Continuação do capitulo 6
- Durma bem.
O efeito foi tão rápido que ela caiu na cama e dormiu vestida.
Três minutos depois, Sesshoumaru foi espiá-la. Sorriu. Parecia ser seu destino bancar o valete. Despiu-a e colocou a camisola. Pensou em lhe tirar a calcinha, também, mas acabou resolvendo não exagerar. Quando acordasse, Rin ficaria furiosa.
Adormecida, ela estava ainda mais vulnerável. Os lábios entreabertos, a respiração lenta e profunda. Era tão frágil. Ele precisava ser mais paciente, colaborar de alguma forma com ela e não criticá-la tanto.
Depois do que acontecera, a mudança para outro lugar estava fora de cogitação. Com Shippo em casa, ela precisaria ainda mais dele.
A sensação era nova e estranha. Nunca se sentira necessário a alguém antes, a nível pessoal.
De repente quando começou a se afastar do leito, Rin segurou-lhe a mão e a levou de encontro a seio.
- Fique. Não vá.
Ele tornou a sorrir. Rin certamente ficaria surpresa ao acordar.
Para não perturbar seu sono, afastou-se apenas o suficiente para se despir. Então deitou-se ao lado dela e aninhou-a entre seus braços. Ela encolheu-se por um momento ao sentir o contato de seu corpo quase nu. Algo a que não estava acostumada. Mas logo relaxou e se entregou, confiante, ao seu carinho.
A noite para ele não seria das mais confortáveis, Sesshoumaru pensou, mas, por outro lado, não se lembrava de outra ocasião em que sentira tanta paz.
CAPÍTULO VII
Rin sentiu um peso sobre seu braço. Virou-se e seu rosto foi de encontro a um travesseiro quente e musculoso. Deveria estar sonhando. Estendeu a mão e acariciou. Fez uma pausa e tornou a acaricia-lo.
- Devagar, chérie - sussurrou uma voz em seu ouvido.
- Carícias assim são muito perigosas logo pela manhã.
Ela abriu os olhos e viu um par de olhos âmbares se derramando nos dela. Sentou-se na cama como se tivesse levado um choque. Sesshoumaru estava a seu lado. O lençol o cobria apenas até a cintura. O torso estava inteiramente nu.
Assim como o dela, Rin descobriu dali a instantes, puxando o lençol até o pescoço.
- A idéia foi sua - Sesshoumaru esclareceu. - Sentiu calor e tirou a camisola. E o resto.
Depois se enrolou em si mesma como uma gata e se aconchegou a mim. Em seguida voltou a dormir. Confesso que eu não consegui. Passei a noite entregue à pior tortura a que um homem pode ser submetido.
- Os tranqüilizantes - Rin se desculpou. - Não estou acostumada a tomar remédios. Eles provocam, algumas vezes, um comportamento estranho em mim.
- Eu notei. Você me fez um pedido irrecusável.
Rin cobriu a cabeça com o lençol.
- Calma! Não aconteceu nada.
- O que você está pensando de mim! Minha reputação está arruinada.
- Ainda não - Sesshoumaru caçoou. - Mas se ainda estiver tão disposta quanto ontem à noite, eu estou pronto a atendê-la.
- Oh!
Ele estirou os braços e riu.
- Foi uma revelação. Confesso que não resisti ao calor e maciez do seu corpo. Para poder senti-la com toda a intensidade, tirei minha roupa, também. Não imagina o quanto lutei comigo mesmo para não ir em frente. Você estava deliciosamente sensual.
- Quer dizer que não está usando nada nem uma cueca? - Rin arregalou os olhos.
Ele rolou para o lado e se apoiou sobre o cotovelo.
- Nada.
Ela ficou imóvel. De repente começou a morder o lábio.
- Preciso me levantar.
Sesshoumaru fez um gesto de concordância.
- Não posso sair da cama com você me olhando desse jeito.
- Como poderia deixar de olhar se estou diante da mulher mais cativante que já conheci?
Você é uma obra de arte.
- Não adianta dizer palavras lisonjeiras. Não quero que me olhe.
- Prefere que eu me levante primeiro, não é?
- Por favor.
