(Autora aqui: Primeiramente eu queria me desculpar caso tenha demorado e também agradecer a Clenery Aingremont que me ajudou bastante a escrever esse capitulo, eu até poderia marcar os comentários que ela escreveu, mas isso meio que iria parecer que ela só ajudou naquelas partes sendo que na verdade ela ajudou em tudo, basicamente ela escreveu tudo aqui junto comigo, e também tenho um aviso, por isso leiam as notas finais)
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— Eu não vou voltar. — Falou Carlinhos em um campo aberto, os únicos que estavam na cena era ele e Harry que olhava para o cunhado indignado.
— Voltar pra onde? — Perguntou Molly (avó) confusa.
— Como eu odeio o Harry. — Falou Carlinhos (mais velho) sussurrando para a esposa que sorriu e assentiu.
— Como é que eu vou explicar a sua mãe que você vai embora do nada, sem se explicar nem nada. — Falou Harry ainda olhando para ele que parecia não se importar com a reação dos pais e da família.
— Eu deixei uma carta. — Falou Carlinhos como se isso pudesse justificar sua ida, ou até mesmo amenizar a fúria que Molly provavelmente teria.
— As vezes parece que você não se importa comigo, com a minha preocupação. — Falou Molly (avó) para o filho que revirou os olhos.
— É só que eu não gosto de despedidas e já sabia que não conseguiria ficar em casa por muito tempo. — Se explicou Carlinhos (mais velho).
— Não liga não Molly, se tem uma coisa que todos seus filhos tem em comum é a insensibilidade. — Falou Helena (adulta) para a ruiva que bufou e olhou para cada um dos filhos.
— A sua mãe nunca foi de ser o tipo de mulher brava comigo, mas sua irmã sim e eu penso que a Molly provavelmente vai ser bem pior, Carlinhos uma carta não substitui a ida de um filho, você passou a vida inteira na Romênia, e quando pode ficar aqui na Inglaterra vai embora? — Perguntou Harry não entendendo.
— É uma questão de escolhas, o que eu vou fazer aqui na Inglaterra? Voltar a ser o galinha que eu era na Romênia, talvez eu tenha me cansado dessa vida. — Falou Carlinhos passando a mão nos cabelos e logo em seguida na nuca.
— Depois da metade da vida dele ter passado foi que percebeu que essa vida de galinhagem não vale a pena. — Falou Rony (adulto).
— Você fala isso porque conhece a Hermione desde quando entrou na escola. — Retrucou Carlinhos (mais velho).
— Quantas pessoas legais você conheceu na Romênia? Ou melhor, quantas mulheres? — Perguntou Rony (adulto) sorrindo para o irmão que pensou um pouco.
— Algumas, até que a Lice era legal, simpática, carinhosa e fofa. — Falou Carlinhos (mais velho) sorrindo largamente ao ver o olhar da esposa sobre si — Pena que ela tinha 06 anos.
— Não acredito. — Falou Helena (adulta) com raiva de si mesma enquanto o ruivo ria a suas costas.
— Ela é a filha mais nova do meu ex-chefe e estava sempre querendo saber de dragões e perguntava coisas descaradamente, já não a vejo a um bom tempo, deve estar com a idade do Teddy, quantos anos ele tinha quando você engravidou? — Perguntou Carlinhos (mais velho) para a esposa que começou a pensar.
— Ele tinha uns 07 ou 08 anos. — Falou Helena (adulta).
— Bom ela deve estar enorme e provavelmente estudando dragões. — Falou Carlinhos (mais velho) sorrindo.
— Nem sabe se a Helena vai te escutar, você já tentou quantas vezes? Duas vezes e até agora não deu certo. — Constatou Harry.
— As poucas vezes que eu fiquei com a Helena depois que ela brigou comigo, eu não tentei conversar com ela, é por isso que deu errado. — Falou Carlinhos — E pelo que eu sei, é fácil de arrumar emprego no Brasil com o meu currículo, qualquer coisa se meus planos não der certo eu sigo a minha vida sozinho, me disseram que a segurança de criaturas por lá é fraca e o que menos existe lá é profissionais que conseguiram ir para a Romênia e trabalhar por um bom tempo, eu estou trabalhando lá desde quando sai de Hogwarts, dois anos antes de você entrar mais ou menos, estou lá a mais tempo que você esta no mundo bruxo.
— O meu tempo no mundo bruxo é o mesmo que o do Harry. — Falou Hermione (adolescente).
— Mas o Harry tem pais bruxos e uma família conhecida, e é por isso que é estranho ele estar a tão pouco tempo no nosso mundo, quando todos souberam que ele estava com a tia trouxa foi a maior confusão do mundo, queriam saber do porque de ele estar lá e não no nosso mundo. — Falou Arthur.
— Estou vivendo no mundo bruxo a cinco anos e já arranjei confusão demais. — Falou Harry (adolescente).
— Começar uma vida não é fácil, precisa de muito dinheiro nos primeiros meses e... — Harry tentou falar, mas o cunhado o interrompeu, pelo jeito o ruivo não mudaria de idéia.
— Eu tenho dinheiro guardado, posso não ter uma fortuna como você, mas com esse dinheiro posso passar meses sem trabalhar, daqui a pouco eu vou morrer e esse dinheiro vai pro lixo, de tanto que eu guardo. — Falou Carlinhos dando de ombros, o ruivo se deixou cair na grama macia do extenso campo.
— Qual era a idéia do Harry? Ou melhor, o que ele queria fazer conversando sobre isso? — Perguntou Helena (adulta).
— Ele parecia querer tempo para assimilar o que eu estava fazendo. — Falou Carlinhos (mais velho).
— A sua irmã vai me matar. — Falou Harry passando a mão na frente do rosto, se sentiu irritado ao ver Carlinhos rir com gosto por causa de seu medo da esposa — Você nunca foi casado, nunca teve algo sério com uma mulher então não pense que seja fácil.
— Eu morei com a Helena por quase nove meses. — Falou Carlinhos.
— Porque não pediu ajuda ao Gui? Ele é seu irmão, poderia muito bem ajudar você. — Falou Harry.
— Ta ai uma coisa que eu gostaria de saber também, com tanto irmão e foi contar apenas ao Harry? Tudo bem não contar a mim, mas poderia se despedir dos seus irmãos. — Falou Molly (avó) olhando para seu segundo filho mais velho e depois para os outros filhos.
— Mãe, nem sempre ter vários irmãos quer dizer que eles serão aos que vamos recorrer ou que eles serão os nossos melhores amigos. — Falou Rony (adulto).
— Mas o Carlinhos sempre foi grudado ao Gui? Estudaram juntos, se não fossem irmãos de sangue seriam de consideração. — Falou Molly (avó) se lembrando de como os dois primeiros filhos eram grudados, mesmo depois que Gui entrou na escola primeiro.
— Tudo muda quando Hogwarts acaba, até mesmo as amizades. — Falou Gui (mais velho).
— Não fale como se vocês tivessem o tipo de amizade que fica sem se ver por muito tempo, são irmãos e se viam todos os anos na Toca, isso só mudou quando...
— Eu fui para a Romênia. — Falou Carlinhos (mais velho) já sabendo que a ruiva mais velha diria aquilo, ele olhou brevemente para os dois Gui's que tinha ali e sabia que os dois estavam se lembrando do porque de ele ter ido mesmo para a Romênia, ele tinha dois motivos é claro, mas com o resultado do segundo motivo teve a decisão definitiva para ir trabalhar dragões — Mas deixe esse assunto de lado.
— Tonks tem alguma coisa a ver com isso? — Perguntou Helena (adulta) sussurrando baixinho para o ruivo atrás de si que suspirou, ele não respondeu, mas ela teve sua resposta ao sentir ele aconchegar seu corpo mais ao dele e deitar sua cabeça no ombro dela.
— Deixa isso pra lá, Lena. — Falou Carlinhos (mais velho) no ouvido dela.
— Você só me chama de Lena quando quer chamar a minha atenção ou quando quer fazer manha pra não falar de algo. — Falou Helena (adulta).
— E porque acha que eu não quero chamar sua atenção? — Perguntou Carlinhos (mais velho).
— Porque não é o momento para isso. — Respondeu Helena (adulta).
— Quando você estava grávida fizemos um trato, não falaríamos sobre a pessoa que me fez ir para a Romênia e você não precisava falar sobre o que teve com o Rafael. — Falou Carlinhos (mais velho) colocando um ponto final na conversa.
— Eu já cometi o erro de pedir ajuda ao Gui uma vez, poderia pedir ao Rony ou ao Jorge, que provavelmente seriam os únicos a me entender, mas eu não confiei a eles nem mesmo o segredo de ter tido algo com a Helena, não tinha direito de pedir ajuda a eles e eles também não teriam o dever de me ajudar. — Respondeu Carlinhos.
— Porque será que eu só arrumo confusão, Merlin? Só pode ser um castigo. — Falou Harry olhando para o céu.
— Não seja tão dramático, não é como se fosse sobrar alguma coisa para você, só esta me ajudando a fugir do país. — Falou Carlinhos como se aquilo fosse pouco.
— E isso é pouco? — Perguntou Molly (avó) indignada.
— Acho que o Harry já fez coisas piores. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Isso ele tem razão. — Falou Harry (adolescente) sussurrando para a namorada que estava ao seu lado.
— Pra você isso não deve ser nada, passou a vida inteira do outro lado do mundo. — Falou Harry apenas recebendo como resposta do que havia sido um dar de ombros, pelo jeito ele não se importava mesmo em estar indo embora sem avisar a ninguém de sua família — Carlinhos, quando chegar lá, pelo amor de Merlin manda um recado para a sua mãe.
— Ta bom, pode deixar, só por curiosidade onde é que eu vou parar? — Perguntou Carlinhos.
— Em um campo perto do aeroporto, não vai demorar para a Helena chegar lá, qualquer coisa você pode pedir informação para saber se o vôo dela chegou. — Falou Harry.
— Ô anta, acho que você se esqueceu, mas... EU NÃO FALO PORTUGUÊS. — Falou Carlinhos gritando a ultima parte, mas foi Harry que riu.
— Que exagero. — Falou Helena (adolescente).
— Não é fácil ir para um lugar onde quase ninguém fala inglês, como eu ia saber onde você estava? — Perguntou Carlinhos (mais novo) olhando para a morena que ainda sorria.
— Em aeroportos assim, que recebe viagens estrangeiras sempre tem alguém que fale inglês, na verdade existe um balcão especialmente para pessoas assim. — Falou Helena (adolescente) sorrindo para o ruivo que bufou.
— A anta aqui é você, todo aeroporto tem um balcão de informação para turistas que falam inglês, você não viajou para lá com a Helena? Deveria saber disso. — Falou Harry.
— Quando você esta ao lado de uma pessoa que fala Português, você não precisa se preocupar com isso. — Falou Carlinhos como justificativa.
— Sem contar que toda a minha família do Brasil consegue falar inglês o suficiente para conseguir conversar com turistas. — Falou Helena (adolescente).
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— E então, eles viveram felizes para sempre. — Falou Gina por fim.
Nessa nova cena Harry não aparecia muito, o moreno estava deitado em uma cama de solteiro, dividia o móvel com a esposa e os dois filhos pequenos, a ruiva tinha um livro no colo enquanto os três caíram no sono ao ouvir ela ler a história.
— É quase impossível não dormir junto. — Falou James (avô) se lembrando das poucas vezes em que sua esposa contara histórias infantis para seu filhos e ele sempre estava ao lado, acabava caindo no sono junto.
— A Hermione desde cedo lia Hogwarts uma história. — Falou Rony (adulto) fazendo com que a esposa olhasse confusa para ele, era claro que ela estava mentindo — Brincadeira.
— Eu não duvidaria de uma coisa dessas, é bem capaz da Hermione ter feito mesmo isso. — Falou Jorge (adolescente) rindo da cunhada que olhou brava para ele.
— Você é viciada nesse livro, não é? — Perguntou Cath sorrindo.
— Como pode saber? — Perguntou Hermione (adolescente).
— O Scorpius falou. — Respondeu Cath fazendo com que seu irmão olhasse confusa para ela.
— Falei? — Perguntou Scorpius.
— Falou ué. — Falou Cath como se para Scorpius cooperar e concordar de que foi ele que falou.
— É mesmo. — Falou Scorpius dando um sorriso amarelo e sem graça.
— Não fazia parte de o plano os três dormirem. — Falou Gina fechando o livro.
— Já terminou? — Perguntou Harry abrindo os olhos preguiçosamente.
— Já, porque dormiu? — Perguntou Gina.
— Você demora demais para ler uma história, acho que estou dormindo desde a hora em que a bruxa apareceu. — Falou Harry.
— Você que dorme muito fácil. — Falou Gina dando um leve tapa no peito do namorado que segurou sua mão e sorriu.
— Isso aconteceu na metade da primeira folha. — Falou Gina pegando uma almofada ao lado da cama e jogando na cara do marido, no momento em que ele se mexeu acabou caindo da cama, a ruiva não conseguiu se segurar e começou a gargalhar, ela colocou a mão na frente da boca para não acordar os filhos que dormiam tranquilamente.
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A cena mostrava a família Potter espalhada por uma grande sala, Gina estava mais uma vez com um barrigão, Al estava em pé em cima do sofá tentando colocar um capuz de natal na cabeça do pai que ria, já James estava com os óculo de Harry e sorria para a mãe que fazia o mesmo.
— Natal e eu nem havia nascido ainda. — Falou Lily (neta).
— Mamãe. — James chamou a mãe que olhou e pegou um sapo de chocolate das mãos do menino, abriu o doce e entregou para o menino o bicho que tentou pular — Figurinha.
— Pega essa James, olha que mulher bonita. — Falou Gina pegando uma figurinha que estava no bolso da calça, o menino pegou com um largo sorriso e começou a observar — É você. — Falou Gina pegando a figurinha de dentro da embalagem do sapo de chocolate que abrira para o filho, ela entregou ao marido que observou com os olhos meios fechados, tentando ver melhor sem os óculos.
— Depois de muito tempo o Harry conseguiu impedir que tivesse figurinhas com a imagem dele. — Falou Rony (adulto) se lembrando de como ele ficava quando encontrava alguma.
— Mas fizeram mesmo figurinhas dele? — Perguntou James (avô).
— Sim, mas ele não era muito fã daquilo. — Falou Hermione (adulta).
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Harry andava pelo corredor de uma casa de aparência simples.
Tonks reconheceu o lugar como a casa dos seus pais, mas achou estranho que Harry estivesse ali.
Ele seguiu pelo corredor até chegar a um quarto, ao entrar olhou em volta a procura de alguém, mas ao não encontrar ninguém foi direto para a sacada, olhou para o lado e encontrou Teddy sentado em uma cadeira inclinada, olhando para o céu.
— Meu antigo quarto. — Falou Tonks.
— Tecnicamente é seu quarto atual porque você ainda mora lá, mesmo não tendo dormido lá ultimamente. — Falou Remo para a companheira que revirou os olhos e deu um tapa no braço dele que sorriu.
— Sem sono? — Perguntou Harry para o menino que levou um susto, o garoto nem ao menos respondeu, Harry se sentou ao lado da cadeira encostando-se na mesma e esperou que o afilhado dissesse algo, mas ele apenas ficou em silencio com a cabeça deitado nos joelhos e abraçando os mesmos com os braços.
— Não consigo dormir. — Falou Teddy por fim.
— Porque? — Perguntou Harry.
— A lua me incomoda. — Falou Teddy fazendo com que o padrinho ficasse confuso, Harry olhou para o céu e logo entendeu, a lua estava cheia e com certeza isso incomodaria qualquer pessoa que tivesse algo com licantropia.
— Ela incomoda mesmo um pouco. — Falou Dominique que já tinha sentido aquilo de a lua a incomodar, a fazia pensar em varias coisas e acabava perdendo o sono.
— Como assim? — Perguntou Rony (adolescente).
— Nós não transformamos, mas a lua ainda faz uma diferença em nós quando esta cheia, imagine que seja uma pulga em você que fica coçando e você não consegue se levar dela. — Falou Dominique tentando explicar da melhor forma possível.
— Quando criança as coisas são piores, já que nessa época temos bastante pesadelos e acabamos perdendo o sono varias vezes. — Falou Louis.
— Eu nunca senti isso. — Falou Remo.
— Porque ao invés de você estar dormindo em momentos assim esta se transformando, nós apenas não sentimos a dor da transformação. — Falou Vic.
— Mas isso é bom, mas vocês não sentiram nada quando se transformaram pela primeira vez em lobo? — Perguntou Remo confuso para o casal que negou com a cabeça.
— Normalmente a primeira transformação acontece quando já esta de noite e nessa hora estamos dormindo, acabamos nem sentindo porque estamos dormindo, é quase a mesma coisa de ser um animago, mas é instinto, ou melhor, é da nossa natureza. — Falou Teddy.
— É estranho, nunca ouvi falar de pessoas assim. — Falou James (avô).
— Porque não é comum lobisomens ter filhos e se tem não é como se saíssem pelo mundo dizendo que seus filhos tem suas manias licantropas, mas pelo que eu já vi tem varias pessoas como a gente. — Falou Vic.
— Já aconteceu antes? — Perguntou Harry vendo o menino assentir — Quando eu era pequeno tinha medo do escuro, ele me incomodava antes de dormir, mas não podia ligar a luz do mesmo jeito que você não pode fugir da lua.
— E o que você fazia para dormir? — Perguntou Teddy nem mesmo o olhando.
— Eu ia dormir e pensava que meus pais estariam comigo cuidando de mim enquanto dormia, que eles cuidavam de mim e assim não aconteceria nada de ruim comigo. — Falou Harry para o menino que o olhou e sorriu.
— Acha mesmo que papai e mamãe vão cuidar de mim? — Perguntou Teddy.
— Eu tenho certeza que eles estarão cuidando de você toda hora, não importa onde esteja e do que esta incomodando eles sempre estarão com você, agora vai dormir. — Falou Harry para Teddy que sorriu e se levantou entrando no quarto e se jogando na cama, cobrindo o corpo com o cobertor até o pescoço.
— Mas o que o Harry estaria fazendo na casa da minha mãe a uma hora dessas? — Perguntou Tonks se comovendo com a cena que acabara de ver, Harry era como um pai para Teddy, mas pensar que se ao invés de ser mais nova que Remo, ela tivesse a mesma idade que ele e assim os dois teriam um filho seja um pouco mais novo que Harry ou mais velho, ao invés de pai e filho, eles seriam irmãos.
— A sua mãe costumava chamar o Harry para conversar com o Teddy quando ele estava nesses momentos difíceis da infância. — Respondeu Hermione (adulta).
— Mas isso não acontecia com muita freqüência. — Falou Teddy.
Harry fechou as portas que levava a varanda e tampou a janela com as cortinas de cores claras, ao sair do quarto do menino se deparou com Gina que sorria gentilmente.
— Quando pequena eu tinha medo de Papai Noel. — Falou Gina fazendo com que Harry segurasse a risada — Na minha opinião ele era muito estranho e eu pensava que se ele entrasse na minha casa durante a noite provavelmente roubaria alguma coisa, pensando melhor agora eu percebo que ele não roubaria nada, afinal quem entra na Toca para roubar alguma coisa? — Perguntou Gina retoricamente — Achei que seu único medo era ter que morar a vida toda na casa dos seus tios, ou se não acabar não tendo amigos.
— Você nunca mentiu na vida? E não quer dizer que seja mentira, pode sim o Remo e a Tonks estarem aqui ué, cuidando dele, afinal o que mais eles estariam fazendo? — Falou Harry dando de ombros e seguindo para as escadas na companhia da esposa.
— Mais um que menti para crianças. — Falou Hermione (adolescente).
— Não dá pra ficar sem mentir, as vezes eles perguntam cada coisa que eu só fiquei sabendo quando tinha 13 anos. — Falou Rony (adulto).
— Acabei de mentir quando disse que tinha medo de Papai Noel. — Falou Gina rindo.
— Eu já estava achando estranho, ouvir você dizer que tinha medo de papai Noel é o mesmo que ouvir que a Hermione é burra e não gosta de estudar. — Falou Harry para a namorada que apenas sorriu.
— Eu desconfiava, uma menina que não gosta da proteção dos irmãos não teria coragem de dizer que tem um medo bobo desse, como também não tem coragem de dizer que esta tendo pesadelos com o primeiro ano escolar. — Falou Harry fazendo com que a esposa ficasse séria instantaneamente.
— Não somos os únicos que não conseguem esconder algo do Harry, a Gina também sofre com isso. — Falou Helena (adulta) sorrindo.
— O que aconteceu com a sua irmã no primeiro ano escolar? — Perguntou Helena (adolescente) olhando para Carlinhos ao seu lado que ficou em silencio diante da sua pergunta — Algo ruim?
— É melhor você não perguntar de novo, não gostamos de falar de coisas ruins. — Falou Carlinhos (mais novo) olhando para a morena brevemente.
— Desculpa. — Falou Helena (adolescente) por sua pergunta.
— Foi só que as lembranças voltaram, mas eu já sei o que fazer. — Falou Gina descendo nas escadas na frente do marido, parecia estar fugindo dele.
— Só uma dica, é muito feio mentir, sabia? — Perguntou Harry com a voz um pouco mais alta para a ruiva poder ouvir.
— Disse a pessoa que mais menti no mundo. — Falou Hermione (adulta).
— Mentir? — Perguntou Lily (avó).
— Desculpe, errei na palavra que tinha que usar, ele não menti apenas escondi algumas coisas. — Falou Hermione (adulta) um pouco envergonhada — Coisas que ele prefere não falar ou não comentar.
— Ao menos não com a gente, se ele falar com alguém deve ser com a Gina. — Falou Rony (adulto) ao ver o olhar da esposa sobre si ao falar que o amigo não era muito de desabafar com eles.
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A cena mostrava que Harry estava em um dos quartos do St. Mungus, mas não era ele que estava na cama do paciente e sim Gina, a ruiva dormia tranquilamente e no móvel também estavam James e Al abraçando a mãe carinhosamente, já Harry estava no sofá que era para os familiares que visitavam os pacientes, o moreno tinha em seu colo um embrulho de cobertores e dentro estava Lily dormindo serenamente.
— Nossa, nem mesmo falaram como descobriram que eu já estava vindo. — Falou Lily (neta).
— Mas o papai já contou Lily, foi quando invadiram a casa e ele levou a mamãe no hospital, não foi como a vez em que ela estava grávida de mim e do James em que ela descobriu e depois contou para ele, foi em um momento um pouco difícil. — Falou Al para a irmã.
— Invadiram a casa de vocês? — Perguntou Lily (avó) preocupada.
— Eu tinha quase 02 anos e o James tinha 03, a minha mãe estava grávida e não sabia ainda então meu pai também não sabia e por isso estava trabalhando e minha mãe ficou em casa, nesse dia invadiram a casa e meu já chegou na hora de achar minha mãe desmaiada na sala, é claro que as pessoas que fizeram aquilo não levaria uma mulher que daria trabalho então acho que eles pensaram que levar duas crianças seriam mais fáceis e os dois não teriam a menor chance de fugir, acho que foi a primeira e a ultima vez que tentaram entrar na minha casa, se já houve algum outro atentado como esse eu não sei, mas não foi em casa. — Falou Al para a avó que ficou preocupada e olhou desesperada para o marido que parecia estar tão assustado quanto ela.
— Isso ainda acontece, mas esse tipo de pessoa desistiu de tentar pegar as crianças, ainda mais depois que elas foram para Hogwarts pela primeira vez. — Falou Helena (adulta) olhando brevemente para Rony (adulto) que entendia do que ela estava falando.
— As vezes quando acontece esses atentados os bruxos tentam fazer com que pareça um acidente trouxa, sem magia alguma. — Falou Rony (adulto).
— Ela parece que vai ser do tipo que vai querer mais o seu carinho do que o meu. — Falou Gina se sentando na cama com cuidado para que seus filhos não acordassem.
— Já estava na hora de eu ser o preferido, não acha? — Perguntou Harry fazendo a esposa rir.
— Você esta tão ocupado babando nela que nem mesmo perguntou o nome, você disse Lily, vai ser Lily Luna. — Falou Gina sorrindo para o marido que com cuidado mexeu o embrulho — Quando eu poderei ir embora?
— Você chegou aqui a cinco horas atrás Gina, não ficou nem mesmo um dia inteiro. — Falou Harry indignado como se assim passasse o recado de que ela não iria embora tão cedo.
— É horrível ficar naquele lugar. — Falou Hermione (adulta).
— Eu concordo, mesmo que eu trabalhe lá já tive que ficar vários dias internada. — Falou Astória — A ultima vez que o Draco foi parar lá eu quase coloquei uma camisa de força nele, você vira as costas e ele já não esta mais na cama.
— Você não pode cuidar dele em casa? — Perguntou Helena (adulta) confusa.
— Quem me dera. — Falou Draco para si mesmo ao ver a esposa negar com a cabeça diante da pergunta de Helena.
— Não, de acordo com as regras do St. Mungus depois que eu estou no meu horário de trabalho não posso tratar o Draco como meu marido, se ele chegar doente será apenas meu paciente, a mesma coisa do Scorpius e da Cath, mas eles nunca foram para lá porque na maioria das vezes eles só ficam doente em casa e eu nem me preocupo em levar eles até lá, já faço o meu diagnostico, mas se a coisa foi séria eu costumo levar eles para verem minha mãe, ou melhor, a Dra. Layla. — Falou Astória.
— Eu não entendi. — Falou Marlene.
— Minha mãe não sabe que eu existo, quando eu nasci meu pai me levou para morar com ele e apagou a memória dela porque naquela época era perigoso se ter algo com uma trouxa, ele até já disse algumas vezes que pensava em tirar o feitiço da memória dela, mas ele morreu antes de poder fazer isso, mas eu a conheço e digamos que somos amigas. — Falou Astória sorrindo, ser amiga de sua mãe já era o bastante.
— Eu não sou igual a você que esta acostumada a ficar em hospitais por dias enquanto a esposa esta morrendo de preocupação. — Falou Gina.
— A Gina é tão exagerada. — Falou Hermione (adulta).
— A ultima vez que o papai foi fazer uma missão quando ele voltou você jogou o abajur nele dizendo para não demorar tanto para fazer uma porcaria. — Falou Hugo como um recado para a mãe que sua tia não era a mulher mais exagerada da família.
— Mas ele disse que ficaria fora por dois dias, só voltou cinco dias depois de ter ido, uma semana fora de casa. — Falou Hermione (adulta).
— Cinco dias não é uma semana. — Falou Rony (adulto).
— Mas cinco dias de trabalho equivale a uma semana. — Falou Hermione (adulta).
— Acho que não para você que trabalha até mesmo no sábado. — Falou Rony (adulto).
— Isso é mentira. — Falou Hermione (adulta).
— É verdade. — Falaram todo o pessoal do futuro que escutava a discussão do casal, Hermione (adulta) olhando indignada para Helena que até mesmo ela tinha dito que era verdade, a morena deu de ombros ao ver o olhar da cunhada.
— Eu também não sou igual você que fica sem comer fazendo com que eu fique preocupado, estamos empatado. — Falou Harry fazendo a esposa bufar de raiva — Você tem os olhos da sua mãe, vai ter a mesma personalidade que ela?
