Olá mina, me desculpem pela demora ç.ç
Sinto muito por deixar um capítulo pequeno, mas feito eu tinha dito antes é pra deixar um gostinho de quero mais. ;D
Os personagens não me pertencem são de Rumiko Takahashi só a história me pertence.
"blá blá blá" pensamentos
(n/a:) nota da autora
_ mudança de cenário
Vamos à fic. n.n
MARCAS
No capitulo anterior:
- Ow o que você esta fazendo? – segurei a blusa no lugar e tentando me afastar, mas ele me segurou.
- Você esta ferida eu posso sentir o cheiro de sangue deixe-me ver – tentou novamente, mas eu segurava firme a camisa no local.
- N-Não eu posso fazer isso sozinha – ele segurou minhas mãos e olhou nos meus olhos assustados.
- Ou eu vejo por bem ou por mal você escolhe Rin.
O meu sangue gelou. O que eu vou fazer? Sesshoumaru ia ver as lesões feitas por Naraku. Pensava desesperada enquanto Sesshoumaru me fitava esperando a minha decisão.
- Eu... Eu... – não sabia o que dizer e minha cabeça latejava não me deixando pensar direito.
- Rin – me chamou me fazendo olhar nos olhos dele – eu não vou repetir.
O que eu podia fazer, afinal ele é um youkai ele tem mais que o dobro da minha força, mesmo se eu resistisse ele ia ver de qualquer maneira. Soltei o ar que estava preso nos meus pulmões e desviei os olhos dos dele soltando a roupa em seguida.
Sesshoumaru levantou a roupa devagar vendo o abdome que estava cheia hematomas e uma faixa suja de sangue. Os seus olhos piscaram vermelhos, mas Rin não viu já que ela não estava olhando pra ele não querendo ver sua reação. Com as garras Sesshoumaru cortou a gaze que estava em torno da barriga vendo realmente o estrago que tinham feito na menina. A barriga estava muito escura atingindo as costelas e sumindo dentro do moletom que cobria o resto do corpo, o corte ia do umbigo ate à última costela do lado esquerdo e estava inflamado, quem tinha feito isso com ela? Percebia-se que as contusões eram recentes, mas que não podiam ter sido feitas pela bolada que ela tinha levado de Kagura.
Eu não olhei pra ele não queria ver sua expressão eu sabia que ele não era idiota e que não acreditaria que esses hematomas eram devido à bolada que levei da Kagura, eu estava suando frio e com muitas dores eu podia sentir minha cabeça ficando molhada só não sabia se era por causa do suor ou por causa do sangue devido à pancada na cabeça.
- Rin – chamou, mas eu não olhei pra ele. – quem fez isso?
- Eu caí... ."– falei sem pensar. - "droga não tinha uma desculpa melhor? Só se eu caísse e saísse rolando em cima de pedras pra ficar desse jeito." – pensei.
- Não minta para mim Rin. – sua voz ficou mais fria e eu inconscientemente me encolhi.
Sesshoumaru era um cara legal, mas eu não posso confiar nele na verdade eu não posso confiar em ninguém. O aconselhável é não envolver ninguém nisso eu não posso deixar que ninguém saiba ou senão as consequências podem ser terríveis, Naraku iria cumprir com suas ameaças.
- Eu não estou mentindo. – podia sentir ele olhando pra mim, eu ficava olhando pra todos os lados menos pra ele. Eu odiava mentiras, mas elas tinham que ser ditas. – Eu caí quando... – ele me cortou.
- Você acha que sou tolo? – rosnou me assustando. Segurou meus braços e me levantou me fazendo abafar um gemido de dor pelo movimento brusco e ficando sentada e cara a cara com ele – Acha que eu não tinha percebido? – seus olhos ficaram vermelhos - Desde a primeira vez que te vi eu tinha visto o seu rosto – tocou minha bochecha e passou a mão limpando a maquiagem e mostrando a contusão da tapa que levei de Naraku – que estava machucado como esta agora e você tentou esconder, como você gemeu de dor quando Ayame te abraçou ou quando você chorou nos braços da Kanna todos esses dias eu vinha te observando, via seu desespero sentia o cheiro de suas lágrimas e de seu sangue acha que não sei que esta mentindo? Quem esta fazendo isso Rin? – eu estava muda, todos esses dias ele vinha me observando. Lágrimas desciam dos meus olhos. Abaixei a cabeça e a balancei negando. - por que você o protege?- apertou meus braços.
