Twilight não me pertence. Se pertencesse, eu estaria casada com o Robert Pattinson, morando com ele e junto com o nosso pequeno Spunk ou casada com o Jackson, com uma casa cheia de criancinhas de olhos verdes... :P


Quê?! Eu ouvi direito? Ele, praticamente, disse que odiaria que eu ficasse com Jasper e eu era muito importante pra ele? Tá, acho que eu andei consumindo drogas sem saber...

-Como?- perguntei, como se eu não tivesse ouvido direito.

-É que, você sabe, você é muito importante pra mim... Então, como seu amigo, eu iria me sentir excluído, entende? - aquilo parecia a mais pura verdade.

Ai, essa doeu. Isso prova que ele não sente nada por mim, tirando amizade... Aquilo doía, e muito. Saber que uma das pessoas que você mais gosta, não gosta de você. Podia sentir as lágrima chegando aos meus olhos, mas não. Eu não poderia chorar aqui, na frente dele. Engoli as lágrimas junto com minhas esperanças. Dramática, eu sei. Mas como eu deveria reagir quando a pessoa que você ama, praticamente te diz que "vocês" nunca iria existir?

-Ah, não se preocupe. Eu nunca te deixaria de lado - nem poderia.

Ele me deu um pequeno sorriso. Já não era aquele sorriso que fazia as minhas pernas bambearem toda vez que eu via. Mas sim aquele sorriso, cujo dono sempre poderemos contar do nosso lado, um amigo.

Eu não estava me sentindo bem, meu coração não se sentia bem. Saber que cada olhar, cada vez que ele segurou minha mão, tudo, não tinha passado, nem nunca iria passar, de amizade. Eu precisava ir pra casa, nem que eu fosse a pé. Iria pedir para Edward avisar Emmett, para ele não me esperar.

Eu levantei da minha mesa que dividia com Edward, e fui falar com o professor. Ele me liberou, falando que eu poderia ir pra casa.

-Você vai embora? - perguntou Eward quando viu que eu estava colocando a mochila no ombro.

-Vou. Avise Emmett para não me esperar, ok?

-Tá, mas você não está se sentindo bem? Quer que eu te leve?

Eu estava morrendo de vontade de dar uma resposta bem mal-educada, por ele não gostar de mim do jeito que eu gosto dele. Mas a culpa era minha por ter pensado que Edward iria se interessar em mim. Ele era lindo, gente boa, inteligente, rico... Todas as garotas da cidade babavam por ele, ele podia ter qualquer uma a seus pés, ele nunca iria me preferir. A culpa era minha, por ter me apaixonado por ele.

-É, não estou me sentindo muito bem. Não é necessário que você me leve, é sério. Eu vou a pé, não é muito longe.

Me despedi dele com um beijo na bochecha. Fui em direção a porta, sem notar que as lágrimas já estavam se acumulando. Tá, aquilo era ridículo. Eu estava chorando por um cara que nem sabe dos meus sentimentos! Comecei a andar pela rua, em direção a minha casa. Eu precisava de alguém, de um ombro amigo, alguém que eu pudesse dizer tudo, sem ser criticada.

A única coisa que vinha em minha mente, era um amigo meu, de quando eu era pequena. Ele sempre foi lindo, tinha todas as meninas em volta dele quando estávamos no parquinho. Mesmo ele tendo apenas 10 anos. Ele realmente era aquele amigo que eu precisava. Só tinha um problema. Ele morava em Paris. Perdi o contato com ele, depois que fui pra Los Angeles nunca mais consegui me comunicar.

Como eu queria ter ele aqui, do meu lado. Mas isso era impossível, ele provavelmente nem lembrava da minha existência. E eu ainda tinha que fazer compras hoje. Talvez isso até me anime um pouco. Compras, sorvete, compras, compras, compras, compras, casa. É, não era tão ruim.

