Meninas quando tempo, ai ai estive meio ocupada com os estudos e isso enrola a gente pra caramba.

Gostei muito das reviews vcs são unicas, espero que gostem dos capitulos.

Beijos ^-^

Rukia-hime mesmo o inu não querendo o amor já esta surgindo nele.

Lust Lotu's que alma nesse universo poderia ficar fria se um deus grego como o inu, estivesse por perto realmente impossível.

Será que e amor mesmo ou o ritual deu certo.

Izaaa rsrsrsrsrsrsrs, só vc mesmo a mãe.

Hachi-chan 2 vc é única nas suas reviews, nos capítulos que postei hoje o inu vai descobri o que aconteceu com a kagome, mas só que da pior maneira. A eu também acho fofo eles juntos e já estou até visualizando daqui a alguns anos quando o shippo começar a adormenta o inu, o coisa linda.

Só vou contar pra vc, o sesshy e a rin estão em lua de mel e eles só vão aparecer agora quando a família se reunir que será na terceira parte dessa fic que e a do mirok a da sango.

Meyllin meninas eu não postei antes por que a meyllin erro, brincadeira. Alias o amor da vida do inu foi a Kikyo (pode colando essa cadeira no lugar, nada de jogar cadeira em mim), mas ela não quis nada com ele(o mulher burra).

individua do mal menina o inu ficou até meio receoso depois que ele leu sua review, coitado da esperançoso mas até agora nada.

bruna-yasha valeu, espero também que vc tenha gostado desses capitulo.

CAPÍTULO 7

Mendigos não pode se dar ao luxo de escolher, Kagome se decidiu. Ela e Inuyasha estavam em uma linda carruagem puxada pelos mais belos cavalos que Kagome já vira. Era estranho viajar em tão grande estilo, ainda usando outro vestido emprestado do guarda roupa de Rin Taishou, sentando na frente do homem que Kagome supunha ser o mais belo de toda Londres... talvez o mais lindo homem vivo.

— Os cavalos — ela comentou. — Notei que eles se assustaram quando você se aproximou da carruagem. Eles sentem que há algo errado com você?

— Uma grande inconveniência considerando-se que cavalos são nosso meio de vida — ele disse amargamente. — Nós os criamos — ele explicou. — Não temos rivais na Inglaterra como criadores dos melhores cavalos.

Kagome se surpreendeu.

— Pensei que vocês tivessem herdado a fortuna. Nascidos com ela.

— E assim é — ele admitiu. — Mas um homem deve ter algo para fazer. Ou pelo menos meus irmãos consideram que os cavalos são um modo honrado de manter a saúde da fortuna da família.

— Gosto de pensar nisso — Kagome decidiu. — De Shippon trabalhar com cavalos. Será bom para ele.

Inuyasha sorriu de modo triste.

— Eu já gostei muito. Até...

— Posso fazer algo sobre isso — Kagome se ofereceu. — Um óleo para cobrir sua pele e disfarçar o cheiro do lobo a que os cavalos reagem. Podemos tentar se você quiser.

Ele subitamente saiu de seu assento e foi para o lado dela.

— Você o sente? Sempre me pergunto se eu tenho um cheiro estranho que os outros possam sentir, como com os cavalos.

Ela estava de guarda baixa quando ele de repente se inclinou para ela e tirando o alto colarinho instruiu.

— Me cheire.

Já pediram para Kagome fazer muita coisa estranha na vida, mas nunca antes um homem lhe pedira para cheirá-lo.

— Tenho certeza de que não tem — ela lhe assegurou. — Eu... eu teria percebido.

— Você poderia estar distraída — ele sugeriu, uma ponta de sorriso brincando em sua boca perturbadoramente sensual. — Me cheire agora enquanto você está focada somente nisso.

Ela queria rolar os olhos. Ao invés disso, ela se curvou na direção dele e pressionou o rosto contra a garganta dele. Ela inspirou o seu cheiro. Não era ruim. Muito pelo contrário, ele cheirava a sabonete e água e talvez um pouco de sândalo.

— Você cheira muito bem — ela disse.

— Você também — A cabeça dele se voltou para os cabelos dela. — Madressilva?

Kagome se endireitou abruptamente. Ela colocou distância entre eles.

— Sim. Eu seco as flores, as esmago e as adiciono em meu sabonete.

