O brilho da tela do celular iluminava os olhos purpuras vívidos demais para o tardar da hora.
Erina já tinha tentando de tudo, mas o sono parecia tê-la abandonado depois que certo garoto enfiou a língua na sua garganta...ou será que foi ela que começou com o processo ao morder os lábios carnudos dele? Aquilo não mais importava. O estrago já estava feito e as partes por onde as mãos dele passaram agora ardiam como se tivessem sido queimadas por brasa.
-Aquele idiota - resmungou e voltou a atenção para o celular. Não procurava nada específico, apenas tentava focar sua atenção em qualquer coisa que não fosse a memória do rapaz acariciando sua pele, beijando seu pescoço, suspirando seu nome...
-Arggg...eu devo estar louca! É isso! Foi aquela bebida idiota! Jogo idiota!
A menina foi interrompida pelo vibrar do celular. O que a fez soltar um pequeno grito de susto e a derrubar o aparelho.
Olhou o relógio do lado da cama. 3:07 da madrugada. Quem iria lhe mandar mensagens a essa hora? Seus olhos arregalaram ao descobrir que não era a única tendo problemas para dormir.
O brilho da tela do celular iluminava os olhos purpuras vívidos demais para o tardar da hora.
Erina já tinha tentando de tudo, mas o sono parecia tê-la abandonado depois que certo garoto enfiou a língua na sua garganta...ou será que foi ela que começou com o processo ao morder os lábios carnudos dele? Aquilo não mais importava. O estrago já estava feito e as partes por onde as mãos dele passaram agora ardiam como se tivessem sido queimadas por brasa.
-Aquele idiota- resmungou e voltou a atenção para o celular. Não procurava nada específico, apenas tentava focar sua atenção em qualquer coisa que não fosse a memória do rapaz acariciando sua pele, beijando seu pescoço, suspirando seu nome...
-Arggg...eu devo estar louca! É isso! Foi aquela bebida idiota! Jogo idiota!
A menina foi interrompida pelo vibrar do celular. O que a fez soltar um pequeno grito de susto e a derrubar o aparelho.
Olhou o relógio do lado da cama. 3:07 da madrugada. Quem iria lhe mandar mensagens a essa hora? Seus olhos arregalaram ao descobrir que não era a única tendo problemas para dormir.
Yukihira [3:07 a.m] :
Obrigado por me deixar sem sono, Nakiri
Nakiri [3:07 a.m]:
Eu não sabia que eu tinha esse efeito em você, Yukihira.
Yukihira [3:08 a.m]:
Hm? Do que está falando Nakiri? Eu acabei de limpar a bagunça que você fez só agora.
Nakiri [3:08 a.m]:
EU? Como ousa seu idiota?! Até parece que eu fiz tudo sozinha...hmpf
Yukihira [3:08 a.m]:
Pelo visto não sou o único que sofre desse "efeito" aí que você falou
Nakiri [3:09 a.m]:
Como é?
Yukihira [3:09 a.m]:
Bom...você também tá acordada
Ela foi encurralada e não gostava nem um pouco da sensação
Nakiri [3:15 a.m]:
Só estou acordada por que você me acordou, idiota!
Yukihira [3:16 a.m]:
Então você ainda está acordada
Nakiri [3:16 a.m]:
É claro que estou! Você não me deixa dormir!
Yukihira [3:17 a.m]:
Nakiri...você sabe que não tem obrigação nenhuma de responder, não é? Alias se você quisesse tanto dormir já teria desligado o celular.
Nakiri [3:18 a.m]:
Yukihira! Não haja como se não estivesse esperando a minha resposta...nós dois sabemos que você só podia estar com os olhos grudados no celular para responder de maneira tão rápida.
TOUCHÉ! A alguns quilômetros de distância, Soma Yukihira enrubescia. Ele só podia estar bem bêbado pra estar conversando com Nakiri Erina no meio da noite. Ele podia imaginar a cara de vitória que ela devia estar fazendo e ele não queria nada além de arrancar aquele sorriso com um beijo. Dessa vez, foi o jovem rapaz que suspirou pausadamente após ter sido descoberto. Mas ao contrário da loira, ele não ia negar a verdade.
Yukihira [3:20 a.m]:
Sabe Nakiri, eu poderia negar isso, como eu bem sei que você faria. Mas eu cansei desses joguinhos.
Nakiri [3:22 a. m]:
Do que está falando?
Yukihira [3:24 a.m]:
Estou falando que eu não consigo dormir por que não paro de pensar em você.
Erina arregalou os olhos. Ele realmente estava falando aquilo? A herdeira sentiu o ar prender em seus pulmões e as mãos quase derrubarem o celular de tão tremulas que estavam. O que esse garoto pensava que estava fazendo? Lhe roubando a sanidade em plena madrugada? Mordeu os lábios e os sentiu ainda inchados. Não podia negar as respostas que o rapaz gerava em seu corpo. Desde o formigar dos dedos até o calor em seu ventre. Tudo nela respondia a ele e ela sabia que estava perdida.
Enquanto isso, Soma ainda não acreditava no que tinha escrito. Será que ainda estava sobre o efeito do álcool? Será que todo o acontecido o tinha feito perder tanto o equilíbrio ao ponto de enviar tal mensagens para a detentora da língua de Deus. E sim, ele tinha descoberto que o título lhe caia maravilhosamente bem. Só de lembrar os caminhos e mágicas que aquela língua tinham provocado em sua pele o rapaz já sentia o corpo reagir. Respirou fundo. Precisava se conter se quisesse ao menos dormir algumas horas. Voltou a atenção para o celular e resolveu esperar alguma resposta, mas os minutos foram passando e ele se deu por vencido. Às 4 da manhã, Soma resolveu guardar o celular. Talvez ela tivesse dormido, talvez ela estivesse ofendida ou talvez ela simplesmente não se importasse e esse último pensamento fez seu coração se partir. No momento em que o jovem conseguiu finalmente entrar no mundo dos sonhos, seu celular se iluminou. E do lugar onde estava repousado, bem na cabeceira da cama. A mensagem de uma certa herdeira ficou esperando para ser lida.
Nakiri [4:15 a.m]
Eu também, Soma.
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Continua?
