Ela estava queimando. Era loucura, claro. Estava apenas 15 graus ao ar livre. Mas, por baixo de sua blusa de cashmere e casaco de lã, estava queimando de calor.
E era tudo devido ao homem a seu lado.
James.
Seu amante.
Quando eles chegaram na mansão Evans, Lily observou James olhar para a imensa estrutura cinza, absorvendo tudo e parecendo bastante impressionado.
Ela estava acostumada a ver as pessoas ficarem impressionadas pelo lugar que ela e Tess usavam como residência nos dias de semana, e no qual seus avós ficavam quando estavam na cidade.
Tentou ver a casa através dos olhos dele, pela primeira vez. A mansão de três andares era posicionada a três metros da rua, protegida de transeuntes curiosos por um portão de ferro preto, coberto de hera.
James a olhou.
— Seu avô não desperdiçou palavras quando lançou o desafio. E um dia, faço questão de dizer isso a ele.
A percepção de James a surpreendeu e a agradou ao mesmo tempo. A maioria das observações dos visitantes se resumia em comentar a estrutura física diante deles.
— Vovô iniciou o império Evans — disse ela com orgulho. — Em sua escalada para o sucesso, acho que as aparências eram muito importantes para ele.
— Sim.
— Com inveja? — brincou Lily.
Um sorriso iluminou as feições de James e ele a olhou.
— Você adivinhou. Sinto certa inveja da propriedade de seu avô. — Então fez uma breve pausa antes de acrescentar: — E me sinto um verdadeiro tolo agora por pensar que você ficaria impressionada com minha suíte no Waldorf.
Lily enrubesceu. Não queria ser lembrada de como o enganara naquela noite, mas ele não parecia zangado agora. Em vez disso, parecia estar gostando de provocá-la.
Ainda assim, agora que tinham chegado na mansão Evans, uma sensação de estranheza a assolou. Tentando afastar o sentimento, ouviu-se convidando antes que pudesse evitar:
— Você gostaria de ver o interior da casa?
— É claro.
Enquanto eles andavam pelo caminho até a porta da frente, Lily teve tempo de criticar seu convite impulsivo. Deveria ter se despedido do lado de fora. Onde estava sua sensatez?
Deveria, poderia, mas não o fizera.
Em vez disso, depois de deixarem os casacos e o boné de James no hall da frente, mostrou-lhe ao redor. A casa estava silenciosa. Por causa da hora tardia da noite, os poucos empregados que trabalhavam lá estavam dormindo ou tinham saído no fim do dia.
Lily estava muito consciente de James atrás dela quando eles saíram do grande hall, com seus impressionantes vidros coloridos no teto, e foram para a biblioteca, e então para a sala de jantar e a sala de estar. Ela mostrou-lhe a saleta de televisão e a enorme cozinha, e eles seguiram para a varanda dos fundos, que dava vista para um lindo jardim particular.
Finalmente, James a seguiu para o próximo andar, onde os quartos para a família e hóspedes estavam localizados, e depois para o último andar, onde ficavam os quartos dela e de Tess.
Finalmente, ele parou sob a porta aberta do quarto dela. Tentando avaliar a reação de James, Lily falou:
— E este é meu quarto. Mudou de decoração algumas vezes com o passar dos anos. Graças a Deus, Tess e eu nunca tivemos de compartilhar um quarto. Não tenho certeza se nosso relacionamento teria sobrevivido de outra forma.
Ela olhou ao redor para a decoração branca e cor de creme, a qual contrastava dramaticamente com os móveis de cerejeira antigos, e depois para sua cama de ferro com coberta matelassé.
O que ele estaria pensando? Aconchegante demais?
James não disse nada, apenas olhou em volta, parecendo absorver tudo que via. Lily esperou.
Finalmente, ele murmurou:
— Muito feminino.
Em seguida, entrou e parou ao lado do laptop fechado e da papelada sobre a mesa dela. Olhando para baixo, perguntou:
— Você começou a escrever nossa entrevista?
— Sim. — Lily andou até ele. Esquecera que tinha deixado o rascunho sobre a mesa.
James pegou algumas folhas de papel e lançou a ela um olhar curioso.
— Você se importa que eu leia?
— Não... quero dizer, não, eu não me importo.
Ela deu uma risada nervosa.
