Título: Seis Anos E Uma Noite

Autora: Lab Girl
Categoria: Bones, B&B, 6ª temporada, POV Booth, cena perdida, sexo, romance
Advertências: Spoilers dos episódios 6x22 (The Hole in the Heart), 6x23 (The Change in the Game) e... sexo!
Classificação: NC-17
Capítulos: 8/?
Status: Em andamento

Resumo: Eles levaram seis anos avançando e recuando... e apenas uma noite para romper as barreiras que construíram.

Notas da Autora: Demorou mas saiu mais um capítulo! =)

* Linha do tempo: Este oitavo capítulo é uma sequência do anterior - depois que B&B e Parker foram tomar café da manhã no Royal Diner. Pulamos a visita ao bebê Hodgela e começamos a partir do ponto que interessa para a relação do nosso casal do coração s2


~ 8 ~

Realidade


Com uma das mãos no pequeno ombro de Parker, a outra em torno dos ombros dela, vou guiando os dois enquanto saímos da maternidade.

Sei que concordei com Bones em esperar para contar ao meu filho sobre o nosso bebê, mas a oportunidade me parece tentadora para saber o que Parker vai achar da novidade daqui a alguns meses...

"E então, amigão? O que achou do bebê da Angela e do Hodgins?" pergunto, como quem não quer nada.

"Ele é engraçado" Parker responde.

Troco um olhar com Bones.

"Engraçado?" pergunto, curioso.

"É, bebês são engraçados" Parker diz, sorrindo e colocando as mãos nos bolsos do casaco. "Eles têm uma cara meio amassada e ficam fazendo uns barulhos estranhos."

"Essa é a forma que eles encontram para se manifestar já que ainda não sabem falar" Bones explica.

Bom, acho que é uma boa hora para aproveitar a deixa.

"Quando o seu tio Jared nasceu eu também achava ele engraçado" rapidamente torno a olhar para Bones e dou uma piscada; ela parece entender minha intenção e sorri de leve. "E você, amigão... já pensou em ter um irmão?"

"A minha mãe já disse que não quer ter outro filho tão cedo" meu garoto dá de ombros. "Então eu vou ser o único por muito tempo."

Continuamos andando pela calçada e eu volto a olhar para Bones ao meu lado.

"E se eu tivesse um outro filho? Você gostaria de ganhar um irmão... ou irmã?" sinto ela apertar minha mão e eu murmuro baixinho um "Confie em mim."

Parker para de andar e se vira para mim, franzindo o cenho. "A Hannah me disse que não queria ter filhos."

"O quê?" a informação é uma surpresa para mim, e me dou conta de que conhecia aquela mulher menos do que pensava.

A verdade é que tentei tanto fazer dar certo o meu relacionamento com Hannah na tentativa de superar a rejeição de Bones que sequer percebi que nunca quisemos a mesma coisa... estávamos andando em direções opostas o tempo todo.

Percebo a tensão no corpo de Temperance só pelo braço que tenho em torno dos ombros dela... e que agora estão rígidos como pedra ante a menção inesperada do meu filho à Hannah.

Corro meus dedos carinhosamente por um dos braços dela, trazendo-a para mais junto do meu corpo.

"Você sabe que eu não estou mais com a Hannah, não sabe?" eu falo, olhando para Parker. "Eu estou com a Bones agora."

"É, eu sei. E pra falar a verdade, eu gosto mais da Bones do que gostava da Hannah" meu menino sorri, arrancando um sorriso dela também com essa declaração; então ele olha para mim, tornando a ficar sério. "Mas por que você está me perguntando sobre bebês e irmãos... você e a Bones estão pensando em ter um filho?"

Os ombros dela ficam tensos de novo. Eu a aperto de leve contra meu corpo "Por quê? Você não gostaria se isso acontecesse?" eu pergunto, incerto.

"Não sei..." Parker responde com sinceridade, fazendo cara de quem pensa na situação. "Acho que por enquanto to muito bem sendo filho único" ele dá de ombros e retoma o passo, andando em frente.

Olho para Bones, sentindo insegurança pela primeira vez. A atitude do meu filho me deixa confuso. E enquanto olho para a minha parceira e voltamos a andar, tento não me preocupar antecipadamente com o que está por vir.

