Um Estranho Conhecido
(4° Ed. 27/06/2013)
Disclaimer: Inuyasha e sua turma não me pertencem, porém toda a história é de autoria minha.
Capítulo 7 - Segredos
- Já cheguei. – gritou Kagome ao entrar em casa.
- Você demorou filha. – sua mãe lhe disse à porta da cozinha.
- É eu comi um lanche na rua, e estava ali fora observando o céu. Está um dia lindo lá fora...Mãe, o que houve? – Kagome perguntou notando as marcas de lágrimas no rosto da mãe, ao qual a mesma parecia ter tentado esconder.
- Nada filha. – Rumiko respondeu esfregando os olhos.
- Mãe, é sobre o... ele, não é? O que houve? – Kagome perguntou elevando a voz.
- Não filha, não é. Não recebi notícias.
- Não minta! – Kagome gritou, alterada. – Me conta! O que houve mãe? – perguntou ela, sentindo uma inesperada vontade de chorar.
- Calma Kagome! – exclamou a mãe a abraçando. – Eu não sei ao certo ainda... Calma, filha tá tudo bem. Vá dar uma volta com seu irmão, você não disse que está um dia lindo?
- Certeza, mãe? Não há mesmo nada? Não está me escondendo nada, está? – insistiu a filha.
- Não. Está tudo bem, amor. Seu avô vai vir aqui mais tarde.
- Isso é bom, estou morrendo de saudade dele. Mas aconteceu alguma coisa sim para você estar chorando! Me conta!
- Não é nada filha, as vezes só me bate uma tristeza quando eu lembro de tudo que aconteceu...só isso.
Kagome abraçou a mãe mais apertado.
- Tem certeza de que é só isso? – insistiu olhando fixamente nos olhos da mãe.
- Sim filha, eu te contaria se soubesse de algo.
Kagome assentiu. - Você vai ficar bem se eu sair com o Souta?
- Sim querida, pode ir tranquila, aproveite o dia lá fora que vou dar uma geral aqui na cozinha.
- Você não quer ajuda?
- Não precisa amor. Tá tudo bem.
Kagome deu um beijo no rosto da mãe e disse: - Sabe que pode contar qualquer coisa para mim mamãe, eu aguento, ok? Sou forte, e sempre vou estar aqui se você precisar.
- Tudo bem filha, eu sei que você é forte e muito obrigada. Te amo.
- Também te amo mãe, vou chamar o Souta.
Kagome subiu as escadas e após chamar o irmão, os dois saíram juntos de casa em direção ao parque que era a duas quadras da casa deles.
- Atchim! - Souta espirrou.
- Saúde.
- Kagome. – chamou Souta.
- Que foi?
- A mãe estava estranha quando cheguei, estava chorando. Achei muito estranho. Você não acha que tem a ver com..
- Sim, eu acho, ela está escondendo algo...e o vô vem pra cá mais tarde. Com certeza é algo importante.
Os dois sentaram num banco e ficaram um bom tempo em silêncio, observando as crianças que brincavam nas balanças do parque, era uma espécie de praça arborizada, que continha brinquedos como balanças e escorregadores, também havia muitos bancos.
- O que vamos fazer? Não quero que ele volte. – disse Souta triste.
- Souta, eu muito menos, o que ele me fez...
- Kagome, não chore. – Souta lhe disse, a abraçando.
- Ai Souta, falar é fácil...mas quando me lembro... – Kagome disse entre soluços.
- Eu sei que deve ser terrível ter essas memórias...mas estamos bem, ele ta longe.
Kagome suspirou fundo e abraçou mais forte ao irmão.
- É bom poder contar contigo Souta.
O mais novo sorriu – Saiba que pode contar comigo sempre.
Os dois sorriram e ficaram em silêncio, abraçados. Kagome deixou aos poucos de chorar e juntos ficaram observando o céu azul e com poucas nuvens.
- Droga! Esqueci do Inuyasha! – exclamou Kagome se levantando de repente.
- Como assim? - Perguntou Souta se levantando.
- Eu esqueci que ele ia lá em casa hoje – exclamou – Tenho que voltar.
- Vamos.
Os dois seguiram de volta para casa.
- Filhos, já de volta? – perguntou a mãe ao ver os dois entrando em casa.
- Sim. Não apareceu ninguém atrás de mim? Ou tem algum recado para mim? – Kagome perguntou, enquanto Souta subia as escadas, indo para seu quarto.
- Não apareceu ninguém não. Mas sua amiga Sango acabou de... - O telefone começou a tocar - Deve ser ela de novo. – concluiu a mãe.
Kagome subiu as escadas correndo e atendeu o telefone dentro do quarto.
- Alô?
- Oi Sango.
