ILYRIA

By Dama 9


Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Ilyria é uma criação minha para essa saga.


Boa Leitura!


Capitulo 8: Correntes do Passado.

I – No dia seguinte.

Poucas pessoas ainda permaneciam na Toca do Baco, vez ou outra Kanon via algum conhecido apenas acenando de longe e logo tornava a prestar atenção no que o cavaleiro a seu lado dizia.

Nunca imaginara que Shion tivesse treinando uma amazona junto com Mú, mas também nunca pensara que o cavaleiro de Áries tivesse tudo aquilo guardado dentro de si sem mais ninguém saber.

Era estranho, amar uma única mulher uma vida inteira e em momento algum ter lhe revelado os sentimentos. Era confuso; ele concluiu. Não conseguia se ver apaixonado por alguém, vendo-a apenas a distancia e depois deixa-la partir sem saber ao certo qual seria seu destino, mas a quem estava querendo enganar, nunca sofrera nenhuma paixão avassaladora que lhe rendesse essa experiência; ele pensou com uma pontada de inveja.

Não era como o Escorpião que apenas divertia-se com as garotas, mal lembrando seus nomes no dia seguinte, porem não negava que tinha suas aventuras, mas também ainda buscava por aquela pessoa que fizesse seu coração saltar e que lhe fizesse passar o dia todo ansiando por um novo reencontro.

-Me vê mais uma; Mú falou tentando manter a voz firme, enquanto mandava o bar-tender lhe trazer mais uma dose de wisky.

-Mú, já chega; Kanon falou saindo de seus devaneios, só agora notando o estado lastimável do cavaleiro. Como não percebera a quantidade de álcool que ele ingerira enquanto falara, é claro, estava pensando em tudo aquilo e não notou; ele recriminou-se.

-Eu ainda não terminei; o ariano respondeu enfezado.

-Por hoje terminou sim, vamos embora; Kanon falou, levantando-se e tirando das mãos do cavaleiro o copo de wisky. Deixou alguns dracmas sobre o balcão e sem esperar pelo troco, saiu do bar arrastando um cambaleante cavaleiro.

Realmente tinha sido uma noite longa, que mal notara o dia já nascendo. Quem diria que algum dia seria possível ver os cavaleiros de Gêmeos e Áries voltando de uma noitada na Toca do Baco, provavelmente as pessoas ririam disso, mas a situação era bem diferente agora.

Com dificuldade o geminiano conseguiu arrastar o amigo para dentro do primeiro templo, afinal era o mais fácil do que pedir a ajuda do irmão no quarto templo; Kanon concluiu, enquanto deixava o ariano estirado na imensa cama de casal que jazia quase no meio do aposento a ele reservado no primeiro templo.

-"Cara, to morrendo de sono"; Kanon pensou, esfregando os olhos enquanto ia em direção a cozinha, se quisesse se manter acordado precisaria de uma boa doze de cafeína. Ainda mais para agüentar a ressaca do ariano quando ele acordasse.

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Nossa, nem mesmo quando apanhara de Radamanthys sentira tantas dores pelo corpo como agora. Remexeu-se na cama incomodado com a claridade que invadia o cômodo pela janela. Que horas seriam? -ele se perguntou abrindo lentamente os olhos confusos, para fitar o relógio em cima do criado.

-Duas horas; Mú murmurou. –DUAS HORAS; dessa vez ele gritou, levantando-se em um pulo da cama. –Minha cabeça; ele gemeu deixando-se cair novamente na cama.

-Finalmente acordou; a voz do geminiano lhe chamou a atenção, vindo da porta.

-Kanon; Mú murmurou meio incrédulo, sentando-se na cama.

-Isso é que dá encher a cara de wisky a noite inteira, a ressaca no dia seguinte é sempre a pior; ele comentou, aproximando-se do ariano e lhe entregando uma xícara de café. –Beba, vai te fazer bem;

-Obrigado; o ariano respondeu pegando a xícara e levando aos lábios, o liquido mal tocou em sua boca, ele cuspiu tudo para fora. –Arg! O que é isso? –Mú perguntou.

