Capitulo 8 – Tirando Dúvidas.
Hermione olhou o relógio e esperou apoiada atrás de essa era a hora que Draco normalmente aparecia no salão principal para o café da manha, porém ela já estava esperando há alguns minutos e ele ainda não passará por ela, sentindo sua coragem diminuir Hermione, resolveu sair do esconderijo e procura-lo em outro lugar, ela tinha que falar com ele de qualquer maneira.
Assim que se afastou da pilastra ouviu a voz de Blaise Zambini e Gina, que pareciam estarem brigando (pra ser Honesta Gina parecia estar brigando com Blaise que apenas falava indiferente aos lamurio da jovem.). Eles se aproximaram e pararam perto do local onde Mione estava.
- quem você pensa que é Blaise para fazer isso comigo, pensa que sou descartável? Que pode brincar com meus sentimentos e depois em jogar fora quando se cansa? – a voz chorosa de Gina fez com que Hermione voltasse a se esconder atrás da pilastra, por mais que não quisesse ter nenhum contato com a ruiva, Hermione estava triste ao ouvir a garota aparentemente se humilhando para o sonserino.
Que não demonstrou nenhuma piedade.
- exatamente Gina, você, foi simplesmente outra garota com quem dormi. Achava realmente que eu gostava de você? Você dorme com qualquer um, então não me venha se fingindo de inocente e dizendo que brinquei com seus sentimentos, pois você não tem nenhum, se tivesse não teria topado fazer o que fez. – a voz de Blaise era fria e impessoal.
- eu fiz o que fiz por você. – Gina chorou mais ainda.
- não você fez o que fez por você, para sentir o gosto da vingança, contra o Potter, agora para de em seguir, pois "minha namorada" é muito ciumenta, e não gosta de ver garotas como você me seguindo...
Logo depois de dizer isso, o sonserino deu as costas para a ruiva e saiu sem nem sequer por um instante olhar para trás.
Hermione ficou dividida entre ficar ali escondida e não precisar ver Ginny e entre fazer algo para diminuir a dor da ruiva, porém graças a Merlin (ou não) ela não precisou fazer nada, pois logo ouviu a voz de Draco, vindo retrato que defendia o salão comunal da sonserina.
Draco saiu e se deparou com Gina que ainda chorava olhando o chão.
Hermione ficou atenta aos movimentos do loiro, que foi em direção à ruiva.
- sabe Weasley, por mais que eu não goste muito de você, em nome da Gina que eu conheci no passado, vou lhe dar um conselho, se afaste de Blaise e de qualquer outro garoto que só queira lhe levar pra cama, não vai ser assim que você conseguirá esquecer o que houve durante a guerra.
Ela olhou nos olhos dele.
- você nunca vai entender Draco, o que é amar alguém ao ponto de fazer tudo por ele, e depois se deixado de lado.
Hermione prendeu a respiração ao ouvir a conversa entre os dois. Não sabia ao certo ao que ela se referia, mas pela cara de Draco, não devia ser boa coisa.
O loiro pensou sarcasticamente: "é o que você pensa!". Mas não foi isso que ele respondeu para a ruiva.
- Por favor, Gina, você acha mesmo que ama o Zambini? Pois a meu ver isso não passa de uma obsessão, um modo de você chamar a atenção do Potter. Sempre foi assim, tudo o que você fazia era por ele, você saia com outros apenas para que ele lhe notasse, só lamento lhe dizer que sua mente fraca e doentia destruíram o que o garoto maravilha, sentia por você, o ciúmes sem medidas que você sentia da Hermione e o desejo que você tinha de afastá-los foi que o afastou de você.
- não seja tolo, Malfoy, você acha que é sem motivos o meu ciúmes da Hermione, Harry, escolheu ela pra lutar ao lado dele, mesmo eu sendo até melhor que ela em combate, ele passou dias acordado ao lado dela quando ela foi ferida. Era com ela que ele sorria e se divertia, e pensa que ela também não o ama? Você acha que ela enfrentou a batalha só para salvar o mundo mágico? Eles se amam só não se permitem viver isso. O Harry é tão tolo que vai perdê-la.
