A SEXTA NOITE

Comete os pecados mais antigos da maneira mais nova.

William Shakespeare

Capítulo Um

Edward se deu a volta na cama e deu graças ao céu por ter sido o suficientemente inteligente e não ter marcado um encontro com Austin Colé para o café da manhã. Era às dez da manhã, o que significava que Las Vegas Strip estava começando a agitar-se com os turistas saindo a ver os monumentos da cidade antes da temperatura alcançar um grau infernal. Mas dentro de sua habitação, havia grosas cortinas que bloqueavam a entrada do sol, e aquilo permitia a Bella e a ele dormir e recuperar-se da noite passada. Houve um tempo em sua vida, que podia ficar fora até as quatro da manhã e funcionar à perfeição o dia seguinte. Mas com trinta e cinco anos, um homem necessitava um pouco de descanso.

Viu a Bella deitada ao seu lado na cama, preciosa e nua. Foram-se diretamente à cama depois de ter chegado à habitação, mas não antes que ela se desfizera de seu sexy vestido. Temia que estivesse começando a acostumar-se a tudo aquilo, a acomodar-se contra seu corpo nu de noite, a abraçá-la de vez em quando e embriagar-se com seu calor.

Merda, o da noite passada tinha estado... Além de suas fantasias mais selvagens. Ao menos no que concernia a Bella.

Só tinha estado com duas mulheres uma vez. Mas não tinha experimentado as coisas que havia sentido a noite passada, puro sobressalto e puro... Carinho. E quando despertava naquele momento, agarrado ao redor dela, sentiu-se mais acolhido e seguro do que podia chegar a entender.

Havia algo naquela emoção que o levava atrás no tempo... Até a Angie.

Os dois tinham tido relações sexuais, é obvio, perderam a virgindade juntos. E embora ambos tivessem vivido em suas casas respectivas, à medida que tinham feito maiores, tiveram alguma oportunidade de passar à noite sozinhos. E possivelmente... Possivelmente se sentia daquela maneira então, sentia o quente consolo de despertar junto a alguém que ama.

Mas ele sempre soube: estava feito para algo mais que a vida proporcionava no Brooklyn, assim, por muito que Angie tivesse importado cada dia, as aspirações que ele tinha na vida foram deteriorando a relação com mais dúvida.

Embora com Bella, dava a sensação quase como se ele pudesse ter tudo. A doce e genuína garota que um homem podia levar a casa para que conhecesse sua mãe... E a neném sexy e selvagem que nunca teme experimentar coisas novas, que nunca teme deixar-se levar por seus prazeres.

Merda, por que demônio estava pensando em levá-la a casa de seus pais entre todas as demais coisas? Ele não levava nunca a casa às mulheres. Nunca. Não desde Angie.

Porque ele não se metia em nenhuma relação.

Porque ele não desejava esse tipo de vida.

«E será melhor que o tenha sempre em mente, Cullen».

Depois de tudo, Bella e ele só ficavam duas noites mais juntos antes que se dirigissem de volta a Los Angeles. O dia que ele tinha planejado pôr um fim a tudo aquilo. E ainda lhe parecia lógico.

Ou não?

Capítulo Dois

—De acordo, falaremos na semana que vem — disse Edward, enquanto levava a Austin Colé e a sua mãe, que se mostrou receosa durante a reunião e tinha um montão de perguntas sobre o contrato que estavam oferecendo a seu filho, para a porta da habitação. —Enquanto isso, se surgir a você ou ao seu advogado qualquer tipo de pergunta que eu possa esclarecer, por favor, não duvidem em me chamar.

Bella o observou fechar as portas duplas, que os deixavam sozinhos na habitação outra vez. Tinha guardado silêncio quase a maior parte da reunião, durante a qual também tinham almoçado. Ela tinha escutando a maneira que Edward respondia à mulher tão meticulosamente, sempre respeitando suas perguntas, embora em ocasiões se voltassem repetitivas e confusas. Bella só tinha contribuído em algo à conversa para deixar saber que ela adorava a música de Austin e quanto desejava o ter a bordo da Blue Night.

Embora dada à casualidade que só três dias antes daquilo, um explorador de uma grande gravadora se aproximou de Austin, e que é obvio, também tinha oferecido uma soma grande de dinheiro.

—A vantagem — dizia Edward a Bella agora, enquanto atravessava o vestíbulo lajeado— é que nós conseguimos sermos os primeiros em nos reunir com eles. — O representante da outra companhia se limitou a lhes convidar a ir a Los Angeles na próxima semana, em lugar de falar de negócios na cidade que Austin vive. —Tivemos a oportunidade de demonstrar a Austin como de interessados estamos nele, conseguimos deixar saber que vamos respeitar sua música e finalmente, que vai receber uma atenção pessoal por nossa parte.

—E qual é o inconveniente? —perguntou Bella, que estava ainda sentada à mesa.

Edward suspirou.

—Simplesmente não temos tanto dinheiro como o que eles podem oferecer.

—Então, que esperanças nós temos? Por que ele iria conosco?

—Pelas razões que te acabo de mencionar. Gostaram disso estou seguro. E é um menino brilhante, acredito que tem feito seus deveres sobre o negócio e conhece e entende os benefícios adicionais de trabalhar com uma empresa menor. Sabe que chegará a sentir-se como um peixe pequeno em um grande lago com o outro tipo, mas que se vier conosco, terá toda nossa atenção.

E em realidade, foi muito inteligente de sua parte e de sua mãe não apressar-se a tomar nenhuma decisão, a falar com um advogado, averiguar o que oferecem ambas as empresas antes de escolher por uma delas. Para ser franco, nosso trabalho consiste em nos dar pressa para que as pessoas firmem um contrato antes que possam ser descobertos por outras pessoas. Justo como fizemos com Blush, mas quando um artista é o suficientemente despachado como para não lançar-se ao primeiro contrato que lhe mostram em seu nariz, tenho que respeitá-lo e trabalhar com ele nisso.

Bella nunca tinha pensado a respeito daquilo, a respeito que apesar de ter feito um montão de perguntas sobre o contrato, as garotas do Blush tinham assinado sem procurar nenhum conselho legal, sem perguntar a suas famílias ou amigos, nada. E aquele tinha sido o objetivo de Edward — e agora era o seu: — obter que os artistas fizessem precisamente isso. De repente, viu aquilo como outra parte de seu trabalho no que possivelmente não pudesse destacar: tentar empurrar a alguém a fazer algo que não respondesse ao seu melhor interesse.

—O que acontece? —perguntou-lhe Edward. Seus sentimentos refletiam em seu rosto, algo que realmente devia trabalhar se queria converter-se em uma boa representante da A&R.

—Nada — mentiu ela. Deu-se conta que resultava muito fácil ser sincera com Edward quando falavam de sexo ou outras coisas, mas nos últimos dias, tinha notado que falar de seu novo trabalho lhe resultava... Menos fácil. A verdade era que quanto mais aprendia a respeito dele, mais começava a perguntar se realmente daria bem fazê-lo.

—Escuta — disse ele—, se conseguirmos a Austin, e isso é precisamente o que pretendo inclusive se tiver que me pôr de joelhos e rogar, eu quero que você seja quem se encarregue dele.

—Como? —inclinou a cabeça.

—Quero que ele seja seu primeiro artista oficial.

Ela sentiu como lhe abria a boca pela surpresa.

—Está brincando.

Mesmo assim ele confundiu sua reação com preocupação.

—Não entre em pânico, neném, estarei ali a cada passo para guiar você pelo caminho. E acredito que o menino será grande, e não muito temperamental. Dará uma grande vantagem no negócio, será ele o artista que eu aposte que tire seu nome à fama.

Bella deixou escapar uma grande baforada de ar. Realmente estava oferecendo aquilo?

—Edward, não tem que fazê-lo. Quero dizer, não é justo. É você o que passou o tempo falando com ele e sua mãe hoje, não eu. Você é a pessoa que eles gostam, e certamente a pessoa com a que quer trabalhar. E... —suspirou, e sua voz se voltou mais suave quando se sentiu sem forças, deixando cair os olhos sobre as nervuras de madeira da mesa. —Na realidade, não tenho feito nada para merecer um presente assim.

Em resposta, Edward sentou na cadeira que havia ao seu lado, girou a Bella para si, e agarrou as mãos entre as suas.

—Bella, eu tenho muita fé em você para este negócio. Mas não é fácil obter que as pessoas confiem em você com uma coisa tão grande como uma carreira musical, e pode ser muito duro conseguir o primeiro artista com êxito. Começar com alguém que promete sob sua custódia significa ter a metade da batalha ganha. Assim quero fazer isto por você, de acordo? Não vou aceitar não como resposta.

O nó que tinha formado na garganta apenas a deixava respirar. Tinha resultado muito fácil esquecer-se da terrível verdade que estava ocultando de Edward quando estavam beijando-se ou paquerando, no jantar ou escutando música, quando foram às discotecas ou tinham relações sexuais. Mas agora, naquele momento, não podia esquecer-se disso. Em realidade, era o único no que podia pensar.

Nunca se havia sentido tão assustada — ou tão terrivelmente culpada— em toda a vida.

—Assim estão as coisas. Contratamos e você se encarrega dele. Tudo bem?