-Café; Kanon respondeu dando de ombros. –Sem açúcar; ele completou com um sorriso maroto.

-Sinto muito, mas não vou tomar isso aqui; Mú respondeu torcendo o nariz e devolvendo a xícara que o geminiano empurrou de volta.

-Vai sim, eu que não vou te agüentar de ressaca o dia todo; Kanon respondeu com os orbes estreitos de forma perigosa.

-Já que não tem outro jeito; o ariano respondeu resmungando que nem uma criança contrariada e a cada gole de café que tomava, fazia uma careta mais feia que a outra.

-Nossa, quem te ver assim, vai pensar que você esta tomando veneno; Kanon falou com um sorriso debochado.

-Fala baixo, por favor; o ariano pediu com uma das mãos na cabeça.

-Mú, nem em um milhão de anos eu poderia imaginar como você fica horrível de ressaca; Kanon comentou, balançando a cabeça como se disse a si mesmo 'eu mesmo ainda não acredito'.

-Alias, o que você tá fazendo aqui? – Mú perguntou, confuso.

-Você não achou que eu ia te largar lá na Toca do Baco, de porre não é? –o geminiano perguntou com os orbes estreitos.

-Ahn! Toca do Baco; o ariano murmurou como se tentasse se lembrar do que aconteceu, quando a lembrança de Kanon aparecendo pra lhe chamar para sentar com os amigos, ele se negando e por fim falando mais do que devia; ele concluiu ficando tenso.

-Não se preocupe, não vou falar nada se é isso que te preocupa; o cavaleiro falou como se estivessem lendo seus pensamentos.

-Obrigado; ele respondeu quase num murmúrio.

-Bem, agora que você esta melhor eu vou para casa, tome um banho gelado vai te fazer bem; o geminiano falou antes de sair do quarto.

Mú ainda ficou um tempo olhando para a porta semi-aberta por onde o cavaleiro saira, antes de deixar-se cair novamente na cama.

-Onde é que eu estava com a cabeça para tomar um porre desses? –ele se perguntou sentindo a cabeça latejar.

II – Enfrentando o passado.

Saori e Shion estavam sentados na biblioteca do ultimo templo conversando sobre as coisas rotineiras do santuário, quando foram interrompidos por uma batida na porta, já passava das cinco da tarde, foi o que a jovem deusa notou ao olhar para o relógio em cima da mesa.

-Pode entrar; Shion falou.

-Desculpe atrapalha-los; Mú falou entrando na sala.

-Não tem problema Mú, mas a que se deve essa visita? – Saori perguntou, voltando-se curiosamente para o cavaleiro.

-Eu gostaria de pedir permissão para retornar por um tempo a Jamiel; ele falou mantendo as costas eretas, numa postura séria e respeitosa.

-Sabe que não precisa disso Mú, você tem liberdade para ir e vir sem ter de me avisar; a jovem falou com um olhar sereno, porem não deixava de preocupar-se com a atitude estranha do cavaleiro.

-Esta acontecendo alguma coisa, Mú? –Shion perguntou, estranhando a atitude do pupilo.

-Não mestre; ele respondeu com um olhar calmo. –Porque?

-Por nada, é que faz tempo que você não vai a Jamiel, só isso; Shion respondeu, balançando a cabeça de forma imperceptível para os lados, tentando afastar os pensamentos.

-Como de fato, faz muito tempo que não vou até lá, eu gostaria de ir para ver como andam as coisas e para não deixar também a casa completamente abandonada; Mú se justificou.

-Fique a vontade Mú, se precisar de alguma coisa não hesite em me dizer; Saori falou com um sorriso gentil.

-Obrigado senhorita; o ariano falou num menear de cabeça. –Com licença; ele disse afastando-se.

-Boa Viagem, Mú; o Grande Mestre desejou.

-Obrigado; ele respondeu saindo da biblioteca.

-Shion, por acaso esta acontecendo alguma coisa com o Mú? –Saori perguntou preocupada.

