Bem, eu sei que demorei um pouquinho para atualizar, mas está ai.
Respondendo ao review da K-chan258: Não tem problema não =p você merece viajar. Bom, o que importa é que está gostando. E o Roy ainda vai ficar insuportável com esse ciúme =p
Vamos ao capítulo.
Capítulo 8 – A Insustentável Essência do seu Ser.
Roy Mustang abriu os olhos resmungando. O despertador não tocara anunciando que era o fim de seus sonhos, mas a campainha sim. Permaneceu deitado na cama por alguns segundos até tomar coragem de levantar.
Era sábado, e havia combinado com Riza e Lars que iria com eles resolver aqueles assuntos sobre o casamento. Estava atrasado e quem tocara a sua porta era com toda certeza a loira, esperando que ele já estivesse pronto.
De um pulo, levantou-se e entrou no banheiro para tomar banho, e de onde sairia cerca de vinte minutos depois. Pegou uma camisa cinza de mangas longas e uma calça negra. Simples, não gostava muito de ficar procurando roupas dentro do armário e pegava as primeiras peças.
Tinha uma toalha pequena nas mãos e a esfregava em seu cabelo preto para tirar o excesso de umidade. Saiu do quarto e desceu as escadas desejando que a campainha tivesse sido apenas um vendedor estúpido e não o casal "ternura".
O que viu foi ainda pior. Reine estava na sala com seu pijama. E ela podia fazer qualquer coisa, mas nunca conseguiria negar o sangue que lhe corria nas veias. Independente de qualquer motivo, os dois irmãos eram provocantes. E Reine abusava de sua natureza atrativa com os trajes absurdamente curtos, que mais pareciam roupas íntimas.
Se o moreno ligava, obviamente ignoraria seu vestuário em qualquer que fosse o dia. Se não fosse Riza quem observasse tudo com curiosidade e calada. Não tinha raiva na face, mas confusão. Ou era aquilo que deixava transparecer.
Não conseguia compreender como a jovem ainda habitava aquela casa. Roy não era o tipo de homem que deixava mulheres dormirem em sua casa mais de uma noite, e Reine parecia estar ali desde o incidente do Quartel Geral, no começo da semana.
E Lars? Onde estaria o ruivo? Roy deu um sorriso ao perceber que o homem não se encontrava ali.
-Aconteceu alguma coisa? Bom-dia, Riza e pentelha. –Roy, em um ato extremamente infantil, jogou a toalha enrolada na cara da morena, que se irritou e retribuiu da mesma forma. –Perdi a hora, não está esperando há muito tempo?
-Não. Alguns minutos apenas.
-Só um minuto e estarei pronto. –Roy falou enquanto sumia por uma porta e voltava com uma torrada na mão e um sobretudo na outra. –Onde está seu noivo amável?
Sua voz demonstrava todo um sarcasmo carregado. Não que o quisesse presente, mas dava falta do homem, e sabia que havia uma explicação bem razoável para aquilo, ou esperava que houvesse. Abriu a porta da casa e deixou espaço para a loira passar, fato que ela estranhou, mas nada disse.
-No carro.
-É impressão minha ou eu fiz algo que você não gostou? –Roy estranhou a atuação de Riza. Não lhe respondia direito a nada, falando com uma voz completamente sem emoção e com poucas palavras. –Ou a Reine fez?
-Eu estou um pouco surpresa que o senhor esteja aceitando fazer tudo isto. –Roy tentou esboçar em sua face uma expressão que não demonstrasse seu desgosto por estar ali.
-É um pedido de uma amiga. –Fracassou terrivelmente. Pronunciar a palavra amiga era quase tão martirizante quanto deitar-se em cacos de vidro e depois banhar-se em álcool e sal.
De repente a voz doce e amável de Gracia brotou em sua mente com as palavras do dia em que se viram. Riza era apenas sua amiga.
-Não vai entrar? –Riza perguntou quando estavam à frente do carro e Roy parecia perdido de mais em seus pensamentos para perceber que deveria entrar no automóvel para que pudessem ir. Ele deu de ombros, nada falou, apenas abriu a porta traseira e sentou.
