N/A:
Eu não costumo fazer N/A antes das fics, mas ok.
Eu só quero dizer que eu quase larguei o mundo dos ficwritters depois de ler uma fic perfeita chamada "Cores da Morte" escrita pela Nanase Kei. É uma fic de Death Note que conta um final alternativo para o Mello. Vale a pena conferir, juro.
Se tiver auto-estima pra continuar escrevendo depois de ler aquela fic fodona leia. Caso contrário, ignore o meu N/A.
Desculpem pela demora com a SnSf, eu não estou brincando quando disse que quase desisti, mas nem de longe esse foi o motivo pra eu demorar. Mais detalhes no N/A final.
So Near, so Far.
Quando finalmente despertou, se viu deitada em algo que imaginou ser alguma espécie de cama
Quando finalmente despertou, se viu deitada em algo que imaginou ser alguma espécie de cama. Tentava por os pensamentos em ordem, mas só conseguia lembrar-se de coisas envolvendo chocolates e algo muito bizarro sobre um elefante que havia cruzado os céus voando com suas orelhas gigantes. Sonhos eram esquisitos.
Suspirou, olhando em volta. Viu seu pé cuidadosamente enfaixado e imaginou que deveria estar em alguma espécie de hospital. Olhou em volta, procurando Shaoran com os olhos. Estranhou não vê-lo ali. Talvez estivesse em alguma ala separada, onde pudesse descansar. Ouviu, muito baixo, o som de uma harpa. Um som conhecido. E, não fosse o fato de não conseguir se mover pelo pé estar suspenso no ar, teria ido até a janela confirmar. Como não podia levantar, contentou-se em fechar os olhos e apreciar a melodia suave.
X
Suave, doce e harmoniosa, eram apenas três das muitas palavras que descreviam a melodia que ele tocava ao lado de fora, no jardim que havia encontrado ali mesmo, no hospital. Os olhos fechados, a harpa devidamente pousada em seu braço direito, enquanto a mão esquerda se detinha em passar calmamente as cordas, criando a melodia. Era triste tocar sem a voz de seu Anjo para lhe acompanhar. Houve um momento de pausa entre um suspiro e outro, antes que voltasse a tocar. As vezes chegava a ponderar a possibilidade de aquilo ser um sonho ou não. Olhou na direção do céu. Não havia lua. E talvez seu Anjo não gostasse de aparecer em noites sem luar. Foi nisso que Shaoran quis acreditar, quando deixou o jardim para voltar novamente para o quarto e ver como Sakura estava.
Não que se importasse com ela, claro. Longe disso! Não a suportava, jamais suportaria. E a odiava. Sim, a odiava com todas as fibras de seu ser. Só que precisaria da ajuda dela se quisesse pegar o livro de Clow novamente e voltar para casa. Apenas isso.
Balançou negativamente a cabeça, ao sentir certos pensamentos lhe povoarem a mente, como o de Sakura lhe chamando carinhosamente de 'Shaoran-kun'. Suspirou. Talvez precisasse descansar um pouco.
Shaoran abriu silenciosamente a porta do quarto e deparou-se com Sakura de olhos fechados. Provavelmente ainda estava dormindo, pensou. Em passos de gato, caminhou na direção da janela e fechou-a vagarosamente – não sem olhar uma última vez para o jardim – e voltou para perto da cama, sentando-se em uma poltrona que havia ao lado da cama de Sakura.
A garota, por sua vez, assustou-se ao ouvir o "click!" da porta. Preferiu manter-se de olhos fechados e fingir que estava dormindo. Isso porque, quando a melodia da harpa havia cessado, Sakura finalmente pôde lembrar-se dos acontecimentos da tarde com mais calma e lembrou-se claramente de quando apagou nas costas de Shaoran, com o rosto apoiado em seu ombro. Sua sorte foi a de Shaoran não estar no quarto àquela hora para vê-la corar TANTO que seria necessário seu próprio pai para reconhece-la.
- Deve estar com frio... – Murmurou e ergueu-se, indo até a janela.
Quando ouviu a janela ser fechada, não resistiu e chegou a dar uma espiada. Isso até que Shaoran se virasse. Não chegou a ver ele se sentar ao seu lado, mas sentia a presença dele ao lado da sua. Quente e aconchegante, pensou, ao lembrar-se de como era dormir apoiada sobre o ombro dele e negou violentamente com a cabeça, chamando, claro, a atenção de Shaoran.
