Chegando em casa, Jasmine jogou a mochila no sofá da sala e já ia sair correndo para o quarto quando seu pai a chamou.

- Jasmine, vou ter uma luta em Denver no domingo.

- Sério pai? Legal, vou fazer minhas malas.

- Não Jasmine, você não vai dessa vez.

- O que??

- Eu decidi que é o melhor. Jas, querida, você anda se metendo em brigas na escola e-

- Foi ela que partiu pra cima de mim, eu só me defendi!

- Não importa quem começou. O que importa é que essas viagens estão sendo uma má influencia para você. De hoje em diante eu vou viajar sozinho, e você vai ficar com o seu tio Josef.

- Você não pode fazer isso comigo! – Jasmine bateu o pé – eu sou sua filha!

- Por isso mesmo é que eu faço isso! – Perdição gritou ainda mais alto.

Jasmine sentiu lágrimas passando pelo seu rosto. Ela tentou controlá-las, mas estava com raiva de mais, e de repente se sentiu sufocada. Deu meia volta e correu para fora de casa.

- Jasmine! – Perdição gritou, mas ela estava longe de mais.


Jasmine correu por muito tempo. Só estava com o pai a pouco mais de 2 anos, e eles eram felizes. Ela adorava faltar às aulas para viajar com o pai! Porque ele tinha que mudar tudo agora?

"É culpa daquela Neridah! A, mais ela vai se arrepender" Jasmine pensou e estreitou os olhos, como sempre fazia quando ficava com raiva, o que acontecia muito. Raiva era um sentimento que ela entendia muito bem.

Continuou andando pelas ruas. Sem saber como, Jasmine chegou até o museu. Ela parou na frente dele, se perguntando como tinha conseguido chegar até ali, não conhecia o caminho. Olhou para o relógio de pulso. Sete horas?? Não era possível, o tempo tinha voado!

Jasmine decidiu entrar. Algo naquela estátua maia fazia o museu parecer mais interessante. Ela então passou sala por sala do museu procurando aquela especial. "Nossa, aqui é muito maior do que eu pensei". Até que avistou um grande cartaz. Finalmente!

Jasmine correu para lá, e olhou pela janela com o canto do olho. Já estava bem escuro lá fora. Mas ela não iria voltar para casa, ele tinha que sofrer, pelo menos mais um pouco. Quem sabe assim ele a deixava ir também?

Ela se encaminhou para o centro da sala. A estátua era de tirar o folego: um homem de 1,5 de altura, ricamente decorado e com 7 pedras preciosas ao redor da cintura. Jasmine chegou mais perto, tocando no vidro que envolvia a estátua. Quando fez isso, as pedras pareceram brilhar e ela se assustou, tirando rapidamente as mãos do vidro. Assim as pedras pararam de brilhar também. Curioso, ela pensou. Voltou a colocar as mãos no vidro, e as pedras brilharam de novo. Jasmine ficou olhando, fascinada para as pedras, parecia que elas eram mesmo mágicas!

Então Jasmine sentiu uma mão grande e pesada pousar em seu ombro. Ela se virou, assustada, e deu de cara com ou guarda.

- Nós já fechamos, filha. Me desculpe, mas terá que sair do museu.

Jasmine podia ver alguns guardas perto da porta. Não havia mais ninguém. Ela acentiu quando o guarda tirou as mãos de seu ombro e se encaminhou para a porta. Do lado de fora estava frio e escuro. Ela começou a sentir um certo medo, nunca ficara fora de casa tão tarde. As ruas estavam iluminadas, o que não diminuiu em nada seu medo.

Jasmine se envolveu com os braços, tinha esquecido o casaco em casa e agora estava gelada. Quando chegou ao estacionamento do museu, sentiu uma sombra atrás de si. Rapidamente ela se virou, e quanse trombou com um homem grande e musculoso. Ela não conseguia ver seu rosto, estava nas sombras. Agora Jasmine estava realmente assustada, e pensava que ter saído de casa assim fora uma péssima idéia.

O homem deu um passo para a frente, na direção dela, ao mesmo tempo em que Jasmine recuava um passo. Então a luz de um poste iluminou o rosto do homem e ela o reconheceu.

- Professor Barda?

- Jasmine, o que faz aqui?

- Eu é que pergunto, pensei que fosse um ladrão, ou algo pior. – Jasmine engoliu de volta o coração, que parecia tão assustada a ponto de tentar fugir pela boca dela. Ele ainda batia muito rápido.

- Me desculpe se a assustei, só estou aqui procurando por Lief, você o viu?

- Lief? Não, porque?

- Parece que ele não votou ao ônibus quando o passeio acabou. Pensei que ele estivesse no museu ainda, e vim procurá-lo.

- Mas o museu já fechou...

- É, eu sei, só descobrimos que ele tinha sumido quando a mãe dele ligou. Ela parecia bem preocupada, e disse que o filho não costumava sair a noite.

- Eu não o vi, sinto muito.

- Bom, então acho que vou-

Barda nunca terminou aquela frase, porque nesse instante o alarme do museu soou.

CONTINUA...

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