Into Your Gravity
Chapter Eight: Blibbering Humdingers
"But you're neither friend nor foe
Though I can't seem to let you go
The one thing that I still know
Is that you're keeping me down"
--Sara Bareilles
Enquanto setembro caminhava em direção a outubro Tom evitava Luna Lovegood como se ela tivesse uma doença fatal contagiosa. Em Poções, onde ele não podia escapar dela, ela falava e falava sobre um monte de besteiras, aparentemente sem perceber que ele não estava participando da conversa. Em História da Magia e Aritmancia ele sentava o mais longe possível dela e não respondia quando ela chamava seu nome.
Na segunda semana de outubro foi a primeira visita a Hogsmeade. Tom foi aliviado, feliz por escapar do castelo, que estava começando a lhe dar a sensação de se tornar menor a cada dia que passava. No dia do passeio ele saiu dos terrenos de Hogwarts sem ter sinal de Luna. Ele, Malfoy e Nott foram ao Três Vassouras, que já estava lotado, e pediram três cervejas amanteigadas, então eles se sentaram em uma mesa e apreciaram o calor que fazia no pub.
Tudo estava indo bem até que o sino da porta tilintou e Luna entrou lá. Seu rosto estava ligeiramente corado, devido ao vento estava soprando forte lá fora, e, por não estar usando suas roupas escolares, sua blusa laranja e sua saia rosa pink fluorescente estavam claramente visíveis para todos ao seu redor. Tom a viu e gemeu, carrancudo assim que ele percebeu que ela estava usando até mesmo suas desgastadas suas meias roxas.
"O que é isso?" Malfoy perguntou, enquanto Tom tentava encolher até sumir, desejando que ele pudesse simplesmente fundir-se com sua cadeira. Malfoy e Nott seguiram o olhar de Tom. "Ela ainda o está incomodando, Riddle?"
"Nós poderíamos simplesmente assustá-la, você sabe", disse Nott, claramente desapontado com a falta de Tom de animosidade contra a menina. Tom balançou a cabeça, e disparou contra Nott um olhar que fez calar a boca quando ele a abriu para questionar o porquê.
Tom estava extremamente irritado quando Luna se aproximou, olhando como se tivesse chegado ali por engano, e se sentou ao lado dele. "Olá, Tom".
"Cai fora, Lovegood. Você pode ser puro-sangue, mas você é uma traidora de sangue por andar com aquela sangue-ruim da Litner", Malfoy rosnou.
Tom assistiu divertido Luna enrugar o nariz, e sabendo o que estava para acontecer, ele se recostou na cadeira para assistir.
"Cat é melhor do que você jamais vai ser", disse ela, com voz suave.
Malfoy se inclinou para ela, seu rosto a centímetros do dela, e sussurrou: "Ela é uma sangue-ruim, e você dificilmente é melhor que isso".
Menos de um segundo depois, Luna tinha chegado até Malfoy e lhe deu um tapa no rosto - forte. Parecendo horrorizado, Malfoy caiu de sua cadeira e foi ao chão com um baque. Luna parecia levemente chocada com o que tinha feito e as sobrancelhas de Tom estavam levantadas e os olhos dele diziam que ele estava se entretendo.
Recuperando-se, Malfoy se levantou. "Como você ousa? Se eu quisesse, eu poderia matá-la", disse ele furiosamente.
De repente, percebendo que a maioria das pessoas do bar estavam assistindo agora, Tom interrompeu. "Não, você não poderia Malfoy".
Malfoy olhou para Tom, "Quem é você para dizer o que eu posso ou não fazer, Riddle?"
Tom sentiu os olhos queimam, e Malfoy deu um passo para trás assustado. "Quero dizer ... Eu só queria dizer ...".
"Cale-se, Malfoy, e saia da minha frente", disse Tom, sua voz perigosamente baixa. "Você também, Nott," ele disse antes que o outro rapaz conseguia falar. Os dois jovens hesitaram apenas por um momento, mas saíram rapidamente após vislumbrar o brilho do olhar de Tom. Eles saíram do pub parecendo um pouco como os filhotes de cachorro chutados.
"O que vocês estão olhando?" Tom perguntou aos espectadores, todos no pub voltaram rapidamente para o que estavam fazendo, de modo a não despertar sua ira sobre eles.