-Infelizmente não sei; Shion respondeu desanimado. –Muitas coisas mudaram desde que Mú passou a ser um cavaleiro e não mais um aprendiz;

-Como assim? –Saori perguntou intrigada.

-Ele ficou mais fechado, acho que isso é mais um mecanismo defensivo dele, desde que as bombas começaram a estourar no santuário, Mú fechou-se para o mundo, vivendo apenas em Jamiel e retornando somente quando os cavaleiros de bronze invadiram o santuário; Shion explicou. –Antes ele era mais animado, não se importava de demonstrar que algo lhe desagradava, até mesmo quando era algo relacionado a alguma coisa que eu lhe mandava fazer; o ariano falou com um meio sorriso. –Mas também acho que ele sente falta dela, eles eram muito amigos; ele completou com um olhar enigmático.

-Acha que ele sente falta desse tempo? –Saori perguntou mais por perguntar, mantendo o ar pensativo.

-Talvez; ele respondeu vagamente.

-Mas mudando de assunto; Saori começou cautelosa. –Não acha que esta na hora de enfrentar o passado e procura-la? –ela perguntou, voltando-se para ele.

-Como? –ele perguntou espantado.

-Shion, você é o Grande Mestre, não um padre que fez voto de castidade para toda a eternidade, você é um mortal como todos aqueles que vivem aqui, não acha que já esta na hora de parar de viver com aquilo de 'ai se fosse diferente' e acabar com esse martírio de uma vez? –a deusa perguntou.

-Não sei; ele murmurou com um olhar vago.

-O tempo não para Shion; Saori falou com um olhar sereno. –Não deixe essa oportunidade passar;

-Acho que a senhorita esta certa; ele respondeu, assentindo.

III – Surpresas.

Há quem dissesse que telecinese seria o próximo meio de transporte do futuro; o cavaleiro pensou com certa ironia, não levara mais do que cinco minutos para chegar a Jamiel saindo do santuário sem fazer parada alguma.

Caminhou com calma parando em frente da antiga casa, as coisas pareciam como antes; ele concluiu encaminhando-se para a casa, porem desviou rapidamente de um monte de pedras lançadas furiosamente contra si.

-VÁ EMBORA QUEM QUER QUE SEJA, ESSA CASA PERTENCE AO CAVALEIRO DE ÁRIES E NINGUÉM TEM O DIREITO DE ENTRAR AQUI, SEM SUA PREMISSÃO; uma voz infantil soou com certa irritação, vinda de algum lugar.

-"Kiky?"; Mú pensou com uma sobrancelha arqueada, desde quando o pupilo estava em Jamiel? A ultima vez que falara com o garoto, ele o havia deixado ir passar uma temporada com o cavaleiro de Dragão em Rozan. –Kiky, sou eu; ele falou comunicando-se diretamente com a mente do pupilo.

-Mestre Mú; o garotinho de cabelos cor de fogo falou confuso, surgindo na frente da casa. –Pensei que estivesse no santuário; ele comentou.

-Eu estava, vim ver como as coisas estavam por aqui, mas parece que você andou cuidando de tudo; Mú comentou com um olhar interessado.

-Her! Eu estava aqui perto e resolvi vim ver como as coisas estavam, já que o senhor estava no santuário; ele comentou passando a mão nervosamente pelos cabelos.

-O que esta aprontando Kiky? – Mú perguntou com um sorriso divertido.

-Bem, eu dei uma escapadinha do Shiryu e vim ver como as coisas estavam aqui e resolvi ficar um pouco antes de voltar pro santuário; ele respondeu.

-Entendo; o ariano falou balançando a cabeça, tão pequeno e tão excêntrico; ele concluiu. Talvez fosse mal do signo, mas a quem poderia culpar isso mais para frente somente o ajudaria.

-Vai ficar muito tempo mestre? –o garotinho perguntou seguindo-o para dentro da casa.

-Não sei, porque?