- Você não entende... – falei num fio de voz.
- Então me explique. – neguei com a cabeça.
- Não.
- Por que você o esta protegendo? – apertou com mais força os meus braços eu apenas chorei mais, ele afrouxou o aperto e segurou meu queixo com uma das mãos me fazendo olhar pra ele. – me diga Rin. – falou com a voz mais suave.
- Não posso. – os olhos dele se suavizaram voltando ao normal e ele passou a mão pela minha cabeça e sentido o sangue coagulando atrás dela devido à pancada.
- Você não percebe o que esta fazendo protegendo esse agressor. – virei o rosto.
- "Sei sim. Protegendo alguém que eu amo". – pensei, mas fiquei calada. "Não quero envolver ninguém nisso, não posso confiar em ninguém." Isso ficava repetindo feito um mantra na minha cabeça. – Isso não lhe diz respeito. – falei após mais alguns segundos em silêncio. Sesshoumaru me trouxe mais próximo dele quase nossos narizes se tocando.
- Do que você tem medo? – eu sentia a respiração dele no meu rosto – de que a machuquem? – fiquei calada. – eu não vou deixar isso acontecer Rin. – olhei fundo nos olhos dele.
- Você não pode fazer nada.
Bateram na porta virei à cabeça para ver quem era e Sesshoumaru continuou olhando pra mim.
Lá em pé na porta nos observando com olhos negros e profundos era Kanna.
- Vim ver como você estava. – falou se aproximando da cama e ficando em pé ao meu lado. Não sei se ela testemunhou a "conversa" que eu estava tendo com Sesshoumaru, mas se o fez não demonstrou.
- Estou bem Kanna – falei limpando as lágrimas do meu rosto.
Ela olhou mais um pouco pra mim e passou a mão na minha bochecha onde tinha levado a tapa ontem. Eu me assustei um pouco e ela percebendo isso se afastou.
- Eu soube o que aconteceu e fico feliz que esteja bem. – sorri amarelo em agradecimento.
- Arigato Kanna.
- posso falar com você um momento Sesshoumaru? – Kanna perguntou e olhou na direção que Sesshoumaru estava.
Olhei para Sesshoumaru e ele ainda estava olhando pra mim e eu desviei os olhos.
- Hai.
Sesshoumaru se levantou e saiu da sala sendo seguido por Kanna que fechou a porta atrás de si e depois se encostou a ela. Sesshoumaru se virou e ficou de frente pra Kanna esperando ela falar.
Quem os visse poderiam pensar que eram irmãos com a pele pálida, estóicos quase como estátuas, só que os cabelos de Sesshoumaru eram prateados, enquanto os de Kanna eram brancos como a neve. Kanna que era a pequena batendo abaixo do peito de Sesshoumaru olhou pra cima pros olhos dele com os olhos negros profundos como o abismo encarando os olhos dourados, mas gélido e sem emoção de Sesshoumaru.
- Pelo visto você já percebeu. – Kanna falou quebrando o silêncio.
- Desde o primeiro dia eu desconfiava, mas não tinha certeza absoluta. Quando você descobriu.
- Eu sempre soube. E o que você pretende fazer? - Sesshoumaru semicerrou os olhos.
- Matar o filho da mãe.
- Mas você ainda não sabe quem esta fazendo isso com ela.
- É uma questão de tempo.
- Você fala como se fosse fácil. A Rin esta frágil e com medo. Ela esta a ponto de quebrar Sesshoumaru e quando isso acontecer vai ser muito difícil de juntar os pedaços.
- Você sabe de alguma coisa? – ela negou com a cabeça.
- Pelo que eu vi, ela não confia em ninguém, prefere se proteger mentindo. – se virou e começou a ir embora – Ajude-a Sesshoumaru. "Eu sei que você pode"
Sesshoumaru ficou observando enquanto ela saia.
Eles estão demorando o que a Kanna queria falar com o Sesshoumaru? Ficava pensando enquanto esperava eles voltarem, mas pensei era melhor sair antes que eles voltassem não quero que Sesshoumaru me faça mais perguntas, me levantei devagar da cama vendo as coisas girarem sentia meu corpo todo doer, ter me movimentado daquele jeito na Ed. Física não ajudaram muito e ter levado aquela bolada pioraram a situação. Firmei meus pés no chão e consegui me equilibrar, mas não consegui dar o primeiro passo, pois Sesshoumaru estava na minha frente. Quando ele entrou que eu não percebi. Ele segurou meu ombro me fazendo sentar novamente.