Não notei que já estava na frente do portão. Pelo menos eu teria a casa inteira pra mim, durante pelo menos umas duas horas. Emmett vai me encher de perguntas, querendo saber como é que eu estou. Bufei. Abri a porta da casa e entrei. Ela estava extremamente silenciosa. Subi até o meu quarto, onde eu joguei a mochila em cima da cama. Fui até a sacada do meu quarto. Tudo verde, céu azul, pássaros cantando... Aquilo era incrível demais para um lugar só.

Andei lentamente até o banheiro tomar um banho, já que eu tinha que me arrumar. Demorei pelo menos uns quarenta minutos. Depois de sair do box, sequei o cabelo até ficar liso. Peguei uma jeans skinny, preta; uma camisa pólo, vermelha com listras brancas; e o meu novo Reebok Freestyle, que tinha estampa de marca de batom vermelho. Ele era bastante confortável.

Eu já estava pronta, mas ainda faltava uma hora pra elas chegarem. Emmett já devia estar chegando...

Mal pensei nisso, e ouvi o barulho do carro sendo estacionado na garagem. Ele devia estar bastante preocupado. Ouvi ele subir a escada rapidamente, fazendo o barulho ecoar pela casa silenciosa. Dez segundos se passaram, e a minha porta foi aberta.

-Nanda! Você tá bem? Não foi outra coisa de matar aula, né?

Tá, ele estava muito, mais muito, preocupado.

-Calma, Emm. Eu estou bem, só na hora eu estava meio enjoada e queria ir pra casa. Agora eu já to melhor.

Acho que ele engoliu essa. Ele me puxou em sua direção, me dando um abraço apertado.

-Edward me disse que você não estava passando bem, e que iria embora sozinha – ele me disse.

-É. Eu queria relaxar um pouco. Eu ando com a cabeça muito cheia.

-Entendo. Quer ficar sozinha, né?

-Por favor.

Ele me soltou, me dando um beijo no topo da cabeça. Ele me olhou e sorriu.

-Se anima, maninha. Papai e mamãe vão chegar aqui no domingo. A gente ainda vai no boliche no sábado, lembra?

-Claro, Emm. Que horas nossos pais vão chegar?

-O avião chega as 18:00. Então a gente vai sair lá pelas 16:00, por causa do tempo que demora daqui até lá.

-Tudo bem.

-Ok. Já estou indo, se precisar, é só chamar – ele me informou dando seu sorriso pateta.

-Obrigada.

Ele saiu pela porta, e eu fui em direção a minha sacada. Dava pra ver o bairro inteiro. Meu celular vibrou dentro da minha bolsa. Voltei até o meu quarto. Peguei ele de dentro da mochila e olhei. Era uma mensagem.

N. É verdade que você

passou mal? Você tá bem?

Eu posso ajudar em algo?

J.

Essa mensagem me fez sorrir bobamente.

Obrigada pela preocupação J.

Sim, eu tava meio mal, daí vim

pra casa. Bom, agradeço, mas

acho que no momento não preciso

de nenhuma ajuda, tirando a

minha própria.

Bjs. N.

Não foi nada :-)

Eu posso passar aí mais tarde?

Depois das compras, claro.

Eu queria poder saber como você

está, também. Jura que você tá

bem? Estou preocupado :x

J.

J., seria um prazer você vir aqui,

se não for jogar GH com o Em. Claro.

É sério, estou bem. Não precisa se

preocupar!!

N.

Tudo bem, passo aí mais tarde então! :D

Rsrsrs eu não vou jogar GH com o Em.

Pelo menos, hoje não. Eu quero aproveitar

o resto do dia com você, antes que amanhã

você se apaixone pelo tal Cartman.

J.

Eu não vou me apaixonar por ele...

Mas mesmo assim, seria um prazer ter você

aqui comigo hoje.

Te adoro. N.

O prazer é meu, até daqui umas... 4 horas?

Também te adoro. J.

Guardei o iPhone e coloquei na bolsa vermelha da Louis Vuitton, junto com a carteira, estojo de maquiagem e óculos de sol. Não notei o tempo passar, quando bateu 16:00, um carro businou. Alice.

