N.A.: Oie, como prometi aqui estou eu postando mais um cap.

Cada vez tem mais pessoas lendo a fic mais ninguém ta deixando review...

Poxa o que custa deixar uma reiviewzinha, não é nem dois minutos, só pra dizer se esta ficando legal ou não...

Boa leitura...


CAPÍTULO SETE

Dizer que estava nervosa mal dava para começar a descrever o estado de Bella.

Ela parou no corredor do Ritz-Carlton, olhando para a por ta, impressionada por seus pés a terem levado tão longe.

Não dava a mínima para Rose e sua natureza preocupa da. Algumas de suas advertências enfim haviam influencia do Bella. Mal dormira na noite anterior, por excitação e por pavor antecipados. No meio da noite era a hora do demônio atacar.

E se... ?E se...?E se... ?

E se John Smith fosse um psicopata excêntrico que gostava de brincar com suas vítimas muitas vezes antes de executá-las?

E se soubesse quem era ela e a estava seguindo? Ele pode ria ter visto a placa de seu carro de Massachusetts, o e-mail só dizia Ritz-Carlton. Não especificava a rua ou qualquer outra informação ou dica que alguém de fora da cidade precisaria saber. Como saberia ele que era de Boston?

E se fosse casado? Por que um hotel? Não tinha percebido a presença de uma aliança.

E a grande pergunta: com tantas dúvidas e medos, por que ela fora até lá?

Por que não estava revirando os lençóis com Sam, por quem gostaria de estar apaixonada desesperadamente e nunca conseguira?

E toda aquela conversa sobre a rainha do Cai na Real que acabou se entregando àquela fantasia?

Ela sabia. Em seu coração, ela sabia. Era irresistível. O que quer que tivesse acontecido entre eles naquele chalé no Mai ne uma semana e meia atrás. Queria saber se poderia sentir novamente, desta vez sendo capaz de vê-lo. Precisava saber se a paixão e a emoção eram apenas frutos da escuridão, daí distância e da excitação do medo e da surpresa ou se havia algo — deveria usar a palavra? — real entre eles.

E no fundo, bem no fundo do seu coração, acreditava que se ele quisesse seu mal, teria suspeitado, teria percebido, seus instintos a teriam advertido.

Sim, poderia ser casado... ou poderia estar se protegendo ao escolher um hotel. Sabia tão pouco sobre ela quanto ela sobre ele. Era sensato não convidá-la para sua casa antes de se conhecerem melhor. E por que se aborrecer com um encon tro num restaurante ou bar se era uma cama o que realmente queriam?

É claro que o Ritz representava um toque de classe. Não um motel qualquer em um bairro ruim para fazer amor.

Sorriu, deu alguns passos em direção a porta. A adrenalina retirou o sorriso de seu rosto. Tudo bem, estava apavorada. Vê-lo pessoalmente poderia colocar a fantasia sob — com o perdão do trocadilho — uma luz diferente.

Estava em frente à porta agora. Respirou fundo, depois contaria até dez e entraria.

Um... dois... três...

A maçaneta girou. Bella parou de contar. Parou de respirar. Olhou para onde imaginou que o rosto dele apareceria.

Não se importaria que achassem superficial, mas desejava que ele fosse tão atraente quanto seu toque e sua personalida de. Não precisava ser lindo de morrer, mas seria bom manter a química também pelo contato visual...

A porta se abriu um pouco. Atrás dela...

Escuridão.

Então... não o veria? Uma punhalada de desapontamento, seguida de mais perguntas. Por que não? Era casado? Estava se prevenindo para que não pudesse identificá-lo à polícia?

Pelo amor de Deus, Bella. Ela não estava falando em con fiança de coração para coração?

— Entre.

A voz profunda e familiar a fez perceber como a aventura no Maine parecera um sonho e como estava incerta de que aquilo havia acontecido realmente como se lembrava. Ouvi-lo outra vez trouxe todas as sensações da noite de volta.