~.~

"Ele passou muitos anos como filho único. É normal que ele tenha medo de perder a sua atenção, que terá que ser dividida quando tiver outro filho."

Escuto as palavras de Bones tentando me tranquilizar. O modo como Parker reagiu diante das perguntas sobre possivelmente ter um irmão não foi exatamente o que eu esperava. Mas agora que estamos aqui no quarto, só eu e ela, meu filho já dormindo há meia hora... acho que é o momento de esclarecermos algumas coisas.

"Tem razão. Talvez eu esteja exagerando na minha preocupação sobre o Parker aceitar o bebê..." eu me viro melhor na poltrona onde estou sentado, bem em frente a dela, apoiando a mão no joelho.

E a encaro com intensidade. Respiro fundo. E digo o que preciso dizer...

"Eu quero se o pai dessa criança que você está esperando, Bones."

A expressão dela muda lentamente, as sobrancelhas arqueando muito de leve. "E você é. Eu disse isso quando contei que estou grávida. Eu nunca dormi com outro homem desde que você e eu começamos a manter relações sexuais, Booth... e mesmo antes, já fazia praticamente dois anos que eu não..."

"Eu sei, Bones" eu me apresso em dizer, levando um dedo aos lábios dela. "E eu nunca, nem por um minuto, duvidei de que esse filho é meu" um sorriso brota nos meus lábios, de leve. "O que eu quero dizer é o mesmo que eu disse quando você quis ter um filho e me pediu para ser o doador... lembra?"

Ela meneia a cabeça bem de leve, segurando meu braço com a mão, o polegar feminino traçando a pele do meu pulso, enviando pequenos arrepios por meu corpo.

"Naquela época eu disse que não podia fazer aquilo porque eu tinha que ser o pai da criança que você teria. Porque eu não podia ser simplesmente um doador de esperma para gerar um filho e não ser o pai desse filho... e eu sinto a mesma coisa agora" as palavras começam a sair de uma vez, sem que eu consiga impedir. "Bones, eu quero... eu preciso ser o pai dessa criança que você está esperando. Eu preciso existir na vida dele ou dela como uma presença constante, eu preciso participar, acompanhar o crescimento, educar, mimar, ensinar... fazer todas as coisas que um pai tem que fazer por um filho."

O polegar dela para de roçar meu pulso, e eu sinto um pequeno nó se formando na minha garganta. Mas agora que comecei não posso deixar de concluir, de fazê-la entender como eu me sinto a respeito disso tudo.

"Sei que ainda não conversamos sobre isso, Bones... mas eu acho que agora é a hora... eu preciso ser um pai e não apenas alguém que de vez em quando aparece para dizer 'oi'... eu quero ser uma presença na vida do nosso filho. Uma presença constante. Não um mero espectador. Eu não quero apenas ficar assistindo de camarote enquanto você gera esse bebê... enquanto ele ou ela cresce e aprende a andar, a dizer as primeiras palavras..." sinto os olhos começarem a arder "...eu quero ver tudo isso, acompanhar tudo isso de perto... ensinar tudo isso ao nosso filho."

Ela me encara em silêncio, e de repente vejo uma lágrima solitária escapar de um dos olhos claros e a mão dela se estende e toca o meu rosto.

"Booth... eu não quero outra coisa de você" ela sussurra em meio a um sorriso e uma outra lágrima rola pela face clara e delicada. "Foi por isso que eu quis que você fosse o pai dessa criança... porque eu sempre soube que você jamais seria menos do que um pai."

Sinto o coração querer arrebentar meu peito, batendo de forma desesperada. Ela arranca um sorriso de mim e percebo que também estou chorando.

Aproximo nossos corpos, me inclinando e encostando nossas testas, enquanto fecho os olhos e respiro fundo... inspiro o perfume familiar e inconfundível dela... que me invade, que me preenche... me aquece.

Eu me levanto e a faço se levantar também da poltrona onde ela está, puxando-a para junto do meu corpo. Ela se encaixa em meu abraço como se fosse minha outra metade.

E ela é.

Sorrindo, deixo meus lábios buscarem os dela, e tudo o que eu quero – tudo o que eu preciso – se resume num beijo.