Ainda não podia dar uma resposta. Assim em lugar disso se lançou a seus braços e o beijou, com todo o amor que havia em seu coração e toda a admiração de sua alma. Beijou-o até que ele atirou dela até seu regaço, pôs-lhe as mãos no traseiro e ela montou escarranchada na ampla cadeira.

Finalmente acabaram os beijos, ficaram ali simplesmente sentados, em silêncio, e Edward inclinou para frente até roçar a sua, em um gesto doce que lhe encantava. E um sorriso lento e patenteado lhe desdobrou no rosto quando lhe disse:

—Esse é o tipo de resposta que eu gosto.

Capítulo Três

Bella tinha poucas possibilidades de arrumar tudo aquilo. Não podia negar-se a aceitar Austin, e tampouco podia dizer a Edward a verdade sem que perdesse seu próprio emprego. E não só se referia ao idílio posto de representante da A&R, estava claro que também perderia seu trabalho administrativo se contava o que sabia. Merda poderia inclusive que Mike já tivesse contratado a outra pessoa para que ocupasse seu lugar. E como uma mulher recém divorciada, necessitava um trabalho. Para viver. Para pagar o aluguel. Para comer. Aquilo não era negociável.

Assim não tinha outra opção que seguir com aquela louca farsa durante os seguintes dois dias. Enquanto isso, ao menos podia dar a Edward as coisas que ele esperava dela: o calor, a paixão, o sexo. Podia ser sua garota suja.

E já que Edward parecia tão cheio de surpresas sexuais para ela, decidiu que também ia lhe dar uma surpresa. Uma que nunca tivesse imaginado.

Assim que se levantou nua diante do enorme espelho da penteadeira que havia em sua própria habitação, preparada para tomar banho e trocar-se para outra noite de exploração — e sexo—, mordeu-se o lábio e estendeu a mão para agarrar a espuma de barbear.

Mas em lugar de estender o esponjoso creme branco sobre suas pernas, alisou-a sobre a pele de entre suas coxas e depois agarrou a lamina descartável cor de rosa.

Nunca antes tinha pensado em barbear-se por completo o cabelo púbico até a noite passada, depois de ter visto a vagina nua de Rosalie. Pensava que se inundou em uma sexualidade atrevida e sem disfarces durante aquela semana, mas ver a vagina de Rosalie, tão suave e preparada, tinha-a inspirado para ser mais atrevida ainda. Fazer aquilo revelar-se por completo a Edward, parecia como despojar do último dos vestígios da velha Bella... Ou barbeá-lo, para ser mais exatos.

Capítulo Quatro

Aquela noite ele pegaram um táxi na Fremont Street, a morada da velha Las Vegas, onde ficavam uns quantos cassinos que tinham triunfado no nascimento da cidade. Nos anos recentes, a cidade tinha ressuscitado o bairro, dando aos velhos edifícios um toque atual a apóie de levantar enormes tetos arqueados sobre vários dos blocos da zona, o que também servia como um toldo contra o sol. A rua foi isolada com laços, permitia as pessoas vagarem por ali sem preocupar-se com o tráfico, a cada noite um espetáculo luminoso parecia resplandecer do escuro céu.

Fremont Street também se converteu no lugar perfeito para os artistas de ruas, atraindo a mímicos e artistas e magos, assim como a músicos. Edward explicava no caminho que sempre jogava uma olhada a Fremont Street quando ia a Las Vegas.

—Normalmente não encontra nada que merecesse a pena — concluiu—, mas encontrei ali a Graham Maxwell, assim não quero me arriscar a perder a alguém que seja genial — Graham Maxwell era um pianista de jazz cujos CD tinham dado lucros respeitáveis a Blue Night durante os últimos dez anos.

Bella tinha vestido muito informal em comparação com a noite passada. Levava uma calça cigarrete branca e uma camiseta fúcsia. Normalmente, as teria arrumado para colocar um sutiã sem alça, mas gostava muito dessa em particular e as experiências da semana tinham alterado verdadeiramente sua maneira de ver as coisas. — ao menos durante o tempo que estivesse em Las Vegas—, Assim não se incomodou, nem lhe importava se seus mamilos se entreviam um pouco. Como de costume, sentia-se de uma maneira completamente diferente, sexy no braço de Edward, como se estivesse com um homem tão atrativo que permitia a ser picante.

Chegaram cedo para jantar em um restaurante especializado em carnes que Edward conhecia e depois foram à rua. Depois de ver um aerógrafo incrivelmente espetacular trabalhando e a um malabarista com pernas de pau, toparam com um quiosque de música que havia em um extremo da rua, onde um menino com um ligeiro excesso de peso tocava piano e cantava êxitos de Billy Joel e Elton John. A multidão parecia entretida, mas Edward e Bella chegaram rapidamente à conclusão que não havia nada unicamente atrativo naquele homem.

Atravessaram de volta a avenida principal, e encontraram a um menino que tocava violão e cantava suaves clássicos do rock com uma voz arenosa e forte que se voltava suave justo no momento que a canção requeria. Lentamente, a multidão começava a acumular-se a seu redor e os que passavam por ali deixavam cair moedas no estojo aberto de seu violão. Entre as canções, assinalava a sua mulher e ao seu bebê, que estavam perto dele, observando-o. Parecia um hippie amadurecido, de uns quarenta anos, com o cabelo loiro recolhido em um rabo-de-cavalo; e possivelmente inclusive fora um papa anjo[1] porque sua jovem mulher não teria mais que vinte e dois anos. Mas quando lhe dedicou sua versão de I Love You de Climax Blues Band, Bella sentiu que lhe enternecia o coração.

—Eu gosto dele — disse a Edward quando acabou a canção.

—Você gosta porque pensa que é sensível e romântico.

Ela se deu a volta para olhá-lo, sorridente, e surpreendida. — E o que te faz pensar que valorizo esse tipo de coisas? Devolveu-lhe o sorriso.

—Possivelmente esteja equivocado, possivelmente não seja verdade que o faça. Mas me dá a sensação que a garota que estava acostumada a ver no escritório da Blue Night valoriza essas coisas.

Ela piscou, ainda sentia curiosidade.

—E por que pensa isso? Somente porque uma vez disse que gostava do sexo em privado e que tinha estado um pouco mais submetida quando estava casada?

Ele se encolheu de ombros.

—Só era uma intuição.

—Não tínhamos conseguido esquecer aquilo de mulher correta e afetada? Quero dizer, se valorizar tanto o romance, como é possível que tenha tido uma aventura louca e selvagem contigo toda a semana e que nem sequer pisque diante do fato que retornaremos de volta ao negócio como se tal coisa em somente em alguns dias?

Seu sorriso se desvaneceu, somente ligeiramente, e ela quase lamentou haver dito aquilo, porque recordava aos dois que tudo terminaria logo. Depois de tudo, o que acontecia ele tinha estado planejando trocar de opinião de algum jeito, e seguir vendo-a quando retornassem a Los Angeles?

—Quer saber o que realmente penso? —perguntou ele ao final.

Ela tragou saliva, soube que seu sorriso também se desvaneceu.

—Claro.

—Acredito que cheguei a sua vida em um momento no que estava ferida pelo de seu divórcio. Eu nunca estive casado, nem divorciado, mas conheço um montão de pessoas que sim o estiveram e sei que o divórcio pode trocar completamente a uma pessoa, trocar seus desejos ou a maneira em que vêem a vida. E inclusive se você for agora mais selvagem, e mais aventureira, acredito que no mais profundo de seu ser sempre será uma mulher que se desfaz um pouco com um tipo como este — assinalou ao homem que tocava o violão. —Um homem que dedica uma doce canção a sua mulher.

Bella não sabia o que responder. Porque pensava que provavelmente tivesse razão. Não tinha a mais mínima intenção de retornar de novo aos costumes que tinha a velha e afetada Bella quando tudo aquilo se acabasse, mas... Sim, possivelmente sempre apreciaria a um homem doce e carinhoso. Só Deus sabia que tinha apreciado o fato que aquele mesmo dia Edward tivesse dado o controle sobre a carreira de Austin, que a tinha comovido o gesto... Provavelmente muito. E inclusive se não queria voltar a ser alguém melindrosa, tampouco podia imaginar-se indo à cama com alguém com tanta facilidade como o tinha feito com Edward.

—Suponho... Que me tem bem imersa, Cullen.

—Não pareça tão desgraçada por isso — disse, com um tom de voz alegre. —Não é um crime.

Como de costume, quando discutiam temas como aqueles, ela era honesta com ele.

—Possivelmente não queira me sentir dessa maneira. Possivelmente somente quero ser uma garota suja e nada mais.

Ele a olhou diretamente aos olhos, toda expressão de diversão havia desaparecido de seu rosto.

—Mas então não seria você, Bella. E para sua informação, eu gosto de todo o pacote. Eu gosto da garota suja. Mas também gosto quão doce é quão real é. Merda, eu gosto até poder ter uma conversa inteligente contigo. Não sempre passa assim com as mulheres que conheço.

OH. Assim que estava dizendo que gostava de tal e como era. Ou só a nova Bella em que se converteu. E não estava muito segura de como responder a tudo aquilo, mas a frase eu te quero veio à mente. E já que aquilo era definitivamente uma má idéia, soltou sua mão e simplesmente ergueu o corpo para lhe dar um beijo.

