Nota: Naruto © pretence à Kishimoto Masashi.
Capítulo VIII
A porta fechada
"Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para rua...
Perdição da minha vida!"
(Cecília Meireles)
─ Oi, Iruka-kun!
─ Olá, Kurenai-san.
─ Indo para a academia?
─ Sim... Preciso preparar alguns testes para o Exame Chunnin, juntamente com Shikamaru, e ele costuma ser bem pontual.
─ Entendo. - Olhou para a sacola que levava nas mãos e sorriu – Estou indo visitar a Anko. A Quinta ainda não permitiu que ela voltasse para casa... Por conta dos ferimentos, mas ela logo ficará bem.. Assim que vir estes dangos¹ que comprei para ela.
─ É verdade. ─ Iruka sorriu, olhando para o chão, e de volta para a Jounnin à sua frente.
─ Gostaria de ir comigo?
─ Creio que não seja má ideia, mas não creio que ela gostaria de me ver... Nossa última conversa não foi... Como posso dizer... tranquila. ─ o constrangimento invadiu seu semblante, até então, plácido.
─ Entendo. De qualquer forma, acredito que ela gostaria de conversar com alguém. Preciso dar atenção aos meus alunos e... Bem, apareça lá. ─ Inclinou a cabeça para o lado, sorrindo. ─ Até mais.
Isso fora há dois dias. E ele estava ali para vê-la, em sua folga da Academia. Ainda não se decidira a ideia foi boa ou ruim. Mas, ao vê-la de costas para ele, quase... Anko parecia mais magra e frágil, como se a índole sanguinária dela tivesse abrandado com a sua convalescença. Seus olhos claros estavam escurecidos pelas olheiras, e semi-ocultos pela franja comprida e despenteada, enquanto ela , lentamente, voltava-se para ele.
─ Desculpe-me, Iruka. Esperava por outra pessoa... Ela prometeu-me algum contrabando da casa de chá. ─ falou ela, enquanto cobria-se mais com o lençol.
"Por que é que eu vim aqui?", indagava-se, aproximando-se lentamente da cama, e depositando um pequeno embrulho sobre a mesa de cabeceira. "Sinto falta dela. Minha vontade é abraça-la, beija-la, mima-la, deixar que ela faça o que quiser de mim, mas não posso! Nós 'terminamos' há muito tempo. Não temos os mesmos objetivos. Não somos nem sequer amigos do peito. O que tivemos não passou de um bom divertimento das suas horas vagas e..." seus olhos estreitaram-se. "E eu curti cada um daqueles dias, daqueles minutos, das tardes de sábado quando as tínhamos. Por que, Anko?"
A dúvida da última questão comprimia-lhe o peito de maneira absurda. Quando seus olhos se encontraram, ele apenas sorriu, e acenou.
─ Eu fui o encarregado da vez, Anko-san. Mas, não se preocupe. Não a aborrecerei mais. Estou saindo...
Ela sentou-se fazendo com que uma tontura a fizesse fechar os olhos. As palavras malcriadas que intencionava dizer-lhe morreram-lhe antes de tomarem forma em sua boca, e tudo que ela pode dizer, de qualquer forma foi...
─ Obrigada, Iruka-kun.
A porta já havia sido fechada.
N.A.
Agora, depois de quase dois anos sem atualizar, resolvi voltar à vida das fanfics. A minha faculdade ainda não me deixa muito tempo livre, mas escrever é algo que gosto. Claro que não ficará como o protótipo de antes. Muita coisa aconteceu em Naruto desde então.
Espero que minhas companheiras nesta viagem pelo universo do Kishimoto não seja feita sozinha.
Um abraço e espero que gostem.
Millady-dono.
