Olá povo! \o/

Último capítulo de Amor Materno 2 – morrendo de alegria *O* /é que concluir uma FIC é sempre emoção *-*

E o capítulo de hoje, betado ao vivo pela Nina /palmas de emoção. Não é de chorar ouro no cantinho? ^^

Então vamos ao último capítulo, como é bom lembrar, essa FIC é presente da FranHyuuga, vale a pena acompanhar os projetos dela /mais um patrocínio Nat King Produções –q

Obrigada pelo carinho e por terem acompanhado. De verdade, valeu gente

Agradecimentos a: Arishima Nerak (puxa-saco da vó *O* -qqn), eumesmo42, Josephine Jeevas, FranHyuuga, Laine-chan, Tia-lulu, Louise-sama, Gesy, Hyuuga Samaritana, Uchihinha chibi, Gabbies-Chan, Arishima Nina (filhota e a borrada da vez (?) ), misha yanata, Lell Ly, Pinkuiro, Kinha Oliver, Yuri Shimizu, Hinaly, Miiih, Luciana Fernandes, Loveanju, mishaxdeidara, Hinatayuki32, RosaSkull, Otowa Nekozawa. (ufa D:)

Kissus *-*

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Capítulo Final

Nunca Estamos Sozinhos

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Podia ser impressão deles, mas cada vez que o carro avançava, as nuvens pareciam crescer numa tempestade escura e espantosa. Então haviam descoberto o segredo. O que mais ela poderia fazer? Toda a máscara perfeitamente posta sobre tudo o que Sakura viveu estava se desmanchando, todos já sabiam. Ou não. Hinata subitamente lembrou-se de Temari, uma das vítimas dessa história, que nunca soube muito bem a que fim tudo tinha levado. Seria isso que estava agoniando a morena? Se tivesse um segredo tão perturbador quanto, certamente não iria querer que ninguém soubesse. Sakura lutaria até o fim para que pelo menos alguém ainda ficasse perdido entre sua teia de mentiras.

A chuva caiu como um golpe, encharcando a rua quase que no mesmo instante. Nem mesmo o farol ligado na potência máxima conseguia iluminar mais que um metro a frente do automóvel e, na primeira curva, o susto em ver a Haruno os esperando, fez com que Sasuke perdesse a direção do carro por terríveis cinco segundos, em que o mesmo girou pela pista.

- Ela quer nos matar! - gritou, sentindo que o pânico estava vivo dentro de si e sempre estaria.

Freou com muita dificuldade, batendo contra uma árvore, quebrando assim um dos faróis. Quando deu a partida novamente, a imagem raivosa da mulher pareceu gritar, avançando sobre o para-brisa e sumindo logo em seguida. Sasuke arrancou. Sai não arriscava uma só palavra. Hinata chorava, abraçando os próprios braços. O Uchiha entendia muito bem o que a freira havia lhe dito há algumas horas: ela fareja o medo. É disso que ela se alimenta, é isso que não a deixa ir embora: enquanto o medo de Hinata ou qualquer um existir, ainda que pouco, continuará a alimentando e fazendo de sua presença tão viva quanto qualquer um. E ela vivia para manter seu segredo vivo, para que ninguém soubesse. Cada passo em direção à verdade era um avanço. O medo poderia frear as pessoas, mas no caso de sua esposa, apenas a impulsionou a continuar naquela busca frenética por uma verdade que deveria ter sido enterrada junto com Sakura.

Ao dobrar a curva de acesso à casa da praia, Sasuke sentiu algo apertar sua garganta: Hana nunca pareceu tão pequena. A menina estava em frente à porta da sala, os braços esticados, como se tampasse a entrada. Atrás da casa, a maré avançava alto, cobrindo os primeiros degraus da escada, era como se a fúria da moça aumentasse desenfreadamente conforme chegavam perto da residência. O moreno podia entender o porquê: Temari estava na casa. A Sabaku era a única que ainda não sabia o passado da Haruno.

- Hana! - Hinata gritou, correndo e tropeçando até alcançar a menina. - Hana, vamos para dentro!

- Não posso!

- Hana, saia dessa porta agora! - Sasuke gritou. Nunca havia gritado com a filha.

- Hana? O que faz aí na porta a esta hora?! - Hinata quase implorava.

