Disclaimer: Naruto e seus personagens não me pertencem.
N/A: Nossa... Não chega a ser nem uma vergonha... Nem sei caracterizar o que é isso. Passar tanto tempo sem postar, sem sequer chegar perto do computador pra escrever o final dessa fic. E justo uma fic que é um presente pra uma das pessoas que eu mais gosto do mundo (e que tantas pessoas estão acompanhando)...
Peço perdão a todos. E espero sinceramente que esse capítulo seja o suficiente para que vocês me perdoem.
Enfim à conclusão de Redenção, após longos meses de hiatos.
Pov's alternados.
Redenção
Pronto, havia finalmente feito e agora não havia mais volta. O sorriso estampado em meu rosto era persistente e alegrava-me ver o mesmo na face de minha amada. Tínhamos total conhecimento de que as notícias iriam voar, então o próximo passo deveria ser tomado o mais rápido possível.
Despedira-me de meus pupilos e saíra do Ichiraku ainda acompanhado de Hinata, mas logo ela se dirigiu ao Complexo Hyuuga, deixando-me sozinho com meus pensamentos. Com um último olhar para o caminho que ela percorrera sai correndo em direção a minha casa, tomei a decisão.
Pakkun - Chegou cedo Kakashi.
A voz rosnada de Pakkun foi recebida por meu silêncio enquanto organizava as coisas, precisava de roupas, armas, dinheiro... Não tinha muito tempo a perder, minha vida dependia disso.
Pakkun - Já vai sair para outra missão?
Continuo ignorando o cão, mesmo sabendo o quanto ele odeia isso, mas precisava me manter preparado, precisava escutar se alguém se aproximasse da casa. Os cães perceberam meu estresse e já se posicionaram ao redor do apartamento para me avisarem da aproximação de pessoas indesejáveis.
Pakkun - O que você fez, Kakashi?
Continuo montando a mochila, pegando pergaminhos, tudo o que imaginava ser necessário, mas levanto o rosto para meu companheiro e com o olhar mais inocente do mundo sorrio para ele.
Kakashi - Nada de mais.
O olhar incrédulo que recebo é divertidíssimo, mas não tive muito tempo para rir, logo um dos cães se materializa na sala a minha frente e apenas fala um nome que me gela a coluna.
Pakkun - Nada de mais? É o que vamos ver...
O cão não mais sorria, ele pressentiu meu medo e se posicionou ao meu lado. Ao menos isso, ele pode não concordar com tudo o que faço, na verdade com praticamente nada do que faço, mas é fiel. Quando a porta é violentamente aberta engulo em seco e observo aquela que talvez fosse me matar.
Kurenai - Hatake Kakashi! Você é louco!
Kakashi - É bom vê-la Kurenai...
Seus olhos brilhavam ameaçadoramente, mas ao perceber a presença do cão ao meu lado não fez menção de se aproximar demais, o que me dava tempo de continuar os preparativos.
Kurenai - O que pensa que está fazendo Kakashi? Confiei Hinata a você por acreditar que não faria nada para magoá-la! A vila inteira já está sabendo!
Kakashi - Deveria ter imaginado que Sakura não perderia tempo...
Não consegui evitar um meio sorriso que a kunoichi não deixou de perceber.
Kurenai - Não é um motivo de sorrisos Kakashi! Logo Hiashi ficará sabendo e só os deuses sabem o que ele será capaz de fazer!
Pakkun - Ela está certa Kakashi, o que pretende fazer agora?
Lanço um olhar para o cão antes de voltar a olhar para a kunoichi e continuar a correr pelo apartamento arrumando as malas.
Kakashi - Dois contra um é sacanagem, sabiam?
Kurenai - Kakashi, o que está fazendo? Para que as malas?
Lanço um sorriso para a morena e termino de fechar as malas.
Kakashi - Eu já decidi o que vou fazer. Vou fugir.
Kurenai pisca seus orbes vermelhos, incrédula, antes de se aproximar alguns passos.