Seus nervos se excitaram e ela deu alguns passos para den tro do quarto. "John Smith" deveria continuar "John Smith" e ela seria sua perfeita "Jane Doe" por uma outra noite.

— O lá, Jane.

Ela virou e viu a silhueta de encontro à porta branca, agora fechada. Alto e forte, não era um sonho definitivamente. Uma emoção indefinida cresceu, tinha que relaxar.

— Oi. — Estava sem fôlego. —- Estou feliz que tenha vindo.

— Eu também.

Veio em sua direção e seu coração conseguiu bater mais rápido ainda.

— Ia lhe dizer que você está linda, mas já que não posso vê-la, seria loucura?

Bella riu instável, compreendendo. Se a forma de um homem pudesse ser bonita, a dele era. Com certeza para ela era.

— Sei o que quer dizer. Você parece... incrível.

Parou em frente a ela. Pôde sentir o calor do seu corpo, capturar o perfume familiar, querendo estender este desejo até o insuportável antes de entregar-se.

— Não consigo parar de pensar em você. A respiração de Bella acelerou.

— Eu também.

— Devo estar perdendo o juízo.

—- Perdi o meu desde quando pedi que ficasse no chalé comigo.

— Para conferir a lareira. Ela riu.

— Você não conferiu.

— Não. — Ele inclinou-se para frente e descansou a tes ta sobre a dela. — Tinha outras coisas que queria fazer com você.

— Me lembro de todas.

— Não consegui deixar de querer fazer de novo. — Seus dedos deslizaram gentilmente do rosto para a nuca, inclinando sua cabeça em direção à dele, — E você?

— Eu também.

Mal conseguiu falar antes que os lábios dele tocassem os seus e ficassem ali, macios e quentes. Então moveu a cabeça devagar, deslizando os lábios de um lado a outro.

Queria que aquela noite durasse para sempre. Queria sentir a investida erótica, a excitação e o mistério, a noite toda. John Smith e Jane Doe, ocultos pela escuridão, se entregando ao que faziam de melhor juntos.

— Venha comigo. — Pegou sua mão e a levou para dentro do quarto, a mobília escura contrastando com o cinza-escuro do quarto. Uma simples insinuação de luz vinha das cortinas pesadas.

Ela o seguiu ansiosa para desaparecer outra vez na paixão. Ele parou perto da cama, puxou-a para si e beijou-a de leve.

— Diga-me, como dispo você?

— Como? De cima para baixo? Ele riu.

— Não sei o que está vestindo.

— Oh. — Ela sorriu, sentindo-se tola. —- Um cardigan de lã com apenas um botão fechado na cintura.

As mãos dele roçaram sua barriga. Encontrou o botão e abriu, empurrou suavemente o casaco pelos ombros, revelan do sua blusa de linho branca. Ele seguiu a linha de seus braços, pressionando-os para trás para deslizar o tricô macio por seus pulsos, seu corpo se aqueceu contra o corpo quente e grande dele e seu desejo começou a entrar em ebulição.

— Pronto — murmurou entre seus cabelos, beijou-lhe a têmpora, a face e finalmente sua boca, um beijo longo e exci tante que a fez querer tê-lo por completo.

Tudo a seu tempo. Não deveria apressar o que tinham para aquela noite.

— O que vem depois? — Ele falou de encontro a sua boca, passando bem suave a língua em seus lábios e beijou-a.

— Botões... — O calor ameaçava ferver. — Na parte da frente.

Ele procurou por eles, as mãos roçando sua barriga e seios. Bella mordeu os lábios para evitar gemer. O que havia dito sobre tudo a seu tempo? O ritmo lento a estava matando.

Abriu o último botão, a blusa escorregou. Ficou de sutiã e minissaia esperando impaciente pelo que estava por vir. As mãos desceram até sua cintura, a sombra escura do peito largo e forte parecia um vulto sobre ela.

— O sutiã abre na frente ou nas costas?

— Na frente.

— É rápido.

Puxou-a para a frente outra vez. Pressionou seu corpo con tra o volume sobre as calças, sentindo prazer quando ele pren dia a respiração. Não era a única a ferver.

