Disclaimer: Naruto pertence ao Kishimoto-sensei, que graças a Deus, voltou a si e está lançando capítulos que não me deixam dormir de ansiedade xD

N/a: Novamente, POV é a abreviatura para 'Point of view', que traduzindo significa 'Ponto de vista' :D


Capítulo VIII

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Sakura POV

Não me surpreendi ao ter encontrado-o meia-noite na recepção do hospital, encostado contra um pilar, com o celular apoiado no ouvido, o cenho ligeiramente estreitado, enquanto seus olhos negros fixavam, mas não enxergavam a bela planta que enfeitava o local. Sua atenção não focava também as enfermeiras, médicas e até parentes de pacientes na recepção, que o comiam com os olhos, deixando no ar o desejo de arrancar a blusa bege dele e suas calças jeans. Sério, a população feminina era até rara esse horário da noite, mas já era suficiente para criar a típica tensão sexual que, sem trocadilhos, podia ser cortada com um bisturi.

Não demorei muito observando a cena – Sem saber se contive um sorriso ao realmente vê-lo aqui meia-noite ou pelas babas alheias – e então os olhos negros pousaram em mim, e ele desligou o celular, sendo o cavalheiro extremamente educado que eu conhecia. E mesmo assim, eu sorri. Não pude evitar, foi engraçado. Todo o contexto. Ainda mais quando ele me lançou o discreto sorriso maroto, me dizendo em seguida que mais um pouco e ele começaria a diversão sem mim. Sério, a tensão sexual da recepção foi quebrada por todos os instrumentais cirúrgicos existentes, e pude até sentir uns olhares fulminantes femininos para cima de mim na hora.

Por isso fiz questão de apressá-lo para sairmos daquele ambiente hostil, e por isso agora eu estava entrando em seu apartamento, depois de perceber no caminho para cá que as habilidades culinárias do Sasuke não me transmitiam muita segurança. Aliás, ele fez questão de me convidar hoje para jantar com ele, e eu estava tão concentrada no próximo esconderijo das bebidas da minha mãe que nem notei não termos ido a algum restaurante.

- Não me diga que eu vou ter que cozinhar. – Falei, retirando o casaco assim que adentramos o belo apartamento, e olhando Sasuke de forma sugestivamente contrariada.

- Você não espera que eu cozinhe, não é? – Ele ergueu uma sobrancelha.

- Você me chama pra jantar e eu tenho que ir pra cozinha? Que diabos de-? Argh, esquece.

Franzi o cenho diante do que quase saiu da minha boca. Eu não podia exigir nada romântico, porque isso não tinha nada a ver com romance e eu mesma não queria um romance nunca mais. Foi apenas hábito falar isso. Ou quase falar, ainda bem. Sério, isso era algum problema feminino de sempre pensar em romantismo e coisas melosas? Genética, maldita fosse.

Ainda com a minha indignação contra meus malditos genes, meus olhos tentaram me enganar quando passei pela grande sala desse apartamento e me deparei com a mesa muito bem arrumada, inclusive com um jantar sobre ela, dois pratos, duas taças de vinho, tudo em dois. E velas, juro. Velas! O que diabos era isso?! Fiquei parada, perplexa com a surpresa de provavelmente não ter mais que cozinhar. Ao menos era o que essa situação sugeria, e olha que eu estava enferrujada no quesito jantar a luz de velas, mas eu ainda lembrava que nesses momentos a mulher não tinha mais que ir ao fogão. Não que eu fosse, pra início de conversa.

De qualquer forma, eu não esperava essa surpresa. E então outra me atingiu. Uma caixa de chocolate com morango – Sim, esse aroma não me enganava – foi posta diante do meu nariz, e o laço vermelho enfeitando-a me rendeu uma vaga lembrança daquela loja para onde fui seqüestrada pela primeira vez pelo Sasuke. Pisquei, saindo do transe, mas não segurei a caixa dourada, e o Sasuke deve ter entendido que boa parte dessas informações ainda estava sendo digerida, então ele abaixou a caixa para me encarar, sereno como sempre.

- Sobremesa. – Foi só o que ele disse.

- Você é louco. – Foi a única coisa que consegui dizer.

- Por fazer isso por você, eu também concordo. Mas só estou fazendo para me dar bem mais tarde. – Ele sorriu maroto, e minhas sobrancelhas instantaneamente se arquearam.

- Você acha que me compra com um jantar?