- Ainda não terminamos a nossa conversa.
- Não temos conversa para terminar. – eu estava ficando irritada porque ele fica me pressionando, eu não quero falar sobre isso, e para piorar minha cabeça estava me matando.
- Temos sim. Não pense que eu vou desistir.
- Sesshoumaru, por favor... – falei baixo colocando a mão na cabeça. Eu estava tão cansada não só fisicamente, mas mentalmente também, é muita pressão e eu não estou conseguindo aguentar e essas dores não estavam ajudando.
Ele pareceu compreender, passou a mão pelo meu rosto levantando-o.
- Vamos terminar de limpar os ferimentos primeiro – falou colocando algo úmido em minha cabeça causando um pouco de ardência.
Ficamos em silêncio e eu respirei um pouco aliviada, feliz que não teria que responder mais perguntas.
Sesshoumaru começou a limpar o ferimento da cabeça de Rin, ela abaixou um pouco a cabeça e Sesshoumaru viu algo estranho no pescoço dela, ele puxou os longos cabelos dela pro lado e viu o que pareciam quatro meias luas e que eram causadas por unhas. Mas o que estavam fazendo com essa garota? Primeiro ele terminaria de cuidar dos machucados depois eles conversariam.
Sesshoumaru limpou meu ferimento da cabeça e colocou um curativo no local, pelo que ele disse o corte não era profundo e iria sarar logo. Fiquei agradecida coloquei a mão na cabeça sentindo o curativo, mas mesmo assim minha cabeça continuava latejando. Deixei minha cabeça de lado quando senti Sesshoumaru começar a levantar meu moletom.
- Eu posso fazer isso sozinha você não precisa... – comecei a falar ficando vermelha e colocando minha mão quando ele levantou minha roupa novamente e começou a limpar meu ferimento da barriga.
- Fique parada. – falou tirando minha mão.
- Mas... Mas...
- Silêncio.
Mas que droga, ele fica mandando em mim. Eu ia responder, mas desistir e fiz o que ele mandou não adiantava discutir com ele mesmo pelo jeito ele esta acostumado a fazerem o que ele manda. Fechei os olhos para ficar mais calma e não me mexer.
Depois que terminou de limpar o sangue do abdome Sesshoumaru verificou o ferimento e realmente estava muito feio ele se aproximou um pouco mais da lesão e lambeu. Rin abriu os olhos soltando um pequeno grito e se afastando dele e se encostando à cabeceira da cama encolhida.
- O... O que você ta fazendo – perguntei assustada me encolhendo empurrando o moletom pra baixo e me afastando dele assustada lembrando como arranjei o corte e do que Naraku fez. Um arrepio passou por mim quando pensei nisso. – fique longe de mim.
- Estou curando você Rin. - falou calmamente.
- O quê? – respirava com dificuldade não estava entendendo nada.
- Rin a saliva de um Inuyoukai tem poderes curativos – se aproximou de mim novamente. – eu estou te curando. - coloquei a mão no peito dele para ele ficar parado.
- Eu... Eu – tentei falar, mas como posso falar alguma coisa coerente com ele me olhando desse jeito, feito se não estivesse entendendo nada. Eu que não estava entendendo nada. – eu prefiro o método normal – consegui falar. Ele virou a cabeça um pouco pro lado.
- Esse é o método normal.
- Não, não é não. – meu Kami como um youkai pode ser tão sério e ao mesmo tempo tão kawaii ele parece um cachorro. – O método normal é passar remédio enfaixar... – falei empurrando mais ele e tendo um pouco mais de distância.
- Por que não deixa que ti cure? – perguntou sentando-se normal e olhando pra mim. Senti minhas bochechas esquentarem novamente.
- Por que... Por que isso... – era difícil de explicar. Ele sorriu de lado.
- Esta constrangida – afirmou.
Mas é claro que eu estava constrangida, quem não ficaria se alguém que você mal conhece começasse e lê lamber.
- Rin é completamente normal um Inuyoukai lamber um ferimento que demore a se curar.
- "Como isso era normal?" – pensava - Pra... Pra você pode ser normal, mas pra mim não.
- Se você tem vergonha eu posso ajudar.
