bem", disse ela. "Com gelo extra com uma pitada de limão, por favor."

Eu balancei minha cabeça. Ela pediu uma água especial.

A garçonete saiu para pegar nossas bebidas e abrimos os nossos menus, nós três ainda pesquisamos, quando ela voltou um momento depois. "Vocês estão prontos para pedir ou precisam de alguns minutos?"

"Eu estou pronto", Edward disse, fechando seu menu. "Eu quero o Cioppino e a Lula."

Olhei para ele com surpresa - era o que ele sempre costumava pedir. Anos podem ter passado, e ele poderia parecer um pouco diferente em suas roupas respeitáveis, mas ele ainda era o mesmo Edward, sem dúvida. "Eu vou querer a Berinjela a Parmigiana e a Bruschetta", eu disse. "Oh, e uma pequena Pizza Dimare".

A garçonete me deu um olhar estranho, eu assumo que foi porque eu pedi mais de uma refeição, mas ela não disse nada sobre isso. "Uh, e para você?", perguntou ela, virando-se para Tanya.

Tanya olhou para o menu em silêncio por um momento. "Apenas uma salada Caesar", disse ela finalmente.

A garçonete levou nossos menus e começou a se afastar, mas hesitou, depois de alguns passos quando Tanya falou. "Então, como é ser uma crítica de comida?"

"Uh..." Eu comecei, olhando para a garçonete. Ela me deu um olhar confuso quando algo brilhou nos olhos dela, e ela se virou, correndo em direção à cozinha.

Disfarce descoberto. Angela ia ficar puta.

"É bom", eu respondi após um momento. "Isso combina as minhas duas coisas favoritas: Escrever e comer. Não fica muito melhor do que isso."

"Eu aposto", disse ela. "Mas como no mundo você fica tão magra comendo tanta comida?"

Olhei para ela com o choque, quase engasgando com minha bebida. "Você está me perguntando como eu fico magra?"

Ela assentiu com a cabeça. "Eu seria tão grande como uma casa se eu tivesse um trabalho que exigisse que eu comesse muito! Mal posso manter meu peso agora."

"Uh, sim. Eu não sei", eu disse, encolhendo os ombros. "Eu realmente não como muito, eu acho. Eu só provo um monte de coisas diferentes."

"Parece divertido", disse ela. "Você tem sorte de ser capaz de fazer algo que você ama, como Edward faz."

Edward suspirou com frustração e eu olhei para ele rapidamente, confusa, antes de voltar para Tanya. "Então o que você faz? Eu não acho que eu ouvi ainda."

"Oh, eu estava na faculdade quando Edward e eu nos conhecemos. Eu tinha acabado de completar meu primeiro ano."

"Ah, é? Qual é o seu curso?"

"Era teatro", disse ela. "Eu queria ser uma atriz".

Uma atriz. Eu gostaria de poder dizer que fiquei surpresa, mas eu não estava.

"Era?" Eu perguntei. "Não é mais agora?"

Ela balançou a cabeça. "Eu decidi não voltar."

Olhei para ela com o choque. "Você está abandonando a faculdade no seu último ano? Por que você faria isso?"

"Por que não?", perguntou ela. "As coisas mudam. Não era para mim."

Sua resposta não fez absolutamente nenhum sentido para mim, e, pior ainda, Edward não reagiu. Ele não parecia chateado com o fato de que a mulher que ele deveria se casar em menos de três semanas tinha desistido e abandonado a faculdade por ele. Depois do quanto ele costumava me forçar a fazer algo com a minha vida, a sua falta de reação me deixou pasma.

Ele estava cego de amor?

O pensamento trouxe de volta memórias de Jake e o que ele me disse antes de eu sair de Seattle. "O amor pode fazer você cego, mas o resto de nós ainda podem ver." Era verdade. Eu podia ver, e o que eu via era que ela estava se transformando Edward em alguém que ele não era, alguém que eu sabia que ele nunca quis ser.

Ele estava se tornando o Edward dela, mas eu não iria aceitar isso. Não havia nada de errado com o meu Edward, e eu me recusava a deixá-lo desaparecer completamente.