- mas o que isso tem a ver com o fato de você ter se tornado o estepe numero um de Hogwarts? Acha que dormindo com qualquer um vai tê-lo de volta?
- eu não quero mais o Harry, quero seguir minha vida do jeito que eu quiser, e eu realmente quero o Blaise.
A ruiva virou as costas para o loiro e foi embora.
Porém Draco ainda ficou parado por um tempo ali.
- será que ela consegue dizer isso em frente ao espelho e acreditar? – ele balançou a cabeça e se afastou, indo na direção contraria ao salão principal.
Hermione esperou um pouco enquanto pensava sobre a conversa estranha que aquele dois tinham tido, mas logo esqueceu, pois realmente aquilo não importava pra ela e o seguiu também.
D H
O viu sair indo em direção ao jardim, ele parecia estar preocupado com algo, e não percebeu que estava sendo seguido.
Assim que chegaram ao jardim de inverno, Draco se sentou em um bando do caramanchão de rosas.
Hermione se aproximou lentamente enquanto observava o belo rosto de Draco, que estava de olhos fechados, parecia dormir, porém sua feição levemente marcada indicava que ele estava pensando em algo.
Hermione juntou toda sua coragem grifinoriana e iniciou a conversa que estava ensaiando mentalmente.
- um galeão por seus pensamentos. – a voz de Hermione saiu sussurrante e leve. Mas atingiram com força Draco, que ficou imediatamente vermelho e ergueu o olhar para encontrar o dela, parado a sua frente.
Ele podia ver claramente os riscos suaves cor de chocolate nos olhos dela e o sorriso bailando em seu rosto.
Estava desnorteado imaginando há quanto tempo ela estaria ali, e o que queria.
- Hermione? – ele se levantou fazendo com que a distancia entre eles que já era pequena se tornar mínima. - o que faz aqui?
- este era o seu pensamento? – ela sorriu e ele sentiu seu sangue ferver.
- não, era... – mas antes que ele abrisse a boca, parece que o que quer que o fazia fugir dela surgiu. Ele tentou se afastar dela.
Porém Hermione sentiu que o momento que ela tinha pra esclarecer o que estava acontecendo em sua mente e em seu coração era aquele.
E deu um passo à frente segurando o pulso de Draco, que sentiu como se uma pequena labareda incandescente lhe tocasse, era uma sensação prazerosa e que o fazia temer instintivamente seus atos. Era o toque que ele passará dois meses sonhando ter novamente, um pequeno vislumbre do que sentira ao beijá-la.
Hermione viu as labaredas cinzas e envolventes nos olhos dele ao tocá-lo. E naquele instante compreendeu.
Era mútuo.
- não vou deixar você se afastar Draco. – ela sorriu – Não dessa vez, não antes de você me curar.
- cura? – ele tentava raciocinar, mas sua mente estava entorpecida pelo contato dela.
- você, sem nem sequer saber se eu queria entrou em minha vida, você queria a cura, porém fui eu que fiquei doente, jamais imaginei que um toque poderia mudar meus sentimentos, você veio a mim e fugiu, e eu estive presa a aquele momento desde então, você jamais saberá como estes dois meses foram longos pra mim, eu busquei milhares de respostas, mil caminhos diferentes, mas todos me traziam de volta a você.
Ela ainda segurava o pulso dele, porém não era mais necessário ela viu nos olhos dele que ele não iria embora. Ele estava escutando as palavras dela, como se nada no mundo fosse mais importante.
- eu quis te odiar, você que sempre me humilhou, e insultou não podia mudar minha vida como mudou, e sabe eu consegui, afinal o ódio não passa do amor que adoeceu gravemente, e eu adoeci também. Na solidão. Mas eu encontrei a cura. – Hermione sentia a pele queimar e sabia que estava tremendo.
Draco sentiu o coração acelerar de uma forma nunca antes imaginável.
- você encontrou a cura? – será que ela queria o mesmo que ele? Sua mente entorpecida sonhava que sim.
