Disclaimer: Eu não possuo nada. Isto é apenas uma tradução da mui excelente estória de Lirenel, baseada na grande obra de J. R. R. Tolkien. Nenhum tipo de ganho material está sendo feito com esta estória.
NT: "" são falas. '' são pensamentos. Em itálico é em Sindarin.
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Capítulo 08
Os preparativos para a viagem avançaram rapidamente. Freya, sabendo dos planos do marido, insistiu em acompanhá-los. Imrahil conseguiu convencê-la a ficar em Dol Amroth ao prometer levar Rendil. Foi anunciado à cidade que Faramir estava retornando a Minas Tirith e que Imrahil permaneceria lá por alguns meses.
Finalmente o dia da partida chegou. As despedidas foram tristes, ao menos por parte de Freya. Ela abraçou Faramir e prometeu que ele era sempre bem-vindo em Dol Amroth. Faramir a surpreendeu a abraçando de volta e sorrindo, mesmo que pelo mais breve instante, agradecendo por tudo que ela tinha feito. Ela sentiu seu coração se aquecer e mal contenve as lágrimas. Ela se despediu de Imrahil e os três partiram.
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Valfenda ficava a muitas semanas de viagem de Dol Amroth. Os três viajavam pela estrada Sul até Minas Tirith, iriam tomar a estrada ocidental até Edoras, passar pelo desfiladeiro de Rohan e prosseguir por Eregion até o Bruinen e Valfenda. Eles viajavam a pé, pois cavalos chamariam atenção na estrada e eram um chamariz para bandidos. Chovia, tornando a viagem desconfortável.
Apesar da chuva, tudo correu bem até o quinto dia. Aquela noite eles decidiram cominhar até mais tarde para compensar o tempo perdido pela chuva. Quis a sorte que o destacamento de Minas Tirith estivesse acampado nas proximidades. Um dos guardas os avistou e eles foram levados para a tenda do comandante. Felizmente Faramir tinha coberto sua cabeça, a fim de evitar ser reconhecido pelos soldados. Quando ele viu o comandante ele quase recuou em medo. Era o comandante Lokir, um homen alto e cruel, que sempre desgostara de Faramir, e era amigo próximo de Denethor.
O comandante sorriu para eles, apesar de o sorriso ser claramente falso. "Meu bom povo, que razão vocês tem para viajar tão tarde na noite? Certamente é perigoso ficar vagando a tal hora." Imrahil, respondeu, com um sotaque camponês, "Nos desculpe, meu senhor, por perturbá-lo. Nós viajamos para o norte, para Rohan, eu, meu irmão e minha filha. Nós achamos melhor viajar à noite, pois nem eu nem meu irmão conseguimos ficar acordados para manter guarda á noite, nos deixando desprotegidos contra bandidos."
Faramir, particularmente não gostou de fingir ser uma garota, mas entendeu as razões do tio. Os soldados buscavam um menino, não uma garota. Aparentemente o comandante caiu na estória de Imrahil.
"Uma jovem garota não deveria ser acompanhada de sua mãe? E porque ela esconde a face? Eu posso garantir que ninguém tomará vantagem dela."
"Mas nós não desejamos assustar ningém, meu senhor. Devo dizer que ela ficou deformada depois que foi atacada por um porco selvagem na infância, deixando-a muda. E quanto à mãe, minha amada esposa faleceu no parto, juntamente com meu filho. Eu estou levando a garota para a família de sua mãe em Rohan, para ser uma boa ama. Eu temo que nenhum homem se voluntariará para casar com ela".
"Perdoe-me pelas perguntas. De fato, eu mesmo não os teria apreendido, mas meus homens estão inquietos por deixar nosso posto em Osgiliath para marchar para Dol Amroth e buscar o filho mais novo do Regente. Na minha opinião o fedelho não vale a pena. Porque o príncipe o sequestrou está além da minha compreensão. O fedelho não vale nada e o pai o detesta. O garoto merece umas boas chicotadas por causar tanto problema." O sangue de Imrahil gelou à palavras do comandante. Ele temia por Faramir, e esperava que o comandante os liberasse logo.
O comandante pareceu perceber o que disse, e continuou. "Perdoem-me por devanear dessa maneira. Vocês não devem se preocupar com isso. Eu desejo boa noite e uma viagem segura a vocês." Os três se curvaram e deixaram o acampamento.
Como Imrahil temia Faramir se recolheu ainda mais depois das palavras do comandante. Parecia que todo o progresso feito em Dol Amroth foi perdido. Para evitar ainda mais dano Imrahil e Rendil conversavam com Faramir o tempo todo, tentando fazê-lo sair do estado depressivo em que se encontrava.
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Levou quase dois meses para alcançarem as picadas perto de Valfenda. Faramir parecia mais ansioso quanto mais perto chegavam. Lorde Elrond permitiria que ficasse? Ou ele veria quão inútil ele era e não daria abrigo a ele? O trio caminhava silenciosamente pela mata. Subitamente uma voz gritou para eles em Sindarin.
"Parem! Vocês não são bem vindos nestas terras, mortais." Imrahil levantou as mãos e disse.
"Eu desejo falar com Lorde Elron. É um assunto de extrema importância."
Sem aviso um elfo pulou de uma árvore em frente a eles. Observando atentamente Imrahil seus olhos se arregalaram em surpresa. "Você tem sangue élfico nas veias!"