Kurenai - Kakashi, por favor, você não está pensando direito. Essa é uma atitude muito drástica, não acha que deveria pensar melhor no que fazer?
Lanço meu melhor sorriso para a morena antes de caminhar até o armário e pegar o relógio de prata.
Kakashi - Você sabe muito bem que não consigo raciocinar direito quando estou apaixonado...
A kunoichi só respondeu com um leve rubor em seu rosto e desviou o olhar.
Kakashi - Além do que foi você mesmo que me ensinou que situações desesperadas exigem atitudes drásticas.
Ela permanecia estática, apenas observando meus movimentos, Pakkun desaparece para se juntar aos outros cães ao redor do apartamento enquanto eu me aproximo da morena e seguro suas mãos entre as minhas.
Kakashi - Kurenai, eu vou fugir e você vai me ajudar.
-x-
Sabia que teria problemas e grandes se as notícias chegassem até o Complexo. Neji iria me matar, com toda certeza. "Isso se não matar Kakashi-kun primeiro..." não conseguia parar de sorrir, mesmo diante da situação em que me encontrava. Agora bastava esperar para ver o que meu ninja copiador iria bolar para nos tirar desse problema.
Os rumores se espalharam rápidos, assim que cheguei ao Complexo já podia ver alguns dos boukes conversando entre si e lançando sorrisos na minha direção. Tinha quase certeza de que não precisaria me preocupar com eles, mas a palavra chave nesse momento era o quase.
Se meu pai sequer sonhasse com o que acontecera somente os deuses poderiam dizer o que ele faria. Solto um longo suspiro ao retirar as minhas sandálias e entrar em casa. "Isso se ele já não está sabendo..."
Hinata – Tadaima.
Fico atenta aos movimentos da casa, esperava algum sinal de que a fera já descobrira. Ao receber apenas o silêncio volto a respirar normalmente. Não pode ser um mau sinal, certo? Ele com certeza não estaria calmo se houvesse descoberto...
Mal consegui dar um passo em direção aos quartos quando a porta de casa é aberta com força e minha irmã entra sem cerimônia e joga as sandálias de qualquer jeito ao lado das minhas.
Hanabi – Hinata-nee-chan! Estão todos...
Com rapidez eu coloco as mãos em sua boca para fazê-la parar de gritar. É óbvio que ela ouviria o ocorrido e viria correndo tirar satisfação. "Não quero nem imaginar o que Neji fará..."
Hinata – Vamos para o meu quarto, Hanabi-chan...
Dou um pequeno sorriso e a guio pela mão até meu quarto. Lá poderemos conversar com mais calma, só torço para que ela não fique gritando o tempo todo.
-x-
Caminhava calmamente até a área de treinamento onde Tenten me aguardava, provavelmente Lee já estaria lá e poderíamos treinar antes do dia se acabar e poderia parar de pensar em Hinata-sama e aquele ninja pervertido por mais algumas horas.
Era inevitável, desde que descobrira o relacionamento dos dois não conseguia deixar de imaginar o momento em que as notícias se espalhariam e Hiashi-sama descobrisse. Sentia um arrepio na espinha sempre que pensava nas reações que o patriarca podia ter diante do fato.
Já divisava meus colegas de equipe quando a voz estridente de Lee chega aos meus ouvidos.
Lee – O fogo da juventude está queimando no peito de Hinata-chan, Tenten!
Tenten – Que diabos está dizendo Lee? Não faz o menor sentido...
Lee – Sakura-chan acabou de me contar que Hinata-chan e Kakashi-sensei estão namorando!
Por um momento fiquei paralisado onde estava, parecia que todos os meus pesadelos estavam se tornando reais. As palavras de Lee, o olhar preocupado de Tenten, tudo somado ao meu medo insano de Hiashi descobrir a verdade e lá estava eu petrificado. "Onde está aquele Neji que sempre tem a resposta para tudo?"
Corri em direção a Lee e o fiz me encarar com ódio em meus olhos.
Neji – O que exatamente aquela fofoqueira está espalhando por Konoha, Lee?
Lee – Não chame a Sakura-chan de fofoqueira!