-Se quiser vou a vila comprar algumas coisas, porque... Bem, a geladeira ta vazia; ele completou um sorriso arteiro.

-Não precisa, eu mesmo vou, quero dar uma volta pela vila, faz muito tempo que não vou lá; Mú respondeu com um olhar vago.

-Bom mestre, eu vou treinar, mas qualquer coisa é só me chamar; ele respondeu animado, batendo continência. Fazendo o ariano dar um meio sorriso.

-o-o-o-o-

Logo anoiteceria, apesar de não ter pressa de voltar pra casa, pretendia passar na feira comprar algumas coisas para reabastecer a geladeira desfalcada pelo pupilo. Era incrível como o garotinho conseguia ser o seu completo oposto quando ainda era um aprendiz.

De certa forma ele era uma mistura do temperamento dele com o de Ilyria; Mú concluiu com um meio sorriso, lembrando-se mais uma vez da jovem que nunca mais vira.

Entre uma banca e outra ele procurava algo que lhe chamasse a atenção, porem não imaginou que isso fosse acontecer tão rápido. Não muito longe de si, viu uma bela jovem de cabelos claros, não sabia identificar se eles eram castanhos ou loiro-esverdeados, mas isso lhe chamou deveras a atenção.

Com um olhar compenetrado ele caminhou como se tentando não perde-la de vista. Quase hipnotizado pela imagem que tinha a sua frente.

-Olha por onde anda; uma senhora lhe chamou a atenção, pela voz irritada.

-Me perdoe, não a vi senhora; Mú falou acordando do transe, vendo que esbarrara em uma senhora e derrubara sua sacola de maças. –Deixe-me ajudá-la; ele falou abaixando-se pra pegar.

-Tudo bem meu jovem; o senhora respondeu com a voz mais branda. –Você não é daqui, não é? –ela perguntou olhando-o atentamente, como uma costureira tirando as medidas de um manequim.

-Na verdade sou; ele respondeu gentilmente lhe entregando a sacola. –Aqui esta;

-Me desculpe a indiscrição, mas nunca lhe vi aqui; a senhora já de idade falou, como se tentasse ainda reconhece-lo.

-Eu vivi aqui durante dezoito anos, mas a cerca de dois anos mudei definitivamente para a Grécia; o ariano respondeu.

-Entendo; a senhora falou. –Obrigada por pegá-las pra mim, mas agora tenho que ir; ela agradeceu afastando-se.

-Não há por que agradecer, eu que as derrubei; ele respondeu com um sorriso gentil.

-Até; a senhora falou acenando-lhe.

-Até; ele respondeu num murmúrio, voltando seu olhar rapidamente para onde a jovem estava e não encontrando mais ninguém. Deveria estar vendo coisas; ele concluiu balançando a cabeça e voltando a caminhar pela feira em busca das coisas que precisava.

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-Demorou muito madrinha; uma jovem de cabelos castanho-esverdeado falou impaciente voltando-se para uma senhora já de idade que carregava uma sacola de maças.

-Oras, não seja impaciente criança; ela reclamou. –Tive apenas um problema no caminho.

-O que aconteceu? –ela perguntou visivelmente preocupada.

-Apenas esbarrei em um jovem na feira e a sacola caiu, por isso demorei, porque ele me ajudou a recolhe-las; a senhora respondeu apontando para as maçãs.

-Um jovem; Celina murmurou desconfiada. Estava tão acostumada a conviver com pessoas bem mais velhas do que si ali que ver a madrinha falando de alguém relativamente 'jovem' era novidade.

-Sim, ele já viveu a um bom tempo em Jamiel, mas agora reside na Grécia; a senhora respondeu, lançando um meio sorriso para a jovem.

-Alguém já lhe disse que é assustador quando sorri desse jeito? –a jovem perguntou cautelosa, com um brilho preocupado nos orbes rosados.

-Bem, você não acha que já esta na idade de sair mais? –a senhora perguntou com um sorriso maroto para a jovem que ruborizava.