- Não vou deixar que ela entre. - respondeu num tom de voz tão neutro, que Sai pode sentir o frio percorrer sua espinha. Não sabia mais se era o vento que uivava em suas costas, ou a voz da Haruno, cochichando em seu ouvido. Voltou-se bruscamente, quando sentiu o calor que saia daqueles murmúrios correndo por sua nuca. O choque pareceu despertar o casal Uchiha, que agarraram a menina e entraram. Antes que Sai conseguisse fechar a porta, a imagem de Sakura surgiu, os olhos enlouquecidos, punhos cerrados, correndo em sua direção. Sentiu o baque do choque entre o corpo e a porta de madeira quando a fechou. O apavorava a ideia de que a alma da moça tivesse força para tanto. Era como se ainda vivesse.

- Temari... - Hinata tentava acordá-la. - Temari... - checou a pulsação enquanto o marido buscava água na cozinha. Do lado de fora a tempestade só aumentava.

- Como ela está? - perguntou Sasuke, voltando apressado.

- A pulsação está normal, mas ela não reage.

- Hana, como isso aconteceu?

- Ela veio me ver... - começou a soluçar - Disse que estava estranhando a demora de vocês e quis saber se eu estava bem... - os olhos esverdeados se apertaram. - Então aquela mulher apareceu e ela ficou apavorada, desmaiando...

- Você viu Sakura, Hana? - Hinata parecia atordoada. Ainda não acreditava que a filha podia ver a mãe biológica.

- Vejo com frequência...

- Por que não me contou, Hana?!

- Porque você disse que todos nós ficaríamos juntos... Todos.

Levantou-se ainda aérea, vacilando até a mesa de vidro e vime, se apoiando nela. Então era isso. Ela esteve o tempo todo mantendo a memória de Sakura viva, real, dentro dela. Quando disse que ninguém iria se separar, não considerou estar incluindo a Haruno, mas a própria se sentiu convidada. Era como se tudo tivesse ficado claro para ela: Sakura se mantinha a espreita, para se certificar de que seu passado não fosse descoberto, para fazer com que temesse a ideia de que ela estaria por perto. Era tudo um esquema de terror e pânico, um jogo com seu psicológico, a garantia perfeita de que ficaria calada. Mas a garantia falhou. Era isso que estava enlouquecendo Sakura. Ela evitaria a todo custo que seus segredos fossem descobertos. Hinata fechou os olhos com força, como se isso a ajudasse a pensar: se ela tivesse um segredo, não iria querer que ninguém mais soubesse. Quando uma pessoa além de você sabe disso, não é mais um segredo: é um perigo.

Primeiro Itachi, depois Kankurou, Gaara... Todos os envolvidos em seu passado e os possíveis problemas, estavam calados. Sai já sabia, Sasuke também. Olhou para a filha. Ela fora a chave desse segredo desde sempre. Podia ouvir Sakura gritando que ela nunca deveria ter saído daquele orfanato, nunca poderia ter entrado em contato com um Uchiha, nunca! E agora? Estavam cercados, presos em sua própria casa, ameaçados por um segredo. De repente, se viu avançar sobre Temari, a chacoalhando como um boneco.

- O que está fazendo? - Sai parecia ter acordado do transe.

- É o segredo dela!

- O quê?! - a moça abriu os olhos apavorados. Hinata a ergueu, encostando-a contra uma almofada. Temari ainda não tinha anexado muita coisa, quando murmurou:

- Sakura...

- Temari! - Hinata a chamou. - Sakura a persegue porque ela tem um segredo, um segredo que ninguém sabia até agora: - as janelas estouraram, esparramando-se pelo chão em inúmeros cacos afiados. - Olhe pra mim! Preste atenção! Sakura queria se casar com Itachi, irmão do meu marido e pra isso, resolveu engravidar, para pressioná-lo. - o vento uivava dentro da casa, papéis em cima da mesa voavam e as molduras caiam uma a uma no chão - Ela não conseguiu, então procurou Sai, que era o mais parecido com Itachi que ela pode encontrar. - Ela agora podia ver o pintor, parado a alguns metros dela. Depois de dez anos, não parecia ter mudado muita coisa... - Mas ele a rejeitou e ela precisou ir atrás de outra pessoa para isso. - no andar de cima, podiam ouvir passos, alguém corria. - Ela conheceu seu irmão e engravidou dele. É esse o segredo de Sakura: Hana é sua sobrinha!