Neji – Lee eu não tenho tempo! O que ela disse!
E o desespero em minha voz finalmente fez com que ele falasse o que acontecera em detalhes. Ah, como Kakashi iria sofrer em minhas mãos...
-x-
Kakashi – Eu vou fugir e você vai me ajudar.
Maldito ninja copiador, maldita hora em que aceitei que fosse o padrinho de Azuma, suas palavras ainda ecoavam em meus ouvidos e, por mais que a ideia fosse boa, não poderia acreditar que iria ajuda-lo.
Caminhava em direção ao Complexo Hyuuga pensando em como poderia tirar Hinata de lá sem que Hiashi ficasse sabendo quando uma aura assassina apareceu diante de mim. Sorri enquanto entro no caminho do ninja que poderia facilitar minha vida.
Kurenai – Neji! Exatamente a pessoa que eu precisava encontrar.
O rapaz parou por segundos piscando os olhos até que desviou sua atenção para mim. Seus olhos perolados frios e cheios de uma intenção claramente assassina. "Definitivamente não gostaria de ter esse ninja como inimigo... Não acho que os cães de Kakashi seriam capazes de avisá-lo."
Neji – Estou meio ocupado Kurenai-san, não poderíamos conversar depois?
Seus olhos se desviaram para o caminho às minhas costas e por um momento acompanho seu olhar.
Kurenai – Não imagina como eu adoraria deixa-lo ir, Neji, mas o que tenho para lhe falar é exatamente em relação a isso.
O moreno voltou a me encarar e cruzou os braços.
Neji – É bom que Kakashi tenha tido uma boa ideia.
Não consigo evitar uma risada que é encarada com seriedade pelo ninja à minha frente.
Kurenai – Obviamente você não conhece Kakashi...
Os olhos perolados tornaram-se fendas enquanto me observava, sua voz uma lâmina coberta da mais pura frieza.
Neji – O que ele resolveu?
Kurenai – Não é óbvio? – Sorri. Desculpe-me Kakashi, mas é realmente engraçado brincar com a sua vida. – Ele vai fugir.
-x-
O dia ainda não havia terminado, mal começara pra dizer a verdade, mas sentia que algo iria acontecer e já bebia o sake que tinha escondido em minha escrivaninha. Shizune já entregara todos os documentos que precisavam de minha assinatura e vistoria pelo dia, mas não gostara nada de ver o sake sobre o tampo da mesa.
Tsunade – Quando as coisas começarão a desandar?
Era como um sexto sentido, o mesmo que possuía para os jogos. Saber quando e onde apostar e ter a certeza de que iria ganhar ou perder. E assim que terminei de dar um gole na bebida a porta é aberta e por ela passa Hatake Kakashi.
Kakashi – Godaime-sama.
Com um pequeno sorriso termino a bebida e continuo a assinar os documentos.
Tsunade – Sim, Kakashi? O que deseja?
Kakashi – Preciso da sua permissão para me casar.
Levantei meus olhos sem acreditar no que escutava. O ninja copiador estava me pedindo a permissão para se casar? Definitivamente havia algo errado com essa história.
Tsunade – Sabe muito bem que não sou eu que oficializo casamentos em Konoha, Hatake.
Kakashi – Apenas você pode oficializar o meu casamento, Tsunade-sama.
Nos encaramos por um longo momento enquanto me servia de mais sake. Por que eu tinha que ser Hokage?
Tsunade – O que você fez, Kakashi?
O homem a minha frente apenas coçou a cabeça e se assumiu uma postura mais relaxada.
Kakashi – Por que todos pressupõem que eu tenha feito algo absurdo?
Não consegui impedir o sorriso de surgir em meus lábios.
Tsunade – Por favor, você entra no meu escritório dizendo que somente eu posso casá-lo. O que você acha que eu vou tirar dessa história?
E foi como se Naruto estivesse na minha frente dizendo que fez algo errado, ou mesmo Jiraiya dizendo que não era ele que estava observando as garotas tomando banho nas termas. Tal mestre, tal pupilo.