— Contanto que você não conte com o direito de censurar.
Ele arqueou a sobrancelha numa expressão zombeteira.
— Não se preocupe — murmurou. — Considerando todas as coisas que já foram escritas sobre mim nos jornais, duvido que ficarei chocado.
Lily esperou nervosamente enquanto ele lia.
Ela tinha trabalhado sobre cada palavra do artigo. E cada palavra trouxera de volta, com impressionantes detalhes, pensamentos sobre James e a noite maravilhosa que tinham passado no Waldorf.
Esforçara-se para descrevê-lo sem soar banal ou apaixonada. James Potter, alma de um artista, corpo de um símbolo sexual, escrevera antes de deletar as palavras. Havia se chamado de ridícula e outros nomes piores, então começara uma página em branco do computador um milhão de vezes.
Finalmente, tinha decidido abrir o artigo com o ponto central da questão: uma citação do próprio James sobre o esforço que fazia para manter sua música nova e relevante.
Naquele exato momento, ele interrompeu-lhe os pensamentos.
—Muito bom — comentou. — Gosto disso.
—É mesmo? — Percebendo que tinha soado embaraçosamente surpresa, ela tentou de novo: — Quero dizer, verdade?
Um sorriso iluminado brincou nos lábios dele.
— Sim, verdade. Tenho apenas uma crítica.
— Oh. E qual seria?
Ele colocou o artigo sobre a mesa.
— Isso precisa de mais pesquisa.
— Não acho que há mais alguma coisa que preciso saber — respondeu ela, sem entender ao certo o que ele queria dizer.
James se aproximou até que estivesse parado a poucos centímetros de Lily, e então ela entendeu, enquanto sentia a respiração presa na garganta.
— Tem certeza? — sussurrou ele numa voz completamente sensual. — Porque há muitas coisas que preciso saber sobre você.
A brincadeira que obviamente envolvia sexualidade estava fazendo a pele de Lily se arrepiar e o corpo começar a tremer.
— Como o que, por exemplo? — sussurrou ela.
A mão de James subiu para segurar-lhe uma das faces, a ponta do polegar traçando-lhe os lábios bem devagar.
— Como, por exemplo, se sua pele é sempre tão macia. — Ele a puxou para mais perto e inclinou a cabeça. — Como, por exemplo, se sua boca é sempre tão deliciosa e quente quanto parece — murmurou contra seus lábios.
A boca de James cobriu a sua então, e logo Lily estava perdida nas mesmas sensações que os haviam dominado na primeira noite no Waldorf.
Ela agarrou-se ao corpo másculo, até que ele ergueu a cabeça e fitou-a, o olhar se demorando no decote "V" criado pela blusa sexy.
— Gosto do que você está usando esta noite— murmurou ele com voz baixa.
— Eu fui às compras — confessou Lily, sorrindo. Finalmente, tinha encontrado algum tempo para ir às lojas, determinada a ter algo para usar aquela noite que enviasse a mensagem certa. Não passara muito tempo analisando por que importava tanto a roupa que usaria.
— Muito sofisticada e sexy.
— Talvez seja a nova Lily Evans emergindo — disse ela em tom de brincadeira.
— Se for, eu ficarei muito feliz em ajudá-la com o processo, da maneira que eu puder — respondeu ele em tom de voz sedutor.
Ela sentiu um estranho friozinho na barriga. Aquela dança de desejo na qual eles estavam envolvidos ainda era um território muito novo para Lily.
— Nós estávamos falando sobre a entrevista.
— Sim... e pesquisa.
— Você está tentando me seduzir?
— Se eu estiver, está funcionando? — James pousou os olhos nos seios dela, mais especificamente, nos mamilos pressionados contra o tecido da blusa. — Você parece um pouco excitada.
— Você não é realmente meu tipo. — Ela estava tentando convencê-lo, ou convencer a si mesma? — Todos os homens que namorei tinham cabelos castanhos e convencionais. Assim como tinham empregos em escritórios, onde ficavam sentados atrás de mesas. Um armário repleto de ternos e camisas sociais. Eles não eram rebeldes.
Ele riu. E o som da risada sexy a excitou ainda mais.
— Aprenda a viver perigosamente.
Ela ousaria?
—E você é definitivamente meu tipo — provocou James. Ela o fitou com um semblante incrédulo. — Autêntica — esclareceu ele. — Muito natural e adorável.