— Fechos na frente me derrubam — ele disse.

— Permita-me. — Ela soltou o sutiã e deixou cair no chão, sentindo o ar frio do quarto em seus seios, amando a maneira que ele sussurrava palavras fazendo a escuridão parecer ainda mais íntima.

As mãos dele moveram-se até seus seios, acariciando as ex tremidades, enrijecendo os mamilos. Inclinou-se e tomou um em sua boca quente, as carícias com a língua eram perfeitas e a deixaram quente, a ponto de desmaiar.

Ela nunca quisera tanto um homem dentro dela com a ra pidez e a intensidade quanto queria aquele. Seria a escuridão? Ou o homem?

Moveu sua boca talentosa para o outro seio, cobrindo o que já beijara com sua mão, cuidando para que o ar frio não tocas se sua pele, passando os dedos pelo mamilo.

— O que vem agora, Jane Doe?

— John. — Sua voz saiu rouca e baixa como a dele. — Você... não quero esperar.

Mal sentiu e ele se moveu até que a beijasse feroz, bei jos de boca aberta que a desorientavam e atordoavam. Suas mãos atacavam seus seios repetidamente. Encaixou a perna entre as suas. Ela gemeu se contorcendo sobre ele, enquanto ele puxava sua saia para cima para sentir a renda fina de sua calcinha. Estava louca, selvagem, se entregando no escuro a um estranho sensual e musculoso, sugando sua língua, che gando tão perto de gozar que estava quase gritando. A mão quente deixou seu seio e desceu por suas costas, passando por cima da saia levantada e por baixo da calcinha. Um dedo explorou com uma pressão firme a linha central entre suas nádegas.

Ela deu um gemido de prazer, mordeu os lábios, se con torcendo em sua coxa até que uma onda de desejo a invadiu, uma após a outra, e seus joelhos se curvaram e se agarravam às costas dele, tentando trazê-lo mais para cima.

Ele resmungou algo que ela não entendeu, levantou-a e ati rou-a na cama. Ela o ouviu tirar as calças e soube que ele não ia querer esperar também.

As calças caíram, seguidas da cueca, e ele colocou a cami sinha. Ela estava certa de que ainda estava de sapatos.

Ele puxou a calcinha para o lado, abriu suas pernas e a pe netrou com um gemido de prazer seguido pelo dela.

— Jane. — Silenciou. — Queria voltar aqui todas as se manas.

— Eu também. — Ela suspirou.

Começou a penetrar forte e ela passou os joelhos pelos ombros dele, acolhendo seu ataque, arrancando sua camisa e sentindo sua pele sobre a dela.

— Não vou demorar muito. — Apoiando-se sobre os antebraços, diminuiu o ritmo alguns segundos, depois voltou a mover-se mais rápido. — Não vou conseguir.

— Não me importo.

— Eu queria... — falou entre os dentes, com a respiração pesada. — Queria que fosse mais devagar... a noite toda. Mas você é tão... não posso.

— Não espere. — Ela pressionou o corpo contra ele. — Goze. Agora.

Ele penetrou-a fundo, uniu os lábios aos dela e seu corpo retesou, um gemido profundo saiu de sua garganta. Pressio nou, soltou, pressionou, então relaxou o corpo devagar. Que brou o beijo longo em beijos curtos e gentis, então comprimiu seu rosto no dela e deitou quieto.

Ela agarrou-se à maciez das curvas fortes dos ombros dele, olhos fechados, memorizando a sensação, o cheiro e o peso de seu corpo, sentindo outra vez aquela estranha mistura de emoções — entre felicidade e tristeza.

Nunca havia experimentado paixão tão pura e perfeita. Nem de perto.

Ele ergueu a cabeça, levantou o corpo e saiu de dentro dela. Ficou de pé e, a julgar pelos farfalhar de roupas, supôs que tinha retirado os sapatos e as calças.

— Volto já.