— Eu acho que a Lily vai ser igual a Gina. — Falou Helena (adulta) pensando em como a sobrinha ficaria quando fosse adulta e quando já fosse decidir suas escolhas sozinha.
— Vai ter troco, só espere eu poder sair dessa cama. — Falou Gina.
— Já esta virando mania um ficar ameaçando o outro. — Falou Angelina.
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— Vou sentir saudades. — Falou Teddy e pela sua aparência dava para perceber que o tempo tinha passado e o menino crescido mais ainda, a sua volta podia se ver as outras crianças que tinha seus malões e corujas, era obvio que estavam todos indo para Hogwarts e o filho de Remo parecia ser a pessoa mais feliz pelo que iria acontecer.
— Era necessário mostrar a minha ida para Hogwarts? — Perguntou Teddy sentindo um pouco de vergonha por aquele dia, era muito estranho ele ver a si mesmo quando criança indo para Hogwarts, agora entendia do porque de Vic dizer que ele não precisava levá-la até a plataforma, parecia uma criança que precisava de proteção para tudo.
— Faz parte da vida de todo bruxo, então sim. — Falou Tonks sorrindo enquanto dava toda sua atenção a cena que continuava.
— Ninguém merece uma coisa dessas. — Reclamou Teddy para si mesmo — Para de dar risada. — Falou Teddy batendo seu braço no da esposa que ria.
— Eu também vou sentir saudade de você quebrando alguma coisa lá em casa. — Falou Gina abraçando o menino que no mesmo instante ficou com os cabelos vermelhos de vergonha.
— Desculpa tia Gina. — Falou Teddy.
— Não tem problema. — Falou Gina se distanciando dele.
A cena continuou em silencio, Teddy observava todas as pessoas em volta e ao mesmo tempo brincava com os filhos do padrinho que gargalhavam ao ver seus cabelos mudarem de cor, no fim da cena quando ouviram o som que indicava que era hora dos alunos entrarem no trem porque a locomotiva logo estaria andando, Lily chorou e gritou ao ver o primo ir embora com a locomotiva.
— Não precisa chorar tanto assim, Teddy não esta aqui para te mimar, mas papai esta. — Falou Gina para a filha que é claro não entendeu nada por ser uma criança, mas Harry entendeu muito bem.
— Fala papai. — Falou Harry jogando a menina no alto que gargalhou e começou a falar papai varias e varias vezes — Agora fala mamãe.
— Não. — Falou Lily fazendo bico para o lado contrario que a mãe estava, Gina olhou chocada para aquela cena.
— Você ensinou ela a se negar a me chamar de mamãe? Do que ela vai me chamar? — Perguntou Gina andando por entre as pessoas que ainda olhavam para onde a locomotiva havia sumido, a ruiva estava sempre observando e segurando os filhos pelas mãozinhas dos dois.
— Gosta de Ginevra? — Perguntou Harry apenas para irritar a esposa que odiava aquele nome.
— Sabe Harry, acho que estou sendo muito leve com você. — Falou Gina fazendo com que as sobrancelhas do marido se franzisse de confusão.
— Em que quesito? — Perguntou Harry.
— No quesito dormir, irei começar a dizer não a você e para melhorar o James e o Al vão começar a dormir com a gente, como deve ser dormir com duas crianças por quem sabe, dois meses? Quanto tempo será que você vai agüentar? — Perguntou Gina sorrindo largamente pelo desespero no rosto do companheiro.
— Isso é uma tentativa de se convencer que agüentaria mais que eu? — Perguntou Harry rindo.
— Então vamos fazer uma brincadeira, quem agüentar mais ganha. — Falou Gina.
— Nada contra a sua idéia, só que sem sacanagem contra mim, nada de ficar me tentando, ainda não disse qual vai ser o premio? — Perguntou Harry.
— Qualquer coisa, só pedir. — Falou Gina dando de ombros.
— Não quer mesmo desistir? — Perguntou Harry para a esposa que negou com a cabeça — Deixa ver se eu entendi, esta fazendo uma aposta sabendo que vai perder? Esta sem criatividade para o meu próximo presente de aniversario? Se saiu muito bem nos outros em, será que é a velhice.
— Idiota, eu não sou velha não, se lembre que você é um ano mais velho que eu, e você nem sabe se eu vou perder mesmo, porque presente de aniversario? — Perguntou Gina confusa.
— Não acha que me deixar pedir qualquer coisa seja um presente para mim? — Perguntou Harry para a esposa que riu e negou com a cabeça.
— Você tem dois pedidos por ano, quer dizer, você pode fazer um pedido por dia comemorativo, ou seja, você tem um pedido no seu aniversario e no aniversario de casamento. — Falou Gina.
— Porque eu tenho dois e você três? — Perguntou Harry confuso.
— Porque tem o dia da mulher, mas se formos pensar também tem o dia das mães. — Falou Gina pensativa.
— E o dos pais, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra, o dia das mães não é necessário para esses pedidos porque você não é minha mãe. — Falou Harry — Mas você continua tendo mais direitos que eu, vai dizer que também precisa de presente dos dias das crianças?
— Quem nunca fez algo que relembrasse a infância? — Perguntou Helena (adulta) sorrindo largamente e olhando para todos a sua volta — Você não conta Jorge, esta na infância até hoje. — Falou Helena (adulta) ao ver que Jorge (adulto) diria alguma coisa.
— Voltar à infância? Não seria uma má noticia. — Falou Gina sorrindo.
— É claro, só precisamos do Rony e do Dino para refazermos o dia em que o seu irmão te pegou agarrando um homem e aquele dia quase foi o dia da minha morte. — Falou Harry escondendo muito bem a raiva que ele sentia daquele dia, só mesmo ele sabia o que sentiu ao ver aquela cena.
— O Dino tinha 16, não era necessariamente um homem. — Falou Gina atravessando a parede que os levaria de volta para o mundo trouxa, seus filhos começaram a gritar no momento em que perceberam ter atravessado a parede, pareciam felizes consigo mesmo por ter feito algo relacionado a magia.
— Ele continua tendo algo no meio das pernas. — Falou Harry para a esposa que olhou para ele com raiva e o beliscou com força no braço — Ta bom, eu não falo mais, eu não falo. — Falou Harry colocando a filha no chão que começou a andar em direção dos irmãos, mas eles andavam muito rápido comparado a ela, enquanto olhava a filha, Harry passava a mão onde tinha sido beliscado.
— Eu estava pensando, com um beliscão você pede desculpas e até mesmo retira o que disse, mas o Rony pode levar um soco que continua brigando com a Hermione, hoje em dia parece que ele até gosta de brigar. — Falou Gina sorrindo.
— Talvez seja porque as brigas resultam em fazer "coisinha". — Falou Harry fazendo a esposa começar a gargalhar.
— Espere, isso é coisa da Helena, trocar a palavra sexo por coisinha? — Perguntou Gina gargalhando ao lado do marido que deu de ombros.
— Ela não sabe falar de outra coisa, sério mesmo, é por isso que dá raiva fazer missões com a Helena, ela começa a falar as coisas sem pudor algum. — Falou Harry.
— PERVERTIDOS. — Gritou uma mulher que ouvia a conversa do casal.
James, Al e Lily soltaram um grito ao ouvirem a mulher gritando para seus pais que olharam estáticos para a moça que parecia estar os acusando de alguma coisa e que a qualquer momento os algemaria e os levaria para a delegacia por estar falando de tal coisa no meio da estação de trem.
— O que é isso mulher? Ficou louca? Se não quiser tornar a nossa próxima vitima segue caminho, chispa antes que eu lhe amarre, já estou pensando em todas as orgias que poderei fazer com seu corpo. — Falou Gina sorrindo maliciosamente e ao menos tempo maniacamente para a mulher que arregalou os olhos e saiu correndo — Vamos embora antes que ela volte com a policia nos acusando de ameaças, imagina uma coisa dessas, nós praticando ameaças? Somos as pessoas mais pacificas do mundo. — Falou Gina pegando Lily no colo enquanto Harry pegava seu filho mais velho e o colocava sentado em seus ombros, com cuidado pegou Al e o segurou nos braços, seguindo pela estação mais rapidamente em direção do estacionamento do lugar.
— Onde você arrumou isso? — Perguntou Molly (avó) olhando para a filha adolescente que sorriu amarelo diante da pergunta.
— Aprendeu comigo ué, eu tenho mania de as vezes parecer louca desse jeito, é divertido como as pessoas lhe olham, as vezes eu e minha prima íamos até as praias e fingíamos ser lésbicas, a gente dava encima de um monte de mulherada, até na frente dos namorados das meninas, falávamos que éramos melhores que eles. — Falou Helena (adulta) rindo ao se lembrar daquilo — Mas teve uma vez em que a gente se ferrou mesmo, a garota era mesmo lésbica e tentou agarrar nós, acho que as pessoas acharam estranho duas meninas correndo de outra.
— E o seu melhor amigo também entrava na brincadeira? — Perguntou Rony (adolescente).
— O Diego pode ter talento para tudo, menos para fingir ser gay e ele também nem pensa direito em nos responder se pedirmos uma coisa dessa, ele já diz NÃO. — Falou Helena (adulta).
— Eu também não faria isso se você me pedisse. — Falou Jorge (adulto).
— Porque ela pediria a você? — Perguntou Arthur confuso.
— O Jorge era o meu preferido quando eu fui a Toca pela primeira vez. — Falou Helena (adulta).
— Mas porque ele? — Perguntou Sirius.
— Porque ele era o único que estava solteiro na época e ai eu podia levar ele para tudo quanto é canto e não teria a conseqüência de chegar uma louca e vir me bater achando que eu estava tendo algo com ele, imagine isso acontecer. — Falou Helena (adulta).
— Mas o Carlinhos... — Molly (avó) tentou dizer, mas a morena a interrompeu.
— O Carlinhos nem ficava lá, eu via ele uma vez por ano e digamos que eu morei lá por mais tempo que ele, é por isso que eu falei pra Molly que quando for fazer o testamento deixar a casa para mim, porque você sabe né? Eu sou a filha favorita dela e a nora preferida também e o Harry o genro favorito. — Falou Helena (adulta) rindo.
— Tem mais algum genro que eu não saiba? — Perguntou Rony (adulto) rindo — Mas que história é essa de você ficar com a casa?
— É claro que EU sou a nora favorita da Molly, já que ela dispensou o Rony por uma semana dos deveres de casa só porque soube que estávamos juntos, só pra termos tempo. — Falou Hermione (adulta) deixando seu ego aparecer, coisa que acontecia poucas vezes.
— Tecnicamente ela deixou ele livre para te ocupar até você poder ir a Austrália atrás dos seus pais, não foi tão bondade assim. — Falou Helena (adulta).
— Você é muito má, Helena. — Falou Carlinhos (mais velho) para a esposa.
— Eu estou brincando e Hermione me entende. — Falou Helena (adulta) olhando para a mulher de seu cunhado que mesmo antes dela se tornar esposa de Carlinhos já era sua amiga.
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— Não me diga que uma outra guerra esta para começar. — Falou Harry sorrindo de sua costumeira poltrona atrás da mesa empunhada de pergaminhos que ele provavelmente teria que ler e assinar.
— É estranho o Kingsley ir até as nossas salas, normalmente eles nos chama na sala dele e ai a gente vai. — Falou Helena (adulta).
— Porque acha isso? — Perguntou Kingsley confuso.
— Só assim mesmo para você vir visitar a gente e não pedir para que iremos até você para poder saber do que podemos ser necessários. — Falou Harry para o superior que apenas sorriu, Kingsley gostava de Harry por ele o tratar como um simples amigo e não como seu superior que poderia a qualquer momento demiti-lo.
— O seu trabalho será para a escola de Hogwarts. — Falou Kingsley fazendo com que Harry o olhasse assustado, é claro que ele estaria daquele jeito, afinal seu afilhado estava naquele lugar.
— Hogwarts? Mandar um Auror para Hogwarts? O que aconteceu para o Ministro ter que pedir isso? — Perguntou James (avô) olhando para o pessoal do futuro.
— Não foi nada muito, preocupante. — Falou Vic olhando brevemente para o marido que sorriu largamente.
— Não para você. — Falou Gui (mais velho) para a filha que sorriu amarelo para ele, seu pai sempre a fazia ver que aquilo não tinha sido preocupante para ela e sim para o resto das pessoas.
— O que aconteceu em Hogwarts? — Perguntou Harry.
— Um garoto e uma garota sumiram, pelo que eu soube, o garoto se transformou em algo e se assustou, a garota sendo sua amiga foi atrás dele e assim os dois sumiram em meio a floresta. — Falou Kingsley.
— O sumiço de duas crianças não é preocupante? — Perguntou Arthur para Vic.
— As crianças não sumiram, apenas não dormiram nos dormitórios. — Falou Vic dando de ombros.
— Se transformou em que? — Perguntou Harry.
— Pelo que eu soube em apenas um lobo, é sim, a algum tempo atrás pesquisadores de criaturas descobriram que filhos de lobisomens também se transformam, mas até agora só tem cobaias, quer dizer, eles observam filho de licantropos, pelos relatórios que eu recebo a única coisa que eles fazem é observar mesmo, nada de experiências nem nada, mas até agora não existia uma pessoa que tinha o pai completamente lobisomem, a maioria das crianças tem o pai com metade da licantropia. — Falou Kingsley.
— Essa equipe de pesquisadores existe a muito tempo? — Perguntou Remo para o filho que assentiu com a cabeça — Nunca ouvi falar deles em toda a minha vida.
— Eles preferem ficar no anonimato para que famílias que tem pessoas como eu não achem que eles vão aparecer do nada e assim poder fugir e também porque as cobaias não saiam com uma plaquinha no peito descrevendo o que é, eles são tão relutantes em dizer de sua natureza quanto os lobisomens completos. — Falou Teddy.
— Eu nunca entendi do porque de um lobisomem não poder ter uma vida comum. — Falou Lily (avó) olhando significativamente para Remo, a muito tempo atrás já havia conversado com ele varias e varias vezes e sempre nessas conversas ele se negava a seguir uma vida normal.
— Muitas vezes um lobisomem só engravida uma mulher por acidente, nunca foi de propósito porque eles pensam que do mesmo jeito que uma mulher que foi mordida não agüentaria a primeira lua cheia uma criança também não agüentaria, porque na lua cheia acontece mudanças no corpo e principalmente nos ossos, então corria o boato de que a transformação nos ossos aconteceria com um bebê também e que ele morreria logo em seguida, mas as pessoas nunca souberam que isso é mentira porque essa equipe de pesquisadores nunca se mostraram e divulgaram os resultados adquiridos. — Explicou Teddy da melhor forma possível.
— Sem contar que os Ministros estão ficando com medo cada vez mais de nós. — Falou Vic rindo.
— Eles acham que eles têm uma quantidade maior de poder e que a qualquer momento vão se rebelar contra nós e assim vai ser mais uma guerra. — Falou Rony (adulto) puxando Molly (neta) do lado de Percy e fazendo cócegas na menina que gargalhava.
— Porque esta me contando isso? — Perguntou Harry.
— Você esta dispensado para o resto do dia, a questão Harry é que o Teddy se transformou e os pesquisadores foram para Hogwarts fazer perguntas para os alunos que o viu transformado e a noticia não é boa. — Falou Kingsley.
— Dá pra falar logo, ele se transformou por completo? — Perguntou Harry preocupado.
— Não, mas ele é maior que o normal e parecia estar com raiva, tem que achá-lo antes que os outros o achem, nunca acharam um menino de quinze anos que se transformou assim, ou se não um filho de licantropo que se transformou dessa maneira, vão querer pega-lo e eu não poderei fazer nada. — Falou Kingsley.
— Mas se o Kingsley que é o Ministro não pode fazer nada, o que o Harry vai poder fazer? — Perguntou Molly (avó) confusa.
— Não foi fácil fazer com que esses pesquisadores deixassem o Teddy em paz, mas acho que o Harry não precisou fazer muita coisa, ele usou uma tática que acho que nunca usou antes. — Falou Rony (adulto).
— Que tática? — Perguntou Lily (avó).
— Acho que vai ser dito pelo Kingsley mesmo, eu não me surpreenderia se fosse ele quem desse a idéia para o Harry. — Falou Helena (adulta).
— Acha mesmo que vão me ouvir se eu tentar dizer que não é para tocá-lo? — Perguntou Harry como se sua resposta fosse obvia.
— Garanta que ele não fará mal a ninguém, ou melhor, garanta que cuidara dele nas luas cheias. — Falou Kingsley.
— Não vão aceitar a minha garantia. — Falou Harry passando as mãos nos cabelos.
— Faça o que pensam que você nunca faria, ameace os pesquisadores, além das pesquisas eles também dão valor a paz no mundo bruxo, diga que se tocarem no Teddy, você deixa o Ministério, a questão Harry é que os seus alunos estão achando estranho as façanhas que você consegue fazer...
— Que façanhas? Sinceramente essas memórias estão parecendo coisa de um mundo que a gente não conhece, vocês falam como se o mundo bruxo estivesse mudando. — Falou James (avô).
— Mas o mundo esta mudando e muito, acho que não nos surpreenderíamos caso aparecesse uma comunidade que tenha uma habilidade tão diferente quanto a nossa no mundo bruxo. — Falou Hermione (adulta).
— Falando nisso você acredita que possa existir um mundo completamente diferente do nosso? Sabe, aparecer pessoas que possam fazer coisas estranhas, como na TV? — Perguntou Rony (adulto) para Helena (adulta) que ficou poucos segundos pensando.
— Eu acredito que sim, porque se para os trouxas o mundo bruxo não existe e na verdade existe mesmo, porque para nós não poderia aparecer algo que achamos não existir. — Falou Helena (adulta), durante toda sua época escolar ocorria conversas de que podia haver um mundo completamente diferente do trouxa e do bruxo, que do mesmo jeito que podia existir pessoas ruins também existiria pessoas boas que dependendo dela se uniria ao mundo bruxo para assim juntos eles colocarem paz.
— Eu não estou fazendo façanha nenhuma. — Falou Harry o interrompendo.
— Você invocou um raio, sabe o que é isso? Invocar um raio? O controlar e fazê-lo atingir uma determinada área? — Perguntou Kingsley.
— Isso é impossível. — Falou Sirius rindo, o maroto não estava acreditando nas palavras ditas pelo Ministro do futuro que na época presente era seu amigo, a única justificativa para o fato de Kingsley estar pensando daquela forma era por causa da velhice, só podia ser isso.
— Tão impossível quanto um homem dividir a alma em sete? — Perguntou Helena (adulta) que já tinha escutado a história de Voldemort muitas e muitas vezes.
— É diferente. — Falou Sirius.
— Eu não acho, penso que se uma pessoa evolui usando as artes das trevas uma outra pessoa também pode evoluir usando o meio do bem. — Falou Helena (adulta) deixando sua opinião bem clara — A espécie humana esta sempre evoluindo, independente se é bruxo ou trouxa.
— Mas isso é controle sobre a natureza e isso é impossível. — Falou Sirius.
— É claro que não, onde eu morava aprendemos a controlar os elementos da natureza, usar eles a nosso favor, vocês nunca pensaram que poderia controlar essas coisas? — Perguntou Helena (adulta) olhando para o pai que negou com a cabeça.
— Eu fico me perguntando do porque de o ensino do Brasil ser diferente do daqui. — Falou Helena (adulta).
— Porque até hoje nenhum professor pensou em usar um método de ensino diferente do daqui e a maioria que dão aula aqui já estudaram aqui, então o ensino não muda. — Falou Remo.
— Mas seria bom mudar. — Falou Helena (adulta).
— Eu concordo, porque você não mostra o que aprendeu no Brasil? — Perguntou Tonks para Helena (adulta) que ficou um bom tempo pensando.
— Não seria uma má idéia. — Falou Helena (adulta) — Conversamos sobre isso depois.
— Foi sem querer. — Falou Harry.
— Ótimo, use seu poder a seu favor, sua família também, ultimamente os Weasley e a Helena estão fazendo a diferença nesse Ministério, se ficarmos sem a ajuda de vocês, é capaz de o Ministério cair, o fato é que o desenvolvimento dos bruxos está começando pela família Weasley, ou melhor, pelas famílias mais tradicionais, e digo que esse desenvolvimento dos bruxos começara pela próxima geração, o primeiro da sua família já nasceu e esta fazendo suas façanhas, Teddy se transformou e posso garantir que isso assusta os pesquisadores a ponto deles desistirem, imagine, um garoto que sobreviveu a maldição da morte e um garoto licantropo que ainda por cima é Metamorfo, fantástico não é? Uma ótima junção, se eu tivesse a chance gostaria de dar ao Remo meus parabéns, sei que esse garoto fará a diferença. — Falou Kingsley sorrindo para Harry que ficou sério — Há, antes que eu me esqueça, foi Victorie que sumiu com ele, engraçado, será que as espécies estão ligadas? O mesmo que acontece com os bruxos, afinal o sangue pode unir pessoas que nunca se viram, como você e a Gina, afinal são primos.
— É o que? — Perguntou Harry assustado com aquela descoberta, tudo bem que tinha ouvido falar de varias pessoas que eram primos e nem sabia, mas nem imaginava que iria acontecer com ele.
— Até parece que é a primeira vez que falamos disso, eu já disse que a coisa mais normal do mundo é dois bruxos que são parentes estarem juntos e nem sabem que tem o mesmo sangue. — Falou Sirius.
— Não é legal saber que você é primo da sua namorada. — Falou Harry.
— Tecnicamente eu sou parente do Sirius, a minha família era sangue pura e tradicional, só que diferente dos Weasleys, Black, Potter e Malfoy nós não tínhamos tanto dinheiro e ao mesmo tempo não éramos uma família muito grande, então ela foi se acabando aos poucos até chegar ao meu pai que só teve eu como filha, mas pelo que eu me lembre somos parentes distantes um do outro. — Falou Marlene dando de ombros.
— Tem alguém aqui que não é prima da sua própria namorada ou marido? — Perguntou Harry.
— Eu não sou prima do Rony. — Falou Hermione.
Harry olhou para Helena como se tivesse esperança nela.
— Eu já te disse que sou parente da Molly, não é? — Perguntou Sirius para Harry que bufou com aquilo, a cada dia que passava aparecia cada coisa nova no mundo bruxo que não estava ajudando em nada ele a se acostumar.
— Eu desisto. — Falou Harry.
— Ei, revistando a minha arvore genealógica? — Perguntou Harry se levantando rapidamente.
— Harry, acho que meus superiores só não revistam as suas calças porque sua esposa não deixa. — Falou Kingsley rindo de Harry antes que o mesmo aparatasse do nada — Ele aparata dentro do Ministério e ainda por cima diz que não faz coisas extraordinárias? Acho que seu filho é humilde até demais James Potter.
— Para uma pessoa como eu que viveu a vida toda no mundo trouxa não da pra saber onde pode aparatar e onde não pode. — Falou Harry.
— Lugares importantes que corre o perigo de ser atacado a qualquer momento sempre tem proteções contra aparatação e tal, os principais são as escolas e Ministérios. — Falou Rony (adulta).
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A cena mostrava Harry, Gina, Gui, Fleur e Minerva no que parecia ser o escritório do diretor de Hogwarts, mas ele estava diferente e por suas mudanças de decoração poderiam imaginar que quem habitava aquele lugar agora era Minerva, todos pareciam estar pensado em algo, Harry era o que estava mais preocupado.
— Eu não sei o que posso fazer com aquele moleque caso ele faça alguma coisa com a minha filha. — Falou Fleur andando de um lado para o outro.
Tonks não se agüentou e olhou para Fleur com um olhar frio, a vontade da metamorfa era voar sob a veela e fazê-la pedir desculpas a seu filho.
Harry não pode deixar de jogar um olhar gélido em sua direção, já estava cansado da esposa de seu cunhado.
— O que Fleur? Será que você não pensa? O Teddy nunca faria mal a Vic, o que você esta fazendo aqui? Veio para atrapalhar? — Perguntou Harry para ela que parou no mesmo lugar e olhou para ele assustada, provavelmente por causa de suas palavras.
— Em todas as tragédias que já aconteceram eu nunca escutei o Harry falar dessa maneira com ninguém. — Falou Fleur para o marido.
— Ele já agüentou você falar todo tipo de palavra, é obvio que um dia ele fosse dizer alguma coisa, ou melhor, revidar. — Falou Gui (mais velho) para a esposa.
— É minha filha, minha filha sumiu com um lobisomem. — Falou Fleur.
— Ele não é um lobisomem. — Falou Gina alterada.
— Já chega Fleur. — Falou Gui com a voz branda e autoritária, a esposa o olhou indignada por seu tom — A questão não é ter acontecido algo com a Vic, já está de dia e ele já deve ter voltado ao normal.
— Há voltou, voltou muito. — Falou Vic sussurrando ironicamente ao se lembrar daquele dia.
— E existe algo mais importante que isso? Nossa filha tem 13 anos e esta perdida em uma floresta com um lobisomem, nem sabemos se ela esta bem. — Falou Fleur alterando a voz.
— Ele não vai atacá-la. — Falou uma mulher que parecia ser bem mais velha, ela estava em um canto escuro da sala, tinha a aparência de ser mais nova que Minerva e mais velha que Gui que tinha a aparência cansada, provavelmente teria ficado a noite inteira acordada. A mulher foi para o centro da sala — O que seu marido esta falando é que se aconteceu algo com o Sr. Lupin, ou seja, se ele transformou foi porque tem sangue licantropo, mas sua filha também tem, não tanto quanto ele, mas posso garantir que ela também vai se transformar.
— Engraçado como você não me contou que sabia que eu iria me transformar. — Falou Vic com os braços cruzados de frente ao peito enquanto olhava para mãe.
— Eu estava preocupada com você, acha mesmo que eu ia perder tempo falando de uma coisa dessas? — Perguntou Fleur para a filha como se fosse obvio.
— Tinha que ter me contado mãe, tudo bem que eu já desconfiava que iria acontecer, mas você poderia muito bem ter me contado nos dois anos que o Teddy tinha se transformado e eu não, poderia ter sido diferente. — Falou Vic.
— Diferente como? Você se transformou enquanto estava dormindo, nem mesmo sentiu dor alguma. — Falou Fleur para a filha que suspirou.
— Mas devia ter me contado. — Retrucou Vic novamente.
— Vocês vão ficar brigando por causa disso? Ninguém merece hein, parece duas crianças birrentas que quer ser mais certa que a outra. — Falou Dominique.
— A suja falando das maus lavadas, você ficou acho que um ano namorando escondido. — Falou Louis.
— Olha só quem fala, a pessoa que gosta de fazer coisa por baixo dos panos. — Falou Dominique para o irmão.
— Mas não são coisas importantes que devem ser contadas a vocês ué. — Falou Louis dando de ombros.
— Tudo é importante. — Falou Fleur.
— Dependendo da coisa se eu fosse você não perguntaria o que é. — Falou Gui para a esposa que ficou em silêncio enquanto olhava para o filho, ela esperava que ele dissesse alguma coisa.
— Eu não vou contar mãe. — Falou Louis desviando seus olhos do da mãe que bufou.
— Achei que as mulheres não suportavam a transformação. — Falou Fleur aparentemente preocupada com sua filha.
