Capitulo 08

Algum tempo depois acordou assustado, havia cochilado na banheira. Levantou-se, se enrolou na toalha e foi em direção à cama. Eram 7 horas da noite. E Cuddy ainda não havia aparecido.

"Aonde essa mulher se meteu?"- pensou House.

House começou a se arrumar para o coquetel. Quando do nada, Cuddy entra no quarto toda apressada.

C: Desculpe a demora. Eu me arrumo em instantes.

House a olha. Esperando uma explicação sobre o "sumiço"

C: Depois.

H: Depois o que?

C: Eu sei que você vai querer uma explicação. Então depois.

H: É claro que eu quero uma explicação.

C: Depois!

. Ela disse isso e seguiu em direção ao banheiro, trancando a porta atrás dela.

House a seguiu tentando abrir a porta, mas o esforço foi em vão.

H: Cuddy. Não pense que essa história acabou aqui.

C: Eu sei House.

H: Então abre a porta.

C: House. Vá indo. Eu te encontro lá embaixo.

H: Não mesmo.

C: Eu vou demorar. Então vá indo.

H: Você falou que não ia demorar.

C: Everybory Lies.

H: Eu vou. Mas se você demorar muito. Eu volto.

C: Eu sei.

Após as palavras de Cuddy, o único som que veio adentro do apartamento, foi o estrondo da porta que House bateu quando saiu do quarto.

Cuddy que ainda estava encostada na porta dentro do banheiro sabia que aquele barulho significava apenas uma coisa. A Resposta teria que ser Muito Convincente.

Ela conhecia muito bem o homem que estava. E sabia principalmente sabia que ele não era fácil de ser enganado. Afinal por mais que ela tentasse mentir. Os gestos dela, a boca dela, o corpo dela diziam a ele que era mentira.

Cuddy Ligou a ducha para esquentar enquanto ia tirando a roupa. Entrou debaixo da água quente, tentando primeiro tirar o peso da consciência, e depois a poeira do dia a dia.

Um tempo depois. Ela sai do chuveiro, de Alma renovada?! Não sabia. Mas que o banho havia ajudado a pensar em alguma coisa. Ah! Para isso havia prestado

Envolta do roupão do hotel. Ela saiu do banheiro. Secou o cabelo. Colocou um vestido na altura dos joelhos. Com um leve decote. Nos pés um sapado de bico fino, não muito alto, preto com detalhes prata. Para combinar com brinco de argola, uma correntinha prata, dando leve acentuada no decote dela. E uns anéis nos dedos. Fez uma leve maquiagem. E desceu.

Quando a porta do salão de festas foi aberta, todos ali presentes, voltaram a sua atenção pra quem adentrava, os comentários chamaram atenção de House.

Quando ele a viu, não acreditou. Ela estava simples. E mesmo assim arrasando corações de todos que ali estavam. Então uma grande sensação de orgulho o invadiu. Não que ele não tivesse algum orgulho dela. Mas dessa vez era diferente. Afinal. Todos estavam falando da sua garota.

Alguns dos médicos que estavam por ali fizeram menção de ir ao encontro dela. Então House se adiantou. Passou próximo a um dos arranjos que estava próximo dele pegou uma rosa e foi em direção a ela.

Ela o estava procurando com o olhar. Quando o viu se aproximando com uma rosa nas mãos, apenas sorriu. Ela sabia que ele estava fazendo isso, apenas para demarcar terreno. Mas mesmo assim, era algo que ela gostava muito. Ser galanteada.

Ele se aproximou, deu um leve beijo na rosa, e estendeu a ela. E sussurrou no ouvido dela. Não pense que eu esquecei o nosso assunto.

Ela apenas sorriu para ele. Ela tinha entrado tão avoada em seus pensamentos, que não tinha reparado na roupa que House vestia.

Ele trajava uma calça jeans azul escuro, um tênis escuro, uma camiseta branca por baixo da camisa preta, levemente aberta no peito. A manga da camisa estava dobrada ate a altura dos cotovelos, e o cabelo todo bagunçado, dando um charme ainda maior.

Ele a admira por um tempo. Estende o braço a ela. Para irem andando juntos.

C: Desde quando eu tenho um House cavalheiro?

H: Desde o dia que a senhorita resolver dar uma sumidinha e não me contar aonde foi.

C: Se soubesse, tinha feito isso antes.

Ele para no meio do caminho, e a fica olhando, com cara de quem não acredita no que esta ouvindo.

C: Qual é House. Estou brincando.

Ela ainda segurando o braço de House. O puxa para o bar. Afinal ela precisava beber alguma coisa.