Viu a silhueta caminhar até o banheiro. O quarto estava si lencioso e estranho sem ele. Ela foi para o meio da cama, sem ter certeza se deveria pôr a roupa de volta, tirar o restante, ficar na parte superior da cama, ir para debaixo das cobertas...

O que aconteceria agora?

Tudo fora tão rápido e furioso, tão breve. No chalé dormi ram cansados. Mas o que poderia ser feito durante as horas acordadas com uma fantasia sem rosto na escuridão?

Ele voltou para o quarto, aproximou-se da cama, seus pas sados eram suaves apesar do tamanho dos pés. Ficou tensa, sentindo-se confusa, incerta. Um sentimento que não era fami liar ou confortável. Deveria se oferecer para ir embora? O peso dele afundou o colchão.

— Onde está você?

— Aqui.

Ele escorregou para perto dela e a acariciou, barriga, seios, ombros, as mãos dele aqueceram rapidamente sua pele fria. Ela tocou-o na cintura, descobriu que estava nu e sorriu. Afi nal, o que tinha pensado, que ele iria largá-la?

— O que é isso? — Ele puxou o cós da saia. — Tire. Ela riu e tirou a saia, atirando no chão.

— Melhor assim?

— Sim. —As mãos dele desceram, puxaram o elástico da calcinha. — E isso?

Bella deu uma risada e tirou a calcinha também.

— E agora?

— Perfeito. — Deslizou a mão sobre ela, parando e circu lando a palma levemente sobre seu sexo. — Está com frio? Sua pele está fria.

— Um pouco.

— Venha aqui. — Subiu na cama e se enfiou embaixo das cobertas trazendo-a para junto de si e deixando escapar um suspiro profundo.

— Está melhor?

— Sim. — Ela fechou os olhos e tentou relaxar, mas o silên cio se fez sentir tenso e sua mente começou a levantar milhões de questões jornalísticas que não se permitiria perguntar.

— O que há, Jane Doe?

— O que? — Virou-se instintivamente para ver sua expres são. Ver o quê?

— Está tensa. O que há?

— Não, nada. Estou bem. — Esperava que cada músculo de seu corpo relaxasse. Como ele poderia saber?

— Está mentindo. — Ele encontrou sua nuca e trouxe o rosto dela para perto do seu, beijando-a, beijos longos que a fizeram desejar que ele voltasse para ela todas as noites depois que as luzes se apagassem. — Diga-me, o que está chateando você?

— Eu... — Não tinha idéia de onde começar e nem se sabia o que estava errado. Se estar com ele no chalé fora tão comple to, agora parecia haver um pequeno canto vazio que precisava ser preenchido.

Ela queria alguma coisa, queria mais dele, mas não fisica mente, queria...

Perguntas deveriam levar a respostas, quem era ele, por que a queria daquela forma, mas elas poderiam estragar a mágica entre eles.

Talvez querer saber mais não estragasse as coisas, mas as tornasse forte.

Por que a química entre eles era tão forte? Quem era ele? Por que a escuridão? Por que ele queria aquele tipo de relacio namento? Será que ele queria ver seu rosto? Será...

— Quer saber por que a estou mantendo no escuro? Ficou boquiaberta.

— Sim. Só não estou certa se realmente quero saber.

— Por quê? — Ele virou de costas e moveu-se para perto de novo.

— Tenho medo... saber demais pode estragar. — Virou de lado, enlaçando suas pernas nas dele. — Quero dizer... talvez.

— Não é muito complicado.

— Não? — Sua mão paralisou. Se fosse casado seria com plicado.

— Sou homem, tudo é simples para nós. — Colocou sua mão sobre as dela e apertou. — Está pronta para uma dose de filosofia masculina?

— Acho que sim.

— Então lá vai. — Limpou a garganta. — Funcionou da última vez, por que fazer de outro modo?

Ela começou a rir, e por alguma razão todo o constrangi mento desaparecera.

— Você não é casado?

— Não senhora. Nunca fui. Você é? Sentiu-se aliviada.

— Não, nunca. Tem namorada? —- Negativo. Tem namorado?