A garçonete chegou com a nossa comida imediatamente, bem quente e perfeitamente decorada. Não escapou do meu conhecimento que as porções eram maiores do que o que eu estava acostumada, e uma garrafa de seu vinho mais caro acabou vindo com ela. Era a razão exata pela qual fazíamos todo o possível para garantir que a crítica fosse feita em segredo - uma vez que a equipe descobrisse, toda a crítica tornava-se distorcida. Era como se alguém ligasse para dizer que estava vindo e, em vez de realmente limpar, você o tornava apresentável, e só jogasse toda a sua merda em um armário e os deixasse ver o que você queria que eles vissem.

E o que o Bella Italia queria que eu visse era que eles eram rápidos e generosos, apontando para um comentário que dissesse o mesmo.

Mais uma vez, Angela ia ficar puta.

"Posso servir mais alguma coisa?" perguntou a garçonete, olhando para mim. "Qualquer coisa?"

Eu balancei minha cabeça. "Estamos bem, obrigado."

Ela afastou-se, mas não foi muito longe, decidindo permanecer na nossa área. Era óbvio para mim que ela estava pairando, mas eu tentei ignorá-la.

"Oh, nojento!" Tanya gritou inesperadamente. Edward e eu olhamos para ela, pegos de surpresa, e eu vi que ela tinha um olhar de horror em seu rosto. "Por que há peixinhos em cima da mesa?"

Eu sorri, divertida quando ela empurrou a tigela pequena de anchovas para longe dela com a ponta da unha, quase como se tivesse medo de sequer tocá-la.

"Eles vêm com a sua salada", eu disse.

"Ugh, por quê?" ela perguntou, parecendo quase em pânico sobre isso.

"No caso de você querer comê-los."

"Por que eu iria querer fazer isso?"

"Um monte de gente come anchovas," Edward disse.

"Bem, não eu", Tanya respondeu, balançando a cabeça. "Eu não quero nada com essas coisas. Leve-as para longe de mim. Elas estão olhando para mim!"

Suspirando, eu peguei a garrafa de vinho e me servi um copo enquanto Edward cobria a tigela de anchovas com um guardanapo para ela. Não havia nenhuma maneira de sobreviver a esse jantar sem beber. Eu estava certa disso agora.

Eu dei uma mordida da bruschetta e estava fresca e quentinha, a combinação perfeita de crocancia e suavidade. Edward riu de sua cadeira em frente a mim. "Deve estar bom."

Revirei os olhos, mas senti-me corar. "Está."

Ele balançou a cabeça e pegou a garrafa de ketchup, abrindo um espaço no prato. Ele derramou um pouco, cobrindo pelo menos um quarto do prato, e começando a mergulhar a lula nele.

"Você e seu ketchup", disse eu, chegando do outro lado da mesa e pegando um pedaço de lula de seu prato. Eu o coloquei na minha boca, sem ketchup, e não percebi o que tinha feito até que eu já estava mastigando. Edward não vacilou por eu estar comendo do seu prato, mas a partir do canto do meu olho eu pude ver Tanya me assistindo.

"O que é isso?", perguntou ela, estendendo a mão para pegar um pedaço para si mesma. Ela ergueu-o e examinou-o antes de dar uma pequena mordida no pedaço.

"Lula", Edward disse, passando mais ketchup antes de comê-lo.

"Sim, mas o que é lula?", ela perguntou, colocando o resto na boca. Ela começou a mastigar, sua expressão mudando para desgosto. Edward apenas sorriu para a sua pergunta, continuando a comer em silêncio.

"É lula," eu disse, tentando conter o riso quando ela olhou para mim com o choque, os olhos grandes como pires. Ela pegou um guardanapo da mesa e o cuspiu de volta para fora, antes de tomar a metade de seu copo de água.

"Ugh, isso é nojento!" disse ela. Eu só encolhi os ombros, estendendo a mão para pegar outro pedaço de lula, e Tanya estreitou os olhos enquanto ela olhava para nossos pratos. "Será que tudo o que tem aqui vêm com peixe?"

