Moçada, capítulo especial de Natal prontinho!
Eu ia postar amanhã, mas os dedos coçaram pra postar logo hoje :D
Agradecimentos Dama Layla e LadyHakuraS2
Meninas, coloquem o vento do ventilador em cima de vocês e leiam escutando Sex on Fire, do Kings of Leon ;)
Boa leitura!

PS: Contém cenas de conteúdo sexual, vocês foram avisados ;)


8. The moon and the night we shared

A casa era bem antiga, por sorte não precisaria de tantas reformas assim. Dobby estava cuidando muito bem do imóvel. Remo e Hermione chegaram pela manhã e o pequeno elfo fez uma reverência aos novos senhores. Alguma coisa definitivamente cheirava muito bem na cozinha. Tinha alguns móveis que poderiam ser facilmente reparados com magia. A sala de estar era espaçosa e tinha um grande sofá em frente à lareira, com uma mesinha de centro e duas enormes estantes com livros. Havia uma mesa de jantar pequena e apenas um balcão separava a sala da cozinha, que não era muito grande, mas perfeita para o tamanho da casa.

Hermione subiu as escadas e no corredor haviam sete portas. Todas estavam abertas e pareciam ser quartos, mas apenas um tinha uma cama de casal. Não tinham muitos vizinhos e alguns pareciam acreditar que a casa continuava desabitada e antiga graças ao feitiço Fidelius. Toda e qualquer precaução era necessária.

Remo olhava tudo com deslumbre, ele pouco tinha contado à Hermione sobre a sua vida antes de virar professor de Hogwarts. Algo dizia a ela que foram anos muito difíceis.

"Senhorinha Hermione, o almoço está pronto", Dobby disse entrando no quarto. "Dobby agradece imensamente por ter a família Lupin como senhores agora", ele completou antes de sair.

A garota sorriu para si ao ouviu isso, família Lupin. A castanha se sentou na cama e analisou as paredes da casa. O papel de parede tinha sido trocado, os lençóis estavam muito limpos e cheirosos e havia luz elétrica na casa. Se levantou e desceu as escadas de volta à sala, vendo Remo sentado à mesa já se servindo.

"É educado esperar uma dama para iniciar as refeições", ela falou marota.

"Desculpe-me por isso", ele ficou envergonhado, mas depois o rubor foi embora ao constatar que ela ficava feliz em vê-lo assim, saudável. "Bom, Molly falou comigo por flu e disse que nos espera amanhã para o jantar de véspera de Natal. Adianto que estava um tanto quanto amarga".

"É de se esperar, ela tinha a esperança de me casar com algum dos filhos dela desde que eu tinha treze anos. Aos catorze eu estava muito ocupada tenho uma queda por um certo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas", ela riu e corou ao confessar isso em voz alta.

"Então quer dizer que a sabe-tudo Granger tinha uma queda por mim? Interessante, Aluado e eu ficamos felizes em saber disso, que a nossa pequena paixão já era correspondida desde há muito tempo", ele levantou uma sobrancelha rindo, bebericando o suco de abóbora que estava no copo.

O resto da refeição passou voando e quando perceberam, já estavam na sala de estar e lendo, aproveitando o calor da lareira. O silêncio era amigável e acolhedor. Até Dobby foi convidado a se juntar e depois de muitos protestos, ele se sentou encolhido no canto com os olhinhos brilhando de felicidade ao ser tratado como um igual. Ele disse que faltavam alguns itens na dispensa e que eles precisariam ir ao mercado, que não ficava muito longe da casa. Era trouxa e entendiam o porquê, era um vilarejo dividido.

Assim que saíram, algumas pessoas estranharam ao vê-los pelas ruas. Estava bastante claro que eram um casal e as pessoas se espantavam um pouco pela diferença de idade deles.

"Você compra as bebidas e eu vejo as verduras e carnes. Tem certeza que sabe fazer compras?", ela perguntou sorrindo com o canto dos lábios.

"Ficaria surpresa em como posso me virar sozinho", ele apenas disse, cansado. A lua cheia chegaria em dois dias e ele estava ficando mais nervoso e cansado que nunca.

Escolheu algumas leguminosas, verduras e frutas, Remo insistiu em pagar, disse que a sua esposa não deveria desembolsar uma libra para isso. Ela riu do pensamento sexista mas ficou em si, ele era um homem bom, talvez nunca tivesse feito nada parecido com isso por nenhuma outra mulher.

"O seu pai é um homem interessante, muito bonito", uma mulher loira disse jocosa.

