Capítulo 8 - Cap. 9 - Passado de Hoshiko, parte II - Hoshino Yuri.

Cap. 9 - Passado de Hoshiko, parte II - Hoshino Yuri.

Ela entra na casa e se dirige com o seu novo bichinho, desacordado nos braços, para o sofá da sala, onde sua mãe se encontrava assistindo tevê com óculos escuros e parecia não estar prestando atenção no aparelho e fumava um cigarro com a mãe tremendo. Ela chega timidamente e fala:

- Kaachan, achei esse cachorrinho, posso ficar com ele, veja, é pequeno. - e mostra o animal.

Ela vira e analisa o animal, de fato, era pequeno, então, levanta e depois fala para a pequena:

- Pode ficar, mas lembre-se, seu pai não gosta muito de animais . . .

- Hai, já está melhor, mãe?- olha preocupada, olhando um hemetoma no braço, enquanto sua genitora tenta esconder com a manga da busa larga que usava.

- Sabe como é seu pai . . . exagera ás vezes - sorri forçadamente - agora suba, ele deve estar vindo . . .

- Sim . . . - fala tristemente - konbanwa, mamãe - abraça e beija e genitora na bochecha, sendo retribuído pela mesma que afaga seu cabelo, nessas horas, suportava o cheiro forte impregnado na mãe.

Então, obedientemente, como uma boa menina, sobe as escadas, indo para o seu quarto. Após subir as escadas, liga a televisão, estava passando naquele momento um desenho animado, mas estava dando mais atenção ao seu novo mascote, tivera um peixe, um beta véu-de noiva, azul, que morrera no mês passado. Foi um achado o cachorrinho perdido, a mãe ia leva-la a loja de animais de estimação, para escolher um novo, mas agora, não era preciso. Enquanto afaga a pelagem da guardiã,se supreende com a maciez e limpeza.

- Seu pelo é macio . . . sedoso . . . vou chamar de Hoshiko, por causa dessa coleira, acho que é fêmea.- e levanta tentando encontrar algo que dissese seu sexo, mas não achando, julga ser fêmea.

Então, após meia hora, escuta um carro chegando e logo depois, a porta de casa sendo aberta, para depois ser instalada uma discussão, com uma voz masculina alta e rude. Ela desliga o aparelho através do controle e deita de lado, puxando as cobertas para cima , o lençol e edredon, tapando suas orelhas, na tentativa infrutífera de silenciar os gritos e sons que feriam seus tímpanos, abraça então, Hoshiko e chora baixinho. quase mudo, enquanto lágrimas peroladas escorrem por suas bochechas rosadas.

Após minutos que parecem uma eternidade, tudo fica em silêncio e escuta passos subindo a escada, se encolhe ainda mais e puxa as cobertas. Escuta a porta sendo aberta e um trecho de luz adentrar no quarto, iluminando os bichinhos de pelúcia desta e bonecas no alto da prateleira e seu armário branco com contornos de rosa, após alguns segundos, é fechada. Não ousaria sair até amanhã de seu quarto. Triste e cansada, dorme abraçada ao seu cachorrinho.

Com os cálidos raiso de sol, entrando na janela, a gaurdiã desperta, logo se vê nos braços de uma ciratura, não sabe o nome, mas percebe que está quentinha. Então, sentindo segurança, recorda-se dos eventos de ontem. A criatura de corpo esquisito que surgira, depois desta derrotada e logo após, uma criatura imensamente mais poderosa que a serpente, lança um ataque nela e por algum motivo, inconciente, mudara de forma, enorme, de quatro patas e escapara, ou melhor, fora arremessada para longe e vê cair em um pequeno local, com cerca e grama e nisto, vê tudo escuro, perdendo a conciência. Agora vê suas patas pequenas, e seu corpo, como um versão em miniatura da outra forma.