- sim. Mas a pergunta que importa Draco é se você também sofre do mesmo mal que eu? – Hermione colocou todos os seus sonhos e desejos naquela pergunta.
A respiração de Draco ficou suspensa, ele fechou os olhos e mesmo assim era a imagem de Hermione que ele via.
Mais do que nunca Draco teve a certeza, de quem não era algo passageiro ou um capricho maldoso dos deuses. Ele amava Hermione.
E quando reabriu os olhos foram nos olhos marejados dela que ele se viu refletido.
Com a voz tremula, e sentindo toda a importância daquele momento Draco, falou sem medo e sem reservas.
- Sim... Eu te Amo, Hermione, completamente e incondicionalmente.
D H
Uma fina lágrima fez um caminho silencioso no rosto de Hermione que com um sorriso fechou os olhos. E quando os reabriu viu Draco se aproximar mais dela, fazendo com que suas testas se encontrassem deixando seus rostos a milímetros de distancia. A mão que ainda estava segurando o pulso de Draco, deslizou até a mão dele, e elas se entrelaçaram. Enquanto a outra mão dele ia em direção ao seu rosto tocando lhe a face docemente.
Eles nada diziam apenas se olhavam, deixando que suas almas conversassem.
Mas quando a mão de Hermione que estava apoiada no ombro de Draco foi em direção aos cabelos dele, fazendo uma pequena caricia, Draco a beijou.
Se da outra vez que ele lhe beijara Hermione havia sentindo uma pulsante corrente elétrica atravessa-la, desta vez, nenhuma palavra inventada saberia corretamente descrever o que ela sentia.
Milhares de emoções invadiram seu coração de uma vez só.
Era o desejo incontrolável e a sensualidade, que ela sonhará, mil vezes aumentada, cada parte física e emocional de seu ser sentiu o calor pulsante da paixão tocá-la.
A cada segundo quando o beijo se tornava mais denso, ela se sentia irreparavelmente presa ao amor que descobrira viver dentro dela. O sabor apimentado e sensual dele estava gravado em sua mente e o toque delirante da língua dele em sua boca a fazia sentir vertigens.
E Draco, parecia estar compartilhando todas as emoções com ela, pois as batidas de seu coração se tornaram mais fortes e a alma de Hermione dançava junto à dele, se deixando levar pelo ritmo inconfundível de prazer que era formado por ambos os corações.
Quando todas as reservas de oxigênio sumiram o casal se afastou.
Porém não muito, repousaram os rostos unidos e podiam sentir a respiração acelerada um do outro como uma caricia altamente sensual em seus pescoços.
Após alguns minutos, Draco, envolveu Hermione em um forte abraço. Erguendo suavemente e girando-a.
- eu nunca, estive tão feliz como agora, Hermione. – ele tinha o rosto ainda vermelho e olhava nos olhos castanhos dela.
Hermione sorriu timidamente.
- eu passei, tanto tempo sonhando com este momento, desejando ser aquele a quem você viria que você se tornou meu mais precioso sonho. Tudo o que você fazia mexia comigo, seja o modo como você prendia seu cabelo, quando andava a caminho da aula de Herbologia, ou o tom de voz que usava para brigar com o Weasley. Eu queria todos os dias lhe abraçar e lhe proteger os dias em que eu fiquei em casa eu andava a esmo, querendo estar onde você estava e lhe proteger, ao mesmo tempo em que queria fugir do que eu sentia, eu não podia lhe amar, mas foi inevitável. Eu só queria ser aquele que lhe protegeria e evitaria suas lágrimas.
- por que você fugiu de mim, Draco, eu estive sempre lhe procurando nestes dois meses. – Hermione o olhava apaixonada.
Ele passou levemente o polegar pelos lábios ainda avermelhados de Hermione.
- eu temia que meu sonho desaparecesse, meu amor, eu jamais acreditei que você pudesse me amar, logo eu que tenho um passado nada merecedor de você. Eu preferia viver como meu sonho de lhe ter, do que enfrentar talvez a certeza que você me desprezava. Eu não sei o que faria se não pudesse sonhar com você.