"Ele não é meu pai", a castanha falou irritada.

"Tio, então?", a outra continuou perguntando.

"Marido. Se me der licença", Hermione pegou o carrinho e continuou o seu percurso, com a mesma mulher no seu encalço.

"Então é verdade o que o Profeta Diário diz?" Então ela é uma bruxa. Não entendeu muito bem o que ela quis dizer com o Profeta Diário. "Marcos, dê uma edição de hoje do PD à garota".

O Casamento do Século, por Rita Skeeter

Fontes oficiais do Ministério da Magia afirmaram que um casamento bombástico aconteceu durante o início do mês de novembro. O professor de Hogwarts, Remo João Lupin, conhecido por ser um lobisomem e amigo do fugitivo de Azkaban Sirius Black se casou com uma de suas alunas, a melhor amiga e interesse amoroso de Harry Potter, Hermione Jean Granger. Sim, ela mesma! A menina que destroçou o coração do maior apanhador da geração, Vítor Krum e d'O Escolhido.

Uma amiga do casal Lupin, Ninfadora Tonks, afirma que a garota é mestre na arte de confeccionar poções do amor e a sua maior especialidade é Amortentia. Também contou sobre como a sabe-tudo roubou o seu Remo em uma entrevista exclusiva na página 8.

Inferno! Hermione sentia cada osso do seu corpo doer com aquela manchete. Provavelmente todos na escola já soubessem. Isso iria dificultar ainda mais as coisas. Pegou o seu carrinho e foi depressa atrás de Remo, que conversava avidamente com um casal de trouxas.

"... minha esposa, Mione. Mione!", ele acenou para ela.

"Skeeter. Tonks. Jornal. Bomba", ela disse palavras-chave para que a conversa não ficasse estranha.

"Foi muito bom conhecer vocês, Helena e João. Apareçam para o chá", ele disse voltando a sua atenção a ela enquanto andavam. "Como assim? Tonks contou à Rita Skeeter sobre nós e ela publicou? Onde essa garota está com a cabeça?"

"Você rejeitou Tonks de algum modo? Ela pode ser gentil, uma lufana, mas uma mulher rejeitada vai até os confins do mundo por quem julga gostar", ela disse séria.

"Eu sempre fui bem claro com Tonks sobre eu não querer nada com ela, eu juro, Mione", ele falou choramingando.

"Amanhã você vai falar mais uma vez, em definitivo. Se ela não gostar do que ouvirá de você, juro que não responderei pelas minhas ações!", ela disse feroz, porém quase sussurrando.

"Hermione Granger está com ciúmes?", ele perguntou maroto.

"Agora é Hermione Lupin, não temos mais porque esconder".

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A Toca estava com uma decoração diferente. Mesmo sendo Natal, estava mais sombria. Todos os membros da Ordem estavam lá, até aqueles que Remo não queria que estivessem. Mate-a! Ela tenta nos separar da nossa companheira! Aluado parecia um pouco mais violento essa noite. Era véspera de lua cheia e ele desesperadamente desejava estar em casa e com a sua esposa lhe fazendo deliciosos cafunés enquanto ouviam música ou assistiam a algum filme trouxa.

Mas ela estava lá, com ele. Vestida deliciosamente bem em seu vestido preto que outrora pertencera a Hope Howell Lupin. Graciosa, sempre lhe direcionava um olhar tímido e caloroso. Estava sentada no sofá com Harry e Ron, estes dois brigando sobre algo relacionado ao Quadribol e Remo sentia vontade de avançar no garoto a cada olhar que lançava a ela. Como ele tinha coragem de se interessar por uma mulher casada?

Tonks estava sentada em um canto, tremendo. Talvez estivesse apavorada por encará-los tão perto e tão rápido.

"Precisamos conversar", ele disse duro ao se aproximar dela.

"Caiu em si?", ela perguntou sem olhá-lo nos olhos.

"Você falou sobre o vínculo de alma da outra vez. Tonks, eu tenho um vínculo com alguém e sinto por não poder corresponder às suas expectativas", ele falou se sentando na frente dela, para ver o que ela seria capaz de fazer.

"Remo, mesmo tendo a companheira, muitos lobisomens mantém relacionamentos com outras mulheres, por que simplesmente não pode acontecer conosco?", sentiu que a metamorfomaga estava a ponto de chorar.