—A coisa é — disse ele então— que não vamos contratar a este homem.

Bella enrugou o nariz, em uma expressão de decepção.

—Mas parecem...

—Parecem necessitar o dinheiro, sei — disse ele. —Somente que estamos no negócio da música e não no negócio da caridade, neném. Isso é algo que deve ter sempre em mente, de acordo?

Ele tinha razão, é obvio, assim que ela assentiu.

—Exceto porque é bom. Realmente bom. Não acha? E inclusive tem uma boa presença para o cenário.

—Mas ainda não havia tocado nenhuma canção original.

—Isso não significa que não as tenha.

Edward sorriu, provavelmente pelo argumento que se tornou de repente.

—Direi o que vamos fazer. Quando fizer um descanso, pode te apresentar. Dê-lhe meu cartão, mas escreve seu nome no reverso. Diga-lhe que te envie um CD de canções originais se é que as tem. O que te parece?

Ela sorriu.

—Parece-me perfeito.

E assim fez.

Quando o homem deixou de tocar, disse que estaria de volta em poucos minutos; Bella tomou uma grande baforada de ar e se aproximou dele, deixando que Edward ficasse no perímetro, junto à multidão. Quando Bella disse a aquele homem que trabalhava para a Blue Night Records, seus olhos enrugados nas comissuras se iluminaram e lhe concedeu um grande sorriso que deixava bem claro que necessitava algo de cuidado dental. Depois de ela expressar seus interesses, pediu que enviasse um CD de qualquer música original que tivesse, e deu obrigado estreitando a mão com tanta força que quase a arranca. Então levantou o olhar e viu que Edward estava sorrindo.

—Bom trabalho — disse, e passou o braço pelos ombros quando se deram a volta para ir-se. —Em realidade foi divertido.

—Vê? Disse-lhe isso, este é o melhor trabalho do mundo quando pode alegrar o dia de alguém, ou em alguns casos, a vida.

—Então, o que vamos fazer agora?

—Bom — disse ele, com uma expressão brincalhona, e depois jogou uma olhada a seu redor, à mescla de artesãos e turistas—, podemos pedir que façam uma caricatura. Ou podemos provocar a um dos mímicos. Ou podemos... Começar com sua surpresa.

Sentindo-se tímida e segura com aquela sugestão, disse-lhe:

—Esta surpresa é de natureza sexual, verdade?

Ele assentiu.

—É obvio.

—Então, a isso carinho.

Capítulo Cinco

Pegaram um táxi que os levou de volta a Strip, e pelo caminho seguiram falando de negócios, havia tanto que aprender sobre o trabalho que, em certos momentos, Bella perguntava se poderia ser capaz de fazê-lo bem.

É obvio, também paqueraram e se esfregaram um pouquinho. O suficiente como para que quando chegaram aos cassinos iluminados pelas luzes de néon e que se levantavam ambos os lados do táxi, ela estivesse pensando mais em fazer coisas atrevidas com Edward que na música. Cada vez que ele a beijava, as sensações pareciam apoderar-se dela fazendo-a sentir formigamentos no peito e palpitações na vagina. O tecido pegajoso de sua camiseta se esfregava contra seus endurecidos mamilos com cada movimento que fazia, acrescentando mais a sua sensibilidade.

Assim, uma vez mais, não se deu conta que o táxi tinha entrado na avenida. Em realidade esteve tão ocupada entrelaçando a língua com a de seu amante que a pegou despreparada quando o táxi se deteve ao lado de outro dos toldos grandes de néon que davam aos resorts maiores. Edward pagou ao condutor, depois a levou para outro vestíbulo barulhento e elegante cheio de gente, e ela se perguntou se não visitaria outra discoteca de moda e ascensão como o Rendezvous. Mas não se incomodou em perguntá-lo, porque sabia que ele somente lhe concederia um olhar de censura e recordando que era uma surpresa.

Aproximaram-se da mesa do recepcionista, onde um atrativo homem com traje negro levantou a cabeça para olhá-los, depois ficou de pé.

—Senhor Cullen, bem-vindo de novo — estendeu a mão para dar-lhe a Edward e, como de costume, Bella ficou ali de pé surpreendida pela quantidade de pessoas que o conheciam e que claramente veneravam.

Edward sorriu com tranqüilidade.

—Obrigado, Richard.

O olhar do Richard se dirigiu rapidamente para Bella, e depois voltou a concentrar-se em Edward.

—Posso me atrever a dizer que gostariam de visitar nossa discoteca especial esta noite?

Quando Edward assentiu, Richard sorriu e depois saiu do balcão.

—Por aqui — disse, guiando-os através da planta do cassino e do som das moedas e as máquinas, até que chegaram a uma esquina traseira da sala e a uma porta mais que insossa aonde se podia ler PRIVADO. Bella supôs que se tratava de um armazém ou do quarto de manutenção até que Richard inseriu a chave na fechadura da porta.

—Que desfrutem da noite — disse, e convidando-os a entrar, deixando depois que a porta se fechasse atrás deles.

Bella se encontrou em um espaço que mais ou menos era igual de grande que um armazém, embora estivesse adornado com decoração luxuosa de Las Vegas — carpete felpudo de cor vermelha e papel de parede cor café e dourado — e diante deles havia uma porta dourada e brilhante de um elevador. Edward pressionou o único botão e se acendeu uma flecha ascendente e Bella disse:

—Sei que isto é uma surpresa, mas... Por que está este lugar detrás de uma porta fechada com chave?

—É uma discoteca muito privada — disse, com uma expressão que não revelava nada.

Tragou saliva, começava a sentir-se algo nervosa.

—Como de privada?

Justo então, abriu-se a porta do elevador. Dentro, as paredes estavam cobertas por espelhos de cima abaixo, e em cada esquina refletia uma moldura grosa de ouro que se levantava do chão até o teto. Entraram e Edward pôs a mão na região lombar.

—Não há muitas pessoas que saiba de sua existência — respondeu—, e quando chegarmos acima, terá que assinar uma declaração dizendo não revelar nada sobre o clube, de sua localização, pelo que veja, de quem veja, a ninguém.

—Sim, Por quê? —sentiu um formigamento na pele. —Não se faz nada ilegal aí acima, verdade?

Edward percorreu seus braços de cima abaixo com as palmas das mãos, em um gesto tranqüilizador.

—Relaxe, neném. Somente é um lugar aonde vem pessoas para desfrutar de atividades que preferem fazer em privado, isso é tudo.

—OH — não é que realmente tivesse respondido a sua pergunta, ou satisfeito suas curiosidades.

Mas antes que pudesse perguntar nada mais, terminou o passeio, e as portas do elevador se abriram para revelar uma zona pequena e escura que automaticamente dava a outra porta brilhante e dourada. Sobre ela, outro velho letreiro, com uma escritura que parecia romana e que dizia Caligula's.

Ao sair do elevador, deu-se a volta para olhar ao Edward.

—Calígula. Não era o imperador romano que tinha um montão de relações sexuais doentes e pervertidas?

Os olhos de Edward resplandeceram em resposta.

—Correto — e sem outra palavra mais, abriu a porta dourada.

Dentro Bella encontrou um corredor alinhado com arcos romanos de um branco imaculado cobertos de flores e vegetação. As paredes de ambos os lados luziam murais que davam a impressão de levantar-se sobre uma rua romana, a rua da antiga cidade que se expandia para todas as direções diante deles. Um homem e uma mulher, os dois muito atrativos e embelezados com uma toga branca e uma orla dourada, saíram a dar à bem-vinda.

—Bem-vindos a Roma — disse o menino, levantando a mão como se estivesse mostrando o esplendor da cidade. Ao redor de sua cabeça descansava uma coroa dourada de louro como aquelas que levavam César e outros homens na época.

—Alegramo-nos de sua chegada — disse a garota, com um tom de voz quente e formal. Seu vestido curto em forma de toga se atava em um de seus ombros e deixavam seus mamilos claramente visíveis através do tecido branco. Levava duas folhas de papel que pareciam deteriorados pergaminhos atados com uma fina corda de ouro. —Estes são os termos nos que devem estar de acordo antes de entrar em nossa bela cidade — depois assinalou por volta de dois arcos abertos que havia a cada lado do vestíbulo. —E aqui encontrarão os objetos que levam nossos cidadãos; escolham uma de sua preferência e preparem-se para desfrutar de uma noite cheia de sensuais deleites, uns que provavelmente não tenham conhecido nunca.

—Senhorita, encontrará seu vestuário ao atravessar o arco da direita — disse o menino— e senhor, proceda pela esquerda.

E antes de saber o que é o que estava acontecendo, Bella encontrou a si mesmo conduzida para o arco indicado, com o cilindro de pergaminho apertado no punho.

Não estava segura se sentiu feliz ou desgraçada ao encontrar a outra «cidadã de Roma» esperando dentro. A encantadora garota morena levava outro revelador vestido branco e sorriu com agrado quando Bella entrou.

—Bem-vinda — disse. —Sou sua donzela, Clodia. Uma vez que tenha assinado o documento, ajudarei a escolher seu traje para a noite.

Bella ficou muda de assombro, dado que ainda não sabia exatamente o que ocorria ali.