- Você é uma garota terrível, sabia? Esconderá os olhos com as mãos. Então, quando eu me levantar, não resistirá à curiosidade de ver como um homem fica quando sente desejo por uma mulher, e espiará entre os dedos.
- Pare com isso! Eu não irei espiá-lo!
No mesmo instante, Sesshoumaru jogou o lençol de lado, levantou-se e alongou o corpo. Rin, que até então conservara as mãos sobre os olhos, fez exatamente o que Sesshoumaru previra.
Seu coração disparou no peito, a garganta secou. Sesshoumaru virou de frete.
- Não devemos nos envergonhar de nossos corpos - ele murmurou, permitindo que ela o fitasse à vontade.
Ela não disse uma palavra. Seus olhos se abriram cada vez mais.
- Você me lisonjeia com seu interesse, chérie. Por outro lado, está ficando cada vez mais difícil eu praticar o autocontrole. - ele se virou e vestiu a cueca e a calça do pijama.
Quando tornou a olhar para Rin, ela estava coberta novamente com o lençol, até os seios.
- Ainda continua tímida. Por quê? Nós dormimos juntos.
- Não foi bem assim.
- Dormimos nos braços um do outro sem qualquer roupa, como amantes.
- Mas não somos!
- Seremos - ele declarou com um sorriso. - A idéia me deixa aliciando de prazer. Você é feita de seda e cetim. È doce, inocente e ao mesmo tempo corajosa. O que mais um homem poderia pedir da vida?
- Não serei sua amante - Rin afirmou, de repente.
- Nem eu poderia lhe pedir para representar uma parte tão pequena em minha vida.
- Ela ficou intrigada. O que Sesshoumaru estava insinuando?
- O que você quer, então?
- O que você sussurrou em meu ouvido ontem a noite enquanto dormia.
- Mas eu não me lembro de nada!
- No momento oportuno, você se lembrará. Vista-se enquanto eu preparo o café. Shippo deve estar impaciente para vê-la.
Rin começou a rir.
- Shippo! Então não foi um sonho?
- Não. Vamos, levante-se.
Ele saiu e fechou a porta atrás de si. Ela pulou da cama e correu para o banheiro. Antes de alcançá-lo, porém, a porta do quarto tornou a abrir. Sesshoumaru a fitou de um jeito que jamais esqueceria.
- Pare com isso!
Ele balançou a cabeça, riu e fechou outra vez a porta.
- Não pude resistir. Agora, apresse-se.
Enquanto tomava uma ducha, Rin pensou que nunca se sentira tão feliz e excitada. Sua vida adquirira um novo alento, e Sesshoumaru fazia parte dela.
Os olhos de Shippo se iluminaram ao vê-la. Sua aparência era melhor. O novo quarto que lhe deram também era muito mais acolhedor, sem aquele mundo de aparelhos e fios. As faces estavam mais coradas, a fala mais inteligível.
- Oi, primo - ele cumprimentou Sesshoumaru com um sorriso.
- Bom dia, priminho. Sente-se melhor?
- Muito melhor. Mas estava preocupado com Rin. Disseram-me que ela precisou ser medicada.
- Já estou nova em folha - Rin garantiu. - Com os remédios que me deram, dormi a noite inteira como um bebê.
- Perdoe-me pelo susto que lhe dei.
- Vamos, não fale mais nisso. É tão maravilhoso vê-lo acordado, disposto, conversando comigo. Shippo, você é tudo o que tenho no mundo.
- E eu, cherie? - Sesshoumaru cochichou às suas costas, acariciando-lhe os cabelos.
Ela olhou imediatamente no fundo daqueles olhos âmbares e corou.
- Quando poderei sair daqui e ir para casa? - Shippo perguntou, ansioso, interrompendo o colóquio.
- Preciso perguntar ao médico. Mas prometo que não lhe darei sossego enquanto não o liberar - ela prometeu.
Só que não foi tão fácil assim persuadir o Dr. Brown a dar alta ao garoto. Enquanto novos exames não fossem realizados e os médicos tivessem certeza do estado físico e mental de Shippo, ele teria de continuar no hospital. Animou-a bastante, contudo, saber que o apetite de Shippo estava excelente. O médico chegou a brincar que ela precisaria preparar o bolso para as compras de supermercado.
