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"O asterisco nada mais é do que um ponto final Hippie."
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Ardente Paixão
Capítulo Oito
Kagome ficou sem ação, e InuYasha arrependeu-se do que disse.
- Agora estraguei tudo, não foi? Minha única defesa é que pensar algo não é o mesmo que fazer, Kagome. Se os homens fossem condenados por suas fantasias sexuais, haveria uma fila sem fim para a pena de morte. Li em algum lugar que em geral um homem pensa em sexo a cada dez minutos. Achei um exagero, é claro. – Esboçou um sorriso maroto. –Tenho certeza de que é a cada onze ou doze.
Havia um brilho sensual nos olhos dele, o que a deixou atônita e boquiaberta.
Kagome se recompôs, e o semblante de InuYasha ficou ainda mais provocante.
- Depois disso, acho que encontrarei seu pedido de demissão em minha mesa, na segunda-feira, certo?
Kagome estremeceu. O reconhecimento de InuYasha e as palavras sobre prazer e mesa a fez lembrar-se dos próprios devaneios eróticos naquela tarde, na véspera de Natal. Não podia clamar por inocência naquele momento.
Com a surpreendente confissão de InuYasha de que a desejava, Kagome não conseguiu afastar da mente as cenas picantes.
- Não acho que seja necessário, InuYasha.
- Estou surpreso.
- Eu também.
Kagome começara a prestar mais atenção em InuYasha desde que voltara ao trabalho, mas não podia imaginar a reação dele por ela e a coragem de declarar seus desejos. Estava excitada, e não havia influencia alguma de nenhuma bebida alcoólica.
Clara teria ficado animada, porém, Kagome não era tão otimista. InuYasha não estava admitindo nada além de atração física. Também dissera estar muito sozinho.
Solidão e frustração o tornava vulnerável a ela.
Clara dizia que sexo era uma forma de conquistar um amor de um homem. Kagome não pensava assim. Homens conseguiam separar sexo e amor sem nenhuma dificuldade. O surpreendente era que Kagome acreditava que as mulheres eram diferentes, ou pelo menos ela era. Contudo, naquele momento não teve tanta certeza.
A confusão de seus sentimentos teriam sido causados por um envolvimento emocional ou apenas por desejo sexual?
Sem se dar conta do que fazia, Kagome fixou o olhar nos lábios de InuYasha e passou a imagina-los descendo por seu ventre, bem devagar, até o umbigo. Então, com os dentes, ele lhe tiraria a calcinha, e sua língua úmida passaria a explorar suas partes intimas, insinuando-se cada vez mais fundo...
- Quer que eu jure que nunca a tocarei?
Kagome piscou e encarou-o . "Céus, se ele pudesse imaginar o que eu queria que fizesse..."
Era uma pergunta perigosa. Dizer que sim seria hipocrisia. Dizer que não ... muito provocante.
- Faria isso?
- Se precisar – afirmou Inuyasha, com firmeza. – Não quero perde-la.
- Compreendo.
Então a volúpia foi colocada de lado. Não poderia ser tão forte se com tanta facilidade era deixada em segundo plano.
Ainda assim, era melhor do que não sentir nada por ela.
- Não acho que seja necessário, InuYasha. Agora, creio que o garçom esteja esperando por nosso pedido.
A noite seguiu sem sobressaltos depois disso. InuYasha parecia deliciar-se com o prato de frutos do mar que dividiu com ela. Também tomou toda a garrafa de Chabis.
O apetite de kagome desapareceu, com tanta agitação. Comeu um pouco de comida e tomou alguns goles apenas da água mineral. A conversa durante a refeição foi sobre trabalho, o que deixou Kagome mais tranqüila.
- Pode dirigir, Kagome? – Perguntou InuYasha, enquanto tomava café.
Ela o olhou por cima da xícara.
- Sim. Por quê?
- Acho que passei dos limites. Assim, ou você dirige ou tomaremos um táxi. Evidente que a segunda opção implica deixar meu carro na cidade, e eu não gostaria de fazer isso.
Kagome suspirou, resignada.
- Está bem, eu o levo para casa.
- Acredite, isto não é um truque para que eu ficar a sós com você em meu território.
Kagome nada disse.
InuYasha pagou a conta, e logo estava caminhando quietos, na direção do carro.
- Desta vez, você me dá as direções que devo seguir- disse ela, acomodando-se no bando do motorista. – Sei que mora em Shinagawa, mas não conheço muito bem a região.
- Você dirige muito bem – elogiou InuYasha, dez minutos mais tarde. – Por que não tem um veículo?
- Dirigir não é muito econômico na cidade. Fica mais barato andar de ônibus ou trem. Kouga tinha um carrinho que costumávamos usar nos finais de semana. Agora adquiriu um Porsche.
- Não vamos falar sobre Kouga.
- Está certo.
- Que tal uma musica?
- Ótima idéia.
Instantes depois, InuYasha orientou-a para que entrasse em uma rua larga e bem arborizada, toda cercada de mansões estupendas. Kagome não deveria ter ficado surpresa com a de InuYasha, mas ficou.
Era enorme! Uma costrucao de dois andares, que comportaria no mínimo duas famílias, com conforto. E havia uma placa de "vende-se"colocada no meio do imenso gramado que ia da calçada até a varanda.
- Está pondo à venda? – indagou Kagome ao virar o automóvel para a porta da garagem.
- Sim. Ordem do advogado de Kikyou. Mas é mesmo um imóvel muito grande para um homem só. Na verdade, nunca gostei de tudo isso. Foi escolha de Kikyou, não minha.