— Depende, se uma mulher é mordida em uma lua cheia ela irá morrer na lua cheia seguinte, na transformação mesmo, mas se ela for mordida em uma lua qualquer, sofrerá com o gosto de comida diferente e pode ter dores de cabeça nas luas cheias, pode ficar com raiva fácil e se tornar selvagem em algumas situações, mas quando a pessoa é filha ou filho de um licantropo a coisa é diferente, eles se transformam sim, mas apenas em um lobo, tem consciência sim, só que apenas depois de uns tempos de costume...
— E como isso impede a minha filha de ser machucada? — Perguntou Fleur.
— A questão é que sua filha tem o sangue da mesma espécie que ele...
— Não fale da minha filha como se ela fosse um animal. — Bradou Gui para a mulher que olhou para ele com frieza.
— Continuando, ele sente que ela é como ele, então é capaz de ser gentil com ela e até aceitar a aproximação dela, mas eu acho que o seu marido irá querer matar o garoto, Sr. Weasley, torça para que as roupas dele não tenha se rasgado por completo, quer dizer, a roupa pode se adaptar ao corpo dele ou não, isso nas primeiras transformações não é confirmado se vai acontecer ou não. — Falou a mulher sorrindo de lado.
— Mulherzinha mais pervertida, depois fala que apenas eu penso e falo nisso, pelo menos eu não fico olhando para o marido dos outros. — Falou Helena (adulta).
— Mas a mulher não fez nada. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Eu já escutei essa história, só espera para você ver o resultado disso. — Falou Helena (adulta).
— O que esta querendo dizer? — Perguntou Gui confuso.
— Se as roupas dele não se adaptaram, ele vai voltar ao normal completamente nu e acho que uma imagem assim não é recomendável para uma menina de 13 anos, mesmo que um menino de 15 anos não tenha o mesmo que um homem completo, já é uma diferença de ver um bebê e um pouco assustador demais, para uma menina. — Falou a mulher fazendo com que Gui olhasse espantado para Harry que bufou, as coisas só estavam ficando feia para o lado dele — É a melhor parte de encontrar um licantropo ou se não um animago que se transformou pela primeira vez. — Falou a mulher deixando de olhar para Gui e dando toda sua atenção a Harry que ao ver aquilo segurou a esposa pela cintura e a fez ficar em sua frente, acabando com as chances da mulher ficar olhando para si, com certeza ela sabia que ele é um animago.
— Que safada. — Falou Lily (avó) sussurrando indignada com aquilo.
— Eu disse. — Falou Helena (adulta).
— Olha pro Harry de novo e eu arrancarei seus olhos com uma pinça. — Falou Gina ameaçadoramente.
— Eu deixaria ela olhar a vontade para o Harry se isso impedisse a minha filha de ver um homem pelado. — Falou Gui.
— Gui, não é pelado, é nu. — Falou Harry indo para o lado para ver o rosto do cunhado, mas o ruivo ao escutar aquilo o olhou com raiva e em segundos pegou um objeto qualquer e jogou em sua direção, como se pensassem a mesma coisa Harry e Gina se abraçaram e foram para o lado, o objeto se quebrou em vários pedaços na parede atrás de Harry.
— Ele pede para morrer, até eu sei que não se deve falar uma coisa dessas para o Gui, ele quase jogou um prato em mim uma vez. — Falou Teddy.
Tonks olhou indignada para Gui (mais velho).
— O que foi? Seu filho se faz de idiota, ele fala coisas que não deve em momentos inoportunos. — Falou Gui (mais velho) como justificativa.
— Olha a sua irmã aqui. — Falou Harry para o cunhado.
— Eu ainda mato você. — Falou Gui.
Gina já iria dizer algo para o irmão quando um menino de cabelos loiros entrou na sala, ele pareceu ficar um pouco envergonhado por ter entrado sem pedir autorização a Minerva.
— Eu deveria informar que Victorie Weasley entrou no meu dormitório durante a madrugada e depois foi embora? — Perguntou o menino olhando para os adultos.
— Traidor. — Falou Vic.
— Porque ela faria isso? — Perguntou Fleur confusa.
— Eu divido o dormitório com um amigo e com o Teddy, ela mexeu nas coisas dele e depois saiu do quarto, com algumas roupas dele e cobertores.
— Sabe para onde ela poderia ir? — Perguntou Harry — Ou mais alguma coisa quanto a Teddy?
— Ele tem tido pesadelos a vários dias, acordava no meio da noite suado e até de vez em quando falava dormindo, mas nesses últimos dias ele não conseguia dormir, reclamando de dor de cabeça. — Falou o menino para Harry que assentiu.
Remo lançou um olhar culpado para Teddy.
— Não começa. — sussurrou Tonks.
— É um dos sintomas, dores de cabeça em dias próximos da lua cheia, o mau humor também faz parte. — Falou a pesquisadora.
— Não me diga! — ironizou Teddy.
— Apenas uma opinião, eu acho que eles não estão tão longe, porque se estivessem, a Victorie não viria apenas para procurar alguma coisa e depois voltar, não devem estar muito longe, ainda mais porque ela não conseguiria acompanhar ele na forma que ele estava. — Falou o menino saindo do escritório logo em seguida.
— É uma hipótese que ele esteja perto. — Falou Gui.
— Vamos dar uma volta, podemos encontrar ele ou alguma coisa que diga onde estão. — Falou Fleur para todos que assentiram.
— Eu tenho uma idéia melhor, as aulas de hoje foram suspensas então os professores podem procurar nos terrenos da escola, vocês podem ir para Hogsmeade, eles não vão estar na cidade é claro, mas podem ter passado por lá. — Falou Minerva para as cinco pessoas que estavam ali.
Observaram eles seguirem para Hogsmeade, pareceu que o problema era que ninguém queria ficar com a pesquisadora e ao mesmo tempo queriam achar Teddy e Vic antes que ela.
— Ninguém está querendo ficar perto dela — observou Hugo.
— Mas é claro! Quem é que iria querer ficar perto de uma mulher insuportável dessas? Pior que nós vimos tantas em meio a leitura e eu nem imaginava que iria odiar mais alguma. — perguntou Rose.
— Pelo jeito também acontece com você quanto a ser rodeado de pessoas assim. — Falou Scorpius para Teddy que sorriu e deu de ombros, Teddy era um homem muito despreocupado e não gostava de perder seu tempo com pessoas que ele sabia não merecer.
— Eu vou sozinha mais a frente. — Falou a pesquisadora.
— Vamos para a região que fica a casa dos gritos? — Falou Gina.
— Eu prefiro ficar afastada de lugares com aquela reputação. — Falou a pesquisadora saindo de perto dos dois casais que se olharam confusos.
A maioria revirou os olhos.
— Corajosa, não? — ironizou Vic.
— Só porque ultimamente a casa dos gritos tem sido um dos melhores lugares para se esconder, estou pensando em criar mais alguns boatos para deixar ela privada, só tenho que pensar em alguma coisa. — Falou Fred II.
— Peça ajuda ao James. — Falou Roxanne ao irmão que negou com a cabeça.
— No momento ele esta muito ocupado conversando com a Lysa, deixa eles lá porque ele pode querer me matar se eu for atrapalhar, ainda mais por causa do milagre de ela não ter gritado com ele e muito menos o batido. — Falou Fred II olhando em direção de onde sabia estar o primo com a amada, ao se referir Lysa como amada de James, Fred II acabava por sorrir, nunca imaginava que aos 16 anos seu melhor amigo estaria daquele jeito.
— Só espero que ela faça o que dissemos aquela hora. — Falou Roxanne para Lorcan que não fez nada, não deu sinal se concordava com ela ou descordava.
— O que vocês falaram pra ela? — Perguntou Lily (neta).
— Nada de interessante Lily, apenas as mesmas coisas de antes. — Falou Roxanne sorrindo para a prima que pareceu deixar o assunto de lado.
— Deveria ter medo da mãe do Teddy que deve estar querendo lhe matar esteja onde estiver. — Falou Gina indo pelo caminho que levava a casa dos gritos.
Alguns riram.
— Qualquer coisa eu mando um patrono. — Falou Harry para Gui que assentiu, o moreno seguiu a esposa e estranhou que ela tenha parado no meio do caminho ao chegar a cerca que dava vista a casa dos gritos, o lugar estava completamente ensolarado pelo sol e a grama verde dava uma linda vista ao lugar.
— Não acha que isso é muito clichê? — Perguntou Gina.
— O que é clichê? — Perguntou Harry confuso.
— O fato de a porta da casa dos gritos estar arrombada no dia em que o Teddy se transforma. — Falou Gina atravessando a cerca — Sabe se a noite foi muito fria?
— Nem pra disfarçar, Teddy! — brincou Louis.
— Ah, claro! Por que dá para fechar a porta quando se está transformado em lobo. — ironizou Teddy.
— A Vic poderia ter fechado. — disse Louis.
— Estava mais preocupada com o Teddy do que com a porta. — disse Vic.
— Já nessa idade? — brincou Roxanne.
Vic fuzilou Roxanne com o olhar, a loira parou para pensar em seus sentimentos naquela época quanto a Teddy, eles eram muito próximos, mas nunca passou por sua cabeça que ela poderia acabar namorando com ele e depois casando, que tudo aquilo, todos os passeios dos dois pela floresta em luas cheias resultaria em um filho, com esse pensamento ela passou a mão na barriga já imaginando como seria seu filho, se ele já teria a agitação que o pai tem desde criança ou se seria um pouco mais calmo, se ele terá o dom da metamorfose e se já brincaria com os pais mudando o cabelo e Teddy faria o mesmo mostrando que também sabia.
— Se eu não me engano a temperatura chegou a ficar negativo, porque? — Perguntou Harry a seguindo.
— Um lobo tem pelo suficiente para se manter quente em noites frias como essa, mas e um humano? Pode chegar a morrer de frio, foi por isso que ela voltou para o castelo, tinha que pegar cobertores para ela e roupas para ele. — Falou Gina pegando a varinha ao estar a poucos metros da casa — Afinal, todos voltam as suas raízes.
— Ela está falando do Teddy ou do Harry? — perguntou James (avô).
— Esta falando do Teddy ou de mim? — Perguntou Harry pegando a própria varinha.
— Iguaiszinhos — murmurou Lily (avó) segurando o riso.
— Dos dois, conheceu o Sirius nessa casa e ao mesmo tempo conheceu um pouco mais do seu pai, a casa não deve trazer muitas lembranças ruins a você, não é? — Perguntou Gina parando do lado de fora da casa e observando a parte de dentro.
— Snape morreu aqui. — Constatou Harry.
Sirius iria abrir a boca, mas Marlene o repreendeu com o olhar e ele desistiu. Mesmo que Snape tivesse salvado Harry, não podia deixar de implicar, já fazia parte de sua vida e isso causava riso porque pelo que percebera seu elo com Snape era a implicância.
— Eu tinha me esquecido, mas vamos deixar isso de lado, mais velhos na frente. — Falou Gina indicando a entrada da casa para o marido — O que foi? Eu imagino as transformações que ocorreram aqui.
— Não deveria ser damas primeiro? — Perguntou Harry entrando na casa a passos cautelosos.
— Nossa! Como eles são corajosos! — ironizou Jorge (adolescente).
— Harry você já enfrentou Voldemort milhares de vezes, acromântulas, dementadores, um Cérbero, um basilisco… E está com medo de entrar na casa dos gritos? — disse Hermione (adolescente) incrédula.
Harry deu de ombros.
— Deveria, mas a casa esta caindo aos pedaços, então eu penso, se o Harry for na frente e algum acidente acontecer, é claro que vai acontecer com ele e não comigo. — Falou Gina sorrindo enquanto o seguia, nunca tinha entrado naquele lugar.
— Nossa! Quanto amor! — riu Helena (adolescente).
— Isso deveria ser o amor mais puro do mundo ou o mais sincero? — Perguntou Harry rindo.
Carlinhos (mais velho) olhou para a Helena (adulta).
— O que é? — perguntou Helena (adulta) emburrada.
— Isso é tão você! — disse Carlinhos (mais velho).
— Mas, tipo assim, se for para escolher entre mim e você, que seja você. — Falou Gina.
Gina sorriu amarelo para Harry, que a encarava.
— Isso não valia para quando eu praticamente ia em direção da morte, e também o que aconteceu com na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que as mortes os separe? — Perguntou Harry rindo.
— Exatamente, até que a morte os separe. — Falou Gina ficando confusa após os dois subirem as escadas e o moreno passar direto por um quarto, sem nem mesmo olhar para ver se Teddy estava lá dentro, voltou pelo caminho e já iria entrar no cômodo quando Harry a segurou pelos ombros e a fez voltar a andar pelo corredor.
— Já está planejando a morte do Harry? — brincou Helena (adolescente).
— Ah, cala a boca! — reclamou Gina corada.
— Não precisa entrar nesse quarto, tenho certeza que Vic não escolheria um quarto que esta com boa parte do chão sujo de sangue. — Falou Harry soltando os ombros da esposa, ele fez um aceno com a varinha e segundos depois um tigre prateado apareceu ao seu lado.
— Foi aí que…? — perguntou Lily (avó).
— Deve ser. — disse James (avô).
— O que? — perguntou Marlene confusa.
— Que Snape morreu. — disse James (avô) — Mas tipo assim, um tigre? Achei que fosse um cervo. — Falou James olhando para o melhor amigo de seu filho.
— Essa é mais uma das façanhas que o Harry consegue fazer, ele nos ensinou, na verdade são três e do mesmo jeito que cada um tem seu patrono ao conseguir conjurar os três as formas dos patronos vai depender das pessoas mesmo.
— Mas o que é mais engraçado é que o segundo patrono deles é a própria forma animaga e a terceira é mais confusa ainda, o do Harry tem a mesma forma que o patrono da Gina e o seu do meu. — Falou Hermione (adulta) — Você se lembra onde ele encontrou esse feitiço?
— O Harry por muito tempo estudou livros que tinha no seu cofre, quer dizer, o da família Potter. — Respondeu Rony (adulto) olhando para a esposa e depois para James (avô).
— Ele encontrou os livros do meu pai. — Falou James (avô) suspirando.
— Seu pai escrevia? Quer dizer, meus avós e... Há você entendeu. — Falou Harry que já estava se confundindo com aquilo de ter seus pais com ele e ainda mais por estar descobrindo mais um pouco sobre sua família.
— Ele aprimorava feitiços, mas nunca divulgou nenhum deles e dizia para eu não mexer porque não foram feitos pra mim, ele deixava os feitiços e poções mais toscos que inventava na biblioteca, deixou os livros lá, mas os que continham feitiços mais importantes os levou para o cofre porque eu não poderia mexer até fazer 17, mas quando cheguei na idade que podia acabei me esquecendo dos malditos livros. — Falou James (avô) sorrindo levemente de como ficara curioso com os malditos livros por um bom tempo, mas ele respeitava demais as decisões dos pais e quando eles diziam não, era não MESMO — Eles morreram logo depois que entrei pra Ordem, queriam a Lily, mas perceberam que estava difícil pegar ela e foram atrás deles, meu pai era o tipo de homem mais estranho do mundo, a ultima vez que o vi vivo ele parecia saber que ia morrer.
— Como consegue conjurar dois patronos diferentes? — Perguntou Gina confusa.
— Me pergunto o por que do tigre. — murmurou Hermione (adulta).
— Se fosse um leão até teria uma desculpa. — murmurou Rony (adulto) para Hermione (adulta) que concordou com a cabeça — Quando ele disse que conseguiu se transformar em animago achei que fosse em leão, tudo bem que ficaria estranho um leão preto, mas sempre achei que ele tivesse o espírito de Gryffindor. — Falou Rony (adulto) para a esposa que assentiu, ela também imaginava aquilo.
— Outro dia eu lhe ensino, mas agora não. — Falou Harry continuando a andar pelo corredor dos quartos, o tigre ia a frente e olhava para dentro dos cômodos até que parou na porta de um, ele sumiu e Harry tomou seu lugar, se encostando na porta e olhando para o centro do quarto — Achamos.
— Espera, já amanheceu faz tempo e ele ainda não voltou ao normal. — Falou Gina olhando um grande lobo deitado na cama do quarto que estava com uma boa parte coberta por poeira e sujeira.
— Eu me lembro que alguém soltou altos espirros enquanto dormia. — Falou Vic olhando para o marido que sorriu amarelo — Eu chegava a me assustar no meio da noite, acho que se existisse espíritos eles se assustariam com os espirros e iriam embora da casa.
— Espirro de animal é o ó. — Falou Sirius se lembrando principalmente de Remo que fazia isso quando estava transformado, pulava em tudo quanto é parte da casa e saia espirrando para todos os lados.
— Imagine só as teias de aranha, Rony. — provocou Fred.
Rony (ambos) estremeceram de leve.
— Porque medo de aranha? — Perguntou Rose rindo enquanto olhava para o pai esperando que ele explicasse, não entendia esse medo do pai por um bicho tão pequeno.
— Imagine aquele bicho andando em você durante a noite. — Falou Rony (adulta) para a filha enquanto passava a mão pela nuca da filha que se arrepiou no mesmo instante.
— Deixa de ser nojento. — Falou Hermione (adulta) que ao imaginar a sensação de ter uma aranha andando por sua perna estremeceu de corpo e alma.
— Vendo por esse lado é nojento mesmo. — Falou Hugo fazendo careta.
— O que me lembra daquele dia que apareceu uma aranha no seu quarto, dois homens na casa e nenhum dos dois se atrevia a matar a maldita aranha. — Falou Hermione (adulta) olhando do marido para o filho.
— E porque eu teria que matar? — Perguntou Rony (adulto).
— Porque você é o homem da casa. — Falou Rose como se fosse obvio.
— Sua mãe é a mulher da casa e nem sempre é ela que cozinha e eu não me lembro de ter sido contratado para ir as pressas ajudar as donzelas. — Falou Rony (adulto) para as duas mulheres que moravam na sua casa.
— Isso é verdade mãe, quando você diz que não quer cozinha a gente que faz o almoço, na maioria das vezes. — Falou Hugo para a mãe que sorriu.
— Hugo, você só faz a salada, pare de fazer drama como se fosse a coisa mais difícil do mundo cortar os legumes e jogar temperos. — Falou Rony (adulto) para o filho que deu de ombros.
— Você só faz macarrão, isso porque é só colocar pra cozinhar na água. — Falou Hugo.
— Dá pra vocês pararem de discutir, eu sempre que faço a pior parte porque tenho que fazer o molho. — Falou Rose para os dois que se olharam e sorriram.
— Você é a que mais come, Rose. — Falou Rony, Hermione (adultos) e Hugo para a filha que arregalou os olhos.
— É mentira. — Falou Rose.
— É verdade. — Falou todos novamente e ainda por cima Scorpius — Eu já dormi na sua casa e sei como é. — Falou Scorpius dando de ombros.
— O que me lembra que você não vai mais dormir lá. — Falou Rony (adulto) para Scorpius que fez cara de indignado.
— É, você ronca demais Scorpius, não dá nem pra dormir. — Falou Hugo.
— Acho que você esta me confundindo com o seu pai que esta no quarto ao lado, como você consegue dormir Sra. Weasley? — Perguntou Scorpius apenas para irritar o sogro.
— Mas eu nem escuto nada. — Falou Hermione (adulta).
— Se não é o Scorpius, não sou eu e muito menos o Hugo, sobrou você, Rosinha. — Falou Rony (adulto) chamando a filha da maneira que ela mais odiava.
— Não me chame de Rosinha, já tenho 15. — Falou Rose.
— Tudo bem então, vou chamar de Laranjinha então, mas já que você esta bem grandinha já pode lavar um banheiro, ajudar sua mãe a limpar a casa, o que acha? — Perguntou Rony (adulto) para a esposa que sorriu.
— Acharia ótimo. — Falou Hermione (adulta).
— Eu posso muito bem lavar um banheiro, se você fazer o mesmo. — Falou Rose dando de ombros.
— Temos um acordo então, você lava o banheiro do Hugo e eu lavo o seu banheiro. — Falou Rony (adulto) fazendo com que a filha arregalasse os olhos.
— Isso não vale, você só esta me dando o mais difícil porque o banheiro do Hugo tem cabelo por toda a parte e nem sabemos de onde vem, só pra deixar claro você vai acabar ficando careca, garoto. — Falou Rose para o irmão.
— É cabelo do...
— Não fala. — Falou Hermione (adulta) interrompendo o filho que se assustou.
— Sovaco. — Falou Hugo fazendo com que a mãe ficasse mais aliviada.
— Acha mesmo que ele tem tanto cabelo naquele lugar a ponto de precisar tirar? Hugo é maior que todos os meninos da idade dele, mas nem tanto assim. — Falou Rony (adulto) para a esposa.
— Muito engraçado você, olha a minha alegria. — Falou Hugo sério.
— Depois conversamos sobre nosso acordo. — Falou Hermione (adulta) sorrindo para a filha que bufou.
O lobo estava deitado na cama e ao seu lado estava Vic, a loira estava deitada encostada nas costas do animal e um cobertor a cobria, parecia dormir tranquilamente.
— Bom dia? Ou se não boa tarde? — Perguntou Harry ao ver Vic começar a se mexer e logo em seguida se deitar.
— Engraçadinho — reclamou Teddy.
— Bom dia, o que fazem aqui? — Perguntou Vic coçando os olhos.
— Estamos procurando vocês e seus pais também estão aqui. — Falou Gina olhando para a sobrinha que arregalou os olhos, ela bufou de raiva e pegou um dos travesseiros empoeirados que por um milagre não foi comida por traças, ela tossiu um pouco ao pegar o travesseiro empoeirado e bater no rosto do lobo que se mexeu e grunhiu.
— Um poço de delicadeza. — disse Teddy revirando os olhos.
— ACORDA. — Gritou Vic fazendo com que o animal se mexesse bruscamente e voltasse a se deitar tranquilamente, a menina bufou de raiva e se descobriu colocando o cobertor em cima do lobo que não voltou a se mexer, minutos depois ele começou a se mover até voltar ao normal, mostrando Teddy com os cabelos completamente bagunçados.
— Não se pode dormir mais em paz? Hein? — Perguntou Teddy não se importando em transparecer a sua raiva.
— Está vendo? — disse Gui (mais velho) para Tonks — Seu filho é folgado!
— Como se você não soubesse como é horrível ser acordado em lua cheia. — Falou Remo para Gui que começou a pensar um pouco.
— Isso porque você nunca acordou com gritos pela casa, me deu uma vontade tão grande de jogar o Louis daquelas escadas quando em pleno 12h00min ele começou a gritar pela casa igual um idiota. — Falou Gui (mais velho) para o filho.
— Olha só quem fala. — Falou Louis.
— Cala a boca, idiota. — Falou Vic se levantando com dificuldade, seus joelhos estavam com arranhões e marcas de sangue — Se veste, idiota! — Falou Vic pegando algumas roupas que estavam em cima da cama dobradas e jogando na cara dele.
— Ela já mencionou que me achava de "idiota"? — ironizou Teddy — Acho que meu nome não era bonito pra ela não me chamar pelo nome mesmo, só de idiota e retardado.
Vic deu um tapa no braço dele.
— Eu estou de roupa. — Falou Teddy tirando o cobertor de cima de si e revelando uma calça que tinha algumas partes rasgadas na parte dos joelhos.
— Ainda bem — grunhiu Gui (mais velho).
Teddy ignorou o sogro.
— O que fez nos joelhos? — Perguntou Gina se aproximando da sobrinha e a sentando na beirada do móvel, a ruiva analisou os joelhos e se certificou que o sangue foi apenas momentâneo e que tinha parado de escorrer a muito tempo.
— Porque não diz a ela que não se pode seguir um lobo, ainda mais em um barranco. — Falou Teddy pegando a camisa que a loira tinha jogado em sua cara, já que pelo que parece a sua tinha rasgado.
— Aquilo não era um barranco, é apenas um dos morros dos quintais de Hogwarts, estava de noite e eu pisei em falso, acabei rolando morro abaixo. — Falou Vic dando de ombros.
— Está andando tempo demais com o Teddy! — disse Helena (adulta) — Está ficando desastrada igual a ele.
— Eu não posso fazer nada se a terra estava úmida e escorregadia aquele dia e se eu me distraísse por um minuto era bem capaz de perder ele de vista. — Falou Vic.
— Sorte a sua que esta usando calças. — Falou Harry da porta.
— Eu viro um lobo e você se preocupa com as minhas CALÇAS? — Perguntou Teddy gritando para o padrinho que endureceu a face.
Alguns riram, já Tonks deu um olhar repreensor ao filho que deu um sorriso amarelo.
— Abaixa o tom. — Falou Harry para o menino que abaixou a cabeça envergonhado — Eu falei para abaixar o tom e não a cabeça.
— Papai não consegue ficar sério por muito tempo! — disse Al — Ainda mais com o Teddy.
— Fazer o que se sou o preferido dele. — brincou Teddy.
— Sonha! — disse James (neto) que acabara de chegar na companhia de todos e escutou o comentário do afilhado de seu pai, quase seu próprio irmão.
— Pensei que fosse ciumento só com a sua mãe. — Lysa sussurrou para James (neto).
— Eu não sou ciumento. — reclamou, mas Lysa ignorou, voltando a olhar para a cena.
— Engraçadinho. — Falou Teddy ao ver o padrinho dar risada — Você fala como se eu não pudesse fazer mal a alguém.
— Ah, meu pai! — reclamou Tonks — Até você?
O cabelo de Teddy ficou ligeiramente avermelhado.
— E não pode, sua consciência prevalece enquanto está se transformando. — Falou Harry.
— Como pode saber? — Perguntou Teddy.
— Estava dormindo até agora com uma humana do lado, existe consciência maior que essa? — Perguntou Harry como se fosse óbvio.
— E a próxima vez que você aparecer de fininho e me dar um susto daquele, darei um chute no meio das suas pernas. — Falou Vic irritada.
Alguns ficaram confusos.
— Eu estava no salão comunal quando ele chegou de fininho e caiu no chão e começou a se contorcer, parecia que eu estava vendo uma cena do filme do exorcista. — Falou Vic.
— Você nunca viu um filme do exorcista. — Falou Teddy.
— Mas eu imagino como pode ser. — Falou Vic dando de ombros.
— Sua coragem não chega a isso. — Falou Teddy desafiando a amiga que olhou para ele com fúria.
— Bom, que tal passar um tempo em casa? Será ótimo. — Falou Gina sorrindo para Teddy que franziu as sobrancelhas.
— Porque? Eu tenho aula, lembra? — Perguntou Teddy.
— Ah, que ótimo! — brincou Sirius — Nerd igual ao Aluado.
— Por que será? — ironizou James (avô).
— Porque não pode ser comum a ponto de aceitar sem dizer nada quanto a perder aula? — Perguntou Harry para o afilhado que deu de ombros.
— Vamos que horas? — Perguntou Teddy.
— Agora, peço para seus pais lhe buscar em casa. — Falou Harry olhando para Vic que assentiu — O que acha de chamar o Nôitibus?
— Ótimo, ai eu aproveito e vomito em cima do Teddy. — Falou Vic rindo.
Teddy se virou para Vic.
— Eu tenho a ligeira impressão de que você não ia com a minha cara antigamente. — disse Teddy.