Chegando ao bar, ele apontou uma mesa para eles se sentarem, mas ela preferiu sentar nos bancos em frente ao balcão. Alegando que assim ela teria visão ampla da festa. House não queria no começo, mas acabou concordando.

Ele pediu uma dose de whisk com gelo para ele, e não teve nem tempo de perguntar se ela iria beber algo. Pois ela mesma pediu um Hi-Fi *. Para ela.

H: Não pense que irei cuidar de você bêbada.

C: Não ficarei bêbada.

H: Não pense que irá fugir da conversa.

C: Não quero fugir da conversa.

H: Então. A onde esteve?

C: Depois.

H: Depois você vai estar bêbada. E não vai me responder.

C: Não dizem que bêbado não mente?

H: você bêbada, dorme. Consequentemente. Não responde.

C: Não vou ficar bêbada.

H: Não vou te carregar.

C: Não vou precisar ser carregada.

H: Se você der vexame deixo você por aqui mesmo.

C: Não vou dar vexame.

H; Então... – ela o interrompe.

C: Então. Nada. Chega.

Ela se vira para o balcão e chama o garçom.

C: Por Favor. Cancele o Hi-Fi.

House olha pra ela com um sorriso sarcástico.

C: trás apenas a dose de Whisk, uma coca- cola, e um copo com gelo separado.

Ga: Ok. Senhora.

Ela vira para frente. Da um sorriso amarelo

C: Satisfeito?

H: Mais ou menos. Vai me contar agora onde esteve?

C: Não. Já falei que é depois.

O garçom serve as bebidas no balcão, e sai. House faz menção de pegar o copo de whisk, mas Cuddy bate na mão dele, e antes dele falar algo, pega uma parte da dose de whisk e vira no copo dela, e coloca o refrigerante junto.

H: Achei que ia não beber.

C: Em momento algum disse que não iria beber.

H: Mas...

C: É menos da metade da dose.

H: E esta ótimo para você hoje.

C: Ok. Dad!

E levanta a mão em direção a cabeça, simbolizando que estava batendo continência a ele.

H: Ainda por cima usa as minhas ironias. E agora? Vai usar as minhas metáforas esportivas também?

C: Não.

H: Por quê?

Ela se aproxima dele e fala bem baixinho apenas, para ele escutar.

C: prefiro quando é você quem fala...

A festa transcorre tranquilamente. House tentando arrancar a todo custo à verdade de Cuddy. E ela simplesmente. Ignorando as perguntas dele.

Começa a ficar tarde a alguns dos convidados começam a se recolher para seus respectivos quartos. E House começa a sentir o efeito das doses de whisk que tomou. Resolve ir chamar Cuddy pra subir.

Cuddy estava junto a uma roda amigos conversando. Alguns que estavam ali na roda, ela já havia encontrado em outros congressos. Outros ela conhecera ali mesmo, na hora.

Cuddy vê House pagando a conta no bar. E se despede de todos, e sai. Um pouco antes de chegar ao bar. Ela sente uma mão segundo de leve o braço esquerdo dela. Um pouco assustada, ela olha e vê, que era sr. Howard.

C: Sr. Howard

Hd: Doutora Cuddy. Como tem passado?

C: Muito bem, obrigado e você?

Hd: Levando também.

Hd: Então. Gostando?

C: gostando? Adorando!

Hd: Então. Nos vemos amanha de novo?

C: Concerteza.

Hd: Mesmo Lugar?

C: Claro.

Hd: Ok então.

C: Vou indo. Se não Greg virá com mais perguntas ainda.

Hd: Como foi ate agora?

C: ainda não disse nada.

Hd: Mas...

C: Deixa que com ele eu me entendo.

Ela se despede, e sai em direção a House.

H: Então. O que conversaram?

C: Eu estava apenas o parabenizando pelo congresso.

H: Ele não falou nada, de você não participar do congresso?

C: Não.

H: Nada?

C: Não. Por quê?

H: Por nada. Vamos?

C: vamos, estou cansada.

H: Não pense que eu esqueci.

C: Eu sei que não.

Eles vão em direção ao elevador. A sensação que teve, foi que todos do hotel, estavam esperando o mesmo elevador. Pois a multidão era enorme esperando a chegada.

C: O que acha de ir da uma volta à beira mar?

H: você não estava cansada?

C: Nós vamos esperar um monte aqui. E você não vai querer subir oito andares. Então...

H: Ok. Vamos então.

Os dois se dirigiram a saída do hotel. A Lua estava cheia e iluminava toda a orla da praia. Não precisava de mais nada para ficar perfeito.