As luzes da garagem se acenderam automaticamente, e Kagome entrou. InuYasha estava certo. Ali, caberiam com espaço seis veículos.
- Vai ter de entrar comigo por um momento, Kagome. Ao menos que se sinta mais segura esperando no portão, enquanto chamo o táxi.
- Não seja tolo, InuYasha! Confio em você.
- Fico lisonjeado. Mas não me considero um herói. Conduziu-a pelo braço para a porta interna. – A noite ainda nem começou.
- E eu não sou tão bela! – brincou.
InuYasha parou de andar de repente e a encarou.
- Será que ouvi um tom de cinismo?
- Ora, Vamos, InuYasha! Encaremos a realidade. Não sou o tipo de moca a quem um homem não resista.
- Eu não diria isso.
- E o que diria, então?
- Que é uma garota que faz um sujeito ter de pensar antes de agir.
Kagome assentiu com um gesto de cabeça.
- Isso mesmo. Torno os homens com quem me relaciono tão enfadonhos e monótonos como eu. Foi por isso que Kouga me deixou. Não suportava o que eu havia feito com ele e com a vida dele. Disse que precisava viver mais antes de tornar-se uma marionete.
- Concorda com essa bobagem?
- Acho que desperto o que há de pior em quem fica a meu lado.
- Agora concordo com você, Kagome – InuYasha passou o braço pela cintura esguia e puxou-a contra si. – Com certeza está despertando a pior parte de mim, neste momento.
InuYasha segurou o rosto de Kagome, com delicadeza.
- Prometi que não faria isso. Mas não posso deixar minha secretária imaginar que o patrão é alguém manipulável. E muito menos que ele consegue com facilidade não toca-la.
InuYasha suspirou.
- Ora, Kagome! – esbravejou, aproximando os lábios dos dela – Foi muito difícil manter as mãos longe de você toda esta semana. Toda vez que a olho, tenho vontade de toma-la nos braços, soltar seus cabelos e fazer ressurgir a mulher sedutora que insiste em esconder.
Kagome não acreditava no que ouvia. Mulher sedutora? O que ele queria dizer?
- Sua ausência de artifícios é provocante. Não sabia disso? Vejo seu pescoço sem adornos e tenho vontade de beija-lo, assim como todo seu corpo. E agora não vai me fazer parar , vai?
Sem esperar a resposta, InuYasha beijou-a, e não a soltou até que sentiu se render.
Sem resistir, Kagome deixou que InuYasha a pegasse no colo e a levasse pela casa escura. Lutar contra o próprio desejo era impossível. Portanto, decidiu entregar-se.
- Você também quer. –InuYasha pôs-se a subir as escadas, degrau por degrau. – Sei disso.
- Sim. – sussurrou Kagome. – Sim, eu quero!
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Continua...
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Nota da Autora: sentindo a aura maligna Eu sei que vocês devem estar me odiando agora "- Pô acabar logo aii!" Mas é que é necessário para o enredo da história (e também me deu "um branco") Espero não receber ameaças de morte! XD.
Não sei quando irá sair o próximo capítulo (tenho prova, vestibular) então peço perdão antecipado com a demora que acontecerá.
Desculpem o capítulo pequeno (deu branco, mesmo! XD).
Ichigo-dono (Sim, vai ter briga! E das boas. Estou começando a não me esquentar mais com as reviews me pedindo capítulos rápidos, eu tenho que estudar, acabo não dando espaço para os estudos, e eu tenho que estudar, sério!. Kagome conseguiu chamar a atenção dele sem querer, a antiga secretária fazia de tudo para chamar sua atenção mas acabou sendo despedida. Ela ainda está muito confusa e tem dúvidas se gosta dele ou se é apenas atração (o que não é!) Sim, Sim ele deu uma indireta (direta) muito boa! Huahauhauaha. Espero que meu branco termine logo u.u Vai ter muitas surpresas. XD
Até o próximo capítulo!
Ilana (Estou começando a relaxar com a demora nos capítulos. XD Desculpe ter terminado logo ai mas foi necessário para o enredo u.u Obrigada por ler minha fic. D'Daslee (Sim garantem sim muitas ameaças hehehehe sinto a aura maligna de algumas reviews (principalmente das que receberei nesse capítulo xD) Obrigada! Decidi colocar pistas dos sentimentos de InuYasha sobre Kagome mas nada concreto até agora. Hehehe Mas nos próximos capítulos...
Mk-chan160 (Obrigada! E aí o que achou desse capítulo? InuYasha tá saidinho hehehehe Beijos)
Lua ( Obrigada vermelha Amei fazer essa personalidade nele XD)
Polly (Aqui está o capítulo! E aí? Obrigado por continuar acompanhando XD Mas surpresas nos próximos capítulos)
Natsumi Takashi (Desculpe por deixa-la curiosa mas é assim mesmo. U.u Beijos espero que tenha gostado desse XD)
SraKouga ( hehehe Era as intenções dele com ela essa noite. Obrigado.)Hinata-san (Vai demorar um pouquinho, não quero estragar a surpresa! XD Mas vai se chocante! Beijos!)
Hikari Nakao ( Ela vai contar e vai ser na casa dele. Pronto só posso dizer isso! Surpresa! Não demorei, né? XD)
Tmizinha (Fiz Kagome depressiva hehehe, os motivos básicos da separação foram a arrogância de InuYasha mas naõ irei dizer mas nada. Beijos e obrigada)Thay(Obrigada! Os motivos estão próximos de aparecer XD)
Obrigada a todos que leram e mandaram reviews, vocês me encorajam a continuar.
Um abraço e um beijo da pseudo-escritora.
Juli-chan.
Bye Bye!