— De jeito algum. Idade?

— Trinta e seis. E a sua?

— Trinta e dois.

— Tudo bem, em se tratando de encerrar a troca de informações.

Ela riu de novo.

— Acho que sim. De volta ao sexo?

— Cedo demais para mim, estou envergonhado em admitir. — Ele a beijou e começou a esfregar seus ombros. — Diga mais. Está feliz?

— Agora?

— Em sua vida. Considera a si mesma uma pessoa feliz e completa?

— Alguém é? Você é?

— De muitas maneiras, sim. Com certeza poderia dizer que agora a felicidade está no topo da lista.

Ela riu e sua risada tornou-se um lamento triste quando ele arrastou-a para cima do seu corpo de forma a deitá-la sobre ele.

— Porém não é feliz em algumas coisas? — Deitou a cabeça em seu peito, adorando estar envolvida em seus bra ços, ouvindo o coração bater e guardando toda a sensação de proteção.

— O trabalho pode ser como uma... prisão.

— O que você faz?

A risada dele vibrou através de seu corpo.

— Negócios. Muito trabalho. Muita pressão. E até recente mente nenhuma estranha oportunidade de fazer sexo com uma mulher apaixonada no escuro.

— Sem essa!

— Sério.

— Então deixe esse trabalho. Ele suspirou.

— Não é tão fácil.

— Você sustenta três ex-mulheres e sete filhos adoráveis ao redor do mundo?

— Oito. Como sabia?

Ela sorriu e mordiscou seu queixo.

— Conte mais.

— Não há muito que contar. —- Apertou seus ombros e es fregou seus braços. — Não posso deixar o emprego, ao menos por enquanto.

— O que faria se pudesse?

Parou a mão. Estava ansiosa para saber a resposta.

— Viajei por um ano ou mais depois da faculdade. Não era para ter levado tanto tempo, mas caí fora. Tinha dinheiro e carro. Chegava nos lugares, trabalhava por um tempo e depois me mudava.

Ela o escutava, imaginando que ele escolhia as palavras com cuidado para não revelar demais, encantamento e excita ção que ele não queria dividir com ela.

— Cresci numa situação estranha. Não muito prejudicial... não muito comum. Queria dar o fora e descobrir como o resto do mundo vive.

— E conseguiu?

— Não. Quero dizer, não realmente. Você só pode vivenciar a vida das pessoas quando tem a sua própria, mas vi mui tos lugares e pessoas interessantes.

— Conte-me.

Sua mão correu para os cabelos dela. Era óbvio que gostava de tocá-los, e ela adorava.

— No Novo México conheci uma mulher que morava em uma casinha fora de Santa Fé com vista para as montanhas e o deserto. Ela fazia lindos lenços pintados. A casa cheirava a cera, e havia peças de seda em todas as paredes. Morava sozinha. — Bella mal ousava respirar. Conforme ele falava ela sentia algo mudar dentro dela. Havia algo de poesia em suas palavras, as imagens que pintava... este homem era mais que uma ereção talentosa.

— Continue.

— Vamos ver. Conheci uma avó que cuidava de uma pa daria em Geraldine, em Montana. Ela fazia a melhor torta de amoras que já experimentei. Os filhos e os netos queriam vender a receita, mas ela se recusava. Dizia que a receita iria morrer com ela, pois tinha sido um presente de Deus.

Bella estava adorando. Poderia ficar deitada sobre o seu corpo quente ouvindo as histórias por toda a noite.

— Onde ficou mais tempo?

— No Maine. Conheci um homem chamado Hank, um viúvo pescador de lagostas aposentado, numa cidadezinha chamada Harrington. Estava indo para a ilha Campo Bello e parei lá para jantar. Ele estava comendo feijão e me ofereceu um serviço. Acabei ficando todo o verão, ajudando-o a conser tar a casa. Estou falando demais.

— Não, eu quero te ouvir.

— Depois é sua vez.

— Tudo bem. — Beijou seu ombro. — Vá em frente. Con te-me sobre Hank.