—Sim, de acordo — apressadamente, desenrolou o pergaminho e encontrou, em uma escritura de aspecto histórico, a mesma mensagem geral que Edward lhe tinha falado. Assinou com uma elegante caneta que parecia uma pluma, o passou a Clodia, quem depois, assinalou para vários tipos de toga para mulher que tinham expostos nos manequins que as rodeavam.

—Quando fizer sua eleição — disse a mulher—, tenha em conta que deverá desfazer-se de toda a roupa que leva agora posta. Todas as jóias e a roupa interior incluídas.

—Já vejo — murmurou Bella, estudando os escassos vestidos.

Escolheu o mesmo que tinha posto Clodia, uma toga com cordas douradas ao ombro que descendiam até umas taças brancas e sedosas para sujeitar os peitos e um corpo rodeado de cordas douradas e entrecruzadas. A prega variada ficava ao meio da coxa a um lado, e um pouco mais acima ao outro.

Quando se meteu em seu vestuário privado, temeu que sua vagina pudesse vislumbrar-se com total facilidade através daquele tecido, mas decidiu não preocupar-se com isso, já que todas as togas eram curtas, e tinham sido desenhadas para o sexo, depois de tudo. Como também parecia ser o caso com todos os trajes, seus mamilos se distinguiam claramente através do vestido branco e o corte do tecido criava um decote generoso. Não estava segura e se sentia tímida ou sexy quando saiu para onde Clodia a esperava.

—Encantadora — disse a jovem mulher, enquanto a olhava de cima abaixo, com um estudo lento que fez que um calafrio de antecipação percorresse a Bella a coluna vertebral.

Depois, ela colocou sapatos dourados, essencialmente sandálias de salto com fitas que se entrecruzavam pelas panturrilhas. Finalmente, escolheu uma coroa dos muitos disponíveis, um círculo de laços entrecruzados de ouro que descansaram sobre sua cabeça como uma delicada coroa.

—Aí tem — disse Clodia, levando-a para o espelho. —Agora você é uma perfeita deusa romana.

E, OH Deus, era verdade. Sentiu como se fora a uma festa de Halloween, mas... O tipo de festa ao que provavelmente queria ir Edward, onde cada mulher era excitante e sexy e cada homem estava preparado. Embora ela nunca se rendesse a nenhum tipo de fantasia romana, de repente sentiu que possivelmente pudesse meter-se em tudo aquilo e, pela primeira vez desde que tinham saído do elevador, sentiu-se verdadeiramente emocionada por ver o que lhe esperava exatamente.

—Vai — disse Clodia, ainda em seu papel. —Reúna-se com seu amante. Está esperando para levá-la a uma bacanal no palácio do imperador.

Ao sair ao vestíbulo, Bella encontrou ao Edward, muito atrativo embelezado com sua própria toga branca e a coroa de louro. Ela não podia ter imaginado que pareceria tão excitante com o que tecnicamente era um vestido, embora por outro lado, não estava segura de se algum dia Edward não o fora a parecer atrativo. Tampouco pôde evitar fixar-se na cruz que ainda adornava seu pescoço, apesar da regra de não levar jóia alguma.

Os olhos de Edward a percorreram apreciativamente de cima abaixo, fazendo que a vagina palpitasse ligeiramente.

—Porra, neném, deveria haver trazido aqui antes.

Imediatamente sentiu preocupada com o fato de ter acabado com o mesmo problema da noite anterior, sem calcinha que absorvessem sua umidade, mas tinha coisas mais importantes nas que pensar. Pressionou-lhe o torso com as Palmas das mãos, deixou que seus olhos se abrissem um pouco mais, mas falou com um tom de voz baixo já que os saguões estavam ainda perto.

—Então me diga o que passa aqui exatamente?

Apertou-lhe brandamente os cotovelos, e a olhou com uma expressão sensual.

—Está a ponto de descobri-lo.

Estava também a ponto de protestar quando a mulher de vestido branco que os tinha recebido na entrada se aproximou deles.

—Sigam adiante, para o prazer — disse com um sorriso, assim Edward levou a Bella pelo corredor que ainda se estendia alinhado com murais romanos quando uma voz começou a ressonar de uns alto-falantes escondidos.

—Bem-vindos ao Império Sagrado de Roma. Foram convidados ao palácio de Calígula para desfrutar de uma grande bacanal. Muitos dos convidados do imperador chegaram já. Durante sua estadia, seus desejos serão os desejos de Calígula. Podem inundar-se em seus banhos, comer suas uvas, beber seu vinho, jogar com outros visitantes, desfrutar de cada prazer que os aguarda. Também podem escolher sozinho observar nosso festival romano de selvageria. Seja o que seja o que escolham, sejam respeitosos com outros e recordem... Quando estiverem em Roma, sigam os costumes dos romanos.

A gravação acabou justo no momento preciso que chegaram às amplas portas duplas, sob uma elaborada fachada de construção romana. O ambiente já era entristecedor.

—Deveria estar nervosa? —perguntou a Edward uma vez que se desligou a voz.

—Não — disse ele. —Deveria estar... Aberta a tudo.

Ela se deteve e o olhou. Tinha decidido estar preparada para aquilo — fosse o que fosse— quando tinha estado com Clodia, quando era mais um jogo de disfarces, mas agora começava a preocupar-se outra vez.

—A que refere com isso?

Sua resposta chegou com um tom sereno e direto.

—Refiro-me a que ao princípio vai assombrar o que vais ver, mas depois relaxará e desfrutará. Vai deixar te levar. Justo como o fez na Torre Eiffel. E na gôndola. E a noite passada, com Rosalie. Vai experimentar o melhor dos prazeres que experimentaste nunca. É assim de simples.

Ela ficou imóvel e em silencio diante dele. Não soava tão simples.

Porque até aquele momento, com Edward, sempre se sentiu... Como se tivesse escolha. Em tudo o que tinham feito juntos. Suas relações sexuais tinham alcançado tal extremo porque ela perdeu suas inibições e tinha desejado que ocorresse.

Mas aquilo, naquele momento, dava-lhe a sensação que era um pouco imposto, a diferença das outras coisas que tinham feito. Porque o que aguardasse detrás daquela porta fora algo tivesse que suportar, sem que houvesse saída fácil. A fantasia era ao mesmo tempo tentadora E intimidadora.

—Estou um pouco assustada — disse, decidiu falar com sinceridade. —Não estou segura que queira estar aí, que queira fazer isto.

Ele ficou em silêncio, mas seus olhos negros a atravessaram quando uma vez mais, colocou-lhe as mãos sobre a parte superior dos braços para prepará-la.

—Dei-te até agora outra coisa que não seja prazer?

—Não.

—Arrepende-te de algo?

—Não — nem sequer do que tinha passado com Rosalie. Parte dela tinha temido sentir-se arrependida ou estranha ao despertar essa mesma manhã, mas não tinha sido o caso.

—Nunca planejei que passasse isto, Bella. Mas eu gosto de te ajudar a descobrir à garota má que há em você. Eu gosto de te levar mais e mais profundamente nessa parte de você mesma. E isto é somente... Seguinte passo. O último passo. Não quer ver o que é?

Quando o descreveu daquela maneira, muito a seu pesar, quis vê-lo. Assim quase paralisada embora desejando lhe agradar — outra vez, sempre—, assentiu.

E o escutou dizer:

—Boa garota.

Então observaram enquanto ele golpeava a argola grande, dourada e em forma de cabeça de leão que havia na porta do palácio da Calígula.

Capítulo Seis

Possivelmente tinha começado a formar-se alguma imagem do que ocorria ali, uma festa hedonista, que certamente incluía sexo hedonista. Mas não podia haver-se imaginado o elaborado ambiente que a aguardava quando se abriu a porta do palácio. Edward outra vez colocou a mão em sua região lombar para dirigi-la para a expansiva sala.

Havia muitos murais que emolduravam cada parede, e faziam parecer como se estivessem em realidade dentro de um enorme palácio, em um vestíbulo alinhando com grandes janelas que revelavam uns jardins romanos perfeitamente arrumados com fontes e um carro de cavalos que passeava por ali. Entre as janelas se levantavam enormes mesas repletas de uvas, queijo e jarras de vinho.

Mas os quadros e a comida não eram —até esse momento— a principal atração. Em meio daquele espaço, havia umas grandes colunas que criavam um enorme círculo. Entre cada uma delas descansava uma cama branca coberta por travesseiros de dourado metálico que se pulverizavam pela superfície, e as maiorias estavam ocupadas por gente que iam vestidas como Edward e ela. No círculo de dentro havia duas pequenas piscinas retangulares orvalhadas com lírios de água, e várias pessoas, algumas inundadas com as togas, outras nadando nuas. Entre os dois banhos se levantava um grande dossel no que uma mulher loira e atrativa fazia turnos para beijar-se com dois homens; os três estavam nus exceto pela coroa de louros que levavam na cabeça e pareciam preparados para fazer algo mais que simplesmente beijar-se.

Bella queria deter-se, tentar absorver tudo da distância antes de aproximar-se muito, mas outra mulher vestida com toga os dirigiu para uma das camas vazias.