Era a primeira vez que ele sentava no banco traseiro quando Riza dirigia, mas não podia se dar ao luxo de acompanhá-la na dianteira, pois o ruivo tomava o seu lugar. E com ódio, Roy ponderou friccionar os dedos para queimar aqueles malditos fios vermelhos, mas algo lhe dizia que Riza ficaria irada com ele.
Limitou-se a recostar no banco enquanto tentava ouvir os sussurros dos dois que o acompanhavam.
-Onde fica esta casa? –E qual seria o problema se ele gostava de atenção? O banco traseiro era solitário de mais, até mesmo para Roy, principalmente quando não se participava ativamente da conversa que os da frente possuíam.
-Mais algumas ruas apenas. Não quero nada longe do quartel, odeio perder tempo com o trajeto.
E não estava realmente longe, não se passaram dez minutos e a loira parou a frente de um pequeno prédio. Não deveria ter mais de cinco ou seis andares, mas o moreno não queria se atentar àqueles detalhes. Sorriu ao avistar uma jovem mulher parada à porta do prédio. Bela corretora de imóveis, ele presumiu.
Esperou que os outros dois fossem a frente, não sabia se era realmente ali que iriam.
-Bom dia, Senhorita Hawkeye, Senhor Sverre e Senhor...
-Roy Mustang. Mas não precisamos de todas essas formalidades, precisamos? –Roy sorriu com o canto da boca, em um sorriso que apenas ele conseguiria reproduzir igual. Lars se limitou a abafar um riso com a situação, observando se aquela brincadeira do coronel iria muito longe.
Riza virou a face fingindo não ver o que acontecia. Como que o moreno podia pensar em se atrever a algo como aquilo? Na frente dela! Riza apenas conhecia a fama de seu superior, mas nunca o vira em ação, o que ela sempre desejou não necessitar ver.
-Então, o que tem para nós? –Riza perguntou enquanto fingia observar o céu. Interrompia assim a mulher de se perder no sorriso malicioso de Roy.
-Sou Melissa Valliere. Bem, vamos subindo? É a cobertura. Os antigos donos que construíram o prédio e fizeram o último andar para si, assim é muito espaçoso. Ainda está mobiliado, mas nem todos os móveis permanecerão. Amanhã mesmo a casa estará limpa.
Subiram por um elevador um tanto pequeno, não que eles não coubessem, ou necessitassem de ficar apertados. Contudo uma outra pessoa não caberia ali, e Roy se aproveitara para se posicionar bem próximo à Melissa.
Todavia o prédio não tinha muitos andares e logo eles saíram do elevador. Melissa, seguida do moreno. Riza deu um passo, mas foi impedida por Lars, que numa ágil jogada, a tomou nos braços.
-O que você pensa que está fazendo? –Riza falou em tom suficientemente audível para chamar a atenção dos outros dois, não que estivesse irritada com o noivo. Estava apenas surpreso pelo ato dele. Lars sorriu carinhosamente e deu um beijo próximo a orelha da loira.
-Se for esta a casa que iremos morar, quero entrar nela pela primeira vez assim, como você merece. –Riza corou violentamente com aquele gesto público de afeto, mas não reclamou, apenas enlaçou o pescoço do ruivo para certificar-se de que não cairia.
Roy abriu a boca duas vezes, arfando profundamente como se buscasse ar ou palavras para expor. Contudo a fechou nas duas vezes sem pronunciar nada. Pigarreou enquanto contraía os lábios e observava a cena dos dois apaixonados.
-Então, a senhorita é de Bordeaux[1]? –a voz do moreno parecia um pouco trêmula, provável nervosismo da situação.
-Como adivinhou?
-Vocês vão ficar parados na porta? –Lars perguntou ao ser impedido de passar pela porta do apartamento, pois eles se encontravam na passagem. Roy tocou a cintura da mulher e a encaminhou para dentro, obviamente sem deixar de sorrir.
