POV Gina

Chegar ao prédio que era a sede da edição do jornal foi fácil, passar pelos corredores e pelo elevador, foi mais fácil ainda. Até chegar a minha sala no último andar fui praticamente invisível. Mas assim que adentrei a sala fui abraçada to efusivamente que meu pescoço chegou a doer. O perfume extremamente floral de Luna invadiu o ar. Ela se afastou de mim alguns segundos depois, os olhos brilhantes de lágrimas.

- O que foi Lu? – perguntei estranhando a situação toda

- Tive um sonho horrível com você! – ela desabou em uma cadeira a frente de minha mesa

- Com certeza foi porque você bebeu demais! – eu sorri e pendurei minha bolsa, logo depois me sentei à mesa para começar a ver os papéis e textos que eu tinha ali

- Eu nem me lembro como cheguei em casa, por sinal acho que meu carro foi roubado! – ela bagunçou ainda mais os cabelos, acho que ela nem havia penteado eles hoje

- Luna, o Draco te levou para casa ontem e seu carro está no estacionamento do restaurante! – eu tentei segurar o riso, mas acabei gargalhando – E por sinal, você ficou com o Blaise ontem!

- O Blaise? O Zabine? – ela arregalou ainda mais os olhos – Merlin, diz que não! Diz que isso é mentira, uma brincadeira de mau gosto! Por favor, Gina! Ele...ele...

- Ele o quê Luna? – eu ergui as sobrancelhas, ela só conseguia me fazer rir ainda mais dela

- Bom, ele sempre tirou com a minha cara na escola! – ela fez biquinho – E eu fui dar corda justo para ele?

- Bom, pelo que eu me lembro de vocês no carro, você adorou beijá-lo! – eu ri mais um pouco ainda

- É sério Gina! Não vou nem conseguir olhar para ele de novo! – ela pareceu voltar um pouco ao normal

- E precisa? Vocês só ficaram... – eu a encarei de forma avaliativa e então vi bem no fundo dos seus olhos o brilho incomodativo – Ah meu Merlin! Você se lembra do beijo e gostou!

- Não fala isso nem brincando! – ela me fez um sinal de silêncio – Alguém pode ouvir!

- Luna, é só falar com o Blaise! Posso falar com ele se quiser e...

- Não! – ela me interrompeu, alarmada, e se levantou – Eu vou voltar a trabalhar e esquecer isso! Agora!

- É bom mesmo senhorita Lovegood, porque se a encontrar mais uma vez de papo vou ter que demitir uma das duas!

Eu olhei para a porta quase não acreditando no que via. Harry estava ali, em pé, encostado ao batente, os braços cruzados. Ele tinha os cabelos mais compridos e caindo pelos olhos verdes, não usava óculos e deixara a barba crescer.

- Precisa conversar Gina! – ele me encarou de forma séria, Luna olhou dele para mim em um pedido mudo do que fazia

Eu acenei para ela indicando que estava tudo bem e a vi sair da sala com passos lentos. Harry entrou e fechou a porta atrás de si. Por algum motivo idiota, o que Draco me pedira pela manhã voltou a minha mente. Não quero que fique sozinha com ele. Eu estava descumprindo isso, mas o Harry não me faria mal, faria?

- Você realmente está com ele Gina? – Harry não se sentou, ficou em pé no meio da sala, seus olhos perscrutando meu rosto

Antigamente eu não conseguira mentir de forma tão descarada, talvez nem agora eu conseguisse dizer uma mentira assim. Nem para o Rony eu menti, eu simplesmente não contei tudo. Mas então cenas me voltaram à memória, cenas da noite anterior, antes do jantar. Nós dois no escritório, os beijos, as carícias.

- Estou sim Harry, iremos nos casar dentro de três dias! – eu suspirei e comecei a folhear alguns papéis, queria que a conversa acabasse ali

- Achei que...

- Que estivéssemos juntos? – eu o cortei e então me levantei, contornei a mesa e parei em frente a ele, de alguma maneira ele ativou minha raiva que ficara guardada durante quase um ano – Faça-me o favor, Potter! Que coisa mais ridícula! Você me deixou!

