. : : Capítulo V : : .
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Amy Meester

Certo, isso é o apocalipse. São dez horas da noite e já estávamos de pijama, péssimo sinal. Certo que é dia de semana, mas estávamos de férias e sem nossos pais, isso não deveria significar um "Vamos para a balada e voltar de madrugada com os saltos nas mãos?". É, deveria, principalmente levando em consideração que não morávamos mais com nossos pais.

- Ah, isso aqui ta um tédio. – Bufei.

- É, eu sei. – Lily passava os canais com o controle remoto com uma expressão vazia.

- Eu não deveria ter dispensado o James. – Malu disse olhando para o nada. – Tipo, eu poderia estar dançando e bebendo alguma coisa legal. – Fez uma pausa e olhou pela varanda. – Hei! Por que agente não faz isso?

- Então vamos para onde? – Perguntei animada.

- Sei lá. – Deu os ombros. – Mas, definitivamente, qualquer lugar é melhor que aqui.

- Certo, encontro vocês aqui na sala em uma hora. – Lily saiu correndo para o quarto.

Uma hora depois, Luma e eu estávamos prontas. Sim, milagrosamente, Luma estava pronta. Ela foi até a cozinha e pegou uma barrinha de Twix.

- Quer um? – Perguntou sentando-se na cadeira branca e colocou os pés sob o móvel de centro.

- Não obrigada. – Fiz uma careta. Se ela me oferecesse uma pizza, aceitaria de boa. – Vamos, Lily! – Chamei impaciente.

- Ok, ok, eu já estou pronta. – Chegou na sala e deu um sorriso. – Quem vai dirigindo?

- Eu! – Malu riu. – Claro, que eu né?

- Aham. – Revirei os olhos. – Bem, sugiro que agente vá de táxi. Daí todas nós nos divertirmos sem problemas para a volta.

- Ótimo, vamos? – Lily pegou a chave de casa, Malu correu para o banheiro e voltou alguns minutos depois.

- Para onde? – Perguntou Luma assim que retornou à sala.

- Não sei, estou com fome, vamos comer pizza? – sugeri.

- Vamos.

Não estávamos preparadas para um baile de gala, mas acho que estamos bem arrumadas para irmos para uma boate. Descemos e pegamos um táxi na porta de casa, entramos as três no banco de trás e Lily se pronunciou para o motorista.

- Boa noite. Ah, o senhor poderia nos levar a uma boa pizzaria?

- Claro.

- Bem, de preferência que tenha alguma boate por perto.

Ele não respondeu de volta, continuou apenas dirigindo. Malu deu os ombros e ficou olhando pela janela, Lily começou a procurar seu celular dentro da bolsa e eu sobrei.

Uns dez minutos depois chegamos a uma pizzaria ainda no East Chicago, Malu pagou a corrida e descemos do carro. Flamboyant era o nome do lugar. Um belo lugar, por sinal.

As paredes eram em sua maioria brancas com algumas colunas vermelhas, a iluminação era baixa e alguns quadros compunham o lugar aliados a algumas plantas discretas. Acomodamos em uma mesa no interior da pizzaria e o garçom trouxe o menu.

- Vinho tinto. – Malu analisou cuidadosamente. – É um bom começo. Ah um Cabernet Sauvignon, por favor.

- Bem, eu a acompanho. – Lily falou.

- Ah, um vinho do porto, por favor. – Pedi.

- Bem, de volta aos velhos tempos. – Malu inalou o ar do lugar e suspirou.

- Ah, nem tão velhos. – Lily riu. – Mas você não falou nada sobre esse tal de James.

- É, como assim você dispensou? – Perguntei curiosa.

- Bem, eu conheci quando eu meti a cara no poste. – e apontou para a testa, Lily e eu rimos. – É, eu sei, foi super engraçado. – Fez cara feia.

Ela fez um breve resumo, e foi realmente breve sobre o caso com o James Potter, nosso vizinho. Ela deu uma olhada no lugar e bebericou o vinho e concluiu.

- Daí eu achei melhor agente parar de sair, sabe vizinhos... essas coisas todas.

- Não, eu não sei. – Disse incrédula.