- Sakura...? – Os olhos se arregalaram levemente, em sinal de surpresa. Viu-a corar e instantaneamente lembrou-se das próprias palavras. Será que ela tinha ouvido? – E-está acordada há muito tempo? – À essa altura, quem estava corado era ele. Constrangedor. Se ela tivesse escutado o que havia dito...
- Não, não! Acordei agorinha, quando você fechou a janela! – Mentiu, muito mal por sinal. Shaoran fingiu acreditar. Seria menos constrangedor para os dois.
- Ah sim, claro. – Concordou com o que ela disse e suspirou, bagunçando os cabelos com uma das mãos. – Como se sente? – Apontou a perna com a cabeça.
- Muito melhor! – Apressou-se em responder. – Creio que já poderei andar amanhã!
Shaoran revirou os olhos.
- Eu duvido muito, Sakura. Isso não foi uma torçãozinha à toa. Provavelmente teremos que ficar aqui na cidade até que você melhore.
- Mas assim nos atrasaremos para encontrar o livro! Não se lembra do que aquele cavaleiro nos disse, Shaoran? - Arqueou as sobrancelhas. – Ele nos disse que aquele garoto havia atacado os servos "de seu mago supremo", o que significa que eles devem estar por perto, não podemos perder esta pista! – Exclamou, afobada.
- Eu sei disso tudo, Sakura. Mas não podemos seguir com você nesse estado. Simplesmente não há cabimento para tal e..- Apontou o dedo indicador ao ver que Sakura abriria a boca para falar. – não, eu não irei atrás deles sozinho. Poderíamos nos perder e aí seria difícil nos encontrarmos novamente. – Pousou ambas as mãos sobre os joelhos. – Paciência é uma virtude. E é algo que você não tem.¹
Claro, essas palavras foram o suficiente para que a paciência de Sakura se esgotasse com um único golpe. Não fosse o fato de sua perna – enfaixada – estar para o alto, teria pulado no pescoço de Shaoran naquele mesmo instante, pois a visão de suas mãos apertando aquele pescoço até que seus olhos saltassem do rosto parecia muito tentadora agora.
- Se você não sabe, eu sou uma pessoa muito paciente, Shaoran Lee! – Disse entredentes, encarando-o.
- Ah, claro, e está sendo MUITO paciente agora, não é Sakura? – Sorriu ironicamente, ao notar que tinha razão.
- Grrr! Você me dá nos nervos! – Bufou, cruzando os braços, e virou o rosto para o outro lado. Ele riu, com certa diversão.
- Eu causo esse efeito nas pessoas. – Permitiu-se relaxar na poltrona. – Vamos, descanse, partiremos assim que você puder andar.
Sakura poderia ter respondido algo, mas limitou-se a concordar com um sorriso leve. Shaoran tinha razão. Seu temperamento era bastante...impaciente.
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Não fosse o fato de ter dormido desconfortavelmente em uma poltrona, Shaoran poderia muito bem estar em condições melhores, mas, para melhorar o seu dia, ainda tinha de servir de burro de carga para um certo alguém...
- Vamos mais rápido, Shaoran! Assim não conseguiremos pegar nenhuma informação! – Sakura dizia, alarmada.
- Você diz isso porque não está tendo que carregar uma monstrenga nas costas. – Bufou.
- Eu não sou monstrenga! – Bateu-lhe nos ombros com força, quase caindo.
- Então pare de agir como tal e me ajude ao invés de atrapalhar! Estamos procurando por informações, mas já percebeu que somos os únicos a trajar estar roupas? Estão todos nos olhando, Sakura! – Shaoran disse entredentes, tentando conter o leve rubor na face.
Ela olhou em volta e não pôde deixar de notar os olhares curiosos sobre ambos. E não eram poucos. Por onde passassem, havia comentários sobre como se vestiam, ou modo que agiam. Nenhum dos comentários parecia agradar muito a nenhum dos dois. Suspirou.
- Acho melhor nós mudarmos de roupa, sei lá. – Franziu o cenho.
- Mas eu não sei como funcionam as coisas aqui. E se não aceitarem o nosso dinheiro, Sakura? – Olhou-a de soslaio, enquanto continuava a caminhar. – Temos que nos ater em conseguir informações.
- E conseguiremos muitas enquanto as pessoas nos olharem deste modo, não é? – Revirou os olhos. Ele, por sua vez, bufou.