Tenta sair, mas vê a criança despertando, que abre os olhos castanhos e abraçando o animal fala, feliz:

- Ohayou, Hoshikochan

A guardã fita os olhos amendoados da menina e sente calor neles, não sabe porque instala-se um sentimento forte, que não conhecia e sente desejo de ficar com aquela criatura peculiar, uma versão pequena de outra maior. Pelo visto, seria cuidada e não estava mais só. Quem sabe não desvende mais coisas daquele mundo que nunca vira, cheio de sons, cheiros e vozes? Com este pensamento, senta.

- Quer comer?

Ela fita a jovem, com curiosidade nos olhos, decide perguntar:

- O que é comer?

Nisso vê a criança arregalar os olhos e olhar abismada a guardiã, então, com um misto de surpresa e felicidade, fala:

- Você fala?

- Falo, não deveria falar? - e põe a pata na mandíbula pensativa.

- Vou falar com a minha mãe, meu pai já saiu.

Nisos ela corre pela porta sendo seguida por Hoshiko, que gostara do nome, agradecendo agora por ter um.

- Mamãe - a chama feliz enquanto descia de dois em dois o degrau, mas ao chegar na cozinha, seu sorriso tintutebeia.

Vê sua genitora com as mãos tremendo enquanto prepara o café. Está com um hematoma no outro braço, parcamente encoberta pela manga de sua blusa , então, se aproxima receosa, ela usava óculos negros:

- Kaachan?

- Ah! Filha . . . pensei que acordaria mais tarde , afinal, hoje é domingo . . . - força um sorriso.

- Tudo bem?

- Sabe como ele é . . . tudo bem e como vai seu cãozinho?

- Dei o nome de Hoshiko e ela fala.

A mãe então, com um sorriso caridoso no rosto, se agacha e fala, meigamente:

- Querida, já passou dessa fase, animais não falam . . .

- Mas . .

- Já disse, agora coma algo e pode ir lá fora . . . depois vou comprar ração para Hoshiko, mas acho que pode dar alguma sobra do café da manhã.

- Hai . . . - não insiste quando seus olhos cruzam com a da guardiã, que nega com a cabeça, em silêncio, para que não incistisse.

Então as duas sentam para comer, enquanto Hoshiko comia em um potinho no chão. A mãe fala:

- Yurichan, é muito fofa essa cachorrinha, está limpnha e não fede . . .

- Hai . . . posso brincar lá no jardim?

- Claro.

Nisso, termina de comer e dando um beijo na mãe na bochecha e esta também, se dirige ao jardim enquanto a genitora cuidara dos afazeres domésticos. Elas se afastam e Yuri vai brincar na caixa de areia com alguns brinquedos, Hoshiko que a acompanha, se aproxima e pergunta, curiosa:

- O que vocês são?

- Como assim?- olha confusa não entendo a pergunta.

- Não ei que criaturas são vocês . . .

- Somos seres humanos e dominamos esse planeta, segundo minha mãe.

- Mãe?

- Nasci dela, ela é minha genitora, tenho pai também . . . - ao falar do genitor fica cabisbaixa, triste.

- Interessante, não conheço nada . . .- seu instinto de proteção falava de não mostrar as cartas, mas não sabia porque, apenas era algo mais forte que sua vontade, algo instintivo, algo obrigatório.

- Então vou ensina-lhe - e sorri, enquanto afaga os pêlos.

- O que é isso?

- Carinho.

- Carinho? gostei .

- Sou sua dona.

- Dona?

- È, cuido de você, a alimento e tem que obedecer, vou ensina-lhe truque de cães.

- Chamo de dona?- arqueia sombrançelha e inclina a cabeça.

- Iie, me chame de Yuri.

- Hai, Yuri - e sorri, enquanto abana a cauda, fazendo a areia se esparramar em dois montes pequenos, fazendo a humana rir.