Um grito de ódio e frustração correu pela sala, junto com um vácuo que pareceu entrar pela janela. O teto da sala tremeu e a lâmpada caiu entre Hinata e Temari. Os fios arrebentados soltavam faíscas que fizeram a base pegar fogo. A morena podia entender aquilo: Sakura a queimaria por ter revelado seu segredo. Sasuke apanhou a filha e correu até a porta, arrombando-a. Saiu primeiro, subindo os poucos degraus com dificuldade, a madeira cedendo a cada pisada. Sai precisou se apoiar no chão de terra arenosa, sentindo a mesma entrar por debaixo de suas unhas. Temari, completamente consciente, correu logo atrás, se agarrando ao que ainda restara do corrimão. Já Hinata, desejou nunca ter nascido. Antes mesmo de chegar à porta, sentiu a mão ossuda de Sakura segurando seu tornozelo, a puxando para baixo. Gritou pelo marido, enquanto o mesmo via seu corpo ser arrastado para trás, a porta voltando a fechar. Gritou, esmurrou a porta e se debateu contra a mesma. Era como se ela tivesse sido selada. As enormes chamas saiam pelas janelas, impedindo que o próprio se aproximasse. Chorou de medo, raiva, pânico, mas, acima de tudo, ódio. Tiraria a esposa dali de qualquer maneira.

Dentro da casa que já estava sendo engolida pelo fogo, Hinata pode ver o corpo esquelético da Haruno se contorcendo, coberto pelas chamas douradas que começavam a tomar conta dos móveis. A mão ainda segurava firmemente, e o local estava queimando com as labaredas que pulavam de Sakura para ela. A moça já estava em cima de Hinata, a encarando com aqueles olhos frios e vazios, mas com um brilho de maldade que quase falavam por si: vou te destruir. O ar, que já estava rarefeito no local, parecia ter escapado completamente de seus pulmões. Olhou uma última vez para a porta e então, desmaiou.

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Cinco anos depois.

Hana correu as escadas na frente de sua mãe. Hinata suspirou, pensando que essa realmente era uma fase complicada. Era sexta-feira, então, como o juiz havia programado, as filhas ficariam com o pai, mesmo que Sasuke tivesse dito claramente diante os advogados que não queria ficar com Kimy. Foi o motivo do segundo divórcio do casal: ele jamais aceitara a mais nova.

- Hana! Me espere! - a garota parou. Os olhos esverdeados brilhavam com as lágrimas, e os cabelos escuros e bem curtos, se arrepiavam com o vento que batia na entrada. Depois do incêndio, construiram uma casa nova, mas ela nunca foi aceita pela menina. - Se precisar, me ligue. Kimy sente sua falta quando viaja com seu pai.

- Claro. - a adolescente revirou os olhos.

- Não fale assim da sua irmã. Essas ideias de que ela é má são coisa do seu pai, ele está doente! - Hinata sentiu a raiva crescer dentro de si, mas conteve-se.

- Ela É má, mãe. Não é minha irmãzinha.

E dito isso, correu até o carro do pai, se apressando em entrar. Olhou para o ex-marido e sentiu o coração apertar. Desde que fora afastado da profissão por problemas psiquiátricos, aparentava ser bem mais velho, com olheiras fundas e fios brancos pintando seus cabelos azulados. Mas não conseguia conversar com ele. Quase deixara Kimy se afogar e confessou fazê-lo de propósito. Disse que a menina tinha algo de cruel e que desconfiava ser a encarnação do mal - a encarnação de Sakura. Viu o carro se afastar e entrou.

- Kimy! - chamou a menina, apanhando sua bolsa e a cesta de piquenique. - Vamos logo, a tia Hanabi está esperando! - sorriu para si mesma, ao ouvir o farfalhar dos tecidos do vestido rodado da filha. Ela se voltou e viu a pequena parada, sorrindo. - Fiz sanduíche de frango, do jeito que você gosta... - completou, calçando seus sapatos. Ouviu a menina rir baixinho, enquanto esticava as mãozinhas pequenas para o interruptor, apagando e ascendendo a luz. Hinata riu e novamente se voltou - O que pretende dona Kimy: queimar a lâmpada? - a pequena sorriu enquanto encarava a mãe de modo que fez a morena se sentir agitada. Devolveu o sorriso para a filha e a mesma, com os olhos brilhantes, respondeu:

- Só quero que saiba que eu estou aqui. - ao ver o sorriso sumir dos lábios de Hinata, a menina desceu os degraus e calçou os sapatinhos brancos. Abriu a porta e antes de fechá-la, completou: - Eu sempre estarei aqui.

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~Espaço da Beta~

Olá pessoas Linda *-* (Betação ao vivo *O*)

Então...cá estamos novamente, no termino de mais uma FIC – superfodastica –qq Da minha Nat *O* - E que medo da Sarakura ._. –qq

Nunca que eu quero ela perto de mim (faz algum sentido?) Espero que tenham gostado...pois eu amei –puxo saco memo u-u Sabe que te amo né? Dá dinheiro? –qq – Então. Até próxima coisas lindas *-*

Beijão = u =