Peguei a bolsa e desci as escadas. Quando saí, olhei o porsche amarelo canário, parado na frente da minha casa. Ele era... amarelo demais. Olhei para as duas pessoas que estavam dentro do carro.

Alice estava no banco do motorista, Rose no do passageiro. Ambas estavam deslumbrantes. Só não senti a minha auto-estima desmoronar, pois já estava acostumada com as modelos que tinha lá na agência.

-Oi, gente.

-Oi, Nanda! É verdade que você passou mal? Meu irmão disse que você estava bastante quieta, mas quando ele ía te perguntar, você falou com o professor. O quê aconteceu?

-Nada, Ali. Só dor de cabeça. Bom, vamos andando antes que vocês resolvam plantar esse carro nem um pouco chamativo, na minha casa.

-Háhá... Então, trouxe os $2000?

-Sim, Ali. Na verdade eu trouxe $3000, pra ter certeza que você não vai querer dar uma de Papai Noel e me dar presentes.

-Tá. Mas aonde a gente vai primeiro?

-Que tal a loja de tênis? - perguntei, esperançosa.

-Há! Nem vem. Se a gente deixar você ir nela, você vai comprar e ir embora, então, não.

Como a Rose era malvada...

-Tá... Então que tal você me levar naquela loja que você achou o vestido pra mim? - perguntei à Alice.

-Tudo bem. Vamos nela, depois eu e a Rose vamos procurar roupas para amanhã.

A tarde, pelo jeito, estava apenas começando.

Elas ligaram o som, logo notei que era "Nothing but a song – Tiago Iorc". Sem perceber, eu já estava cantando a música. Elas pararam no mesmo momento. Eu cantava tão mal assim?

-Foi mal - me desculpei.

-Nanda, você canta muito bem! Eu estou até surpresa! Nunca tinha te ouvido cantar! Você fez algum tipo de aula? - perguntou uma Alice agitada, sem tirar os olhos da estrada.

-Na verdade, não. Eu nunca cantei pra muitas pessoas. Só o Jacob sabe que eu canto.

-Quem é Jacob? - ah, acho que esqueci de falar dele pra Rose.

-Meu ex-namorado. Ele é meu amigo também. Eu geralmente fazia um dueto com ele, quando ele tocava alguma coisa.

-Ah. Bom, mas é sério, você canta muito bem. Já pensou em ser cantora, ou ter uma banda?

-Obrigada. Nunca passou isso na minha cabeça. Pra cantar, tem que ser muito bom, isso eu não sou.

-Você tem que começar a se conhecer, sabia? Se acha feia, chata, péssima cantora... Acho que você precisa de um psicólogo – Alice sua peste!

Nossa, só o que me faltava. Um psicólogo!

-Não, obrigada. Mas é que eu conheço a vida de artistas, então eu sei o quê precisa pra se tornar um.

-Como quiser. Mas canta um pouquinho mais, é sério.

Suspirei. Ela ligaram o som de volta, e re-comecei a cantar a música do Tiago Iorc. Quando eu terminei, Rose, já que Alice tinha que dirigir, bateu palmas. Elas me assustam...

-Acho que eu vou falar de você pro Jazz. Ele anda querendo achar alguém pra fazer um dueto, mas todas que tentaram, eram péssimas – sugeriu Rose.

Não! Ele não vai me ouvir cantar! Isso iria ser muito vergonhoso.

-Não vai não, Rose. Eu não vou cantar pra ele – ela não tinha como me obrigar.

-Ah, isso já está resolvido.

Ela me mostrou o celular dela, onde tinha a música que eu cantei, gravada. Droga! Eles andam muito malvados ultimamente.

-Rose, eu te odeio.

Ela riu.

-Eu sei que você me ama.

Meu celular tocou, já devia saber quem era.

-Alô? - atendi.

-Alô? Nanda? É o Jazz.

-Oi, Jazz. Então, o que foi?

-Rose acabou de me mandar uma gravação de você cantando. Você é ótima!