- Ah, tipo, ele mora muito perto. – Justificou, sabendo que seus argumentos não eram validos. - Enfim, dispensei e ponto. Vamos pedir as pizzas? Estou com fome.

Lily apenas revirou os olhos e abriu o cardápio, o mesmo fizemos Malu e eu. Chamamos o garçom e fizemos o pedido, não demorou e já estávamos sendo servidas. Uma de calabresa para Lily, uma Havaí para Malu. Como alguém pode comer abacaxi?! E uma de lombo com catupiry para mim.

- Quero que as aulas comecem logo. – Lily comentou animada apreciando sua pizza.

- É, realmente, não vejo a hora. – Falei empolgada. – E o melhor: nossas aulas só são à tarde!

- Com certeza, quer dizer, na maioria dos dias eu tenho dois turnos de aulas. – Sorriu. – Mas não podemos dormir a manhã toda, tipo, agente tem que estudar.

- Pelo menos agente vai estudar algo que gosta, então não vejo problemas de fazer isso à noite. – Comentei. – Comprei os livros hoje, amanhã vou dar uma olhada pela tarde, acho bem provável que não estarei bem pela manhã.

- É, chegar lá sabendo alguma coisa é bem legal, causar uma boa impressão. – Lily sorriu maliciosa e seu sorriso se desfez. – Malu?

- Ah, claro. – Balançou a cabeça e ficou de pé. – Com licença, vou ao banheiro.

- Tá. – Lily ergueu uma sobrancelha.

Depois da pizza fomos para a boate, não aconteceu nada demais. Quer dizer, nenhuma de nós ficou com alguém, não houve tiroteio ou assalto, agente apenas dançou e bebeu alguns refrigerantes, coquetéis de vários sabores. Chegamos em casa quando o sol já estava no céu. Subimos e entramos em coma em nossas camas até o começo da noite.


Peter Pettigrew

Aquela casa estava entrando em decadência ou coisa assim, as pessoas estão doentes ou algum ET fez lavagem cerebral neles. Cadê as festas, mulheres bonitas e bebidas? Bem, poderiam estar em qualquer lugar, menos ali. Normalmente nas férias os amigos se juntam e fazem altas farras em seus apartamentos e na época de aulas há certa moderação nas noitadas. É, mas nós não somos normais, que novidade.

Nas férias sempre tem alguém estudando, ou na casa de fulano ou bêbado isoladamente, mas no período letivo 'é álcool em nós', quase todas as noites agente se diverte como amigos e ainda conseguimos ser os primeiros das turmas.

Remus está estudando anatomia e James está fazendo qualquer coisa, Sirius está viajando e eu apenas vegetava na sala. E, para não perder o costume, o telefone toca e quem atendia? Eu.

- Alô.

- Ah, oi quem está falando? – A voz feminina perguntou do outro lado.

- Pettigrew, Peter Pettigrew.

- Oi Peter! – A pessoa deu um grito. – Sou eu, a Isabela, lembra?

- Ahhhhh... – Parei um pouco, mas eu conheço várias 'Isabelas'. – Bem, não.

- Ah, como não lembra?

- Conheço tantas. Bem... Benson, Grazianne, McAdams..

- Exatamente, Benson! – Me interrompeu. - Tudo bem?

- Sim, e com você?

- Estou ótima, ah o Sirius está?

- Não, não ele viajou.

- Ah.. -Ela ficou em silêncio, parecia decepcionada por não ter sido avisada. - Então ta, depois nós marcamos alguma coisa todos juntos, pode ser?

- Claro. Agente vê qualquer coisa aí depois.

- Até mais. – Desligou.

Ih, coitada, se iludindo com o Sirius.. Isso não vai acabar bem


Sirius Black

Aquele lugar é incrivelmente romântico, isso me lembra os meus planos e ao fiasco em mal começar. Ajo por impulso, sem pensar nas consequências, ou seja, só me arrombo nesta vida. Definitivamente, eu não deveria ter ficado com a Isabela, ela é legal demais para eu ter ficado com ela. É, eu não estou mais 'afim' dela, se é que algum dia estive, sim, foi impulso, James deve está puto comigo.