-Já entramos, coloque-me no chão, Lars. –Riza murmurou ao ouvido do ruivo, que o fez prontamente, mas com cuidado.
-Eu também sou de lá, reconheci pelo nome.
-É difícil encontrar alguém de Bordeaux fora da cidade. Incrível nos encontrarmos logo na Cidade Central. –Lars colocou a mão na frente da boca, em um gesto infantil de quem tenta esconder o riso e algumas palavras. Aproximou-se de Riza, abraçando-a por trás, a loira segurou as mãos dele enquanto tentava manter sua atenção no apartamento e não em Roy.
-Ele merece a fama que tem, não? Nunca vi uma mulher cair tão rápido por um homem. –pronunciou baixo, apenas Riza poderia ouvi-lo.
-Mais do que eu imaginava. –respondeu e bufou -E então, os quartos? –Riza perguntou querendo que a breve conversa entre o moreno e a corretora findasse. A loira não se sentia confortável com aquele tipo de situação.
-Há um aqui em baixo e mais dois lá em cima. –a mulher foi desperta da breve conversa com o moreno e se afastou. Abriu uma porta, deixando a vista um quarto de tamanho agradável.
Algumas prateleiras com livros, um gigantesco armário cobria a maior parede do quarto e na adjacente, uma cama de casal em estilo antigo se encontrava. Daquelas com largas toras que se estendiam dos pés do móvel e tocavam o teto, permitiam a adição de cortinas, impedindo a visão de quem se encontrava deitado.
-Quarto pequeno, não acha? –O pior de ver aquele quarto era que um pensamento não deixava de atormentar Roy Mustang. Havia pensado nos pirralhos que ambos provavelmente teriam, mas não havia se recordado que algo era necessário para aquilo. Ver a cama de casal reproduziu um pouco de asco no moreno.
-Mas os outros são maiores, não é, Melissa? Por que terá de abrigar nossos nove filhos.
-COMO? –para a total surpresa de Lars, não era apenas Roy que havia gritado, Riza também estava em algum tipo de transe nervoso e sua face demonstrava um espanto incomum.
-Teremos nosso próprio Grupo de Combate [2]. –Riza deu um leve tapa na bochecha do ruivo, fingindo algum tipo de irritação, mas sorriu.
-Arranje outra mulher, porque eu não terei nove filhos nem nos seus sonhos.
-Nos meus sonhos você não chega a ficar grávida. –Riza tinha levado tudo aquilo na brincadeira, mas com a menção das últimas palavras ela fechou a expressão, sentia-se incomodada pela injúria ali profanada. Lars parecia querer expor sua vida pessoal a todos.
Roy observava tudo calado, todo aquele assunto de filhos o estava importunando, mas pode sorrir ao ver que Riza não havia gostado da última brincadeira do ruivo.
-Senhor Mustang, vai morar com eles?
-Sou um amigo apenas. Eu estava pensando em vender minha casa, moro sozinho e a acho demasiadamente grande para isto. Poderia ir até lá e conferir o que tenho a lhe oferecer? –Melissa sorriu docilmente, compreendendo a ambiguidadade das palavras do moreno e lhe entregou um cartão –Tenho certeza que não ficará decepcionada.
Riza o observou incrédula e bufou com intensidade, resolveu-se por subir a escada de ferro a passos pesados. Apenas não queria continuar a ver aquele jogo de sedução barato que Roy havia iniciado.
-Vamos olhar lá em cima. –Lars pronunciou antes de desembestar por onde a loira havia sumido poucos segundos atrás. Melissa então iniciou uma empolgada narração sobre algo que Roy pouco se importava, apenas pronunciava "uhum" ou balançava a cabeça quando ela fazia pausas. Anos de experiência lhe ensinaram a deixar de prestar atenção a uma mulher quando ela começava a falar e ainda assim saber quando ela buscava a concordância do parceiro.
Deste modo, elas achavam que estavam sendo escutadas. Bem como Roy não precisava gastar tempo em ouvi-las, apenas observava o vão da escada por onde Riza havia desaparecido. Talvez, algum dia, aquele seria o vão por onde ela nunca mais reapareceria, ao menos em sua vida.