Mesmo não estando no viva-voz, elas conseguiam ouvir.

-Obrigada, Jazz. Mas a sua querida irmã, gravou enquanto eu estava cantando. Eu não sabia que ela estava gravando.

-Deus! É sério,você canta muito. Eu não sabia disso.

-Você e 99% das pessoas que eu conheço - disse rindo.

-Nossa... Você gostaria de fazer um dueto comigo? Eu nunca encontro alguém que possa me ajudar nisso. São tudo um bando de taquara rachada...

Gargalhei alto.

-E eu sou o que?

-Ótima. Canta muito bem. E aí, você quer fazer o dueto comigo?

Olhei pras garotas. Ambas acenavam positivamente.

-Bom, tudo bem. Mas se não der certo...

-Não iremos tentar outra vez. Tudo bem. Então até depois, Nanda.

-Até.

Desliguei o telefone. Isso seria bem vergonhoso.

-Rose, eu ainda vou te matar - ameacei de brincadeira.

-Claro, claro. Ali, o que vamos comprar pra nós?! Ela já tem a roupa dela, mas e as nossas?

Elas começaram a conversar sobre as possíveis roupas para amanhã. Deus, era apenas um cara!!! E parecia que todas as garotas da cidade estavam se preparando para a chegada deles. Todas estavam saíndo para ir aos shoppings, salões de beleza e tudo mais. Bando de gente estranha... Se você se jogasse em cima do cara, você iria ficar com fama de atirada pra ele. E isso não é bom.

Fiquei perdida em meus pensamentos até Alice me sacudir. Estávamos estacionadas no estacionamento do shopping.

-Vamo logo! Eu quero te mostar o vestido! Eu acho que combina muito com você.

Ela mal terminou de falar, e já estava me arrastando pra dentro do shopping. Aquilo era minúsculo perto dos shoppings de Los Angeles, mas tinha uma grande variedde de lojas... Ela me puxou pra dentro de uma loja, não consegui ver o nome.

-Boa tarde, em que posso ajudar? - disse uma funcionária da loja. Ela era baixinha, cabelos ruivos e encaracolados.

-Oi! Eu reservei um vestido no nome de Alice Cullen – ela informou.

A funcionária saiu pra pegar o vestido reservado. Enquanto ela não voltava, as garotas fuçavam a loja inteira, a procura de uma roupa para elas.

A mulher voltou com um vestido nas mãos. Ele parecia ter sido feito inspirado por uma manga de camisa. Era preto, tomara-que-caia, e o cinto era em formato de gravata. Alice acertou na mosca. Era perfeito.

-E aí? O que você achou? - perguntou Alice, quase pulando de tanta animação.

-Perfeito, Ali. Ele é perfeito – respondi dando o meu melhor sorriso.

Ela quase saltou no meu pescoço. Mas ela se conteve e abriu um sorriso de orelha em orelha, feliz que eu tivesse gostado do vestido.

Eu paguei pelo vestido e saímos da loja. Andamos por quase todo o shopping. Vários garotos olhavam pra gente quando passávamos. Tinha quase certeza que os olhares eram para Ali e Rose, até um garoto se aproximar.

Ele era meio novo, tinha uns 15 anos. Era alto, bonitinho, e um pouco musculoso. Sua pele era morena, extremamente linda. Seus olhos eram castanhos escuros. Ele veio em minha direção, quando ele se aproximou, Ali e Rose seguraram o ataque de riso. Elas me pagam...

-Oi. Meu nome é Seth, qual é o seu? - a voz dele era... de derreter qualquer uma. Ali e Rose pararam com o ataque de riso no mesmo instante.

-Olá. Meu nome é Nanda, prazer em conhecê-lo Seth – disse simpática.

-O prazer é meu. Ahm... Você é muito bonita sabia? - coramos ao mesmo tempo.

-Obrigada – disse sem-graça.

-Então... Você gostaria de se juntar a nós? - ele indicou um grupo a 10 metros de distância.