— Não era impressão não. — brincou Dominique.
OoOooOoOoOoOo
— James, já esta na hora de irmos. — Falou Gina com a voz um pouco mais alta que o normal, a ruiva estava trajando roupas para sair, calça jeans colada ao corpo, mas nada vulgar, uma sapatilha de cor neutra e uma blusa branca comum.
— Vai mesmo sem blusa de frio? — Perguntou Harry da cama enquanto secava os cabelos — O que tanto lhe preocupa?
— James indo para Hogwarts. — Falou Gina indo até o guarda roupa e pegando uma jaqueta preta que ia até sua cintura.
— Isso é de preocupar qualquer um. — brincou Lysa.
— Qual o problema nisso? Não existe lugar mais seguro que Hogwarts. — Falou Harry rindo ao se lembrar da primeira vez que ouvira aquela frase, tinha acreditado nas palavras de Hagrid, mas até hoje estava em duvida sobre isso.
— Claro! Muito seguro! — ironizou Rony (adolescente) — Exceto, talvez, um cão de três cabeças, aranhas…
— Aranhas tem em qualquer lugar, Rony. — disse Gina (adolescente)
— Diz isso porque não viu o tamanho daquela! — disse Rony (adolescente) — Dementadores…
— Já entendemos, Rony. — disse Hermione (adolescente) revirando os olhos.
— Seguro é? Tão seguro que um garoto de 18 anos conseguiu invadir o castelo. — Falou Gina para o marido que deu de ombros.
— Me diz um lugar que eu não consiga invadir. — Pediu Harry rindo.
— Harry bancando um ladrão. — brincou Helena (adulta).
— O banheiro do seu quarto quando a mamãe tranca a porta na hora do banho. — Falou Lily entrando no quarto fazendo com que o pai ficasse sério por suas palavras.
Todos riram.
— Devia ficar do meu lado. — Falou Harry para a filha que riu.
— Pra que iria querer entrar lá? Não tem nada de interessante lá dentro, eu já consegui entrar e não achei nada legal. — Falou Lily sentando ao lado do pai, a ruiva nem percebeu o sorriso maldoso que Gina deu para Harry ao ouvir a filha dizer aquilo.
— A minha irmã é monstra quanto a entrar em lugares que estão trancados, o Kingsley falou que a nossa família esta evoluindo, a Lily consegue abrir todo tipo de lugar, eu até desisti de me trocar no quarto porque você esta lá né, no mó bem bom, se trocando naquela moleza aí de repente essa coisa entra e sai como se fosse a coisa mais normal do mundo ver um garoto de cueca. — Falou Al.
— Me diz alguém que nunca te viu de cueca. — Pediu Lily para o irmão que ficou pensando — Eu não é tanta coisa assim, seus olhos chama mais atenção.
— Eu digo o mesmo quanto ao seu busto. — Falou Al para a irmã que olhou para ele como se a qualquer momento fosse pular em cima dele e o matar.
— Só não faz a brincadeira do porque dela usar sutiã. — Falou James (neto) para o irmão que assentiu.
— Estão discutindo o corpo da sua irmã de novo? Seu pai não mandou parar com isso? — Perguntou Teddy para os dois meninos que assentiram — Então parem de fazer isso com a menina, eu em.
— Esta vendo, vocês deviam ser igual ele. — Falou Lily (neta).
— Não tem nada de interessante para você. — Falou Harry bagunçando os cabelos da filha que fez um barulho de reclamação.
— Obrigado por não me achar interessante. — Falou Gina para a filha que ficou envergonhada já que suas palavras diziam mesmo aquilo — Onde esta o James?
— Senti um duplo sentido nessa frase — disse Carlinhos (mais novo).
— No seu escritório papai, a ultima vez que eu passei por lá, ele estava procurando alguma coisa nos livros da estante. — Respondeu Lily para a mãe que olhou confusa para o marido.
— Estava roubando o mapa? — perguntou Lysa na maior cara de pau.
James (neto) deu um sorriso amarelo enquanto Lily (avó) revirava os olhos.
— O que Harry não puxou a você, o filho dele puxou — murmurou Lily (avó) para James (avô) que sorriu.
— Eu vou lá. — Falou Harry se levantando.
— Papai, não vai nem mesmo pentear o cabelo? — Perguntou Lily.
— Não adianta! — disseram Lily (avó) e James (avô) juntos.
— Ele já desistiu de tentar fazer isso quando nos casamos Lily, e não é tão feio assim. — Falou Gina sorrindo para a filha.
— É, tem que ver o da sua mãe quando ela acorda, fica pior que o seu. — Falou Harry rindo da cara de brava das duas ruivas, pareciam a mesma pessoa já que Lily era a cara de Gina.
— O lado maroto do Harry começou a aflorar quando? — perguntou Hermione (adolescente).
Hermione (adulta) e Rony (adulto) deram de ombros. Nem eles sabiam direito.
Antes que Gina pudesse jogar alguma coisa nele, o moreno saiu do quarto e foi para o próprio escritório, já iria entrar quando viu o filho mexendo em alguma coisa encima da mesa, deu alguns passos para trás voltando ao corredor e ficando ao lado da porta, assim James não perceberia que o pai o vira mexendo em alguma coisa no escritório.
— Chegando de fininho, eu odeio isso. — Falou Lily (avó).
— Mas você que costuma fazer isso, depois do James é claro. — Falou Marlene para a amiga que deu de ombros.
— Eu gosto de chegar de fininho e não que cheguem de fininho perto de mim, dá uma vontade de gritar com eles, mataria fazer um barulho para anunciar a presença? — Perguntou Lily (avó) retoricamente.
— O que fazia ali? — Perguntou Harry ao filho no momento em que o menino saiu do escritório, ao ver o pai, James ficou com o corpo rígido por causa do susto e com medo, Harry percebeu que o menino escondia alguma coisa nas costas.
— Nem discreto você é! — exclamou Sirius.
— Eu tinha onze anos, não sabia fazer nenhuma bagunça ainda. — Falou James.
— Tia Hermione disse um livro que poderia me ajudar na escola, eu queria saber se tem no seu escritório. — Falou James engolindo em seco.
— James Sirius Potter estudando? — disse Lysa — Você deveria arrumar uma desculpa melhor!
— E eu vou aprender com você? Você nem sabe mentir, pelo menos eu tento. — Falou James (neto).
— Quanto a isso eu tenho que concordar com ele. — Falou Lorcan.
— Deveria ficar do meu lado. — Falou Lysa para o irmão.
— É que ele esta louco para ter eu como cunhado. — Falou James (neto) rindo.
— Não exagera. — Falou Lorcan com seu costumeiro tom sério.
— E porque não procurou na biblioteca? — Perguntou Harry se divertindo com a situação do filho, sabia o que ele tinha ido procurar no seu escritório e tinha ajudado o menino na busca por seu tesouro.
— Ele sabia que eu tinha ido pegar o mapa e não impediu! — disse James (neto) para Lysa, como se justificando.
— Eu já tinha procurado lá, então como não achei vim ver se tem aqui. — Falou James passando por Harry com cuidado para que o mais velho não visse suas costas — Eu tenho que terminar de arrumar meu malão pai, até daqui a pouco. — Falou James entrando em seu quarto de costas — Pai, me responde uma coisa? — Perguntou James saindo do quarto normalmente, provavelmente tinha escondido o mapa do maroto em algum lugar do quarto.
— Que mudança de comportamento convincente. — brincou Lysa.
— Não enche! — reclamou James (neto).
— Diga. — Falou Harry no mesmo lugar que estava antes.
— O que é TPM? — Perguntou James fazendo com que o pai ficasse nervoso, como explicaria aquilo para um garoto de 11 anos?
Lysa olhou para James (neto).
— Por que você queria saber isso? — perguntou.
— Ouvi por aí e fiquei curioso! — respondeu James (neto) dando de ombros.
O mais velho abriu a boca varias e varias vezes, mas ainda não tinha resposta.
— É tensão pré-menstrual. — Falou Al ao sair do próprio quarto, como a porta estava aberta o filho do meio pode escutar toda a conversa — A mamãe não fica de mau humor uma vez por semana toda vez no mês? Então, tem haver com isso. — Falou o menino passando pelo pai e seguindo caminho até as escadas.
Elliz olhou para Al com uma sobrancelha levantada.
— Não precisa se preocupar, você não vai ter isso mesmo. — Falou Harry para o filho que assentiu e saiu da vista dele — Como é que o mais novo sabe e o mais velho não? — Se perguntou Harry enquanto andava pelo corredor, era evidente que o moreno tentava descobrir uma resposta para sua pergunta.
— Boa pergunta! — disse Elliz, mas Al continuou mudo.
— Eu acho que o tio Harry se enganou, o James às vezes fica tão mal humorado que parece que está de TPM. — brincou Hugo.
— Haha. — disse James (neto) de cara fechada — Olha só como estou achando engraçado.
OoOooOoOoOoOo
Harry estava na Toca mais uma vez, ao contrário de antes não tinha apenas os filhos de Molly e suas esposas, mas também seus filhos que já eram bem grandes, no momento estavam todos no jardim, Helena tinha colocado um elástico amarrado em duas cordas e tentava ficar em pé nesse elástico que estava a meio metro de altura do chão.
— Vai precisar fazer bem mais para conseguir ficar aí em cima sem ajuda. — Falou Carlinhos rindo ao ver a esposa se desequilibrar e se segurar em seu ombro já que ele estava ao seu lado para garantir que a morena não caísse.
— Pelo visto o casalzinho se reconciliou — zombou Fred.
Carlinhos (mais novo) respirou fundo para não bater no irmão.
— Vamos para juntos dos outros? — Perguntou Helena (adolescente) para os dois ruivos que antes de sua pergunta se olhavam, ela ouvia tudo o que os dois conversavam em voz baixa e até mesmo achava graça, Fred fazia ela se lembrar um pouco de Diego e ao pensar no melhor amigo sentia falta dele.
— Tudo bem. — Falou Carlinhos (mais novo).
— Mas ele vai querer algo em troca, já espere algo. — Falou Fred rindo enquanto seguia o irmão e Helena.
— Dependendo do que seria eu diria sim. — Falou Helena (adolescente) provocando o ruivo mais velho.
— Olha ai Carlinhos, aproveita. — Falou Fred cutucando o irmão.
— Fred, você age como se eu não soubesse arrumar mulher pra mim mesmo. — Falou Carlinhos (mais novo) para o irmão.
— Arrumar uma mulher é fácil, quero ver arrumar um bom partido. — Falou Fred dando de ombros.
— Me considera um bom partido? — Perguntou Helena (adolescente) sorrindo.
— Há se eu tivesse chance. — Falou Fred brincando.
— Pensando bem. — Falou Helena (adolescente) sussurrando para si mesma enquanto olhava brevemente para Fred que ainda sorria quanto sua ultima fala.
— Disse alguma coisa? — Perguntou Carlinhos (mais novo).
— Não. — Respondeu Helena (adolescente) sorrindo enquanto se aproximava das outras pessoas da família Weasley.
— Não precisa jogar macumba Carlinhos, se você consegue eu consigo também ué. — Falou Helena voltando a recuperar o equilíbrio e dando um passo a frente.
— Só que não. — brincou Carlinhos (mais velho).
— Só que sim! — teimou Helena (adulta).
Harry riu dos dois e olhou para Teddy, mas achou aquilo estranho já que o afilhado deixou todos para trás e foi para dentro da casa, olhou em volta e por não encontrar Vic foi atrás do afilhado que estava sozinho dentro da casa já que até mesmo Molly e Arthur riam de Helena e Carlinhos no jardim.
O Auror olhou para trás vendo se ninguém o via entrar na casa e, por ver que não, subiu as escadas da casa ao escutar uma porta ser fechada com força o suficiente para escutar lá de dentro, mas não lá de fora e pela batida podia imaginar que vinha do antigo quarto de sua esposa, foi até o cômodo e se encostou na parede ao lado da porta quanto bateu na mesma com o punho fechado.
— O que aconteceu? — perguntou Tonks, sem obter resposta.
Por alguns minutos não houve resposta, mas logo em seguida a porta se abriu revelando Teddy em seus 16 anos.
— Tem uma semana para contar ao Gui. — Falou Harry para Teddy que arregalou os olhos com o aviso do padrinho.
— Ah, tá! — disse Dominique — Vocês já estavam namorando!
— Ah, vá! — ironizou Vic.
— Não pode fazer isso. — Falou Teddy.
— Estão nesse negocio escondido a tempo demais, estou avisando Teddy, uma semana. — Falou Harry dando as costas ao afilhado que tratou de fechar a porta e seguir o mais velho.
— Você fala isso porque seu sogro não parece um louco. — Falou Teddy.
Gui (mais velho) fuzilou Teddy com o olhar.
— Eu estou ouvindo isso idiota. — Falou Vic de dentro do quarto.
Louis lançou um olhar malicioso à irmã.
— Conte antes que aconteça alguma coisa ruim que o faça contar em situação pior, e se isso acontecer eu não poderei te ajudar. — Falou Harry olhando para o animago que mexeu nos cabelos.
— Você já não estava grandinho demais para saber se virar sozinho? — Perguntou Helena (adolescente) para Teddy que ficou em silencio pensando em sua resposta.
— Se eu tivesse uns cinqüenta anos seria capaz do Gui ainda ter coragem de me dar uma surra, na verdade eu acho que esse é o maior desejo dele. — Falou Teddy.
— Eu não sabia que você me conhecia tão bem. — Falou Gui (mais velho) sorrindo para o genro que revirou os olhos.
— Mas é claro, eu costumava dormir na sua casa quando pequena. — Falou Teddy sorrindo — Mas já fique calmo porque não era por causa da Vic.
— Isso me acalma um pouco, mas continuo tendo a vontade de lhe dar uma surra. — Falou Gui (mais velho).
— Meu caro sogro, a sua sinceridade me cativa. — Falou Teddy irônico.
— Como quer que eu diga que estou namorando uma menina que até o ano passado era apenas minha prima? — Perguntou Teddy frisando a palavra prima como se deixasse bem claro que não gostava de ter que chamar Vic dessa maneira.
— Ano passado? Está nisso há um ano Teddy, pra você esta sendo fácil porque estão sempre na escola, mas e depois que você terminar a escola, como vai ser? Vai ter que começar a estudar para entrar no Ministério e as coisas não serão assim, tudo muda quando a escola acaba. — Falou Harry.
— Como pode saber? Nem terminou a escola. — Falou Teddy.
— Que fora! — disse Helena (adolescente) — Espere aí! Se ele não terminou a escola, como se tornou auror?
— Kingsley Shacklebolt tornou-se o ministro da magia quando a guerra acabou. — disse Hermione (adulta). — E ele deixou que nós fizéssemos os N.I.E.M's mesmo que não tivéssemos terminado a escola.
— No caso da Hermione, ela voltou para a escola. — disse Rony (adulto).
— Por que isso não me surpreende? — perguntou Carlinhos (mais novo), enquanto Hermione (adulta) corava.
— Estar em Hogwarts foi o que me trouxe problemas e foi o que me trouxe felicidades ao mesmo tempo, mas não é legal ficar tendo algo escondido com alguém. — Falou Harry.
— Diz isso por você, nunca teve. — Falou Carlinhos aparecendo atrás de Harry na companhia da esposa que bebia água em uma garrafa, Teddy ao ver os dois bufou de raiva e se encostou a parede da casa.
— Então você já teve? — perguntou Molly (avó).
— Acho que ele não estava falando de casos de escola — disse Helena (adulta), fazendo Molly (avó) entender o que ela quis dizer com isso.
— Não compare o caso dele com o de vocês. — Falou Harry para o cunhado que assentiu.
— Tem razão, o nosso era mais divertido. — Falou Carlinhos sorrindo.
Todos riram.
Helena (adolescente) corou um pouco.
— Não liga não, ele esta tão feliz assim porque ganhou de mim no elástico. — Falou Helena olhando brava para o marido.
— Como se fosse a primeira vez — disse Carlinhos (mais velho) se gabando.
Helena (adulta) deu um tapa no braço de Carlinhos (mais velho).
— Mas é claro, como quer fazer aquilo de meias? Você precisa sentir o elástico no centro do seu pé quando você for dar o primeiro passo para depois forçar o pé no elástico e assim conseguir equilíbrio. — Falou Teddy para a madrinha que pareceu pensar.
— É alguma brincadeira trouxa? — perguntou Arthur interessado.
— Agora não, Arthur. — disse Molly (avó) fazendo algumas pessoas rirem.
— Você devia ficar quieto de vez em quando sabia? — Perguntou Carlinhos — Mas vou te dar um conselho, o ruim de estar tendo algo escondido com alguém é que quando você vê uma pessoa dando em cima desse alguém você não pode fazer nada, nem mesmo abrir a boca.
— Com medo de perder para mim? — perguntou Helena (adolescente) para Carlinhos (mais novo).
— Eu? Perder para você? Nunca! — retrucou.
— Veremos — murmurou Helena (adolescente) em resposta — Você por acaso sabe que brincadeira é essa?
— Não, mas também não deve ser tão difícil. — Falou Carlinhos (mais novo).
— É que eu deixei todas as minhas coisas no Brasil, mas quando eu pegar darei um jeito de ensinar a vocês. — Falou Helena (adolescente).
— A quanto tempo você tentar fazer esse negocio do elástico? — Perguntou Carlinhos (mais novo).
— Era pra mim começar nesses dias em que minha escola esta de greve, mas o Diego que iria me ensinar estava ocupado com o pai dele que é um pouco rígido quanto a aprendizagem dele. — Falou Helena (adolescente).
— Não deve ser tão difícil assim. — Falou Carlinhos (mais novo) mais uma vez.
— Não é, é que eu tenho medo de cair, mesmo que esteja a meio metro de altura do chão. — Falou Helena (adolescente) sorrindo.
— Isso serve para você também Victorie. — Falou Helena batendo na parede sabendo que a sobrinha estava ouvindo.
— Falando nisso, aproveita o ultimo ano escolar em, é muito bom. — Falou Carlinhos.
— Isso é verdade, eu mais matava aula do que ficava lá dentro, mas quando eu ia prestava bastante atenção as aulas, o Diego me ajudava a fazer os trabalhos e as provas. — Falou Helena rindo.
— Que mal exemplo, mãe! — brincou Fernando.
— Como ele podia te ajudar nas provas? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Ele me passava as resposta em libra, ele fazia os gestos com as mãos formando uma frase e já que eu sabia, eu lia o que ele estava querendo dizer e respondia. — Falou Helena dando de ombros — Só que depois ele fazia uma prova pra mim poder aprender sozinha.
— E o professor não percebia? — perguntou Marlene surpresa.
— Infelizmente a conversa em libras esta muito mal conhecida, não se preocupam com isso e também não é comum pessoas que conseguem falar conversar desse jeito. — Explicou Helena (adulta).
— Falando em libras eu me lembro que tem tanta coisa que preciso aprender. — Falou Helena (adolescente) — Mas como vou fazer isso com o Diego morando no Brasil.
— Você queria trazer ele junto? — Perguntou Carlinhos (mais novo) rindo.
— Impressionante como as pessoas conseguem sorrir quando estão com ciúmes. — Falou Fred.
— Eu não mereço umas coisas dessas. — Falou Carlinhos (mais novo) desfazendo o riso que tinha em seu rosto.
— Não seria ruim o Diego vir morar comigo. — Falou Helena (adolescente) olhando para Sirius com os olhos brilhando com cara de cachorrinho pidonho.
— Não temos nem casa ainda. — Falou Sirius.
— Sem contar que o pai do Diego deixar ele vir para morar seria quase impossível, mesmo que ele tenha parentes na Inglaterra. — Falou Helena (adolescente).
— Do jeito que você falava ele parecia ser o tipo de menino com toda a liberdade do mundo. — Falou Carlinhos (mais novo).
— Na verdade ele tem, mas desde sempre os pais dele o ensinou a ter suas responsabilidades, até que hoje em dia ele faz as coisas por vontade própria e com uma facilidade incrível. — Falou Helena (adolescente) — Acho que para ele é tão fácil fazer essas coisa que não faz a menor diferença na vida pessoal dele. Tenho uma idéia melhor, vou encontrar uma outra pessoa que possa me ajudar em algumas coisas, se bem que é quase impossível encontrar alguém que seja tão legal quanto ao Diego.
— Acabou de me chamar de insuficiente. — Falou Fred fingindo estar sendo ofendido — Brincadeira.
— Já achei um. — Falou Helena (adolescente) sorrindo para o gêmeo.
— Você vai se arrepender por essa escolha. — Falou Carlinhos (mais novo) para a adolescente que deu de ombros.
— Vou me lembrar disso nas provas. — Falou Teddy.
— Não muda de assunto. — Falou Carlinhos fingindo estar bravo, mas ele acabava rindo no final.
— O que foi que você fumou hoje? — Perguntou Teddy estranhando o comportamento do marido de sua madrinha.
— Olha como fala comigo! — brincou Carlinhos (mais velho).
— Vai saber quando casar. — Falou Carlinhos.
— Depois disso todo mundo já sabe do porque de sua alegria. — Falou Harry para o cunhado que ficou sério.
— Não é isso idiota, se fosse isso acho que todos os Weasley ficariam felizes depois de noites assim. — Falou Carlinhos.
— É por isso que o Gui está sempre de mau humor? — Perguntou Teddy não se controlando, antes que alguém pudesse dizer alguma coisa Victorie saiu do quarto com um travesseiro e bateu o mesmo no rosto do namorado que se desequilibrou e bateu a cabeça na parede, ou seja, duas batidas em menos de dois minutos.
Todo mundo riu, menos Vic, Gui (ambos) e Fleur.
— Cada dia eu gosto menos do meu genro. — reclamou Gui (mais velho) para Vic enquanto ela apenas revirava os olhos diante das brigas do pai com seu marido.
— Eu já falei para não falar do meu pai, idiota. — Falou Vic deixando o travesseiro no chão e saindo da vista do namorado que estava de olhos fechados por causa das pancadas.
— Ei, pode vir pegar esse travesseiro e colocar no lugar. — Falou Helena em voz alta, logo em seguida Victorie voltou emburrada e pegou o travesseiro, mas ao invés de colocar no quarto o levou consigo — Agora eu sei do porque de sua mãe gostar de mandar em todo mundo.
— Helena Black botando ordem no bagulho. — brincou Felipe
— Olha o respeito! — disse Helena (adulta).
— Eu vou dar um jeito. — Falou Teddy ao padrinho se referindo ao fato de ter que contar a Gui que tinha algo escondido com sua filha — Ou se não, eu posso esperar a minha ida para Hogwarts e contar a ele por carta. — Falou Teddy sorrindo largamente com sua idéia, mas ao ver a cara do padrinho viu que não seria uma boa idéia.
Todos riram.
— Sério que você tinha medo do meu pai? — perguntou Vic divertida.
— Eu não sabia qual poderia ser a reação do seu pai, eu já vi ele tão bravo por causa de qualquer coisa, imagine como ele ficaria quando o assunto era sua menininha. — Falou Teddy.
— Eu já não era menininha, já era praticamente uma adolescente. — Falou Vic.
— Para um pai sua filha só se torna adolescente quando se torna maior de idade e ela só se torna mulher quando fazer 40 anos. — Falou Teddy que já tinha ouvido aquilo do seu padrinho.
— E só se casa quando faz 100 anos. — Falou Gui (mais velho) exagerando.
— Mas quando se é menino quer que ele se torne independente e saia de casa aos 19 anos ou se não começa a ajudar a pagar as contas de casa aos 17. — Falou Helena (adolescente) rindo.
OoOooOoOoOoOo
No momento em que a cena mudou novamente parecia ser a mesma cena, ou melhor, parecia estar ocorrendo no mesmo dia, mas não era, as mesmas pessoas estavam na cena, só que ao invés de estarem no jardim enquanto Harry conversava com Teddy, mas na imagem mostrava Teddy na porta e ao seu lado uma garota de aparência bonita, seus cabelos eram tão diferentes quanto os de Teddy, já que os dela era roxo, uma cor que não era muito comum.
— Ela é metamorfa? — perguntou Elliz surpresa — Não são raros?
— São — disse Cath.
— Ela deve ter usado uma daquelas tintas trouxas para pintar o cabelo — opinou Luna.
— Mas ela é sim metamorfa e foi por isso que se aproximou de mim, achou que assim seriamos igual um ao outro, ela era gente boa, mas ao mesmo tempo maluca. — Falou Teddy ao se lembrar da garota.
— Conheceu ela tanto assim? — Perguntou Vic com os olhos estreitos.
— Conheci ué, mas não ao ponto de levar ela até a Toca, foi ela que segurou no meu braço na hora em que eu aparatei. — Falou Teddy se explicando quanto aquele dia.
— Engraçado como apenas ocorre estrunchamentos com pessoas boas. — Falou Vic sussurrando enciumada.
Harry estava confuso com aquilo, a alguns dias atrás ele tinha pressionado o afilhado para ele contar a Gui que estava namorando sua filha, agora de uma hora para a outra ele aparece com uma menina ao seu lado que tinhas as intenções bem evidente, ela queria ter algo mais intimo com Teddy.
— Essa é a minha amiga...
— Estamos nos conhecendo melhor. — Falou a moça do cabelo roxo fazendo com que Teddy fechasse os punhos de raiva.
— Bem que o Carlinhos falou que tem pontos ruins quanto a namorar escondido, eu até imagino a raiva que a Vic estava sentido naquela hora. — Falou Angelina olhando para a sobrinha.
Vic amarrou a cara.
— Eu te entendo minha querida. — Falou Helena (adulta) sorrindo para a loira mais velha da família entre os sobrinhos.
— Eu não agüento mais isso. — Falou Vic não se importando se tinha falado em voz alta para que todos ouvissem, antes que Fleur pudesse falar alguma coisa a menina saiu de perto de um dos tios e estava indo para a escada quando foi chamada.
— Você é a Veela? — Perguntou a moça de cabelos diferenciados saindo de perto de Teddy e indo para as escadas onde Victorie ainda estava — Seus cabelos são lindos e...
— Porque todas as pessoas que tem o mesmo talento que você gosta dos cabelos mais diferenciados? — Perguntou Vic para Tonks que ficou em silencio por algum tempo, a loira começou a pensar nas vezes em que as pessoas mais ficavam surpreendidas por seus cabelos do que por sua beleza Veela.
— Gostamos de algo mais diferente, acho que é quase uma regra que pessoa como nós não gosta de ser normal. — Explicou Tonks.
— Teve uma vez que uma senhora quase que pediu para eu rapar o cabelo e assim ela poder ficar com o meu cabelo. — Falou Vic olhando para Teddy brevemente — Eu também fiquei impressionada com ela porque pela aparência ela é uma pessoa tão jovem comparado a sua idade.
— É quase impossível ver a Tonks em sua forma normal. — Falou Remo ganhando a atenção do olhar da companheira que sorriu e deu de ombros, ela não gostava de se mostrar as pessoas, era como se sua proteção não estivesse funcionando.
— Não toca. — Falou Vic se virando para a moça que tentara tocar seus cabelos que estavam soltos.
— Vixe! — fez a maioria.
— Você ficou sabendo que a Vic se transformou anteontem? — Perguntou Carlinhos se aproximando de Harry e falando apenas para que ele escutasse.
