Capítulo Sete – Surpresa agradável
Bella e eu estávamos saindo há quase um mês e eu amava isso. Era ótimo poder estar sempre perto dela, abraçando-a, beijando-a, ou simplesmente admirando seus olhos que me encantam tanto.
Mas a cada dia que se passava, estava mais difícil nos encontrarmos. Eu quase sempre ficava preso na revista, ou ela tinha alguma obrigação no Café. E nosso tempo, que já era curto, ficava mais curto ainda.
Nesse último final de semana que se passara, eu sequer havia falado com ela. E isso me machucava profundamente. Eu sabia que ainda não éramos oficialmente namorados, mas éramos algo próximo disso, e eu queria sempre estar perto dela.
Segunda-feira.
Mais um dia cansativo nessa revista. Não que eu não gostasse de fazer isso, mas eu queria mesmo é poder estar perto de Bella. Terminei de entregar algumas fotos na editora da revista, e fui para a sala de Marie. Ela disse que gostaria de me mostrar algumas modelos que foram contratadas na parte da manhã, e que, provavelmente teria uma surpresa para mim.
Curioso, como sempre fui, caminhei rapidamente por todo o departamento até chegar a sala de Marie. Camille, ao me ver, sorriu e disse que eu podia entrar. A sala estava como sempre, completamente organizada. Marie estava à frente de sua mesa, com um enorme sorriso. Ao seu lado esquerdo, estavam todas as modelos.
Eu fui passando meu olho em casa uma delas, e senti meu coração parar por um momento, quando vi Bella.
Seria alguma alucinação? Algum devaneio maluco de minha cabeça? Talvez fosse por eu estar sentindo muito a sua falta. Eu não sei o motivo, mas ali estava ela. Parada e me olhando timidamente, com um enorme sorriso em seu rosto.
E, meu Deus do céu, ela estava maravilhosa.
No momento eu tinha muitas perguntas se formando em minha mente, mas a principal delas era: o que Bella estaria fazendo aqui? Ou melhor: porque ela estava aqui?
Ela sorriu lindamente para mim, e eu avaliei suas roupas. Céus, ela estava perfeita. Bella usava um vestido tomara-que-caia florido num tom avermelhado, que dava um contraste perfeito em sua pele clara e lisinha. Em seus pés estavam sandálias de salto alto, e ela mantinha os cabelos presos em um coque mal feito, que fazia algumas mechas de seus cabelos caírem em seus ombros nus. (Link do look)
Olhei indagadoramente para Marie, que apenas sorriu, assentindo a dúvida que se passava em meu olhar. Era inacreditável! Bella trabalharia mesmo aqui na revista?
- Boa tarde, eu sou Edward Cullen – me apresentei.
Todas responderam em uníssono e Marie sorriu.
- Ele é o fotógrafo da revista, garotas. Edward, essas são Natalie, Julie, Francine, Mary e bem, Isabella você já conhece.
Assenti e ela riu.
- Garotas, vocês podem ir agora. Por favor, deixem-me a sós com o Sr. Cullen.
Elas assentiram e meu olhar não desgrudava de Bella. Eu queria voar nela, abraçá-la, beijá-la, encarar seus olhos, indagar o que ela fazia aqui. Eu queria entender os motivos, queria... sei lá. Eu apenas queria ficar ao lado dela.
Todavia, eu não poderia fazer isso agora, pois Marie parecia querer conversar comigo. Ela gesticulou que eu sentasse e sentou-se em sua poltrona logo depois. Fiz o que ela pediu, e aguardei que ela começasse.
- Edward... você sabia que a Isabella faria o teste para a revista?
- Não, Sra. Jalou, eu não sabia.
- Eu estou confiando em você, Edward. Seu trabalho é excelente e eu não gostaria de trocar o fotógrafo dessa sede... Olha, serei sincera com você, está bem?
- Sim, senhora.