Ela encarou os fascinantes olhos castanhos e sentiu o autocontrole escorregar, mas se forçou a dizer:
— Por uma vez, eu gostaria de pensar em você fora do nevoeiro do desejo.
Ele riu de novo.
— Por quê? Dizem que as pessoas de mais sorte no mundo são aquelas que nunca emergem do nevoeiro.
Talvez ele estivesse certo, pensou Lily. Desde a noite no Waldorf, uma questão tinha permanecido em sua mente: quem era aquela mulher apaixonada que rolara sobre os lençóis com James Potter? Uma aberração? Ou uma parte de si mesma que a sensata Lily Evans tinha mantido bloqueada, com muito medo de liberar?
Queria descobrir, e James parecia totalmente disposto a fazer-lhe esse favor.
James se aproximou no mesmo momento em que ela deu um passo em direção a ele. Lily encaixou-se com perfeição no abraço forte, e suas bocas se encontraram.
Lily sentiu a mão de James sobre seus seios, roçando-lhe os mamilos, enrijecendo-os e a fazendo querer muito mais. Quando os lábios dele deixaram os seus, James depositou beijinhos suaves sobre suas pálpebras, ao longo de seu rosto e pescoço.
Com o corpo em chamas, ela puxou a camiseta dele até que esta saísse de dentro da calça jeans. Ele rapidamente ajudou-a, e tirou a peça de roupa pela cabeça.
Sem esperar por um convite, Lily trilhou a ponta dos dedos sobre o peito largo, sentindo os músculos rígidos flexionarem-se sob seus toques.
Quando ele parou abruptamente e praguejou, ela ergueu os olhos para James.
— O que houve?
— Eu não trouxe nenhuma proteção.
— Eu tenho alguns preservativos.
— Bem, srta. Evans — brincou ele com um sorriso travesso — você estava planejando me seduzir?
Ela bateu os cílios para ele num gesto sedutor.
— Não até esta noite, mas, por acaso, sei que Tess tem alguns preservativos no quarto. Minha irmã é o tipo de garota que está sempre prevenida.
Sem demora, Lily localizou um pacote fechado no armário do banheiro de sua irmã. Quando retornou a seu próprio quarto, pensou ter ouvido James cantarolando. Entrando no cômodo novamente, descobriu que ele tinha acendido algumas das velas. O delicioso aroma de rosas preenchia o ambiente.
—Agora, onde estávamos? — perguntou ele, aproximando-se. Pegou um saquinho laminado da mão dela e colocou-o sobre o criado-mudo ao lado da cama.
Em seguida, puxou-a para seus braços e beijou-lhe o canto da boca, desatando o pequeno laço da blusa dela até que se soltou. Deslizando o tecido macio pelos ombros delicados, expôs os seios generosos e perfeitos, envoltos em um sutiã de renda.
Ele a olhou então, e os lábios se curvaram num sorriso iluminado.
— Isso foi feito para você. E tenho de dizer que você tem um excelente gosto para lingerie.
Ela sorriu, embaraçada. A verdade era que tinha aceitado o conselho de Tess desde a noite do show. Vista-se de maneira sensual, que você vai se sentir sexy e sensual. Então, havia saído e comprado mais lingeries sexies. Teria feito isso inconscientemente pensando que teria uma segunda noite de amor com James? Bem, não era hora de analisar seus motivos.
— Isso é uma coisa recente — admitiu.
— Bem, viva as pequenas mudanças. — James segurou-lhe os seios nas mãos e massageou-os, excitando-a.
— James...
— Sim?
Possua-me. Preciso ter você dentro de mim. Desejava dar a ele o tipo de palavra sexy que ele tinha sussurrado em seu ouvido na primeira vez que fizeram amor, mas descobriu que não era capaz de falar.
— O que você quer, Lily? — perguntou ele, o tom de voz baixo e sedutor. — Diga-me.
— Beije meus seios.
— Mmm — murmurou ele, os olhos fechados.— Beijá-los? Você quer dizer, assim? — Ele abaixou-se e trilhou a boca por toda a extensão da pele revelada pelo sutiã. — É isso que você quer?
— Não — disse ela, sem poder esconder a frustração na voz. Ele sabia o que ela queria.
James fingiu considerar.
