Título: Brain and soul
Autor: Fernanda
Classificação: MA, NC-17
Capítulo: 8
Resumo do capítulo anterior:
Booth a beijou, depois acariciou a marca vermelha em seu rosto.
_ O que pretende fazer sobre isso ? – ele perguntou sério.
_ Eu já lhe disse, Booth. Amanhã vou entrar em contato com meu advogado, pedindo uma medida cautelar. Não quero que ele chegue a menos de 100 metros de mim !
_ Eu espero realmente que isso o detenha, Bones. Porque se ele fizer algo contra você novamente, eu vou matá-lo !
Temperance estremeceu ao ler a sinceridade nos olhos dele. Será que ele seria mesmo capaz de matar por ela ?
Continua...
Temperance de repente se lembrou da estatueta.
_ Booth ! Eu acabo de me lembrar do motivo do tapa !
_ Não existe motivo que justifique um homem bater em uma mulher, Bones. Mas vá lá, qual motivo ele alegou ?
_ Ele me perguntou de uma chave. Eu entreguei a estatueta que ele tanto queria de volta, e ele me perguntou de uma chave que estava dentro dela.
_ Que chave ?
_ Não tenho idéia, Booth. Por isso eu apanhei. – ela explicou como se fosse óbvio.
Ele pensou um pouco.
_ Bones, você tem uma empregada, não tem ?
_ Sim. A senhora Dolores, por que ?
_ Pergunte se ela encontrou a tal chave. Se ela encontrou, você me entrega e eu vou me encarregar disso.
_ Não é melhor entregá-la a ele de uma vez ?
_ De jeito nenhum ! Você sabe que ele está sendo investigado, não sabe ? – ele perguntou com cuidado.
_ Sim. Eu pesquisei na Internet tudo sobre ele, depois da nossa conversa, achei melhor me prevenir.
_ Então, eu vou dizer a ele que vou entregar a chave para a polícia. Se isso for importante pra ele, e estiver relacionado com os seus crimes, ele vai implorar para que eu não faça isso. E vai deixá-la em paz, se eu disser que manterei segredo se ele sumir de perto de você.
_ Não quero que se envolva com ele, Booth. Eu percebi o quanto ele pode ser perigoso !
_ Eu sei me cuidar. – ele disfarçou.
_ Não gosto disso, Booth...
_ Não confia em mim ? – ele se arrependeu assim que fez a pergunta.
_ Claro que confio !
A resposta dela o deixou ainda pior. Não queria imaginar o que aconteceria quando ela descobrisse todas as mentiras. Booth a puxou para si, abraçando-a, tentando esquecer seus temores.
Dois dias depois, pouco antes das 8 horas da manhã...
_ Booth. – ele atendeu já saindo de sua sala, para investigar mais uma pista sobre a quadrilha do senador.
_ A Dona Dolores está aqui, Booth. Você não vai acreditar ! Ela encontrou uma pequena chave caída no tapete, quando foi limpá-lo. Ela a pendurou no porta-chaves da cozinha, pensando que fosse minha e eu tivesse deixado cair.
_ Isso é ótimo, Bones ! – ele não podia ter recebido notícia melhor. – Eu posso pegá-la com você no Jeffersonian, dentro de uma hora ?
_ Claro. Eu já estou indo pra lá. Até mais tarde.
_ Até !
Sully já o esperava na frente do elevador.
_ Boas notícias. Ela encontrou a chave. O senador está em nossas mãos.
_ Isso é bom, mas você tem certeza de que ela não está envolvida, Booth ?
_ Tenho, Sully ! Eu já disse ! Eu a investiguei demais ! Ela nunca esteve envolvida em nada !
_ Ok, mas o Cullen vai querer mais do que a sua palavra. – o amigo avisou. – Ainda mais depois que souber do envolvimento de vocês...
_ Você vai contar a ele ? – Booth perguntou direto.
_ Eu nunca faria isso, cara. Mas você sabe que, cedo ou tarde, ele vai descobrir.
Booth não respondeu, o amigo tinha razão, novamente.
Algumas horas depois...
Booth bateu de leve e entrou na sala dela. Ela sorriu.
_ Você demorou !
_ Desculpe. Tive uns assuntos pra resolver, e demorei mais do que previa.