Sasuke, já é mais de meia noite, e eu acabei de sair de um plantão onde um paciente estava com um tumor do tamanho do mundo no intestino. Está achando realmente que velas e um jantar vão lhe garantir uma bela noite de sexo? E calem a boca, malditos hormônios!

- Por isso eu trouxe o chocolate. – Ele retrucou.

- Como eu posso estar dormindo com um idiota como você? – Resmunguei, franzindo o cenho e encarando-o com ligeira impaciência talvez da minha insanidade por, de fato, ainda estar transando com ele.

- Diga você. – Merda. Por causa dos lábios dele contra o meu rosto e o meu pescoço tão levemente, me causando arrepios, exatamente como agora. Ele sabia tão bem quanto eu e meus hormônios por que eu ainda dormia com ele, mas, para a minha dignidade, fui incapacitada de lhe dar uma resposta quando meu pescoço continuava sendo atacado por seus beijos suaves que me tiravam o fôlego.

Na verdade, o Sasuke conseguiu a sua resposta assim que segurei sua blusa com mais força – O que quase me fez sentir seu sorriso maroto contra minha pele – e seu braço enlaçou minha cintura, me puxando mais para perto até que nossos corpos estivessem colados e meus hormônios gritassem loucamente para que essas roupas não estivessem atrapalhando. E eu tinha que concordar com eles, ainda mais quando meus lábios foram capturados em um beijo tão profundo e intenso que meus dedos começaram a formigar de ansiedade para dar um sumiço nessa blusa e alcançar o tórax definido do Sasuke.

Quando senti uma mão no botão da minha própria blusa mal pude conter o sorriso maroto ao imaginar que fim dariam essas velas já acesas e o jantar que teriam que esperar um pouco. É, como se eu estivesse odiando isso.

.:OoO:.

.:OoO:.

.:OoO:.

Sasuke POV

- Não foi você quem cozinhou, não é, Sasuke-kun?

Eu ia responder – Dizendo inclusive que claro que não fui eu quem fez o jantar. Por acaso era muito mais fácil contratar um Buffet. Pensando agora, não dava pra acreditar que fiz tudo isso só pra transar com essa mulher, que, tudo bem, só de balançar esses longos cabelos até a cintura me deixava incapaz de um único pensamento racional de não ir tão longe por causa de sexo com ela – mas observar pelo canto do olho Sakura devorar os chocolates da caixa dourada era bem mais conveniente. Ta, eu também estava meio distraído com ela encostada em meu peito, enquanto eu me recostava contra a cabeceira da cama.

- Estava uma delícia. – Sakura comentou, engolindo outro bombom. – Não está melhor que o chocolate, mas enfim. – Ela deu de ombros, com ar de obviedade, e não pude esconder a sobrancelha erguida, ainda olhando-a.

- Eu ainda pensei em jantarmos só chocolate. – Ao menos não teríamos uma comida fria. Certo, a culpa foi nossa, afinal quando chegamos ao apartamento com certeza estava tudo queimando. Inclusive meu desejo por essa mulher, claro. Sakura, inclusive, não parecia se importar menos com nossa pequena mudança de planos antes do jantar.

- Ah, obrigada. Você está tão gentil esses dias. – Sua risada atraiu minha atenção, e me peguei analisando sua face delicada e o bombom que ela segurava com dois dedos e que seus olhos verdes também observavam. – E seja pelo sexo ou não, eu gosto dos chocolates.

- Então eu posso comprar você com chocolate. – Sorri maroto, deslizando uma mão para sua cintura desnuda e puxando-a mais ainda para mim. Sua pele contra a minha sempre me causaria arrepios, juro, mas Sakura não pareceu sentir o mesmo, pois franziu o cenho bem de leve, e me deu um soco no peito, ainda que não parecesse tão irritada pelo meu comentário.

- Não abuse, Sasuke-kun. – Mas não se afastou de mim, nem se desvencilhou da minha mão, e não pude evitar imaginar que ou o chocolate lhe era uma droga muito poderosa ou ela estava aprendendo mesmo a sorrir e a não levar as coisas tão a sério. Ela ficava melhor assim. Mais delicada, para ser protegida. Eu não queria protegê-la – Eu tinha mais que me proteger dos seus socos em meu nariz ou lugares piores – mas era um detalhe que não dava pra deixar passar.

- Você mora sozinho aqui? – Sakura perguntou, descontraída, me olhando e colocando outro chocolate na boca.

- Moro.

- E tem uma empresa?

- E sou milionário. – Sorri maroto.

- E é convencido.

- E estou dormindo com a médica mais irritante e geniosa que conheço.