Olhei em volta, vendo a sopa de Edward cheia de frutos do mar e minha pizza coberta com a mesma coisa. "Sim", eu respondi. "Quer dizer, estamos no noroeste do Pacífico."

Tanya franziu o nariz, dando uma mordida em sua salada. Número dez na lista - ela obviamente não era uma fã de peixe.

Bingo.

"Então, você vai levar Tanya para La Push, enquanto vocês estiverem aqui?" Perguntei a Edward. "Uma viagem como as que você e eu costumávamos sempre fazer?"

Edward encolheu os ombros, mas eu pude ver que chamei a atenção de Tanya. "O que há em La Push?"

"É uma reserva, não muito longe daqui", Edward disse. "A Swan e eu costumávamos ir lá o tempo todo para acampar na Primeira Praia".

"Há uma praia?", perguntou ela. Eu balancei a cabeça e ela sorriu. "Eu adoraria ir! Nós temos que ir, Edward."

"Você tem certeza?" Edward perguntou. "Eu não sei se é realmente seu tipo de coisa."

"Por quê? Você disse que a Isabella sempre ia."

Eu me arrepiei quando ela disse meu nome e Edward suspirou. "Sim, bem, é mais a cara da Swan. Ela pode lidar com o improviso. Ela é dura como pregos."

Os olhos de Tanya se estreitaram, e pela primeira vez, eu realmente vi uma centelha de raiva. Nós obviamente tínhamos empurrado seus botões.

Ponto para mim.

"Eu sou durona", Tanya insistiu. "Se ela pode fazer isso, eu tenho certeza que posso, também."

Edward encolheu os ombros. "Se você disser que sim. Nós vamos, se você quiser ir."

"Ótimo!" ela disse, sorrindo mais uma vez. "Vai ser divertido!"

"Então, Tanya," eu comecei, imaginando que eu deveria continuar desde que eu estava em vantagem. "Você cozinha?"

Ela olhou-me apreensiva. "Sim, é claro."

"Você sabe, nós tínhamos uma tradição enquanto Edward e eu estávamos crescendo", disse. "A cada ano no nosso aniversário, nós fazíamos algo para o outro. Começamos a fazer isso quando éramos criança - Acho que fiz alguns biscoitos no meu Easy Bake Oven* no primeiro ano."

*É um forno para crianças que funciona de verdade. Quero um.

"Foi um bolo de chocolate, Swan," Edward interrompeu. "Eu disse pra você que gosto tinha."

"De merda?" Eu perguntei.

Ele sorriu. "Perto disso. Eu disse sujeira, já que eu tinha apenas seis anos na época e seu pai teria batido meus dentes por dizer merda. Eu comi, porém, porque você o fez e estava me olhando como um maldito falcão."

Eu balancei minha cabeça, rindo. "Você se lembra de tudo?"

Ele olhou por cima da sua comida. "Sim", disse ele, em tom sério.

Eu não me movi por um momento, ali sentada olhando para ele. Ele não disse mais nada, mas sua expressão falou muito. Ele claramente lembrava de tudo, e eu não tinha certeza se isso era bom ou ruim.

Tanya pigarreou. "Você estava dizendo?"

Eu desviei o olhar de Edward, suspirando. "Oh, sim. Que eu ia cozinhar no aniversário de Edward, para relembrar os velhos tempos, mas eu percebi que desde que você é a noiva dele, você pode fazer as honras da casa este ano."

Ela olhou para mim. "Sim, ótimo", disse ela. "Isso soa, uh, bom."

"Incrível", eu disse. "Eu ia fazer a comida favorita dele, já que é seu aniversário, mas eu tenho certeza que você pode lidar com isso. Isso não é um problema, certo?"

"Não, claro que não", respondeu ela, olhando para Edward com confusão, seus olhos passando por seu prato. Eu balancei a cabeça, voltando-me para a minha comida. Assim como eu suspeitava... ela não tinha idéia de qual era.

Dois pontos para mim.

Continuamos a comer, a conversa amigável. Tanya falou principalmente, mas sobre o que eu não tinha certeza. Acabei de comer a minha comida e dei algumas mordidas no prato de Edward enquanto a escutávamos e enquanto Tanya devorava sua salada e as fatias de pão de cortesia entre as palavras.