Os dois caminharam de mãos dadas o tempo todo. Foram de um lado ao outro. Conversando banalidades. Por mais incrível que pareça, House esqueceu da escapada de Cuddy. E ela nem fez questão de lembrá-lo naquele comento.

A uma certa altura da caminhada um vento um pouco mais frio começava a bater. Cuddy se encolheu próximo a House para tentar se esquentar, ele por usa vez. Desabotoou a camisa e colocou nela, pra ajudá-la a se esquentar.

H: vamos voltar. Esta ficando mais frio.

Ela concordou com um aceno de cabeça, ele se virou e começou a caminhar, mas viu que ela não ela não o acompanhava. Ela ficou olhando para ele.

H: O que foi? Vamos logo.

C: Eu não ganhei um beijo se quer essa noite.

H: Ainda quero saber onde esteve. Enquanto não souber. Não terás nada desse corpinho aqui.

C: Certeza que não vou ganhar nada?

H: Mulher! Eu estou com frio. Tem como ir?

C: Mesmo se eu disser que...

Ela começa a caminhar em direção a ele. Ficando frente a frente com ele.

C: Nem se eu disser que lá encima... – agora fica nas pontas dos pés para poder sussurrar no ouvido dele.

C: ...Que lá em cima tem uma caixa de morangos, nos esperando.

Ela volta novamente a olhar dentro dos olhos dele. Ele da um sorriso malicioso para ela. E baixa a cabeça para beijá-la, quando ela fecha os olhos, pra beijá-lo, ele vira o rosto em direção ao ouvido dela sussurra.

H: Proposta tentadora. Mas... Ainda quero a minha resposta.

Ela abre os olhos. Estava pasma. Ele preferiria "uma briga", por que isso geraria uma briga. A ter uma noite tórrida de amor e paixão com ela?!Ela não podia acreditar.

Ela suspira e sai andando rapidamente. Ele tenta segurar ela, mas é em vão, então ele decide tentar correr. O que seria meio impossível para ele. Ele joga a bengala para o lado e sai andando rápido e gritando.

H: Cuddy! Pare. Você sabe que não posso correr.

Ela se vira pra ver. E a única coisa que consegue fazer é rir.

House estava tão preocupado em chamá-la que não viu um buraco a sua frente. E acabou pisando nele, e caindo na areia.

Ela começa a rir, mas depois se arrepende.

A perna que estava presa ao buraco era a perna direita. Ou seja, a perna que ele já mancava.

Ela andou ate ele, e se jogou de joelhos na areia, ficando próximo a ele

C: House. Esta tudo bem?

H: Eu estou com cara de quem esta bem? Esta doendo.

Ele tira o pé do buraco, sentindo muita dor, e Cuddy o ajuda. Logo em seguida, joga o corpo para trás. Pra deitar na Areia. Cuddy se aproxima mais um pouco, tentando olhar no rosto dele. Passa a mão sobre a barba, para dentar confortá-lo. Ele pega a mão dela, da um leve beijo na palma e coloca junto a sua no peito dele.

H: Não pense que se fazer de culpada fará com que eu esqueça que temos que conversar.

C: Não estou meu fazendo de culpada. E eu não sou culpada.

Ele volta a olhar o céu.

C: Vamos. Levante, vamos para o quarto.

H: não posso.

C: por quê?

H Meu pé, esta doendo e muito.

C: Você deve ter torcido. Deixa-me ver,

H: Não. Daqui a pouco passa.

C: House, eu também sou medica. Deixa-me ver.

H: Não.

Fora as únicas palavras dele, antes de começar a gritar.

C: House. Você torceu o pé.

H: Você notou isso pelos meus gritos?

C: Temos que achar alguma coisa para enfaixar.

H: Vá ao hotel, lá deve ter alguma coisa.

C: você é louco? Acha que eu vou te deixar aqui?

H: eu não vou fugir. Pode ter certeza disso.

C: por aqui deve ter alguma coisa. Para ajudar você chegar ao hotel.

Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ela já havia levantado e estava andando de um lado para o outro. Ele levantou a cabeça para olhá-la, e a seguiu com o olhar. Ate que ela retornou

Sem nada nas mãos.

H: Ok. Me deixe aqui e vá ao hotel.

C: Daremos um jeito para que possamos chegar juntos ao hotel.

H: Você não quis chegar juntos no primeiro dia. Por que essa vontade agora? A propósito.

C: Sem perguntas House. Tire a camisa.

H: Ow! Woman! Eu estou com o pé torcido. Pode pelo menos esperar eu enfaixar?

C: E sem piadas House. Tire a camiseta.

H: É a minha camiseta da sorte.