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-Então ele não vai ficar conosco? –Roy perguntou ao observar o ruivo sair correndo pela porta do apartamento.
-Perdeu a hora, tem de trabalhar. –Riza respondeu com um pouco de frustração. –Melissa, nós gostamos bastante. Amanhã voltaremos, provavelmente para fechar negócio.
-A senhorita não parece bem. Gostou mesmo do apartamento? –Riza deu um sorriso delgado e murmurou em um fio de voz.
-Só preocupada, muitas coisas para pensar. –a loira estendeu a mão, apertando com firmeza a de Melissa e saiu pela porta. Na realidade, o apartamento parecia bastante agradável, era a corretora que lhe desagradava.
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Roy largou o corpo em um gigantesco pufe. Estava esperando Riza sair de dentro daquela maldita cabine de vestiário há mais de trinta minutos e nenhuma única aparição da loira. Apenas a droga da atendente tomava cada vez mais um número maior de vestidos e empurrava pela cortina.
Sinceramente, o moreno não conseguia compreender o que fazia ali. Qual seria sua utilidade, se não o enfado, em acompanhá-la se não havia dado nenhuma opinião até aquele momento? E de alguma forma ele não desejava ver a loira em um vestido branco.
Além disto, toda vez que uma nova vendedora passava por ele, perguntava o motivo de estar ali. Sendo o noivo, não poderia ver o vestido. Então Roy era obrigado a repetir inúmeras vezes que era um amigo e que a loira havia pedido uma opinião masculina, pois queria agradar o noivo.
O que ele não havia imaginado era que todas as vezes aquilo parecia afligi-lo mais, principalmente por causa das olhadelas que lhe lançavam, como quem repreendia sua presença.
Por fim, Riza apareceu. O moreno sacudiu a cabeça em negação, acabando com todo o humor remanescente da outra. A loira não se deu ao trabalho de retirar o vestido, mas caminhou até ele e sentou-se a sua frente.
-Qual o problema?
-Você não tem nem trinta anos e está usando um vestido para uma velha sarada de sessenta. Tem muito pano ai. –mas talvez aquilo fosse bom, dificultaria a investida de Lars na noite de núpcias. Roy balançou novamente a cabeça tentando afastar aquele tipo de pensamento e quando deu por si, a loira já não estava mais com ele.
-E agora? –Não demorou cinco minutos do seu repentino sumiço e Riza reaparecia. Sua voz tinha um tom agressivo, como se não admitisse réplicas.
O moreno pigarreou como se tentasse fazer sua voz voltar a funcionar. Observava a loira de cima a baixo, percorrendo todos os detalhes. Desde o modo como o vestido ficava mais justo quando necessário e delineava cintura, quadril, busto e até mesmo observava fixamente o decote. Não se importou com o fato de estar largo, mas dava uma vista espetacular sem deixar de lado a decência.
-Perfeito. –estava maravilhado com o que via. Sua cólera de tédio se esvaeceu com tamanha agilidade que havia lhe deixado em transe. Apenas um acúmulo de não pensamentos em sua mente, era a imagem que tinha diante de si que ocupava seu cérebro e o impedia de dizer qualquer outra expressão.
-Poderia apertar os laços nas minhas costas? –Roy assentiu, a voz dela havia lhe tirado daquele estado de semiconsciência e deu alguns passos até se deparar com as costas da loira. Ela passou a mão nos fios loiros e os agrupou entre os dedos no topo da cabeça, deixando que o moreno pudesse ver o que tocava.
Com aquele singelo gesto, Roy percebeu o odor dela adentrar suas narinas. Não era composto por caríssimos perfumes ou qualquer cheiro artificial, era apenas a fragrância característica, pessoal e intransferível dela. Olor de tudo que a rodeava, mas indiscutivelmente homogêneo ao ponto de conseguir emanar um aroma único e de indecifráveis elementos. Essência pura e inebriante de Riza Hawkeye.
