Nessa parte, será mostrado as presas usuais dos in-ookamis, assim como outras curiosidades da raça, controle de natalidade e inclusive, como foi o primeiro contato deles com os arcasianos.
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Então, frente ao choque de quase todos, surge uma criatura que lembrava um crocodilo, porém, não havendo olhos visíveis, embora tivesse várias brânquias, tornando a tal ponto, ridículo, a existência de um único nariz, gigantesco, que estava tampado outrora por uma espécie de membrana.
As gigantescas mandíbulas mordem o ar, para depois este se arrepender, pois, vários saltam sobre ele e em vez de o morderem, movem suas patas imensas e o ar gerado por suas garras, retalha a pele escamosa da criatura, o empurrado a outra margem e cuja cabeça é estourada por uma rajada do in-ookami que fora beber água, fazendo o corpo imenso cair como um baque no chão, metade dele na água e o sangue jorrando da cabeça na outra margem, ensopando as folhagens de sangue, até que cessa. Eles olhavam para onde o sangue arroxeado que escorreria, percebendo que não caíra na água, a não ser um pouco, mas, ignoram, pois, era uma quantidade pequena demais.
- Não usaram as mandíbulas? - Gohan pergunta, assimilando tudo o que fora dito, pois, apesar de tudo, era um estudioso e adquirir conhecimento sempre fora um prazer para ele, embora soubesse que não poderia usar em suas aulas.
"Há inúmeros espinhos e cristas no corpo dessa espécie, cujo nome é Agiark. Além disso, a pele é venenosa, assim como a carne, tornando-o intragável. Se mordessem, sofreriam com o veneno, que não mataria, mas, deixaria o agressor incapacitado por um certo tempo, acabando por prejudicar a matilha. O mais certo era usar as garras, a uma distância considerável e depois, explodir a cabeça dele. Era o padrão de abate para essa espécie e a matilha seguia como um mantra, até por experiências amargas no passado. Eles aprendiam e muito com os erros. E eram inteligentes, apesar de ficarem nessa forma, não sendo como as demais espécies do planeta que não tinham inteligência ou esta era muito limitada, tal como os animais na Terra, que não falam e não possuem inteligência. Além de terem uma enorme compreensão e assimilação, inclusive procurando alternativas."
Então, veem que, de fato, não ousavam comer a espécie de crocodilo gigante, mas, bebiam água e inclusive, os demais haviam tornado a deitar-se.
"Bem, a vida deles era bem simples, consistindo em comer, beber e dormir, quando não defendiam o espaço deles de invasões."
Nisso, a cena é cortada com uma névoa e depois, mostrava as demais espécies, as herbívoras, que eram gigantescas, com um corpo imenso e patas grossas e atarracadas, mas, com espinhos e cristas cobrindo o corpo, assim como seis olhos e dois narizes, caudas gigantescas, finas nas pontas, com outros tendo grandes espinhos na mesma. O tamanho deles em consideração a uma in-ookami, seria a de um homem para uma baleia azul. Os in-ookamis do tamanho de um homem e a baleia azul a presa deles.
- Mas, a diferença é absurda demais! - Goten exclama, estarrecido, ao ver as presas dos predadores daquele planeta.
- Então, aquela carcaça, era de um animal pequeno.
"Era de um hyajyron. Aquela criatura pequena, ao lado desse grande. Eles ficavam juntos desses para proteção, e por sua vez, avisavam dos inimigos. Os gigantescos são Gajyorins, burros, se comparados com os menores, mas, extremamente fortes. Era a caça preferida dos in-ookamis, pois alimentava uma matilha inteira, de uma vez, tranquilamente. Mas, era um desafio. Para azar dos Gajyorins, que conseguiam repelir muitos ataques dos moshiansys e muitos outros predadores, pois, eram difíceis demais para serem abatidos por esses. A única exceção era os in-ookamis que conseguiam abatê-los, graças ao intelecto e capacidade de coordenação absurda que possuíam. Para terem alguma chance, eles contavam com os pequenos hyajyrons, para serem avisados com antecedência".
Nisso, vêem a matilha se aproximando, sorrateiramente, o método lembrando dos lobos, escolhendo uma presa e rodeando-a sorrateiramente. Os hyajyron se erguem e ficam assim por um longo tempo, até que emitem um som agudo e alto, intermitente, fazendo os Gajyorins se erguerem nas patas robustas e depois caindo com as patas no chão, além de erguerem as caudas, rugindo, e olhando para os lados. Os menores se enfiavam entre os grandes, usando-os como escudo.