- E que tem um corpo que você não tira os olhos. – Ela sorriu marota.

- E que só consegue sorrir quando está comigo.

Seu cenho franziu.

- Porque você disse que ia me ensinar, e está fazendo um péssimo trabalho. Está vendo algum sorriso na minha cara agora?

- Estava, até você se irritar comigo. – O sorriso de canto voltou aos meus lábios. – De novo.

Os olhos verdes me observaram longamente, me dando tempo para contar todos os seus cílios expressivos e quantas correntes elétricas percorriam minha espinha a cada segundo que nossas peles estavam em contato. Sakura apoiou uma mão em meu peito, sentando um pouco melhor na cama, e aproximando nossos rostos.

- Tem razão. – Ela falou, e um sorriso apareceu em seus lábios, que nessa distância começavam a me testar de verdade. – Vou tentar não me irritar com você hoje só porque fez esse jantar frio e me deu chocolate.

Seu sorriso não morreu e seus dedos começaram a deslizar pelo meu peito, bem de leve, e era o suficiente para evaporar os pensamentos racionais numa velocidade mais rápida do que normalmente acontecia. É claro, normalmente não estávamos na minha cama, sem roupa alguma, e ela não me estendia esse sorriso e nem me provocava dessa maneira. O que ela devia fazer mais vezes.

- Lembre-me de chamá-la pra jantar todo dia. – Falei com um sorriso maroto nos lábios, segurando-a mais firmemente pela cintura, e com a outra mão já pousando bem de leve no braço que sua mão delineava meus músculos. Fiquei satisfeito quando seu sorriso sumiu apenas assim que a beijei nos lábios profundamente, deitando-a na cama e rolando por cima dela, que, ainda bem, não deu importância para a caixa de chocolate sendo chutada para fora da cama.

.:OoO:.

.:OoO:.

.:OoO:.

Sasuke POV

A quietude dos meus sonhos foi perturbada pelo som da campainha. Um resmungo inaudível veio de algo apoiado em meu peito. Sakura.

- É um pesadelo. – Consegui entender, sentindo seu braço em minha cintura me apertando com a força que seu estado sonolento lhe permitia. – Não vá.

Concordei plenamente, nem me atrevendo a abrir os olhos e comecei a mergulhar na escuridão para sonhar outra vez, agora tendo uma vaga consciência da cabeça em meu peito e do braço em minha cintura, que contribuíram para afastar para bem longe aquele som irritante do lado de fora. A respiração tranqüila de Sakura era mais intensa que a campainha, que diminuía cada vez mais, e eu estava quase dormindo novamente quando a porta de entrada do apartamento foi aberta e vozes alcançaram meus ouvidos. Não entendi quem eram, nem me importei se estivessem me roubando. Isso era um sonho com certeza.

No entanto, ouvi passos vindo na direção do meu quarto, e abri os olhos ao tentar lembrar se eu havia trancado a maldita porta para que nenhum ladrão me acordasse enquanto estivesse levando embora minha mobília, mas antes que eu pudesse recordar algo da noite passada que não fossem os belos seios de Sakura ou seus lábios tentadores, a porta foi aberta. Mas que merda. Eu não a tranquei antes de arrancar as roupas de Sakura.

Coloquei uma mão no rosto, impedindo a claridade que me cegava e três vultos que não consegui identificar.

- Ah, meu Deus! – Merda. Minha mãe.

Sakura abriu os olhos assustada no instante em que a porta foi fechada às pressas, e sentou na cama, puxando o lençol para o peito, tão vermelha quanto eu jamais havia visto.

- Ah, meu Deus...! Isso é mesmo um pesadelo! – Ela exclamou, tão acordada quanto eu, mas não mais irritada. Eu queria arrancar a cabeça das três figuras que acabaram de invadir meu apartamento. – Era a sua mãe? A sua mãe nos viu na cama?!

- Merda. – Praguejei, levantando mais apressado do que pretendi e coloquei alguma roupa que nem vi direito. – Era. E meu pai. E meu irmão idiota.

Pude ver uma veia dilatar na têmpora de Sakura, enquanto ela fechava os olhos indignados e mordia o lençol. A única coisa que compensava por toda essa catástrofe era ver o rosto dessa mulher tão vermelho dessa maneira.

- Isso não pode estar acontecendo. – Ela praguejou para si mesma, depois me lançou uma voz exasperada. – Seus pais têm a chave do seu apartamento?!