- Oi Kah! Quero saber por que você desapareceu no intervalo e matou as duas ultimas e qual é a sua com o rockeiro?
Kagome sorriu sentindo mais leve com esse assunto, quase esqueceu-se dos recentes acontecimentos em casa - Curiosa, você não? – perguntou ela rindo. – Eu fiz um trato com ele, vamos passar mais tempo juntos nos conhecendo melhor.
- Sério? Isso vai ser bacana então, já que como você tá caidinha na dele, vão acabar ficando!
- Sango, eu não...tá bom, ok, admito eu gosto dele, e propus esse acordo exatamente para não atropelar as coisas, e eu quero saber quem ele se tornou, quem ele é de verdade. Sinto falta do meu amigo.
- Eu imagino, vocês eram muito ligados.
- Exatamente. E também bolei a história do trato para afasta-lo da peguete.
- Como?
- Eu o proibi de ficar com outra garota, se ele quer ficar comigo, e ele disse que quer, vai ter que ser nos meus termos. Amizade primeiro e depois nós ficamos.
- Muito esperta você, e está coberta de razão, é mais legal quando começa com uma amizade.
- É, eu também acho.
- Sabe Kag eu te liguei também por que o Mi está esquisito.
- Esquisito como?
- Não sei, meio distante. Acho que algo está acontecendo na casa dele.
- Algo o que?
- Ah sei lá, acho que a mãe dele não está bem, ele não quer falar nunca sobre isso.
- Parece até o Inuyasha, não quis comentar nada sobre os pais.
- Que estranho! Por que será?
- Não faço ideia San, não faço ideia.
- Kag? Eu posso ir ai na sua casa?
- Claro.
- Ok, estou indo então.
Kagome desligou o telefone, pegou algumas roupas e foi tomar banho. Pensando sobre o que havia falado com a amiga, esquecera momentaneamente sobre o segredo que sua família guardava.
A campainha da casa de Kagome tocou e ela correu para atender.
- Oi San. – ela disse olhando por cima de Sango.
- O que foi?
- O Inuyasha ficou de aparecer por aqui e trazer o irmãozinho mais novo, mas até agora nada. Mas vamos entrar. – ela disse dando passagem para a amiga.
As duas subiram juntas as escadas e se trancaram no quarto de Kagome para poder conversarem sem serem interrompidas.
- Ai Kah...você nem sabe... Estou com o maior problema em casa. – Sango disse após se sentar na cama.
- Como assim? – Kagome perguntou se sentando ao lado da amiga.
- Meus pais, estão se separando.
- Sério, Sango?
- Sim...está complicado as coisas, vivem brigando, ontem a discussão foi tão feia que meu pai saiu de casa.
- Nossa!
- Pois é...
- Meu Deus. Mas há alguma razão para essas brigas?
- Não sei, Kagome. Eu não sei...só sei que é foda...dessa vez acho que se separam de vez.
- Poxa vida Sango, situações assim são sempre complicadas eu sei bem como é.
- Como assim?
- San, não estou preparada para falar sobre o que aconteceu nos Estados Unidos, sobre o porquê de termos voltado pra cá, mas um dia, eu te conto.
As duas então voltaram a discutir sobre o Miroku, os pais da Sango e também sobre Inuyasha.
oOOoOOOoO
O dia se passou, Sango foi para casa, e nada do Inuyasha aparecer.
Kagome estava apreensiva, tantos problemas. Seus amigos estavam com problemas familiares, Inuyasha não havia aparecido. Ela..bem...com os problemas dela, sabia que a mãe estava ocultando algo, mas não sabia como descobrir o que era. Ouvira toda a conversa da mãe com o avô durante o final da tarde e eles não disseram nenhuma novidade, era como se soubessem que ela e Souta os escutavam.
oOOoOOoO
Nos dois dias seguintes Inuyasha não apareceu às aulas e Kagome estava preocupada. Queria muito saber o que acontecera com ele...por que dissera que viria e sumira tão de repente?
Inuyasha...
oOOoOOoo
- Kagome? – Alguém batia levemente no vidro da janela. – Ka..go..me?
- O quê? – Ouviu novamente alguém a chamando. Distinguiu que vinha da janela e foi até ela. - O que você está fazendo aqui? – Kagome perguntou ela ainda sonolenta do cochilo que tirara após o almoço.
- Me deixa entrar.
Ela lentamente abriu a janela para não fazer barulho.
- Oi. – disse ele, entrando.
- Onde esteve esses dias?
- Vim me desculpar por ter te dado cano anteontem.
- Onde você esteve? Perdeu dois dias de aula! – acusou ela se sentando na cama.