- Você sabe que a política da empresa não permite relacionamentos amorosos aqui dentro, certo? Portanto, enquanto estiverem trabalhando aqui, eu quero que você a trate como todas as outras modelos. Eu resolvi contratar Isabella, pois ela tem um perfil maravilhoso e se encaixa perfeitamente com a empresa. Mas... se houver qualquer problema relacionado a vocês dois, eu não pensarei duas vezes antes de dar-lhes uma clara demissão, estamos entendidos?
- Perfeitamente.
- Ótimo. É só isso.
Assenti e notei que aquela era minha deixa para sair da sala. Eu queria ir o mais rápido possível, para que eu pudesse ir até o apartamento de Bella e conversar com ela sobre isso.
Mas minha surpresa maior foi encontrá-la no estacionamento, mais precisamente encostada em meu carro. Sorri e corri até ela, que me recebeu de braços abertos.
Abracei-a com toda a força que eu pude, e ela enlaçou suas pernas em minha cintura. Procurei seus lábios com os meus, e os beijei calidamente, tentando matar a saudade que me matava há dias.
Bella parecia compartilhar o mesmo sentimento, pois me beijava da mesma forma. Depois de uma luta interna entre respirar, o perigo de alguém nos pegar aqui e continuar beijando-a, nos separamos e eu pude encarar seus olhos.
- Nós precisamos conversar sobre isso – disse-lhe.
- Eu sei – sorriu, descendo de meu colo e arrumando o vestido. – Mas antes será que poderíamos passar no Café de Rosalie? Eu preciso ter uma conversa com ela...
- Então vamos logo, se tivermos sorte, ainda a encontraremos lá.
Bella assentiu, e eu abri a porta do carro para ela e logo depois fui para meu lugar. Durante todo o caminho, eu ia acariciando as mãos de Bella e quando eu precisava parar em algum semáforo, sempre apreciava seus olhos, acariciava seu rosto.
Era bom ficar ao lado dela.
Finalmente chegamos ao café, e Bella foi logo procurar por Rosalie. Achei engraçado encontrar Emmett ali. Era raro isso. Sentei-me em uma mesa com ele e ficamos conversando coisas amenas, enquanto as garotas conversavam na sala particular de Rosalie.
- E então? – Emmett indagou.
- E então o quê?
- Você e Bella, uh? A coisa é séria mesmo?
- Pode acreditar que sim.
Ele assentiu e ficamos em um silêncio, até que eu resolvi cortá-lo, dizendo que os pais de Bella viriam passar a páscoa aqui conosco.
- Os pais dela? Porra... então é oficial mesmo?
- Ainda não... mas pretendo mudar isso em breve.
- Em breve quando?
- Bem...
- O que vai acontecer em breve? – Bella indagou, se aproximando de nós dois junto com Rose.
- Er... um projeto meu, Bells. O Edward está me ajudando... é aquele que te falei, Rose.
Ele deu uma piscada bastante sugestiva para a noiva e ela sorriu, entendendo o recado. Me senti mal por omitir certas coisas de Bella, mas era por uma boa causa. Ficamos ali conversando mais alguns minutos, e então resolvemos ir para meu apartamento. Despedimo-nos de Rosalie e Emmett e voltamos para o carro.
Passamos em sua casa para que ela pegasse algumas roupas, para poder ficar lá essa noite e depois seguimos para o meu.
No caminho Bella foi tagarelando sobre como Rosalie fora compreensiva com ela, apoiando-a e dizendo que o emprego no café sempre estaria ali. E quando chegamos ao meu apartamento, ela perguntou se podia tomar um banho primeiro e depois conversaríamos melhor sobre a pequena surpresa que ela me fez.
Separei para ela uma toalha e deixei em cima da cama para que ela pegasse, e depois fui até a sala, e liguei para um restaurante qualquer, pedindo um delicioso jantar para nós dois.
Assim que Bella saíra do banho, avisei-a que o dinheiro do jantar estava no balcão e fui tomar meu banho.