- Eu só precisava ficar um pouco sozinho! – ele deu de ombros e suspirou cansado

- Um ano? – eu sorri de forma irônica – Um ano? Você me deixou na cama, depois da única vez que me entreguei para você! Você nem ao menos se importou, só pensou no que você sentia e sumiu no mundo! Eu cansei de esperar uma resposta, ou sequer uma noticia!

- Rony e Hermione sempre tiveram notícias...

- Eu é que deveria ter tido notícias, eu é que era sua namorada! – eu me exaltei mais ainda e então respirei fundo – Você não pode voltar assim...não estrague tudo!

- Eu vou reconquistar você Gina, nem que seja depois do seu casamento, mas não vou desistir! Pode avisar o idiota do Malfoy que eu não vou parar até ter você para mim! E que ele vai se arrepender de ter mexido com você!

E então foi tudo muito rápido, ele se aproximou e me prendeu os braços contra o corpo e depois estava me beijando. Eu não consegui me mover, tentei afastar o rosto, mas isso só facilitou para que ele se aproximasse mais e então eu esperei, de olhos abertos e sem me mover até que ele se afastasse.

Minha fúria era tanta que eu não pensei muito, só me lembrei dos anos vividos com meus irmãos. Fechei o punho e o soquei no olho. Ele virou o rosto com o impacto e eu não esperei para ver sua reação, só peguei minha bolsa e saí da sala correndo para fora daquele prédio o mais rápido possível.

Peguei um táxi qualquer e pedi para ir para a empresa do Draco. Não me lembrei da reunião que ele teria, ou que ninguém me conhecia oficialmente ali. Tudo o que pensei é que eu queria ter os braços ele ao meu redor agora. E esse pensamento me assustou. Eu estava clamando pelo toque de Draco Malfoy.

POV Draco

Eu comecei aquele dia de trabalho em uma reunião importante com alguns novos sócios, mas meu pensamento não conseguia se ligar no que discutíamos. Tudo o que eu pensava era nela, naquele idiota do Potter ao seu lado. O que os dois estariam fazendo? Será que ele a machucara? Ou quem sabe, os dois estavam juntos de novo? Não! Ela não faria isso comigo. Pensando bem, ela faria sim. Mas não com Enzo.

Respirei um pouco mais fundo e vi os diretores se voltarem para mim, acenei para que continuasse com a apresentação e encarei Blaise em um dos lados da mesa. Ele era meu advogado então participava de tudo e me tirava de qualquer enrascada que eu pudesse me meter. Muita gente não sabe como ele conseguiu ser um advogado, mas eu sabia o quanto ele queria isso e ele é bom no que faz, muito bom.

Não vi quando os diretores saíram da sala e nos deixaram sozinhos. A reunião acabara e eu mal notara o que aconteceu. Blaise parecia tão perdido em pensamentos quanto eu, mas eu não estava ligando para ele, só para ela. Gina. Eu queria que ela sentisse minha falta, como eu queria isso.

- Draco!

A porta se abrira com força e ali, recortada contra a luz, estava ela. A dona de todos os meus pensamentos até agora. Isso ficou brega, tomara que eu nunca fale isso para ela.

- Senhor Malfoy eu não consegui impedi-la! – minha secretária parecia nervosa, com as mãos torcendo em frente ao corpo

- Você nunca deve impedi-la! – eu me levantei, Blaise fez o mesmo – Ela é minha noiva, nos casamos na quarta!

A secretária parecia surpresa e eu tinha certeza que ela sairia dali e espalharia a novidade pela empresa inteira, mas agora isso era um fato e eu queria que todos soubessem sobre nós.

- Pode se retirar! – ela acenou e saiu da sala

- Gina! – Blaise a cumprimentou e então me lançou um olhar indagador, mas eu nada disse, então ele apenas se retirou

A ruiva olhou a porta ser fechada atrás dela e então se voltou para mim. Seus olhos estavam mais azuis do que o normal e seu rosto inchado.