Hermione enconstou-se no peito de Draco, sentindo a vibração da respiração dele.
- você jamais terá que viver somente de sonhos Draco, pois juntos iremos tornar realidade nossos sonhos mais queridos.
Draco levantou o rosto dela e novamente a beijou, e muitos outros beijos foram trocados, naquela manhã.
E caramanchão de rosas, todas brancas se tornaram lentamente vermelhas.
Tirando sorrisos e novos beijos do novo casal.
D H
Hermione estava sentada no banco tendo o corpo forte de Draco, como seu guardião os braços fortes dele estavam envolta de seu corpo e ele brincava com seu cabelo.
- eu gostaria de não ter que falar isso, mas já perdemos todas as aulas da manhã, se não aparecermos na hora do almoço, muitos ficarão preocupados com a gente. – Hermione falava enquanto acariciava a mão de Draco.
- fale, pelos seus amigos. – Draco suspirou. – Como você acha que eles reagirão ao saber sobre nós?
- mal. – eles riram.
Hermione sorria ainda, mas começava a ficar preocupada, Draco, podia não ser mais a criatura mais maldosa que circulava nos corredores de Hogwarts, porém estava longe de ser um exemplo.
- está preocupada Hermione?
- não, eu somente gostaria de não ter que brigar com os meninos por sua causa, porém vai ser inevitável, mas não se preocupe com o tempo tudo dará certo.
A firmeza que Draco viu espelhado nos olhos de Hermione o deixou mais confiantes para falar à proposta que ele pensará.
- Hermione o que você me diz, de antes de lançarmos está bomba, ficarmos juntos secretamente, e – ele sorriu maliciosamente com aquele ar de "me disseram que tudo o que é proibido é mais gostoso." - Para provar o quanto você é importante para mim, eu aos poucos tento salvar minha reputação, não lhe prometo, que não vou mais dizer o que penso sobre seus amigos, porém não o farei tão frequentemente. Como somos monitores, podemos colocar nossos turnos juntos de agora em diante.
Hermione se virou para ele sentando de frente e enlaçando seu pescoço sedutoramente.
- Me deixa ver se eu entendi você propõe de ficarmos namorando juntos para aproveitarmos melhor todos os momentos possíveis sem que ninguém nos impeça ou fiquem se intrometendo em nossas vidas. Usarmos nossos poderes de monitores chefes para ampliarmos os momentos que temos juntos. Enquanto aos poucos vamos preparando a todos para o fato que somos um casal?
Draco sorriu maliciosamente dando um selinho em Hermione.
- eu diria senhorita Granger, que você leu completamente todos os detalhes em minha mente.
Hermione o beijou.
- bom eu concordo em namorar com você escondido, desde que você se esforce para não ser tão mal, com Harry e Rony. Já que você querendo ou não terá que conviver com eles.
Draco fez um muxoxo.
- sorte Granger é que eu lhe amo muito, senão este sacrifício...
O casal saiu do jardim de inverno ainda abraçados, porém se afastaram ao ouvir um barulho assim que entraram nos corredores de Hogwarts.
Cincos segundoanistas passaram por eles correndo.
- e você se esqueceu ainda uma coisa minha, amada, eu sempre achei excitante o que me é proibido e vou ter um prazer enorme em lhe mostrar este prazer também.
Hermione corou ao sentir o hálito quente de Draco em sua nuca enquanto ele falava estas ultimas palavras ante de ambos seguirem por corredores opostos.
D H
E foi com uma inexplicável alegria que Hermione se juntou á seus amigos na mesa da grifinória.
Antes mesmo de falar com os amigos, Hermione buscou Draco na mesa da Sonserina que a olhava com um sorriso enigmático e sensual.
D H
É uma pessoa que amo muito
Que está ao meu lado, que quero proteger.
Agradeço por nascer nesse mundo
Em que estou junto de você.
D H
Fim do Capitulo Oito.
Vivis Drecco ® Uma disputa Eterna. © 2006.
NT: muitos beijos deste dois.