— Bem... — Passou a mão na cabeça e ela percebeu que ele estava juntando as memórias, tentando formar uma descri ção coerente. — Ele era tranqüilo, às vezes rabugento, mas a pessoa mais feliz que já conheci. Lia de tudo. Sabia de tudo. Provavelmente poderia fazer meu trabalho melhor que eu. Co nhecia e entendia as pessoas,

— Ainda tem contato com ele?

— Tentei encontrá-lo há alguns meses e descobri que fale ceu.

— Lamento. — Seu coração se apertou.

— Fiquei bem. — Sentiu que ele mexera os ombros. — Mudei para uma nova vida. Ele também. Já estava preparado.

Bella deitou em seu peito, passando as mãos nos seus om bros. O silêncio entre eles não era mais constrangedor. Nunca ouvira um homem falar com tanta paixão, sensível e aberta mente.

— Sente falta daquela vida?

— De muitas maneiras sim. Foi muito divertido e enriquecedor.

— Por que então entrou nos negócios?

— Obrigação. — Interrompeu sua fala. — Conte-me sobre seu trabalho.

— Amo o que faço.

— Sorte sua.

— Eu sei. Trabalho em casa, no meu ritmo. Sou chefe de mim mesma.

— É mesmo? — Mexeu-se embaixo dela.

— Estou pesada demais?

— Não. Apenas fiz uma imagem sexy de você como uma chefe morena, durona e sexy.

Bella franziu a testa.

— Como sabe que sou morena?

— Não sabia, Jane Doe, mas acho que sei agora.

— Acha que sabe?

— Pequena, morena, sexy, desejando estar com um estranho na escuridão: diria que é única.

— Então gosta de minha imagem como uma chefe má e morena?

— Mmm, sim.

—- Talvez com um sutiã e cinta-liga pretos, botas e quepe de policial?

Ele correu as mãos até suas nádegas e pressionou seu pênis ereto e firme contra ela.

— Excitante.

— Estalo meu chicote, sopro meu apito de policial e ordeno que me dê prazer?

— Sim senhora. Como vai querer?

Teve de se controlar para não rir. A transformação dele de executivo a submisso fora perfeita.

— Assim. — Pôs-se de joelhos, movendo-se até que seu sexo pairasse sobre sua boca. — Me dê prazer agora.

Ele deu uma risada maliciosa, então sua língua começou a penetrar nela e todo pensamento de controlar-se desapareceu. Ele era um mestre, variando a pressão e o ritmo até que esti vesse ofegante, segurando a cabeceira, rendendo-se ao inevi tável caminho ao paraíso.

Ele juntou os dedos, deslizando-os para dentro dela, um, depois dois, fazendo suas pernas tremerem.

Segurou em seus quadris e deitou-a de lado. Ela virou-se de frente, desejando ansiosa pelo final.

Ele agarrou os pulsos dela e trouxe-os até os quadris, os braços dele repousaram sobre suas coxas, segurando-as aber tas. Ela esperou ouvindo a própria respiração ofegante.

Ele parecia não ter pressa.

— John.

— Mmm?

— Está tentando me enlouquecer?

— Sim. — Podia sentir a respiração soprando sobre seu sexo. Estava perto e distante. — Não se mexa.

— O quê? — Levantou a cabeça em vão, já que não poderia vê-lo. — Por quê? O que está fazendo?

— Shhh, não fale. — Ele pressionou seus punhos e segu rou-os forte sobre suas coxas, e de repente lhe ocorreu que estava completamente impotente — Apenas ouça.

Deveria estar apavorada. Era um estranho que a tinha sob seu domínio num quarto de hotel e ninguém sabia onde estava.

Qualquer pessoa sensata estaria tentando escapar, correndo para a saída ou ligando para a polícia.

No entanto, ela estava cada vez mais envolvida.

Ótimo. Agora no topo da tolice e da imprudência poderia somar capricho.

—- Por que não devo me mexer? -— Ficou escutando. — Não ouço nada.