- Você chorou! – eu me aproximei devagar – O que aconteceu?

- Eu... – ela largou a bolsa em uma cadeira em volta da enorme mesa de reuniões e me olhou de volta, agora umas lágrimas desceram pelo seu rosto – Você pode me abraçar?

A pergunta saiu assim, sem por que ou uma causa qualquer. Parecia infantil, mas carente. Eu jamais imaginei ouvi-la me pedindo algo dessa forma. Mas eu gostei.

Aproximei-me devagar e segurei seu rosto com as duas mãos. Ela fechou os olhos tentando conter as lágrimas. Encostei minha testa a dela, seus olhos permaneceram fechados, segurei suas mãos e as trouxe até meus ombros fazendo-a se apoiar ali.

Uma última lágrima desceu pelo rosto dela e eu a limpei com a ponta do dedo. Meus olhos fitando seu rosto, calmo agora.

- Está tudo bem. – ela abriu os olhos devagar e me fitou – Estou aqui com você.

Minha voz não passava de um sussurro, mas eu vi em seus olhos a confirmação para o que eu queria. Seja lá o que o Potter tenha feito, machucou a ela e não a conquistou. Ela queria a mim. Somente a mim. E estava ali, demonstrando isso. E eu não perdi a oportunidade, eu a beijei, mas dessa vez, com calma.

Eu geralmente perco o controle com ela, acho que é porque sempre que estamos prestes a fazer alguma coisa, chega alguém e atrapalha, ou ela desmaia como na primeira vez, mas agora eu não estava disposto a deixar alguém atrapalhar. Não mesmo.

Quando senti nosso beijo esquentar, levantei-a e a coloquei sobre a mesa, ela afastou os joelhos para que eu me aproximasse dela. Pude sentir seu coração palpitando apressado quando desci minha mão de seu pescoço para seus seios.

- Você realmente quer isso? – perguntei baixinho, meus beijos descendo para seu pescoço

Se ela me rejeitasse agora, eu acho que explodiria. Afinal, na primeira vez que tentei alguma coisa ela desmaiou, na segunda o Blaise ligou, mas nós ficamos bem depois disso. Eu espero que ela me queira, assim como eu a quero agora.

- Por favor... – ela gemeu baixinho em meu ouvido quando minhas mãos se aventuraram por suas coxas, tentando puxar para cima a saia apertada do terninho

- Segure-se! – pedi a ela e senti seus braços se apertarem ao meu redor, segurei suas coxas em minha cintura e aparatei

Meu quarto ainda estava escuro e não fora aberto pelos elfos. Encostei-a na porta apenas para trancar a porta com a chave e então a deitei calmamente na cama, deitando-me por cima em seguida.

Retirei os cabelos de seu rosto e vi seus olhos brilhando para mim, suas bochechas coradas. Linda. Beijei seus lábios com leveza e comecei a abrir seu casaco, ela sentou para me ajudar a tirar o meu logo depois. Sentir suas unhas me arranhando o peito era como uma confirmação do que eu mais temia. Eu queria Ginevra Weasley com loucura. E eu a teria.

Voltei a atacar sua boca e praticamente arranquei a pequena tomara-que-caia que ela usava. Não abri os olhos para vê-la, mas assim que me deitei novamente em cima dela eu senti os bicos rígidos dos seus seios contra minha pele. Foi como se uma corrente elétrica passasse pelo meu corpo. Puxei sua perna para se encaixar em meu quadril. Eu tinha de me controlar ou faria tudo acontecer muito rápido.

- Já fez isso antes, não fez? – perguntei sem tirar minha boca de sua pele

- Uma vez... – ela sussurrou enquanto meus beijos desciam para seus seios

Beijei um de cada vez, ela estremeceu, tensa.

- Potter... – rosnei e então peguei um mamilo na boca sugando-o com força

Gina e agarrou em meus cabelos e arqueou as costas, um gemido alto saindo de sua boca. Eu sorri internamente. Duvido que o testa rachada tenha feito ela gritar assim.