— É sério? — Perguntou Harry impressionado ao cunhado que assentiu.
— Poderia ter avisado — Teddy disse para Carlinhos (mais velho).
— Existe forma melhor do que descobrir uma coisa dessas do que de surpresa? — Perguntou Carlinhos (mais velho) sorrindo.
— Quem sofreu foi eu e não você. — Falou Teddy.
— Pergunte pra qualquer homem aqui se eles pararam de sofrer por causa do mau humor das esposas mesmo depois de anos estando juntos, ela pode mudar em tudo o que for, menos no mau humor, qualquer coisa que aconteça a culpa será sua. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Se for assim eu me casei com a escola então, qualquer coisa que acontece a culpa é minha. — Falou Harry fazendo com que todos rissem, principalmente seu pai e Sirius.
— Sim, o Gui disse que foi de uma hora para a outra, ela estava dormindo e de repente se transformou, nem mesmo acordou, ele disse que acordou de madrugada e foi no quarto dela já que ela reclamou de dores de cabeça o dia inteiro e ao chegar no quarto a encontrou transformada, ela só percebeu o que tinha acontecido quando acordou na forma de lobo branco. — Falou Carlinhos para Harry que ouvia com atenção.
— Ei, espera ai temos que nos dar bem já que seremos pri...
— Garota abusada! — disse Tonks chocada.
Tudo aconteceu tão rápido que as pessoas que assistiam quase não puderam dar um passo para impedir o que tinha acontecido, no momento em que a menina de cabelos roxos começou a dizer Vic começou a subir as escadas dando as costas para ela, mas ao ouvir a palavra que ela diria Victorie não se agüentou e em um piscar de olhos ela tinha sumido e se transformado em um lobo branco, ela não se agüentou e deu um pulo em direção da menina, mas um lobo negro que era Teddy se colocou no caminho e impediu o ataque a garota que se assustou e correu até a porta com medo da loba.
— Uau. — Falou Sirius impressionado com a transformação da menina e acima de tudo a rápida ação de Teddy que já estava contendo a namorada fora do controle.
— Isso foi rápido. — Falou James (avô) tão impressionado quanto o melhor amigo — E eu achando que nós éramos bons em controlar o Aluado. — Falou James cutucando Sirius que assentiu.
Teddy em sua forma de lobo conseguiu controlar Vic a deixando bem longe da visita, ele ficou alguns minutos impedindo que ela o ultrapassasse e atacasse a menina, até que ela simplesmente parou do nada e ficou no canto.
— Alguém pode me explicar isso? — Perguntou Teddy voltando ao normal, mas como não tirou a blusa antes de se transformar ela rasgou e agora estava sem nada, quer dizer, usava apenas uma calça e estava descalço, estava parecendo um selvagem.
— Ah! Muito bonito, Teddy Lupin! — disse Vic com raiva — Fica sem camisa na frente dessa safada!
— Vic, isso já aconteceu! — disse Teddy.
Vic bufou.
— Acho que você está tendo aquilo de grávida agora — murmurou Teddy — Sabe, do mau humor. — Explicou Teddy rindo quando a esposa se virou para ele e o empurrou voltando logo em seguida a encostas no peito dele que a abraçou enquanto ainda ria.
— Ela apenas se transformou. — Falou Fleur.
— E porque eu não estava sabendo que ela tinha se transformado antes? — perguntou Teddy olhando para Gui que franziu as sobrancelhas diante a pergunta.
— Deveríamos ter dito? — Perguntou Gui confuso.
— Esta vendo, quando se namora escondido as pessoas não contam as coisas que é importante para você, na verdade você não tem direito a saber de nada. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Como conseguiram ficar junto então? — Perguntou Molly (avó).
— É simples, ele morava com ela e os dois estavam viajando quase que a gravidez da Helena inteira, então na verdade ele sabia mais das coisas que a gente. — Falou Hermione (adulta).
— Só viajamos para dois lugares. — Falou Helena (adulta).
— Isso porque só ia na Toca quando tinha almoço ou jantar que na verdade ela só ia para comer mesmo. — Falou Rony (adulto).
— E vomitar. — Completou Carlinhos (mais velho).
— Isso quando ela não sumia de uma hora para a outra. — Falou Jorge (adulto) sorrindo malicioso para o irmão.
— Eu não sei de nada quanto a isso. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Era isso que estava dizendo quando disse para mim dizer antes que alguma coisa ruim acontecesse? — Perguntou Teddy para o padrinho que ficou em silencio.
— Bem, não era isso que eu estava falando, mas pense que foi uma hipótese de algo assim. — Falou Harry dando de ombros.
— Do que estão falando? — Perguntou Gui confuso.
— Eu estou namorando a sua filha. — Falou Teddy de uma vez assustando todos e principalmente Gui e a menina que tinha chegado com Teddy.
— Toma, garota! — disse Vic sorrindo.
— E você solta uma novidade dessas nesse momento? — perguntou Louis — Está querendo morrer?
— Chega uma hora que não dá pra agüentar mais, pode até ser legal e tudo mais, só que tem uma hora que a palavra chega da voltas e voltas por sua cabeç única coisa que você tem vontade de fazer, colocar um chega nisso. — Explicou Teddy se lembrando de como era difícil ver coisas e não poder fazer nada, em momentos ele queria apenas ficar sentado em um sofá abraçado a Vic, mas não podia fazer isso porque era algo escondido e também não podia fazer isso quando estavam sozinhos porque acabavam gastando seu pouco tempo juntos em beijos e caricias, se lembrando do momento em que ele apenas queria sentir a paz que Vic trazia para seu mundo.
— Como é? — Perguntou Gui fechando os punhos, mas aquilo não fez efeito algum em Teddy que estava mais preocupado com Victorie, como assim ela tinha se transformado e nem mesmo contado a ele.
— Guilherme Weasley — ameaçou Tonks.
Mas Gui não teve a chance de ir para cima de Teddy já que Vic que ainda estava em forma de lobo pulou na altura do peito do adolescente que caiu no chão e ela ficou por cima dele.
— Olha o agarramento! — brincou Louis.
— Calado, Louis! — disse Vic — O que eu estava querendo com aquilo não tinha nada a ver com o que esta passando por sua cabeça.
— O que foi? Queria que eu fizesse o que? Foi ela que praticamente me forçou a trazê-la aqui. — Falou Teddy olhando para a loba, ele estava defendendo a si próprio.
— Me explica isso. — Falou Gui se aproximando.
— Gui Weasley, fique onde esta, não dê mais nenhum passo. — Falou Molly ameaçando o filho que parou no momento que daria mais um passo para se aproximar de Teddy — Se acalme.
— Calma é uma coisa difícil de ter em momentos como esse. — Falou Gui (mais velha).
— Meus dois filhos estão namorando e mesmo assim eu não fiz um barraco até hoje. — Falou Helena (adulta).
— É diferente, são meninos e quem se importa com meninos? — Perguntou Gui (mais velho).
— Valeu mesmo pai, o meu amor por você é tão grande quanto o seu por mim. — Falou Louis para o pai que apenas sorriu.
— Como quer que eu me acalme? Minha filha esta namorando um garoto dois anos mais velho que ela. — Falou Gui indignado e emanando raiva por todo o cômodo, Harry achou que a qualquer momento algum objeto de vidro poderia explodir.
— Se fosse por idade… Um monte de casais não estariam juntos aqui — observou Scorpius.
— Não seja tão exagerado, você e a Fleur são sete anos de diferença. — Falou Carlinhos — Falando nisso nós superamos o Gui e a Fleur, nove anos.
— Não acredito que você esta pensando nisso uma hora dessas. — Falou Helena incrédula com o marido que deu de ombros.
— Olha o lado bom, sua filha continua virgem, pelo menos eu acho. — Falou Percy.
Teddy fuzila Percy (adulto) com o olhar.
— O Percy está mais bem humorado do que antigamente — disse Jorge (mais novo) para Fred.
— Ainda bem, né! Ninguém merece o antigo Percy — disse Fred sorrindo.
— Mas de vez em quando ele exagera, sério mesmo, as vezes da até saudades de como ele era antes o tipo de pessoa que não se intromete na vida das pessoas. — Falou Gui (mais velho).
— Olha só quem fala né. — Falou Percy (mais velho) que a muito tempo não ligava para o que os irmãos pensavam, a única coisa que importava para ele era estar de bom humor e feliz.
— Percy, por favor esqueça essa sua personalidade engraçada e sempre de bom humor e volte a quem que você era antes, uma pessoa egoísta, pelo menos aquele tipo de pessoa servia para momento assim. — Falou Gui para o irmão que apenas sorriu, olhou para o namorado da sua filha esperando que ele dissesse alguma coisa sobre o fato da virgindade de Vic.
— O que foi? Se ela perdeu não foi comigo. — Falou Teddy ainda no chão, se sentou pensando na situação em que estava.
Vic fuzilou o Teddy com o olhar.
— O que está querendo insinuar com isso? — perguntou.
— Nada! — disse Teddy.
— Todo mundo já mentiu um dia. — Falou a menina fazendo com que a loba avançasse mais uma vez em si.
— Essa daí estava pedindo para morrer! — disse Cath.
— JÁ CHEGA, VOLTE AO NORMAL VICTORIE. — gritou Teddy com a loba que foi até o sofá e subiu no mesmo, deitando ali e olhando para o lado contrario de onde ele estava.
— Essa é a cena mais engraçada que eu já vi. — Falou Helena sorrindo.
— Obedece o Teddy, Vic — disse Dominique segurando o riso.
— Eu não sou cadela para ter que ser treinada — reclamou Vic.
Teddy riu e abraçou a mulher.
— VICTORIE! — Gritou Teddy mais uma vez recebendo como resposta um rosnar da loba — A culpa é sua, por mimar essa garota chata. — Falou Teddy para Gui enquanto subia as escadas da casa, ele passou um bom tempo lá em cima até descer com um cobertor nas mãos, cobriu Victorie com o cobertor e saiu de perto dela que continuava transformada.
Vic tentou se afastar de Teddy, mas ele apenas apertou mais o abraço.
— Por curiosidade, por quanto tempo estão juntos e ninguém sabe? — Perguntou Gui.
— Porque não pergunta a ela? É sempre ela que tem medo da sua reação. — Falou Teddy.
— Mentiroso! — disse Vic — Não fui eu quem cogitei a possibilidade de lhe contar por carta!
— Isso é mentira, você também não estava muito confiante de dizer. — Falou Carlinhos rindo.
— Você sabia, Carlinhos? — Perguntou Gui.
— Sempre sobra para mim! — reclamou Carlinhos (mais novo) e Helena (adolescente) riu.
— Descobri a alguns dias atrás ué, o Harry também sabia. — Falou Carlinhos entregando o cunhado que olhou para ele com raiva e bufou.
— E sempre que sobra para você, você joga a culpa em alguém? — perguntou Helena (adolescente).
Carlinhos (mais novo) apenas deu de ombros.
— Quero conversar com os dois, então vão lá pra cima os dois vai, levanta Victorie. — Falou Fleur mostrando sua raiva para a loba que soltou uma bufada de ar e se levantou, subindo as escadas com Teddy atrás.
— Eu não tenho direito a um advogado? — Perguntou Teddy olhando para o padrinho que riu e negou com a cabeça.
— Grande padrinho. — resmungou Teddy.
— Eu não vou bater nele. — Falou Gui.
— Acho bom mesmo. — rosnou Tonks.
— Posso ao menos ouvir as ameaças? Só pra começar a treinar? — Perguntou Carlinhos rindo, mas logo fazendo cara de triste ao o irmão negar com a cabeça quanto a seu pedido.
— Pai! — exclamou Elliz.
Carlinhos (mais velho) e Helena (adulta) apenas riram da indignação da filha.
— Eu vou embora, família maluca. — Falou a menina que ainda estava na porta escutando tudo assustada, no momento em que ela foi se virar deu de cara com James usando a capa da invisibilidade até o pescoço, fazendo com que parecesse que sua cabeça estava flutuando fora do corpo, a menina gritou e saiu correndo.
Todos começaram a gargalhar.
— Finalmente! — disse Vic — Obrigada, James.
— Por nada! — disse James (neto) rindo.
— Fiz alguma coisa? — Perguntou James confuso.
As gargalhadas se intensificaram.
— Você fez de propósito? — perguntou Lysa sem ar.
— Não, foi sem querer mesmo! — respondeu James (neto).
— Se ele faz esse tipo de coisa sem querer, imaginem por querer! — disse Al.
OoOooOoOoOoOo
— Pai, é hoje pai, levanta. — Falava Lily pulando em cima da cama dos pais que se mexiam preguiçosamente, Harry coçou os olhos enquanto se sentava na cama e olhava em volta, pegou o óculos no criado mudo e os colocou.
— Lily, são 05h00min da manhã, nem amanheceu ainda, você vai para Hogwarts, mas ao menos espera amanhecer. — Falou Harry deitando na cama novamente.
— Você acordou 5 horas da manhã para ir a Hogwarts? — perguntou Cath fazendo Lily (neta) ficar envergonhada.
— Não é legal ouvir meus irmãos mai velhos me enchendo o saco só porque eu ainda não tinha ido então quando chegou a minha hora eu meio que fiquei eufórica demais. — Se explicou Lily (neta).
— Eu não enchia seu saco. — Falou Al.
— Você não, o James. — Falou Lily (neta) olhando para o irmão mais velho que soltou um longo suspiro.
— Sabe que eu te amo né baixinha? — Perguntou James (neto) puxando a ruiva mais nova para seus braços e a abraçando carinhosamente enquanto sorria.
— Ta bom James, vai acabar me sufocando. — Falou Lily (neta) balançando os braços de um lado para o outro enquanto o irmão ainda a apertava entre os braços, poucos minutos depois ela pode respirar mais livremente.
— De acordo com o carinho entre irmãos você deveria ter dito que também me ama e não dizer que já estava bom. — Reclamou James (neto) enquanto a irmã sorria.
— Eu não vou ficar falando isso em publico. — Sussurrou a mais nova para o irmão que riu abertamente.
— Tudo bem, mas pode deixar que eu não vou lhe amar em publico. — Falou James (neto) para a menina que assentiu e se afastou indo para perto de Miguel.
— Mas pai, temos que chegar cedo na estação. — Falou Lily se sentando na cama.
James (neto) e Al balançaram a cabeça como se não pudessem acreditar naquilo.
— Lily, o trem só sai as 11h00min então se acalma e volta a dormir. — Falou Gina nem se preocupando em abrir os olhos para a filha.
— Eu vou te jogar pela janela daquele trem se você não voltar a dormir. — Falou James aparecendo na porta do quarto dos pais, ele coçava os olhos que estavam inchados de sono — Mãe, ela acordou eu e o Al a essas horas apenas para ir a Hogwarts, você vai se arrepender por ter feito isso depois de estar em Hogwarts por dois dias.
— Que delicadeza o seu irmão tem em Lily. — disse Lucy ironicamente.
— Eu sei. — respondeu Lily (neta) olhando de cara feia o mesmo.
— Cara feia para mim é fome. — disse James (neto) — Eu disse que não iria lhe amar! — Sibilou James e com apenas aquilo a ruiva mais nova pode entender suas palavras com o mexer dos lábios.
— Eu concordo. — Falou Gina.
— A escola não deve ser tão ruim assim. — Falou Lily.
— Aproveita enquanto você ainda pode acordar as 10h00min. — Falou Al aparecendo ao lado do irmão.
— Lily, se você não for dormir eu vou dar um jeito de fazer você chegar atrasada na estação e você sabe, se chegar um minuto atrasada não entra mais. — Falou Harry ameaçando a filha que arregalou os olhos no mesmo instante.
— Experiência própria, não? — disse Gina.
— Vamos logo garota. — Falou James entrando no quarto e pegando a irmã no colo e jogando por cima de seu ombro, saindo do cômodo com ela reclamando.
— Como eu odeio isso! — disse Lily (neta) — Ser tratada como um saco de batatas.
— Boa noite! — Falou Al para os pais que assentiram, ele desligou a luz e fechou a porta do quarto dos pais.
OoOooOoOoOoOo
A família Potter caminhava pela plataforma de King's Cross, Harry e Gina carregavam os carrinhos dos filhos mais novos enquanto James carregava o próprio carrinho mais a frente.
— As vezes eu acho que você e seu pai combinam um dia para aprontar comigo, primeiro ele não me deixa dormir, depois você nos acorda no meio da madrugada. — Falou Gina bocejando enquanto olhava alternadamente para o marido e depois para a filha que andava saltitante e sorridente.
— Nem mesmo eu estava com tanta vontade de ir para Hogwarts. — Falou Harry — Não a ponto de ficar saltitante.
— Tem certeza que era eu que não deixava você dormir? — Perguntou Harry coçando os olhos por baixo dos óculos por estar com sono, já que demorou um pouco para ele conseguir dormir depois de sua filha tê-lo acordado no meio da madrugada.
— Porque não esperam a volta pra casa e ai poderão conversar sobre as suas ocupações antes de dormir. — Falou Al olhando para os pais que deram de ombros.
— Vocês falam esse tipo de coisa na frente dos seus filhos? — perguntou Molly (avó) para Hermione (adulta), Rony (adulto), Jorge (adulto), Carlinhos (mais velho), Gui (mais velho), Angelina, Audrey e Helena (adulta).
— Não abertamente, mas eu acho que eles já sacaram — disse Helena (adulta) na maior cara de pau.
O resto apenas deu de ombros.
— Isso não é legal, se vocês não sabem fiquem sabendo agora. — Falou James (neta) para Helena (adulta) que revirou os olhos.
— Você fala como se fosse uma criança e também não finja ficar abismado como se ela falasse algum detalhe, isso faz parte da vida de um adulto e se você encontrar algum que não faça isso pode saber que não é por vontade própria, se bem que é estudado umas características que poucas pessoas tem que não sentem vontade de fazer sexo e não gostam, na verdade. — Falou Helena (adulta).
— Como sabe disso? — Perguntou Carlinhos (mais velho) confuso.
— Assisti na TV, mas Molly não fique indignada com essas coisas de pais falarem sobre sexo com meninos e meninas de até mesmo 13 anos porque eu acho que já disse isso antes, mas já vi varias adolescentes que antes mesmo de terminarem a escola já estão com crianças no ventre, é bom que conversemos com eles já antes da hora porque eles percebem a responsabilidade que precisa ter para se poder fazer sexo. — Falou Helena (adulta).
— Responsabilidade? — Perguntou James (neto) sorrindo.
— Molly se você fosse ao futuro veria que adolescentes só resolvem ter responsabilidade quanto ao sexo depois que vem o primeiro filho. — Falou Helena (adulta) olhando brevemente para o sobrinho que ao ouvir suas palavras desfez o sorriso que tinha no rosto.
— Mas não é legal conversar sobre isso com os pais, é constrangedor. — Falou Al que já tinha passado por momentos vergonhosos enquanto falava sobre o assunto com a mãe.
— Mas se não falarmos com vocês é obvio que irão querer as resposta e irão em busca dos amigos para querer saber, mas como poderá saber se o que seu amigo esta dizendo? É o mesmo que a internet, eu não vejo problema nela é claro, mas se você faz uma pesquisa pelo Google vai conseguir varias opções e como saberá que uma dessas é verdadeira? Entende? Então quanto a assuntos assim que podem gerar conseqüências drásticas o melhor é conversar com um adulto, não precisa ser seus pais é claro, pode ser tios, avós e até mesmo padrinho. — Falou Helena (adulta) olhando para Teddy.
— Você conversou com o Harry ou com a minha mãe? — Perguntou Tonks ao filhos que fez uma careta diante da pergunta.
— Ao meu padrinho é claro, o que o James quis dizer é que é constrangedor para um menino conversar com a mãe sobre sexo, só que com os pais ou os tios não tem problema, do mesmo jeito que é vergonhoso uma menina conversar sobre sexo com o pai. — Explicou Teddy defendendo o primo/irmão.
— Pelo menos uma pessoa me entende. — Falou James (neto).
— Mas Helena, você disse que descobriu algo sobre esse assunto assistindo TV, e nesse meio de informação é confiável? — Perguntou Molly (avó).
— Sim, porque normalmente nesses programas que eu assisto tem sempre um profissional que estuda a relação sexual e não apenas dos adultos e sim também dos adolescentes, eles tentam saber do porque de muitos menores de idade acabar não se cuidando e ter filhos e a maioria das vezes isso ocorre por falta de preocupação e também por falta de informação, por exemplo, acontece muito de uma mãe não conversar com uma filha sobre isso porque acha que ela não faz e que não vai fazer tão cedo e é claro que a menina não vai atrás de resposta com a mãe, no mundo trouxa o cuidado para não engravidar vem especialmente do menino, que no caso usa uma camisinha que impede a menina de ter filho, é claro que ela também tem que tomar remédio, mas a camisinha é o principal porque tem que ser uso durante o ato, e nesses casos os meninos são muitos relaxados e acham que fazer usando isso é desconfortável e acabam não usando, mas se a menina acaba engravidando acontece que ele não quer assumir, já no mundo bruxo a precaução contra a gravidez é bem mais forte, porque se a menina toma a poção uma vez ela já esta salva por algum tempo, muitas vezes por uma semana, no nosso mundo são as meninas que se cuidam e isso é bom, se bem que ainda existe meninos que usam a forma mais antiga. — Falou Helena (adulta) olhando brevemente para Fernando que ficou com as bochechas vermelhas.
— Mas isso é muito preocupante. — Falou Molly (avó) assustada.
— Sim, bastante preocupante e é por isso que conversamos bastante, porque pense que um de nossos filhos tenha algo com uma trouxa, ela é claro não vai poder tomar a poção e ele não vai poder usar maneira bruxa de se proteger na frente dela porque isso necessita de magia então ele vai ter que usar camisinha e pelo menos eu quero passar aos meus filhos a importancia de usar isso. — Falou Helena (adulta).
— Mas como um menino bruxo vai saber usar isso? — Perguntou Arthur.
— Não é um bicho de sete cabeços, é fácil o que necessita é delicadeza e cuidado na hora de colocar, porque ocorre o risco de estourar. — Falou Teddy não se agüentando.
— E você já usou para saber? — Perguntou Fleur.
— Não, mas é que quando eu estudava a gente teve aulas sobre como colocar, tanto os meninos como as meninas aprenderam. — Falou Teddy ainda envergonhado.
— Esta vendo, não precisa mais existir a vergonha para se falar sobre isso porque já é um assunto em que se aprende na escola. — Falou Helena (adulta).
— No mundo trouxa se estuda sobre sexo aos 14 anos de idade e isso já faz um bom tempo, não é de hoje em dia, e não estuda apenas o que acontece em meio ao ato, e sim as doenças que o sexo sem proteção pode trazer, de como acontece a fertilização de um bebê e todo o resto, eu não estudei isso porque estava em Hogwarts, mas minha mãe me explicava da melhor forma. — Falou Hermione (adulta) sorrindo ao se lembrar da mãe falando sobre aquilo.
— Quando eu voltar vou direto para a minha cama e tirar uma longa soneca. — Falou Gina com os olhos brilhando como se fosse a melhor coisa que ela iria fazer na vida.
— Às vezes, você é muito parecida com o Rony — disse Hermione (adolescente) para Gina, que deu de ombros.
— Que caras são essas? — Perguntou Harry ao se deparar com a família Black, todos eles tinham as faces com aparências cansadas, Felipe e Fernando ao encontrarem o primeiro pilar a frente se encostavam e quase caiam no chão por fechar os olhos por menos de cinco minutos.
Cath e Dominique riram por isso.
— Eu tinha me esquecido de como é ruim acordar cedo. — Falou Carlinhos bocejando pela segunda vez desde que o vira.
— Acho que eu vou desmaiar de sono. — Falou Elliz aparecendo do lado de Al e escorando no ombro do moreno de olhos verdes.
— Não escora porque se não eu caio também. — Falou Al assustando Elliz no momento em que ele tirou seu ombro do lugar e fazê-la quase cair.
— É para isso que servem os amigos? — perguntou Elliz irônica.
— Tecnicamente, vocês já não são mais amigos! — implicou Miguel.
— Mas na época éramos. — retrucou Al.
— O Miguel também acordou vocês de madrugada? — Perguntou James sorrindo para os tios que negaram com a cabeça.
— Até parece! — implicou Fernando.
— Pelo contrario, ele foi quem mais dormiu. — Falou Helena — Ele é o único que consegue dormir a qualquer hora e a gente dormiu durante a tarde toda e só fomos dormir de madrugada por ter dormido demais.
— Vamos logo para a plataforma 9 ¾ , se não vamos chegar atrasados. — Falou Lily indo até Miguel e o pegando pela mão, puxando-o em direção do pilar que levaria a plataforma bruxa.
— Quanta animação! — disse Roxanne.
— Calma Lily, só estamos indo pra escola. — Reclamou Miguel enquanto era puxado — Temos que achar o Hugo ainda.
— Pelo menos sabemos que o Miguel é normal entre esses três porque a minha irmã as vezes chega a ser violenta, sério mesmo, não do tipo de chegar a causar um corte na pessoa e tudo, mas ela já me bateu, o Hugo mais parece um bicho preguiça, porque quando estão todos estudando ele esta dormindo e ainda por cima consegue boa nota. — Falou Fred II olhando para os três primos.
— O Hugo sempre me manda cartas perguntando do que precisa ser mais estudado com cuidado, quer dizer, ele me pergunta os assuntos mais importantes e depois estuda. — Falou Hermione (adulta).
— Comigo não existia essa ajuda. — Reclamou Rony (adulto).
— Falando nisso eu ainda nem mesmo vi o Rony ou a Hermione, sabem se eles já estão na plataforma? — Perguntou Carlinhos seguindo o caminho com todos.
— Chegamos. — Falou Rony aparecendo de repente ao lado de Gina, alguns passos atrás vinham Rose, Hugo e Hermione.
— É só falar que nós aparecemos — brincou Hugo — Somos como um tabu.
— Bate nessa boca, Hugo_! — disse Rose.
— Será que se eu perguntar por Dumbledore, ele aparece aqui do nosso lado também? — Perguntou James rindo — Falando nisso, cadê o seu amigo Rose? — Perguntou James sorrindo significativamente para a prima que se assustou com a pergunta e desviou o olhar dos do pai que parecia querer uma resposta.
— Eu te odeio — disse Rose para James (neto).
— Eu não sei onde ele esta, James. — Falou Rose.
— Quem é? — Perguntou Rony olhando para a filha que no mesmo instante olhou para Al, buscando ajuda.
— Deixa de ser curioso, Rony! — murmurou Hermione (adulta).
— Eu tinha que saber com quem minha filha estava andando — murmurou Rony (adulto).
— Apenas um amigo nosso que meu irmão resolveu cismar. — Falou Al dando de ombros, o moreno mais novo da família Potter sabia mentir e até mesmo despistar melhor que a prima.
— Mas porque essa cisma? — Perguntou Rony confuso.
— Queriam o que? Ele é um... — James não pode terminar de responder, já que Elliz o interrompeu ao ver os olhares de medo dos primos Rose e Al.
— Eu também não gostava de você, James. — Falou Scorpius para o irmão do seu melhor amigo que deu de ombros enquanto sorria.