Os in- ookamis não se abalam e se posicionam, passando a uivarem, fazendo as presas se alarmarem e com mais um uivo, muitos surgem de uma só vez e embora pequenos para a presa gigantesca, esta começa a balançar sua cauda como um chicote, mas, esses desviam enquanto avançam, sumindo da vista da criatura que fica confusa e alarmada, pois se deslocaram rápido demais.
Então, aparecem vários em seu pescoço, mordendo-o selvagemente, que mesmo atarracado, é preenchido por mandíbulas ferozes e outros, a sua cauda, enquanto que havia alguns em suas ancas, fazendo a criatura surtar, por mais que as presas e garras não conseguem perfurar sua pele, mas, que se debatia, sentindo dor e desejando se livrar deles, se mexendo continuamente, enquanto que o bando se afastara dele, rapidamente.
"A pele era grossa demais, possuindo escamas duras. As presas afiadas e garras conseguiam fincar-se na carne, mas, por ser atarracado demais o pescoço e imensamente grosso, não conseguiam chegar a jugular. Então, tinham outro método, mais eficiente."
A maioria arqueia o cenho e nisso, a criatura abre as mandíbulas de dor e nisso, aparece uma in-ookami maior que os demais e com o corpo coberto de cicatrizes, inclusive uma no olho e lança uma rajada de energia na mandíbula aberta da criatura que tem metade da cabeça cortada, caindo no chão e provocando um pequeno tremor.
Então, a matilha passa a devorar a presa, observando que pareciam cavar a pele com as garras e somente depois usavam as presas, rasgando assim o grosso couro para ter o acesso a carne de aspecto arroxeado, assim como o sangue.
- Parece que estou assistindo a um documentário sobre a vida selvagem! Legal! - Pan está adorando. - Há outros seres, né?
"Sim. Mas, estamos meio que focados nos in-ookamis. Agora, irei mostra-los protegendo seu espaço. Mostrarei o primeiro contato deles com os arcasianos."
Nisso, a estranha névoa surge, novamente e uma nave que lembrava a de Freeza se aproxima daquele sistema solar, passando o gigantesco sol e nisso, surgem vários in-ookamis que abrem as mandíbulas e disparam rajadas violentas, desintegrando a nave que não tem tempo de fugir, com um arcasiano saindo dela, rapidamente e acabando por ser devorado por uma imensa mandíbula que se fechou sobre ele, enquanto que o outro arcasiano, que saíra minutos após o primeiro, fugia pelo espaço, apavorado, escapando por um triz de várias mandíbulas que tentaram abocanha-lo.
"A partir daí e de outros "sumiços" de tripulações, passou a ser chamada de zona da morte. Os arcasianos nunca revelaram sobre o que eram os seres ou sua aparência, mas, espalharam o boato.".
- Se eram os maiores caçadores do planeta, por que não eram mais numerosos? - Gohan pergunta curioso.
"Controle de natalidade natural rigoroso. O apetite deles era enorme e se fôssemos comparar, não perderia para um saiya-jin. E por causa de suas capacidades, tanto de poder quanto de inteligência, não havia predadores capazes de diminuir o seu número. E havia outras raças e se aumentassem de número, sem qualquer controle, acabariam por exterminar toda a vida no planeta e mesmo os planetas vizinhos, não suportariam a demanda por alimentos. Portanto, mantê-los limitados a uma quantidade, era o segredo para a manutenção e equilíbrio do planeta, cujas condições adversas, já tornavam difícil a existência de espécies capazes de suportar tais condições inóspitas".
- Como era esse controle? - Bulma, pergunta curiosa.
"Simples. O organismo deles só permitia um filhote em toda a sua vida e somente conseguiam ter um outro, caso esse morresse, pois, assim, o forte vínculo dos pais com a cria, principalmente das fêmeas, permitira que ficassem férteis novamente. Há um vínculo da mãe com a cria e a existência deste, a impede de ficar grávida, novamente. Um filho por casal, essa era a regra do organismo deles. Claro, havia exceções e poderia nascer gêmeos, mas, eram casos raríssimos, além de nascerem em uma época especifica, a mais rigorosa possível. As fêmeas eram maiores e mais fortes que os machos pois ficavam gestantes e precisavam lidar com o peso do filhote no ventre, logo, serem mais fortes, ajudava e muito. No caso do nascimento da filha da líder, havia um alvoroço na matilha. Afinal, este filhote era o mais poderoso e forte in-ookami de todos os demais filhotes. Porém, quando o filhote nascia, a época, era a mais cruel possível, como disse anteriormente. Seria o equivalente ao inverno na Terra, porém, com temperaturas que eram congelantes, muito abaixo de zero, além de diminuir a oferta de alimento caía, pois muitas presas hibernavam. Portanto, comiam o máximo que podiam antes do tempo alterar. A quantidade de oxigênio caia para míseros 10% e era tão congelante o ar, que mesmo embaixo da terra, pois, cavavam tuneis profundos e consequentemente tocas subterrâneas, antes de darem a luz e a fêmea ficava dias sozinha com a sua cria, sendo que o macho não conseguia se aproximar. E quando saíam, o clima estava severo, ficando por nada menos do que doze meses."