Ela se levantou e se aproximou dele. Temperance o puxou pela gravata e o beijou. Booth a abraçou pela cintura, correspondendo ao beijo.
_ Você sempre usa gravata ? – ela perguntou depois que o soltou.
_ Não. – ele respondeu depressa. – Só às vezes. Tive uma reunião com um cliente. – ele mentiu.
Eles ainda estavam abraçados quando Ângela entrou.
_ Hei, os pombinhos vão sair pra almoçar ?
Temperance olhou para seu relógio.
_ Já está mesmo na hora. Aceita almoçar comigo ? – ela perguntou a ele.
_ Claro ! Por que não...
_ Você vem com a gente, Ângela ?
_ Não, obrigada ! Eu vou almoçar com meu ursinho...
Temperance a encarou confusa.
_ Com o Hodgins, querida ! – ela explicou.
_ Você o chama de ursinho ? – Booth perguntou.
_ Não na frente dele. – ela retrucou rindo. – Até mais. Bom almoço pra vocês...
Booth achou arriscado levá-la a algum lugar onde pudesse ser reconhecido, então aceitou ir ao restaurante favorito dela, se arrependendo assim que chegaram ao local. Booth pensou que seu salário inteiro ficaria ali na hora de pagar a conta. O local era muito requintado para seu modesto estilo de vida.
Ficou ainda mais claro para ele, as inúmeras diferenças entre os dois. De repente ele tinha perdido a fome. Sentiu-se deprimido ao pensar que, em pouco tempo, assim que prendesse o senador e seus comparsas, teria que se separar dela.
Temperance notou seu semblante preocupado.
_ Aconteceu alguma coisa, Booth ? Você parece nervoso. Sua testa está franzida e seus lábios crispados formam uma linha fina que...
Ele riu e a interrompeu.
_ Eu entendi, Bones ! Não é nada, não se preocupe. Problemas no trabalho, é só.
_ Tudo bem, eu posso aceitar o fato de que você não quer conversar sobre isso.
Ele sorriu. Ela era mesmo incrível. Qualquer outra mulher começaria um sermão sobre falta de confiança. Booth sentia que precisa contar a ela toda a verdade.
_ Vamos conversar sobre o que interessa. – ele mudou de assunto. - Trouxe a chave ?
_ Sim. – ela pegou a bolsa e procurou a chave, entregando-a a ele. – Está aqui. É bem pequena...
Booth a examinou. Com certeza se tratava da chave de um cofre particular de um banco.
_ Pode deixá-la comigo. Vamos ver se o senador se interessa por ela.
_ Tome cuidado com Robert. Por favor ! Não o confronte !
_ Eu não vou fazer nenhuma besteira, confie em mim ! Sei o que estou fazendo.
Temperance sorriu. Ela ia retrucar, mas o garçom se aproximou trazendo os pratos. Booth fechou os olhos, respirando fundo para criar coragem.
_ Bones, eu preciso te confessar uma coisa...
_ Confessar ? – ela estranhou o termo e a seriedade dele. – Não sou um padre católico, Booth ! Você não precisa confessar nada a mim.
_ Eu preciso te contar algumas coisas... Coisas que eu venho escondendo de você e... Não posso, não devo mais esconder. Eu...
Booth foi interrompido pelo toque de seu celular. Ele praguejou baixinho enquanto ela apenas o encarava, a expressão confusa.
_ Desculpe, eu preciso atender...
_ Tudo bem. – ela disse com um sorriso.
_ Booth ! – ele atendeu, depois de ver que era Sully.
_ Você tem que vir, agora ! Ele está esperando no restaurante. Tenho certeza que vai se encontrar com o comparsa, Booth ! Ele está nervoso demais !
_ Ok. Estou indo !
Booth desligou. Temperance colocou a mão sobre a dele.
_ Está tudo bem, Booth ! Eu entendo o que é ter problemas no trabalho. Vá. Podemos conversar hoje à noite !
Ele sorriu e a beijou. Booth colocou a mão no bolso para pegar a carteira, mas ela não deixou.
_ Não ! Isso não é justo, Booth ! Eu pago. O convite foi meu e você está indo embora sem comer !
Booth a beijou e correu, pensando em como uma mulher podia ser tão maravilhosa.
Continua...