Desde que passara a noite com Rin nos braços, Sesshoumaru se convenceu de que o casamento seria a única solução. O desejo que sentia por ela crescia a cada dia. Ele precisava não apenas de seu corpo perfeito, mas de seu coração caloroso e de seu espírito forte. O problema envolvendo as relações do seu país com os Estados Unidos seria resolvido depois. O fato de ele escolher uma americana como esposa poderia, inclusive, facilitar os negócios entre as duas nações. Longe de ser um problema, o casamento poderia se revelar uma grande vantagem.
Quanto mais pensava no assunto, mais convencido Sesshoumaru ficava de que essa seria uma sábia decisão.
Enquanto Rin conversava com o irmão, ele chamou Kouga de lago.
- Você precisa encontrar logo os assassinos. Não posso mais perder meu tempo.
- Você e Rin brigaram novamente?
- Não se trata disso. Desejo ir para casa e me casar.
Kouga ficou chocado, mas tentou não dar demonstração.
- Não acha que é uma decisão muito repentina?
- Já estou em idade de me casar há muito tempo. Achava que poderia esperar mais, mas com toda essa trama assassinatos eu me dei conta de minha própria vulnerabilidade. Não posso deixar meu povo sem um herdeiro. Quanto mais penso, mais acredito que meu cunhado esteja envolvido no plano para acabarem comigo. É o único membro da minha família que poderia se beneficiar com minha morte. Além disso, ele tem contatos e pode receber o apoio de um grande número de oficiais, em troca de benefícios, sem dúvida.
- Você já mencionou isso uma vez e nós tratamos de investigar seu cunhado. No momento há elementos infiltrados em suas operações esperando para surpreendê-lo em qualquer movimento em falso.
- Espero que não demore muito. Agora que tomei a decisão, mau passo esperar para realizar o casamento.
- Acho que devo lhe dar os parabéns, então - Kouga apertou sua mão pensando no quanto Rin sofreria ao saber.
- Outro detalhe. Enquanto esta charada persistir, precisaremos de um apartamento maior. Shippo deve ter alta logo e não haverá espaço suficiente para nós três.
- Nós arrumamos uma casa segura perto de...
- Não serve. Mesmo que Rin não desconfie, o garoto poderá estranhar.
- Tem razão. Um outro apartamento, então, onde poderemos continuar vigiando-o sem despertar suspeitas. Tudo bem?
- Sim, obrigado.
Pela primeira vez, Kouga percebeu que os modos de Sesshoumaru haviam mudado. Ele parecia mais educado, mais maduro. Até mesmo lhe agradecera.
- Onde pretende se casar? Em Saudi Mahara?
- Obviamente terá de ser lã. Tenho deveres de Estado a cumprir. Se minha vontade contasse, preferiria uma cerimônia simples e tranqüila, mas algo assim íntimo seria impossível para um homem na minha posição.
- Compreendo. Bem, há muito trabalho a ser feito.
Antes que Kouga se afastasse, Sesshoumaru o chamou.
- Você parece triste. Sei que é solteiro. Tenha paciência. Um dia acabará encontrando, também, a mulher que o fará feliz.
- Eu já encontrei - Kouga respondeu - mas, inteligente com sou, deixei escapar.
Rin estava tão contente com a recuperação de Shippo que não percebeu o tempo passar. Mais tarde, o comportamento curiosamente tenso de Sesshoumaru despertou-a para a profunda preocupação. Sem saber o que fazer, ela deu um jeito para falar a sós com Kouga.
- Sesshoumaru está calado demais. Aconteceu alguma coisa que eu deva saber?
- Tem certeza que está preparada para ouvir?
- Meu irmão se salvou. Depois desse milagre acho que estou preparada para qualquer coisa.
- Espero que sim. Ele - Kouga apertou os lábios e fez um gesto em direção a Sesshoumaru, que lia uma revista na sala de espera - está ansioso para voltar para casa e se casar.
Casar. O coração de Rin quase parou de bater ao ouvir a palavra. Não tinha percebido, até aquele instante, o quanto Sesshoumaru significava para ela. Casamento. Um homem de sua posição certamente só poderia se casar com alguém de seu nível. Mais importante, de sua própria nacionalidade. O que o seu governo diria se um alto oficial se casasse com uma simples secretaria? Como pudera ser tão ingênua?