Jogou uma olhada ao seu redor, e se deu conta que a maioria dos visitantes das camas observava às pessoas que havia na plataforma, embora alguns estivessem entregues já aos seus próprios prazeres. Um casal beijava, com as mãos nas pernas do outro, sob suas togas e ela foi testemunha de como uma garota sentada detrás de outra se inclinava para cobrir os peitos à segunda enquanto um homem se ajoelhava entre as pernas da mesma garota, e inclinava para comê-la. Em outra cama, havia dois homens musculosos e bonitos que se estavam beijando.

—Relaxe e permita desfrutar de tudo isto — sussurrou Edward enquanto se acomodavam juntos na cama. Não estava muito segura do que tinha que fazer, assim sentou com os joelhos dobrados ligeiramente diante dele, incapaz de negar como de bom — inclusive cômodo—a fazia sentir que Edward rodeasse a cintura com seus braços detrás.

E durante os primeiros segundos, não pôde acreditar que estivesse observando abertamente a tantas pessoas que mantinha relações sexuais em uma habitação iluminada com luzes brilhantes, e um desconcerto puro que rodava a vergonha a corroeu.

Então, algo ocorreu.

Ela se deu conta que ninguém mais se sentia envergonhado. Simplesmente estavam desfrutando da fantasia, do bacanal, já que o clube estava desenhado para que assim o fizessem.

E se deu conta que era impossível não começar a sentir-se mais excitada com cada segundo que passava. A qualquer ponto no que recaíam seus olhos, algo sensual estava tendo lugar.

A piscina se localizava perto deles, havia uma mulher nua com uma ânfora[2] sob as costas enquanto um homem lambia entre as pernas. Uma mulher bem proporcionada com uma toga emergiu dos degraus da piscina, com a água estendendo-se por seu vestido e deixando seus enormes peitos quase ao descoberto, e também seu traseiro, através daquele tecido fino. Tombou-se sobre uma cama vazia, e depois fez gestos a um homem com toga que havia perto e que levava uma bandeja de uvas na mão. Foi para ela, deixou pendurando um cacho de uvas de cor púrpura justa por cima de sua boca, e permitiu que mordesse uma delas.

No centro da habitação, a encantada loira estava agora colocada sobre suas mãos e joelhos em um luxuoso divã, e o pênis de um dos homens lhe entrava por detrás, enquanto o outro fodia sua boca. Bella nunca tinha visto uma coisa parecida.

E embora pudesse escutar a música romana — fazendo-a imaginar uns quantos sujeitos da Calígula's tocando as liras e os alaúdes em alguma esquina distante da habitação— a melodia estava interrompida pelos sons do sexo: gemidos, suspiros, respiração dificultosa.

Pouco a pouco, Bella estava começando a sentir-se mais fascinada que assombrada.

Inclinou-se para perguntar a Edward.

—Como funciona isto? Quais são as regras?

Deu-se a volta e viu um sorriso algo recriminatório.

—Suponho que não tem lido o que assinaste.

Bom, não muito atentamente. Tinha visto a parte de confidencialidade e tinha assinado com a pluma, estava muito intranqüila para pensar com claridade.

—Possivelmente não. Assim conta-me

—Pode limitar a olhar se assim o deseja, ou foder com quem quer que se presente. Mas as pessoas que trabalha aqui farão tudo o que você deseje, dar de comer fruta, brincar contigo ou foder se o pede.

—Sim — disse ela em um suspiro de surpresa diante da festa de eleições que lhe apresentavam ali. Logo, voltou a olhar a Edward. —E como distingue às pessoas que trabalham aqui das pessoas que não trabalha?

—Pelos braceletes — assinalou para o menino que ainda deixava cair às uvas na boca da mulher que parecia como se estivesse competindo em um concurso de togas molhadas. Uma faixa de metal dourado rodeava seu antebraço e, ao estudar atentamente a habitação, Bella se deu conta que havia muitas pessoas que os levava. As mulheres cujas vaginas estavam sendo comidas na piscina, por exemplo. E os três amantes que havia no soalho.

Quando Edward viu que Bella estava olhando naquela direção, disse-lhe:

—Só os empregados fodem no cenário central. Tem turnos durante toda a noite para manter entretida às pessoas.

Deus pensou sexo sem parar. Durante toda a noite. Como seria trabalhar naquele lugar? Foder nesse divã durante toda a vida? Até aquele momento, imaginava cada aspecto do comércio sexual como algo sujo, degradante e indesejável, mas durante um milésimo de segundo. Observar a aquela mulher recebendo um prazer tão completo por dois bonitos romanos com seus corpos musculosos e seus pênis grandes e duros, Bella pensou que possivelmente aquilo não fora tão mau.

—O que tem que... As enfermidades? —não pôde evitar perguntar.

—Há preservativos debaixo de cada cama — informou Edward. —E também brinquedos sexuais completamente novos — quando ela abriu os olhos de par em par, ele acrescentou: — é como uma espécie de mini-bar em um hotel, algo que pegue dali será carregado a sua conta.

Incapaz de resistir à tentação, Bella inclinou sobre a borda da cama e jogou para trás a manta branca. Em realidade, além de uma vasilha funda cheia de preservativos uma incrível variedade de vibradores e outros instrumentos com forma de pênis, e algumas coisa que nem sequer pôde reconhecer!

—Você gosta do que vê? —perguntou ele quando ela se levantou, provavelmente com uma expressão estupefata no rosto.

Ela se mordeu o lábio e respondeu com sinceridade.

—Eu gosto de muito mais do que vejo aqui acima.

—Vêem aqui — disse ele, depois deu um beijo. Ao redor deles, notas sensuais da lira ainda flutuavam no ambiente da habitação e mais gemidos e grunhidos ressonavam, criando toda uma sinfonia erótica, mas naquele momento, tudo no que ela podia fixar-se era em Edward. E quando levantou a mão para seu peito, e o acariciou enquanto seus beijos desciam para seu pescoço, nem sequer importou que pudessem vê-la os demais.

Com aquela rapidez, de algum jeito se aclimou.

—É tão horrível como tinha imaginado? —sussurrou-lhe ao ouvido, e ela sentiu calor de seu fôlego no pescoço.

Deu-se conta que seu olhar estava atrasado de novo no trio que havia no centro da habitação. A loira agora se alternava para chupar os pênis dos homens e a que não tinha na boca a trabalhava com a mão.

—É horrível é chamativo — disse ela com suavidade, tentado analisar suas emoções. —Como é possível que me sinta de uma vez horrorizada e completamente cativada?

—Possivelmente porque pensa muito? —sugeriu-lhe ele entre uns beijos que agora atravessavam o peito.

Lançou-lhe um olhar sensual como resposta.

—Deve ser genial ser um homem, sem ter que sentir muito nem pensar muito.

—Pois você se deu muito bem esta semana, neném, e deveria voltar a fazê-lo agora mesmo.

Certamente, ele tinha razão. As tinha arrumado para descobrir um mundo sexual completamente novo com seu guia e sua habilidade por fazê-la desfazer-se da velha Bella durante aquela semana. Mas estar imersa em algo tão inteiramente escandaloso tinha ameaçado levando a de volta ali.

Até esse momento.

Porque não estava disposta a permiti-lo.

Em lugar disso, ia fechar os olhos. Beber da sensação que provocava os beijos de Edward sobre seu peito, seu polegar acariciando seu endurecido mamilo. Embriagar-se com os sons de prazer que a rodeavam. E... Comer uma uva. Isso era o que queria fazer. Deixar que um homem a alimentasse com uma uva enquanto Edward a beijava. Queria ser assim de atrevida. Queria dar esse passo.

E justo então, levantou a mão para fazer sinais a um bonito moreno que levava um bracelete dourado e sujeitava uma bandeja de uvas, enquanto que Edward deslizava a mão pelo tecido branco diáfano que lhe cobria os seios, despindo-os, mas ela não o deteve.

Não podia fazê-lo.

Tinha que seguir adiante.

Manteve contato visual com o menino bonito inclusive quando a boca de Edward se fechou sobre seu mamilo, e a sua vagina deu um espasmo.

OH, Deus, estava fazendo aquilo, estava fazendo realmente. De algum jeito, fazia sentir imensamente mais desenfreada que em algo que se permitiu aquela semana.

O portador de uvas — que inclusive parecia italiano— se aproximou, e ela lambeu o lábio superior, e assinalou para uma pilha de uvas verdes. O menino levantou um pequeno cacho, sujeitou-o por cima de seus lábios abertos e permitiu que ela agarrasse uma entre os dentes e a língua.

Quando a uva se desfez em sua boca e o doce suco se liberou, Edward sugou com mais força e sentiu como a vagina quase explodia da quebra de onda de prazer que a invadiu, fazendo-a gemer.

—Mais? —perguntou-lhe o atrativo romano.

Aquilo fez que Edward levantasse a cabeça e percebesse o que estava fazendo ela. Seus olhos se voltaram frágeis de luxúria e ela se sentiu formosa e emocionantemente exposta com seus peitos brilhantes e nus entre os dois homens. Estar exibida daquela maneira a fez sentir-se mais úmida ainda fez sentir-se quente e dilatada sob sua diminuta toga.

Esteve a ponto de dizer sim — a mais uvas, e possivelmente a mais de tudo — quando Edward olhou ao menino uma vez mais e esta vez disse:

—Jasper?

OH, Deus.