- Dá nada perder dois dias.- ele balançou a cabeça – Você está bem? Me parece meio abatida. – ele disse segurando o queixo dela e olhando-a fixamente.
- Não estou Inuyasha – ela o abraçou.
- Que foi? – ele perguntou confuso.
- Eu também tenho meus segredos...e eles não são nada legais...
- Como assim segredos?
- Segredos, oras. – ela suspirou e decidiu mudar de assunto - Bem, me diga por que faltou ontem e hoje? E você ficou de trazer o Shippo aqui, se lembra?
- Nossa! Eu esqueci completamente disso! E não fui à aula por que tinha umas coisas para fazer.
- E perdeu dois dias?
- É...sabe, queria te ver, por que não damos uma volta?
Kagome olhou pela janela e viu que fazia uma tarde agradável lá fora, ela olhou para a roupa que vestia e decidiu que estava decente.
- Ok, vamos, saia ai pela janela que te encontro lá fora.
Inuyasha sorriu e saiu por onde entrara.
oOOooOOOo
Os dois deixaram a casa de Kagome e caminharam até o parque onde Souta e Kagome haviam conversado dois dias antes.
- Hoje, você tá menos esquisito com o cabelo sem gel – Kagome comentou bagunçando os cabelos dele.
- Hey! Não fico esquisito com o cabelo com gel – ele retrucou.
Kagome riu – To brincando bobo, mas fica mais parecido com o Inuyasha que eu me lembrava com os cabelos sem gel.
- É, pena que aquele Inuyasha não existe mais – ele resmungou baixinho e Kagome quase não compreendeu o que ele disse.
- Como assim?
- Feh! Você ainda não teve tempo suficiente para perceber como eu mudei Kagome.
- Eu percebi que você está bem diferente, mas continua resmungão de vez em quando. – ela sorriu e o empurrou, ele a empurrou de volta.
- Sabe tenho saudades da nossa amizade, era tão legal. – ele comentou.
- É, costumávamos nos divertir bastante. - ela assentiu.
- Lembra quando sem querer eu toquei fogo na sua caixinha de correio?
- Nossa! Eu lembro, você tava tentando fazer um foguete que tinha visto num experimento de TV e ele voou e aterrissou em chamas na caixinha de correio, por sorte meu pai tava lavando o carro e apagou na hora. – ela sorriu e então sua expressão ficou triste.
- Hey? O que houve você tava sorrindo e de repente sua expressão mudou.
- Você não fala dos seus pais e bem eu não falo do meu.
- Estão brigados?
- Inuyasha, deixa isso pra lá, não quero falar disso.
Eles ficaram em silêncio alguns instantes.
- E como está o Shippou? – Kagome perguntou.
- Está bem...escuta amanhã tenho outro show, aniversário de um amigo, se você quiser vir, pode ver o Shippou ele vai estar lá.
- Onde que vai ser?
- No Dino places.
- Vou ver se dá para ir. – Kagome olhou para as nuvens.
Os dois se sentaram num banco no parque e Kagome perguntou:
- Doeu muito para colocar esse piercing?
- Não muito. – ele disse.
- Eu sempre quis fazer uma tatuagem. – ela disse.
- Eu tenho uma.
- Sério? Posso ver?
- Sério, e um dia eu te mostro, mas tatuagem sim dói bastante para fazer.
- Bastante quanto?
- Muito. – ele sorriu – Mas acho que você suporta, o que pensa em fazer?
- Ah não sei, uma estrela talvez...
- Onde?
Ela puxou os cabelos para o lado e mostrou um lado do pescoço, logo abaixo da orelha – Aqui.
Inuyasha se aproximou e colocou a mão sobre a dela. – Kagome. – ele chamou.
Kagome olhou para ele e viu os olhos de Inuyasha brilhando, ele se aproximou e os lábios deles se encontraram.
Kagome relaxou contra Inuyasha, se esquecendo completamente dos acontecimentos do dia, só importava que estava ali nos braços dele.
Oie gente, após meio século aqui estou de novo... bem, confesso que meio que desisti da história, ela está em hiatus por tempo indeterminado confesso, mas estou tentando continuar viu...não posso pedir que não desistam, já que eu mesma meio que perdi o fio da meada com a história, faz uns 4 anos que estou escrevendo, e nossa, muita coisa se passou, muita coisa mudou...e não tenho escrito nada desde junho do ano passado quando peguei para reeditar a fic..
Esse cap como tá escrito ali no começo já estava pronto e decidi hoje posta-lo. O oito está em produção há mais de 8 meses, mas vou ver se consigo termina-lo nos próximos dias...
Não posso prometer que terminarei a história, mas informo que estou tentando...
Bom fim de semana para vocês e até mais...eu espero que seja em breve...