- Entendo - ela balbuciou. Havia se formado um nó em sua garganta. Foi preciso que engolisse várias vezes antes de conseguir falar. - Estive sonhando muito alto, não é, Kouga?
- Brianna, eu sinto muito.
- Está tudo bem. Eu deveria ter me preparado. Deus do Céu, ele não poderia se envolver com uma mulher comum, poderia?
- Sinto muito - Kouga repetiu. Eu não queria ter lhe dado essa notícia.
Rin respirou fundo e tentou se acalmar. O destino lhe propusera uma barganha. Shippo em troca de Sesshoumaru. O desespero lhe deu vontade de chorar. Depois de rir. Não passara de uma diversão para Sesshoumaru. Enquanto ela se apaixonava, ele planejava se casar com outra. Nunca se sentira pior em sua vida.
- Preciso voltar para junto de Shippo.
- O tempo é o melhor remédio - Kouga observou, as mão nos bolsos, e o olhar triste.
- Eu sei.
Sua atitude para com Sesshoumaru não mudou, ao menos ostensivamente. Continuou tratando-o com cortesia e delicadeza. A distância, porém, estava aumentando ao ponto de se tornar um abismo. Sesshoumaru notava sua frieza e não entendia.
Kouga não mencionou a conversa que tivera com Rin a respeito do casamento iminente. Contou-lhe, porém, que o agente disfarçado como Sesshoumaru, e que se alojara no melhor hotel da cidade, sofrera uma ameaça de atentado. A notícia fez com que sua preocupação aumentasse com relação à segurança de Rin e de Shippo. Se ele fosse descoberto, nada nem ninguém impediria os terroristas de cumprirem seu objetivo. Nem de matar os inocentes que se atravessassem em seu caminho.
- Sou um homem sinto necessidade de ter uma mulher em minha cama, de vez em quando. Não vou me desculpar por ser humano.
- Não pedi que se desculpasse - ele retrucou. - Estou afirmando simplesmente que não seria a outra em sua vida.
- Isso está fora de questão.
-Ótimo. Ainda bem que nos entendemos.
Rin colocou o carro em movimento. A seu lado, Sesshoumaru permaneceu calado e pensativo. Os planos para o casamento já estavam em andamento e lá estava Rin toda enciumada e zangada por causa de sua amante. Mas o problema já estava solucionado.
Ele havia telefonado para Saudi Mahara e avisado a mulher que iria se casar. Dera-lhe dinheiro suficiente para viver com tranqüilidade até o último dos seus dias. Haviam se despedido como amigos. No entanto, Rin estava recusando-o. Aparentemente não podia aceitar que ele tivera um passado. Isso o entristecia. Julgara-a mais compreensiva.
O pior é que Rin ainda não sabia de tudo. Havia uma verdade que ela não descobrira e que poderia descobrir, sob o risco de não quere-lo mais, não tivera coragem para lhe contar. Planejara esperar, estudar as palavras certas, chegar o monento adequado.
Talvez tivesse esperado demais. Agora ela não queira sequer falar de um futuro com ele.
Sesshoumaru a fitou com tristeza. Rin era muito jovem. Talvez não estivesse preparada para o que ele tinha para lhe dizer.
Sesshoumaru e Kouga acompanhavam Rin todos os dias ao hospital. Sesshoumaru, sentindo-a relutante em sua presença, não forçava uma aproximação nem um entendimento. Ela, por sua vez, sentia-o protetor e carinhoso, mas não mais amoroso e sensual. Talvez fosse melhor assim. No mínimo, porém, não sabia se devia se sentir grata ou triste. Sesshoumaru, afinal, não teria a mínima consideração no sentido de lhe contar que havia uma outra mulher em sua vida.
Fora uma bênção que Shippo, com sua animação, a compensasse pela dor da perda de Sesshoumaru. Sentia-se fortalecida junto dele e não o largava por um único minuto de sue tempo livre.
No dia em que o médico lhe deu alta, ela dançou ao redor da cama.
- Eu já pedi a Kouga que encontre um apartamento maior para que cada um de nós possa ter seu próprio quarto.
Não fora apenas isso que ele comentara com Kouga, Rin pensou, mas preferiu não tocar no assunto.
- Acho uma boa idéia.
