Fabby: eu só estava esperando a sua review para colocar o capítulo, agora já é a reta final, estou aceitando sugestões quanto ao nome do bebê se for menina, então pode dar sugestões muito obrigada pelas suas reviews, elas sempre me ajudam um bocado.

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Os túneis secretos começaram a ser estudados pela expedição Challenger, tão logo fora descoberto, era empolgante para eles, a idéia de um "transporte aquático" , nada mais de longas caminhadas pela floresta, e se eles tivessem sorte poderiam encontrar um caminho que leva-se até o portal, graças as instruções de Jarina, que conhecia muito bem os caminhos subterrâneos, Roxton não teve que servir de bode expiatório e o plano ia muito bem, não tanto quanto o plano de Marguerite, o de maximizar os sintomas de sua gravidez, só os que interessavam

Agora ela já desfilava pela casa sua barriga de sete meses, não dormia mais o dia todo, havia se cansado disso, agora ela preferia acordar Roxton no meio da noite, as vezes só para conversar, outras vezes para pedir comida, Marguerite estava finalmente aproveitando ao máximo os mimos concedidos por todos os habitantes da casa, que iam desde deixa-la dormir até tarde, a usar vestidos tecidos com fios de ouro.

Roxton, como futuro pai, lutava bravamente nos últimos três meses contra pedaços de madeira de cetim para construir um berço, sua primeira obra de marcenaria, ele queria derreter algumas pepitas de ouro para pintar o berço

quando estivesse pronto, até lá o grande caçador continuava a levar marteladas e pisar em pregos.

A investigação de Jarina posou os olhos sobre Marguerite, já tinha quase cem por cento de certeza que era ela a descendente de Morrighan, afinal de contas, o dom de saber falar qualquer idioma era muito incomum, a índia ainda havia observado o carinho com que Roxton cuidava de Marguerite, não era só por ela estar grávida, não era só por que ele a amava, e sim por estar destinado a isso, a proteger a herdeira, agora ela só precisava de mais um sinal.

-Então como é a Inglaterra? Disse Jarina na língua de sua tribo, um idioma antigo que quase não era usado, a não ser pelos mais velhos em ocasiões especiais.

-Grande e bonita. Disse Marguerite, ela estranhou como a índia iniciou aquela conversa, o que ela queria saber afinal.

-Você conhece Avebury? Perguntou Jarina surpreendendo a herdeira que estava preparando um chá das cinco.

-Você conhece? Perguntou Marguerite defensivamente.

-Não, mas eu gostaria muito, o Stonhenge. Jarina sorriu e atrevidamente serviu-se com o chá que a lady havia feito.

-Um círculo de pedras em pé? Aqui tem pedras muito mais interessantes. Marguerite voltou-se para o balcão da cozinha para apanhar uma xícara de chá e arranjou seus cabelos no alto da cabeça deixando a mostra a pele branca da sua costa, era dia muito quente, Jarina num instante percebeu que o sinal das costas da mulher era o sinal dos druidas, quando Marguerite retornou para mesa se surpreendeu com o rosto de Jarina a sua frente e esta num giro só fez a futura mamãe permanecer de costas para que o sinal fosse melhor observado.

- Lindo. O que isto? Perguntou a índia

-Um sinal de nascença não está vendo? Num esforço sobre humano de paciência Marguerite deixou a índia olhar de perto o sinal, afinal ela podia ser a chave da saída para o platô.

-Um sol, uma serpente, e a lua... murmurou Jarina.

- O quê? Perguntou a herdeira perplexa, neste momento a expedição Challenger chegava a base da casa da arvore.

-Olá garotas como vão às coisas por aqui? Perguntou Challenger

-Muito bem Professor. Disse em duplo sentido Jarina sorrindo de orelha a orelha, afinal agora ela tinha certeza que Marguerite era sim a herdeira de Morrighan.

-Muito bem então, nosso mapeamento também vai muito bem, descobrimos um túnel que desemboca perto do portal. Disse o Professor Challenger.

-Calma meu velho – disse Malone – Jarina, será que você pode nos dizer se o Rio cinzento é perto do portal?

-Sim, sim, depois do rio cinzento mais um dia de viagem e estamos lá. Disse a índia.

-Um dia de viagem? Eu pensei que esse túnel chegaria mais perto! - Disse Finn – Eu vou pro meu quarto. Disse a moça desesperançada

-Então amanhã mesmo estaremos a caminho do portal. Pelo tamanho da sua barriga você não vai né Marguerite? Disse Malone

Apesar da imensa vontade de ir, a futura mamãe sabia que não seria prudente entrar num túnel que a sugaria para um rio e andar mais um dia em mata fechada só para achar o portal que poderia ser amaldiçoado. – O que posso fazer? - ela percebeu Roxton muito calado, encolhido num canto –E você caladinho ai, se machucou?

-Não, só estou pensando. Disse o Lorde e caminhou até o lado dela

-Deveria fazer isso mais vezes. Ela disse e recebeu um beijo estalado do Lorde na bochecha que sorriu para ela.

-E o bebê Roxton, como vai? Disse Challenger e sentou-se na mesa, com Jarina e Malone, para comer algumas frutas.

-Muito bem, se mexeu o dia todo, e quase não se assusta mais com o barulho dos dinossauros. Disse Marguerite

-Sério? Ele esta se mexendo agora? Disse Roxton e levou a mão imediatamente a barriga da mulher.

-Agora que você colocou a mão, não mais. Lady Roxton começou a rir, já tinha se tornado uma piada, toda vez que Roxton ia colocar a mão para sentir o bebê se mover o bebê parava e o homem ficava com cara de tacho.

-Tudo bem bebê agora você pode se mover eu não estou mais com a mão na barriga da sua mãe. Disse Roxton emburrado e saiu da sala quando todos estavam rindo da cena.