- Sabe, eu sempre achei diferente esse seu gosto por músicas clássicas – Bella comentou, quando me viu chegar a sala.
- Por quê?
- Sei lá... é diferente, entende? Eu só conheço uma pessoa no mundo todo que tem amor por esse tipo de coisa, e essa pessoa é meu pai.
- Está me chamando de velho? – provoquei.
- Oh, sim – riu. – Seu pedófilo!
Gargalhei e a abracei, rodando-a na sala e tomando seus lábios nos meus em um beijo divertido. Então uma dúvida me ocorreu:
- Bella – chamei, ainda rindo -, sei que isso pode parecer loucura... mas eu... bem – suspirei. – Eu sei tantas coisas de você, mas não sei coisas simples, como: sua idade, o nome do seu pai, ou o nome da sua mãe...
- Então estamos saindo há quase um mês, e você não sabe nada disso? – riu. – Eu também não sei sobre essas coisas ao seu respeito...
- Que tal me contar isso enquanto jantamos?
- Seria adorável, e ainda temos que conversar sobre meu novo trabalho.
- Exato! E onde está esse maravilhoso jantar, Sr Cullen?
Assim que Bella acabara de indagar, o som do interfone nos interrompeu e eu fui atender. O porteiro avisou que nossa comida havia chegado, e eu pedi que ele deixasse subir. Alguns minutos depois o entregador chegou e eu o agradeci, pegando o pedido e lhe dando uma gorjeta.
- Um minuto que eu vou por a mesa.
- Deixe que eu lhe ajudo – ofereceu.
Assenti e colocamos a Lagosta à Thermidorque eu havia pedido em dois pratos e depois eu fui até minha pequena adega e peguei lá um vinho branco e servi em duas taças, colocando-as na mesa.
- Então, qual a sua idade? – indaguei-a.
- Eu tenho vinte e dois e você?
- Quase vinte e três – sorri. – Você parece ser mais jovem... Mas enfim, qual o nome de seus pais? O que eles fazem?
Bella sorriu e sentamos um de frente para o outro. Começamos a comer em uma conversa agradável; Bella contava-me sobre seus pais, dizendo sobre Renée – sua mãe – ser tão parecida com ela e em como seu pai era sério e adorava coisas cultas e precisas. Contei a ela sobre meus pais, afirmando como minha mãe sempre fora a mais séria, e meu pai um pouco mais liberal e mais soltinho. Depois de algum tempo, entramos em um silêncio cômodo e então Bella resolvera cortá-lo começando a contar sobre sua decisão de ir trabalhar como modelo.
- Sei que foi algo rápido, e que eu nem ao menos conversei com você sobre isso. Desculpe-me – disse-me. –, eu queria lhe fazer uma surpresa, sabe?
- Não precisa se desculpar – sorri, pegando sua mão direita e dando um beijo no local. – Eu amei a surpresa. Mas confesso que eu não entendi...
- Eu explico. É que eu tenho essa necessidade, sabe? De mudar o tempo todo... eu estava no Café há um mês e eu estava amando, claro, mas... Eu – ela riu, e terminou de mastigar. – Ai como é complicado dizer isso.
- Relaxa, tome um pouco do vinho e se solte.
- Está tentando me embebedar? Ok, ok... chega de rodeios.
Gargalhei e vi Bella dar um gole em sua taça. Ela suspirou e voltou a me encarar intensamente. Me vi perdido em seus olhos, mas procurei me recompor quando notei que ela voltara a falar.
- Eu encontrei algo que me fez querer ficar parada em um lugar, entende? E trabalhar longe desse algo, estava me entristecendo. Por algum motivo, que eu ainda pretendo descobrir, ficar longe de você me machuca... Me faz ficar triste.
Ela abaixou os olhos e olhou para suas mãos. Eu sorri, diante de sua singela declaração. Levantei-me de meu lugar e fui até onde ela estava, ajoelhando-me em sua frente e segurei seu rosto em uma de minhas mãos, fazendo-a me encarar.