Imrahil acenou. "Eu sou Imrahil, príncipe de Dol Amroth. Eu venho com meu sobrinho, que também possue sangue élfico, e meu guarda, a quem eu confio minha vida."
O elfo acenou. "Eu sou Tatharwe. Sigam-me, eu os levarei até Lorde Elrond"
Não levou muito e eles estavam no Salão do Fogo, aguardando Lorde Elrond. Faramir observava o elfo com atenção, este era o primeiro elfo que ele via. Ele foi interrompido quando lorde Elrond entrou na sala. "Lorde Elrond, eu encontrei estes viajantes na trilha para o vale. Eles solicitaram audência como senhor e eu os trouxe aqui." Elrond acenou com a cabeça e dispensou o elfo com um gesto da mão. Voltando-se para os hóspedes Elrond falou na língua comum, o que aliviou Rendil, que não sabia o que estava acontecendo.
"O que desejam?"
Imrahil respondeu. "Meu senhor, eu sou Imrahil, Príncipe de Dol Amroth. Eu preferiria que essa conversa fosse privada, não onde possamos ser interrompidos a todo o tempo." Elrond então levou Imrahil até seu estúdio, enquanto Rendil e Faramir descançavam.
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Ao entrar Imrahil falou: "Perdoe-me, meu senhor, por perturbar sua paz aqui. Mas esta era minha última opção. Meu sobrinho, Faramir, precisa de abrigo e Dol Amroth não é mais segura para ele. Eu peço ao senhor que o abrigue aqui."
"O que os pais do garoto tem a dizer sobre isso?"
"Sua mãe, minha amada irmã, faleceu a três anos. E quanto a seu pai, Denethor, Regente de Gondor, é dele que o menino precisa ser protegido."
"Porque ele precisaria de proteção contra o próprio pai?"
"O senhor viu a cicatriz na bochecha do meu sobrinho?" Elrond confirmou. "Esta cicatriz veio da adaga de meu cunhado. Denethor o acertou, quebrou-lhe o braço, e teria matado o menino se eu não interviesse." Elrond quase derrubou seu cálice de vinho em choque, Imrahil continuou. "Naquela noite eu tomei o menino comigo e o levei à Dol Amroth. Ele viveu lá neste último ano, mas agora Denethor o quer de volta e ameaçou mandar soldados para toma-lo á força. Eu não poderia deixar isso acontecer. Por isso eu peço ao Senhor que permita que Faramir permaneça aqui."
Elrond concordava vigorosamente que o garoto estaria mais seguro em Valfenda. "Príncipe Imrahil, seu sobrinho terá abrigo aqui enquanto quiser. Mas você ainda não falou tudo sobre ele, não é?"
"Sim. Desde a noite que o pai tentou mata-lo, Faramir não falou uma palavra e sorriu uma única vez. Ele teme adagas e o cheiro de álcool o faz relembrar das vezes que o pai o feriu." Elrond enrijeceu.
"'Vezes'? Você quer dizer que o Regente o havia ferido antes?"
"Sim, mas não tão gravemente. Eu temo que na última vez as feridas de Faramir foram mais do que físicas. Denethor sempre desprezou o filho, tomando-o por fraco e inútil, e eu creio que ele tenha conseguido convencer o menino do mesmo."
Elrond levantou-se. "Venha, um quarto será preparado para Faramir. Você ficará por alguns dias?"
"Seria melhor que Rendil e eu partíssimos o mais rápido possível, pois eu não posso ficar afastado de minha cidade por muito tempo. Já se passaram dois meses." Eles entraram na sala onde Rendil e Faramir aguardavam. Ao ouví-los chegarem Rendil e Faramir levantaram os olhos. "Rendil, não partiremos depois de amanhã. Faramir, Lorde Elrond concordou em deixá-lo ficar." O garoto quase sorriu com o alívio. Ele olhou para o elfo, ele tinha uma aparência real, com a expressão severa, mas os olhos eram acolhedores.
"Jovem Faramir, eu estou honrado em tê-lo como parte de minha casa. Será revigorante ter uma criança vivendo aqui novamente após tantos anos. Agora eu creio que seja hora da ceia, se vocês puderem me seguir."
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Faramir passou o dia seguinte se acostumando com sua nova casa. Ajudou ter Imrahil e Rendil por perto e Lorde Elrond era uma companhia muito agradável. No segundo dia, entretanto, Imrahil e Rendil partiram. Entristecia Faramir vê-los partir, Imrahil o havia salvo de Denethor e o acolhido em sua casa. Rendil, havia se tornado um bom amigo, um homem em que Faramir podia confiar.
Na despedida Imrahil se ajoelhou para abraçar o sobrinho e falou "Eu gostaria que você pudesse ficar em Dol Amroth conosco, mas eu sei que você ficará seguro junto com os elfos. Adeus, eu amo você." Faramir aapertou o abraço e, para a grande surpresa de Imrahil, falou "Muito obrigado tio." Foi apenas um murmúrio, mas encheu o coração de Imrahil de esperança. Ele abraçou o sobrinho novamente e ele e Rendil partiram.
Faramir assistiu até eles sumirem de vista, depois correu até o seu quarto, e trancou o mundo para fora.
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Suas opiniões são muito importantes para mim, então, reviews.