Enfim, ali era tão incrível que dava até vontade de trazer alguém aqui, na verdade não um alguém: uma mulher, mas não qualquer uma. Queria ter uma namorada legal, carinhosa, meiga. Queria alguém que pudesse entender os meus problemas, que me amasse, que eu pudesse contar sempre. Queria algo além de uma noite, mas agindo como ajo é impossível. Talvez um dia isso aconteça, que eu me apaixone e não passe de uma simples tara e daí (pensando como piegas) será eterno.

A propriedade possuia uma casa principal com quinze suítes e um chalé afastado para visitantes com duas (e as vezes era insuficiente para comportar todos os visitantes das reuniões em família). Havia um estábulo, uma trilha, uma gruta e um lago. É magnífico.

- Sirius! – Uma voz me despertou de meus devaneios.

- Ah, é você. – Falei com desgosto. – O que você quer Bellatrix?

- Você.

- Só lamento.

- Qual o seu problema, hein? – Praticamente gritou.

- Nenhum. Você que é o problema.

- O que você está querendo dizer?! – Ela sabia muito bem.

- Sei lá, cansei de mulheres como você. – Dei os ombros.

- Irresistíveis, sedutoras? – Perguntou lançando seu cabelo chapado ao vento.

- Não. Fúteis.

- Panaca. – Bufou. – Sua mãe está te chamando. – Deu as costas e saiu afundando seu salto na lama.

Bom sinal não é, definitivamente, nada relacionado à minha mãe pode ser um bom sinal.


Lily Evans

Depois da noite de ontem, hoje é o dia que agente fica em casa com um copo cheio de água e comprimidos ao lado em uma posição confortável no sofá. Ok, nós não estávamos nesse estado deplorável.

Amy comia batatas fritas e assistia ao jornal, normalmente, Malu e eu prestávamos atenção, mas hoje não. Ela mexia com expressão de tédio em seu notebook e eu? Bem, olhava para o vazio.

Nossas aulas começavam depois de amanhã, nunca pensei que esse dia fosse chegar, quer dizer, não tão rápido. Fazer medicina e ajudar as pessoas sempre foi o meu maior sonho. Minha mãe é neurocirurgiã, mas apesar do que todos pensam, ela não me influenciou a seguir a profissão. Isso foi ótimo da parte dela. Meus pais nunca me pressionaram a fazer coisas que eu nunca quis, por exemplo, líder estudantil ou de grêmios. Odeio bancar a intelectual, é eu não sou nerd como pareço. Ser líder de torcida, esse é o lance.

Vamos estudar em Hogwarts. Não é Harvard ou Yale ou Princeton, mas é uma excelente faculdade particular. Enfim, deixamos o colégio. Serão farras, estudos, bailes... hei!

- ESTAMOS ATRASADAS! – Saltei do sofá. Malu espiou por cima do notebook e Amy congelou segurando a batata frita olhando-me com a sobrancelha erguida. – Baile de Máscaras oferecido pelos veteranos!

- Ahh... – Amy colocou a batata na boca e voltou a olhar para a TV e Malu voltou sua atenção para a tela. – Depois eu penso em algo.

- Hei, temos que comprar as fantasias! – Qual o problema delas? – Cadê a empolgação de vocês? Lembra que agente sempre comprava as melhores fantasias, ganhávamos prêmios e éramos populares?

- Lily, acorda. – Amy suspirou. – Não vamos mais ser populares. Hogwarts tem milhares de alunos, bem mais que no internato. Lily, lá ninguém nos conhece ou estudou conosco desde sempre, seremos apenas: calouros.

- Que pessimismo. – Bufei e sentei novamente no sofá. – Realmente, não seremos as melhores se não dermos importância a festa, e de qualquer forma, agente esperou a vida toda por este baile.

- Tudo bem, amanhã agente vê isso. – Amy disse super empolgada. Minto.

...

- Bom dia meninas! – Cheguei sorridente na cozinha. – Que cara é essa Malu?

- Não dormi bem.

- O que aconteceu? – Amy perguntou preocupada.

- Nada. Só não dormi bem.

- Nervosa? – Perguntei.

- Sei lá. – Deu os ombros. – Provavelmente.

- Então... – Comecei empolgada. – Vamos procurar as fantasias?

- Não faço idéia do que vestir. – Amy pareceu preocupada. Agora sim ela estava pensando no baile.