— Muito bom — ele comentou, sua voz baixa e rouca. — Você cheira bem o suficiente para se comer.

Kagome não estava certa de como encarar o cumprimento. Ela olhou para fora pela janela para as transbordantes ruas de Londres e não disse nada. Ela pensou que o ouviu rir suavemente pouco depois.

Ela esperava que a experiência de Inuyasha com mulheres e moda os conduziriam talvez aos bordéis escondidos nos subúrbios da cidade. E sentiu o queixo cair quando a carruagem parou diante da maior casa que já havia visto. Parecia mais um castelo. O lacaio abriu a porta para eles. Inuyasha desceu e estendeu a mão para Kagome.

Ele o fez sem pensar, ela compreendeu. Ele podia dizer que não era um cavalheiro, mas a educação estava ali, querendo ele reconhecer ou não. Ela pegou na mão dele e desceu. Rapidamente ele a conduziu para longe da carruagem e dos cavalos que já estavam começando a sapatear nervosamente. Inuyasha a levou pelo longo caminho que ia até a porta da frente.

— Quem mora em tal lugar? — Kagome sussurrou, temendo que seus olhos estivessem arregalados e sua boca aberta como diziam os plebeus. — O próprio rei?

— Uma amiga — respondeu Inuyasha. — E não, não o rei.

Ele disse a palavra "amiga" com um calor na voz que provocou uma reação estranha dentro dela. Ela não gostou disso, compreendeu. A familiaridade com que ele falava dessa mulher. Seria uma amante? Oh Deus, pior, seria a mulher para quem ele havia entregado o coração?

Ela e Inuyasha chegaram diante da maciça porta da frente e ela se abriu. Um homem, um quase tão empertigado quando Jaken, os cumprimentou.

— Sua graça os espera — ele disse formalmente. — Por aqui, por favor.

— Por que ela está nos esperando? — Kagome sussurrou enquanto seguiam o homem.

— Mandei um bilhete antes de virmos — Inuyasha explicou. — Não é apropriado aparecer sem se anunciar.

Vendo-o se comportar desse modo apropriado era intrigante. Ele estava imaculadamente vestido. Mesmo em um dos finos vestidos orquídea de Rin, Kagome se sentia pálida em comparação a Inuyasha.

Eles foram conduzidos para um grande salão onde uma senhora de idade estava sentada num banco de veludo super estofado. Seus cabelos grisalhos estavam ficando ralos e ela já estava quase careca no topo da cabeça. Havia um brilho nos olhos dela quando olhava para Inuyasha, contudo, que permitiu que Kagome visualizasse a garota que ainda vivia dentro do corpo da velha mulher.

Ela estendeu as mãos manchadas pela idade.

— Inuyasa, meu garoto. Rezei para que os boatos afirmando que morrera fossem falsos. Partiu meu coração, e ainda fazia muito tempo que havia visto seu lindo rosto.

Ele foi para perto da mulher, pegou as mãos dela e se apoiou sobre um joelho.

— Duquesa, a cada vez que lhe vejo a senhora está mais bonita.

Ela riu como uma menininha antes de seu rosto enrugado ficar sério.

— Querido menino, o que aconteceu com você? Por onde andou?

Kagome observava Inuyasha de perto. Que explicações daria a mulher? Ele parecia medir as palavras cuidadosamente.

— Estava em uma missão particular — ele respondeu. — Numa pequena vila. Houve um incêndio. Todos pensaram que morri. Fiquei ferido e levei algum tempo para poder voltar para casa.

Os olhos inteligentes da mulher se moveram na direção de Kagome.

— E sobre os boatos de que se casou? De que tem um filho?

Agora era hora de testar a palavra de Inuyasha. Kagome levantou uma sobrancelha quando ele olhou para ela. Negar que Shippon fosse seu filho já quebraria o acordo deles. Ele puxou o colarinho.

— Existe uma criança — ele admitiu. — Um filho. Mas não me casei com a mãe dele.

A mulher franziu os lábios.

— E por que não, Inuyasha?

Novamente, seu olhar vagou na direção de Kagome.

— Ela é uma plebéia, sua graça.

Quando a dama olhou na direção dela, Kagome endireitou a coluna. Ela podia ser plebéia, mas tinha orgulho próprio. Era a única coisa que lhe restara.