Eu ia perguntas como, mas não deu tempo ele me beijou. "Como isso ajudaria?" me perguntei. Meus olhos se arregalaram, mas foi logo se fechando quando ele aprofundou o beijo, eu me sentia no céu completamente diferente de como eu me senti quando Naraku me beijou tenho certeza que se não estivesse sentada eu teria caído, pois meu corpo estava mole, inconscientemente envolvi meus braços ao redor do seu pescoço enquanto ele estava com uma das mãos na minha cabeça e a outra na minha cintura me puxando pra mais perto dele e eu gemi pela dor que senti nas costas quando ele tocou. Ele interrompeu o beijo, eu estava ofegante e corada.
- Por que você fez isso? – perguntei tomando mais um pouco de ar e tentando tirar o rubor do meu rosto.
- Por que eu quis.
Olhei pra cara dele, ele só pode ser louco. Tentei me afastar ma não consegui ele continuava me segurando
– Pare de tentar se afastar – rosnou - eu não vou deixar você ficar longe de mim. – olhei pra cara dele ele.
- Não pode esta falando sério.
- Pois estou.
- Você esta me assustando.
- Não precisa ter medo – encostou a testa na minha - eu nunca vou te machucar.
- "Será que posso confiar?" Eu não acredito em você. – tentei me afastar novamente mais não consegui. – eu nem o conheço direito.
- Você tem que confiar em mim Rin.
Sesshoumaru me beijou novamente não dando tempo para eu protestar, mas logo ele parou me deixando meio tonta e rosnou e eu me assustei. Porque ele estava rosnando? Ele se afastou de mim e eu senti perder o calor dele, eu não entendi o porquê do rosnado na hora, mas logo depois Ayame entrou na enfermaria desesperada.
- Meu Kami! Rin você esta bem? – perguntou se aproximando de mim ela ainda estava com a o uniforme de natação que era um maiô azul escuro com o emblema da escola – Você esta ferida? Eu estou sentindo o cheiro de sangue! – falava desesperada – Meu Kami, meu Kami – parou e olhou pra mim - eu vou matar a Kagura.
- Ayame se acalme – Kanna falou do lado dela.
- Mas... – Ayame começou mas foi cortada por Kagome.
- Rin! – Kagome apareceu usando o mesmo maiô que Ayame e sendo seguida por Inuyasha que estava com uma sunga azul escuro e com uma toalha nas mãos
- Mulher não ande por aí desse jeito. – Inuyasha reclamou colocando a toalha nos ombros de Kagome para cobri-la
– Nós soubemos o que aconteceu. Você esta bem? – Kagome ignorou Inuyasha perguntando.
Eu estava meio zonza por causa do beija e não estava entendendo o porquê deles estarem ali, mas consegui responder a pergunta de Kagome.
- Estou sim.
- Não esta não – Ayame falou – olha como você esta.
Minha roupa estava amarrotada, meu cabelo bagunçado e meu rosto vermelho. Comecei a corar loucamente afinal isso não aconteceu só por causa da Kagura olhei pra Sesshoumaru que estava olhando pra Inuyasha que estava devolvendo o olhar com um sorriso na cara, Sesshoumaru semicerrou os olhos no sentido de "se-você-falar-alguma-coisa-eu-ti-mato" e Inuyasha aumentou o sorriso que tinha cara levantando as mãos.
- Eu vou acabar com a Kagura. – ouvi Ayame dizendo novamente.
- Como... Como vocês ficaram sabendo afinal? Kanna você contou pra elas? – perguntei. E percebendo agora que ela estava com o uniforme normal e não o de natação – E por que você não esta com a roupa de natação? – lembrando de quando ela veio antes ela também não estava usando a roupa de natação.
- Eu não contei a elas, eu as encontrei quando estava trazendo suas coisas. – mostrou a minha bolsa em suas mãos. – eu sei que você vai precisar se trocar.
- Não foi a Kanna, sabe como é os alunos do terceiro ano são um bando de fofoqueiros – Ayame começou a falar - e tudo que tem a ver com Kagura vira notícia, provavelmente o colégio inteiro já deve saber. – se aproximou de mim novamente – É melhor a gente cuidar de seus ferimentos.
- Não! – ela olhou pra mim – eu posso fazer isso sozinha, não precisa se preocupar, e já estávamos terminando.