-Madrinha; ela falou em tom de aviso. –Se a mamãe te ouve falando isso, vai ficar brava;

-Imagina, até mesmo sua mãe concorda que você esta precisando deixar esses treinamentos absurdos e sair um pouco; a senhora justificou.

-Pois eu não acho, se minha mãe disse que tenho que treinar, vou obedece-la e isso é a prioridade; Celina sentenciou, caminhando até a senhora e pegando a sacola de suas mãos. –Agora vamos logo, mamãe esta esperando a gente pro jantar; ela completou caminhando para a casa.

Minutos depois as duas pararam em frente a uma modesta casa quase no final da vila, as cortinas jaziam aberta e uma tênue fumaça saia por uma chaminé no telhado.

-Mamãe, chegamos; a jovem avisou entrando na casa.

-Finalmente, pensei que houvessem se perdido pelo caminho; Ilyria brincou, saindo da cozinha enxugando as mãos em um avental em volta da cintura. Os anos poderiam ter passado, mas ela ainda conservava as feições de uma adolescente e o constante treinamento com a filha ainda lhe mantinha em forma.

-Tudo culpa da madrinha; a jovem respondeu enfezada, lembrando-se do comentário que a mesma fizera, fazendo-a corar novamente.

-Celina, olha como fala com a sua madrinha; Ilyria a repreendeu, porém pareceu interessada com a reação da filha.

-Ilyria não brigue com ela, eu apenas comentei com ela sobre o belo jovem de cabelos lilás que encontrei na feira, afinal, não é todo dia que se esbarra em um rapaz tão gentil e bonito. Eu estava falando isso para ela, mas creio que Celina me interpretou mal; a senhora respondeu com um sorriso maroto.

-Eu? Ta bom; Celina resmungou em resposta.

-"Cabelos lilás, isso me lembra alguém"; Ilyria pensou intrigada.

-Algum problema, Ilyria? – a senhora perguntou, vendo o repentino silencio.

-Não, apenas estava imaginando quem seria esse jovem, não deve ser daqui não é? –ela comentou casualmente.

-Pelo pouco que conversei com ele, ele me disse que a uns dezoito anos atrás ele viveu aqui, mas nos últimos dois anos mudou-se definitivamente para a Grécia; a senhora comentou.

-"Não é possível"; Ilyria pensou colocando a mão na cabeça, enquanto sentia tudo a sua volta girar.

-Mãe; Celina chamou, correndo até Ilyria que procurou o apoio da mesa a seu lado para não cair.

-O que você esta sentindo, Ilyria? –a senhora perguntou preocupada.

-Apenas uma leve tontura, já estou bem; ela respondeu, recompondo-se, porem parecia suar frio. Não conseguia acreditar que aquilo realmente estava acontecendo.

IV – Entre Templos e Deuses

Ainda não acreditava que estava ali, quando fora a ultima vez que estivera ali, dezoito ou dezenove anos, isso não era mais importante. Vestindo apenas uma calça preta e um casaco por cima de uma camiseta, ele caminhava pela pequena estrada de terra que lhe levaria até aquele antigo templo budista.

-Posso ajuda-lo em algo, senhor? –um monge falou, ao vê-lo se aproximar.

-Ahn! Por acaso o Mestre Miatsu ainda vive aqui? –Shion perguntou, voltando-se para o monge que lhe fitava com certa curiosidade. Não era normal alguém tão singular quanto ele andar por ali.

-Infelizmente não senhor; o monge respondeu. –A cerca de dois anos ele faleceu;

-"Faleceu"; Shion pensou um pouco decepcionado, afinal, quase mal terminara de falar com Athena, sairá em disparada para o Tibet. –Ahn! E o senhor poderia me levar até o monge responsável pelo templo principal? –ele perguntou por fim.

-Me acompanhe, por favor; o jovem monge falou, seguindo para o caminho oposto que fizera, com Shion caminhando junto.

Continua...


N/a: A Toca do Baco é uma espécie de Restaurante três ambientes, mas vocês vão saber melhor como ele é na fic "Tempestade de Verão".