- Doze meses?! - Pan fica estarrecida - Então, um ano para eles, seria o equivalente a duas estações?
"Isso mesmo. Seria o equivalente há 24 meses em relação à Terra, a duração do ano nesse planeta."
- Como não pareciam ter estrutura social, aposto que era comum o incesto. - Goten comenta.
"Não havia incesto, por causa da ligação fortíssima entre o macho e a fêmea, podendo ser comparado ao dos cisnes, na Terra. Quando o parceiro morria, eles não se uniam a mais ninguém, nem tinham relações. Seja o macho ou a fêmea. Ficavam sozinhos para sempre e não conseguia se envolver com mais ninguém, embora, só se unissem para procriar, mas, podiam ser "adaptáveis" e este era o perigo."
- Perigo... Como... ? E como assim "adaptáveis"? - Bulma ia perguntar, mas, é interrompido por Gohan.
- E como os casais se uniam, então? Entendo, pela explicação, que eles pareciam possuir alguma noção de família.
"Eles tinham muitas. Não havia cruzamento entre pais e filhos, ou entre irmãos. Só se envolviam com aquele que tivesse ligação, como se fosse "amor à primeira vista" ou o equivalente a esse e ficavam até o fim da vida. Não eram como os animais, grande parte deles, que eram irracionais e ficavam até com seus próprios filhotes, sem qualquer consciência. Eles não eram assim e era isso o que achava interessante. Apesar disso, podiam ser considerado um povo, pois, possuíam muitas noções, próprias de seres que viviam em sociedade, porém, viviam na mesma situação e perseverando os mesmos costumes por milênios, não os alterando em nenhum momento, assim como obedecendo as três leis máximas, ditadas de geração após geração."
- Leis?! - Gohan fica estarrecido.
- Nunca sair de onde viviamos Nunca conversar com nenhum ser sem ser um in-ookami e por último, evitar assumir a forma pequena. A forma pequena equivale a essa. Essas eram as três leis e uma das poucas coisas que me lembro fora o cheiro dos meus pais, que está impregnado no meu cérebro desde sempre. Quebrei a primeira regra, sem desejar. E logo, quebrei as outras. Se minha matilha ainda existisse, me renegariam apenas pela quebra de uma. Logo, quebrar as outras duas, não faria a menor diferença. - Yuri fala com uma voz triste, olhando a matilha de sua espécie.
- Yuri... - Goku a abraça mais e ela se encolhe no abraço deste.
"Sim. As três leis. Yuri quebrou todas e de fato, aconteceria isso, claro, que poderiam mata-la. Mas, como ela é a única remanescente, não tem esse problema." - fala "com a voz amável e ao mesmo tempo pesarosa.".
- Por que havia essas três leis? - Uub pergunta, curioso.
"Por que era inevitável. Os in-okamis são poderosos e pode não aparecer, possuem inclusive uma técnica interessante e invencível, além do fator genética, ser igualmente preocupante. Claro, além de serem imunes ao poder de Deuses, todos os seres criados magicamente a temem, tal como os majins" - nisso, olham para Buu que concorda com a cabeça, falando:
- Não consegui ajuda-los naquela vez por causa dela. Tive um profundo medo e pavor. Acredito que nem o Majin Buu, em forma de criança, chegaria perto de uma. É um terror no fundo de nosso ser, pois, sabemos que nossas habilidades não funcionam. A minha técnica de doces não funcionaria, seria inutilizado como a dos Deuses. Nem poderes divinos ou mágicos, fazem dano a uma in- ookami, por isso, que somente procurei destruir as esferas de energia. Não que eu sabia disso tudo, mas, senti, como se fosse algo inconsciente e inexplicável.
- Entendo, Buu. O que importa é que o seu ato salvou muitas vidas. Obrigado- e Goku agradece, sorrindo, fazendo Buu sorrir também.