- Mas que nada Rin, vamos me deixe ajudar – olhei desesperada pra Ayame afinal ela era uma youkai logo perceberia que não é só a minha cabeça esta machucada e todo mundo que esta na sala vai saber sobre meus machucados.
- Ayame deixe-a se ela não quer ajuda é porque não precisa – Kanna falou puxando Ayame.
- "Kanna você é minha heroína" – pensei agradecendo-a com o olhar.
- Mas... – Ayame começou fazendo bico e olhou pra Rin novamente franzindo a testa – Ei Rin o que é isso no seu rosto – perguntou apontando pro lado direito do meu rosto onde Sesshoumaru tinha passado a mão.
Fiquei mais branca que papel na hora e senti meu mundo girar.
E Sesshoumaru percebendo isso e cansado de toda aquela gente ali atrapalhando, já ia expulsar todo mundo da li, pois não estava aguentando toda aquela gritaria, mas foi interrompido por alguém que ia entrando.
- Sesshoumaru? – ouviram alguém chamando. Todo mundo olhou pra porta e encontraram Kouga entrando por ela. – Sesshoumaru ate que enfim te encontrei.
Ayame tinha ficado muda pela primeira vez na vida esquecendo Rin completamente admirando Kouga na roupa de Ed. Física enquanto falava com Sesshoumaru. Ela estava quase babando quando Kanna estalou os dedos na frente dela acordando-a e chamando atenção de Kouga pros outros que estavam na sala e olhou diretamente para Kagome.
- Kagome-chan - falou lhe lançando um sorriso caloroso.
- Olá Kouga – falou sorrindo de volta.
Inuyasha se colocou na frente de Kagome lançando um olhar mortal pra Kouga, que este que devolveu.
- Cara de cachorro eu não tinha visto você aqui, mas ate que tinha sentido o cheiro de cachorro molhado. - Kouga alfinetou.
- Já eu senti o seu fedor de longe. – Inuyasha devolveu.
- Parem com isso vocês dois – Kagome reclamou - será que não podem ficar dois minutos sem brigar? Kouga eu quero que conheça minhas amigas – Kagome mudou de assunto antes que começassem a discutirem – Rin, Kanna e Ayame. – ele olhou pra cada uma. Rin ele conhecia da aula de Ed. Física e também pela bolada que ela recebeu que deveria ter doído pra caramba e logo percebeu que ela estava na lista negra de Kagura. Kanna ele também conhecia era irmã de Kagura e completamente diferente desta. Mas Ayame ele não conhecia ainda, olhou-a de cima a baixo deixando ela corada de vergonha, e lançou um sorriso encantador pra ela.
- É um prazer conhecê-las.
- O que você quer Kouga? – Sesshoumaru perguntou tirando a atenção de Kouga de Ayame e concentrado nele. Ele estava ficando irritada com todos eles ali.
- A aula já terminou e eu vim te chamar que só temos dez minutos pra próxima aula.
- Eu sei que a aula já terminou. Vocês podem ir na frente – olhou pra todos como se dissesse saiam.
- Já entendi a dica – Kouga falou levantando as mãos e indo pra porta. – Te vejo na sala.
- Rin a gente se ver depois – Kagome acenou e foi atrás de Kouga sendo seguida por Inuyasha que mandou outro sorriso cínico pro irmão, e por Kanna que arrastava Ayame que ainda estava meio fora do ar.
Quando todos saíram à sala ficou em total silêncio e eu comecei a ficar vermelha, não sabia o que falar, fiquei pensando no beijo, mas afinal por que ele me beijou assim derrepente? Primeiro ele fica irritado por eu não lhe dizer a verdade depois fica calmo e me beija, será que ele era bipolar? Já não bastava eu descobrir que ele vinha me vigiando, ou será algum maníaco? O que será que ele quer? Que eu me apaixone? Bom eu já gosto dele isso eu já tinha descoberto há algum tempo. Ou quer que eu confie nele? Isso será impossível, não vou repetir o mesmo erro novamente. Eu não posso confiar em ninguém.
Estava tão absorvida pelos meus pensamentos que não percebi Sesshoumaru se aproximando de mim.
