Assim que passamos pelo retrato da Mulher Gorda, lembrei de um detalhe importante para a nossa missão.

- Lily, meu amor – eu disse. E pela primeira vez, eu dizia essas palavras com carinho – que tal conferir se o nosso caminho está livre?

- Han? Ah, claro! Só um minutinho... – ela tirou no mapa de dentro das vestes. Todos pararam e ficaram olhando com espanto para nós.

- Ela... ela esta com o mapa? – Sirius indagou.

- Pera, você acabou de chamar-la de "Lily meu amor" e ela não gritou, xingou ou te bateu? – Aluado sorriu maroto.

- O que aconteceu hoje, hein?

- Nada, que paranóia a de vocês – reclamei. Pra falar a verdade eu sabia que estava acontecendo alguma coisa entre a gente, só não sabia direito o que era. Eu não podia estar apaixonado pela Lílian Evans. Podia?

- Esta tudo bem por enquanto. Só tem um grupo de sonserinos perto da sala do Filch, mas podemos ir por outro caminho – a ruiva respondeu fingindo não ouvir nossa conversa.

- Como você sabe disso? – Marlene perguntou confusa.

Lily ignorou a amiga e guardou novamente o mapa. O grupo ainda achava aquela situação muito estranha, mas, qual é, quando o assunto somos eu e a Evans nada faz sentindo mesmo.

Com as instruções de Lily, chegamos até a sala de adivinhação. Ficamos alguns segundos pensando o que fazer, uma vez que já estávamos na porta. Resolvemos entrar e nos esconder embaixo das grandes mesas. Segui Remo e a ruiva até a mesa mais próxima, enquanto Dorcas, Sirius e Marlene se escondiam na mesa ao lado. Como esperado, o professor entrou na sala sem nem notar nossa presença. Já íamos saindo para surpreendê-lo quando nós é que acabamos sendo surpreendidos.

- Aqueles que se amam estarão refugiados para se proteger do Lord das trevas, porém um amigo os trairá e seu esconderijo será encontrado. O casal fará de tudo para proteger um ao outro, mas serão derrotados pelo seu inimigo deixando o caminho dele livra até Harry. – o professor Anthony tinha sua voz rouca e parecia estar fora de si.

Fiquei ali, sem reação nenhuma. Varias imagens se passaram por minha mente enquanto o professor fazia a profecia. Imagens dos meus próprios sonhos. Alias imagens do meu único sonho. E então, eu era um dos que estava sonhando com o futuro, mas quem teria o mesmo sonho que eu?

- Ha-Harry? – Lily arfou do meu lado – o que vai acontecer com ele? Não consegui salva-lo? Não consegui...

Ela não conseguia continuar, seus olhos foram tomados por lagrimas e ela não se importou em chorar. E então, tudo fez sentido. Eu estava realmente apaixonado pela Evans, e o motivo dela estar estranha comigo é porque ela também esta apaixonada por mim! Ela era a mulher do meu sonho que eu tentava proteger, e o bebê era o nosso filho! De repente, com todas aquelas informações, eu também quis chorar. Lutei contra minhas lagrimas e tentei ficar forte onde eu estava, eu tinha que dar apoio à ruiva.

Abracei ela tentando passar conforto, e ela retribuiu o abraço por alguns segundos.

- É você, não é? – ela perguntou se afastando – é você que esta lá, implorando para que eu salve o Harry? Todo dia nos meus sonhos.

-E é você a teimosa que não quer me obedecer? – brinquei tentando anima-la.

Ela deu um meio sorriso e baixou o olhar, triste. Coloquei a mão delicadamente em seu rosto e o levantei para que ela olhasse para mim.

- Vamos dar um jeito, OK? Dumbledore vai nos ajudar.

Ela concordou com a cabeça e saiu de baixo da mesa. Eu a segui e logo, todos já haviam saído dos nossos esconderijos.

- Um grupo de grifinórios! O que posso fazer por vocês? – o professor perguntou.

- Nada – respondi – já conseguimos o que queríamos. Se o senhor não se importa, professor, nós já vamos. Vem Lily – eu peguei na mão dela e a puxei para fora da sala.

- Aonde vamos? – ela me perguntou assim que conseguiu.

- Nós vamos ver Dumbledore – respondi.

- Não sei se consigo, Ti – ela disse tristonha – não sei se consigo andar mais que alguns passos, estou me sentindo fraca.

Olhei para a ruiva, e estava quase depressiva. Eu podia leva-la para a ala hospitalar, mas acho que Dumbledore resolveria seu problema melhor que a Madame Pomfrey.

- Vem ruiva, eu te levo – ofereci – sobe aqui nas minhas costas.

A menina subiu e, mais uma vez, me impressionei no quão leve ela era. Como ela tinha conseguido apoiar todo o peso do meu corpo sobre seu próprio corpinho pequeno e frágil?

Continuei andando, agora com Lily às minhas costas, em direção a sala do diretor ignorando todos os olhares curiosos que caiam sobre a gente.

