N/A: Obrigado a quem está lendo essa fic! Espero que aproveitem... e mandem mais reviews!!! Pois estou escrevendo a segunda parte dela e seria bem gratificante ter os comentários dos leitores! o/
Cap. 8 – Lord Voldemort
Luna se adiantou a sair dali antes de todos. Delfus a seguiu de perto, com Avery. Panin e Draco ficaram discutindo as maneiras que poderiam ter evitado de matar a Auror sem a ordem do Lord. Não que isso importava a eles, claro que não. Eram Malfoy's! Mas poderiam trazer problemas pros planos de Voldemort.
- Onde iremos? – Delfus perguntou ao ver a mulher aparatando ao seu lado, na sala de sua casa. Ela tinha uma capa mais pesada nas mãos.
- Vamos ao encontro do Lord.
- Mas... não sabemos onde ele está! – Blade interferiu.
- Conhecem Little Hangleton?
- Ele está... lá? – Delfus pareceu chocado.
- Sim, eu aposto! – Luna disse colocando o casaco – Vocês vêm?
- Com certeza. – Avery se levantou, arrumando sua roupa.
- E os Malfoy's? – Delfus perguntou fazendo o mesmo.
- Quer apostar quanto que estão se divertindo tanto juntos, que nem lembram onde estamos?
Concordando com Luna, os três aparataram para a Casa dos Riddle, em Little Hangleton. Estava cedo, o sol ainda estava nascendo. A cidade parecia vazia de onde eles olhavam. A casa ficava sobre um pequeno rochedo, portanto, mais alto que as casas. Quem olhasse de longe acharia a cena um tanto estranha. Três pessoas, com sobretudos enormes pretos. Era muito macabro, ainda por cima por estarem em frente a uma casa tida como abandonada.
Os três passaram pelo portão, pois tiveram que aparatar em frente a casa e não dentro, já que havia um feitiço contra isso. Somente o Lord poderia fazer essa artimanha. O mato em volta da casa estava enorme, quase tomando todo o quintal. Trepadeiras subiam pelas paredes rachadas em direção ao último andar. Era com certeza o lugar mais horrível que eles já estiveram.
A porta da frente estava trancada.
- Alorromora! – Luna tentou, mas a porta não abriu.
- Serpansortia! – Avery gritou e uma serpente apareceu na frente deles. Luna arqueou a sobrancelha, assim como Delfus – Ora, ande, fale com ela! A gente sabe que você pode!
- Não... eu não posso... – Luna disse visivelmente incomodada.
- Luna, é para ela falar com Naigini que estamos aqui! Não conseguiremos arrombar essa porta. – Delfus explicou.
- Mas... eu não consigo.
- Larga de ser trouxa! – Avery gritou.
- Tarantallegra! – ela gritou logo depois, vendo Blade dançar engraçadamente. Arqueou a sobrancelha.
- Pare... com... isso...
- Não me chame de trouxa nunca mais! – ela brandiu – Ouviu?
- Claro... que ouvi...
- Finite Incantatem. – e Avery parou de dançar, respirando fundo. A serpente continuava quieta. – Eu já disse que não sou ofidioglota!
- Seu pai era. Você pode ser e não sabe!
- Verão... – ela disse se dirigindo à cobra – Vá para dentro e avise Nagini que queremos falar com o Lord!
- Você... falou com ela? – Blade perguntou assustado. Luna arregalou os olhos.
- Não, ela não me entendeu. – e bufou. Delfus apontou para a cobra, que rastejava para dentro da casa por um buraco. Luna arregalou os olhos mais ainda.
- Eu disse. – Delfus sorriu malicioso.
- Mas eu nunca... eu nunca...
- É normal. Você assobiou e bufou estranhamente. Era língua de cobra. Espero agora que o Lord esteja aí com Nagini... porque está ficando frio... – Blade sussurrou, saindo uma fumaça fria enquanto falava. A neblina tomava conta do tempo, ofuscando o pouco que tinha do sol. Eles apertaram o casaco.
Voldemort estava andando de um lado ao outro, tentando pensar em algo grande para acabar de vez com todos os aurores. Não seria fácil, mas ele confiava em seus comensais. Só se distraiu quando Nagini entrou sorrateira pelo cômodo.
- Olá minha querida... o que quer? – ele perguntou com uma sobrancelha erguida. A cobra bufou algumas coisas, que o fez sorrir de leve – Comensais? Eles me acharam? Andrew!
- Mestre... me chamou? – um rapaz totalmente coberto entrou no cômodo. Estava ajudando Voldemort a se esconder, desde que voltara da Escócia, após a morte de seus pais. Ele nunca ousava tirar o capuz. Nem mesmo Voldemort sabia a razão.
- Andrew, tem alguém na porta? – ele perguntou com os olhos crispados.
- Se tiver eu acabo com eles e...
- Não tolo, são comensais. Mande-os entrar.
- Mas Mestre...
- Ande! Não lhe dei abrigo para ser inútil! Ouça-me uma vez, se essa cabeça oca não impedir!
- Sim, Mestre... – e o rapaz saiu sorrateiro, descendo as escadas empoeiradas. Bufava a cada degrau.