De alguma forma, durante a refeição, a garrafa de vinho magicamente evaporou. Eu a virei um pouco mais e apenas algumas gotas saíram, enchendo um dedo do meu copo. Edward agarrou-o antes que eu pudesse, girando a taça e engolindo tudo.

"Isso foi cruel", eu disse, apontando a garrafa vazia para ele. "Você roubou de mim. Ladrão!"

"Dormiu, perdeu", disse ele, sorrindo preguiçosamente. Ele estava claramente um pouco tonto, tendo bebido o copo de vinho que pediu enquanto estávamos comendo e me ajudando a terminar o meu em cima das cervejas que bebeu.

Estendi a mão e peguei a garrafa de Heineken, a virando e bebendo o que restava dela. Não tinha muito, só alguns goles no máximo, e estava quente e amarga.

Nojento, xôxa*.

*No original "backwash", que é aquela água que é jogada das embarcações depois de usada. Eca!

Coloquei a garrafa de volta com um baque quando ela estava vazia, tentando não fazer uma careta. "Eu nunca perco", eu declarei.

Ele riu. "Desde quando?"

"Desde que eu disse isso."

"E foi o que, cerca de dez segundos atrás?"

Revirei os olhos. "Por que você tem que ser tão técnico?"

Tanya suspirou e eu olhei para ela, de repente, percebendo que ela tinha ficado muito quieta. "Desculpe-me", disse ela, empurrando a cadeira para trás e levantando-se. "Eu preciso usar o banheiro feminino."

Ela pegou sua bolsa e saiu quando a garçonete veio, provavelmente, pela décima vez, certificando-se de que estava tudo bem. "Sim. Eu gostaria da conta agora, porém," eu disse.

Ela assentiu com a cabeça e afastou-se, voltando um segundo depois com ela. Edward tentou pegá-la, mas eu agarrei-a antes que ele pudesse. "Vamos lá, deixe-me pagar", disse ele.

"De jeito nenhum! Eu convidei você," eu disse, balançando a cabeça. "Além disso, eu serei reembolsada por isso, então, tecnicamente, o jornal está pagando."

Peguei a conta e olhei para ele - $91,16*. "Caramba, quando é que este lugar ficou tão caro?" Eu perguntei, puxando meu cartão de crédito.

*Cerca de R$200,00

"Sempre foi caro, Swan," Edward disse. "Esta é apenas a primeira vez que você paga."

"É verdade", eu respondi. Enquanto crescia nós sempre sobrevivemos com apenas a renda de Charlie, pois a minha mãe nunca pagou um centavo para ajudar a me criar. Edward, por outro lado, vinha de uma família bem de vida com uma bolada de mesada e um fundo fiduciário* para se garantir. Assim, sempre que nós dois saíamos, Edward sempre insistiu em pagar. Eu odiava isso, por me sentir tão dependente, mas nunca fui capaz de pagar nada. "Então, me diga uma coisa..."

*É o equivalente a poupança, mas o fundo fiduciário só pode ser usado após os 18 anos ou mais.

"Uh, no filme A Fantástica Fábrica de Chocolate eles usaram esquilos de verdade treinados ao vivo", disse ele.

Minha testa franziu. "O quê?"

Ele deu de ombros. "Você me disse para te dizer algo."

Revirei os olhos. Espertinho. "Eu nem me lembro de ter esquilos naquele filme, Edward."

"É o novo, aquele com o Johnny Depp", disse ele. "Agora você sabe".

"Bem, obrigado por me dizer", eu disse. "Nunca se pode saber muitos fatos sobre esquilos... eu acho."

"De nada", disse ele, rindo. "Mas o que você quer que eu te diga?"

Eu hesitei. "Ah, eu só ia perguntar se Tanya pode realmente cozinhar."

"Ah, bem, eu não posso te dizer isso, porque eu realmente não sei. Estamos tão ocupados que nós comemos fora a maior parte do tempo. E ela só se mudou para minha casa há três semanas", disse ele. "Eu certamente espero que ela possa, apesar de tudo. Acho que vamos descobrir."