— E ela tem um nome? — a dama perguntou, seus lábios se curvando levemente nos cantos como se dando a Kagome um sinal de aprovação pela sua postura defensiva.

— Kagome — ela respondeu suavemente.

— E você concorda com isso, Kagome, que esse homem a leve para a cama, descuidadamente plante a semente dele dentro de você, e não tenha consciência de endireitar seus pecados perante os olhos de Deus?

Kagome não sabia como responder. Ela imaginava ser do único modo que sabia.

— Fazer essas coisas, creio, é um hábito das classes superiores, minha senhora.

Para sua surpresa, a mulher jogou a cabeça para trás e riu.

— Você está absolutamente certa, minha querida, e você deve se dirigir a mim como "sua graça". Eu sou a duquesa-mãe de Brayberry. Ser comum não é apenas uma condição de nascimento.

Que mulher mais estranha, Kagme pensou. Primeiro compra um cavalo campeão, depois cortas as pernas dele durante a corrida. Mas a mulher demandava respeito. Qualquer um que pudesse fazer Inuyasha se contorcer debaixo de suas acusações o ganharia da parte de Kagome.

— Sim, sua graça — ela disse.

— Você vai se casar com essa garota, Inuyasha — a duquesa disse de modo súbito.

Foi difícil dizer qual dos dois parecia mais chocado. Kagome sentiu a cor fugir de seu rosto. Os olhos de Inuyasha se arregalaram.

— Nem mesmo a senhora, milady, pode exigir tal coisa de minha parte — ele disse, não mais parecendo o garotinho corado sendo repreendido pela mãe.

A mulher colocou a cabeça de lado e o observou.

— Não no sentido legal, mas eu prometi a sua mãe que cuidaria de você. Guiá-lo na direção certa quando eu pudesse. Você é um homem sem responsabilidades, Inuyasha. É chegada a hora de responder pelos seus modos selvagens. Kagome pode ser realmente uma plebéia, mas você poderia conseguir coisa pior, e imagino que já o fez — acrescentou friamente.

— Kagome é uma bruxa.

Agora foi a hora da dama empalidecer. Seu olhar de aço se voltou para Kagome.

— Esse moço está apenas a insultando ou está falando no sentido literal, querida? — a mulher perguntou a ela.

O rosto de Kagome empalideceu novamente.

— Eu sou uma bruxa — ela respondeu. — Assim como o foi minha mãe, e a mãe dela e a mãe da mãe dela antes disso.

A duquesa simplesmente a ficou encarando. Kagome se preparou para ser expulsa da grande casa, quaisquer pensamentos sobre casamento entre Inuyasha e ela prontamente abandonados pela mulher.

— Que interessante — ela finalmente respondeu. — Ainda assim, como já disse, ele podia conseguir coisa pior. Você é realmente adorável.

Embora sentisse que começava a ficar vermelha, Kagome lutou contra isso. A mulher estava levando o jogo longe demais, e certamente ela não estava falando a sério, estava apenas implicando com Inuyasha.

— Penso que eu poderia conseguir algo melhor, também — ela disse no que esperava ser um tom arrogante. — Que ele cumpra com sua palavra de cuidar de meu filho, fazer com que ele seja criado de maneira apropriada e não seja maltratado é tudo o que me importa.

— Só isso, realmente? — a mulher perguntou.

— Agora que resolvemos esse assunto, podemos tratar do motivo pelo qual trouxe Kagome aqui hoje? — Inuyasha interrompeu, e Kagome pensou que ele parecia aliviado por se livrar dos assuntos casamento, consciência e dever para com sua mãe. — Kagome precisa de um novo guarda-roupa e pensei que a senhora poderia ajudá-la a esse respeito, sua graça — ele disse — Eu não entendendo...

— Não tão rápido, meu rapaz — a duquesa o interrompeu. Voltando-se para Kagome. — Então, você está me dizendo que não se importa se esse homem lhe tratar, a você, mãe do filho dele, segundo ele mesmo admitiu, como se trata uma prostituta?

— É claro que me importo — Kagome disse sem pensar. — Mas, — acrescentou rapidamente — nós fizemos um acordo.

A mulher levantou uma sobrancelha e olhou para Inuyasha.

— Sim, um acordo — ele declarou.