- Então você foi para a Jalouse, apenas para ficar mais tempo perto de mim?
- Er... sim? Sabe como é, eu juntei o útil ao agrad...
Não permiti que ela continuasse, puxei seu rosto para o meu e a beijei com todo o meu desespero. Bella sorriu e ambos nos levantamos. Estava indo beijá-la novamente, quando ela soltou um pequeno bocejo.
- Hm... tem alguém com sono aqui? – Ela assentiu. – Vem, vamos dormir.
E os dias foram se passando com mais rapidez. Bella praticamente morava aqui comigo, já que sempre saíamos da empresa juntos e ela vinha aqui para casa. Seus pais haviam marcado de vir aqui na páscoa, e eu tinha algo importante a fazer antes deles chegarem.
Hoje é sexta feira, eu já havia reservado a melhor mesa, no melhor restaurante, com o melhor vinho. Já havia preparado cada mínimo detalhe. Eu disse a ela que seria um jantar qualquer, mas ela não imaginava o quão aquilo poderia mudar nossas vidas.
Ah, Bella se adaptou bem ao novo emprego. Ela é uma boa modelo. Tem um corpo bonito. E era torturante vê-la usando algumas das roupas que mostravam praticamente todo o seu corpo.
Mas eu tinha de ser profissional.
Eu sou um cara realmente sortudo, pois justo hoje ocorrera um erro na gráfica e eu pude sair mais cedo com Bella, já que não haveria nenhuma sessão de fotos. Eu avisei a ela que iríamos jantar, falando que era apenas um jantar normal.
Disse-lhe também que eu havia comprado um vestido para presenteá-la e gostaria que ela usasse. Eu não eu não iria fazer isso, mas Alice sugeriu, então quando eu estava passando por uma loja com Alice, achei um que ficaria perfeito pra ela.
Aliás, ela ficaria linda de qualquer jeito.
- O vestido esta em uma caixa em cima da cama no quarto de hóspedes, ok? Enquanto você se arruma, eu vou me arrumar também.
- Tudo bem.
Dei um beijo em sua testa e segui para meu quarto. Tomei um banho rápido, ultimamente eu não tinha mais tempo para tomá-lo de forma lenta, escutando um bom clássico e com um copo de vinho na mão.
Pensar nisso, fazia-me lembrar que há tempos eu não assistia a uma partida de golfe. Sequei-me rapidamente e vesti uma roupa mais fresquinha, porém social. Penteei meus cabelos, deixando-os um pouco bagunçados e passei meu perfume.
Saí do quarto e notei que Bella ainda estava se arrumando, sorri e fui para a sala. Sentei-me em meu sofá, e liguei a televisão. Coloquei em um canal de golfe qualquer e me pus a prestar atenção no jogo.
Aquele era um bom jogador. Eu estava concentrado no jogo, quando escutei uma risadinha atrás de mim. Virei-me, e a vi. Ela estava sublime, usando o vestido branco tomara-que-caia que eu havia lhe dado. Em seus pés, sandálias de salto vermelhas, combinando com o fino cinto que prendia o alto de sua cintura e o simples bolero vermelho que ela usava. Seus cabelos estavam soltos, e caíam anelados, dando um formato de coração ao seu rosto. O tom do vestido, misturado com o vermelho de seus acessórios, dava a sua pele um tom magnífico.
Ela parecia uma espécie de princesa, era como se ela fosse a minha branca de neve. Bella sorria, e segurava em sua mão direita a rosa vermelha que eu havia colocado em cima de sua cama para ela.
- Espero que não se importe – murmurou -, mas eu coloquei esse bolero para não sentir frio.
- Você está majestosa, delirante... perfeita.
- Obrigada – sorriu, e então eu pude notar o batom vermelho em seus cálidos lábios.
Respirei fundo e me levantei. Desliguei a televisão e fui até ela. Bella disse que deixaria a rosa em um copo com água, e depois de fazê-lo, voltou-se para meus braços e saímos de casa.