Kakashi – A senhora está certa...
O silêncio nos envolveu e após algum tempo ele resolve finalmente falar e explicar porque, afinal, apenas eu poderia fazer esse casamento. O nome de sua noiva me faz engolir o sake e imaginar a reação de sua família. Solto um suspiro, quem foi que disse que ser um hokage seria fácil e sem emoções?
-x-
Já estávamos conversando há horas, Hinata-nee-san estava feliz em assumir seu relacionamento com ero-Kakashi e eu me perguntava como diabos isso poderia ter acontecido.
Hinata – O que será que Kakashi-kun estará fazendo agora...
Levanto meus olhos do pergaminho que estava lendo e observo minha irmã com olhos sonhadores olhar pela janela de meu quarto. Céus... Ela realmente está apaixonada. E feliz.
Hanabi – Não faço ideia, nee-chan. Por que não entra em contato com ele?
A mais velha simplesmente balançou a cabeça e sorriu para mim.
Hinata – Não... Tenho certeza que ele está planejando algo para que não tenhamos problemas com otou-sama.
Balanço a cabeça e volto a ler o pergaminho enquanto a mais velha se senta ao meu lado e começa a pentear os meus cabelos como há anos não fazia. Não consigo deixar de suspirar, sorrir e fechar o pergaminho.
Hanabi – Se sabe que ele vai bolar algum plano, não fique tão ansiosa.
Hinata – Não estou ansiosa!
Hanabi – Nee-chan... Você só penteia meus cabelos quando está ansiosa. A última vez foi quando otou-sama ia decidir quem seria sua herdeira, se lembra?
Minha irmã sorriu envergonhada e começou a se afastar, mas segurei seus pulsos e permiti que ela continuasse com o carinho e se acalmasse. Não que fosse preciso muito tempo para isso, logo Neji-nii-san bateu à porta e entrou.
Neji – Hinata venha comigo.
Vê-los partir foi fácil. Difícil foi quando abri novamente o pergaminho que precisava estudar e a porta de meu quarto foi novamente aberta.
Hiashi – Hanabi, onde está sua irmã?
-x-
Viver no Complexo Hyuuga era... complicado por falta de palavra melhor. Como não ser se estamos rodeados de usuários de byakugan? Até o mais novo dos membros da bouke consegue usar o doujutsu e reconhecer os fluxos de chakra dos membros da família.
Isso é importante e também muito incômodo, então temos uma política não dita que ninguém deve usar o doujutsu em casa. Todos respeitam essa regra a finco, afinal... as consequências são a perda da sua própria privacidade.
Mas isso não significa que eu não saiba exatamente o que os membros da souke e da bouke estejam fazendo. Depois de algum tempo é natural que você reconheça o chakra das pessoas que vivem à sua volta e passe a reconhecê-los sem nem mesmo usar o byakugan.
Sabia que Hinata, Neji e Hanabi estavam tramando algo, mas não conseguia dizer exatamente o que e, para piorar, parecia que muitos membros da bouke já sabiam o que acontecia e não queriam me dizer o que era.
Ah como era interessante ver o desespero da minha mais nova ao tentar bolar alguma mentira para encobrir a irmã e o primo. Era quase difícil demais tentar não sorrir, mas não ia brindá-la com um de meus raros sorrisos.
Hanabi – Hinata-nee-chan foi treinar com os colegas de time.
Hiashi – E Neji, também foi treinar com os colegas de Hinata?
A morena baixou os olhos e engoliu em seco antes de voltar a me encarar com aquele brilho no olhar que me garantia que não iria conseguir nada dela. Sorri e coloquei a mão em seu cabelo.
Hiashi – É bom ver que vocês estão se dando bem. Mas... Realmente não quer ver o que eles estão tramando?
Hanabi pende a cabeça para a esquerda enquanto pensa por um instante antes de se levantar, sua curiosidade era seu ponto fraco sempre.
Hanabi – Eles foram para o escritório da Hokage.
-x-
Não conseguia entender como um dia aparentemente normal havia se tornado um casamento em tão pouco tempo.