Kagome estava pensando que isso não era da conta da mulher. Inuyasha deu voz a seus pensamentos.

— Isso é entre Kagome e eu.

— Tem a ver com a maldição?

Inkuyasha arregalou os olhos novamente antes de se recompor.

— Como disse, sua graça, e não querendo lhe faltar ao respeito, isso é um assunto particular.

— Você acha que ela pode quebrar a maldição — a mulher subitamente especulou. — É esse o trato entre vocês? Ela irá quebrar a maldição, e em troca, você assumirá a responsabilidade por uma criança pela qual deveria ser responsável de qualquer maneira?

O silêncio foi crescendo. Inuyasha manteve a palavra de assumir Shippon mesmo perante uma mulher que obviamente mantinha laços estreitos com sua família. Kagome não tinha tal obrigação.

— A criança não é dele — ela disse. — Quero que Shippon tenha uma vida melhor do que a que posso dar a ele. Inuyasha concordou em fazer isso por mim e em troca eu concordei em ajudá-lo com o seu... problema.

— Então ele lhe contou sobra a maldição da família? — a duquesa perguntou. — A verdadeira? Não o boato?

De repente Inuyasha se aproximou para encarar a mulher.

— Duquesa, o que a senhora está perguntando?

A mulher encontrou os olhos dele.

— Eu sei da verdade, Inuyasha. Eu era a melhor amiga de sua mãe e a confidente dela. Sei o que levou sei pai ao suicídio e sua mãe à loucura, e depois a morte.

— Então deveria saber que não posso me casar — ele respondeu com rigor, mas Kagome viu que ele estava visivelmente abalado pela confissão da mulher.

Ela acenou com as mãos.

— Sesshoumaru está casado.

— E a caminho da ruína — Inuyasha atacou. — Vou poupá-lo disso.

A mulher estendeu uma mão para ele.

— Inuyasha, Sesshoumaru e Rin estão felizes. Não tenho certeza do que aconteceu entre eles. Eles compareceram a um baile que dei, então fiquei doente e eles partiram para a residência de campo. Sesshoumaru me enviou um bilhete me prometendo uma longa conversa quando regressassem. O que quer que tenha ficado entre eles, não mais existe, penso eu. Estou rezando.

Inuyasha finalmente pegou a mão que ela lhe estendera. Ele se inclinou em um joelho.

— Mas por quanto tempo? E o que dizer das crianças? Os filhos deles? A senhora me acusa de ser irresponsável, e de forma justa, mas eu vou quebrar a maldição que paira sobre minha família. Faço isso por Sesshoumaru e Mirok, se não por mim mesmo.

Kagome se sentia como se estivesse se intrometendo num assunto particular. A mulher apertou a mão dele.

— É uma busca honrada, Inuyasha. Mas suas ações não são honradas para com essa mulher que você permitiu viver sob seu teto. Essa mulher cujo filho você vai assumir como seu. Dê a ele o seu nome. Sua mãe iria querer que assim fosse.

Ele abaixou sua cabeça e fechou os olhos por um momento. Sem olhar para cima, ele disse.

— Minha mãe nos abandonou. Não vivo minha vida para agradar aos mortos.

— Ou aos vivos — a duquesa acrescentou com sarcasmo. Os olhos da mulher se suavizaram sobre ele. — Ela amava você, Inuyasha. Amava todos vocês. Ela era fraca. Você deve ser mais forte, e você o é. Posso ver que você é.

Pega nessa troca, Kagome sentiu que as lágrimas lhe enchiam os olhos. Ver Inuyasha ajoelhado perante a mulher, sua dor evidente, a afetou mais do que ela desejava. Parecia que os dois se esqueceram que ela estava na sala. Ele devia lembrar a eles.

— Não desejo me casar com Inuyasha — disse a eles. — O trato é tudo o que me importa.

Inuyasha olhou a mulher nos olhos um pouco mais antes de liberar a mão dela e se levantar. Ele olhou para Kagome com rigor.

— A duquesa está certa. Nós nos casaremos, mas manteremos nosso acordo. Depois que quebrarmos a maldição, você vai embora.

Os joelhos de Kagome quase entortaram.

— Casar? — ela murmurou.