Ele olhou pra ela, em como mordia o lábio inferior enquanto pensava concentrada. Ele tinha que admitir que quando viu sua pele branca e delicada toda machucada ficou louco queria matar o desgraçado que tinha feito isso com ela, mas não entendia porque ela o ficava protegendo, será que ela realmente tinha medo desse demônio, "sim ele sabia que era um demônio pelo cheiro" ou o amava ao ponto de protegê-lo? Ele não sabia ao certo e se fosse outra pessoa qualquer ele nem se emportaria, mas era Rin, sua Rin. Ele não entendia o porquê, mas desde o dia que a viu no refeitório disse a si mesmo que ela seria dele, ouve uma ligação alguma coisa que o puxava feito um imã para perto dela. E desde esse dia ele não conseguia tirá-la da cabeça, parar de olhá-la, mas quando percebeu o cheiro de sangue misturado com lágrimas e preocupação sabia que tinha alguma coisa errada e ele não a deixaria nas mãos desse demônio.
Sentou ao lado dela e colocou o braço ao redor do seu ombro e a puxou a encostando em seu peito.
Meu rosto encostou-se ao peito de Sesshoumaru me assustando eu estava tão absorvida em meus pensamentos que eu não tinha percebido ele se aproximando, quando ele me puxou olhei pra cima pro seu rosto enquanto ele olhava pra baixo pro meu nossas bocas quase se tocaram, mas eu abaixei a cabeça novamente tentando me afastar, mas ele novamente não deixou.
- Nos não terminamos de curar seus ferimentos Riiin - falou no meu ouvido.
Franzi o cenho, se ele pensava que eu ia deixar ele ficar lambendo minha barriga feito si fosse um pedaço de carne para um cachorro esfomeado ele estava muito enganado. Olhei pra ele e ele ergueu uma sobrancelha em resposta.
- Por acaso você é algum tarado? – perguntei.
Eu não sei de onde tirei coragem pra perguntar isso, mas ele ergueu uma sobrancelha em resposta.
- Olhe por você mesma – Sesshoumaru apontou pra minha barriga me soltando.
Eu fiquei meio indecisa, mas quando eu levantei o moletom me surpreendi o corte já estava quase curado, a vermelhidão que estava ao redor dele indicando que estava ficando inflamado tinha sumido e o corte em si já estava quase fechado até os hematomas que estava ao redor dele tinha sumido. Ficou uma listra branca em meio aos hematomas. Deixei escapar uma exclamação, como isso tinha acontecido? Olhei pra Sesshoumaru, ele realmente me curou.
- Como... o quê... você... – estava sem palavras.
- Eu te disse.
- Eu... não... – estava perplexa passei a mão pelo ferimento e eu não sentia mais dor no local. – nossa! – foi à única coisa que veio a minha cabeça. – arigato.
Eu estava pasma como alguém podia ter um poder assim? Era incrível como funcionava rápido imagine esse poder no meio médico, poderia salvar muitas vidas. Escutei o sinal tocar indicando que começaria a próxima aula, passamos muito tempo na enfermaria e se não nos apresássemos iríamos perder a próxima aula.
- A próxima aula já vai começar temos que ir – falei me levantando soltando a roupa e pegando minha bolsa que Kanna trouxe e que estava com uniforme dentro.
Sesshoumaru pegou minha mão me fazendo olhar pra ele. Ele continuava sério, eu sabia que ele faria mais perguntas sobre meus machucados ele só não tinha continuado antes por causa dos ferimentos que tinha que cuidar.
- Eu vou me trocar – falei.
Sesshoumaru balançou a cabeça e se levantou e puxou a cortina me dando privacidade para poder me trocar.
Separados pela cortina comecei a tirar a roupa e pegar o uniforme para me vestir. Eu sabia que quando eu saísse Sesshoumaru ia me fazer mais perguntas que eu não quero responder.
Eu já tinha tanta coisa na cabeça eu não queria inventar mais desculpas, não queria ter que mentir, estava tão cansada de tudo, das perguntas, dos pretextos eu só queria me enfiar dentro de um buraco e não sair mais, porque dói, dói muito ter que falar ter que mentir não poder confiar em ninguém. Eu só posso confiar em Shippou, mas não posso deixar ele levar esse peso. Se ele souber dos meus temores ele ficaria mais preocupado e eu ficaria mais triste. Eu não quero que ele fique mais infeliz, eu sei que ele não é feliz morando com o Naraku e Tsubaki, mas ele ficaria pior, ele e tão pequeno e já se preocupa tanto tentando me ajudar, e me dói muito vê-lo assim. Mãe, pai queria tanto que vocês estivessem aqui, que pudessem me abraçar e dizer que ia ficar tudo bem, mas eu sei que não podem nos ajudar, não de onde vocês estão.