O romano baixou o queixo, pareceu confuso ao princípio, mas então sorriu.

—Edward, merda.

—Faz um século que não te vejo cara.

—Provavelmente quando do uísque a gogó em 2002, porque levo em Las Vegas após.

Bella se ergueu um pouco e voltou a atirar o tecido até cobrir os peitos. O coração ainda pulsava entre as pernas, mas seu sentido de abandono passional se extinguiu quase por completo sentindo-se um pouco estranha.

—Merda, eu sinto muito neném — disse Edward então. —Este é um velho amigo meu. Estava acostumado a trabalhar em algumas discotecas na Sunset e me aconselhava quando ouvia falar de grupos novos — olhou a Jasper e disse: — Esta é Bella.

—Mmm, olá — disse ela, agradecida sob as estranhas circunstâncias, porque Edward não tinha mencionado que era a nova representante da A&R da Blue Night, inclusive se aquilo era tudo confidencial.

Jasper baixou o olhar para seus seios e sorriu calorosamente.

—Não faz falta que te tampe por mim, bonita. Quando trabalha aqui, acostuma-te a ver montões de seios.

Falou com tanta sinceridade que o comentário pareceu tranqüilizá-la de algum jeito.

—Posso imaginá-lo.

—Então —disse Edward— trabalhando no clube de sexo mais célebre de Las Vegas?

Jasper se encolheu de ombros sob sua toga.

—O que posso dizer? Comecei aqui faz uns poucos meses, um par de noites à semana. O dinheiro é bom e o trabalho é divertido.

—Acredito a que sim — lhe disse Edward.

Jasper voltou a olhar a Bella.

—Deixarei que voltem a fazer o que estavam fazendo. Mas se necessitarem algo faça saber e me encarregarei bem de vocês.

Ela entendeu que aquilo significava comida e bebida, mas sabendo o que fazia naquele lugar, não pôde evitar tomar a oferta de uma maneira diferente e aquela promessa a fez umedecer-se entre as coxas.

—Sinto — disse Edward quando se foi Jasper, depois deitou sobre os travesseiros dourados que adornavam a cama, deixando que os olhos lhe fechassem de desejo. —Agora, onde estávamos?

Ela impulsionou o peito para diante, para ele e descobriu agradecida, que podia que a conversa com o Jasper não tivesse apagado tanto sua excitação como tinha pensado.

—Estávamos aqui.

Em um movimento veloz, Edward voltou a retirar outra vez o tecido do peito e fechou a palma sobre a dolorida pele.

—Encantou-me que o chamasse — murmurou entre mais beijos no pescoço.

Aqueles beijos a tinham colocado tão excitada que apenas se viu capaz de responder.

—Era somente... Pelas uvas.

Um sexy sorriso desdobrou no rosto.

—Mesmo assim... Fiquei mais excitado do que já estava — sua mão se moveu para seu joelho dobrado, e deslizou para cima por sua coxa enquanto inclinava para passar a língua sobre seu mamilo. E no centro da habitação, a loira gritava de prazer, e Bella levantou o olhar para ver como um dos homens a penetrava por trás, e o outro de debaixo, e ela compreendeu naquele momento, que um dos dois lhe estava penetrando pelo ânus! Nesse momento Edward deslizou a mão entre suas pernas.

—Oooh... —gemeu ela, naquele instante necessitava mais que nada sua carícia ali.

—Meu Deus — murmurou ele, depois retirou a mão para levantar a saia.

Foi então, quando ela se lembrou que se depilou para ele e que Edward acabava de dar-se conta disso. Em um lugar muito mais diferente do que ela tinha imaginado.

Olhou para baixo e viu sua suave e clara pele, a pequena e rosada protuberância de seus clitóris se sobressaindo de sua nua abertura.

—OH, neném — disse ele, e soou completamente louco de desejo por ela. —Olhe sua doce vagina. Olhe o que tem feito por mim.

—Você gosta? —inclusive estendeu um pouco mais as pernas para que ele pudesse olhá-lo e, justo como tinha passado quando lhe tinha despido o peito, deu-se conta que já não se preocupava que houvesse outras pessoas na habitação.

Ele deixou escapar um leve gemido em resposta, depois grunhiu:

—Tenho que te lamber. Agora.

—OH... —disse ela, de repente sem respiração e preparada. Encontrou seu olhar e não duvidou nem um momento em abrir um pouco mais as pernas.

Depois de outro olhar voraz ao seu olho, Edward concentrou de novo sua atenção na vagina e se inclinou sobre ela.

Ela se fez para trás sobre os travesseiros e abriu as pernas inclusive ainda mais, tudo o que pôde, para dar a bem-vinda a sua língua faminta e úmida. Ela observou cada uma de suas largas lambidas, com um novo prazer que explorava em seu interior com cada uma das carícias. E observou o trio que ainda estava fodendo no soalho, também. E foi consciente que alguns olhos na habitação estavam inclusive olhando a ela. Observavam-na enquanto comiam a vagina.

Aquilo deveria havê-la horrorizado, tudo isso, mas não foi assim. Somente aumentou mais sua excitação, e se voltou louca de luxúria, enquanto subia para uma altura sexual que quase lhe parecia irreal.

Seguiu suas necessidades, liberou o outro peito debaixo do tecido branco e começou a massageá-los com as mãos. Edward a lambeu inclusive com mais intensidade quando a viu fazer aquilo, e justo por cima de sua cabeça, no soalho, pôde ver que a cena tinha trocado: outro homem se uniu ao trio.

A loira se montou escarranchado sobre um deles como se fora uma vaqueira, enquanto outro o fodia no ânus por detrás. E de pé ao lado da cabeça reclinada do outro homem estava... Jasper, metendo-o pênis em sua ansiosa boca!

Bella nunca tinha visto, nem sequer imaginado, uma cena como aquela. E tampouco podia haver-se imaginado desejando aquilo — tantos homens, dentro da loira, de uma vez— mas a mulher parecia embriagada de prazer.

Bella seguia observando-os enquanto as lambidas de Edward chegavam ao seu interior, e ela se levantava para receber sua boca.

—Sim, carinho. Sim—sussurrou. Ainda massageava os peitos com as palmas das mãos e sentindo o olhar da habitação postos nela e —santo céu— gostou.

Ao mesmo tempo, deixou que seus olhos vagassem um pouco mais, para os casais, os trios e os quartetos que havia ao redor da habitação. O lugar ressonava com soluços e gemidos e a fazia inundar-se inclusive mais completamente naquela sensação de abandono. Desejava desfazer-se de suas inibições como nunca antes o tinha feito, e se fodeu com a boca de Edward com mais intensidade ainda, gemeu mais alto, e voltou a concentrar sua atenção na cena que tinha lugar na plataforma.

Que sensação sentiria com tantos pênis grandes e sólidos dentro dela, investindo-a? Como podia receber um corpo tanta sensação? Como seria ser o centro de uma orgia romana total?

Seu prazer multiplicou, e soube que logo alcançaria o orgasmo.

—OH, nenê, me lamba — rogou a Edward, deleitando-se vendo seus maravilhosos olhos negros entre suas pernas. — me lamba a vagina.

Edward respondeu fechando a boca ao redor de seu dilatado clitóris, fazendo-a gritar e espremer seus peitos com mais força. Sugou, atirou da quente bolinha mais e mais forte e justo quando a mulher do soalho soltava o pênis de Jasper para gritar seu orgasmo, Bella também golpeou o seu.

Escutou seus próprios soluços, sem importar que fora a atrair a atenção de outros, somente respondendo às intensas palpitações de prazer que a invadiam, uma e outra vez. E sobre o soalho, os dois homens que estavam dentro da loira, empurravam e gemiam, os três se moviam agora juntos em ondulações, enquanto o clímax de Bella se desvanecia lentamente.

Exceto pelo Jasper, que não gozou ainda. Seu pênis estava largo e duro ainda, quase bonito da maneira em que um pênis podia sê-lo. E ao princípio, Bella perguntou a razão não teria terminado, mas então ocorreu a idéia que a maioria dos meninos só podia agüentar poucas ereções em uma mesma noite e que possivelmente tivesse que reservar-se pelo bem de seu trabalho.

—Como está? —perguntou-lhe Edward, que se arrastou para ela na cama.

Ela se sentia realmente maravilhosa, inclusive com todos os outros atos sexuais ainda tendo lugar ao redor dela.

—Mmm, muito bem, obrigado por sua maravilhosa língua.

Brincalhonamente, ele se inclinou para passá-la por um de seus mamilos.

—A minha língua também gosta de você.

Justo então, uma garota vestida com toga se deteve aos pés de sua cama, com umas taças de vinho na mão.

—Para apagar sua sede — lhes disse.

Aceitaram o vinho, deram-lhe obrigado e Bella se deu conta que se os empregados tinham a delicadeza de oferecer uma bebida depois de um orgasmo, deviam estar vigiando o que fazia as pessoas. O vinho tinha um sabor doce e agudo e quando Bella beijou a Edward pôde saborear de uma vez o Chardonnay e seus próprios sucos na mescla.

—Quero seu pênis— disse atrevidamente, sem dúvida alguma.

—Está justo aqui — disse ele, justo como o havia dito a noite passada. —Tudo o que tem que fazer é agarrá-lo.