-Falando em bebê, hoje você vai jantar uma sopa especial para ti fortalecer na hora do parto. Disse Verônica que já estava preparando o jantar, quando a herdeira abriu a boca para protestar, Challenger logo disse que era necessário toda a ajuda, pois o parto dependeria muito mais dela do que dele.

De manhã, Lorde Roxton puxava desajeitadamente o berço do seu filho para o quarto do casal, ele tinha escondido para fazer uma surpresa a Marguerite. O berço pronto ficou lindo com os detalhes dourados, e ainda havia cravado as letras M, J e R na cabeceira do berço, iniciais de Marguerite e John Roxton naturalmente e as imperfeições somente deixavam o berço mais charmoso, ele estava orgulhoso como um pavão, o único problema era que o berço tinha lotado o pequeno quarto completamente, e não tinha outro jeito já que a índia ocupava o antigo quarto dele.

-Oh John, ficou lindo – disse a Lady, igualzinho uma manteiga derretida –São essas pequenas coisinhas que me fazem amar você mais e mais a cada dia. Disse a Lady e enlaçou o pescoço do caçador com seus delicados braços.

-Pequeno? Você não viu o tamanho deste berço? Disse o homem e riram

- Alguns cobertores e um bom mosqueteiro aqui e vai ficar perfeito!.- Disse a mamãe – espero que seja resistente o suficiente.

-Óbvio que é, a não ser que você dê a luz a um bebê t-rex. Disse o Lorde e desatou em rir do rosto indignado da esposa.

-Que piada sem graça John Roxton! – retrucou a herdeira – que letras são essas aqui? Nossas iniciais?

-Sim, este berço foi especialmente feito para os nossos bebês.

-Bebês? Disse Marguerite

-Sim, quero ter mais filhos com você. disse o lorde e beijo os lábios de Marguerite que recuou e tropeçou em algo.

-John você precisa tirar essa sua mesa daqui! Nem da pra andar com o quarto cheio assim! Disse Marguerite.

-Não, amor a mesa é muito útil, temos que tirar este seu trocador isto sim. Disse Roxton e começou a retirar o trocador, enquanto sua esposa protestava.

-Lorde Roxton volte já aqui! Eu preciso desse trocador pra mudar de roupa.. Roxton carregava o trocador por um corredor até um depósito onde o deixou, e estava sendo seguido por Marguerite.

-Não precisa, pode mudar de roupa na minha frente, eu não vou me incomodar. Um sorriso cínico brotou dos lábios do Lorde inglês, e a Lady cruzou os braços na frente dele e não pode evitar um sorriso no canto dos lábios.

-Ou posso mandar você sair do quarto e manter minha privacidade. Disse a herdeira com um sorriso triunfante.

-Por que tanta privacidade na minha frente, quando há muito mais diversão quando não há privacidade nenhuma entre nós? Roxton encaminhou-se até ela e a abraçou, Marguerite queria permanecer séria, mas ela não pode conter uma risada quando ele começou a colher beijos rápidos dos lábios da herdeira.

-Roxton... oh desculpe. Disse Malone

-Tudo bem Malone, qual o problema? Disse John

-Está tudo pronto para a expedição, afinal de contas você vem ou não?

-Por que não esperamos mais um pouco, a estação das chuvas está perto. Disse o Lorde incerto, ele estava dividido entre duas paixões: sua esposa e a aventura.

-Por isso mesmo devemos ir agora. Disse Malone como se isto fosse lógico, ao ver a hesitação do marido Marguerite intrometeu-se.

-Você tem que ir Roxton, não esqueça que pode ser uma saída do platô. Ainda hesitante John confirmou sua presença e se aprontou para mais uma aventura, mas ele ainda não podia se afastar do sentimento de que deixar Marguerite não seria uma boa idéia, mas por um momento pareceu ilógico pensar que sua Lady era uma flor frágil "ela deve ficar bem" seus pensamentos foram interrompidos por um beijo estalado na sua bochecha.

-Meu cavalheiro de armadura reluzente, você tem mais uma chance de mostrar que é meu herói. Disse Marguerite num tom muito amoroso, que ela só havia descoberto que tinha poucas semanas após o seu casamento, o qual era reservado somente para ele, isto fazia o coração do homem se enternecer.

-Já provei isto tantas vezes, quer que eu prove de novo? Disse ele envolvendo-a em seus braços.

-Quero dizer que é sua chance de nos salvar de uma vida inteira no meio da selva. Ele a beijou e disse

-Você acabou com todo o romance com esse comentário. - Roxton ajoelhou-se para encostar o ouvido na barriga de Marguerite que agora já estava bem grande, na esperança de sentir seu filho mover-se, sua esposa acariciava a cabeça dele amorosamente enquanto apoiava sua mão sobre a mão do marido, o que tinha se tornado um costume. Apesar de a gravidez estar no trimestre final, o pai ainda não havia sentido seu filho mover-se, toda vez que Marguerite chamava-o assim que ele encostava a mão na barriga dela o bebê parava, parecia de propósito, mas neste dia o bebê resolveu dar uma chance a seu pai, Roxton levantou-se ainda com as mãos na barriga da mulher que ele amava e beijou-a lentamente, foi quando sentiu, finalmente!, o bebê mexer, Roxton subitamente foi tomado por um profundo amor por seu filho, e abraçou Marguerite mais uma vez firmemente. – Eu amo você. ele disse e beijou a testa pálida da mulher, abaixou-se e beijou a barriga dela – E eu amo você também. Ele levantou-se apanhou suas armas e mochila

-Nós também te amamos muito - Finalizou Marguerite com um ultimo beijo nos lábios –E vamos amar muito mais se você achar a saída do platô!

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