Senti alguém me abraçar por trás me assustando.
- Por que tu choras? – Sesshoumaru perguntou encostando o queixo em cima da minha cabeça.
Chorando? Toquei meu rosto e ele estava molhado.
- É minha cabeça ela ainda está doendo muito. – menti novamente enquanto mais lágrimas saiam.
Queria tanto me apoiar nele, poder abraçá-lo também, mas não o fiz me afastei e abotoei o último botão do meu casaco já estava pronta, peguei a bolsa e procurei o meu remédio, encontrei a cartela e destaquei quatro compridos quando eu ia colocar na boca Sesshoumaru tomou a cartela da minha mão.
- O que é isso? Opiáceos. – tinha escrito na cartela.(n/a: opiáceos derivam do ópio e eles produzem ações de insensibilidade à dor (analgesia) e são usados principalmente na terapia da dor crônica e da dor aguda de alta intensidade e podem produzir estados de sonolência e confusão mental sem amnésia, produzem dependência e necessita de doses cada vez maiores para que os efeitos sejam mantidos.)
- É só um remédio que eu tomoquando eu tô com dor... de cabeça – completei. Colocando os comprimidos na boca. - Nada de mais.
A verdade era que eu roubei esses remédios da minha antiga escola quando eu descobri que o professor de Ed. Física estava dando-os pros atletas para que eles não ficassem com dores musculares e fossem bem nos campeonatos. Esses remédios só podem ser vendidos por prescrição médica e o professor não poderia de maneira alguma dá-los aos alunos por que além de ser perigoso pra a saúde deles era contra a lei. E como ele não poderia denunciar o sumiço de remédios que não deveria ter na escola eu os peguei, e os usos quando estou com dores como estou agora.
- É melhor a gente ir...
- Onde você conseguiu esse remédio? – Sesshoumaru me perguntou.
- Na farmácia por quê?
- Esse remédio é muito forte pra você conseguir comprar sem uma receita. Quantos você tomou? - me perguntou.
- Tomei dois. – menti - Peraí, isso é... – me cortou novamente.
- Ontem você tinha tomado esse remédio?
Segurei o meu pulso direito. Ontem foi quando eu tentei me matar. Mas o que isso tem a ver? Todas as manhãs quando eu me acordo tomo esses remédios ou senão eu não aguentaria ficar de pé. Na verdade sempre que Naraku me bate ou eu sinto dor eu os tomo.
- Mas o porquê dessas perguntas? Por acaso isso é um interrogatório? – tentei pegar a cartela de volta, mas ele afastou a mão. – Você pode me devolver?
- Você não respondeu a minha pergunta.
- Eu tomo todos os dias, satisfeito? - estava começando a ficar nervosa. – Agora me devolve.
- Não. – colocou a cartela dentro do bolso da calça.
Olhei pra cara dele, ele continuava sério.
- O quê? Mas por quê? – perguntei pasma.
- Esse remédio é muito forte pra você esta tomando.
- Por acaso você é algum médico? - Isso só poderia ser uma piada. – Quer saber fica com ele. – peguei minha bolsa e afastei a cortina saindo da enfermaria deixando-o sozinho.
Quando saí da enfermaria estava muito zangada com Sesshoumaru, como ele pega os meus remédios e depois não quer me devolver. Eu sei que ainda tenho uma boa quantidade de opiáceos, mas eles não vão durar pra sempre e eu não vou poder conseguir mais, por que só são vendidos com receitas médicas, então eu não posso me dar ao luxo de perder cartelas cheias. Sesshoumaru o que você quer? Primeiro age como se estivesse com raiva, depois compreensivo, depois possessivo e mandão. Eu não sei o que ele quer, mas ele tem que parar de fazer tudo que lhe vem na cabeça principalmente pegar o que é dos outros. Ele esta me deixando louca.
Já estava chegando à minha sala de aula passando por alguns alunos quando alguém fala nas minhas costas me fazendo parar.
- Vejo que já se recuperou. Pena que eu não joguei a bola com mais força. – me virei pra olhar para a pessoa.
- O que você quer Kagura?
Fim do oitavo capítulo
n/a: "Por favor, ignorem os erros gramaticais."