- É um baile de máscaras, é tão simples, uma máscara e um vestido. – Malu falou bebericando seu suco.

- Malu, mas as pessoas usam fantasias e máscaras. – Amy explicou.

- Então tá. – Deu os ombros.

- Já sei, vou comprar um curto preto e usar com scarpin. – Amy falou.

- Ótimo, vou comprar um vestido caramelo. – Falei olhando para Malu e Amy virou-se para ela.

- Quê?

- Como você vai? – A outra ruiva perguntou.

- Sei lá. – Deu os ombros. – Tanto faz.

- Sai deste corpo que não te pertence! – chacoalhei Malu. – Saia de dentro da minha amiga!

- Lily, você é muito besta. – Ela riu pela primeira vez esta manhã. – Essa coisa de popularidade, bailes, líder de torcida nunca foi a minha cara. Eu sempre fui uma fracassada no time de lideres, bailes eu sempre participei porque minha mãe insistia que eu fosse da comissão e popularidade? Bem, é impossível não ser quando se anda com Lily Evans e tem o meu pai.

- Você é a mais sem graça. – Dei língua prá ela.


Sirius Black

- Bom dia querido! – Mamãe beijou minha bochecha. – O café está bom?

- Está sim, mãe. – Sorri, ela estava sendo gentil demais.

- Suas aulas começam amanhã, não é? – Ela estava tentando dialogar comigo?

- Sim. Pela manhã, viajo depois às três horas. – Falei indiferente, estava puto com ela.

Minha mãe sempre foi a bajuladora oficial número um da Bellatrix, ela é quase uma Madonna para a minha mãe. Linda, sensual, 'comportada', educada... bla bla... Ela não sabe o que fala. Ontem nós discutimos, mais uma vez, por ela. Para minha mãe, Walburga, a mulher ideal para ser minha namorada chamava-se Bellatrix Black.

- Está chateado?

- Talvez.

- Desculpe-me. – É o fim do mundo, minha mãe está conversando comigo, ou pior, pedindo desculpas. Vai chover forte hoje.

- Tá.

- Isso é um "tá desculpado"? – Perguntou esperançosa.

- Tanto faz, se prefere assim. – Eu não ia ceder aos caprichos dela.

- Querido, você se importa em levar suas primas?

- Me importo.

- Deixe de ser egoísta.

- Deixe de querer me empurrar a Bellatrix apulso. –Bufei. – Vou para Chicago, até mais.

Não ia ser muito bom passar o dia ali, portanto, era melhor sair o mais breve possível. Eu não iria para casa, mas, certamente, não ficaria por aqui.


Lily Evans

Já era quase dez horas da noite, estávamos sentadas com comida chinesa e vendo filme. Pijamas, travesseiros e edredons. Isso me lembrava as nossas reuniões as escondidas no internato. Pedíamos comida e pegávamos pelo muro, depois ligávamos a TV baixinha e fechávamos as cortinas. Na manhã seguinte parecíamos moribundas vestindo aquele uniforme preto.

Passamos a manhã toda fazendo compras. Sapatos, bolsas, vestidos... Coisas para usar na faculdade e para o tão esperado baile de máscaras. Malu não comprou nada para o baile, ela realmente acha que não vai, até parece que eu vou deixar ela cometer esse suicídio social.

- Besta esquecida! – Malu deu uma tapa na testa. Amy se assustou.

- O que aconteceu? – Amy perguntou.

- Esqueci de comprar o soro da minha lente.

- Compra amanhã. – Sugeri.

- Não tem como. – Ela ficou de pé e foi para o quarto. – Eu vou me atrasar muito se for comprar amanhã. – Gritou de lá.

Bem, isso era verdade, Malu costumava ser uma lesma para colocar as lentes. Alguns minutos depois ela voltou vestindo uma roupa normal.

- Quer uma carona? – Ofereci.

- Não obrigada. – Ela sorriu. – Vou esticar as pernas no parque.

- Então tá. – Dei os ombros.

- Cuidado, não volte tarde! – Amy falou séria.

- Tudo bem, não irei demorar.

- Precisamos ver o que ela vai usar. – Falei quando ela fechou a porta. – É depois de amanhã!

