Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto. A história é de autoria de Maya Banks do seu livro Seduzida por um guerreiro escôces – Série Montgomerys e Armstrong. Essa Fanfic é uma adaptação.

Capítulo 07

Olhando, agora, Sakura não saberia dizer o que a fizera mudar de ideia sobre Sasuke Uchiha. Foi um gesto impulsivo de sua parte, do qual ela poderia se arrepender.

Por outro lado, porém, nada mais podia ser feito sobre o casamento. Ela já observara bocas o bastante para saber disso. Seu destino era inevitável; então, por que não aceitá-lo?

Sasuke a fascinava. Não era como se pudesse ouvir suas palavras, mas a voz dele soava como um zumbido grave e prazeroso em seus ouvidos. Um raio de luz em seu sombrio mundo de silêncio. Havia outros sons que julgara imaginar, mas agora se perguntava se era realmente imaginação ou se podia ouvir um número limitado de coisas. E se pudesse, por quê?

Suas sobrancelhas estavam apertadas em concentração, e ela não prestava a menor atenção àquilo que sua mãe dizia. Eram sons mais profundos. Ela tinha certeza disso. Não se lembrava de ter ouvido nenhuma voz feminina desde o acidente. Certamente, nenhum grito nem tons altos. E a música, algo de que mais sentia falta, estava completamente perdida para ela.

Exceto sons graves. Às vezes, jurava que ouvia pequenos sons quando Gaara estava zangado e levantava a voz. Uma vez, quando seu pai ficara bravo por ela ter vagado longe demais, quase pôde afirmar que ouvira o grito dele, ou ao menos sentira a vibração do grito em seu ouvido.

Era tudo um grande e misterioso quebra-cabeça que a fascinava e a fazia querer buscar seu futuro marido de novo, só para que falasse com ela. Qualquer coisa era melhor que o silêncio entediante que a mantinha prisioneira. Qualquer som, por mais insignificante, seria bem-vindo.

Sua mãe apareceu à sua frente, agarrou seus ombros e a sacudiu com violência:

– Sakura! Está me escutando?

Sakura piscou e encarou a mãe. Estavam no quarto de sua mãe enquanto tomavam as medidas de Sakura para o vestido do casamento.

Mebuki movimentou a casa inteira com os preparativos do casamento e recrutou nada menos que seis mulheres para tomar as medidas de Sakura e para ter certeza de que o vestido seria costurado a tempo.

– O que você fez lá embaixo? – Mebuki perguntou.

Havia uma preocupação gentil nos olhos da mãe, mas não só isso: havia também uma genuína curiosidade.

– Você precisa aprender a medir suas respostas – Mebuki disse. – Sasuke Uchiha não é homem para se brincar. Tenho medo do que possa fazer se você o desrespeitar daquele jeito em suas terras. Não sei que tipo de homem é. Ele jura que não abusa de mulheres, mas nunca se sabe o caráter de um homem à primeira vista, e você deve entender isso.

Sakura franziu as sobrancelhas ao ler aquilo nos lábios da mãe. Depois de estudado de perto por Sakura, Sasuke não parecia tão assustador. Suas feições pareciam esculpidas em pedra. Era como se fosse partir alguém ao meio se simplesmente olhasse para ele. Mas Sakura sentira algo totalmente diferente e nem sabia dizer o que era. O que sabia era que ele fora muito bondoso e paciente com ela.

Sasuke não a repreendera por causa de sua intromissão rude nem exigira que se afastasse. Não a machucara por causa de sua audácia, mas dissera palavras bondosas para ela. Palavras que dificilmente seriam ditas por um monstro.

Com certeza não estava errada sobre isso. Mas, por outro lado, Sakura nunca fora boa em julgar as pessoas.

Na verdade, como evitava a maioria das pessoas por não querer encarar o menosprezo, o medo ou a zombaria, ela não tinha muita experiência com gente de fora do seu círculo familiar. No entanto, não estivera errada sobre Kabuto Yakushi e continuava lembrando a si mesma que Kabuto enganara seus irmãos e até mesmo seu próprio pai, mas não a enganara.

Ela alcançou as mãos da mãe e puxou-as até o coração. Mebuki surpreendeu-se, franzindo as sobrancelhas sem entender. Sakura apertou as mãos da mãe e depois se inclinou para beijar seu rosto.

Quando a jovem afastou-se, sua mãe parecia atordoada. Seus olhos queimavam com um súbito entendimento e choque.

– Você quer que isso aconteça. Quer se casar com Sasuke Uchiha.

Robina afastou-se e depois cambaleou até a cadeira ao lado da pequena mesa perto da janela.

– Nunca esperei por isso. Tive tanto medo. Não quero que deixe o nosso cuidado e proteção. Você é nossa garotinha, Sakura.