"Por que a minha companheira me aceitou, ela sente o mesmo por mim. Estamos furiosos com o que fez, nos entregou em uma bandeja de prata para sermos escarnecidos pelo Profeta Diário e ainda inventou que Hermione era uma Mestre de Poções. Você é realmente nossa amiga, Tonks?", ele perguntou duro, retornando ao seu estado inicial.

"Remo, eu não desejo nada mais que o seu bem. Mas a sua felicidade é comigo, por fav-"

"Por favor, recomponha-se. Estamos tendo uma conversa civilizada. Não se aproxime até termos certeza sobre você", Remo terminou se afastando.

Se juntou a Arthur e Quim, sendo constantemente alvo de piadinhas sobre a sua nova condição de marido. Todos ainda estavam bastante irritados com Tonks e Molly jurou azará-lo se partisse o coração de Hermione. Agora só faltavam os pais dela saberem disso. David e Charlotte pareceram pessoas muito boas e pareciam ter criado Hermione muito bem.

Ele olhou novamente a sua castanha sentada com os amigos, rindo de alguma piada de Ronald. Imaginava se poderia ser sempre assim. Era egoísmo, ele sabia, mas queria que ela sorrisse daquele jeito sempre. Tão espontaneamente.

"Molly quer que durmamos aqui, tudo bem por você?", ela perguntou se aproximando dele. A intimidade era algo ainda a ser trabalhada entre eles e isso os deixava um pouco desconfortáveis. A primeira noite na casa nova havia sido estranha. Tão próximos na cama e mesmo assim, ela dormia um pouco afastada dele. Mas isso não impediu que durante a madrugada ele a puxasse para os braços dele, sem protestos. Só teve que lidar com um pequeno detalhe: a clássica ereção matinal.

"Por mim tudo bem", ele respondeu relutante. Aluado se debatia dentro dele, o lobo queria que eles fossem para casa, queria fazê-la deles.

Até a hora do jantar, tudo correu bem. Gente conversando, as filhas pequenas de Quim correndo pela casa. Comeram até se fartarem e voltaram para a sala, para abrirem os presentes. Hermione ganhou livros de quase todos e mais um vestido de Remo. Ela comprou um conjunto de vestes novas para ele, as antigas pareciam bem gastas.

Aos poucos, alguns foram deixando a casa e seguindo para as suas próprias. Aluado gritava que queria estar a sós com ela.

Ficariam na sala, a casa estava cheia devido aos convidados e familiares. Já passava das duas da madrugada quando se deitou em um colchão posto no chão e ela estava lá, deitada, com o cabelo revolto para todos os lados e um sorriso leve no rosto.

Ele percebeu que ela não sabia muito bem o que fazer então tomou as rédeas e ele mesmo a abraçou.

"Ainda é estranha essa situação toda. Sinceramente, não esperava que nos aceitassem tão bem", ela disse se aconchegando no peito dele.

"Nem eu, eu esperava um pouco mais de resistência".

O cheiro dela é tão bom, paspalho! Toque-a, tome-a, faça-a nossa! Aluado não parava de repetir isso, a todo momento ele insistia. Remo beijou os lábios doces dela numa tentativa de acalmar o lobo em si. Essa noite ela parecia um pouco mais apaixonada, tendo fervor misturado ao carinho. Começou a acariciar o braço dela com a ponta dos dedos e depois subiu as carícias pela clavícula, seguindo pelo pescoço e alcançando a bochecha da castanha. Ele sentiu quando a pequena mão dela começou a passear um pouco pela sua nuca. Ela está nos tentando! Ela nos deseja, imbecil! Ela quer ser marcada! A boa dele foi de encontro ao pescoço dela, depositando beijos singelos e carinhosos na pele sedosa de Hermione. Já sentia a sua ereção doer horrores dentro da calça, estava bem mais que excitado com toda essa situação. Estavam na sala da casa do Weasley, com muitas pessoas no andar superior e correndo o risco de serem pegos aos beijos.

"Remo...", ela sussurrou.

"Diga", ele disse.

"Acho que está na hora de consumarmos nosso casamento. Me marque", ela disse em um tom sensual.

"Hermione, hoje não. É véspera de lua cheia, eu não sei se posso ser gentil e cauteloso", ele falou enquanto se sentava no sofá, sendo acompanhado por ela, que se sentou no colo dele pressionando a ereção enquanto ele gemia baixo. "Hermione..."