- O que você quer que eu faça, Sakura? Quer que eu roube uma dessas lojas para sermos tão procurados quanto aquele garoto? Pense um pouco, Sakura, pense! Nós não temos condições algumas aqui. Só conseguimos passar a noite naquele hospital, mas não teremos a mesma sorte em todo lugar. Vamos ter que nos virar com o que temos, entendeu? E agora, só podemos contar com...
- Olhe! – Ela apontou, cortando o raciocínio de Shaoran.
- É bom ser importante para me atrapalhar assim. – Disse entredentes, mas os olhos se arregalaram ao ver um círculo de pessoas. – O que é aquilo?
- Chegue mais perto, Lee! Talvez seja algo importante.
- Você só pode estar brincando, não é? Essas rodinhas costumam ter algum tipo de briga, Sakura, e nós não temos tempo para isso, entendeu?
- Ora, vamos, e se for algo importante?
- E desde quando algo que acontece na rua é importante?
- Vá logo! – Disse em tom imperativo e Shaoran revirou os olhos.
- Só vou porque não quero você falando na minha orelha o dia todo. – Suspirou e viu um sorriso vitorioso por parte de Sakura. – Mas se não for nada importante, eu vou te largar por aí.
- Tudo bem! – Ela sorriu mais abertamente.
E foram.
Com um pouco de dificuldade, Shaoran abriu caminho naquela imensa roda e conseguiu um espaço onde pudesse adentrar para ver o que acontecia. Não fosse o fato de estar carregando Sakura nas costas, tinha certeza de que as coisas seriam bem mais fáceis. A cena que presenciaram, foi de um homem caído no chão e um outro, três vezes maior, de pé. Um homem ruivo que parecia muito confiante. E talvez tivesse motivos para isso. Seus músculos e cicatrizes eram prova de que não havia passado todos os anos de sua vida parado, sem fazer nada.
- Aproximem-se! Aproximem-se! Quem será corajoso o suficiente para enfrentar o poderoso guerreiro ao meu lado?! – Exclamou um baixinho. – Ele foi capaz até mesmo de vencer os rebeldes e os cavalheiros do grande mago! Acham mesmo que podem com ele?
- Pif, que perda de tempo...- Shaoran revirou os olhos. – Eu disse a você, Sakura.
- Acho que sim...- Sakura suspirou, vencida.
- Por que o jovem pombinho não vem até aqui? – O baixinho disse, apontando Shaoran.
- Tá falando comigo? – Arqueou as sobrancelhas.
- Cê ta vendo mais algum bobo apixonaod por aqui, cara? – O ruivo riu com deboche.
- Eu não perco tempo com tipinhos como você. – Shaoran permitiu-se um sorriso sarcástico.
- Shaoran, eu acho melhor não...
- O que foi? Está preocupada com o seu namoradinho, é gracinha? – O ruivo provocou.
-Grr..acaba com ele, Lee! – Sakura disse, tendo nos olhos um brilho perigoso.
- Eu já disse, Sakura, paciência é uma virtude e nós não vamos perder tempo com tampouco..- Shaoran virou-se, pronto para sair dali.
- Nem mesmo pelo prêmio de 200 zennys² ? – O baixinho sorriu, no instante em que Shaoran parou. Então era esse o dinheiro dali? Bem, estavam sem nenhum, talvez valesse a pena.
- Mostre-me o dinheiro. – Shaoran olhou de canto, na direção do homem.
- Só se você ganhar, nanico! – O ruivo interviu.
- Então nada feito. – Encolheu os ombros.
- Shaoran!
- Sakura, eu sei como as coisas funcionam com esses tipinhos. Eles não nos mostram a grana e depois, se perdem, dizem que não sabem de nada. Vamos embora daqui.
- Ih o cara, aí. Ta botando moh banca e deve ser um Zé Ninguém! – Um cara qualquer comentou.
- Concordo contigo, mano! Ele só deve estar querendo dar uma de gostosão pra namorada!
Shaoran respirou fundo, reunindo toda a paciência que tinha em seu ser. Os treinos de meditação aos quais Yue o havia submetido tinham que servir para algo, certo?
-Eu não vou perder o meu tempo com isso. – Convenceu-se com estar palavras e virou-se novamente, para sair dali.
-Está com medo de perder a namoradinha gostosa? – Ouviu o ruivo dizer. – Ou será que não é homem o suficiente pra me enfrentar. – Gargalhou, fazendo todos ali gargalharem também.