Eu balancei minha cabeça. Eles só viviam juntos há três semanas. Ele estava sendo um idiota. Ele nem conhecia essa menina! "Sim, eu acho que nós vamos."

Eu paguei a conta e Edward permaneceu ao lado da mesa enquanto fui para o banheiro. No momento em que abri a porta, o som de alguém vomitando me bateu e eu congelei. O barulho estava vindo de um box onde eu podia ver um par de saltos pretos familiares... meus saltos pretos.

Bem, agora que sabia como ela ficava magra.

"Tanya, você está bem?" Eu perguntei, batendo suavemente na porta do box. Houve um ruído dentro, seguido pelo som da descarga. A porta se abriu e ela saiu, pegando uma toalha de papel para limpar a boca. Ela puxou um batom para fora e foi reaplicá-lo, sorrindo para mim no espelho.

"Eu estou bem", disse ela. "A comida só não me fez bem. Nada demais."

"Você tem certeza?" Eu perguntei. "Talvez devêssemos ir para casa se você não está se sentindo bem."

"De jeito nenhum. Já estou muito melhor", ela insistiu. "Não precisa se preocupar a Edward com isso."

Ela saiu e eu fiz uma careta. Isso estava ficando cada vez pior.

...

"Elas não são absolutamente magníficas?" Tanya perguntou animadamente, ligando o braço dela com o de Edward e aconchegando-se contra ele.

"Elas são legais", disse ele, encolhendo os ombros. "Elas são flores."

Tanya olhou para mim. "O que você acha, Isabella?"

"Bella", a corrigi pelo que parecia ser a quinquagésima vez. Ela era tão volúvel que não conseguia se lembrar? "E elas são, uh, bonitas."

"Quais você mais gosta?"

"Hum, as brancas?"

Ela riu. "Que brancas? Há tantas!"

Olhei em volta para as centenas de flores em todas as cores imagináveis, não tendo nenhuma idéia do que a maioria delas era chamada. "Que tal essa?" Eu perguntei, apontando para uma.

"Orquídeas? Elas são lindas", disse ela. "Eles ficariam lindas junto com..."

Ela listou algumas outras flores, mas eu não entendi nada. Eu só fiquei lá, ouvindo vagamente enquanto a minha mente vagava. Eu chamei a atenção de Edward depois de um momento, e ele sorriu suavemente.

"Senhorita Denali!" a florista disse, saindo da parte de trás. "É um prazer vê-la novamente! E este deve ser o noivo."

Edward sorriu educadamente e estendeu a mão. "Edward Cullen", disse ele, apresentando-se.

"Shelly Cope", disse a senhora. "É maravilhoso conhecê-lo. Vocês dois resolveram alguma coisa?"

Eu me senti como a terceira volante, desajeitadamente em pé lá sozinha enquanto eles faziam arranjos que eu esperava nunca ser realmente necessários. Eu quase me senti mal com isso, querendo dizer a florista que estava perdendo tempo, porque não havia nenhuma maneira no inferno que ele se casaria com aquela mulher.

Meu telefone tocou depois de um momento e todos se viraram para olhar para mim, a conversa deles chegando a um impasse. Pedi desculpas e me afastei, dando um suspiro de alívio quando vi que era Jake. Tanya e Shelly voltaram para a conversa, mas a atenção de Edward permaneceu em mim.

"Hey," eu disse, respondendo à chamada.

"Hey, Linda Bella", ele disse. "Como a Operação Roubar-o-Noivo está indo?"

Eu sorri. "Indo, eu acho. Nada aconteceu até agora."

"Você só tem 18 dias", disse ele. "O que está acontecendo?"

"Eu não sei", eu respondi. "Eu acho que estou um pouco confusa sobre tudo isso."

"Confusa? O que há para se confundir? O meu diagrama não foi bom o suficiente para você?"

Eu ri, andando para mais longe de Edward e Tanya no mar de flores. O perfume saindo delas fez meu nariz contrair. "Ficou maravilhoso, Jake, mas aquela parece ser a última opção a ser usada."

Ele suspirou dramaticamente. "Como você ousa duvidar do meu plano?"