"Por favor. Nunca vão entender o que se passa conosco se isso não acontecer. Me marque, me tome", a castanha proferiu enquanto acariciava os cabelos dele, colando as duas testas. "Eu sempre quis algo romântico, com um homem gentil e que fosse aquele. Você é aquele e ainda consegue superar todas as expectativas. Não me importo mais se vai ser um momento romântico e doce, eu só quero ser sua. Eu já sou a sua companheira e quero poder ser mais que isso. Remo, me marque".

"Você é uma garota inteligente, você sabe como isso deve acontecer?", Remo passou os dedos pelo pescoço de Hermione lembrando-se vagamente do local que Aluado tinha escolhido.

"Sim", ela respondeu.

Não foi preciso dizer muito, Lupin a deitou cautelosamente no sofá apoiando a cabeça da esposa em uma almofada. Ela vestia um pijama comum, uma calça azul com estampas de estrelas brancas e uma camisa velha dele, bastante surrada e com alguns buracos por sua extensão. Perfeita para receber a nossa marca! Sinta o cheiro dela, fértil...

Como uma garota nascida trouxa, com certeza ela se cuidava do modo trouxa, com pílulas anticoncepcionais e preservativos, então não precisariam se preocupar com um pequeno Lupin logo. Não era prudente.

Suas mãos grandes passeavam pelas curvas da cintura da castanha que nada dizia, nem precisava. Os seus suspiros eram a melhor das músicas e ele sorriu ao vê-la tão entregue. Beijou e lambeu o pescoço dela, ouvindo-a soltar um leve gemido ao sentir a língua quente dele contra a pele. A vontade que tinha era de rasgar as roupas dela e possuí-la violentamente, a lua o fazia ficar mais feroz.

Ele se levantou de cima dela e tirou a varinha do bolso de trás da calça do pijama. Agitou algumas vezes e ativou feitiços de impertubabilidade, silenciadores e de desilusão. Torcia para que funcionassem corretamente. Deixou a varinha na mesa de centro e tirou a sua própria camisa. Nunca tinha estado com uma virgem e aquilo de certa forma o intimidou. Correu os dedos pelas pernas de Hermione enquanto ela fechava os olhos com o toque. Continuou levando a sua mão acima até encontrar o cós da calça do pijama. Desfez o nó e a puxou para baixo num movimento só. Ela usava uma calcinha normal, preta.

"Você fica bem usando a minha camisa, principalmente acompanhada dessa calcinha", ele disse sorrindo, Aluado estava aos poucos começando a tomar as suas palavras. A viu corar do jeito que ele mais gostava e tomou aqueles lábios rosados em fúria tempestuosa.

Percebeu o cheiro dela impregnar as suas narinas e passou a língua mais uma vez no pescoço e correndo os dedos para dentro da camisa. Estava sem sutiã. Viu quando ela abriu a boca ao sentir a sua mão em contato com o seio dela. A pele era macia e cabia perfeitamente na mão de Remo, a excitação dela já pressionava a palma da mão dele e por alguns se pegou imaginando como ela não estaria dentro da roupa íntima.

Desceu a mão até a peça negra e conseguia sentir a umidade dela marcando o tecido. Sendo o mais delicado que conseguia, afastou um pouco a calcinha e conseguiu passar um dedo por dentro da roupa íntima. Tão molhada para nós! Um sorriso começou a brincar nos seus lábios enquanto enterrava a sua cabeça naqueles cabelos volumosos e castanhos que gostava.

Se levantou mais uma vez e com um aceno da mão, a roupa desapareceu, deixando a intimidade dela completamente nua. Não tinha um pelo sequer e imaginou há quanto tempo ela estava tramando isso. Ela estava de olhos fechados e ele sentiu uma liberdade maior para explorá-la pelo tato, embora quisesse o contato visual. Aquelas deviam ser as primeiras sensações daquele tipo e entendia que ela precisava se acostumar.

Intuitivamente, levou dois dedos ao que julgou ser o seu ponto sensível e começou a friccionar levemente. O primeiro gemido foi o mais gostoso que ouviu na vida, então supôs que tinha acertado. Continuou fazendo os movimentos até sentir que ela começou a cravar as suas unhas ligeiramente compridas nas costas dele, tendo pequenos espasmos e sentido a respiração dela ficar apressada.

"Acho que você teve o seu primeiro orgasmo, Mione", ele disse sensualmente. Agora nem ele queria o que tinham começado.