- Sapos de chocolate! – eu disse fazendo com que a estatua nos desse passagem para a sala do Dumbledore.

Subi os degraus o mais rápido que pude. Eu podia sentir o rosto de Lily enterrado em minhas costas, ela não fazia muito esforço para respirar.

- Professor!-chamei quando chegamos na porta – professor Dumbledore !

A porta se abriu e eu não pensei duas vezes, entrei num tiro pra dentro da grande sala. Sentia as minhas costas molhadas pelas lagrimas da menina.

- O que houve, Tiago? – ele perguntou – o que houve com a Srta. Evans?

- Dumbledore, nós estávamos na sala do professor Anthony e ele fez uma profecia. Era a nossa ultima charada e acontece que ele fez a profecia dos nossos futuros. Como assim nós vamos morrer?

- Calma, Tiago. Se acalme – ele pediu.

- Não posso! Não posso me acalmar sabendo que eu não vou poder salvar a Lily! E o bebê! Não vou poder salvar minha própria família! – Lily soluçou às minhas costas – Como é que o senhor quer que eu me acalme?

- Primeiro, eu acho que você não precisa gritar para todo o castelo ouvir – ele disse educado – segundo, receio que seja uma experiência terrível a qual vocês estão passando. Mas fico feliz de dizer que não creio que a profecia de professor Anthony vá se realizar.

Lily se moveu pela primeira vez, se esticando um pouco para olhar o diretor por cima dos meus ombros.

- Antes de eu contar a vocês sobre o que sei – ele começou – quero que chamem alguns amigos. Aqueles em que vocês mais confiam.

- Lily, você se importa se eu te deixar no chão por alguns minutos? – ela fez que não com a cabeça e eu a coloquei em pé, ao meu lado. Passei o braço por sua cintura para dar apoio ao seu corpo. Ela estava mesmo chateada, falava o menos possível.

Com minha mão livre, tirei o pequeno espelho do bolso e chamei por Sirius, pedi a ele que trouxesse os outros marotos e as amigas de Lily. Assim que guardei o espelho, percebi o olhar curioso de Dumbledore por trás dos oclinhos meia-lua.

- Imagino que essa seja mais uma das façanhas dos Marotos, ou me engano? – ele perguntou sorrindo.

- Sim senhor – respondi antes de me virar para a ruiva – fica calma, vamos dar um jeito, eu sei que vamos.

- Ti – ela disse com a voz fraca – eu não quero viver esse pesadelo, temos que proteger o Harry.

Antes que eu pudesse responder, houve um batido na porta e Sirius a abriu assim que o diretor pediu para que ele entrasse.

- Hm, sinto muito mas temos um problema – Sirius disse assim que passou pela porta. Ele foi seguido por Marlene, Remo, Dorcas, Diggory e Melanie.

Levantei as sobrancelhas para ele, que tratou de ir explicando logo.

- Ele queria vir também – ele disse olhando o Diggory – não é culpa minha se ele já foi namorado da ruiva. Eu não encontrei o Rabicho, por isso ele não veio.

- Esta tudo bem, agradeço a todos por terem vindo – Dumbledore se sentou atrás de sua mesa – agora se não se importam, quero explicar o porque chamei vocês aqui. Como todos sabem, estamos em tempos difíceis. Voldemort esta agindo, e poucos lugares são seguros. Muitos bruxos já tentaram derrotá-lo mais isso não foi possível ate agora.

Todos prestavam muita atenção no que o diretor nos falava. Lily segurou firme em minha mão para se acalmar; Sirius tentava parecer o mais relaxado possível, mas era nítida a sua preocupação; Remo estava com a aparência cansada, a lua cheia estava a caminho; Dorcas soltava alguns gritinhos enquanto Dumbledore falava dos perigos que estávamos correndo; Marlene estava nervosa, estralava os dedos um a um, tentando acabar com a preocupação; Diggory – só Merlin sabe o que esse cara fazia lá – parecia incomodado com o fato de sua ex estar agora de mãos dadas comigo. Melanie era a única que aparentava tranqüilidade, embora seus olhos estivessem arregalados e curiosos como sempre.

- Creio – continuou Dumbledore – que tenho a solução. Devo avisar a todos que essa missão é absolutamente perigosa. Contudo, pensei que todos gostariam de ajudar não só o mundo mágico, mas como o futuro de seus amigos – ele olhou para mim e para Lily e fez uma pausa - Devemos encontrar todas as Horcruxes já criadas por Tom Riddle.

- O que são Horcruxes? – Diggory perguntou confuso.

- São objetos em que as pessoas podem ocultar parte da alma, cada vez que mata uma pessoa – Aluado respondeu com um pouco de incerteza – mas senhor, como vamos saber quantas são no total?

- Essa é uma ótima pergunta, Sr. Lupin, e espero ter a resposta certa. Se não me engano, Riddle já conseguiu fazer seis Horcruxes. Devemos ser rápidos antes que ele consiga fazer uma sétima.

- Seis?- Marlene arfou – como vamos achar seis dessas coisas?