— Não?
De súbito, Lily sabia o que tinha de fazer. Dois podiam fazer aquele jogo. Ele a estava provocando e repentinamente não havia razão para que ela mantivesse suas inibições.
Mantendo os olhos fixos nos dele, Lily deu um passo atrás.
— Aonde você vai? — ele quis saber.
— A lugar nenhum — respondeu ela da maneira mais sedutora que achava que fosse capaz. — Por que você não se senta, James?
Os olhos castanhos se arregalaram por um momento, mas então ele obedeceu e se sentou na beira da cama.
— Confortável? — perguntou ela, enquanto ia para o abajur do criado-mudo e diminuía a luz.
— Sim.
— Espero que você goste de jazz — disse ela quando ligou uma música suave. — Algumas pessoas dizem que jazz as coloca no ponto certo para fazer amor. Você concorda?
— Venha aqui e descubra — convidou ele com a voz embargada pelo desejo.
Uma nova excitação a percorreu com aquelas palavras. Lily moveu-se em direção a ele e, enquanto fazia isso, desabotoou o sutiã e deixou-o cair no chão. Alcançando-o, usou as duas mãos para empurrá-lo na cama, até que James descansasse sobre os cotovelos, então se posicionou de pernas abertas em cima dele.
O semblante de James registrou surpresa e, em seguida, encantamento.
—Agora que você me tem, o que vai fazer comigo?
Lily inclinou-se e o beijou, profunda e apaixonadamente. Quando endireitou o corpo, murmurou:
— Beije-me. — Ela o fitou diretamente nos olhos. —Eu quero que você beije meus seios. Quero que faça todas aquelas coisas eróticas que fez na noite em seu quarto de hotel.
James se sentou.
— Com prazer.
Ela o guiou para si e quando a boca sensual de James fechou-se sobre um de seus mamilos, Lily entrelaçou os dedos nos cabelos dele e fechou os olhos. Ele brincou primeiro com um dos seios, e depois com o outro, até que ela achou que não poderia mais suportar.
Segurando-a com firmeza, James deitou-a sobre a cama e colocou-se a seu lado, a perna entrelaçada nas dela. Lily podia sentir a ereção masculina pressionada em seu quadril.
James a beijou, fazendo amor com a boca e as mãos maravilhosas, as quais acariciavam-na deliciosamente. As mãos de Lily deslizavam pelos braços dele, sentindo os músculos rígidos.
Quando o ar entre eles se tornou escasso, seus corpos estavam em chamas e a respiração de ambos profunda, ele saiu da cama.
Então removeu o restante das roupas de Lily e em seguida, tirou a própria calça jeans e os sapatos.
Ela o olhou sem inibição. James estava extremamente excitado e era lindo. Perfeito.
— Sinta-se livre para me tocar — murmurou ele. Ela queria.
Lily se sentou e alcançou-o, pegando a ereção de James na mão e movimentou o membro viril.
Ele fechou os olhos, a respiração se tornando cada vez mais pesada e difícil.
No momento em que ele gemeu, Lily abaixou-se e colocou o membro na boca.
— Ah, Lily — sussurrou ele, a voz embargada de excitação.
Ela nunca tinha se sentido tão sexy e poderosa.
Quando finalmente se distanciou, James foi para o lado dela na cama, uma risada espontânea escapando-lhe da garganta.
— Uau! Isso foi bom demais.
Ela sorriu-lhe, de repente se sentindo um pouco tímida.
James a olhou mais de perto.
— O que foi? Minha sedutora está envergonhada? — brincou, e então inclinou a cabeça. — Talvez eu deva lhe dar alguma coisa que a deixe realmente envergonhada.
Movendo-se para cima dela, foi trilhando um caminho de beijos e carícias pelo corpo que adorava, deixando-a quente, excitada. No momento que chegou ao interior das coxas delgadas, Lily gemeu e tentou fechar as pernas.
—Shh... — comandou ele.
James demorou um tempo ali, explorando as redondezas, até que sua boca chegou ao centro do corpo de Lily, o qual estava quente, úmido e esperando por ele.
Lily sentiu como se o mundo estivesse se fechando ao seu redor, como um casulo quente e aconchegante. Havia apenas James e as coisas maravilhosas que ele estava fazendo com ela... até que o universo explodiu em seus ouvidos e ela liberou as ondas de prazer, atingindo um orgasmo inexplicavelmente incrível.