Passa-se meses, aprendera tudo, pois ela pegou livros e mostrou à ela, como sabia ler graças a habilidade, então, acompanhava a menina na escola e se tornaram grandes amigas. Aprendera truques de cães, que divertiam a menina, como pegar um graveto quando jogado, fingir de morto, rolar, deitar e na praia, ajudando a menina a pegar conchinhas, iam a sorveteria, onde ela dava sorvete em um potinho no chão, ia ao cinema, escondida na bolsinha dela e se o fiscal via, fingia ser um enfeite de pelúcia, ia ao parque, corriam juntas, fingia puxar coisas das mãos dela, comia ração para filhotes compradas na Casa de ração do bairro, enquanto a criança tentara buscar na internet que raça sua mascote era, sendo buscas infrutíferas, apesar disso, desse entrosamento, Hoshiko nunca saía daquela forma e não sabia porque, tinha um medo irracional.

Descobrira não ser só pela reação da menina, ao ver um lobo gigante e este, assumir uma forma semelhante a humana, mas porque sentia que aquela criatura perigosa rondava o bairro, sentia isso e um leve arrepio se instalava em sua espinha. Uma vez vira, esta mesma, em uma outra forma, de uma jovem de dezoito anos, apesar da aparência mudada, reconhecera pelo cheiro e seus sentidos, mas como estava andando presa numa guia e ao lado de uma criança, procurando agir o máximo como um adoravél cãozinho, esta não percebera.

Com o passar do tempo, torna-se testemunha da violência sofrida pela mãe de sua dona, Hatsuko e o pavor da menina pelo genitor, descobre que sentia revolta, raiva, as cartas compartilhavam do sentimento de felicidade e simpatia pela menina, também se revoltam e ao se reunir com elas, quando a menina tomava banho, armam um plano para assustar o humano e com isso, fazer, quem sabe, cessar essa violência, porém, teriam que ser pacientes e aguardar o momento propício, então um dia este surge.

Hatsuko e Yuri foram em um final de semana, a casa da avô delas, Kioka e nisto, Yamada, pai da menina, estaria sozinho na casa, uma oportunidade perfeita para Hoshiko e as cartas colocarem seu plano em ação, mas antes, a guardiã ficaria "presa" na casa, pelo dia todo, fazendo truques de cachorro, como fingir de morto, deitar, cumprimentar, para a guardiã era fácil, pois sabia falar e por isso, sabia bem o que fazer, mas somente falava com Yuri e era um segredo das duas.

A estadia ia bem, mas logo que chegou, teve alguns desentendimentos com um enorme cão manchado, Kuma ( urso), este era forte e muito ciumento, após alguns aborrecimentos por parte dos familiares, o animal troncudo passou a ficar preso no canil e somente Hoshiko ficava na casa, pois era pequeno e saneado, além da avó, concordar da neta dormir com seu cãozinho. Fora proibida pela mãe de contar sobre os problemas em casa e a violência que sofria para a idosa, além da idade da mãe de Hatsuko, não contava também, pois sentia vergonha se alguém soubesse, sempre dava desculpas, "esfarrapadas" para seus hematomas ou ferimentos.

De madrugada, enquanto todos dormiam, a guardiã foge da cama e sem mudar de forma, escapando por uma veneziana entreaberta, corre pelas ruas, alterando com vôo raso. Após horas, chega a casa da família e espreita, mas para seu desânimo, ele vê Yamada saindo da casa com as chaves do carro. Após entrar no veículo, se dirige até a auto estrada próxima dali.

Fungando indignada, pois o plano deles era assusta-lo na casa mesmo, parte para a companhar, mas as suas pequenas asas não são páreo e começa a perde-lo de vista, então, destraindo-se da segurança, assume a forma de uma loba branca e com suas asas potentes e imensas, alcança o veículo facilmente, queria saber aonde iria e então, encurralar o humano em algum lugar e dar o maior susto da vida dele.

Mas tem um pressentimento que deve se afastar do automovél , ela estava um pouco distante e alguns metros deste, então recua e sai, fazendo inconcientemente e nisto, uma esfera de energia passa perto desta, provocando um pequeno raspão e fazendo explodir o carro, olha para cima e vê o mesmo ser de antes, que evitava a todo o custo, sobrevoa-la, reconhecia apesar desta estar na forma de um imenso dragão alado negro, de corpo, braços e patas musculosas, além de uma cauda imensa, armada com pontas afiadas e uma crava após estas pontas.