Ela parecia tão perturbada que o coração de Sakura se apertou e seus lábios se torceram de desgosto.

– Eu devia saber. Devia ter percebido que você queria o que todas as garotas normais querem. Um marido. Filhos. Uma vida própria. Apenas não sabia se seria capaz disso… de entender seus deveres. Você entende, Sakura?

A mãe a olhava ansiosa, buscando com os olhos alguma informação na expressão de Sakura, nos olhos dela ou em qualquer outro gesto.

Havia muita coisa que Sakura não compreendia, mas entendia bem o suficiente as coisas do dia a dia e, certamente, muitas coisas nunca lhe foram explicadas.

Mas não queria perturbar ainda mais sua mãe.

O negócio do casamento não devia ser tão difícil assim, não é mesmo? Ela observara seus pais durante toda a vida. Sua mãe era muito boa em administrar um lar e capaz de cuidar de seu marido, quando preciso.

Sakura pode nunca ter praticado o conhecimento adquirido em suas observações, mas isso não a tornava menos capaz.

Olhou para a mãe e simplesmente assentiu, deixando que ela entendesse aquilo como quisesse.

Mebuki suspirou e esfregou a testa.

– Quero que você seja feliz, minha filha, e acho que você tem sido feliz aqui. Nós apenas tentamos protegê-la, espero que saiba disso.

Sakura sorriu, mostrando todo o amor que sentia pela mãe, e Mebuki reagiu rapidamente. Levantou-se e correu para abraçar Sakura com força.

Sakura não sabia do que a mãe estava falando, mas isso não importava, porque ela entendia. Tudo o que precisava saber estava ali mesmo, no abraço de sua mãe.

– Precisamos conversar, Haruno – Sasuke disse ao encarar o pai de Sakura.

Kizashi o encarou de volta, com olhos cansados e, pela primeira vez, Sasuke sentiu uma pontada de simpatia pelo velho homem, mas afastou a sensação rapidamente.

Os Harunos não mereciam simpatia. Nunca tiveram misericórdia com o seu clã, e ele, por sua vez, nunca oferecera nenhuma em troca.

– Venha, vamos sentar e tomar uma cerveja. Depois falaremos sobre o que você quiser.

Sasuke fez um gesto para os irmãos não o seguirem enquanto ele acompanhava o laird até a mesa alta na plataforma do outro lado do saguão. Ele ficou surpreso por Haruno lhe conceder a cortesia de se sentar no local onde eram recebidos os convidados de honra.

Uma criada apareceu com uma jarra de cerveja e duas canecas. Após enchê-las, ela desapareceu, deixando os dois homens sozinhos à mesa.

O conde já havia se retirado, evidentemente convencido de que não haveria mais nenhuma hostilidade. Naruto e Itachi ficaram em pé do outro lado do saguão, encarando agressivamente os dois irmãos de Sakura. Sasuke olhou rispidamente para eles e fez sinal para que se sentassem em uma das mesas menos nobres do saguão. Depois voltou a atenção totalmente para o laird dos Haruno.

– Está claro que nenhum de nós quer esta união.

Os lábios de Kizashi se apertaram e ele começou a falar, mas a expressão de Sasuke o impediu.

– Mas nós iremos tratar bem sua filha. Irei tratá-la com mais respeito do que você ou os seus subordinados já concederam ao meu clã.

Uma raiva brilhou nos olhos de Kizashi, mas ele continuou a encarar Sasuke em um silêncio sepulcral.

– Falei a verdade para a sua esposa. Não faço guerra contra inocentes, e sua filha é talvez mais inocente que a maioria das pessoas. Ela é claramente diferente. Não tema meu tratamento à sua filha, pois ela será muito bem cuidada. Entretanto, não espere que nosso casamento seja um convite aberto para você colocar os pés em minhas terras.

– Você quer que eu abra mão de minha filha para nunca mais vê-la? – Kizashi disse. – Como saberei que cumpriu a palavra sem nunca ver a prova do que diz?

– Permitirei que ela faça visitas ocasionais, se forem convenientes e eu possa me assegurar de que não haverá agressões, mas nenhum Haruno, exceto ela, pisará além de nossas fronteiras. Este é um voto de sangue que eu faço, e de sangue realmente será, pois, se for quebrado, sangue será derramado.

– Então saiba que nenhum Uchiha, exceto aquele que acompanhar minha filha, terá permissão para entrar de volta em minhas terras. Considere isso uma aberração permitida apenas por ordem do rei – Kizashi disse entredentes.

– Que seja – Sasuke disse. – Vamos assinar o tratado, dar ao rei aquilo que ele deseja, mas nós temos um acordo.

– Sim, temos.