- Isso eu também quero saber. – Franzi o cenho ao sair do quarto, deixando Sakura colocar suas roupas, por mais que eu não fosse tão a favor disso. Ta, no momento eu não me importava. O que eu queria de fato era alguma explicação para a invasão de domicílio e depois algumas tripas se derramariam pelo chão.

Assim que cheguei à sala, acompanhado da minha latente indignação e raiva, notei que meus pais e meu irmão não pareciam mais ter se importado tanto ao me verem na cama com Sakura, nem davam a mínima para a minha irritação de ter sido acordado desse jeito. Tudo bem, a minha mãe estava bem embaraçada, considerando a mão em sua boca, seu olhar abalado e sua face tão vermelha quanto à de Sakura. Ela nem havia sentado no sofá como os dois palhaços que passavam os canais da televisão.

Minha presença atraiu a atenção de todos, mas não deixei que ninguém falasse.

- O que diabos vocês estão fazendo aqui? Como têm a chave? – Meu cenho estava muito franzido. Não dava pra acreditar que isso acabou de acontecer. – Como vocês abrem a porta do meu quarto desse jeito?

- Até onde sabíamos você jogava as mulheres na rua antes do amanhecer. – Itachi falou, erguendo uma sobrancelha. – Você tem uma namorada e não divulgou por aí, irmãozinho?

- Nem para a sua família? – Foi a vez do meu pai.

- Mil perdões, filho. Não sabíamos que-

- Esqueçam. – Cortei minha mãe, não contendo um suspiro frustrado ao imaginar como explicar o meu relacionamento com Sakura sem ter que dizer à minha mãe que estávamos apenas transando. – É uma... história complicada.

Merda. Dizer que ela era minha namorada era tão mais fácil. Tão fácil quanto ter o nariz quebrado quando Sakura descobrisse – O que não tardaria a acontecer se dependesse da empolgação da minha mãe em me arranjar um relacionamento sério. Ela tentava fazia anos, mas eu sempre partia seu coração quando dispensava a mulher em menos de um mês. Sério, eu tinha que ter mais cuidado em contar a notícia para ela do que para a mulher que eu estava dispensando. Então de jeito nenhum eu poderia dizer que Sakura era minha namorada.

Ainda que eles não acreditassem que ela não fosse.

- Então ao menos nos apresente agora, Sasuke. – Meu pai falou, desviando os olhos da televisão para o meu óbvio cenho franzido.

- É, ainda mais que vamos todos à casa de campo, vamos querer conhecer a futura Sra Uchiha logo aqui. – Itachi falou, se divertindo com a situação que estava me tirando do sério.

- Ao campo? – Fiquei mais irritado ainda. – Por isso vieram aqui? Nunca ouviram falar em telefone?

- Ah, pare com o drama, Sasuke. – Meu irmão idiota rebateu, rolando os olhos. – Nós já sabemos o quão promíscuo você é, estamos é felizes de saber que finalmente resolveu se manter em um relacionamento.

E eu ficarei mais feliz quando as primeiras tripas derramadas no meu tapete forem suas, seu bastardo.

- Querida? – Merda, minha mãe já estava na porta do meu quarto, dando duas batidas para chamar a atenção de Sakura, que eu sabia muito bem querer arrancar as minhas tripas pela minha família ter a chave do meu apartamento, ainda que eu não lembrasse como diabos eles a tinham. – Desculpe termos entrado assim, eu estou muito envergonhada, de verdade, mas tenho que lhe dizer que também estou morrendo de curiosidade para conhecê-la.

Dava para ver o pequeno sorriso ansioso no rosto da minha mãe. Mas eu ainda não acreditava que isso estava acontecendo. Eles estavam achando que Sakura era a minha namorada! Queriam levá-la para a casa de campo, onde toda a família e amigos se reuniam, e onde a minha mãe fazia questão de arrastar as mulheres que eu saía para conhecê-las e me dar dicas de como pedi-las em casamento. Merda, merda, merda. Isso tinha que parar agora ou eu sairia ferrado e sem qualquer possibilidade de sexo com Sakura outra vez. Por que os familiares não ficavam em seu devido lugar?!

- Importa-se de nos apresentarmos agora? – Minha mãe voltar a falar com a porta, gentilmente, e eu estava pronto para impedir o desastre de alguma maneira, mas Sakura saiu do quarto, com a roupa de ontem que quase me fez esquecer a presença da minha família para arrancá-las outra vez e carregá-la para o quarto, me certificando que dessa vez eu trancaria a maldita porta. Exceto que me controlei, e me detive nas bochechas vermelhas de Sakura, sua mão na testa que afastava um pouco a franja, em uma atitude ligeiramente frustrada e embaraçada.