C: É uma camiseta qualquer House. Vamos logo tire.

H: Não reclame se todas as menininhas daqui quiserem me agarrar por ai. Após me verem semi – nu.

H: Ow! Ultima bolacha do pacote. Não se preocupe, com as menininhas eu me entendo.

Ela diz isso quase arrancando a camiseta das mãos de House. Cuddy rasgou a camiseta de House para tentar deixá-la maior,para que pudesse improvisar uma faixa, para que assim enfaixasse o pé de House.

Cuddy mais uma vez se levantou e buscou a bengala de House e o ajudou a levantar do chão.

Com muita dificuldade, e reclamação eles foram andando ate o hotel. House com uma parte do corpo apoiado na bengala, e outro apoiado em cuddy.

Um dos seguranças que estavam fazendo a ronda, os viu chegando e correu para ajudar.

Cuddy saiu na frente para falar com a recepcionista.

C: Por favor. Sabe me informar a onde tem um hospital mais próximo?

Re: É algo muito serio? Por que temos uma sala para primeiro socorros aqui no hotel.

C: Isso deve servir. Dr. House. Torceu o pé na praia.

Nesse momento o segurança entra na recepção, ajudando House.

Re: oh! Sim. Jair. Leve o Dr House para a enfermagem.

Ja: Sim.

Cuddy se aproximou de House para ver como ele estava.

H: Na próxima vez que você me largar perto de outro macho sozinho, você vai ver.

C: O que você queria? Que eu deixasse você nos braços de duas loiras gostosas?

H: Não seria má idéia.

C: Só nos seus sonhos House.

H: Nem neles...

C: O que?

H: curiosa...

Ela sorri. E o acompanha ate a enfermaria.

Quando chegaram á sala. Logo dois enfermeiros vieram e levaram House para a maca, para enfaixar corretamente o pé de House, pra eles terem condições de irem ate o hospital mais próximo pra tira uns raios-X.

House Tentou "lutar" bravamente contra Cuddy, Não queria ir ao hospital. Mas Cuddy, não cedeu, tentou de várias formas persuadi-lo, mostrando com conceitos médicos, que era preciso, mas ele não quis. Então ela teve que usar uns de seus "dotes" para convencê-lo

C: GREGORY HOUSE! Se você não for a esse hospital agora mesmo. Eu arrumo minhas coisas e vou embora agora mesmo! E juro. Eu sumo da face da terra.

H: Você não faria isso! Você não vive mais sem mim! Sem esse corpinho aqui!

C: Se eu fosse você, não contava com isso. Afinal. Não se esqueça que eu fiquei o dia todo longe de você.

H: LISA CUDDY! Aonde você se meteu o dia todo?

C: Só te conto se for ao hospital para tirar os raios-X.

H: Ok!

Os enfermeiros riram do casal que estava brigando na sala.

DE VOLTA AO QUARTO APÓS O HOSPITAL.

House havia colocado uma bota ortopédica. Os exames de raios-x haviam mostrado que estava tudo bem. Mas que mesmo assim, o repouso era necessário. Agora quem andava apenas com uma bengala, estava com um belo par de muletas. Não que isso o tenha agradado. Mas era necessário.

House estava deitado na cama. O passeio o havia cansado. Então optou em tentar descansar.

Cuddy estava no banheiro tentando relaxar em uma ducha bem fria. Afinal o calor de Cancun era quase insuportável.

Após um tempo, ela sai do banho envolta apenas em um roupão. Pegou o seu travesseiro e colocou de baixo do pé de House, e deitou na cama com a cabeça no peito deito dele.

Ele por usa vez abraçou e a trouxe para perto.

O silencio ainda reinava no quarto. Nenhum dos dois quis dar o primeiro passo. Mas aquilo já estava o incomodando muito, então resolve acabar logo com aquela situação.

H: Então. Você esta tendo um caso.

C: Sim.

Aquela resposta o havia afetado te tal maneira que, ele ficou completamente sem palavras, sem reação.

C: Estou tendo um caso com o homem que eu mais amo nessa vida... O único que amei, e que vou amar.

House senta na cama, para poder olhá-la nos olhos.

H: Se me ama mesmo assim. Me diga. A onde você se enfiou o dia todo?

C: Não posso.

H: Por quê?

C: Não. Apenas não posso.

H: quando você puder, nós conversamos novamente.

Ele deitou na cama. E fingiu dormir. Cuddy se acomodou na cama. Pela primeira vez após terem se acertado, eles adormecem brigados.

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Notas: Hi-Fi : Bebida alcoolica feita de Suco de laranja com Vodka e gelo. As vezes feita com Fanta laranja tbm.