Ele não relaxou, mas também não tentou mais detê-la. Quando ela o pegou nas mãos, ele gemeu. Um ruído de dor e prazer. Ela o apertou de levinho, usando um toque deliberadamente suave enquanto o media com as mãos. Estava duro como pedra, e quente. Deslizou suas duas mãos fechadas em torno dele, da base até a ponta, perdendo o fôlego e se estremecendo toda ao fazê-lo.

Hugh agarrou os quadris dela e suas mãos ultrapassaram os limites do vestido até que seus polegares encontrassem a renda vermelha da calcinha fio-dental.

— Sua bucetinha é tão doce. — ele murmurou com a boca colada à dela. — Quero abrir suas pernas e te lamber até você implorar pelo meu pau.

— Eu imploro agora mesmo, se você quiser. — Lisa o masturbava com uma das mãos, enquanto com a outra tentava abrir sua bolsa para pegar uma camisinha.

Um dos polegares dele deslizou para dentro da calcinha, sentindo a intensidade do desejo úmido dela.

— Mal toquei em você. — ele sussurrou com os olhos brilhando sobre ela na escuridão daquele banco traseiro. — E você já está prontinha pra mim.

— Não dá pra evitar. — ela diz.

— Não é pra evitar. — ele enfiou o polegar nela, mordendo o lábio inferior enquanto ela se contorcia ao seu toque. — Não seria justo, já que não posso obrigar você a parar o que está fazendo.

Lisa abriu a embalagem do preservativo com os dentes e entregou a ele com a camisinha já quase fora do invólucro.

— Não sei pôr essas coisas.

— Estou quebrando todas as minhas regras com você. — ele envolveu suas mãos com a dela.

A seriedade de seu tom de voz grave fez com que Lisa se sentisse inundada por uma onda de calor e confiança. Ela sabia que Hugh não era o tipo de cara que cometia loucuras a ponto de transar em um carro rumo a um evento de trabalho. Aquilo estava ultrapassando tudo o que ele havia imaginado que poderia fazer por uma mulher.

— Regras foram feitas para serem quebradas.

Ela viu os dentes brancos dele brilharem; ele acionou um botão do painel atrás de si e ordenou:

— Continue dirigindo até eu mandar parar.

Lisa sentiu suas bochechas ficarem vermelhas. A luz dos faróis do carro de trás atravessou o vidro escuro e bateu em seu rosto, traindo seu embaraço.

— Ora essa Lisa. — ele falou baixinho enquanto desenrolava com habilidade o preservativo. — Você me faz querer transar na limusine, mas sente vergonha quando digo ao motorista que não quero ser interrompido?

Sua demonstração de bom humor fez com que ela o quisesse ainda mais. Apoiando as mãos nos ombros dele para se equilibrar, ela apoiou-se em um dos joelhos para chegar à altura necessária para se posicionar acima de seu pau grosso e duro. As mãos dele agarraram os quadris dela, e ela ouviu um som de estalo quando ele rasgou sua calcinha. O ruído abrupto e a violência daquele gesto transformaram o desejo dela em algo quase febril.

— Vá devagar. — ele ordenou com a voz rouca, erguendo os quadris para poder abaixar mais a calça.

Ela sentiu a ereção entre suas coxas enquanto ele se mexia e soltou um gemido. Lisa sentia uma espécie de vazio dentro dela, como se os orgasmos que havia tido à tarde só tivessem aumentado seu desejo, em vez de aplacado. Ele se enrijeceu quando ela o tomou com os dedos e o posicionou, ajustando seu membro grosso à sua abertura sedenta. O cheiro de tesão carregava o ar de umidade, uma mistura sedutora de feromônios que despertou todas as células do seu corpo. Sua pele estava vermelha e alerta, e seus seios, inchados e sensíveis.

Era isso que ela queria desde a primeira vez em que o viu possuí-lo, montar sobre seu corpo magnífico e senti-lo profundamente dentro dela.

— Minha nossa, Lisa. — ele perdeu o fôlego enquanto ela se abaixava sobre seu corpo, sentindo as mãos dele apertando incansavelmente suas coxas.

Lisa fechou os olhos. Sentiu que estava se expondo mais do que deveria. Ela queria ter intimidade com ele, mas aquilo parecia demais. Ambos estavam se encarando, a poucos centímetros de distância, encapsulados em um pequeno espaço com o restante do mundo pulsando ao redor deles. Ela era capaz de sentir a euforia dele, sabia que ele estava tão fora de si quanto ela.

— Você é tão apertadinha. — suas palavras saíram abafadas, com um toque delicioso de agonia.

Lisa foi um pouco além, deixando que ele a penetrasse mais fundo. Inspirou uma grande lufada de ar, sentindo-se deliciosamente alargada.

Com a palma da mão aberta sobre o ventre dela, Hugh tocou seu clitóris pulsante com o dedão e começou a massageá-lo com movimentos circulares lentos e precisos. Lisa sentiu o corpo se enrijecer e se contorcer, trazendo-o ainda mais para dentro dela. Ao tentar abrir os olhos, ela o viu através de suas pálpebras semicerradas. Ele estava lindíssimo, estendido sob ela com um smoking elegante, exalando um desejo animal de acasalar através de seu corpo poderoso. Ele arqueou o pescoço, pressionando o encosto do assento com a cabeça enquanto lutavam para atravessar barreiras invisíveis.

— Nossa. — ele soltou através dos dentes. — Vou gozar muito

Aquela promessa a excitou ainda mais. O suor brotava da pele dela. Lisa estava tão molhada que deslizou por toda a extensão do pau dele até envolvê-lo quase completamente. Deixou escapar um grito abafado quando ele entrou nela. A penetração era tão profunda que ela mal conseguia suportar, forçando-se a ir um pouco para o lado, tentando amenizar aquele inesperado toque de desconforto. Seu corpo, porém, não parecia se importar com o tamanho avantajado dele. Ela estava estremecendo em torno dele, apertando-o, estremecendo a beira do orgasmo.

Hugh soltou um palavrão e agarrou-a pelo quadril com sua mão livre, obrigando-a a se inclinar sobre seu peito, que pulsava com uma respiração trôpega. Essa mudança de posição fez com que ela se abrisse, aceitando-o por inteiro dentro dela. Imediatamente, a temperatura do corpo dele subiu, ela sentia o tórax dele irradiando ondas de calor através das roupas. Gotas de suor surgiram sobre os lábios de Hugh.