Analisando-a agora, era até divertido ver essa cena.

- Desculpem, eu... eu realmente não queria que tivessem vist-

- Não, já superamos o trauma. – Itachi a interrompeu, dando de ombros. E mesmo com seu ar de descaso agora, eu vi as sobrancelhas arqueadas dele ao analisar Sakura dos pés à cabeça quando ela saiu do quarto, e foi mais que suficiente para ter mais que tripas nesse chão daqui a pouco. Idiota. Quem estava transando com ela era eu. E por que diabos a surpresa? As outras mulheres com quem saí não eram feias. Eu nunca tive mau gosto, filho da mãe.

- Então você é a namorada do Sasuke-kun. – Minha mãe comentou, encarando Sakura de maneira animada. – Estou tão feliz por vocês! Mal posso esperar para passarmos o final de semana todos juntos, nos conhecendo melhor e nos divertindo!

Os olhos verdes correram para mim alarmados, mas não havia muita coisa que eu pudesse fazer além de suspirar em frustração por: 1) Ser completamente inútil dizer à minha mãe que não éramos namorados; e 2) Ficar uma semana sem sexo com Sakura por punição por eu ter deixado as coisas chegarem a esse ponto, apenas porque fizeram cópias da minha maldita chave. Como as coisas chegaram mesmo ao ponto de a minha mãe estar arrastando Sakura para a nossa casa de campo, que nem eu sabia que iríamos esse final de semana?!

- B-Bom, eu não sei se-

- Não, querida, tudo bem, nós temos muitos quartos na casa, não vai ser incômodo nenhum! – O sorriso empolgado da minha mãe não desanimou Sakura a procurar alguma maneira de escapar do perfeito final de semana, mas ela foi interrompida de retrucar assim que um bipe ecoou de sua bolsa.

Era o hospital, com certeza chamando-a para se divertir com alguma cabeça quebrada ao invés do desastre no meu apartamento, e não entendi se ela ficou aliviada ou não – Afinal ela com certeza queria escapar da casa de campo, e escapando daqui assim não seria a melhor solução – mas eu tive vontade de me divertir com a cabeça quebrada.

- Ah, desculpem, eu- Eu tenho que ir. – Sakura olhou o aparelho em sua mão, colocando-o de volta na bolsa, apressada e mostrando um fraco sorriso. – Foi um prazer. Até mais, Sasuke-kun.

Pude até me ver saindo com ela por essa porta, mas para a minha sorte tive que responder aos olhares questionadores pela evaporação de Sakura.

- Ela é médica. – Falei, rolando os olhos e cruzando os braços ao me apoiar na parede, sem conter um suspiro cansado. Com certeza não era assim que eu imaginava Sakura saindo do apartamento hoje de manhã, ainda que ela fosse me lançar cenhos franzidos quando eu a deixasse no hospital e eu fosse para a empresa engolir sapos. Não que nada disso importasse a esses três.

- Ora, ora, está até escolhendo melhor as candidatas, hein, Sasuke. – Meu pai disse, orgulhoso, e rolei os olhos novamente.

- Ela não é-

- Diga, filho, qual o nome dela. Quantos anos tem? O que mais faz além da medicina? – Minha mãe disparava perguntas com um grau elevado de animação, e eu quis mais do que nunca que me ligassem da empresa para resolver todos os problemas do mundo agora. – Não, não, espere! Vamos ter todo o tempo possível para conversar na casa de campo!

- Não sei se ela vai poder ir, mãe. Sakura vive em plantões, até em finais de semana. – E Deus sabia que eu também queria evitar qualquer contato entre as duas. Sakura não era a única disposta a manter essa relação a apenas sexo.

- Uma moça trabalhadora. – Minha mãe juntou as mãos na frente do rosto, sorridente. – Já me apaixonei por ela.

Suspirei.

Ninguém estava me ouvindo.

Continua...


Desculpem, foi tanto tempo de espera que nem me atrevo a dizer que vou atualizar logo a fic. Mas juro que não vou abandoná-la, por mais que demore! Espero que entendam e não deixem de acompanhá-la.

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Obrigada de coração, gente! Muito obrigada por todos os seus comentários que me estimulam a não abandonar essa vida de escritora (Que vou dizer, fica dificil a cada dia da faculdade) xD Sério, o que seria de mim sem vcs?! OBRIGADA!

Espero que tenham gostado do capítulo cheio de safadesas xD

Kiyuii-chan