"Bem, isso não é Quatro Casamentos e um Funeral", eu murmurei, sacudindo a cabeça. Eu não estava tentando machucar a garota... Eu só queria que ela fosse embora.

Para longe, muito longe.

"Será que você viu esse filme, Bella?", perguntou ele. "Ele tem um final feliz. A menina interrompe o casamento e fica com o cara".

"Sério?"

"Sim, é verdade", disse ele. "Se você assistiu algumas comédias românticas você sabe como isso acontece. Doce Lar, Uma Linda Mulher, O Diário de Bridget Jones, Amor a Segunda Vista... todos eles terminam com a menina ficando com o cara. Talvez você devesse assistir alguns desses, querida. Duas vezes. Você não quer que isso acabe como o Titanic e ter tudo ao seu redor afundando no esquecimento com o menino no reboque".

"Sim, não," eu disse. "Nós definitivamente não queremos isso."

"Apesar disso, você sabe, o fim do Titanic é meio que meu sonho pessoal", disse ele. "Eu certamente não me importaria se o Leo DiCaprio ficasse em cima de mim."

Revirei os olhos. "Oh, nojento! Você é doente."

Ele riu. "Você sabe que me ama, Jezebella".

"Eu amo", eu murmurei. "Que Deus me ajude, mas eu te amo".

"Bom", disse ele. "Eu também te amo, vadia. Então, eu ouvi que você estava indo para um restaurante hoje para fazer uma revisão e eu tenho que admitir, eu fiquei um pouco ofendido."

"Por quê?"

"Por quê? Porque eu deveria ir com você para essas coisas", disse ele. "Você deveria se divertir ao redor da cidade comigo para que eu possa comer de graça."

Eu sorri. "Muito ciumento?"

"Absolutamente!" disse ele. "Eu tive que pagar pelo jantar hoje à noite! "

"Uau, isso é horrível. Sinto muito que você teve que passar por isso", eu disse, rindo. "Hoje foi uma espécie de desastre, no entanto. Tive meu disfarce explodido antes mesmo de comer a comida."

"Oh, Angela vai ficar puta", disse Jake. "Ela vai mastigar você e cuspi-la fora por desperdiçar tempo e dinheiro."

"Ugh, eu sei. Não me lembre. Eles chegaram ao ponto de enviar uma garrafa de vinho com a refeição. Foi uma coisa boa, também. Bebi a garrafa inteira."

Ele gemeu. "Você bebeu? Eu nunca posso fazê-la beber quando saímos!"

"Sim, bem, foi meio que necessário neste momento."

"Bem, agora eu estou realmente com ciúmes", disse ele. "Acabe com essa merda, Bella. Não se divirta mais sem mim."

Ele desligou e eu virei para trás, encontrando instantaneamente o olhar de Edward enquanto eu guardava meu telefone. Ele estava olhando diretamente para mim enquanto Tanya estava a poucos metros ao lado dele, ainda conversando com o florista. "Você está bem?" Eu perguntei em voz baixa, aproximando-me dele. Havia uma expressão distante em seu rosto, um olhar em seus olhos que eu não conseguia identificar.

Ele acenou com a cabeça ligeiramente, como se ele não tivesse certeza da resposta. "Você está?"

"Sim, eu vou ficar bem," eu disse, olhando ao redor. Senti o formigamento no meu nariz, um espirro alto ecoando pela sala antes que eu pudesse tentar pará-lo. Edward riu enquanto corei, meus olhos começando a encher de água. "Assim que eu estiver longe dessas flores, de qualquer maneira."


N/T: Por que tão nojentinha, Tanya? Por que? E a Bella no show do NSYNC, gente? Muito, pirada, fanática, apaixonada pelo Justin, rs* E quase rolou um beijo, hein *suspira*

Bem, tenho que dizer que tem uma galera no caminho certo quanto aos "mistérios" dessa história, adoro ler as hipóteses de vocês, e confesso que tenho que me segurar para não encher as notas de fim de capítulo com milhões de spoilers, rs*

Então, continuem a deixar hipóteses, suspiros, e etc., nos comentários. Contem-nos o que estão achando de tudo isso!

Beijos, e até a próxima semana!