Minhas mãos a envolvem pelas costas e vão descendo lentamente, deslizando pelo contorno da espinha. Eu sinto que ela treme de leve e isso me dá uma indescritível sensação de poder – não como num senso de dominação, mas como uma noção de que eu posso deixá-la assim com apenas um toque... a forte e resistente doutora Temperance Brennan, tremendo ao ser tocada por mim. É perfeito e delicioso!

Só que as mãos dela logo me demonstram que esse poder é recíproco... assim que ela me toca o pescoço, os dedos deslizando e se perdendo na base da minha nuca, me puxando para mais perto dela... provocando uma sensação elétrica em mim – com um gesto tão absurdamente simples.

Mas essa é Bones... tudo o que ela faz me provoca de uma maneira única... nova... algo que nunca experimentei antes dela.

Toque, textura, cheiro, calor... tudo isso se mistura enquanto nossas bocas se aquecem, mesclando nossas respirações. E nossas mãos despertam cada pedaço de pele que vão encontrando, removendo os empecilhos pelo caminho.

Sem pressa, nossos corpos vão se buscando... logo pele a pele... e nos jogamos sobre a cama, ela por cima. Me rendo sem qualquer resistência, deixando que ela estabeleça a posição, o ritmo...

"Booth..." ela sussurra, esfregando o nariz no meu pescoço, me enlouquecendo.

Seguro os cabelos dela e gentilmente a faço erguer o rosto para me encarar. Os olhos azuis, grandes e brilhantes, me fazem sentir desejado... mais do que isso – amado.

"Você é o melhor homem que eu conheço" ela sussurra, sem deixar de me encarar. "Queria que soubesse."

Sinto o rosto arder com essa declaração repentina e enterro mais as mãos nos cabelos macios.

"Não faça assim comigo" consigo gemer entre um sorriso.

"Assim como?" ela pergunta, assumindo repentinamente um ar provocador.

Bones então abaixa o rosto sobre mim, deixando pequenos beijos no meu rosto.

"Eu amo você..." ela murmura entre um beijo e outro.

Volto a segurá-la gentilmente pelos cabelos, fazendo-a erguer o rosto novamente para mim.

"E você acha que eu não sei disso?" brinco com ela, tentando descontrair - afinal, as palavras dela ainda têm o poder de me deixar absolutamente sem jeito.

Ela sorri para mim. Um sorriso lindo, que vai se expandindo aos poucos enquanto ela me olha de uma maneira que faz meu coração acelerar dentro do peito.

Não resisto... eu me inclino e a beijo. Capturo seus lábios macios com os meus, e vamos novamente restabelecendo essa espécie de dança que nos une. Nossos corpos e nossos corações trabalhando no mesmo ritmo, imprimindo intensidade a cada toque, a cada movimento.

E eu sei, sem sombra de dúvidas, que a minha realidade não poderia ser melhor do que neste exato instante... nestes braços... e nestas pernas que me envolvem e me prendem no melhor lugar do mundo - nela!


Estou em dívida com vocês e meu débito está só aumentando, eu sei... faz mais de uma semana que não atualizo nenhuma das minhas fics, mas por pura falta de tempo pra escrever.

Tinha planejado postar nesta aqui no sábado - e até tentei, consegui escrever uma boa parte do capítulo. Mas eu tava cansadona e o sono foi maior... acabei praticamente dormindo em cima do pc!

No domingo tive compromissos, então não tive como terminar o capítulo e postar.

Mas hoje finalmente saiu :)

Embora o capítulo não tenha ficado bem como eu queria, resolvi postar assim mesmo, já que se eu fosse esperar ficar no ponto que a minha auto-exigência me cobra sei lá quando ia sair... então, espero que não tenha decepcionado ninguém. Comentem e me deixem saber o que acharam, por favor ;)

Ainda estou na correria, mas quero avisar que li cada um dos comentários deixados sobre a fic e preciso dizer que me deixaram imensamente feliz ^^

Obrigada a todos que estão lendo e comentando aqui. Vocês e seus comentários são minha maior recompensa e motivação!

Muito obrigada :)

Um beijo e até o próximo capítulo!