- Na verdade – Dumbledore interrompeu mostrando um anel de pedra preta – já tenho a primeira delas, a questão é como destrui-la? Realmente isso é algo que nos deixa muito a pensar.

- Senhor – Lily falou pela primeira vez – como vamos saber que objetos estamos procurando? Quero dizer, podem ser qualquer coisa, não é?

- Sim Lilian, podem ser qualquer coisa, mas acredito que Tom tenha escolhido seus objetos com bastante cautela. Sei que ele estava atrás da taça de Huflepuff e ele acabou conseguindo, não é mesmo? Acredito que ele tenha conseguido objetos dos outros fundadores de Hogwarts. Podem imaginar o que seriam?

- O diadema de Ravenclaw – Melanie chamou a atenção de todos com sua voz serena – mas ele esta desaparecido a séculos.

- O medalhão de Slytherin – foi a vez de Sirius falar – minha família sempre falava desse medalhão.

- Sim, ambos estão certos e tenho o prazer de lhe informar, Sr. Black, que seu irmão Régulo foi de grande ajuda para encontrar tal objeto. Ele me informou o local onde Riddle escondeu o medalão – Dumbledore sorriu.

- Desculpe senhor, acho que não entendi direito. Meu irmão disse isso ao senhor?

- Sim, Sirius. – ele respondeu paciente.

- E porque ele faria isso?

- Quem se importa? – eu disse irritado – Professor Dumbledore, falta sabermos quais são as ultimas duas Horcruxes.

– Se não estou enganado, a cobra que Riddle carrega consigo também é uma de suas Horcruxes, mas receio que estamos cegos em relação a ultima dela. Vocês terão que encontrar todos os quatro objetos e teremos que descobrir como destruídos.

- Se encontrarmos todas essas Horcruxes poderemos derrotar Você-sabe-quem? – Diggory perguntou surpreso.

- Sim, Sr. Diggory.

- O senhor vai nos ajudar? – Dorcas perguntou.

- Não, minha querida. Lamento mas vocês estão sozinhos.

- Não importa – eu disse – eu vou fazer de tudo para acabar com a raça desse desgr –

- Sim Tiago, mas espero que você e seus amigos tomem o máximo de cuidado.

- Sim senhor – Lily respondeu.

- Por onde vamos começar, senhor? – Remo perguntou.

- Acho que podem começar pelo medalhão de Slytherin, já que sabemos onde se encontra. Creio que Regulo poderá acompanhá-los nessa missão.

- Conversarei com ele, senhor – Sirius disse incerto.

- Que ótimo, então ao trabalho.

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Todos estávamos esperando impacientes por Sirius e Régulo perto do Salgueiro Lutador, que com a ajuda de Marlene – já que Pedro não estava conosco – estava imobilizado.

- Finalmente – Aluado suspirou quando avistamos Almofadinhas e seu irmão se aproximarem de nos.

- Estamos prontos – disse Sirius com um grande sorriso na cara.

- Fizeram as pazes? – perguntei feliz. Meu amigo fez que sim com a cabeça e olhou para o irmão, que parecia um pouco constrangido.

- Olha, pessoal – Régulo disse ficando um pouco vermelho – me desculpem por tudo o que eu já fiz. Eu sei que eu quase virei um comensal da morte, e que ajudei o Lord das Trevas muitas vezes, mais eu quero que saibam que eu estou, realmente, muito arrependido por isso e pretendo recompensá-los.

- É bom tê-lo no grupo, Rég – Lily disse gentil.

- Obrigado, Lilian.

- O que estamos esperando? – perguntou Sirius – Todos para dentro do buraco!

Todos escorregamos pelo buraco debaixo do Salgueiro e corremos por aqueles corredores familiares. Eu podia ver o rosto do Aluado, ele não gostava de estar ali, isso o fazia lembrar de quem ele era. O resto do grupo não entendia onde estávamos e nem o que aquilo significava já que estavam todos com olhares confusos. Todos menos a Melanie.

- Sabe, estamos na casa dos gritos.- ela disse com interesse.

- Sim, estamos – Remo grunhiu – vamos, a saída é por aqui.

Todos seguimos ele para fora da casa e nos deparamos com uma das ruas de Hogsmead, não estávamos muito longe de onde queríamos.

- Aqui, chegamos – anunciou Régulo quando chegamos ao lado de uma garrafa de cerveja amanteigada vazia.

- Vamos pela chave de portal? – Diggory perguntou.

- Sim, todos prontos?

Todos concordamos, nos posicionamos e seguramos a garrafa, antes de Sirius contar até três e não sentirmos mais o chão embaixo de nossos pés.

AnaBoo – Ah, que bom que você ta gostando! HSHAUSHAU foram bem fofas essas partes, ne? Hey, se eu não te deixar curiosa você não vai querer ler o próximo capitulo! 3

EsTeVaM – Nossa, fiquei super feliz agora. Eu juro bem juradinho que autografo todos os livros que você quiser se eu conseguir publicar algum! Beijinhos =*

Andro-no-hana – Gostou? Que bom! Aqui esta o próximo capitulo, espero que curta! Beijos .