Shaoran ficou em silêncio por um tempo. Depois das palavras atribuídas pelo ruivo, não havia escutado mais nada. Um brilho dourado passou rapidamente por seus olhos e pôs Sakura no chão, apoiada em uma parede.
"Fique aqui", ele disse.
Sakura não ousou a contestar.
Depois disso, houve um curto período no qual o ruivo continuou a gargalhar e depois um urro de dor foi ouvido, quando ele já estava deitado no chão, com Shaoran tendo um dos pés sobre suas costas, enquanto lhe segurava ambos os braços esticados para trás.
- Escute, porque eu só vou dizer uma única vez. – Um silêncio incômodo instalou-se ali no local. – Não meta a minha namoradinha nas suas conversas, entendeu? Não ouse a chamá-la do modo que chamou novamente, entendeu? – O brilho amarelado passou por seus olhos novamente. – Desculpe-se com ela se não quiser que eu arranque os seus dois braços.
- Jamais vou me submeter a tamanha humilhação, moleque! Você não teria coragem de fazer isso! – Os olhos do ruivo lacrimejavam, enquanto tentava se soltar.
- S-Shaoran, não é necessário...- Sakura murmurou baixo, um pouco estática pela reação dele. Nunca havia imaginado Shaoran daquele modo. Nem em seus piores pesadelos.
- Ah, é preciso sim... – Apertou mais os braços do homem, colando-os aos próprios quadris. – Peça desculpas a ela, verme. – Deu um forte pisão nas costas dele, fazendo-o soltar outro grito de dor.
- A-alguém pare ele! – O baixinho pediu.
- N-nem pensar!
- Você viu a força dele?
- Nem parece humano...
- Será que é um rebelde...?
- Eu não vou dizer outra vez...- Shaoran alertou.
- D-desculpa! ME DESCULPA! – O homem berrou em meio à dor.
- E-está tudo bem...- Sakura murmurou baixo.
E Shaoran finalmente o soltou.
- Quando você aprender a lidar com as damas, será um verdadeiro cavalheiro. – Limitou-se a dizer, pegando o dinheiro das mãos do nanico. – Onde eu posso encontrar uma boa loja de roupas por aqui?
- A-ali...- O baixinho apontou.
- Obrigado. – Respondeu e agachou-se, pegando Sakura nas costas novamente.
E não trocaram uma palavra sequer, nem mesmo um olhar. Havia mesmo...se casado com aquele homem? Shaoran era sim, muito irritante, Sakura sempre dizia isso. Mas agir daquele modo, mesmo que para protege-la de palavras ofensivas...
Espere.
Ele havia agido daquele modo para protege-la? Balançou negativamente a cabeça, suspirando.
- Algum problema, Sakura? – Shaoran perguntou, enquanto adentrava a loja de roupas.
- Não. – Respondeu rapidamente e desviou os olhos.
- Escolha algo para você. De preferência, algo não muito chamativo. – A colocou no chão e caminhou ele próprio até um vendedor. Apontou Sakura e depois que aquele vendedor foi até ela, ele próprio foi atrás de algo para si.
Frieza.
Esse era o único sentimento que Sakura enxergava em Shaoran agora. E sentia certo receio de dizer qualquer coisa. Sentia receio de que ele agisse daquela forma novamente. Não estava acostumada. Shaoran costumava ser..brincalhão apesar de tudo. Saiu do provador pulando, para dar de cara com um Shaoran de braços cruzados. O olhou da cabeça aos pés. Usava uma camisa azul e uma calça comprida marrom, seguida de um par de tênis bastante comum em uma tonalidade alaranjada e um pouco mais clara em seu centro. Sakura, por sua vez, vestia apenas um vestido vermelho, com sapatinhos de mesma cor e uma camisa branca por baixo, que possuía mangas longas.
- É melhor nos apressarmos ou não conseguiremos nenhuma informação. – Shaoran apressou-se em ir até ela, para ajuda-la e notou o olhar baixo de Sakura. – O que há com você?
- Já disse que não é nada. – Sorriu levemente. – É melhor nos apressarmos mesmo, Lee. – Adiantou-se em dizer.
-Sim, tem razão. – Pegou Sakura nas costas e pagou as roupas. 90 zennys por tudo. Suspirou. Ainda lhes restava 110 zennys e não tinha lá muita noção de dinheiro.