— É por sua culpa que a maioria aqui em Londres acredita que já somos casados — ele relembrou a ela. — Além disso, será melhor para Shippon. Você quer que as pessoas o chamem de bastardo pelas costas? Você quer que ele viva com essa vergonha?

Kagome viveu com a vergonha por toda sua vida. Poderia se casar com Inuyasha? Por Shippon, ela supunha que sim, desde que Inuyasha entendesse que o casamento não mudaria nada entre eles.

— Apenas no papel — ela especificou.

Ele deu de ombros.

— Se for isso o que deseja.

— Então está combinado — a duquesa respirou, parecendo orgulhosa de si mesma.

— Obter uma licença especial não será fácil — Inuyasha disse a ela.

— Encha bem os bolsos do arcebispo e verá que é mais fácil do que pensa, meu rapaz — a mulher afirmou.

O estômago de Kagome se apertou. Ela tentava se assegurar de que o casamento entre eles não mudaria nada. Na realidade, era bom. Bom para Shippon. Era tudo o que importava, não era?

— Agora, o que você estava tentando me dizer sobre um novo guarda-roupa para Kagome? — sua graça perguntou a Inuyasha.

— Ela precisa de roupas novas — ele respondeu distraidamente. — Sei que uma costureira não iria a minha casa, certamente não sozinha. Pensei que a senhora poderia ajudar.

— É claro — a mulher estudou Inuyasha por um momento. — Por que você não vai embora e deixa que Kagome e eu vejamos isso? Você parece estar precisando de uma bebida bem forte, meu rapaz.

O pânico quase inundou Kagome. Ela não queria ficar sozinha com uma estranha. Mas Inuyasha também era um quase estranho para ela, também. Ele a deixaria sozinha?

Ele concordou com a cabeça.

— A senhora tem razão, preciso mesmo de uma bebida.

— Mandarei Kagome para casa em minha carruagem tão logo terminemos — a mulher disse. — Pode ir embora agora.

Kagome ousaria enviar a Inuyahsa a mensagem de que não se importava em ser deixada só em um ambiente desconhecido num lugar que claramente estava fora de seu elemento? Ele estava olhando para ela, ela percebeu, esperando permissão para sair. Ela não queria que ele pensasse que ela precisava dele, nem por um momento. Shippon precisava dele, mas Kagome não. E aonde a bebida o conduziria? Aos braços de uma mulher desejosa? Isso não devia incomodá-la. Ela lhe dissera para procurar prazer em outro lugar. Então por que isso a incomodava?

— Ficarei bem — ela mentiu.

Seus lábios sensuais se ondularam.

— O que mais um homem pode pedir? Uma esposa que alegremente o manda para a boêmia.

— Tenho certeza de que você encontraria o caminho facilmente sem minha ajuda — ela afirmou. — Seu passado é prova disso.

Eles se encararam por um longo tempo. Ele finalmente se virou e saiu.

— Oh, Deus! — sua graça observou. — Que faíscas maravilhosas há entre vocês dois. Penso que será bom para Inuyasha, minha querida.

Kagome respirou profundamente.

— Não tenho certeza de que será bom para mim.

A mulher bateu no assento ao lado dela.

— Venha e se sente, minha querida.

Kagome fez como ela mandou. Elas se sentaram em silêncio por um momento, então a mulher se virou para ela.

— Você é realmente uma bruxa?

Kagome suspirou.

— Sim.

— Você poderia me dar algo para os meus cabelos? — a duquesa abaixou a cabeça para que Kagome visse a careca debaixo dos finos fios que se alojava atrás de sua cabeça. — Não acho que alguém tenha notado, mas estou ficando totalmente careca.

Seus lábios estremeceram, Kagome quase sorriu. Infelizmente, ela não conseguia se lembrar de sorrir muito em sua vida. Quando a mãe ainda estava viva, ela conseguia extrair um sorriso, ou uma risada ocasional dela, mas na maior parte do tempo, Kagome era uma pessoa muito séria.

— Creio que posso fazer uma poção para colocar em seus cabelos que pode ajudar — ela disse.

— Seria maravilhoso, minha querida — a duquesa disse. — Agora se levante, deixe-me dar outra olhada em você.

Kagome não estava acostumada a fazer o que os outros mandavam. Ela tinha estado sozinha no mundo desde os dezesseis anos, quatro anos agora desde que a mãe morrera. Todavia, ela se levantou do banco como a mulher havia pedido.