- Não foi bom... – ela conseguiu sussurrar em meio a mais um gemido

- O que eu fiz? – me afastei, confuso, mas ela sorriu de forma marota

- Com ele. – ela disse simplesmente

Eu sorri malicioso e me afastei tirando os sapatos, as meias e a calça.

- Vou te mostrar o que é uma primeira vez decente então! – pisquei um olho, ela riu

Retirei seus sapatos de saltos e a saia de forma bem lenta, eu queria ver seu rosto corando enquanto eu fazia isso. Depois ergui uma perna dela e comecei beijando-a desde os pés e subindo pela parte interna até chegar nas coxas. Senti ela estremecer mais uma vez e quando a olhei, ela estava de olhos cerrados e as mãos fechadas.

Segurei a lateral da calcinha com os dentes e a abaixei lentamente, fiz a mesma coisa com a outra lateral e depois puxei pelas pernas deixando-a inteiramente nua. Quando me abaixei novamente e lhe dei um beijo em sua intimidade, suas mãos pararam em meus ombros me empurrando.

- O que foi?

- Nunca...

- Ele não fez isso com você? – eu ergui uma sobrancelha, sarcástico, ela apenas negou com a cabeça – Relaxe.

Passei a língua fazendo-a se abrir totalmente para mim. Estimulei-a bem lentamente, ouvi-a gemer meu nome, implorando por mais. Eu me senti muito satisfeito comigo mesmo, não por estar tendo uma vitória sobre o Potter, mas sim porque ela gemia meu nome.

Quando ela começou a estremecer eu me afastei retirando minha cueca e me deitando sobre ela, ela me segurou pelos braços, seu rosto afogueado, seus olhos lacrimejando.

- O que foi? – beijei-lhe um dos seios

- Isso é...fantástico... – ela ofegava

- Você não sentiu nem metade do que vai sentir agora! – eu mordi meu lábio e entrei dentro dela

Suas unhas fincaram em meu braço, eu senti o sangue escorrendo. Ela sufocou um grito e eu acabei mordendo seu ombro. Estar dentro dela era...como estar no lugar que eu deveria ter estado todos esses anos. Era como encontrar aquela pessoa que você jamais abandonaria.

- Doeu? – pedi baixinho beijando a mordida que eu dera nela

- Não, mas...

- Eu sei! – beijei seus lábios – Eu também senti!

E então eu comecei a me mover dentro dela, bem lentamente e depois aumentando o ritmo. Sempre que eu sentia que ela chegaria ao clímax eu parava por uns segundos, e, então começava de novo, mais rápido, mas forte, até que ela não agüentasse mais, até que ela gritasse por mim, o que aconteceu quando ela atingiu o orgasmo. Senti ela se contorcer sob meu corpo e se agarrar aos lençóis, eu afundei meu rosto em seu pescoço e me arremeti contra ela mais algumas vezes. Eu cheguei ao clímax logo depois me derramando dentro dela.

Nós dois ficamos ali, na mesma posição, ofegantes demais para falar, e, no caso dela, com vergonha. Sorri ao ver o quão vermelha ela estava e o fato dela não conseguir me olhar. Eu saí de dentro dela e me deitei ao seu lado, minha mão deslizando de sua cintura e subindo até seus seios ainda excitados.

- O que foi? – perguntei beijando seu ombro, ela virou o rosto lentamente para o meu lado

- Eu gritei demais... – ela disse baixinho, eu sorri

- Eu adorei ouvir você gritando! – me debrucei sobre ela e lhe beijei os lábios – Quero que grite meu nome sempre quando eu possuir você!

- Você me deixa com vergonha! – ela escondeu o rosto nas mãos

- Você perde essa vergonha se fizermos de novo e de novo, e de novo... – eu sorri malicioso, ela riu – Preciso voltar para a empresa... – vi seu sorriso sumir na hora, mordi o lábio – Mas acho que o Blaise se vira lá por hoje! Mas vai ter que me recompensar pelo dia de trabalho perdido!

Eu sorri e lhe beijei mais vez sentindo-a me corresponder totalmente.