- Você está estranha - Sesshoumaru observou, sem poder se conter mais. - Desde a noite em que dormiu em meus braços, não falou mais três palavras comigo.
- Eu pensei muito e decidi que foi um erro - Rin respondeu, sem coragem de fita-lo. - Não quero me entregar a uma relação sem futuro.
- O que está querendo dizer com "sem futuro"?
- Você entendeu. Não quero ser um brinquedo. Não quando você já tem uma outra mulher em seu país.
Ele desviou o olhar.
- Não pedi que se desculpasse - ela retrucou. - Estou afirmando simplesmente que não seria a outra em sua vida.
- Isso está fora de questão.
Kouga encontrou um apartamento para eles no dia seguinte.
A mudança levou horas para ser efetuada, apesar da ajuda inestimável do pessoal da segurança de Sesshoumaru. Ela jamais vira uma demonstração de tanto poder. Bastava Sesshoumaru estalar os dedos para seus funcionários atende-lo. Mas, apesar de surpresa e quase incrédula, não teceu nenhum comentário. Sesshoumaru que falasse sobre suas extravagâncias com a mulher com quem iria se casar. Ela não o queira. Ela não o queria mais!
Enquanto Rin desfazia as malas, Sesshoumaru aproveitou para conversar com Kouga, em particular.
- O menino estará seguro conosco? Eu não posso submetê-lo a qualquer risco por nada no mundo.
- Não só ele, como você e Rin. Estão tão protegidos como se estivessem em um abrigo anti-aéreo há vinte andares no subsolo. O apartamento está cercado. Há escutas em todos os telefones e câmeras de televisão em todas as dependências. Para sua própria proteção - Kouga acrescentou -, não se esqueça de memorizá-las.
- Acha que ainda preciso me esforçar nesse sentido? - Sesshoumaru sorriu, amargo. - Depois que o irmão recobrou a consciência ela não tem mais interesse por mim. Eu me tornei o homem esquecido.
Kouga não comentou, mas achou que isso era o melhor que poderia ter acontecido, uma vez que Sesshoumaru estava de casamento marcado.
-Sinto muito. Sei como se sente - Kouga respondeu os olhos distantes.
Sesshoumaru estranhou o desabafo. Kouga nunca lhe fizera confidências.
- Eu tinha uma namorada e cometi um erro tentei me desculpar, mas era tarde demais.
Agora não consigo mais me aproximar dela. Minha namorada passou a me odiar.
- É uma pena.
- Eu também acho. Bem, mas a vida continua. - Kouga se levantou. - Devo deixá-lo agora. Estaremos por perto quando trouxerem o garoto. Lembre-se de ser discreto. Nada de encomendar grandiosos jantares.
Sesshoumaru ergueu ambas as mãos para o céu.
- Talvez eu consiga comer os tais cachorros quentes. Afinal, esta é uma situação de emergência. O meu sósia é que deve estar se deliciando com os pratos de filé mignon e crepes de cereja.
- Uma das vantagens de sua "posição" – Kouga zombou.
- Pois diga a ele para não se acostumar demais às finas iguarias. Sua "posição" é apenas temporária.
- Se quer mesmo saber, é o que todos nós pensamos. A solução está próxima, mais próxima de que imagina. Você tinha razão em suspeitar do seu cunhado. Mas, no momento, não posso lhe dizer mais nada.
- E quanto à minha irmã? - Sesshoumaru quis saber.
- Ainda não sabemos.
Sesshoumaru seguiu, preocupado, ao lado de Rin ,para o hospital. Ela estava muito bem-humorada. O chefe lhe dera folga naquele dia e as colegas do escritório haviam comprado um presente para Shippo. Ele era grande e estava embrulhado. Elas não quiseram contar a Rin o que era. Shippo ficou ansioso ao saber.
- Eu o teria trazido até o hospital comigo - Rin explicou -, mas era tão grande que não caberia no carro com nós três.
Estou extremamente ansiosa em saber se gostaram, bem no proximo capitulo tudo sera esclarecido entre Rin e Sesshoumaru, e Shippo se mostrara atencioso aos detalhes ao seu redor.
Beijos e muitos abraços para todos aqueles que deixaram seus comentarios e os que não também. Alias se houver algum errinho de gramatica me perdoem.