Luna assistiu Tom com os olhos arregalados, ela nunca o tinha visto parecer tanto com Voldemort. Por alguns instantes ele não tinha nada do belo rapaz que era Tom Riddle, por alguns instantes seus olhos azuis escuros, tinham queimado em vermelho, e o olhar em seu rosto era tão reminiscente de Lord Voldemort que Luna ficou seriamente tentada fugir.
Sentada desconfortavelmente na cadeira, ela viu como seus traços voltaram a relaxar em sua presunção de costume. "Você não tem que fazer isso", disse ela.
"Eu não fiz isso para você, eu não gosto que falem comigo dessa maneira", ele retrucou. "Então por que você está aqui? Não posso aproveitar meu fim de semana em Hogsmeade em paz?"
"Você esteve me evitando". Não era uma pergunta.
Ele levantou uma sobrancelha. "Talvez você não seja estúpida."
Eles ficaram em silêncio por alguns minutos, Tom ocasionalmente bebericando sua cerveja amanteigada. Finalmente, Luna disse, "Você já ouviu falar de um Humdinger Blibbering¹?"
Tom parou sua caneca a meio caminho de sua boca e olhou para ela. "Você está falando sério?" Ela acenou agradavelmente.
Tom bufou, pôs a caneca de volta na mesa, e disse: "Eles não existem."
Luna sentiu seu nariz franzir novamente, parecia estar fazendo isso muito ultimamente. "Eles existem sim."
"Não, não. Eles são de mentirinha."
Luna bufou. "Só porque você tem sua fé do tamanho de uma cabeça de alfinete não significa que eles não existam."
"Lovegood, eles não existem. Honestamente, eu ter retiro o que eu disse sobre você não ser estúpida".
"Tudo bem", ela disse, então se levantou e deixou o pub.
Tom a ficou observando, a observou até suas meias roxas ficarem completamente perdidas no meio da multidão de pessoas, e sorriu para si mesmo antes de tomar o resto da sua cerveja amanteigada e levantar-se para segui-la.
Ele não viu logo de cara, mas depois a viu caminhar até a estrada de volta para a escola. Ele empurrou a multidão e falou com ela. "Caramba, Lovegood, você acabou de perder!"
Ela não disse nada. "Lovegood. Ei, Lovegood." Ele agarrou seu braço e virou seu olhar para ele, irritado. "Não me ignore."
Seu rosto era teimoso, e seus olhos enormes. "Eu não sou um de seus seguidorezinhos estúpidos, Tom Riddle, e eu não vou fazer o que quer que você me mande fazer", disse ela calmamente.
Assustado ele a largou e ela virou e continuou andando. Após alguns instantes, ele correu para alcançá-la novamente. "O que é que você quis dizer com isso?"
Luna olhou para ele de lado. "Você sabe o que isso significa."
Eles caminharam em silêncio até que eles estavam quase às portas do castelo, quando Tom, mais uma vez parou o seu. "Ok, deixa eu ver se entendi. Eu te chamo de estúpida, de louca, eu sou rude com você e seus amigos, te ignoro completamente e a única vez que você fica com raiva é quando eu digo que não acredito em Blibbering Humdingers? "
Ela parou por um momento, considerando o que lhe foi dito, em seguida, acenou com a cabeça e disse: "Basicamente".
"Você é uma esquisita, Lovegood."
Luna olhou para ele calmamente. "Por que você está me seguindo, de novo?"
Ele fez uma careta. "Porque você é diferente e estou interessado em você." Ele procurou os olhos dela para ver se ela acreditava nele, mas quando ficou claro que ela não acreditava, ele mudou para tentar mantê-la longe. "Tudo bem, você quer que eu a deixe em paz e eu quero que você me deixe em paz, então vamos fazer isso", ele rosnou.
Ele afastou-se dela e se dirigiu para a sala comunal Slytherin. Quando um azarado primeiroanista colidiu acidentalmente com ele no corredor, ele gritou com ele e tirou quinze pontos de sua casa. O menino correu para longe, parecendo aterrorizado.
Tom entrou na sala de masmorra comum e chutou furiosamente uma almofada que estava no chão, enviandona para as chamas da lareira. Ele a assistiu queimar, e pensou consigo mesmo, Estou ficando louco, o que é que ela tem? Eu não consigo me livrar dela. Tudo o que sei é que ela é problema.
¹: não achei uma tradução pro nome desse bicho, mas obviamente é um dos bichinhos da Luna.. então meio que é autoexplicativo, né?