Tsunade-sama estava – novamente – enrolando e bebendo enquanto deveria estar fazendo seu trabalho como Hokage, até que Kakashi-san entrou em seu escritório, logo seguido por Neji-san e Hinata-san.
Shizune – Eu só queria que ela fizesse seu trabalho direito uma vez...
Solto um suspiro quando Kurenai-san também entra no escritório de Tsunade e fico a acariciar TonTon enquanto analisava alguns papéis que precisavam da atenção da hokage, quando Tsunade-sama gritou de sua sala.
Tsunade – Shizuneeee! Traga mais sake! E rápido!
Shizune – Tsunade-sama, sabe muito bem que não pode beber durante o horário de trabalho!
Entrei na sala encarando-a irritada, mas então percebi que Kakashi-san e Hinata-san estavam ajoelhados na frente dela e ela tinha um olhar nada agradável para mim.
Tsunade – Parece que estou trabalhando? Só traga o sake!
TonTon prontamente corre e pega o sake enquanto pego algumas taças para os convidados e os... noivos. Estranho, não me lembrava que Tsunade-sama fazia cerimônias de casamento, ainda mais assim... tão...
Começo a me voltar para a porta e então entendo. Não é Hyuuga Hiashi-sama que está ao lado de Hinata-san, é seu primo. Esse casamento...
Fecho a porta ao sair e dou de cara com o próprio patriarca Hyuuga com sua filha mais nova entrando em minha sala. Dou um sorriso e aponto as cadeiras para eles se sentarem.
Shizune – Boa tarde, Hiashi-sama, Hanabi-san. Ao que devemos a honra?
Hiashi – Estou procurando minha filha. Hanabi disse que ela veio acompanhada de Neji ver a Hokage.
Devo ganhar tempo? Devo dizer a verdade? Devo abrir a porta?
Shizune – Realmente, Hinata-san está agora em reunião com Tsunade-sama. Deseja que eu a chame?
Hiashi – Não será necessário, posso aguardar.
Baixo os olhos para os papéis a minha frente e agradeço mentalmente a sala da Hokage ser protegida contra doujutsus.
Hanabi – Otou-san, eu tenho que voltar a treinar. Não quero esperar a nee-chan.
Seria ótimo se os dois fossem embora, isso sim. E agradecia também ao fato do byakugan não permitir que os Hyuuga lessem minha mente.
Hiashi – Não está nem um pouco curiosa em saber por que sua irmã está em reunião com a Hokage juntamente com seu primo?
Não sei por quanto tempo vou conseguir me manter calma com esses dois aqui. Tsunade-sama acabe logo com isso! Tenha pena das pessoas que trabalham pra você!
Hanabi – Hunf.
Hiashi – Você sabe se eles vão demorar muito?
Volto a sorrir e sinto o suor escorrer pelas minhas costas.
Shizune – Não sei informar Hiashi-sama...
E foi então que a porta se abriu e o casal saiu de braços dados, acompanhado por Kurenai e Neji, além de Tsunade-sama.
Foi como assistir a um filme em câmera lenta. Primeiro sorrisos sendo lentamente substituídos por caras idênticas de pânico. E eu não sabia se eu ria ou se chorava.
-x-
Sabia que mais cedo ou mais tarde tinha que encarar o senhor patriarca, mas eu realmente esperava que fosse mais tarde. Apenas respirei fundo e avancei com a mão levantada para cumprimenta-lo.
Kakashi – Creio que já passamos da hora de nos apresentarmos, sogrinho.
Senti quando Hinata quase desmaiou com minha fala, mas já estávamos casados mesmo, não havia nada que ele pudesse fazer. Ninguém poderia nos separar depois da Hokage ter nos unido.
Hiashi – Então é você.
Quando ele apertou minha mão – apertou e não tentou arrancar ou me matar – realmente achei que havia algo de estranho na equação. Ele não deveria ser um pouco mais frio, cruel e irritante?
Kakashi – Eu?
E ele sorriu. Hyuuga Hiashi deu um sorriso de canto de boca. Eu morri e estou em um universo paralelo?