Saíram então, em busca de alguma informação. As pessoas daquela cidade agiam de um modo estranho. Muitas nem paravam para ouvir o que tinham a dizer, outras distorciam os fatos e, quando perguntavam do tal mago misterioso, tinham apenas uma informação em comum: "você não vai querer saber quem ele é."
Ao fim do dia, não tinham quase nada.
Acabaram por se sentar em um banco, um pouco mais afastados da cidade.
- Não conseguimos quase nada..- Sakura suspirou.
- Parece que todo mundo tem medo desse tal mago, seja lá quem ele for. – Shaoran apoiou a cabeça no banco, respirando profundamente. Estava cansado por ter carregado Sakura o dia todo.
- E nenhuma informação é coerente o bastante para que possamos segui-la.
- Acho que só nos resta tentar amanhã, não é? – Sakura ergueu o olhar para ele.
- Ou vocês podem seguir para sudeste. – Foi uma voz feminina que disse isso, assustando ambos.
- Quem é você?! – Shaoran já estava de pé, em posição de combate, enquanto Sakura apenas observou – após o susto – a mulher que estava logo atrás deles. Uma mulher alta, de cabelos castanhos e olhos de mesma cor.
- Sou apenas alguém que está passando por aqui e sugeriu um caminho para tomarem. – Sorriu. Era um sorriso bastante gentil, Sakura pensou.
- E como saberemos se a sua informação é verdadeira? Sequer sabe do que estamos falando. – Shaoran a encarou com seu olhar frio, o qual havia sustentado o dia todo.
- Estão atrás daquele...mago, não estão? Ouvi perguntarem às pessoas na cidade. – Manteve o sorriso, sem se alterar com as atitudes de Shaoran.
- Talvez devamos escuta-la, Shaoran, é o melhor que temos até agora. – Sakura suspirou. – Ela não nos ignorou ou nos disse para ficar longe como todos os outros.
- Não sei se podemos confiar nela. – Olhou de canto para a mulher, baixando a guarda. – Como é o seu nome?
- Mizuki. Kaho Mizuki. – Olhou para Shaoran. – E é um prazer conhece-lo.
Sakura suspirou, com certo alivio.
- Eu sou Sakura Kinomoto e este é Shaoran Lee. Nós estamos em busca deste mago, pois ele tem algo que nos é de muita importância.
- Sakura!
- Entendo. – Mizuki riu. – Seus motivos são bastante nobres. Sigam pelo caminho que eu indiquei, estarão na direção certa. – Sorriu levemente e caminhou na direção de Lee. – Ainda terá muitos conflitos consigo mesmo, jovem mago...- Voltou a caminhar. – Espero vê-los novamente algum dia! – Acenou para ambos. Shaoran não olhou para trás sequer uma vez. Apenas manteve-se calado, os olhos arregalados.
- Lee...? – Sakura o chamou, após um tempo e ele apenas sacudiu a cabeça negativamente, soltando um suspiro.
- É melhor procurarmos um lugar pra ficar esta noite, Sakura. – Limitou-se a responder. – Partiremos amanhã cedo..para o sudeste.
Ela concordou levemente e foram até uma pousada que havia ali.
- Desculpe-nos, mas estamos lotados esta noite. Terão que dividir o quarto. – A atendente disse. – Mas acho que não será problema para os dois, não é? – Sorriu.
- O QUÊ?! – Foi a resposta que obteve de ambos.
É, talvez fosse um problema.
- É-é que estamos em época de alta temporada e esta é uma cidade bastante procurada! Não temos culpa! – A atendente tentou amenizar os ânimos.
-Mas nós...! – Falaram em uníssono. – Mas eu...! Não quero dividir o quarto com ele a ! – Se entreolharam por alguns instantes, logo virando os rostos para lados opostos.
- E-eu sinto muitíssimo, mas duvido que encontrarão algum lugar com dois quartos livres esta noite. – Suspirou.
- Droga...- Shaoran estreitou os olhos. – Faça logo a reserva. Pelo menos são duas camas, certo? – Perguntou, esperançoso. A cara da atendente não foi das melhores. - ...certo?
- É o quarto...de casal...
É o quarto de casal.
...quarto de casal.
...de casal.
Casal.
Essas palavras penetraram como agulhas na pele dos dois. O silêncio foi quase mórbido, porque não conseguiam dizer sequer uma palavra. Por fim, foi Shaoran que se pronunciou.