- Bem, é verdade, mas eu não acredito que agente vá conseguir arrastar ela. Ela, definitivamente, não gosta. Nós sabemos, Lily, que ela só ia por causa do Matt, aqui ela não nenhuma motivação do gênero.

- Que droga. – Bufei. – Olha, agente dopa ela algumas horas antes, quando ela acordar não terá escolha.

- Esqueça. – Ela fez uma careta. – Essa ideia é sem noção.

- Ninguém dá credito aos meus planos. – Fiz-me de ofendida.

- Não sei porquê. – Revirou os olhos.


James Potter

Estávamos os três reunidos, a exceção de Sirius que ainda não chegou de viagem. Pizza, cerveja e um filme de ação. Era completamente irracional e irresponsável, mas era uma sensação boa a de se superar no outro dia. Eu sei, é patético.

- Hum.. vocês vão para o baile de máscaras? – Remus perguntou.

- Ah Remus, tipo não vai passar do clube dos bolinhas para o da Luluzinha não né? – Peter perguntou de boca cheia. Eu comecei a rir.

- Idiota. – Ele bufou. – Olha, agente tem que ver os smokings.

- É. – Concordei. – Estão sabendo que as mulheres têm que vestir vestido acima do joelho. – Meus olhos brilharam.

- Sim, vai ser ótimo. – Remus sorriu maliciosamente.

- Amanhã agente compra as coisas? – Peter perguntou.

- Sim, depois da aula, todos estamos no período da manhã, então depois da aula agente almoça fora e vai comprar. – Falei.

- Eu não se irei, não peguei meu horário, não sei se terei horário duplo. – Remus falou.

- Esse povo área de saúde. – Revirei os olhos.

- Panaca. – Bufou. – Mas eu dou um jeito.


Luma Kopke Schmidt

Estava frio, mas era agradável. Inalei o ar que me circundava e coloquei as mãos na bolsa do casaco. Comecei a andar em direção à farmácia.

Amanhã iriam começar as aulas, isso seria bom, iria ocupar a minha mente. Depois de meus dois relacionamentos fracassados, eu posso dizer que eu estou bem, mas não pronta para outra, pelo menos não agora. Minha mente estava vaga, sem expectativas. Eu simplesmente estava vazia, esperando a hora certa para me preencher, para logo o vácuo tomar conta de mim. Era sempre assim.

Quinze minutos de caminhada foram suficientes para alcançar uma farmácia. Peguei o soro e alguns comprimidos que viriam a ser úteis depois. Paguei e sai.

Durante a volta passei em uma máquina e comprei uma coca-cola e uma barra de chocolates. Fui caminhando em direção ao parque e sentei-me em um banco não tão longe do calçamento.

Meus pensamentos vagaram para o baile de máscaras. Fiz uma careta e tomei um gole da coca. Era patético, tão patético quanto os outros que eu já fui. Para mim, bailes eram sinônimos de dança, ou seja, uma vergonha total. Definitivamente, eu não nasci para dançar ou fazer coisas que envolva as pernas, exceto patinar, embora que eu me acidentasse mais que qualquer outra coisa.

Eu sempre fiz parte do grupo de lideres de torcida, bem na verdade eu sempre ficava no fundo, onde, caso eu levasse uma queda, ninguém prestaria atenção ou carregando as faixas, mas nada que envolvesse coreografias elaboradas. Eu era popular por isso, sinceramente, não sei porquê. Também participava da comissão escolar, era exaustivo. Poderia me considerar algo multifuncional. Organizava bailes, eventos esportivos, coisas assim. Era importante para minha mãe. Agora não iria fazer diferença se eu fosse só a Malu, ninguém me conhece ou tem cobranças a meu respeito. Agora eu poderia ler, patinar e fazer coisas de nerd, como todo mundo sempre me chamou. Estava, finalmente, livre daquela máscara. Eu não iria.

Olhei para o relógio, estava muito tarde. Terminei de comer o chocolate e comecei a andar preguiçosamente, mas eu não poderia andar assim, logo eu estaria vomitando esse chocolate.

- Olá lindinha. – Uma voz rouca falou atrás de mim.