— De acordo com o nosso adorado James, o garoto é um idiota, e acho que o James não sabe o que isso significa, já que se ele soubesse saberia que é um idiota também. — Falou Elliz fazendo com que James sorrisse.
— Essa doeu em mim! — disse Helena (adolescente).
— Você adora instigar briga, não? — perguntou Carlinhos (mais novo).
— Sempre! — disse Helena (adolescente) sorrindo.
— Queria o que? Olhe de quem ela é filha! — disse Fred.
— Olha só, Elliz Black se revelando. — Falou James sorrindo enquanto fazia um gesto no ar, um gesto que parecia mostrar que Elliz deixou seu lado sincera e vingativa sair do armário.
— Às vezes eu acho que você passa da sua cota de idiota e... Ai. — Falou Elliz no momento em que alguém esbarrou nela com força e a fez cambalear.
— Bem feito — riu James (neto) recebendo um olhar fuzilado de Al e Elliz.
— Desculpa é que... Espera, você não é Elliz Black? — Perguntou Scorpius que fora o menino que tinha esbarrado nela e por fazer isso derrubou vários livros que carregava.
— Sim. — Respondeu Elliz sorrindo amarelo ao ver o espanto no rosto de Rose e Al e um James quase gargalhar por causa da situação.
— Sinceramente em Scorpius, você tem o talento de chegar no lugar errado e na hora errada. — Falou Al para o melhor amigo.
— A culpa é dela que estava enrolando. — Falou Scorpius apontando para Cath que estreitou os olhos.
— Isso não pode estar acontecendo comigo. — Falou Scorpius pegando os livros do chão rapidamente e indo até uma menina que estava a alguns passos de distancia de onde eles estavam, a menina tinha o rosto banhado em lagrimas.
Harry olhou para o lado contrario do da menina ao ver o livro que ela tinha em mãos e o reconhecendo muito bem.
— Eu não acredito que você leu esse livro. — Falou Felipe rindo.
— É claro que sim, no mundo trouxa é o maior fenômeno mundial e acha mesmo que eu não ia ler? Meu pai fez participação ué, até mesmo o Scorpius apareceu, tudo bem que eu não estava lá porque fui estudar na França se não teria aparecido também, imagine como ficaria a minha fama? — Perguntou Cath.
— Que exagero. — Falou Felipe.
— O Dobby morreu, como alguém pode deixar o Dobby morrer, até mesmo o protagonista pode morrer, mas o Dobby? — Perguntava a menina soluçando varias e varias vezes.
Scorpius escondeu o rosto nas mãos e Cath ficou envergonhada.
— É impressão minha ou acabou de dizer que quer que o tio Harry morra? — perguntou Fred II.
— Foi só um jeito de falar… Eu estava abalada, oras! — disse Cath corada.
— Cath, não me faça passar por um mico desses. — Falou Scorpius indo até a irmã e a empurrando para que andasse mais rápido — Papai disse que se a gente demorar iria nos matar, vamos logo.
— Calma, você só esta indo para a escola, quem sabe podemos arrumar um carro, ou melhor, podemos voltar para casa e usar a lareira para chegar na Toca, chegando lá pedimos ao Sr. Weasley o Ford emprestado para você ir para a escola de carro, igual no livro. — Falou Cath sorrindo.
Astória olhou seriamente para Cath que sorriu amarelo. Molly (avó) também olhou para Harry e Rony, se lembrando do acontecimento do 2º ano.
— Bem que eu gostaria de um pouco mais de diversão e ação na minha vida, as únicas coisas que acontece para eu chegar a me machucar é usar a chave de um portal para sair da frança e chegar a Inglaterra. — Falou Cath.
— O Ford esta na floresta proibida até hoje Cath. — Falou Scorpius massageando as têmporas — Agora vamos logo, eu ainda não acredito que você esta lendo esses livros.
— Qual o problema? Não é ruim. — Falou Cath dando de ombros.
— Olha só, o Malfoy com uma namorada. — Falou James zombando de Scorpius que revirou os olhos, já Cath ria das palavras do menino e Harry e Gina sabiam porque.
— Idiota! — riu Elliz — Você acabou de comprovar minhas palavras anteriores.
— Não é minha namorada, é minha irmã. — Falou Scorpius seguindo caminho com a loira do lado.
— Filha fora do casamento? — Perguntou Rony confuso — O que foi? Nunca ouvi falar dela. — Falou Rony como justificativa ao ver o olhar reprovador da esposa.
Astória e Draco olharam fuzilado para Rony (adulto), que se escondeu atrás de Hermione (adulta).
— Ai do Draco se fizesse isso — disse Astória.
— Ela estuda na França, por isso que ninguém sabia dela e eles estão muito próximos do mundo trouxa pelo que eu sei. — Falou Al dando de ombros e andando sem nem olhar para os pais ou para o tio enquanto falava.
— O que quer dizer? — Perguntou Hugo confuso, o ruivo tinha uma maçã na mão e vez ou outro a mordia.
— Você nunca entende nada do que nós dizemos! — reclamou Rose.
— Você sempre me explica — riu Hugo.
— Que eles estão preferindo viver no mundo trouxa do que no mundo bruxo. — Explicou Rose — Vai comer na escola da mesma forma que come em casa? — Perguntou Rose para o irmão que ergueu as sobrancelhas diante a sua pergunta.
— É filha do Rony, queria o que? — perguntou Hermione (adulta).
— Ei! — reclamou Rony (adulto).
— Isso lhe incomoda? — Perguntou Hugo.
— Sim. — Respondeu Rose.
— Não deveria ter dito isso. — disse Miguel rindo.
— Ótimo, farei isso apenas para lhe provocar. — Falou Hugo rindo ao ver a irmã bufar.
— Sabe, se fossemos da mesma idade iríamos conseguir formar uma turma apenas com os nossos familiares. — Falou Felipe rindo — Imagine, o professor chama Weasley e todo mundo responde.
Alguns riem.
— Ia ser da ora! — disse Helena (adolescente).
— É por isso que o Miguel já deixa claro para os professores chamarem ele de Black, quer dizer, Sr. Black, porque se o chamassem de Weasley seria bem capaz do Hugo responder, sem contar que a Molly também esta na nossa turma. — Falou Lily (neta).
— De onde o conhece Elliz? — Perguntou Fernando.
— Do facebook, eu tenho ele como amigo. — Respondeu Elliz dando de ombros.
— O que é facebook? — perguntou Arthur.
— É uma rede social trouxa, obviamente — respondeu Rose — Você usa ela para se comunicar com pessoas que você não tem mais contato, por exemplo. Ou para conhecer outras pessoas.
— Mas isso não é perigoso? — perguntou Molly (avó) preocupada.
— Depois falamos sobre isso — interviu Molly (neta).
— Já ouviu falar que ele tinha uma irmã? — Perguntou James.
— Não, mas já a vi em algumas fotos dele, eu não sabia que ela era a irmã dele. — Falou Elliz.
— E como você sabe? — Perguntou Rony para Al.
— Talvez eu saiba porque eles são gêmeos. — Falou Al como se fosse obvio.
— E como sabe que ela estuda na frança? — Perguntou Gina com os olhos estreitos.
— Eu vou ter que fazer um relatório de tudo o que eu sei com provas e tudo para comprovar que estou certo. — Falou Al.
— Ela não estuda em Hogwarts, por tanto só existe duas escolas que poderia ir, a Durmstrang e Beauxbatons, apenas uma delas é de meninas e fica na França. — Falou Al.
— Existem milhares de escolas pelo mundo, essas são apenas as mais conhecidas, acha mesmo que ela não iria para outra escola menos conhecida? — Perguntou Helena.
— Tia Helena, famílias antigas e tradicionais costumam mandar seus filhos para as melhores escolas do mundo, apenas você que foi criada longe dessas coisas levaria seus filhos para outra escola. — Falou Al.
— Porque eu acho que você esta mentindo? Porque se não estiver se considere um ótimo detetive. — Falou Cath.
— Foi eu que contei pra ele, achou mesmo que ele iria descobrir tudo isso sozinho? — Perguntou Scorpius para a irmã que sorriu.
Depois do que Al falou todos seguiram em silencio e o garoto que antes explicava de como sabia que Cath estudava na França foi ficando para trás cada vez mais e por fim ficou a uma boa distancia de todos apenas na companhia do pai que lhe passou seu carrinho.
— Eu fico imaginando se suas mentiras lhe agradam e lhe deixa orgulhoso por inventar uma em tão pouco tempo. — Falou Harry para o filho que ficou a olhar para frente.
— Ele está falando do James? — murmurou Marlene.
— Como assim? — Perguntou Al.
— Desde quando é amigo de Scorpius Malfoy? — Perguntou Harry.
— Eu não disse que sou. — Falou Al.
— Mas também não afirmou que não é, o fato de você e da Rose conversarem com ele esta na cara dos três, a Rose não diz isso pra todo mundo por causa do Rony que ainda é um pouco antigo para o mundo em que vivemos, mas e você? — Perguntou Harry.
Rony (adolescente) olhou indignado para Harry.
— Obrigado por me chamar de velho! — disse.
— De nada. — brincou Harry.
— Vamos combinar, Rony. Você não aceitaria de cara que sua filha fosse amiga de um Malfoy. — murmurou Hermione (adolescente).
Depois disso, Rony se calou.
— Quer que eu lhe mande um relatório de todos os meus amigos na escola? Achei que tivesse liberdade para falar com quem eu quiser. — Falou Al.
— Que má criação é essa? — perguntou Lily (avó) indignada para o neto, que abaixou a cabeça envergonhada.
— Você tem, apenas queria saber porque eu e os pais deles não sabia. — Falou Harry.
— Não é isso, não é que os nossos pais não saibam, a minha família e a da Rose não sabe. — Falou Al.
— Então o Malfoy sabe disso, e não se importa? — Perguntou Harry confuso.
— Fomos as primeiras pessoas naquela maldita escola a conversar com o Scorpius direito, quer dizer, eu e a Rose pegamos a cabine junto com ele e com alguns alunos novos, eles estavam conversando normalmente, mas ai quando teve a seleção todo mundo parou de conversar com o Scorpius. — Falou Al.
— Ele não disse o sobrenome na hora de se apresentar? — Perguntou Harry.
— Você diria o seu se o seu sobrenome fosse rejeitado? Talvez eu e o Scorpius tenhamos algo em comum, um sobrenome amaldiçoado. — Falou Al — Eu até gostaria de conversar com os meus amigos dizendo a profissão do meu pai, ou como ele era ou sei lá, mas eu não posso, porque simplesmente todo mundo já sabe da sua vida.
— Nossa! — disse Helena (adolescente) chocada.
— E isso é ruim? — Perguntou Harry.
— Estou apenas fazendo uma comparação, ele conversou comigo e já falou que não pode falar do pai dele, não pode falar da maneira que o pai dele é com ele porque as pessoas não acreditam que Draco Malfoy possa ter mudado. — Falou Al.
— E como é Draco Malfoy? — Perguntou Harry.
— Ele deixa os filhos fazerem as próprias decisões, ele nem mesmo se importou que eu e a Rose conversamos com Scorpius. — Falou Al.
— E seu irmão não se dá bem com ele? — Perguntou Harry.
— Por que isso não me surpreende? — perguntou Lily (avó) olhando para James (avô) e Harry.
— James é um idiota, mas quando se entra no expresso de Hogwarts tudo muda, não tem mais irmão e sei que vai acontecer o mesmo com a Lily, eu só vejo o James na hora do café, almoço e janta, quer apostar comigo que a Lily vai se arranjar em uma cabine com o Hugo e o Miguel? A sua família é de acordo com o ano que você esta, se seu irmão estão com você no mesmo ano e na mesma casa, vocês vão andar normalmente e ter os mesmos amigos, mas se não for assim, é quase o mesmo que se não estivessem lá. — Falou Al dando de ombros.
— Eu ainda não entendo como isso pode acontecer. — Falou Lily (avó).
— Você já me viu conversando com algum parente meu na época da escola? — Perguntou Sirius para a esposa de seu melhor amigo que negou com a cabeça.
— Mas é diferente Sirius, você nunca se deu bem com sua família e ainda por cima eles são maus e isso é o principal motivo para você não falar com eles, mas a situação é diferente já que eles são primos e se dão bem. — Constatou Lily (avó).
— Mas é que passamos a vida inteira com a família, principalmente na infância e quando vamos para a escola queremos mudar isso, conhecer pessoas novas, no começo pode até que andamos juntos e tal, mas ai cada um vai fazendo suas amizades e se separando. — Explicou Roxanne.
— Mas não é que ficamos completamente separados, mas é que temos grupos de familiares separados por idade, no primeiro ano escolar eu andava com a Lysa, Fred II e o Lorcan, mas depois se separou é claro, Al anda com a Elliz, Rose e o Scorpius, então não ficamos separados completamente. — Falou James (neto).
— É que ninguém tem a mesma amizade e gosto que o Fred II tem pelo James, do mesmo jeito que eles não são iguais a Elliz, Rose, Scorpius e eu. — Falou Al.
— É claro que não, agora vamos namoram. — Falou James (neto).
— Você me entendeu. — Falou Al para o irmão que assentiu sorrindo.
— E você começou a conversar com o Scorpius quando entrou na mesma cabine que ele? — Perguntou Harry.
— Ele já sabia quem eu era e também sabia quem era a Rose, conversamos até a seleção, mas depois foi cada um para o seu lado. — Respondeu Al dando de ombros.
Lily (avó) e Molly (avó) olharam repreensoras para Al e Rose.
— O que foi? Não podíamos deixar de sentar na mesa da Grifinória para ir sentar com o Scorpius, eu não quis dizer que deixamos ele de lado, mas é que a seleção nos separou, fomos para casas diferentes e ficou difícil falar com ele estando assim. — Falou Rose.
— E com isso considera seu amigo? — Perguntou Harry indignado.
— É que eu voltei a conversar com ele na aula, eu sentei com ele do meu lado e com a Rose do outro, foi uma situação meia engraçada já que os dois levantavam as mãos na hora das perguntas da professora e eu ali no meio, deu até vontade de mudar de lugar e ir para junto das pessoas normais. — Falou Al rindo enquanto mexia nos cabelos.
Rose deu um tapa no braço de Al que apenas riu.
— Eu não sou normal? — Perguntou Rose indignada.
— Não quando esta na sala de aula. — Respondeu Al ainda rindo enquanto o melhor amigo segurava a namorada.
— E ele é inteligente como a Rose? — Perguntou Harry mais uma vez indignado, não era fácil imaginar um Malfoy desse jeito, viu que o menino era bem educado e isso já era uma surpresa.
Draco amarrou a cara e Astória segurou o riso.
— Arrumou a inteligência que o pai não tinha — provocou Astória.
— Ele diz que não tinha nada pra fazer em casa então lia o que poderia cair no primeiro ano escolar, me senti humilhado no meio dos dois. — Falou Al rindo.
— Já passei por isso, já que eu sou bom na prática e não na teoria. — Falou Harry dando de ombros.
— Como se não fosse assim com o Rony também — disse Hermione (adolescente).
— Não, nem na prática — murmurou Rony (adolescente).
— Rony, você é muito dramático, do mesmo jeito que você não é bom em alguma coisa que o Harry seja, nós não somos bons em xadrez como você é. — Sussurrou Hermione (adolescente) para o namorado.
— E o que serve ser bom em xadrez? — Perguntou Rony (adolescente).
— Isso nos salvou no primeiro ano, sem contar que eu sei que você vai usar isso para me infernizar por toda a minha vida. — Falou Hermione (adolescente) rindo baixinho.
— Pretende ficar comigo pra sempre? — Perguntou Rony (adolescente) rindo enquanto a namorada ficava envergonhada.
— Isso é ruim? — Perguntou Hermione (adolescente) com as bochechas vermelhas.
— Não, vou considerar isso como uma proposta de casamento e saiba que minha resposta é sim. — Falou Rony (adolescente) rindo para a namorada que se virou para ele e o abraçou enquanto todos estavam entretidos com as memórias.
Lily (avó) suspirou pensando nos anos de Harry na casa dos tios.
— Ainda bem que o tiramos de lá — murmurou James (avô), no qual Lily (avó) concordou com a cabeça.
— Uma pergunta, não acha que já esta na hora do James crescer um pouco não? Sabe, parar de ser daquele jeito com as pessoas? — Perguntou Al para o pai que pensou um pouco.
— Não, ele vai colher o que plantou e não vai ter ninguém ao lado dele para ajudá-lo, só assim ele vai parar, conhece algum amigo dele? — Perguntou Harry olhando para o filho que pensou um pouco.
— Não precisa humilhar — resmungou James (neto), mas percebeu que Lysa concordou com o que eles disseram e isso lhe magoou um pouco.
— Não, o Fred conta? — Perguntou Al.
— Óbvio que James e Fred seriam amigos — disse Vic.
— Há o Fred não conta, são primos então eles tem o dever de ser amigos, é quase uma regra entende? — Perguntou Harry para o filho que negou com a cabeça.
— Depois do exemplo do Teddy e da Vic, eu não entendo mesmo. — Falou Al sorrindo.
Teddy e Vic ficaram um pouco envergonhados.
— Mas agora você entende a gente. — Falou Teddy olhando especificamente para Elliz como se assim passasse um recado ao primo/irmão.
— Mas essa é outra situação, só vai entender quando chegar aos quinze. — Falou Harry sorrindo para o filho que assentiu.
— Seu pai diz aos quinze porque ele estava muito ocupado brincando no torneio tribruxo para ficar prestando atenção em meninas. — Falou Teddy aparecendo ao lado dos dois.
Alguns riram.
— Só que não — disse Gina com raiva, se lembrando de Cho.
Harry riu e abraçou a namorada.
— O que faz aqui? — Perguntou Al.
— Acha mesmo que eu perderia a cena de ver a Lily indo para Hogwarts, eu praticamente criei aquela menina, posso considerá-la minha filha, ou minha irmã. — Falou Teddy olhando para Harry que ria.
— Você nunca trocou nem mesmo uma fralda. — Falou Harry.
— Mas ela já vomitou em mim. — Falou Teddy.
— Teddy! — reclamou Lily (neta).
— Mas é verdade! — disse Teddy dando de ombros.
— Uma única vez. — Constatou Harry para o afilhado que deu de ombros — E eu já tinha avisado a você para não jogá-la para cima quando ela tivesse acabado de mamar.
OoOooOoOoOoOo
— E então Jorge, eu preciso de um favor. — Falou Helena em um escritório na companhia de Harry, Jorge e Carlinhos, o fabricador de logros e brincadeiras estava sentado em uma grande poltrona e parecia muito bem confortado.
— Nossa, vamos nos dar muito bem. — Falou Jorge (adolescente) batendo a palma da mão na do irmão que tinha um sorriso idêntico ao seu no rosto.
— Diga minha cunhada favorita. — Falou Jorge sorrindo.
— Você também é meu cunhado favorito, mas sempre foi meu favorito sabe disso né? — Perguntou Helena rindo para o ruivo que riu também.
— Ele tem mesmo que ser seu favorito, já que você o colocava em um monte de confusão que ele aceitava. — Falou Carlinhos indo até uma das prateleiras que tinha ali e mexendo em alguns frascos — Isso é pó de mico?
Jorge e Fred sorriram.
— Sim, eu estava querendo fazer algo com ele que o fizesse criar vida e ir até a vitima ao invés de ser jogado e melhor ainda, ao invés de cair apenas em um lugar no corpo ele mesmo se espalha. — Respondeu Jorge sorrindo do espanto do irmão.
— Má ideia mostrar esse tipo de lembrança com os gêmeos na sala — disse Arthur olhando para os dois.
Molly (avó) concordou com a cabeça.
— Quem são seus cobaias? — Perguntou Carlinhos.
— Estava pensando nos seus filhos mais velhos. — Respondeu Jorge.
— Faça isso e eu jogo seu filho em um lago congelado e ele vai sem roupas. — Falou Carlinhos ameaçando o irmão que riu.
— Às vezes é o Fred mesmo que experimenta nos amiguinhos dele. — Falou Jorge sorrindo.
— Me lembrem de tomar cuidado com tudo o que o Fred me der, a partir de hoje — disse Felipe.
— Tenho até pena do seu filho. — Falou Helena para Harry.
— Quando o Jorge disse amigos, ele não estava querendo dizer dos verdadeiros. — Falou Harry sorrindo e dando de ombros — E o James revidaria se isso acontecesse.
— Com certeza! — disse James (neto).
— Mas então Helena, o que quer que eu faça para você? — Perguntou Jorge.
— Quero que me faça um chicote, mas ele tem que responder apenas a mim, caso alguém o pegue ele não fará nada. — Falou Helena.
— Pra que quer um chicote? — Perguntou Jorge confuso, olhou para seu irmão que parecia estar tão surpresa quanto ele.
— Para o trabalho, nada demais. — Respondeu Helena.
— Sei… — provocou Fred.
— Por acaso sabe usar uma coisas dessas? — Perguntou Carlinhos.
— Se ela não souber, você ensina a ela já que na Romênia as pessoas que trabalham com dragão precisam de um chicote e precisa saber usá-los. — Falou Jorge para o irmão que fechou a cara.
— Ótimo, o Carlinhos pode me ensinar a usar um. — Falou Helena sorrindo.
— Sempre sobra pra mim. — Falou Carlinhos (mais novo).
— Você tem mesmo um chicote? — Perguntou Helena (adolescente) para sua eu mais velha que assentiu sorrindo levemente — E usa pra que?
— Foi como eu disse, uso no trabalho é que tipo assim, imagine que você esta duelando com uma pessoa e vê que um amigo seu esta preste a ser atacado por trás, por sorte a minha coordenação motora é muito boa e por isso consigo usar o chicote na mão esquerda, então enquanto estou duelando posso derrubar um outro adversário usando o chicote, se não também posso tirar a varinha da pessoa desse jeito. — Explicou Helena (adulta).
— Sem contar que é mesmo necessário que saibamos nos proteger sem o uso da varinha. — Falou Rony (adulto) fazendo com que a cunhada assentisse em concordância.
— Já o Rony é bom no soco. — Falou Helena (adulta) sorrindo.
— Como eu odeio certas pessoas. — Falou Carlinhos olhando para o irmão que sorriu.
— Mas pra eu poder fazer isso irei precisar do seu sangue. — Falou Jorge.
— Pra que? — perguntou a maioria.
— Pra que? — Perguntou Helena.
— É preciso fazer um pacto para o objeto responder apenas a você, e isso só acontece quando seu sangue é adicionado a fabricação do objeto, é por isso que na maioria das vezes tem que ser feito por encomenda. — Explicou Carlinhos.
— Tem uma seringa pra mim? Limpa de preferência. — Pediu Helena.
— Não! Não! Imagina, o Jorge vai te dar uma seringa suja! — ironizou Angelina — Ele pode até ser um pouco relaxado, mas nem tanto assim.
— Quanto amor em Angelina. — Falou Jorge (adulto) a esposa.
Jorge abriu uma das gavetas da mesa e pegou uma seringa dentro da embalagem e tudo, Helena bufou e pegou o pacotinho o rasgando e pegando a seringa, ela se sentou em uma das cadeiras do escritório e com cuidado usou a seringa para tirar um pouco de seu sangue e quando já estava cheio entregou a Jorge que o guardou.
— Nossa, eu quase faço um escândalo no St. Mungus quando vou tomar injeção e ela faz isso com tanta normalidade. — Falou Molly (neta).
— Obrigado. — Falou Jorge pegando um algodão e entregando a Helena que limpou o furo em sua pele que ainda escorria um pouco de sangue
— Aqui estão seus brinquedinhos, Harry. — Falou Jorge pegando uma mochila e jogando para Harry que a pegou — Já estão testados então não precisa ficar verificando em casa.
— Valeu. — Agradeceu Harry.
— Amanhã eu lhe entrego seu chicote, eu até imagino quem vai sofrer. — Falou Jorge sorrindo malicioso para o irmão que ficou sério.
— Como eu odeio vocês! — resmungou Carlinhos (mais novo) para os gêmeos que se acabavam de rir.
— Eu posso ser tudo, menos masoquista e Helena não é muito de bater. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Imagina! — ironizou Gui (mais velho).
— Ela não tem cara de quem bate. — Falou Jorge.
— Se você for classificar a Helena por sua carinha de anjo tudo o que você falar vai estar errado. — Falou Carlinhos rindo da cara de Helena que olhou para ele indignada.
— Eu concordo plenamente com o que eu disse — disse Carlinhos (mais novo), provocando Helena (adolescente).
OoOooOoOoOoOo
— Mas por curiosidade, porque o Carlinhos vai ter que ir junto? — Perguntou Helena no escritório de Kingsley, em sua companhia estava o próprio marido, Harry e Rony que ouviam atentamente.
— Querendo se afastar de mim? — perguntou Carlinhos (mais novo).
— Claro! Você é irritante! — respondeu Helena (adolescente).
— A questão é que achamos que irá ocorrer ataque de um dragão também, ele não será o único que vai, a equipe dele da Romênia também estará lá. — Explicou Kingsley fazendo com que o casal o olhassem confuso.
— Que equipe? — perguntou Carlinhos (mais novo) confuso.
— Que equipe? Eu não tinha equipe alguma lá, quer dizer não precisávamos disso. — Falou Carlinhos.
— Não mudou nada! — riu Helena (adolescente).
— Bom eu não sei, apenas sei que o seu antigo chefe estará escolhendo quem virá para lhe ajudar, não sei quem é, mas ele disse que são seus amigos. — Falou Kingsley — Normalmente as equipes sempre tem que ter uma mulher.
Helena (adulta) cruzou os braços.
— Tem muitas amigas mulheres na Romênia? — Perguntou Rony para o irmão que riu.
— Amigas? Não. — Respondeu Carlinhos.
— Apenas companheiras de cama. — Falou Helena olhando de lado para o marido que ficou sério.
— Sua sinceridade passa dos limites. — Reclamou Carlinhos (mais velho) para a esposa que deu de ombros.
— É, eu tinha algumas, mas não as vejo a um bom tempo, acho que 13 anos. — Falou Carlinhos — É preciso mesmo chamar alguém de lá?
— Vai dar barraco! — disseram Jorge (adulto) e Angelina juntos.
— Me diga se você consegue lidar com um dragão adulto sozinho. — Falou Kingsley como se fosse obvio a razão para estar vindo pessoas da Romênia.
— Não, mas como podem pensar que terá um ataque de dragão? — Perguntou Carlinhos.
— É… Agora eles prevêem o futuro ou o que? — perguntou Audrey.
— Tudo será explicado por sua equipe, passarei o lugar em que vocês encontrarão a equipe dele e o lugar que será feito o ataque, sabem como funciona. — Falou Kingsley olhando para Rony e Harry que assentiram.
— Cara, eu odeio dormir em barraca. — Reclamou Rony enquanto saia do escritório.
— Eu vou pegar as minhas coisas na sala de treinamento, até mais tarde. — Falou Helena para os dois companheiros de missão e sumindo da vista dos dois com Carlinhos alguns passos atrás.
OoOooOoOoOoOo
Harry mais uma vez estava no escritório do diretor de Hogwarts, em sua companhia estava Minerva, James, Lysa e Al.