A duquesa girou o dedo.

— Vire-se.

Novamente, Kagome obedeceu.

— Ainda bem que você não tem muito com o que se trabalhar, Kagome. Seus cabelos são lindos. Ainda assim, você tem uma silhueta bonita, e sua pele é perfeita. Conheço uma costureira em Bond Street que saberá exatamente que cores aumentarão sua beleza, e quais devem ser evitadas. Mandarei um bilhete imediatamente para ela solicitando que venha nos fazer uma visita para prova de roupas.

— Hoje? — Kagome piscou. — Ela virá hoje?

— Se eu pedir a ela — a duquesa respondeu com uma risada. — Eu a paguei muito bem por seus serviços esses anos todos. Ela sabe de que lado do pão está a manteiga.

— Isso seria maravilhoso — Kagome respondeu.

— Estou pensando que você deveria ter um vestido especial para o casamento.

O estômago de Kagome derreteu novamente.

— Não é necessário — ela argumentou. — Será um casamento curto. Não é necessário colocar sentimento nesse assunto.

A duquesa simplesmente a encarou. A encarou por um longo tempo. Tempo suficiente para que Kagome se incomodasse com as dobras em seu vestido.

— Mas você gostaria que fosse mais do que isso, não é?

— Não — ela respondeu automaticamente. — Por que deveria?

A dama deu de ombros.

— Por que não deveria? O homem aceitou em cuidar do bem estar de seu filho. Será fácil para você ser separada da criança?

0 pensamente quase trouxe lágrimas aos olhos de Kagome.

— Não — ela respondeu. — Me mataria abandoná-lo. Eu o amo tanto.

— Então por que não tentar fazer com que o casamento seja de verdade? — a duquesa perguntou. — Você não pode lançar um feitiço sobre o jovem Inuyasha?

Kagome olhou para as mãos ásperas.

— Eu tentei — admitiu. — Parece não estar funcionando.

— Espero que se saia melhor com o meu cabelo — a mulher se preocupou. Ela sacudiu as mãos para dissipar sua preocupação. — Você terá que simplesmente ganhá-lo do velho jeito então. Com beleza e charme e graça.

— O que faz a senhora pensar que eu quero Inuyasha como um marido de verdade? Ele é arrogante, sem mencionar que é amaldiçoado. Ele é...

— Eu sei — a duquesa a cortou. — Ele é um homem de muitas mulheres, e um bêbado, dizem alguns. Mas se você conseguir tirá-lo dos bordéis e da garrafa, ele seria um bom marido. E ele não é ruim de se olhar, isso com certeza. Todos os rapazes Taishous são lindos como o pecado. Se você disser que ele não é agradável aos olhos ou você é mentirosa ou cega.

— Eu não sou cega. Ele é muito bonito — Kagome admitiu. — Mas sua beleza não é tão importante para mim quanto suas boas ações. Além disso, nós somos diferentes, do resto da sociedade e um do outro. Eu não fui criada como ele foi criado. Eu não sei nada sobre os hábitos e maneiras de uma dama.

— Não se preocupe — a duquesa gargalhou. — Eu a tomarei sob minha proteção, Kagome. Em pouco tempo, você será tão refinada como as jovens damas que nasceram em berço de ouro. Eu a transformarei na esposa de que Inuyasha possa se orgulhar.

As afirmações da dama a atingiram. Por que Kagome se importaria se Inuyasha a achasse agradável? Se ele fosse se importar com ela, por que não aceitá-la como ela era? Ela sacudiu a cabeça. No que estava pensando? O acordo tinha sido feito. O futuro de seu filho estava estabelecido, e o seu futuro também.

— E ele é rico — a duquesa acrescentou pensativamente. Ela subitamente sorriu. — Vamos gastar muito dinheiro dele enquanto ele está bebendo e, perdoe-me por dizer isso, mas conhecendo Inuyasha, e saindo com as prostitutas também.

O pensamento não devia perturbar Kagome nem um pouco. Ela lhe dera permissão, afinal. Ela mordeu o lábio inferior e tentou ignorar a pontada de ciúmes que cresceu dentro dela. Um momento depois, ela respirou profundamente, voltou-se para a mulher e sorriu.

— Sim, vamos gastar o dinheiro dele.