Hiashi – Você que é o responsável pela felicidade da minha filha.
Lancei um olhar primeiro para Hanabi, que encarava o pai como se estivesse o vendo pela primeira vez, depois para Hinata, que parecia estar diante de um monstro, depois para Neji, que estava boquiaberto. Certo, não sou o único que está assustado aqui.
Kakashi – Realmente espero que sim, senhor.
Hiashi – Creio que temos muito o que conversar, Kakashi. Poderia me acompanhar até meu escritório?
Dei de ombros e segurei a mão de Hinata enquanto brincava com sua aliança. Seguimos o patriarca em silêncio, Kurenai se despediu e foi cuidar de Azu-chi, Neji foi treinar com seu time, gosto de imaginar que fugiu da conversa. Hanabi nos acompanhou até o Complexo, mas foi para seu quarto, deixando-nos a sós.
Hiashi – Sinta-se à vontade, Kakashi.
Sentei-me ao lado de Hinata e vi o quanto ela estava rígida, ansiosa, amedrontada por aquela conversa. Delicadamente segurei sua mão e sorri quando nossos olhares se cruzaram, recebendo um sorriso nervoso de volta.
Hiashi – Então vocês se casaram.
Kakashi – Sim senhor, nos casamos.
Os olhos perolados do meu sogro não eram nem de longe tão agradáveis de se encarar, mas se era uma disputa de quem desvia o olhar primeiro... Ele iria descobrir que sou muito bom nesse jogo.
Hiashi – E essa é a primeira vez que eu fico sabendo disso por quê?
Kakashi – Porque não queríamos que impedisse.
Hinata se encolheu com minha honestidade. Será que esperava que eu mentisse? O patriarca permaneceu nos encarando por algum tempo até que sorriu novamente e fechou os olhos ao se recostar preguiçosamente em sua cadeira. Certo... Shikamaru, saia deste corpo que não te pertence.
Hiashi – Sou tão assustador assim?
E quando abri minha boca para responder, Hinata apertou minha mão e levantou seus olhos para o pai pela primeira vez desde que entramos no escritório dele.
Hinata – Não é que seja assustador, apenas... Quero seguir o meu caminho... Otou-sama.
E ela sorriu, um sorriso tímido e envergonhado em seu rosto tomado pelo rubor. E eu tive a certeza de que cuidaria dela pelo resto da minha vida.
Hiashi – Falou como uma verdadeira kunoichi. E tramou seu futuro de forma que eu não possa afetá-lo independente da minha vontade para ele. – um suspiro – Vocês formam um casal e tanto.
Pude dar um sorriso então e ver que Hinata possuía em seu rosto aquele olhar de que entendera, mas não podia acreditar.
Kakashi – Não acho que tenha sido justo privá-lo do casamento.
Hiashi – Realmente não foi.
Kakashi – Principalmente por Hanabi.
Hiashi – Ela nunca irá esquecer esse fato.
Respirei fundo antes de me dar por vencido.
Kakashi – Se o senhor gostar da ideia, poderíamos fazer um casamento para a vila, ou para a sua família.
E lá estava o mesmo brilho que conseguia ver nos olhos de Hinata quando ela conseguia algo que queria. Definitivamente os olhos deles realmente são parecidos.
Hiashi – Então faremos os preparativos para um casamento tradicional Hyuuga. Seus amigos também serão convidados e...
E enquanto os dois discutiam o casamento me permiti sorrir e agradecer aos céus a felicidade de ter ao meu lado a mulher maravilhosa que tinha.
Hinata – Kakashi-kun...
Kakashi – Hun?
Hinata – Koishiteru.
-x-
N/A: Seus lindos!
Passei meses, anos, eras, eons travada com essa fic, mas graças a Adelle e muita força de vontade eu acho que finalmente consegui um final decente e que vai agradar a todos. ^^~
Beijos a todos!
E espero ansiosamente pelos reviews!
(Na verdade exijo reviews, mas ninguém liga pro que eu exijo... i.i)