Uma risada profunda e mais respiração quente entre suas pernas a fizeram se contorcer e querer levantar os quadris para sua boca.

— Continue quieta e ouça o seu corpo.

— Eu sei o que ele está dizendo. — Ela assumiu uma voz enlouquecida. — Faça-me gozar, por favor. Agora.

Outra risada.

— Ouça. Relaxe e ouça.

Ela respirou profundamente, forçou cada músculo a rela xar, dos pés à cabeça, como aprendera na fita de relaxamento.

— Bem, estou relaxada.

— Ouça. — Ele sussurrou. — Apenas ouça.

Respirou mais e mais profundo, tentando limpar a mente como estava na fita de meditação.

Inspirar, expirar, inspirar, expirar.

Não sabia quanto tempo se passara — dois, cinco, dez minutos? Algo acontecera. Estava alerta, atenta e sua mente alcançou a calma, como se dormisse e seus outros sentidos começassem a assumir o controle. Ela ouviu o zunido da uni dade de aquecimento no quarto e barulhos abafados de algum lugar no chão. Sentiu o conforto do edredom sob ela, o calor dos braços e das mãos dele e a leve umidade da união das peles.

Depois a pressão quente da língua outra vez sobre seu sexo. Um gemido escapou.

— Shhh. Sem movimento. Sem ruído.

Tinha que se mexer. Tinha. Seus quadris estavam tensos para erguerem-se, suas mãos queriam tocá-lo, se enfiarem nos cabelos dele e viajar.

De alguma forma ele a forçou a deitar quieta, e a respirar para sua mente voltar à tranqüilidade.

O prazer que ele lhe dava a fez pulsar até que chegou perto, mais e mais, pensou que a levaria à loucura e ao delírio.

Contudo... a paz era profunda, a consciência da sensação estava aguçada, era como se estivesse quase no clímax, de novo e de novo, sem estar no clímax. A consciência de seu corpo cresceu e se espalhou envolvendo sobre a dele, como se fossem um só corpo.

Nunca experimentara nada igual.

Ele deu pancadinhas com a língua traçando um lento e gen til círculo com os dedos ao longo do seu sexo e depois fechou os lábios em seu clitóris e sugou com pressão e calor.

Seu orgasmo estava sendo construído em câmera lenta, um fogo lento que se espalhava e intensificava. Deveria lutar para não gemer e manter-se tranqüila, sentindo a união das forças, respeitando seu corpo por ser tão poderoso. Deixou-se arreba tar para algum lugar estranho e novo.

Chegou ao auge, controlou-se e gemeu silenciosamente, selvagens contrações de prazer nos dedos dele.

Ele manteve o ritmo, aninhando-a gentilmente, e finalmen te levantou a boca com um beijo intenso.

— Jane Doe.

— Sim. — Mal conseguira falar. Com dificuldade conse guiu formar um pensamento coerente. Havia gozado diversas vezes, mas de alguma forma ele envolvera sua mente e seu coração em uma combinação poderosa. Sentiu-se inexperiente e vulnerável, como se acabasse de perder a virgindade para alguém muito mais experiente.

— Sabe o que aconteceu aqui? — Largou seus pulsos pre sos à parte interna das coxas.

— Tive o melhor orgasmo do mundo? — A voz dela estava ofegante.

— Mais que isso.

— Foram dois?

— Prendi você na cama, totalmente submissa. — Ele falou de modo atraente, com respeito, gratidão e humildade. — E você não só enlouqueceu, se entregou a mim por completo.

Ele sabia. Estivera ali com ela e sabia. Ela sentiu-se expos ta e assustada, quis sentar, catar as roupas e sair de lá desesperadamente o mais rápido que as pernas bambas pudessem levá-la.

Porque de alguma forma Bella Swan, rainha da realida de, que desprezava a farsa, despojada de todas as coisas com brilho e falsas, se apaixonara inesperada e irracionalmente por uma fantasia.


OMG que que é isso gentem?

Isso foi HOT!

*trocandodecalcinha*

Eu mereço uma review né?