- Faça logo a maldita reserva, antes que eu me arrependa. – Apertou os olhos.
- O quê?! Mas eu não concordei com isso! – Sakura bradou.
- Você quer ter um teto pra dormir esta noite, certo? – Olhou-a de canto. – O que está esperando? Faça logo a reserva!
A atendente rapidamente concordou e entregou a chave do quarto aos dois.
Quando chegaram ao tal quarto, ficaram atônitos. Quando ela disse o quarto de casal, não imaginaram que fosse...aquele tipo de quarto.
-Isso é um quarto para... – Shaoran começou.
-...lua de mel...- Sakura completou, sem acreditar.
- Isso só pode ser algum tipo de piadinha...
- E das mais sem graças...
- Que seja. – Shaoran deixou Sakura sentada na cama e pegou um dos travesseiros, colocando-o no chão.
- Que vai fazer? – Ela arqueou as sobrancelhas.
- Dormir. – Respondeu. – Ou você prefere ficar com o chão duro, princesinha? – Abriu um sorrisinho irônico.
Ela revirou os olhos.
- Não quero você reclamando de dor nas costas amanhã. Vem cá. – Colocou uma barreira de travesseiros entre eles. – Mas se você TENTAR alguma gracinha, Shaoran Lee...
Ele sorriu, sentando-se na cama.
- Vai fazer o que, Sakura? Somos casados. – Riu, ao ver a expressão atônita dela.
- Qual é a graça, Shaoran Lee?! Eu devia deixa-lo no chão depois dessa! – Estava corada. Mas não era um pouquinho, como se fosse uma coisinha de nada. Estava muito corada.
- Tudo bem, tudo bem! – Ele fez sinal com as mãos para que ela se acalmasse. – É melhor dormirmos logo, ou não conseguiremos partir amanhã pela manhã.
- Hunf! – Bufou, virando-se para o lado oposto ao dele.
- Sakura?
- O que foi?
- Boa noite.
Ela ergueu um pouco o tronco para vê-lo, já de olhos fechados.
- Boa noite...Shaoran. – Respondeu, virando-se para o outro lado. No fim das contas, estava feliz. Feliz porque ele havia voltado a ser como antes. Pelo menos por hora.
- Isso será muito divertido...- Uma voz disse, ao lado de fora, observando os dois caírem no sono.
Continua...
¹: A primeira citação, se refere à um provérbio, mas o motivo de eu tê-lo dado ênfase aqui, é porque ele aparecerá mais pra frente, num caitulo pré-pronto que eu tenho. E quando eu digo mais pra frente, é mais pra frente MESMO! Então se lembrem bem!
²: Para vocês verem como sou criativa. 'Zenny' é a moeda no mundo da Rag. E eu quis monopolizar algo que não fosse dólar ou iene. Pensei nas moedas de ouro, mas Zenny me caiu muito melhor.
N/A:
Primeiramente, eu quero me desculpar pela demora pra postar
Eu juro que queria ter postado mais cedo, mas eu não ando tendo muito tempo pra escrever e esse capítulo me deu um pouquinho de trabalho para sair! Para vocês terem noção da minha pressa para postar, nem sequer esperei a minha beta ver como está! Mas é bom, que assim ela me deixa review 8)
Bem, eu acho que eu compensei o atraso no tamanho do cap, né?
São 3500 palavras para ninguém botar defeito!
Bem, como já havia pessoas me pedindo, resolvi colocar o Shaoran tocando Harpa de novo! Ainda achei muito cedo para lees se descobrirem, mas essa cena promete e promete muito!
Acho que por hoje é só. Tentarei aparecer mais cedo com o próximo cap. Ainda porque as provas terminam essa semana e eu não tive nenhuma média ruim! Eu não fiquei com vermelha em física e não me canso de dizer isso.
Enfim.
Luna: Eu concordo plenamente com você. Esse jogo está ficando cada vez mais perigoso. E deveras divertido de escrever! Eu simplesmente amo fazer essas cenas. E será que estu contando sua história, Luna? coincidências, coincidências...desculpe pela demora do cap, espero que goste!
Marieta: Ahuahauhau xD não sei se fico feliz ou triste por fazer parte do clube! Obrigada por estar gostando da fic e muito obrigada pela boa sorte! Isso ajuda mesmo! - Superticiosa. Enfim, o cap tá aqui. Espero que goste! Beijos!