Quando finalmente voltou a Terra, ouviu o barulho de papel alumínio se rasgando, e James estava a seu lado de novo, tomando-a nos braços fortes.
Ele a abraçou e beijou-a, e desta vez, a penetração foi suave e sem interrupções, embora ele parecesse ir devagar para dar-lhe tempo de se ajustar.
Uma vez que James estava em seu interior, rolou na cama de modo que ela ficasse por cima dele.
Ela o olhou surpresa, a cortina de cabelos escondendo-os do que estava em volta.
— Leve-me para onde você quer ir, Lily — disse ele com voz rouca. — Você está no controle.
Ela hesitou por apenas um segundo, então fez um movimento experimental. O gemido de James em resposta foi todo o encorajamento que precisava.
Lily o deixou guiá-la para estabelecerem um ritmo, seguindo-o quando ele acelerou. Ela assistiu quando os olhos de James se fecharam e os músculos se tornaram rígidos, o rosto tencionando de prazer.
Ela fechou os olhos também, concentrando-se no prazer que crescia entre os dois.
No momento que o clímax chegou, Lily gemeu, convulsionou-se, e então parou, enquanto James agarrava-lhe os quadris com força e investia mais uma vez.
Um segundo depois, ele gemeu, juntando-se a ela num orgasmo que levou os dois ao mais doce paraíso
Lily caiu contra ele então, e James a abraçou com força.
— Ah, Lily, você faz isso comigo todas as vezes — disse ele, acariciando-lhe os cabelos. — Você é uma mulher tão apaixonada sexualmente.
— Nunca pensei em mim mesma como apaixonada sexualmente — confessou ela, a voz abafada contra o ombro dele.
— Você está brincando.
Ela meneou a cabeça, então, ergueu-a para encará-lo.
— Nathan e eu nunca compartilhamos muita paixão. ― Foi a vez de James menear a cabeça.
— Bem, acredite em mim. Você é uma das mulheres mais ativas sexualmente e mais sensual que eu já conheci. Simplesmente não posso acreditar que permaneceu virgem por tanto tempo.
— Era parte do plano de cinco anos. ― Ele franziu o cenho.
— O quê?
— O plano de cinco anos — repetiu ela. — Eu desenvolvi e escrevi um plano de vida, e parte dele envolvia me casar por volta dos 26 anos.
Ele riu, então perguntou curioso:
— E o que mais dizia esse plano?
— Oh, você sabe, as coisas de sempre. Objetivando ser promovida a gerente até os trinta anos. Ter um bebê. — De alguma maneira, Lily percebeu que, dar voz a seus objetivos, parecia como confessar alguma coisa embaraçosa.
—Você não pode viver de acordo com um plano pré-estipulado — disse ele.
— É importante ter metas — replicou Lily de modo defensivo.
— Sim, claro, mas não quando elas interferem em seus sentimentos amorosos. Às vezes, os planos podem atrapalhar o caminho que você trilha para conseguir o que realmente quer.
— Você está parecendo um especialista — brincou ela.
Ele sorriu.
— Pode acreditar em mim, Lily. Sou filho de psicóloga, e também sou muito bem pago para cantar sobre emoções.
— Sim, eu notei. Pensei ter ouvido você cantarolar alguma coisa baixinho um pouco antes de nós... estarmos ocupados com uma outra coisa. Eu não reconheci a canção. O que era aquilo?
— Nada — respondeu ele indiretamente. — Apenas uma música que conheço mais ou menos.
— Hmm — murmurou ela, deslizando o pé ao longo de uma das pernas dele.
A mão de James prendeu-lhe a perna em movimento, e a parou, o semblante intensamente sedutor.
— Por outro lado, eu não conheço você apenas mais ou menos.
Quando ele a pressionou na cama, Lily riu sem fôlego e entregou-se de corpo e alma àquela noite, não pensando sobre o dia seguinte.
Olá gente! Mais um cap quentinho, ou melhor, HOT ;D Espero que gostem. Muito obrigada as meninas que comentaram: Lina Prongs, Clara Casali, Joana Patrícia, Ninha Souma e G. Fanfiction. E também a todos que estão favoritando a fic, muito feliz gente. Beijos e até o próximo cap.