Ao ver o carro explodir é tomada por sentimentos que não compreende, deveria ficar triste? Porque? E que outro sentimento era aquele que acossava seu coração? Isso se tinha um, pois não ouvia batimentos cardíacos, embora era outro tipo de coração, mas não há tempo para pensar, apenas para fugir dali, pois a criatura a perseguia com suas asas escamosas imensas enquanto lançava ataques com esferas negras ou invocava relampâgos no céu de nuvens escuras, fazendo-a desviar. Hoshiko pode ver ao longe, as luzes pequenas que cada vez mais se tornavam minúsculas, dos carros da polícia no local.

- Volte aqui! Quero brincar!- Hakainohadou falava feliz, se divertindo com a perseguição.

- Nunca! - e voa ainda mas.

Chegam até sobrevoar o oceano, então, escuta a carta frio:

- Use meu poderes em você, onegai.

Então se concentrando, seus olhos passam a ficar em um azul escuro, as nuvens então se fecham ainda mais, mas Hakainohadou apenas olhava , curiosa, para saber o que faria aquele ser, então, para espanto desta, uma nevasca violenta surge do nada, cegando-o e a superfície da mar fica congelada, além do vento que soprara naturalmente naquele instante, ser impregnado de frio, tornando-se gélido. Aproveitando a confusão e cegueira momentanêa. Graças ao auxílio da carta Visão, enxerga bem mesmo na nevasca violenta e usando o peso de seu corpo e impulso das asas, arremessa a criatura para o mar gelado.

Mas não fica muito tempo e parte dali, antes que o dragão erga-se do mar, pois sabia que ainda não era paréo e só ganhara, pois a supreendeu e esta a menosprezou. Ao alcançar do outro lado terra, assume a forma de um cachorrinho branco para despista-la.

Meia hora dpeois, um dragão nervoso e irado, além de tremer de frio surge das aguássoltando um jato de pura energia negra pelas mandíbulas abertas, dividindo a água salgada em dois muros, alça vôo com os olhos rubros intensos e demonstrando toda a sua ira com um rugido profundo de sua garganta que recoa no ar. O mesmo jato que dividira o mar, de cima para baixo, dispersa as nuvens e o frio já enfraquecido no local, o gelo na superfície derrete e a neve cessa.

Porém, decorrido algum tempo, a ira dispersa e então, um sorriso maligno pode ser vislumbrando nas imensas e potentes mandíbulas de Hakainohadou, que fala a si mesmo, feliz:

- Interessante . . . a primeira vez que alguém me engana, sem ser humano . . . ela é interessante . . adorarei transforma-la em minha escrava.

Sai voando dali, retornando as buscas, que agora, após este evento, tornaram-se obsessivas, faria os seus escravos mágicos a encontrarem e após acha-la, iria subjulgar ela magicamente e com isto, a faria sua escrava pessoal.

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Notas Finais

È, a segunda parte do passado da guardiã, creio que o próximo capítulo será o último das memórias da guardiã da estrela, aí retornaremos ao presente XDDDDD

Também, farei sobre o passado de Hakainohadou e o motivo de sua criação e os segredos que esta esconde XDDDDDDD

Como podem ver, a pobre guardiã teve que se virar sozinha, confusa, após surgir, tendo a obrigação de cuidar das cartas. Estava só e a mercer de perigos, como a ofertada pro Hakainohadou, um ser de duas formas como ela. . . por sorte, este anjo, Hoshino Yuri surge e a auxilia, mesmo sem saber das reais formas desta e seus poderes, pensando se tratar meramente de um "cachorrinha falante " .

Com o passar do tempo, ela aprende muitas coisas, umas agradaveís, outras não, as cartas não estão em situação melhor que da sua guardiã e protetora, também, aprendem junto com Hoshiko e sentem simpatia pela criança.

Como podem ver, a busca de Hakainohadou torna-se agora, obsessiva, trata Hoshiko como um troféu, que deseja ardentemente, como uma posse almejada, como podem ver, ela é , digamos mimada, não aceita nada que não possa possuir, embora se divrita com uma boa perseguição . . .