Opiáceos correm outros sitomas, mas só coloquei essas informações para vocês terem noção de como esse remédio pode ser perigoso. E essa informação foi tirada da enciclopedia online ^.^
Gente peço desculpas por demorar e ainda trazer um capítulo pequeno, mas eu queria acabar nessa parte. ^.~
Mas o que vocês acharam?
Gostaram deles terem se beijado? Precisaram oito capítulos para eles finalmente se beijar. Ate que fim. Ate eu estava me arretando com essa demora.
O que vocês acham que o Sesshoumaru vai fazer?
Será que ele vai bater no Naraku? Eu queria que ele batesse bem muito e o amarrasse na linha do trem e depois o usasse como isca pra tubarão. Mas quem sou eu? "Somente a autora que pode tornar isso realidade muháháháhá." XD
O que vocês acham que ele vai fazer? Me digam, me digam, me digam... Quem sabe eu não uso na história? n.n
Gente quero agradecer a todas que mandaram reviews
E a Megumi Taishou e a Bulma-San por terem me dito o que eram alertas. Deixa eu explicar, é que aparecia no meu e-mail dizendo que tinham colocado a fic em alerta e eu não sabia o que significava, e ficava pensando estão alertando o que? Pensei que tinha algum problema com a fic e estavam me avisando, mas agora eu entendi (abafa o caso) ~.~' bjs pra vocês garotas. ;P
Bom no caso da fic entre o céu e o inferno eu decidi que não vou postar agora. Por que se não eu vou demorar muito pra postar as duas. Então é melhor terminar essa primeiro e depois começar a outra ^.^
Agradecimentos as reviews de:
guta itara – obrigado pela review é uma pena que eu não vou começar a postar a outra fic agora, mas espero que quando eu postar você acompanhe :P
yogoto – obrigado pela review e não se preocupe eu não vou esquecer a fic, posso demorar, mas esquecer nunca. XD
flor do deserto – desculpa pela demora ç.ç pena que não consiga acompanhar outras fic de Sesshy e Rin. Mas fico feliz que você esteja gostando da minha fic ^.^ Eu também tenho vontade de atravessar Naraku com uma espada quem sabe ate o final da fic isso não aconteça muhahahaha.
Yuuki-chan s2 – seja bem vida de volta! E eu vou cobrar suas reviews, prometeu agora vai ter que cumprir :P Eu também tô morrendo de pena da Rin, mas tenha fé cedo ou tarde esse sofrimento vai acabar. A quantidade de capítulos? Bom... quando comecei a fazer a fic eu pensei que ia dar uns dez capítulos, mas eu acho que não vai passar de quinze não, vai ser menos. Continue acompanhado que você v ai descobrir ^.~
Relena-chan – obrigada pela review. Vejo que ficou feliz que sesshy descobriu, eu não vou mentir eu também fiquei feliz ate que em fim, acompanhe os próximos capítulos pra descobrir o que vai acontecer. n.n
– seja bem vinda! Fico feliz que goste da fic espero que continue acompanhando.
Megumi Taishou – eu que fico feliz de saber que você esta acompanhando a fic e eu também estou louca pra ver a vingança da Rin muhahaha. E obrigado pelo conselho eu só vou começar a outra fic quando eu terminar essa. E obrigado por me esclarecer o que são alertas descobri mais que o esperado valeu kissus n.n
Bulma Buttowski – minha linda obrigado pela review e espero que continue acompanha mesmo eu demorando tanto -.-' e obrigado por me dizer o que são alertas, e você é uma viciada em fanfics rsrsrs... É uma pena, mas a próxima fic não é comédia eu queria muito saber escrever uma comédia, pra mim fic comédia tem que fazer a pessoa rir muito feito uma que eu li aqui na fanfic faz um tempo (pena que eu não lembro o nome dela agora), mas ela é muito engraçada. Mas a próxima história Rin é diferente ela que mete porrada em todo mundo hehe. E você é uma menina má, me ensina a escrever sem inspiração assim posto a fic mais rápido só vou demorar se estiver com preguiça XD. Espero que continue acompanhando ate à próxima.
Heloisa Mercy – obrigado pela review espero que continue acompanhando, e você tem razão o nome da Rin deveria ser Maria XD hô garota pra sofrer espero que continue acompanhando.
Até o próximo capitulo
Mande reviews vocês não sabem o quanto elas me inspiram
Kissus
Tei-chan