-Algum problema, Coronel? –ainda permanecia de costas para ele, mas havia virado o pescoço e observava de lado a expressão espantada dele, bem como sentia bater, em sua face, a brisa de sua respiração arquejante. Riza teve suas próprias bochechas tomadas por uma cor rosada quando percebeu a proximidade entre eles, assim desviou a face, olhando para frente.
-Só lembrei de uma coisa que uma pessoa me disse há alguns dias. –e tentou marcar um sorriso despreocupado na face, mas apenas conseguiu fixar um baldo olhar e um frustrado sorriso. –Espero que ela esteja errada.
Murmurou por fim enquanto seus dedos dançavam pelos laços a apertá-los, ajustando o vestido às curvas do corpo da loira. Insistentemente a voz de Gracia vinha-lhe a mente dizendo que ele estava com ciúmes e as insistentes palavras que significavam indiretamente que ele nutria um sentimento além de amizade e respeito pela loira.
Como ele desejara que ela estivesse errada, por que não poderia continuar com aquilo tudo se fosse verdade. Não poderia vê-la todos os dias e descobrir que faltava um a menos para aquele fatídico dia em que não haveria mais forma de tê-la ao seu lado.
Observar que a cada dia, ela e o estúpido ruivo se aproximariam mais e isto significava que se afastaria dele. Era como se em um dado instante, Riza estivesse segura entre seus dedos, todavia escorregava com maior intensidade após cada segundo. E Roy percebia que um dia ela estaria longe do toque de seus dedos e nada poderia fazer.
-Infelizmente ela parece saber do que fala. –o moreno pronunciou fechando o último laço. Ao mesmo tempo, permitiu-se cerrar os olhos enquanto aspirava com afinco aquele olor efêmero e o desfrutava uma última vez para finalmente se afastar e comentar com um tom minimamente melancólico. –Perfeito seria pouco para descrever como você ficou.
E pronunciou tudo enquanto observava como havia lhe caído aquele traje. Talvez se tivesse prestado mais atenção à face da loira, tivesse visto que havia tomado uma coloração levemente rósea pelo elogio, o que Riza tratou rapidamente de esconder. Afinal, envergonhar-se não combinava em nada com sua personalidade impassível.
-Obrigada. –respondeu como mandava a educação e girou sua atenção a um espelho, onde observou o caimento do vestido. Seu olhar foi desviado ao observar que Roy se postava atrás dela, com as mãos nos bolsos e o olhar perdido. –Saiba que pode contar comigo para resolver qualquer problema, Coronel.
-Eu sei. –encerrou a conversa. Não poderia dizer que era ela o seu problema. Riza não compreenderia, da mesma forma que ele não compreendia seus pensamentos sobre ela. Forçou um sorriso e sentou-se no gigantesco pufe a esperá-la terminar com aquele ritual.
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[1] Bordeaux. Sendo o nome do Roy francês, eu arranjei uma cidade francesa e coloquei como se ele tivesse nascido lá, afinal, não sabemos muito sobre o passado real dele.
[2] Grupo de combate: Unidade composta por um atendente médico, dois cabos e seis soldados.
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A partir de agora, as atualizações devem acontecer de duas em duas semanas. Não o costumeiro capítulo semanal. O caso é que com as aulas fica difícil eu ter tempo de escrever dois/três capítulos por dia como eu fazia nas férias. Acabo escrevendo uma ou duas páginas por dia, o que não dá nem meio capítulo.
Para evitar longos meses sem atualização, eu preferi espaçar um pouquinho.
Outra coisa é que por algum motivo do além, eu acabei criando um fórum do ff(.)net para full metal alchemist em português. Eu mesma nem postei nada, mas divulgo caso alguém queira convensar sobre o cachorro da vizinha por lá.
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Próximo capítulo: Infindável Abismo.
Porque vê-la cochilar no trabalho era inédito, mas falar enquanto isto poderia ser engraçado ou perigoso, bem como suas palavras poderiam lhe desesperar.