Agarrou o quadril dela e mais uma vez a beijou. Sem pressa, fúria ou tempestade, apenas um beijo mais que apaixonado. Passou dificultosamente o seu braço pela costa dela e a colocou sentada no sofá enquanto terminava de se despir. Tirou a camisa e a calça, jogando as peças para longe dele. Se ajoelhou diante dela e com alguma força, separou as pernas dela e viu a sua intimidade rosada e molhada pulsando em desejo novamente. Apoiou as pernas dela em seus ombros e chegou mais perto. Morangos e cerejas, beije-a! Os lábios dele foram de encontro ao centro dela e quando a sua língua tocou aqueles lábios, sentiu as pernas dela estremecendo no seu corpo. Tinha o gosto maravilhosamente doce e cheirava a pureza, inocência. Ela já estava mais que pronta, fisicamente falando. Ele pegou a varinha e entregou a ela, pedindo para pelo menos conjurar um pacote de preservativos que ela com certeza deveria ter escondido nas suas coisas. Logo um pacote prateado se materializou e ele pegou uma e com um pouco de dificuldade, colocou em torno do seu membro. Tantos anos sem precisar, acabou perdendo a prática.

"Deite-se", ela obedeceu e pousou mais uma vez a cabeça almofada. "Me acomode". Ela abriu as pernas lentamente e o sentiu se posicionar na sua entrada. Ele começou a se empurrar devagar para dentro dela, sentindo cada centímetro de prazer que aquele momento já estava proporcionando. Quando resolveu que deveria abrir os olhos, a viu com os dela fechados e uma lágrima discreta escorrendo pela lateral do rosto. Ela devia estar sentindo dor enquanto ele a penetrava. "Desculpe pela dor, Hermione, eu amo você", ele depositou pequenos beijos no rosto dela enquanto terminava de se pôr mais fundo nela.

"Isso... Doi... Bastante", ela disse recuperando-se do susto.

"Vai parar de doer logo, logo, você vai ver. Não se concentre na dor, se concentre em mim", ele disse beijando a castanha mais uma vez.

Alguns minutos se passaram até que ele tivesse permissão para começar a se mover. Via que ela sentia um pouco de dor, mas se movimentou mesmo assim. A dor ia passar.

Aluado gritava na cabeça dele o quanto ela era apertada e deliciosa, mas estava preocupado no quanto poderia estar machucando-a. O fim estava próximo, ele sentia a cada músculo seu se contrair ao movimentar-se dentro dela. Não muito depois, tudo ficou nublado. Ele estava tendo o seu ápice violentamente, apertando o quadril dela tão forte que pode ouvir alguns gemidos de dor. Era o momento perfeito, estava completamente em estase. Lembrou-se do local que Aluado tinha dito e começou a lambê-lo e beijá-lo. Ouviu-a soltar um grito rápido e estridente quando ele cravou os seus dentes no pescoço alvo, deixando uma marca que não sumiria. Isso o fez chegar ao ápice mais rápido.

Se derramou e ofegou por alguns instantes antes de se levantar para dar um fim na prova do crime.

Assim que voltou de fora, não a viu. Viu apenas uma mancha mediana de sangue no sofá. Ele tinha machucado um pouco Hermione e sentia péssimo por isso.

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Assim que desceu, o viu sentado no sofá. Não estava mais manchado e ele já havia retirado os feitiços.

"Hermi-"

"Não diga nada, você não me machucou se é o que está pensando. É normal sangrar um pouco na primeira vez. Pelo menos foi o que a minha mãe me explicou", ela riu ao lembrar da conversa que tiveram aos catorze anos. "Foi bem mais do que eu esperava", ela selou os lábios dele com os dela.

"Podemos dormir? Estou cansado e logo mais a lua vai ser cheia", ela direcionou o olhar à lua lá fora. "Pode me fazer aquele carinho, como da primeira vez?"

Hermione esfregou as duas mãos e começou a acarinhar o rosto dele, como da primeira vez. Sabia que quando fazia isso, ele se acalmava e as transformações não eram muito dolorosas. Pela primeira vez pensou que seria a primeira vez que ele se transformaria na casa deles. Isso trazia um pouco de angústia e conforto, dois sentimentos opostos.

Ele se deitou no sofá, para acolhê-la em seus braços enquanto afagava os cabelos.

"Você me marcou", ela disse sorrindo levemente.

"Eu marquei você", ele replicou. "Agora você é minha e ninguém no mundo vai poder questionar isso, Sra. Lupin".

"Merlin, precisamos falar com os meus pais".


Provavelmente agora só vou postar depois do ano novo, até lá desejo a todos um feliz nata e um próspero ano novo!

PS: Miss Conception será atualizada mais tardar domingo.