— Você ficou maluco? Derrubar alguém de uma vassoura daquela altura? Você passou de todos os limites, Potter. — Falou Lysa apontando o dedo indicador para James.
James (neto) bufou e saiu de perto de Lysa que seguiu com o olhar o moreno sair da sala, sem ninguém mais perceber, ela olhou brevemente para todos e quando teve certeza que ninguém os observava seguiu o moreno sala a fora, nem se importando que não veria o resto das memórias.
— Não foi eu que fiz aquilo, porque não para de proteger seu namorado e abra os olhos, quem sabe fazendo isso vai perceber que esta sendo injusta comigo e bancando a idiota com ele. — Falou James forçando Lysa abaixar o dedo ao bater sua mão na mão da menina que nem mesmo se importou com aquilo.
— Você deu um soco nele hoje de manhã, é claro que faria aquilo para se vingar. — Falou Lysa.
— Me vingar do que? Aquele soco foi o suficiente para fazê-lo entender que não é pra mexer nem comigo e nem com a minha irmã. — Falou James.
Lily (avó) e Lily (neta) deram um sorriso de canto.
— Mexer com a sua irmã? O que você acha que ele é? Um cafajeste igual a você que gosta de pegar garotinhas que não sabem se cuidar? — Perguntou Lysa sorrindo maldosa.
— Não, ele não pode ser igual a mim, já que sou melhor. — Falou James — Você não tem que falar nada, não estava lá.
— Pior que é verdade… — disse Al.
— Ele me contou o que aconteceu. — Falou Lysa.
— E você vai acreditar nele sabendo que ele e James se odeiam? — perguntou Louis.
— Alguém por favor me dê um presente para eu dar a Lysa como um prêmio por ser a pessoa mais idiota que eu já conheci, falando nisso você esta se superando. — Falou James — Eu nem mesmo estava naquele jogo. O que iria fazer em um jogo da Lufa-Lufa contra a Sonserina?
Rose olhava para a tela chocada, jamais tinha visto James (neto) falar assim com a Lysa.
Luna segurou a mão de Rolf, como se assim passasse o recado de que ele não deveria falar nada, aquele era um problema de Lysa e era obrigação dela se concertar sozinha.
— Derrubar o garoto da vassoura. — Falou Lysa como se fosse o motivo mais óbvio do mundo.
— Pode deixar que quando eu quiser que ele morra, não irei me esconder e deixarei bem claro quem fez isso com ele. — Falou James sorrindo sarcástico.
— Porque não cresce? — Perguntou Lysa.
— Sou eu que tenho que crescer? É você que é feita de idiota pela escola inteira e todo mundo sabe disso, ao invés do Daniel, eu não me faço de santo, se eu quiser fazer algo farei na frente da escola inteira e não as escondidas. — Falou James dando de ombros e se sentando em uma das poltronas.
"Tão iguais" pensou Lily (avó).
— Então porque não se agarra com suas garotas na frente de todo mundo? — Perguntou Lysa sorrindo.
— Mais do que ele já faz? Daqui a pouco quer que ele faça sexo no meio do salão comunal? — Falou Al irônico para a loira.
— Al! — disseram Lily (avó), Molly (avó) e Hermione (adulta).
— Acredita no seu irmão? — Perguntou Lysa indignada.
— Ele é meu irmão e sei que não faria algo do tipo. — Falou Al.
— Mas o Daniel disse que foi ele quem o derrubou da vassoura e...
— E foi o meu irmão que me disse que não foi ele, então estamos empatados, quem será que esta certo? Meu irmão que me disse que não foi ele ou o seu amigo que diz que foi ele? — Perguntou Al.
"Nunca vi o Al desse jeito" pensou Elliz sorrindo.
— Afinal, cadê o seu amigo para se proteger sozinho? — Perguntou James.
— Sr. Potter, você esta suspenso. — Falou Minerva para James que arregalou os olhos e pareceu pensar no que aquilo significava, mas logo seu olhar se tranqüilizou.
— Suspenso? — exclamaram Remo, James (avô) e Sirius
— Nem nós já fomos suspensos da escola — continuaram James (avô) e Sirius — E olha que aprontávamos bastante!
— Então tudo o que eu fizer de agora em diante não vai me prejudicar na escola? Se estou suspenso quer dizer que não sou mais aluno daqui por alguns dias então meu único responsável aqui é meu pai. — Falou James vendo Minerva assentir — Tudo bem, por quanto tempo estou suspenso?
— Pensando por esse lado… — murmurou James (avô).
— James! — reclamou Lily (avó).
— Uma semana. — Respondeu Minerva.
— Ótimo, você me acompanha para pegar as minhas coisas? — Perguntou James olhando para o pai que ficou confuso e assentiu — Então vamos, eu só tenho que passar na enfermaria e depois não estarei mais aqui.
— Harry, olhe para ver se ele não vai fazer alguma bobagem. — Falou Minerva para Harry que assentiu e saiu do escritório da diretora na companhia do filho.
— Algo a dizer? — Perguntou Harry.
— Não, mas tenho algo a fazer. — Respondeu James enquanto descia as escadas que levaria a mais um dos milhares corredores de Hogwarts.
— Onde estava na hora do jogo? — Perguntou Harry.
— Aham que ele vai falar — ironizou Lily (neta).
— Acompanhado, eu não iria derrubar aquele idiota da vassoura, se quisesse que ele morresse iria querer que fosse uma forma um tanto quanto humilhante, quem sabe afogado em uma privada? — Perguntou James sorrindo como um maníaco.
— De novo esse "afogado em uma privada"? — exclamou Fred — Se você e Carlinhos querem… Cadê o James?
Eles olharam em volta, mas perceberam que nem James nem Lysa estavam na sala.
— Quando a Lysa saiu que eu não notei? — perguntou Rolf.
— Deixa eles, Rolf — disse Luna — Eles tem que conversar!
— Me explica direito o que aconteceu. — Pediu Harry.
— Ele passou dos limites, apenas isso. — Falou James dando de ombros.
OoOooOoOoOoOo
— Deve ser divertido se jogar da vassoura, não é? — Perguntou James ao lado de uma cama na enfermaria de Hogwarts, Harry tinha entrado no lugar logo depois do filho, queria saber o que ele iria fazer e por sorte o menino a quem James conversava não o viu e ele preferiu assim.
— Até que não é ruim. — Falou Daniel sorrindo.
— Me faz um favor? Fica com a Lysa, aproveita bastante ela porque acho que ela sabe se cuidar muito bem e não precisa da minha ajuda para isso, mas fica longe da minha irmã, entendeu? — Perguntou James sorrindo.
Lily (neta) sorriu mais ainda com isso.
— James é chato para caramba às vezes, mas é um bom irmão — disse Al olhando para a irmã que concordou com a cabeça.
— Qual foi a punição? — Perguntou Daniel.
— Estou suspenso por uma semana. — Respondeu James.
— É sério? Até imagino como será essa escola sem James Potter, mas pode deixar que eu farei o papel de irmão mais velho por você e ficarei de olho na ruivinha, sabe que ela tem cara de mais velha, nem parece ter a idade de uma criança. — Falou Daniel sorrindo maliciosamente.
Al fechou as mãos em punhos, assim como Lily (avó), James (avô), Gina e Harry.
— Eu acho que você terá que cuidar de uma outra criança. — Falou James sorrindo e abrindo um frasco que tinha nas mãos, o menino deitado na cama não pode fazer nada, apenas observou James abrir o frasco e derrubar um pouco abaixo da cintura dele.
— O que é isso? — Perguntou Daniel começando a coçar a região.
— Acredita que eu achei esse pó de mico na sala de poções, eu nem imaginava para que servia, mas a minha irmã que se dá bem com Severo Snape me explicou o que é, só me responde uma coisa? Coça muito? — Perguntou James sorrindo largamente.
— Desgraçado. — Falou Daniel com a raiva estampada em seu rosto.
James (avô), Al, Harry, Gina e Sirius deram sorrisos satisfeitos.
— Ele é esperto atingiu o garoto no ponto mais fraco dele. — Falou Sirius rindo.
— Você já tinha conseguido modificar o pó de mico naquela época? — Perguntou Molly (avó) para Jorge (adulto) que assentiu enquanto ainda sorria.
— Pior que eu tinha feito com que ele adentrasse as roupas então o garoto se ferrou naquele dia. — Falou Jorge (adulto).
— É, aquele soco foi pouco para você, idiota. — Falou James pegando a mochila que tinha deixado no chão e indo em direção da porta onde seu pai observava o menino que se coçava com desespero. James passou direto pelo pai, não se importando que ele tenha observado tudo.
— Já leu Hogwarts, uma história? — Perguntou Harry para o menino que lhe escutou.
— Sim. — Respondeu o menino enquanto se coçava.
— Fala muito de Voldemort não acha? Muito da minha vida e tal, mas eu lhe aviso, se fizer alguma coisa a minha filha irão colocar uma nova história naquele livro em que fala sobre o primeiro aluno morto em Hogwarts por Harry Potter, ou até mesmo o primeiro menor de idade que eu já matei. — Falou Harry ameaçadoramente para o menino que arregalou os olhos de medo.
Gina começou a rir.
— Não acredito que você disse isso! — falou Helena (adulta).
— Não teria coragem de fazer isso, seria preso pelo Ministério. — Falou o garoto o desafiando.
— Não seria a primeira vez que eu cometeria um crime na cara do Ministério e ainda assim por cima fugiria antes que eles conseguissem me segurar ou me atingir. — Falou Harry fechando a porta nem se importando com o sofrimento do garoto.
OoOooOoOoOoOo
— Mas e então, faz tanto tempo que não ficamos apenas nós três nessa casa. — Falou Gina sorrindo e aparecendo na cozinha se sentando a mesa na companhia do filho mais velho e do marido — O que vamos fazer?
— Não estou de castigo? — Perguntou James confuso.
— O seu castigo será passar a semana inteira com seus pais, se você quiser ir a um parque iremos juntos, se quiser ir ao cinema iremos juntos e se quiser ir ao banheiro iremos juntos. — Falou Gina fazendo com que os dois homens olhassem para ela indignados.
— Está andando tempo demais com Fred e Jorge. — disse Harry.
— É um bom castigo. — Falou Molly (avó).
— Ficarei uma semana sem tomar banho. — Falou James passando as mãos nos cabelos.
— E sem fazer xixi? Escute isso aqui. — Falou Gina se levantando e indo até a pia abrindo a torneira da mesma e deixando que a água caísse
— Os dois olhem para essa quantidade de água, não parece nos fazer ter uma sensação de alivio? Imaginem sentindo essa sensação nesse exato momento, deixar que a água caia calmamente e...
— Eu preciso ir ao banheiro. — Falou James se levantando e saindo correndo da cozinha enquanto segurava as calças.
— Você é má, Gina! — disse Marlene.
— Harry! — Chamou Gina passando a mão na água e em alguns momentos balançando a torneira de um lado para o outro fazendo com que barulhos diferentes fossem executados pela água ao cair no fundo da pia.
— Droga. — Falou Harry se levantando e saindo da cozinha também enquanto se era escutado a gargalhada da esposa.
— Você me dá medo — sussurrou Harry.
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— O que está fazendo? — Perguntou Harry olhando a esposa encostada a porta do banheiro que ficava dentro do quarto do filho mais velho, dava para imaginar que o menino estava tomando banho pelo barulho do chuveiro que vinha do banheiro fechado.
— Essa semana que o James passou lá em casa deve ter sido um inferno — disse Lily (neta) com pena do irmão, que tinha feito tudo para ajudá-la.
— Acho que nem tanto assim, eu as vezes penso que ele se divertiu até demais lá. — Falou Al dando de ombros.
— Fique quietinho. — Falou Gina colocando o dedo indicador em frente aos lábios.
— Tem crianças na sala. — brincou Rony (adolescente).
— E você é o que? — brincou Helena (adolescente).
Harry franziu as sobrancelhas e ficou observando a esposa em silencio olhando para o nada, não estava entendendo a idéia dela e por alguns minutos eles ficaram na mesma situação até que o barulho dentro do chuveiro parou definitivamente, Gina franziu as sobrancelhas estranhando o silencio que vinha de dentro do cômodo.
A porta foi aberta e Harry pode ver James usando apenas uma bermuda, suas pernas ainda estavam molhadas o que significava que ele não as tinha nem mesmo secado ao invés disso ele secava os cabelos com uma toalha branca.
— QUE ISSO, MULHER? — Perguntou James se assustando ao passar pela porta e ver sua mãe do lado da porta esperando que ele saísse.
— Por demorar muito no banho e por estar de castigo você vai nos ajudar a pagar a conta de água. — Falou Gina para o filho que mais uma vez naquele dia arregalou os olhos.
— Está exagerando! — disse Lily (neta) — Ele só fez aquilo para me defender!
— Mamãe estava tirando com a cara do James de propósito. — Falou Al rindo — Ela não faria uma coisa dessas, ainda mais porque o dinheiro que o James tem é o que ele ganha todo mês.
— Está brincando comigo. — Falou James rindo enquanto seguia para o guarda roupa, pegava uma camisa qualquer e a vestia, o moreno foi até a cama de casal que ficava no centro do quarto e se abaixou do lado dela parecendo procurar alguma coisa debaixo do móvel, o menino chegou a colocar a cabeça embaixo da cama procurando alguma coisa.
— Você é virgem? — Perguntou Gina direta.
— Tem crianças na sala! — disse Helena (adulta).
— Ai. — Reclamou James, o menino ficou tão assustado com a pergunta da mãe que levantou a cabeça se esquecendo que estava com a mesma embaixo da cama e assim a batendo na lateral da cama — Que pergunta é essa?
— Estou sendo direta. — Falou Gina dando de ombros.
— Eu costumo ser direto, mas mesmo assim não chego por ai perguntando se você é virgem. — Falou James.
— A resposta seria não. — Falou Gina.
— Ah, vá! — disse Fred II.
— Não, imagina! Você teve filhos e é virgem! — zombou Felipe.
— Se ela tivesse feito por inseminação… — contradisse Elliz.
— De qualquer forma, na hora que nascesse ela deixaria de ser — murmurou Fernando.
— Não me diga que você não é virgem, se não me dissesse eu nunca teria imaginado. — Falou James revirando os olhos.
— Por acaso sabe como fazer? — Perguntou Gina com os olhos estreitos.
— Você não fez uma pergunta dessas, eu devo ter escutado errado. — Falou Harry rindo não acreditando naquilo.
— Onde o Harry estava com a cabeça? Tem crian… Desculpem! Adolescentes na sala! — disse Hermione (adulta).
— É tão fácil, é só colocar lá dentro. — Falou James rindo.
— Então você não sabe fazer direito, seu pai lhe explica. — Falou Gina fazendo com que o moreno mais velho arregalasse os olhos.
Harry e Gina estavam extremamente corados.
— Assiste pornô ué, aprende rapidinho, assim eu não preciso falar. — Falou Harry dando de ombros e entrando no quarto do filho indo até o guarda roupa e abrindo a primeira gaveta.
— Porque ta mexendo na minha gaveta de cuecas? — Perguntou James.
— Se não fosse sua mãe que lavava essas coisas tenha certeza que eu nunca relaria nisso, vai que não estão limpas mesmo, acho que ele não precisa disso, Gina. — Falou Harry pegando vários pacotes da gaveta e jogando para a esposa.
— Você colocou camisinhas na minha gaveta? — Perguntou James olhando indignado para a mãe que deu de ombros — O que esta acontecendo com você? Praticamente me força a ter vontade de fazer xixi, me da um susto daqueles na hora que saio do banho, me faz bater a cabeça me perguntando se sou virgem e ainda por cima pergunta se eu sei como fazer sexo, o que você deu a ela? — Perguntou James olhando para o pai.
— Acha mesmo que eu daria alguma coisa a sua mãe sabendo que teria a chance de ela me mandar conversar com você sobre sexo? Por mim a sua maneira de aprender vai ser igual eu. — Falou Harry.
Rony, os gêmeos, Carlinhos (mais novo) e Gui (mais novo) fuzilam Harry com o olhar.
— Que maneira é essa? — Perguntou James confuso.
— Na pratica. — Respondeu Harry.
— Esta vendo, ele aprendeu na pratica e se deu muito bem. — Falou Gina apontando para o marido que arregalou os olhos e foi até ela a puxando até a cama e a forçando a se sentar na mesma, com o auxilio das mãos ele abriu o olho dela direito um pouco mais.
— Eita! — disse Helena (adulta) brincando.
— O que você bebeu? Seu irmão Jorge te mandou algum presente? Já disse para não comer bombom algum dele. — Falou Harry analisando os olhos dela.
— Tudo é culpa minha. — Reclamou Jorge (adulto).
— Depois daqueles bombons que você mandou para nossas esposas é claro que não confiaríamos mais em você. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Eu gostei. — Falou Helena (adulta) sorrindo.
— Você não conta Helena, tem alguns parafusos a menos. — Falou Hermione (adulta) — Quando o efeito passou eu me senti como se um caminhão tivesse passado em cima de mim.
— Meus irmãos não me deram nada. — Falou Gina dando um tapa na mão do marido que estava em seu rosto, ela observou o filho sair do quarto como se ninguém estivesse percebendo — Eu vou tirar uma com a cara dele durante toda essa semana de suspensão.
— Fazendo o que? — Perguntou Harry confuso.
— Perguntando coisas sobre sexo e o fazendo assistir coisas que não se deve na frente dos pais. — Falou Gina se levantando e saindo do quarto, Harry ficou ali pensando na idéia dela — E se você o mandar assistir pornô eu quebro os seus ovos, acho melhor já pensando em como conversará com os seus filhos sobre sexo.
— Não tinha essa regra no livro como ter um filho. — Falou Harry em voz alta — Eu não tive pai para conversar comigo sobre isso.
James (avô) ia falar algo, mas ao ver o filho extremamente corado, achou melhor deixar para outra hora.
— Olhe meu pai lhe considera como um filho, vai lá tirar suas duvidas com ele. — Falou Gina aparecendo novamente na porta do quarto.
Todos gargalharam.
— Acho melhor não. — Falou Harry pensando um pouco — Já sei, seu pai pode conversar com eles sobre isso!
As gargalhadas se intensificaram.
— Nunca pensei que passaria tanta vergonha — murmurou Gina.
OoOooOoOoOoOo
— Então eu me lembrei que hoje é dia de cinema na casa da família Potter, e ai me disseram que o James foi suspenso e voltou para casa então eu pensei que não seria uma má idéia eu e a Vic vir assistir junto. — Falou Teddy se jogando em uma grande poltrona que aparentava ser muito confortável.
— Que filme vamos assistir? — Perguntou Vic se sentando no chão ao lado da poltrona.
— Eu estava pensando, já que pornô faz as pessoas quererem fazer o mesmo quero que vejam um filme que os fará entender o perigo de fazer sexo. — Falou Gina com o controle remoto na mão.
— Isso foi uma indireta? — perguntou Vic.
— Me lembrem de agradecer a Gina — brincou Gui (mais velho).
— Sinto lhe informar, mas não deu certo. Sua filha está grávida — retrucou Carlinhos (mais velho) fazendo o resto segurar o riso.
— Como é? — Perguntou Teddy.
— Vamos assistir o nascimento de um bebê. — Falou Gina.
— Não vai ter mais tarde para mim. — Sussurrou Harry para si enquanto todos da sala olhavam para ele.
— Já viu isso? — Perguntou James confuso.
— Não é algo que lhe faça querer ver duas vezes, mesmo que eu nunca tenha visto. — Falou Harry dando de ombros.
Gina olhou indignada para Harry que deu de ombros.
— Homem é fresco mesmo, viu! — disse Marlene.
— Não viu o nascimento dos seus próprios filhos? — Perguntou James indignado.
— Eu tenho certeza que você não vai querer ver dos seus, sem contar que em todas as gravidez sua mãe estava brava comigo. — Falou Harry olhando descaradamente para a esposa que mudava os canais da televisão.
— Por que? — Perguntou Vic.
— Porque ele participou da melhor parte e quem tem que sofrer com a dor sou eu. — Respondeu Gina como se fosse obvio.
Os adultos gargalharam.
— Pelo que eu me lembre, você tinha que tomar a poção e não eu. — Falou Harry para a esposa que deu de ombros para sua afirmação.
— Esta vendo, como eu disse aquela hora. — Falou Helena (adulta).
OoOooOoOoOoOo
— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Harry se sentando ao lado do filho que assistia um filme qualquer na televisão, já era madrugada e não era normal seu filho assistir filmes naquelas horas.
— Não consigo dormir. — Falou James pegando o controle remoto e trocando de canal colocando em um que passava desenho animado — Eu não sabia que passava desenho as 3h45min da madrugada.
— A TV é 24 horas, idiota — disse Lorcan sem conseguir se controlar.
— Lorcan, o James não está aqui — disse Elliz.
— Ah! Então essa que é a tevelisão? — perguntou Arthur.
— Agora não, Arthur. — disse Molly (avó).
— Ela já disse isso umas 20 vezes — murmurou Vic.
— Como saberia se não costuma assistir TV a essas horas? Porque não consegue dormir? — Perguntou Harry.
— Acha mesmo que eu conseguiria depois de assistir um filme daquele, como pode ser possível? — Perguntou James com o olhar indignado — Que tipo de pai você é para sair da sala e me deixar assistir aquele filme maluco e nojento?
Alguns riram.
— Queria que eu assistisse junto? — Perguntou Harry.
— Era o mínimo que você poderia fazer. — Falou James como se fosse obvio.
— Não foi ele quem foi suspenso da escola — disse Cath.
— As coisas podem ficar piores, agora que você esta em casa servirá de inspiração para sua mãe, ela vai ficar zoando com você durante toda essa semana. — Falou Harry sorrindo — Agora vai dormir.
— Que parte de que eu não consigo dormir depois daquele vídeo você não entendeu? — Perguntou James.
— Às vezes, o James é muito malcriado! — murmurou Lily (avó).
— Engraçadinho, pense naquela porcaria de vídeo. — Falou Harry se virando para o menino que ficou em silencio, vendo que o filho estava concentrado Harry pegou sua varinha e encostou a ponta da mesma nas têmporas de seu filho tirando do lugar lentamente e assim um filete do que poderia ser comparado a um pedaço de barbante brilhante foi saindo da cabeça do menino como se estivesse grudado na ponta da varinha e estivesse sendo tirada a força — Consegue lembrar?
— Não. — Falou James parecendo aliviado.
— Ótimo, vai dormir logo então. — Falou Harry para o filho que assentiu.
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— Estamos indo sair, quer ir junto? — Perguntou Harry entrando no quarto do filho e o vendo mexer em mais uma de suas tecnologias, se perguntava de como o filho tinha um corpo daquele quase nunca fazendo exercícios físicos.
— Preguiçoso! — murmurou Roxanne.
— Eu junto de você e da mamãe? Não é legal o filho segurar vela para os pais, sabia? — Perguntou James.
— Eu gostaria de poder fazer isso, mas então você vai? — Perguntou Harry sentando na beirada da cama do filho — O que está fazendo?
— Na verdade não estou fazendo nada, vamos apenas nós três mesmo? — Perguntou James deixando a tecnologia de lado e dando toda sua atenção ao pai.
— Na verdade não, vai todo mundo da família Weasley que não esta na escola. — Respondeu Harry.
— Eu serei o único menor de idade e ao mesmo tempo o único que não estará acompanhado, mas eu vou sim, onde vamos? — Perguntou James se levantando e indo até o guarda roupa — Preciso vestir algo em especial?
— Não, nada muito extravagante. — Falou Harry.
— O que é extravagante para você? — Perguntou James para o pai que estava quase saindo do quarto.
— Coloca uma camisa, calça e tênis. — Falou Harry — E pega uma jaqueta provavelmente estará frio na hora que voltarmos.
OoOooOoOoOoOo
— Como ela consegue comer tudo isso? — Perguntou James olhando impressionado para o prato de Helena que no mínimo teria uns cinco pedaços de pizza — Tia Helena, como você consegue ainda ser magra?
— Mal de família — disse Marlene olhando para Sirius.
— Olha só quem fala! — retrucou Sirius.
— Eu dou meu jeito depois. — Falou Helena sorrindo.
— Não é sério, o que você faz? Coloca o dedo na goela? — Perguntou James.
— Isso é uma doença! — disse Rose.
— Não, eu posso ganhar 500 quilos, mas colocar o dedo na goela eu não faria, nunca faria uma coisa dessas, Rony vamos apostar? — Perguntou Helena deixando o sobrinho de lado e olhando para um dos seus cunhados que antes conversava com a esposa.
— Depende, o que eu vou ganhar? — Perguntou Rony.
— Rony interesseiro — brincou Gina.
— Se for aposta envolvendo comida, o Rony ganha — disse Hermione (adolescente).
— Não sei, não. O páreo é duro — disse Harry (adolescente).
— Depois você pode me pedir qualquer coisa, quem comer mais pizza ganha, quer dizer, quem conseguir terminar de comer a mesma quantidade de pizza ganha. — Falou Helena.
— Quem é que vai cuidar de você quando toda essa pizza fazer efeito? — Perguntou Carlinhos.
— Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte nos separe. — Falou Helena sorrindo.
— A pizza vai nos separar então porque pelo jeito ela vai ser a causa da sua morte. — Falou Carlinhos pegando um pedaço de pizza e comendo.
Todos gargalharam.
— Engraçadinho — resmungou Helena (adolescente).
— Existe prazer melhor que morrer comendo? — Perguntou Helena.
— Definitivamente, filha do Sirius — murmurou James (avô) rindo.
— Na verdade existe, mas não é algo que se possa fazer em publico e ainda mais apostar com o meu irmão. — Respondeu Carlinhos rindo.
— Concordo com ele. — Falou Rolf Scamander apontando para Carlinhos que maneou com a cabeça como agradecimento.
— A garota tem um pai desse e o pervertido sou eu. — Sussurrou James para os pais que no momento que ouviram começaram a rir.
Rolf amarrou a cara e Luna segurou o riso.
— Na verdade ela te chamou de cafajeste. — Falou Harry.
— Qual a diferença? — Perguntou James confuso.
— E então Luna, nos diga qual é a diferença entre cafajeste e pervertido. — Pediu Gina para a amiga que sorriu largamente e olhou para o marido que pareceu bufar.
— Então Rolf, nos diga a diferença entre cafajeste e pervertido, quando te conheci o significado era o mesmo e sempre me levava a você. — Falou Luna.
Alguns riram e Rolf amarrou mais ainda a cara.
— A diferença é que quando se casa não dá para continuar sendo cafajeste, mas dá pra continuar sendo pervertido. — Falou Jorge sorrindo.
— Não use o seu exemplo para explicar o caso dele. — Falou Angelina fazendo com que todos seus cunhados rissem da cara que Jorge fez ao escutar aquelas palavras vindo da esposa.
Todos riram.
— Eu que era o cafajeste, né? — perguntou Jorge (adulto) retoricamente — Não era o Fred, não.
— Então madrinha, vocês estão usando o Largo Grimmauld? — Perguntou Teddy para Helena que praticamente engolia um pedaço de pizza de uma vez só, ela assentiu como resposta e Teddy bufou de raiva.
Gui (mais velho) fuzilou Teddy com o olhar.
— Eu vou acabar morrendo daqui a pouco, de tanto que seu pai me fuzila com o olhar — murmurou Teddy para Vic.