A porta se abriu e um homem encapuzado apareceu. Não disse nada. Olhou de Luna para Blade, depois Delfus e abriu espaço para que passassem. A garota fitou aquela figura estranha durante um tempo, mas deu de ombros e subiu as escadas. A poeira era muita e isso a irritou. Como Voldemort, o Lord supremo, conseguia viver nessa imundicie?
- Ah, queridos Comensais fieis! – disse o Lord com os braços entreabertos. Luna, Delfus e Avery fizeram uma pequena reverência – A que tenho o prazer da visita de vocês? E como me encontraram?
- Eu imaginei que...
- Sempre me surpreendendo, não Luna? – ele soltou uma gargalhada – Prossigam.
- Viemos lhe mostrar uma coisa. – e Delfus entregou o Profeta Diário. Voldemort o pegou e sentou-se na poltrona em frente ao fogo. Nagini se aninhou em seus pés. Um silêncio tomou conta do lugar e Luna olhou para a porta. Assim que o fez, o homem encapuzado virou as costas e sumiu no corredor escuro. Ela deu de ombros novamente e reparou no Mestre.
- Interessante... isso é realmente o que eu precisava para meus planos... – ele murmurrava lendo a reportagem – Quem fez essa atrocidade?
- Fomos nós, Mestre. – Luna se adiantou com Delfus. Os dois abaixaram a cabeça, esperando algum castigo.
- Foi muito bem feito o trabalho. Deixaram alguma pista?
- Não, Lord. A não ser o local. Foi na Travessa do Tranco. Embora eu não soubesse que ela era uma Auror...
- E ainda por cima, ajudante da chefe, Bleedincutt? – ele perguntou olhando profundamente para o rapaz com os olhos de gato vermelho.
- Eu realmente não tinha idéia...
- Você mereceria algum mérito rapaz. É um bom Comensal. – disse com as mãos no ombro dele. Delfus sentiu um arrepio tomar conta do corpo e um frio penetrante.
- Obrigado, Mestre.
- Meu Lord... – Luna começou, fazendo Voldemort olhar para ela – Temos idéia do que está por vir. Os Aurores estão ameaçando uma guerra no Mundo Mágico...
- Sim, e eles provavelmente a farão...
- Queremos alguma ordem, Milord. – Avery se adiantou.
- Ordem? Alguma missão?
- Isso mesmo. – Delfus completou.
- Creio que Pankiston tem planos em mente...
- Sim, eu tenho, Milord.
- Pois bem. Teremos tempo para todos seus magníficos planos. Agora, vocês terão apenas algo a fazer. Chamem a atenção. Digam em alto bom som que Lord Voldemort está de volta. Vandalizem! Eu sei que sabem fazê-lo...
- Com prazer, Mestre... – Blade disse.
- Mas não comecem pelo mundo mágico... acabem com os trouxas...
- Quando, Mestre?
- Desde já. Eu estarei com vocês em alguns momentos. Estou me preparando para o confronto final. – ele sorriu maniacamente – Agora vão! Não quero que ninguém saiba onde estou, entendido?
- Sim, Mestre. – e Luna, Delfus e Avery sairam da casa, sorrateiramente. Pararam na frente do portão e observaram a pequena Little Hangleton surgir entre a neblina. Era hora de agir.
- Vamos apavorar os idiotas... – Blade sussurrou apertando a varinha em mãos. Luna continuava a observar a cidade e parecia pensativa.
- Não podemos começar por aqui. – Delfus disse depois de pensar um pouco – Vai ser um atrativo a mais aos aurores. Não podemos deixar nada sair errado.
- Vocês não acham arriscado o Lord viver aqui? Num lugar tão óbvio? – Luna perguntou saindo de seu transe.
- Por ser óbvio é mais seguro... – Avery disse – Os Aurores devem ter revistado essa casa antes do Milord vir pra cá.
- Devemos ir para a casa dos Malfoy. – disse Delfus parecendo desgostoso com a idéia – Eles precisam estar a par dos planos.
- É o certo...
- Luna, não vamos trapacear os Malfoy! – Avery brandiu. A garota olhou para ele sem expressão.
- Eu não faria isso nem se quisesse. Eles são tão comensais quanto a gente. Eles tem tanto direito de se divertir quanto nós...
- Estamos perdendo tempo... – Delfus reclamou. Os dois o olharam e então aparataram para a casa de Panin. Mas ao contrário do que pensaram, foram impedidos de entrar. O que era para ter sido a sala de estar de Panin Malfoy, era um jardim.
- Porque aquela imbecil fechou o portal? – Avery gritou assim que cairam desajeitados na grama úmida.
- Não interessa o porque. Vamos entrar logo! – e Luna foi andando para a porta da casa. Os dois a seguiram. Logo estavam sentados em frente a lareira e em uma poltrona confortável.
- Então... o Lord nos ordenou que...
- Atacássemos. – Luna completou o pensamento de Draco. O viu sorrir.
- "timo...
- Mas temos que ser rápidos. Os Aurores estão prontos para atacar.
- Eu sei Luna, mas... por onde começaremos?
- Preparem suas piores poções... suas maldições, azarações... estamos prestes a proferir uma guerra. – ela disse se levantando – Encontro todos daqui duas horas na praça principal de Surrey, em Little Whinging. – e saiu da casa sem aparatar, fazendo-o já do lado de fora.