Olhou para baixo e viu que sua ereção fazia uma grande carpa em sua toga. E se deu conta que estranhamente, escandalosamente... Necessitava algo mais que somente seu pênis.

Algo muito mais extremo.

—Quero que me coma ali — assinalou para o soalho que havia ao centro de todas as camas, e que agora estava ocupada por duas garotas e um menino. Ambas as mulheres estavam em topless, e levavam somente pequenas saias brancas e uns saltos dourados romanos como os dela. Alguém estava de pé beijando ao menino, enquanto a outra estava ajoelhada aos pés dele, pinçando sob sua toga, claramente preparando-se para lhe fazer uma mamada.

—Sério? —perguntou-lhe Edward, com uma expressão que provavelmente fora a mais surpreendida que tivesse visto nunca nele. Parecia que nem sequer se dava conta do que estava acontecendo no centro da habitação.

Ela assentiu, sem parar-se a refletir a respeito disso.

—Não sei por que quero fazê-lo, e não posso acreditar que realmente o queira, mas assim é. Quero que me foda diante de todas essas pessoas. Quero que vejam como me dá, quero que me vejam recebendo-o, quero que vejam nosso prazer.

A respiração de Edward se voltou superficial, claramente estava em uma posição meio entre a comoção e o desejo.

—Eu adoraria fodê-la ali mesmo, neném, mas, como te disse antes, somente às pessoas que trabalham aqui pode fazer isso. O sexo está orquestrado, como em um filme pornô.

Deixou-se levar tanto pela lascívia que se esqueceu das regras. E de repente, para ouvir que não podia fazê-lo, Bella se desesperou por fazer realidade aquela fantasia nova e inesperada. Se não o fazia, seria... Como se ficasse algo mais que fazer naquela viagem selvagem, como se não tivesse alcançado todo seu potencial erótico, o potencial que Edward tinha descoberto.

Estudou a habitação, divisou ao Jasper, que acabava de colocar de novo a toga.

—Pergunta a seu amigo. Possivelmente possam fazer uma exceção.

Edward se limitou a piscar.

—Realmente quer fazer isto, verdade?

Ela assentiu, sentindo-se escandalosa, feroz e preparada, e também decidida.

— Quero demonstrar quão suja posso chegar a ser, Edward. Quero ser... O casal sexual de seus sonhos.

Ele levantou a mão para seu rosto.

—Já o é, Bella.

Sentiu como lhe dava um tombo o coração.

—Sou?

—Transei com um montão de garotas, neném, mas...

Ela se mordeu o lábio.

—Mas o que?

—A maioria delas era... Garotas más desde o começo. E como você me deixou... Tirar a garota má que há em você... Bom, isso me faz sentir mais excitado, de uma maneira que nunca antes tinha experimentado.

Bella logo que tinha começado a processar suas palavras, a deixar que lhe atravessassem a pele, quando Jasper se aproximou deles e Edward levantou a mão para detê-lo.

—Ouça — disse Edward, com um tom de voz baixo e conspiratório. —Há alguma maneira que possa levar a minha garota ali acima? —assinalou para o soalho, onde havia agora uma mulher sentada no regaço de um menino, deslizando-se acima e abaixo por seu pênis com as pernas completamente abertas, permitindo que a outra garota a lambesse.

Jasper olhou de um lado a outro entre eles, sem nenhum gesto em sua expressão que revelasse o que pensava.

—Às vezes — começou ele— deixam que os convidados subam ali em cima, mas somente com alguém que trabalha aqui. Sabem que nós manteremos o sexo na direção correta, assegura-lhes que siga sendo visualmente excitante, entendem?

Edward assentiu e então, com cautela, olhou a Bella.

Ela sabia que deveria dizer Obrigado de todas as maneiras, sinto. Mas em lugar disso, disse:

—Possivelmente possamos fazê-lo.

Edward piscou, e ela soube que tinha deixado surpreso com a petição original, aquilo não podia comparar-se com a expressão de assombro que tinha provocado essa sugestão.

—Podemos?

Ela baixou o queixo ligeiramente, agora se sentiu tímida.

—Sim... Se quiser fazê-lo.

—Eu? OH, sim, neném, parece-me bem. É somente que não esperava que você quisesse.

—Eu tampouco, mas... —levantou o olhar para Jasper. —Parece um bom menino.

Ele se encolheu de ombros e sorriu.

—Ele tenta.

Olhou de um lado a outro entre os dois homens, e finalmente seu olhar fixou em Edward.

—Assim... Possivelmente possamos... Fazê-lo com Jasper.

Capítulo Sete

O que mais surpreendeu a Bella foi o fácil que resultava tudo aquilo.

Quão fácil foi deixar-se guiar pelo Jasper e Edward até o soalho quando o trio anterior acabou sua cena. Quão fácil era concentrar-se simplesmente em Edward e em seu desejo por ele — mais que isso, em seu amor por — enquanto passou os braços ao redor do pescoço e o beijava diante da multidão.

É obvio, a razão pela que aquilo lhe resultava fácil era em parte porque, inclusive embora fosse o centro de atenção, havia muito que estava tendo lugar de uma vez. Algumas pessoas se foram e chegaram outras novas. Algumas das camas dos arredores estavam cheias de gente transando e garotas nuas iam e vinham das piscinas quando queriam, somente para passear-se pela sala, úmidas e com um aspecto impressionante.

Mas a outra razão pelo que aquilo parecia fácil foi porque Edward fazia que assim fora. Tinha obtido que o pecado fora tão... Bom. Aquele tipo de pecado. Negou-se a pensar em outros pecados que podia ter cometido aquela semana, e se concentrou somente nos pecados da carne, o qual, compartilhados com Edward, já não lhe parecia pecados absolutamente.

As suaves notas da música dos alaúdes e as liras enchiam o ambiente enquanto Edward a olhava no soalho, e Jasper se levantava detrás dela. E Bella se alegrou, porque inclusive se os fodia aos dois, tudo aquilo era por dar prazer a Edward, excitar a Edward, por ser sua última e liberada garota suja.

O olhar de Edward caiu para seus peitos. O tecido da toga a cobria agora outra vez e, levantando as mãos, moldou seus peitos, fazendo-a suspirar e arquear-se para ele.

Detrás dela, as fortes mãos de Jasper se fecharam sobre seus quadris, depois desceu lentamente para lhe massagear o traseiro.

OH, Deus, ela nunca tinha sido tocada por dois homens de uma vez. E era parecido ao que tinha experimentado a noite anterior, quando tinha recebido prazer por Edward e Rosalie, somente que aquilo era melhor ainda. Porque seus dois amantes eram homens, homens duros e varonis. E porque dava a sensação que todo mundo os estava olhando, observava-a desfazer-se de cada uma de suas inibições, por seu amante.

As palmas de Jasper a tocavam com destreza desde atrás, e subiam por sua cintura até chegar a seus peitos e acariciá-los com suavidade, amassando-os depois. Ela jogou para trás a cabeça enquanto sofria o prazer estranho e embriagador de deixar-se tocar por alguém que não conhecia enquanto Edward a observava.

Quando Jasper curvou os dedos nas franjas de tecido que cobriam o peito e atirou para baixo, despindo-a, Edward se inclinou para beijá-la, e sugar seus mamilos. E enquanto o prazer a alagava, as mãos de Jasper viajaram mais abaixo: alguém lhe levantou a saia e a outra lhe acariciou com descaramento entre suas pernas. Ela se moveu involuntariamente contra seus dedos, o fato de ser o centro de atenção do bacanal ainda alimentava sua excitação.

E quando Jasper desatou o cordão de ouro que havia ao redor de sua cintura e Edward deslizou os polegares sob as cordas de seu ombro para fazer que seu vestido caísse em um redemoinho por seus tornozelos, ela nem sequer se sobressaltou por sua nudez. É mais, gozou dela. Seus mamilos se enrugaram e se esticaram mais, sua vagina se alagou de calor.

Com a guia das mãos de Jasper, ela ficou sobre o soalho, sobre as mãos e os joelhos, adotando a mesma postura que tinha tomado à loira estava de joelhos a sua chegada, a loira ao princípio começou a inspirar seu desejo por um sexo tão temerário.

Como a loira antes que ela lançou atrevidamente o traseiro ao ar, arqueou as costas e levantou a cabeça para olhar a Edward quando este se desfez de sua própria toga, que caiu de um golpe ao chão. Seus olhos, então, desviaram a seu tremendo pênis, que estava completamente erguido, e parecia tão duro e pronto que ela não podia esperar a dar o banquete.

—Ponha em minha boca — disse ela, olhando-o a seus olhos negros outra vez. Viu também que Jasper estava colocando um preservativo detrás dela.

Deveria haver-se sentido aterrorizada. Alucinada. Mas simplesmente não o estava. As coisas que tinha visto naquele lugar e aquela noite a tinham liberado de tal maneira que somente por aquela noite, seus desejos não conheciam limite algum.

Quando Edward colocou o pênis nos lábios, ela os abriu e deixou que ele se deslizasse dentro. Encheu o oco de sua boca, lento, profundo e ela se deleitou com todos os olhos que a observavam em um estado tão obsceno.

E quando ele começou a mover-se dentro e fora, enquanto ela se adaptava a seu ritmo, as mãos de Jasper se fecharam em seu traseiro e seu pênis empurrou contra sua úmida abertura.