— Tio Harry quer matar todo mundo de vergonha, só pode! — murmurou Vic em resposta.
— Devíamos mudar o nome do Largo Grimmauld para Motel da família Weasley. — Falou Gina com as mãos no ar como se imaginasse suas palavras em um letreiro.
— Eu vou colocar aquele maldito quadro pra assisti sacanagem se ela não parar de gritar durante a madrugada, ninguém merece aquela porcaria, na verdade Gina, o que vocês acham de ir lá nos ajudar a dar uma arrumadinha na casa? — Perguntou Helena desistindo de comer mais um pedaço de pizza.
Sirius gargalhou fortemente.
— Não disse? — falou Hermione (adolescente) — Rony ganha de todo mundo na comida!
— Seria uma ótima idéia, você vai trabalhar no Ministério amanhã? — Perguntou Gina para Harry que negou com a cabeça — Você já tem três pessoas para lhe ajudar.
— Qual é o gasparzinho que vai com vocês? — Perguntou James.
— Como assim? — Perguntou Gina confusa.
— Que eu saiba você só tem confirmado que vai você e o papai. — Falou James.
— Você vai junto, anta. — Falou Harry.
— Que amor entre pai e filho — ironizou Lily (avó).
— Isso faz parte do castigo. — Falou Gina para o filho que bufou.
— O Monstro esta na casa de vocês né? Vocês sabem se ele tem ido bastante lá no Largo Grimmauld? — Perguntou Helena para Harry que franziu as sobrancelhas.
— Eu acho que não já que vi ele cantando a Anne lá em casa, na dispensa. — Falou James fazendo com que seus pais o olhassem surpresos por sua afirmação.
Sirius olhou para a tela incrédulo.
— Olha só! Monstro arrumou uma namorada! — brincou Marlene.
— Ótimo, assim não preciso agüentar ele gritando enquanto ele vê o que eu farei naquele lugar amaldiçoado. — Falou Helena — Mas vamos mudar de assunto, eu esses dias fiz uma pergunta ao Carlinhos e ele não me respondeu, eu vou aproveitar a companhia dos meus cunhados e quero a resposta de vocês.
— Se o lugar é amaldiçoado porque você vai para lá_? — perguntou Marlene para Helena (adulta).
— Não tem muitas pessoas — respondeu Helena (adulta).
— Diga Helena. — Falou Gui.
— Não, não diz Helena, vai se arrepender e duvido que algum deles responda. — Falou Carlinhos tentando tapar a boca da esposa que se distanciava dele tentando falar.
— Deixa ela falar Carlinhos, não pode ser nada ruim. — Falou Rony fazendo com que o segundo irmão bufasse e parasse de tentar impedir a esposa, Helena antes de falar olhou para o marido e sorriu.
— Lá vem m… - começou Gui (mais novo)
— Gui Weasley! — bronqueou Molly (avó) — Nada de palavrões!
Gui (mais novo) revirou os olhos.
— Esse negocio de banheiro publico masculino, aqueles em que os homens ficam cada um de um lado, me explica isso, nenhum de vocês já deu uma olhadinha para o lado não? — Perguntou Helena fazendo com que alguns de seus cunhados que tomavam refrigerantes cuspissem toda a bebida.
— Como é? — Perguntou Rony indignado.
— Aquela olhadinha de lado, nenhum de vocês já fez isso? Nunca deram uma espiadinha para ver se é maior ou menor? — Perguntou Helena confusa.
— Eu também tenho essa duvida, nunca mesmo? — Perguntou Hermione para o marido que negou com a cabeça no momento em que ela proferiu a ultima palavra.
— Negou rápido demais! — provocou Fred.
— Hermione! Eu não esperava isso de você! — disse Rony (adolescente), fazendo Hermione (adolescente) corar.
— Vocês por acaso ficam se olhando para ver se uma coisa é maior que a outra? — Perguntou Rony como se isso explicasse o caso dos homens.
— Na verdade eu já notei a bundinha da Vic, é tão lindinha, pequenininha. — Falou Helena fazendo cara de quem estava falando com um bebê ou um cachorro, Vic ao escutar aquilo ficou com as bochechas vermelhas — Não estou falando pequenininha pelo lado negativo, nada disso, mas é que eu estava acostumada a ver bumbuns exagerados, no Brasil.
Vic fuzilou Helena (adulta) com o olhar.
— Se o plano era ferrar com o James ou com os homens porque me meteu no meio? — perguntou indignada.
Helena (adulta) deu de ombros.
James que escutava toda a conversa começou a gargalhar tentando de todas as maneiras se conter ao ver seus tios o olhando.
— E aquela coçadinha incomum? O que é aquilo? — Perguntou Luna entrando na brincadeira.
Algumas pessoas olharam estranho para Luna.
— Isso mesmo, aquela coçadinha estranha no amiguinho de vocês, esses dias estávamos assistindo TV e de repente eu olhei para o lado, e vi a cena de alguém se coçando e pareceu a coisa mais deliciosa do mundo, quase chegou a gemer de maravilha. — Falou Helena fazendo com que Carlinhos olhasse confusa para ela, ele parecia não se lembrar disso — Não era você, idiota.
— Eu vou tirar a duvida da Helena, na verdade a coceira não é no amigo e nas...
— Bolas. — Falou Angelina como se estivesse tossindo, ela tomou a iniciativa já que viu que o cunhado não sabia que palavras usar.
— Coitado do James — murmurou Lily (neta) tentando não prestar atenção na tela.
— Mais uma coisa, os meus queridos gêmeos fizeram uma sacanagem comigo esses tempo atrás, só eu que tenho três filhos homens sofre com isso, estávamos na praia e eles entram no mar de cueca branca, foi por isso que expulsaram a gente da praia naquele dia, eles entraram na água de cueca branca. — Falou Helena como se fosse a pior coisa a se fazer no mundo.
Os homens seguraram o riso.
— Qual o problema nisso? — Perguntou Gina confusa.
— Qual o problema? Eu fui entrar na piscina de cueca branca e na hora que eu sai eu tive que fugir da Lily, não tive nem tempo de pegar a toalha. — Falou James para a mãe que ainda estava confusa.
— Fica transparente e marca muito Gina. — Explicou Harry para a esposa que arregalou os olhos e olhou para o filho.
— Foi sem querer, eu nem imaginava que isso poderia acontecer e só fui ver depois, por sorte não tinha ninguém em casa, ainda mais Rose e Elliz que vivem lá. — Falou James.
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A cena mostrava um automóvel estacionando ao lado da calçada lateral do Largo Grimmauld, o carro era bem mais desenvolvido com o que estavam acostumados a ver no mundo trouxa, ainda mais porque aquele era um futuro distante da época.
De dentro do carro saíram Harry, Gina e James, os três foram em direção a uma casa que a poucos instantes atrás não estava lá, no momento em que a porta apareceu os três se adiantaram para entrar na casa antes que algum trouxa da vizinhança passasse por ali ou os visse.
No momento em que a imagem mudou para a do centro da casa pode ser ouvido vários gritos de uma mulher que falava xingamentos e insultos aos quatro ventos, essa mulher na verdade era a mãe de Sirius Black que agora só restara para ser lembrado da mulher um quadro da mesma em que para todos da família servia apenas para quase deixar todos surdos e mais uma vez a família Potter foi insultada por Walburga Black.
— Cadê todo mundo? — Perguntou James olhando em volta ao chegarem na cozinha, normalmente quando estão naquela casa todo mundo costuma ficar na cozinha, parecia até mesmo mania.
— Vamos procurar, Harry se você escutar algum barulho estranho fecha os olhos do James. — Falou Gina para o marido que franziu as sobrancelhas e olhou para o filho.
— Não acha que ele é grandinho demais para ver algo do gênero? — Perguntou Harry seguindo a esposa pelas escadas, olhou para trás apenas para ter certeza que o filho também o seguia.
— Não — murmurou Lily (avó).
— Pode até ser, mas eu prefiro que ele veja algo do tipo com qualquer casal, menos algum que uma das pessoas tenha que ser meu irmão. — Falou Gina.
— Quem sabe duas cunhadas sua? Eu acho a tia Helena uma gata, se ela fosse solteira eu a pediria em casamento. — Falou James fazendo com que a mãe parasse em meio ao corredor que dava aos quartos.
Helena (adulta) segurou a risada quando viu que Carlinhos (mais velho) ficou mal humorado de repente.
— Como é? — Perguntou Gina.
— Há é duas né, quando se diz casal esta falando de duas pessoas, quem sabe a tia Helena e a tia Angelina, dois tipos de morena, uma pela cor da pele e a outra pela cor do cabelo. — Falou James sorrindo.
— Sua tia Helena não faz a do tipo lésbica. — Falou Harry.
— Posso ser louca, mas não sou lésbica — disse Helena (adolescente) indignada.
— Com certeza que não, gosto de algo mais volumoso e não de dedos. — Falou Helena saindo de um dos quartos.
— Dedos? — Perguntou James olhando para seus pais que se olharam esperando que um dos dois começassem a explicar, mas é claro que nenhum diria.
— Como ele pode ser um maroto e ser ao mesmo tempo ingênuo desse jeito? — Perguntou James indignado com o neto.
— Você ainda pode se surpreender bastante com o meu irmão. — Falou Lily (neta) para o avô que assentiu.
— O que você tem na mão? — Perguntou Harry.
— Dedos. — Falou James olhando para sua mão direita.
— Então, é isso mesmo. — Falou Gina dando as costas ao filho quando viu que seu marido a tinha deixado para trás com aquela bombinha nas mãos — Sacanagem o que você fez comigo.
— Acho que foi vingança — disse Astória.
— Vai dizer que você nunca perguntou ao seu pai do porque de você não ter a mesma coisa que seus irmãos têm no meio das pernas. — Falou Harry olhando para cada um dos quartos que passava.
— Eu perguntei, você não perguntou aos seus tios? — Perguntou Gina.
— Não, naquela casa só tinha homens, a única mulher era a minha tia e normalmente crianças que perguntam isso foi porque já viu uma criança do sexo oposto sem roupas, eu nunca vi uma menina sem roupa antes dos 18. — Respondeu Harry fazendo com que a esposa ficasse surpresa com aquilo.
— Nunca viu mesmo? — Perguntou Gina.
— Não pessoalmente, você queria que eu visse quem? A Hermione? Ela não dava nem chance para o Rony a ver imagine eu que era apenas o amigo. — Falou Harry como se fosse obvio.
Harry e Gina riram ao verem Rony e Hermione extremamente corados.
— Eu ainda acho que eles não deveriam estar vendo isso… — murmurou Lily (avó).
— Depois todo mundo esquece. — Falou James sorrindo para a esposa.
— Poderia ver a...
— Não fale. — Falou Harry interrompendo a esposa até sabendo de quem ela falaria — Espera, para você perguntar pro seus pais a diferença entre menina e menino, você teria que ver alguém.
— Eu vi a foto do Rony em que ele estava no banho, ele tinha três anos então não era porcaria nenhuma na época. — Falou Gina.
As orelhas de Rony ficaram mais vermelhas que antes.
— E por acaso hoje em dia é alguma coisa? — Perguntou Helena aparecendo do nada.
Carlinhos (mais novo) olhou chocado para Helena (adolescente).
— Pergunte a Hermione. — Falou Gina para a cunhada que negou com a cabeça.
Hermione escondeu o rosto nas mãos.
— Não, seria atrevimento demais, mas se um irmão é daquele jeito, o outro também deve ser não é? Tipo aquele negocio de genética. — Falou Helena olhando para Gina que assentiu depois de pensar por alguns instantes — Então eu já tenho a resposta para a minha duvida.
— E eu tenho a resposta para a sua falta de vergonha na cara, mas como ela pode ter a resposta? — Perguntou Harry confuso observando a filha de seu padrinho se afastar dele e de Gina.
— Muita falta de vergonha mesmo — murmurou Marlene enquanto Sirius segurava o riso.
— Ela é casada comigo idiota. — Falou Carlinhos aparecendo atrás dos dois de repente.
— Ah, vá! Jura? — ironizou Teddy — Se você não tivesse dito, eu jamais adivinharia!
— Meu Merlin, qual o problema de avisar quando estiver por perto? Vai matar vocês assobiar, pigarrear ou sei lá o que você deve fazer apenas dê o ar da graça antes de nos dar um susto desses. — Falou Gina repreendendo o irmão.
— Então, o que vamos fazer? — Perguntou James ao ver sua tia passar de um quarto para o outro, a morena carregava o que parecia ser tacos de beisebol.
Ao sair de mais um dos quartos Helena jogou para James um dos tacos que segurava, o moreno com a habilidade que conseguira no Quadribol pegou o taco no ar mesmo e ao olhar para o objeto em suas mãos se virou para sua tia com uma das sobrancelhas erguidas como forma de perguntar para que aquilo serviria.
— Habilidade de jogador de Quadribol — murmurou James (avô).
— Vamos fazer um showzinho para a minha querida vovó, eu vou aproveitar a raiva que o James está sentindo do garoto que o fez pegar suspensa, quero que desconte essas raivas em algo. — Falou Helena parando na frente do menino que ainda estava confuso.
Sirius sorriu maroto.
— Vou descontar em que? — Perguntou James.
— Em cristais e porcelana, tudo o que para a minha querida vovó tenha valor e tudo o que eu não vou precisar nessa casa, vamos fazer diferente de quando Molly tentou arrumar esse lugar, ao invés de jogarmos tudo fora iremos quebrar tudo antes. — Falou Helena segurando seu próprio taco.
— Tem certeza que vai fazer isso? — Perguntou James.
— Ela é maluca e isso não é a pior coisa que ela já fez na vida. — Falou Carlinhos passando de um quarto para o outro.
— Queria saber qual foi a pior coisa que você já fez na vida — disse Carlinhos (mais novo) para Helena (adolescente).
— Vai ficar querendo — respondeu ela.
— Me dá um exemplo ai pra mim poder saber como é que ela faz? Ou melhor, quero entender a forma como minha querida tia pensa. — Falou James.
— Do mesmo jeito que você, só que a diferença é que eu sou maior de idade e posso fazer qualquer coisa sem conseqüência alguma. — Falou Helena para o menino que assentiu pensando nas palavras dela.
— Sem conseqüência alguma? A ultima vez que você fez uma loucura fomos expulsos do lugar por atentado ao pudor. — Falou Carlinhos — Você tinha um certo receio de algumas coisas na primeira gravidez, onde foi parar aquilo?
— Está naquele lago em que você me levou quando dormimos na casa dos seus pais. — Respondeu Helena sarcástica.
— Digam que vocês não fizeram nada naquele lugar porque até hoje as crianças costumam ir lá para nadar. — Falou Gina rezando para que seu irmão não tivesse feito nada naquele lugar.
Fred II fez uma careta.
— Não fizemos. — Responderam os dois olhando para Gina que suspirou — Mas eu desconfio que alguém tenha feito. — Falou Carlinhos fazendo com que Gina e Harry arregalassem os olhos.
— Acho que eu vou vomitar. — Falou James deixando o taco de lado e correndo para um dos quartos que continha um banheiro.
— Você foi feito nessa casa em. — Falou Helena gritando para o menino.
— Isso é mentira. — Falaram Harry e Gina ao mesmo tempo.
— Pelo menos eles lembram. — Falou Carlinhos deixando a esposa na companhia de seu cunhado e irmã.
— James, eu aceito me casar com você. — Falou Helena sorrindo.
— Você deixou o garoto traumatizado — disse Carlinhos (mais novo).
Helena (adolescente) apenas deu de ombros.
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— Já pode começar. — Falou Helena.
Em um canto da sala continha varias estantes com cristais e porcelanas e ao lado no chão estavam todas as relíquias da família Black que eram de ouro ou prata. James segurou o taco como se estivesse esperando que uma bola fosse jogada para ele acertar, em seus olhos continha óculos transparentes que impediam que algum pedaço de cristal ou porcelana voasse em seus olhos, usava luvas que iam até um pouco acima do pulso e vestia também a jaqueta que colocara naquela manha.
Harry olhou para James e pode perceber que ele parecia pensar em algo, provavelmente estava pensando no que tinha acontecido durante o começo da semana, primeiro a injustiça que fizeram com ele e segundo as atitudes estranhas que sua mãe estava tendo, em um movimento rápido e com força James bateu a ponta do taco nas primeiras porcelanas em apenas uma divisória e quando quebrou algumas deslizou todo o objeto de madeira pela extensa prateleira fazendo com que todos os objetos se quebrassem quando tinham contato com a madeira ou até mesmo quando caiam no chão.
— Estamos de luto pelas porcelanas — disse Marlene irônica.
— Até agora não ouvi os gritos da senhora Black — disse James (avô).
— Acho que ela teve um ataque do coração mesmo estando no quadro. — Falou Lily (avó).
— Harry e Gina, vocês bem que podiam me ajudar a tirar aqueles papeis de parede dos quartos, são ridículos e ainda por cima escuros, precisamos de cores mais claras e vivas, algo que não lembre a família Black. — Falou Helena subindo as escadas sendo seguidas pelo casal.
— O que o Carlinhos esta fazendo? — Perguntou Gina.
— Tirando aquela maldita arvore genealógica, descobrimos uma maneira de tirar aquela coisa e ali farei uma biblioteca ou algo do tipo, quem sabe uma sala de filmes, às vezes eu tenho uma raiva que os meninos chamam os amigos para assistir filmes e ficam enchendo o saco da Elliz para ela liberar a sala. — Falou Helena.
— Mas eles não têm uma televisão nos quartos? — Perguntou Harry.
— Estava pensando nisso também, eles vão ter que tomar uma decisão se vai assistir, mexer no celular ou mexer no notebook ou sei lá, me dá uma raiva quando os vejo mexendo no notebook com a televisão ligada. — Falou Helena — Sem contar que os meninos, principalmente Fernando e Felipe quando querem assistir filmes com os amigos não gostam de ir para o quarto, preferem ficar na sala.
Os dois citados sorriram sem se abalar.
— Por que? — Perguntou Harry confuso.
— Harry, se você fosse um menino do mundo moderno chamaria seus amigos para assistir filme no seu quarto? Sem garota nenhuma? Eles não vão querer privacidade sem ter garota alguma? Apenas com garotos? Sei que as opções sexuais de hoje em dia estão bem diferenciadas e muitas opções, mas pelo que eu saiba eles são tradicionais. — Explicou Helena.
— Mãe! — gritaram eles.
— O que? — perguntou Helena (adulta).
— É claro que não somos gays! — disse Fernando indignado.
— Vocês não namoravam na época — se justificou — Como eu poderia saber?
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A cena mostrava Harry deitado numa grande cama de casal que ficava no centro do quarto, não parecia ser o tipo de pessoa que caíra no sono e sim parecia que ele tinha sido posto ali para descansar Harry se mexeu na cama por alguns instantes, abriu os olhos e caminhou seus olhos por todo o cômodo como se estivesse procurando alguém, o moreno esticou o braço para poder colocar os óculos, mesmo que estivessem sem o objeto poderia identificar o corpo de alguém que estivesse por ali, após colocar os óculos mais uma vez procurou alguém pelo quarto mais uma vez e quando não achou se sentou com dificuldade, sentia uma dor em seu peito e barriga, se lembrava de ter sido atingido em meio a um dos vários duelos que ele participava, mas nesse fora diferente, ele caminhava por uma ruela completamente vazia quando viu um carro passar e ser atingido por um feitiço, segundos depois o lugar estava cheio de pessoas com as varinhas em punho, por alguns momentos ele viu que quem dirigia o carro era Helena e que ela estava bem já que conseguiu sair do carro sem a ajuda de ninguém, o carro não tinha sido atingido, na verdade o feitiço tinha pego no asfalto e causado uma explosão que fez o carro que passava por cima dessa explosão ser jogado para o lado e virar de ponta cabeça.
— O que aconteceu com o Harry? — perguntou Lily (avó) preocupada.
Harry começou a pensar em seus duelos e que como não estava tendo sorte fez mais uma de suas loucuras e por isso desmaiado logo em seguida, mas antes de sua visão escurecer ele viu todos seus adversários cair no chão tão desacordado quanto ele.
Ele se levantou e saiu andando cambaleando um pouco, quase tinha caído uma ou duas vezes por não ter onde se segurar quando se sentia um pouco tonto, olhou para onde sentia dor e viu uma grande faixa que dava a volta por todo seu peito e costas, foi em direção do banheiro e no momento em que se viu no espelho imaginou que estaria dormindo a dias e que ainda não estava 100%, sua pele estava clara a ponto de parecer pálido demais.
— Você dormiu por três dias. — Falou James aparecendo na porta do banheiro.
— Por que? — perguntaram alguns confusos.
— Aconteceu um duelo — explicou Hermione (adulta).
— Cadê sua mãe? — Perguntou Harry com a voz cansada, parecia que ele tinha se esquecido de falar, sentia vontade de ficar apenas com os olhos fechados, fazia um esforço enorme para olhar o filho que o analisava.
— No escritório, ela ficou bem ocupada desde que recebemos a noticia de que você tinha desmaiado e que ficaria desacordado por um tempo. — Falou James — O que você pensa sobre morrer?
— Que é mais provável a sua mãe me matar do que eu morrer em um duelo. — Falou Harry fechando os olhos e encostando a testa no espelho do armário do banheiro.
Harry, Rony (adolescente) e Hermione (adolescente) riram da cara de Gina.
— Me responde uma coisa? — Perguntou James.
— Fala, garoto. — Falou Harry.
— Como você invocou um raio? — Perguntou James direto.
— James, vai chamar logo sua mãe vai, você vai ter a vida toda para fazer essa maldita pergunta. — Falou Harry se irritando, odiava aquele tipo de pergunta porque simplesmente ele não sabia responder.
Lily (avó) olhou reprovadora para o filho.
— Mas você também vai ter a vida toda para conversar com a mamãe. — Falou James.
— Boa resposta! — disse Helena (adolescente).
— Se você não for agora o próximo a cair da vassoura vai ser você, ou melhor, lhe jogo pela sacada do quarto, agora vai logo garoto. — Falou Harry, sabia que aquela ameaça não teria efeito com James, ainda mais porque sua voz não estava boa para fazer ameaças e muito menos o seu humor.
Harry ainda com os olhos fechados pode escutar o baixo barulho que significava a ida de seu filho a procura de sua esposa, aquilo não iria acabar bem, sabia que ela estava brava com ele por sua atitude suicida e que ela tinha se ocupado mais no trabalho porque não queria pensar que ele fosse ficar pior ou se não esperando que o tempo passasse mais rápido e que ela não percebesse muito a falta que ele fazia.
— Eu deveria dizer que quero te matar? — Perguntou Gina ao chegar ao banheiro e encontrar o marido com a testa apoiada no espelho do armário do banheiro e de olhos fechados.
— Deveria. — Falou Harry mexendo a cabeça pra cima e pra baixo em alguns centímetros — O que queria que eu fizesse?
— Não sei, ao invés de ter uma idéia daquelas porque você simplesmente não me avisou? — Perguntou Gina.
— Harry jamais envolveria Gina nesse tipo de coisa — disse Rony (adulto).
— Já deveria saber que eu não colocaria você em algo desse tipo. — Falou Harry com a voz calma enquanto a da esposa já começava a ficar alterada.
— Viram? — falou Rony (adulto).
— Ninguém discordou de você, Rony — disse Helena (adulta) revirando os olhos.
— Eu quero o divórcio. — Falou Gina de repente.
— O que? — perguntaram todos surpresos (menos os gêmeos e os marotos que sacaram que era uma pegadinha).
— Hein? — Perguntou Harry abrindo os olhos ou melhor os arregalando ao achar ter ouvido sua esposa pedir o divorcio, então ele praticamente praticava o suicídio e ela pedia o divorcio — Você disse divorcio?
— Era brincadeira só queria que abrisse os olhos, se não consegue ficar em pé porque veio ao banheiro? — Perguntou Gina olhando Harry de cima a baixo e vendo que ele estava fazendo esforço demais para ficar naquele lugar.
— Costume. — Respondeu Harry.
— Esta com fome? Ótimo, fique a vontade para descer as escadas e procurar alguma coisa para você comer, se consegue vir ao banheiro consegue chegar até lá. — Falou Gina ao ver Harry assentir para sua pergunta, ao sair do banheiro foi seguida pelo marido que ao invés de segui-la até a porta se jogou na cama.
— Quanto amor! — ironizou Rony (adolescente).
— Gina quando fica mal humorada… — disse Hermione (adolescente).
— Me ignorando? Preferia quando falava tudo que tinha para falar e me dava um tapa, pelo menos assim eu recebia carinho depois. — Falou Harry observando a esposa parar na porta.
— Se formos escolher por preferência você veria que eu preferia que você me chamasse do que ter feito aquilo. — Falou Gina o alfinetando, estava lhe dando uma lição de moral.
— Preciso da sua ajuda. — Falou Harry.
— Precisa ir ao banheiro? Sabe chegar lá, acho que pode fazer suas necessidades, ou não pode? — Perguntou Gina se apoiando no batente da porta.
— Estou cansado e não aleijado. — Falou Harry.
Alguns riram da discussão dos dois.
— Dormiu por três dias, dormiu até mais do que eu e ainda me diz que esta cansado? Se estiver mesmo é só voltar a dormir, aproveita que já esta sentado na cama. — Falou Gina.
— Por curiosidade, quem esta trocando as faixas? — Perguntou Harry mudando de assunto.
— A Hermione. — Respondeu Gina.
— Nem isso você esta fazendo? Que tipo de esposa é você? — Perguntou Harry franzindo as sobrancelhas.
— Eu te respondo quando você me responder que tipo de marido é você. — Falou Gina fazendo o moreno bufar, não adiantava tentar se conciliar com ela agora, só levaria patada, a ruiva ao perceber que o marido não diria mais nada se endireitou e sumiu da vista do moreno.
— Harry estava certo em não te envolver nisso — disse Rony (adolescente).
— Mas a Hermione vocês envolvem, não? — perguntou Gina com raiva.
— Não por querer — retrucou Rony (adolescente) — Ela vem porque quer.
— Vingativa ela, não é? — Perguntou James aparecendo na porta logo em seguida que sua mãe saiu — Pode deixar que eu pego alguma coisa para você comer, mas não se acostuma e fique sabendo que você vai estar me devendo uma. — Falou James saindo da vista do pai.
— Folgado! — riu Marlene.
— Você é meu filho, tem o dever de fazer algo para mim. — Falou Harry com a voz alterada para que seu filho o escutasse.
— Se for como o James… — disse Lily (avó)
— Óbvio que será como o James! — disse Marlene — Tem o nome dele.
(Autora aqui: Gente, como eu disse no começo do capitulo eu tenho um aviso, uma das leitoras pediu para eu fazer uma cena em que mostra os duelos do Harry depois que ele virou Auror e como o capitulo estava muito grande e demoraria mais para eu postar se eu fizesse essas tais cenas aqui farei elas em um capitulo diferente, porem em meio a esses momentos não vai haver comentários, porque fazer o capitulo é fácil o difícil é rele-lo e depois fazer os comentários e por isso não terá os malditos comentários, eu acho que o próximo capitulo não vai demorar, espero os comentários de vocês sobre o capitulo e espero que gostem.)