– Agora, conte-me mais sobre Sakura. Ela sempre age tão estranhamente?

Kizashi começou a fechar o rosto, mas Sasuke ergueu a mão.

– Não tenho a intenção de insultá-la, mas você viu que ela se aproximou de mim sem medo. Você e sua gente reagiram como se aquilo fosse um comportamento incomum para ela.

Kizashi assentiu sombriamente.

– Sim, é verdade. Nunca a vi agindo daquela forma. Em geral, é muito tímida e gosta de ficar sozinha; além disso, eu prefiro assim. Nem todos em nosso clã são tão compreensivos quando se trata de sua condição. Eu nunca deixaria que ela fosse ridicularizada, menosprezada ou potencialmente machucada por aqueles que a veem como o instrumento do diabo.

Sasuke ergueu uma sobrancelha.

– Instrumento do diabo?

– Você sabe muito bem o que as pessoas pensam quando encontram alguém como Sakura. Tolice sua pensar que isso não acontecerá em seu clã. Minha filha possui duas coisas contra ela. Primeiro, ela é uma Haruno e apenas por isso já será odiada. Segundo, será considerada louca, insana, perturbada, e muitas outras palavras mais agressivas lhe serão atribuídas. Será uma situação perigosa que você terá de monitorar de perto. Se pessoas erradas meterem na cabeça que ela é instrumento de Satã, elas podem muito bem tentar mata-la.

– Mas ela é todas essas coisas? Louca? Insana? – Sasuke perguntou em um tom de voz controlado.

– Eu não sei – Kizashi disse com um suspiro. – Há dias em que eu acho que ela entende perfeitamente o que acontece ao seu redor. Ela responde quando falamos com ela. Parece compreender certas situações. Então há outros dias em que parece que nós não existimos, e ela fica perdida em um mundo próprio.

– E ela nunca fala?

Kizashi sacudiu a cabeça.

– Não desde o acidente e a febre. Não sei a razão. Não sei se ela teve uma febre no cérebro e isso a danificou de alguma forma ou se foi tão profundamente afetada pelo acidente que não consegue nem falar sobre isso.

Ele chegou mais perto, com uma expressão séria.

– Ela não consegue mais montar um cavalo, e é importante não forçá-la a isso.

Sasuku franziu as sobrancelhas.

– Não consegue montar? Por que não foi treinada? Eu não trouxe uma carruagem para levá-la de volta e, obviamente, não a farei andar.

– Não é que não tenha sido treinada. Na verdade, sua montaria era excelente. Nunca vi nada igual. Desde cedo, ela simplesmente comandava a atenção dos cavalos. Eles eram atraídos por ela. Gostavam dela. Faziam tudo o que ela pedia. E cavalgavam como o vento. – Após um segundo, Kizashi continuou: – Ela costumava me deixar completamente assustado. Sakura pulava sobre o cavalo com os pés descalços, os cabelos voando para todo lado, e disparava cavalgando pelos campos, indo e vindo. Eu sempre achava que acabaria se matando, mas ela gostava tanto daquilo que eu não conseguia ordenar que parasse. – Kizashi suspirou e esfregou a mão no rosto. – E então aconteceu, como eu temia. Ela levou um tombo muito feio. O cavalo se assustou, jogou-a de suas costas e ela caiu na ravina. Levou três dias até a encontrarmos, e nesse ponto ela já estava muito machucada. Havia um ferimento em sua cabeça e uma febre que durou por duas semanas. Depois disso, nunca mais foi a mesma, e agora morre de medo de cavalos. Você precisa saber disso, pois nunca deve tentar fazê-la montar.

– Então, como diabos vou fazer para levá-la? – Sasuke exigiu saber.

– Vou providenciar uma carruagem – Kizashi respondeu.

Sasuke soltou um suspiro contrariado. Sua noiva estava se tornando cada vez mais uma grande dor de cabeça. Era um casamento feito para prevenir mais derramamento de sangue, mas, para ele, parecia uma sentença de morte.

– Não sei se poderá se tornar uma esposa adequada para você – Kizashi disse numa voz baixa que soou quase como uma súplica. – Não force a questão. Não quero que ela sofra ou seja maltratada por nada neste mundo. Ela é muito querida para nós. Você está recebendo uma dádiva, laird. Acredite ou não, você está recebendo algo mais precioso que ouro.

E aew o que vocês estão achando? Muita coisa ainda para acontecer...

Quero agradecer as minhas lindas Valen123, Bela21, Marianas366, Iappstif e Sayuri Strauss... Amo ler os comentários de vocês :)

Ah estou com vontade de mudar o titulo da Fanfic para: Seduzida Por Um Guerreiro Uchiha... o.O

Quero a opinião de vocês!

Ate quarta postarei próximo capitulo.

Beijos!