Uma vez mais, parte dela desejava sentir repulsão, sentir-se utilizada e abusada. Sentir que estava cometendo um terrível engano. Mas o certo era que não sentia nenhuma dessas coisas. Sentia-se preparada. Preparada para que dois enormes e duros pênis a fodessem. Preparada para mostrar ao mundo inteiro — ou ao menos às demais pessoas que tinham ido a aquele lugar essa noite— quão faminta estava, travessa e suja que era.

Quando Jasper a penetrou, gemeu ao redor do pênis de Edward. OH, céus, nunca antes se havia sentido tão cheia. E de repente, compreendeu o regozijo que tinha visto nos olhos da loira antes. Enquanto Jasper a investia desde atrás, Edward dava seu pênis à frente, os homens a faziam sentir mais completamente fodida do que ela tivesse imaginado possível.

Moveram-se daquela maneira juntos, sua luxúria crescia por momentos, o calor se fazia mais intenso, inclusive embora a sensação de ter dois grandes pênis dentro dela ameaçasse afligindo. Respondeu empurrando para trás com mais força, e sugando a Edward com mais energia. Deu tudo o que tinha, queria perder-se em cada matiz daquele momento, desejava sentir tudo o que teria que sentir.

Jasper a investiu com mais poder, até que ela se viu forçada a soltar o pênis de Edward para gritar de prazer enquanto as investidas a esmurravam de volta. Mas olhou aos olhos de Edward todo o tempo, em cada duro golpe que recebia do homem que tinha detrás e — OH, era como se Edward estivesse ao mesmo tempo diante e detrás dela, porque dava a sensação que era ele quem a estava fodendo não outra pessoa.

—Muito bem, neném — sussurrou. —Está fazendo tão fodidamente bem — e ela adorava que ele estivesse tão metido naquilo como ela o estava observando a outro homem fazer-lhe enquanto ela o olhava aos olhos.

Mas então, Jasper, relaxou-se e ainda sem sair dela utilizou as mãos para trocar de posição, o que recordou a Bella que aquilo era um espetáculo para o desfrute de outros clientes e ela esteve de acordo em seguir seu guia inclusive ele tivesse prometido que as coisas seriam simples.

Detrás dela, Jasper tornou um pouco para trás, abraçou-se a Bella e com seu pênis ainda dentro dela, descansou os joelhos no soalho, o que os situou as duas em uma postura erguida. OH, sentia que daquela maneira a penetrava com mais profundidade, já que descansava o peso de seu corpo sobre ele. Tinha as pernas separadas, tão abertas que suas panturrilhas se estendiam por cima de ambos os lados do Jasper e ele estendeu a mão até suas coxas e utilizou as gemas dos dedos para acariciar também a parte da frente de sua vagina.

Os olhos de Edward caíram brevemente a sua pele recém barbeada, depois os levantou para ela. Ficou de pé a um lado do elaborado assoalho, mas agora subia a ela e se colocava sobre o banco estofado de joelhos, aproximou-se mais e mais, até que seu endurecido pênis pressionou diretamente entre seus peitos.

Ela agüentou a respiração quando sentiu as mãos de Jasper subir mais acima e pressionar os dois Montes de pele suave ao redor da longitude dura como a rocha de Edward. Suspirou com o prazer que aquilo produziu um prazer que nunca antes tinha contemplado. E o prazer se voltou inclusive mais intenso quando Edward começou a deslizar sua ereção acima e abaixo entre seus seios, fodendo. OH, Deus, a fazia sentir-se tão bem. Tão bem receber uns golpes tão fortes esmurrando seus peitos enquanto Jasper continuava comendo sua vagina abaixo.

Uma vez mais, ela moveu com eles, os três encontraram um ritmo em comum, e depois trabalharam nele. Ao redor deles, escutavam-se os gemidos de prazer que invadiam o ambiente, alguns deles vinham dela e os dois homens que estavam lhe dando prazer. E estar naquele assoalho seguia inspirando-a, fazendo-a mais enérgica, desejando demonstrar a todos ali que era ser uma garota má perfeita.

Quando o pênis de Edward empurrou para cima, ela tirou a língua e recebeu a ponta em cada uma das investidas. Ele deixava escapar um quente gemido atrás de outro com cada lambida que lhe dava, e finalmente, inclinou-se para diante, formando um O com a boca, deixando-o que guiasse a cabeça de seu pênis entre seus lábios cada vez.

Ao fazer que seu pênis se umedecesse de novo, permitiu que se deslizasse com mais facilidade através do vale de seus seios, voltando à pele pegajosa, fazendo que ambos os peitos se golpeassem um com o outro com mais força. Agora eram as palmas das mãos de Edward as que pressionavam seus seios ao redor de seu pênis, Jasper utilizava agora uma mão para equilibrar sua cintura enquanto a fodia e a outra para esfregar seus clitóris com quentes e pequenos círculos.

Moveram-se ao uníssono, o prazer se fazia mais profundo, mais intenso, até que Bella pensou que morreria ao receber tão de uma vez. O redemoinho rítmico dos dedos de Jasper demonstrava sua experiência sexual, levando-a cada vez mais perto do orgasmo com cada uma de suas carícias circulares. Ela empurrava o clitóris contra sua mão inclusive enquanto recebia seu pênis de abaixo. E sentiu os peitos dilatados dos golpes que recebia do pênis de Edward, que de algum jeito, pareceu-lhe maior que nunca.

Escutou como sua própria respiração se voltava mais difícil, mais ruidosa, e soube que estava muito perto de alcançar o clímax, e sobre ela escutou que Edward também respirava com dificuldade. Levantou a cabeça e se encontrou com seu olhar quando a ponta de seu pênis entrava em sua boca, depois o escutou murmurar:

—OH, porra, estou gozando — justo quando um quente e úmido sêmen saiu disparado da fenda de seu pênis, arqueando-se ao longo de seus seios em um, dois e três vigorosos disparos.

Ela ficou sem respiração alcançando o orgasmo, as cálidas palpitações de um prazer explodindo em sua vagina. Estendeu-se para fora enquanto Edward esfregava sensualmente sua branca e quente semente por seus peitos, deixando-os pegajosos e brilhantes, em uma massagem obscena que fazia que seu clímax se alargasse mais e mais, mais tempo do que nunca tinha durado.

Quando finalmente o prazer começava a desvanecer-se, sentiu que Jasper empurrava seu pênis dentro dela — com mais e mais dureza— gemendo com cada golpe, enquanto suas mãos se agarravam a seus quadris com força e então, soube que ele também acabava de gozar.

E enquanto todos ficavam quietos, a multidão que os rodeava pareceu ficar em silêncio também — fazendo-a pensar a ela que possivelmente havia um montão de gente gozando com eles— e Edward fez algo que ninguém no soalho tinha feito aquela noite depois do espetáculo. Tomou ao rosto entre as mãos e a beijou.

Capítulo Oito

Estavam tombados na cama da habitação de Edward, abraçados e nus, ao bordo de ficar dormidos.

—Está segura que não quer tomar uma ducha? —perguntou ele.

Seu cabelo lhe roçou o ombro quando negou com a cabeça.

—Não. Estou muito cansada. E eu gosto de ter seu sêmen sobre mim.

Ele sorriu, exausto e sonolento, mas mais satisfeito do que podia chegar a compreender.

—Não pensava que você gostasse de algo assim. Tentei controlá-lo, mas não pude fazê-lo.

Ela voltou a negar com a cabeça.

—Eu adoro. É como... Levar você colocado.

Igual tinha passado com sua ejaculação aquela noite, Edward não pôde controlar agora o leve grunhido que escapou de seus lábios como resposta. Justo quando ele pensava que a tinha levado ao topo de sua disposição sexual, ela subia inclusive mais alta. Esperava que ela aceitasse o ambiente da falsa orgia romana, mas nunca tinha passado pela cabeça que fora a sugerir fazer um trio com outro homem. Tinha surpreendido mais que o encontro que tinham tido com Rosalie. Porque uma coisa era beijar a outra garota, esfregar seu corpo com o dela, mas tomar dois pênis de uma vez... Merda, ainda estava surpreso. E quase ao limite de ter outra ereção só lembrando-se da cena, apesar de como desgastado estava depois de uma semana inteira de sexo selvagem e louco com ela a quente e formosa Bella.

—Nem sequer chegaste a foder esta noite — meditou ela.

Edward pensou naquilo durante um momento, pensou a respeito do satisfeito que se encontrava até sem havê-la tomado.

—Sim, mas tenho a sensação que o fiz.

—Sei. Não é incrível?

Ele baixou a cabeça para olhá-la aos olhos, que se abriam de par em par de surpresas, sob a escuridão. E se lembrou da ascensão naquela plataforma, de como se comportou de suja para que todos outros pudessem vê-la, do contraste que fazia com a doce garota que agora tinha a seu lado. Um contraste que fazia que seu coração lhe desse um tombo no peito.

—Você sim que é incrível.

Sorriu-lhe, e se encolheu contra ele um pouco mais.

—Boa noite, carinho.

—Minha garota suja, boa noite.


[1] Homem que se casa com uma mulher muito mais nova que ele. Gíria "Pegou para criar"

[2] Vasos antigos