Eu gelei. Olhei para trás e haviam dois homens altos e fortes me seguindo. Minhas pernas tremeram, eu comecei a andar mais rápido. Eu evitava olhar para trás, mas eu podia sentir que eles estavam me seguindo. Quando cheguei a pista principal havia um carro preto parado. Isso me assustou muito.

- Não se mova, isso é um sequestro. – O que havia saído do carro falou me abraçando.

Estava ferrada, não havia movimento na rua a esta hora, era só eles e eu. Eu tremi da cabeça aos pés. Meu lado racional dizia "não se mova, eles vão pedir o resgate e tudo vai acabar bem", mas eu não ajo pela racionalidade e sim por impulso, a adrenalina pulsava na minha veia. Eu dei um chute na parte intima de um deles comecei a correr o mais rápido que pude.


Sirius Black

Não via a hora de chegar em casa. Depois de abandonar a casa de minha mãe fui até a praia e fui surfar um pouco. Eu estava precisando. Andar no parque era confortante, embora estivesse tarde, seria bom fazer isso antes de mais um período de aulas.

Passava lentamente, de carro, próximo ao parque, algo chamou minha atenção. Uma mulher corria, não muito velozmente, com três homens correndo atrás dela. Não era qualquer mulher, era Luma.

Acelerei e subi na calçada. Abri a porta e dei um grito.

- Luma!

Ela não respondeu, apenas entrou no carro e fechou a porta rapidamente. Eu acelerei e voltei para a pista.

- Coloque o cinto. – Mandei e ela balançou a cabeça positivamente.

O carro nos perseguia atrás. Eu já estava por volta dos 200km/h, ela olhava para o painel nervosa e depois para o retrovisor.

- Diminua a velocidade! – Pediu. – Vamos morrer!

- Não vamos. – Assegurei-lhe.

- Acha que eles já pararam de seguir?

- Não sei, mas não é bom arriscar. – Falei olhando pelo retrovisor. Aparentemente eles não estavam mais nos seguindo. – O que eles queriam?

-Me sequestrar. – Disse nervosa.

- Bem, neste caso acho melhor não voltar.

- Quê?! – Ela virou-se bruscamente para me encarar. – Ficou maluco!?

- Não, só acho que não é uma boa ideia agente voltar agora. Vamos esperar um pouco.

- Claro, vamos andar até a gasolina acabar e parar no meio da estrada!

- Não é assim. – Me concentrei na estrada e comecei a explicar. – Vamos parar numa pousada e esperar até amanhã pela manhã.

- Eu tenho aula!

- Eu também. – Informei. – Mas não podemos voltar. Ligue para suas amigas, elas devem estar preocupadas.

- Não trouxe celular. – Informou.

- Pegue o meu, está aqui perto da marcha. – Falei distraído olhando para a frente. Já havíamos saído de Chicago.

Ela discou e contou que dormiria fora, não alongou muito a conversa, deu detalhes básicos e falava freneticamente "eu estou bem". Desligou o telefone e virou-se para mim.

- Você não vai desacelerar?

- Gosto de dirigir assim. – Sorri. – Aventura, pratico esportes radicais, lembra?

- Bem, se importa de dirigir um pouco mais devagar enquanto eu estiver com você? – Pediu com os olhos nervosos. Eu diminui um pouco. – Obrigada.

- Vamos parar aqui. – Informei quando um motel se aproximava.

- Um motel? – fez uma careta.

- Bem, é o lugar mais próximo. – Dei os ombros.

Pedi um quarto apenas, eu não ia deixar ela dormir sozinha, era perigoso demais. Fomos para o quarto e Luma sentou-se na cama observando o lugar.

- Obrigada.

- Não tem por onde. – Sorri.


N/A:

olá pessoas! bem, a escritora surtada está postando. Sinceramente, eu acho que não está bom, as são vocês quem dizem.

abram a boca: tá ruim? tá bom? vocês já tiveram o maior trabalho de ler isso, então, uma review nao vai arrancar a mão.

um abraço especial para: Bellah, Barbara Malfoy Cullen, Danielle Malfoy Black, Fernanda e DinhaCerqueira.

obrigada pelas reviews! hei, aviso prévio... eu QUERO reviews, ou seja, sem muitas reviews igual a sem post. quero pelo menos umas seis.

beijos

Jess