- Aonde nós estamos indo?
- Vamos a torre Eiffel – disse-lhe, enquanto ligava meu carro.
- E depois vamos jantar?
- Algo assim – sorri.
Estacionei meu carro na vaga determinada, e saí para que pudesse abrir a porta para Bella. Ela agradeceu e fomos caminhando, foi só quando estávamos a poucos metros da porta do restaurante que ela arfou.
- Você está me levando para jantar no Jules Verne? Mas...
- Sim, ma chérie. Agora vamos logo, que você precisa apreciar a vista lá de cima.
Bella gargalhou e adentramos o local. Subimos o percurso de elevador, e quando a porta se abriu, eu pude apreciar o local. Uma mulher aparentemente jovem veio até onde estávamos, e indagou meu nome.
- Edward Cullen.
- Certo, mesa para dois?
Assenti e ela foi nos guiando até uma mesa que ficava próxima a uma ampla janela de vidro, dando-nos uma visão exclusiva da maravilhosa noite de primavera que adornava Paris.
- Nossa, a vista aqui é linda – Bella comentou, sentando-se ao meu lado.
- Uma vista linda, para uma noite magnífica. Nada mais justo, não concorda?
- Perfeitamente.
Um garçom veio até a mesa, e fizemos nosso pedido. Jantamos em base a uma conversa amigável, na qual Bella dizia como eu era parecido com seu pai. Que nós iríamos nos dar perfeitamente bem.
- Espero que sim, vou adorar conhecer seus pais. Eles chegam daqui a dois dias, certo?
- Sim, senhor. Eles chegam no domingo a tarde, e ficarão até no outro sábado.
Terminamos o jantar, e eu segurei a mão de Bella. A hora era agora. Eu não tinha motivos a temer, tinha? Respirei fundo, e encarei seus olhos, vendo toda a confusão passar por eles.
- Bella, eu... eu tenho algo a lhe dizer.
- Pode falar – mordeu os lábios, nervosa.
- Na verdade, é um... bem, é um pedido. Nós nos conhecemos há o quê? Um mês e umas duas semanas?
- Acho que sim – respondeu.
- Então – prossegui -, eu sei que pode parecer absurdo, ou até mesmo insano, mas eu tenho a necessidade de sempre estar com você, entende? É como você me disse há uns dias: é por um motivo desconhecido. Mas eu sei que há algo, e, Bella?
- Sim. – Seus olhos estavam brilhantes, e ela sorria trêmula.
- Eu quero desvendar o que é isso ao seu lado. Você gostaria de me acompanhar nessa busca? Ou melhor, farei o pedido da forma clichê e com todas as letras: você aceita namorar comigo?
- Sim, Edward! Sim! Meu Deus, de todas as formas clichês e não clichês possíveis! Eu aceito sim ser sua namorada.
Um sorriso torto nasceu eu meus lábios e eu me inclinei para poder dar um casto beijo em Bella, agora, minha namorada. Rematei o beijo com um breve selinho e me afastei.
Fiz um sinal com as mãos para o garçom, e ele logo veio trazendo a garrafa de vinho que eu havia pedido. Colocou-a na mesa, servindo as duas taças e serviu. Bella pegara uma e eu peguei a outra.
- Eu poderia brindar com champanhe, mas champanhes significam riqueza e luxo. Então eu simplesmente optei pelo vinho; clássico, doce, e que vai nos brindar com prosperidade em nosso relacionamento.
- Então um brinde a nossa união que acaba de ser selada.
Nós voltamos para meu apartamento, e resolvemos ver um filme para finalizar a noite. Bella acabou adormecendo em meus braços, e eu a levei para meu quarto. Retirei suas sandálias e o bolero. Abri o zíper de seu vestido, mas não o retirei de seu corpo.
Eu não tinha o direito de vê-la seminua sem o seu consentimento.
Corri até meu closet, e tirei de lá uma camisa de malha preta. Coloquei-a em Bella, e puxei o vestido com cuidado. Dobrei-o e o coloquei em uma poltrona solitária que ficava em um canto da parede.
Retirei minhas roupas, e coloquei uma calça de moletom preta. Apaguei a luz do quarto e me deitei ao lado de Bella. Se havia uma sensação que eu adorava, era poder dormir ao seu lado.
Senti Bella se aconchegar ao meu aperto e sorri. Dei um beijo em seu ombro esquerdo e fechei os olhos.
- Boa noite, ma chérie – sussurrei, já não esperando por uma resposta e adormeci.
Abri os olhos e encontrei o colchão ao meu lado vazio. Esfreguei meus olhos e me levantei, indo até o banheiro e lavando meu rosto. Escovei os dentes e pude sentir um cheiro doce vir da cozinha.
Sorri e fui até lá.
Bella estava de costas para mim, e cozinha algo, enquanto cantarolava baixo uma música qualquer.
Minha namorada.
Sorri e me encostei ao vão da porta, admirando-a mais um pouco.
- Bom dia – me fiz presente.
- Ah! – deu um gritinho e virou-se para mim. – Que susto Edward!
- Desculpe, não foi minha intenção. Mas então... o que você está cozinhando?
- Bem... são apenas panquecas de chocolate com morangos picados, que vamos tomar com um copo de leite puro e gelado.
- Hm... me parece delicioso. Já está pronto?
- Sim, na verdade eu ia levar na cama, mas você acordou – deu de ombros.
- Se quiser, podemos comer lá no quarto – sugeri. – Assim eu não destruo totalmente seus planos.
- Ótima idéia.
Sorri e a ajudei, levando a bandeja até meu quarto e a colocando na cama. Bella ligou a televisão em um canal qualquer e começamos a comer, trocando carinhos e olhares.
Ao entardecer, Bella disse que tinha que ir embora, pois precisava dar um jeito em seu apartamento. Segundo ela, não seria agradável os pais chegarem e encontrarem aquela bagunça.
- Você sabe que eles podem ficar aqui, e você também – disse-lhe.
- Não é preciso, Edward. Além do mais não pegaria muito bem...
- Mas eu terei que ficar longe de você – murmurei.
- Ai que manhoso – apertou minhas bochechas. – Não fique assim, eu venho amanhã para buscarmos eles no aeroporto, está bem?
- Certo.
Bella sorriu e se inclinou no banco para selar nossos lábios.
- Vejo você depois.
E saiu.
Balancei a cabeça, e resolvi dar uma passada no mercado. Queria comprar alguns chocolates e alguns doces para a páscoa. Eu estava no caminho, e resolvi ligar para minha mãe, para confirmar o almoço de segunda e avisá-la que levaria os pais de Bella.
Fiquei uns bons minutos no telefone com minha mãe, e assim que desliguei, meu celular começara a tocar. Franzi as sobrancelhas e notei que era Bella. Rapidamente atendi, preocupado.
- Bella? Está tudo bem?
- Não muito – disse-me. E eu pude ouvir um barulho de água.
- Onde você está?
- No apartamento... Você pode vir aqui? É meio er... urgente.
- Ok, estou chegando aí.
Deixei o mercado de lado, e virei na primeira esquina que eu vi, fazendo o caminho de volta.
O que será que aconteceu no apartamento da Bella, uh? Deixem reviews me dizendo o que acharam. Volto segunda feira com o capítulo novo.
Passem na minha O/s nova.
Love Way
Sinopse: Isabella Swan se irritava facilmente, e Edward adorava aquilo. Agora eles teriam que se suportar em um carro, sozinhos, por 600 km. Era apenas mais uma viagem qualquer com os amigos, se não fosse pelo fato de ambos estarem perdidos em uma cidade fantasma. Agora, completamente sozinhos e com apenas um lugar para se abrigar, toda aquela raiva se revelaria algo diferente para eles?
Link: www(PONTO)fanfiction(PONTO)net/s/8958942/1/Love-Way
Bjs e até.