Todos tinham o mesmo tom de pele. Um garoto que aparentava 19 anos, estava com os braços em volta do ombro de uma garota, que tinha pelo menos 18. Ele era grande e meio musculoso, já ela era linda e frágil. Os outros dois garotos eu não consegui descrever, pois estavam parados de costas pra nós, olhando uma loja de videogames. Só deu pra perceber que um era grande e outro era magro e cabelos lisos.

-Hmm... Desculpe, mas eu não posso abandonar minhas amigas. Eu e elas temos que nos apressar, sabe como é. Festa de última hora. E ainda é de gêmeas, então temos que andar o shopping inteiro a procura do presente ideal – eu menti pra ele. Não que eu não quisesse me juntar ao seus amigos, mas eu não queria dar falsas esperanças a ele.

-Ah, claro. Tudo bem. Sem problema. Te vejo poraí, Nanda – nossa, ele continuava com o humor ótimo. Se fosse eu, já estaria emburrada, pelo menos.

-Te vejo poraí, Seth – disse sorrindo. Ele foi se juntar ao grupo dele. Eles começaram a andar, e a sumir pelos corredores.

-Uau... Eles são o grupo de La Push – disse Alice, meio boba.

-E daí? - perguntei.

-E daí que eles nunca saem de lá! Eles geralmente vivem na praia. É difícil encontrá-los em lugares muito públicos, como o shopping – ela explicou.

-Hmm...

Começamos a andar novamente. Paramos na loja da Kipling. Deus! As bolsas deles são tão lindas!

Comprei várias. Uma Esthel, que era uma bolsa de mão, lilás, que vinha com um macaquinho de metal; uma Night Bag, que era uma bolsa de ombro médio, da cor roxa; uma Selma, um bolsa de ombro grande, preta; uma Grapevine, outra bolsa de ombro grande, branca.

Também comprei uma carteira New Money, amarela. Era uma carteira média, com dois compartimentos, um que se fechava com zíper e o outro, com botão.

Depois de eu sair com pelo menos, 4 sacolas, elas saíram. Ambas estavam com 8 sacolas. E eu achando que tinha comprado muito...

Depois de sair da loja da Kipling, fomos até a Victoria's Secret. Não comprei muita coisa, tirando uns casacos lindos e um pijama cinza de regata e shorts, de algodão. Essa loja não combinava muito comigo. Eu era mais do tipo jovem. Os produtos daqui faziam mais do tipo mulher fatal. Já Rose e Alice, por outro lado, iam de um lado para o outro, a procura de roupas.

Depois, de pelo menos uma hora, elas saíram carregando várias sacolas. Acho qua agora elas já tinham pelo menos umas 15...

A meu pedido, fomos até a loja da Nike. Comprei alguns tênis novos, e um Dunk Low com rosa e forro cinza. A estampa era de flor, cor cinza. Dava vontade de levar a loja inteira pra casa, mas me contive apenas com um Dunk Low, e dois Nike Shox, um branco, e outro R4 branco com rosa.

Agora eu já tinha um total de 8 sacolas, e $1000 a menos.

Fomos até uma loja que só vendia óculos escuros. Comprei um Dior rosa e um Chanel cinza. Alice comprou um Gucci rosa, com armação também rosa; e outro da Gucci, branco com lentes cinza. Rose não comprou nenhum, dizendo que já tinha um estoque só de óculos de sol.

Estávamos andando por duas horas seguidas, cheias de sacolas. Eu precisava descansar.

-Meninas, que tal irmos pra praça de alimentação tomar um sorvete? - sugeri.

-Tudo bem. Eu preciso descansar. Eu não sinto as minhas mãos – reclamou Alice.

Também, né. Ela estava carregando 20 sacolas, o que ela queria?

Compramos três casquinhas no McDonald's. Sentamos em uma mesa que tinha ali, colocando as sacolas no chão.

Comecei a olhar a praça de alimentação. Todos os garotos olhavam para a nossa mesa. Quando eu digo todos, é que realmente são todos.

-Nanda, acho que você tem vários pretendentes... - comentou Alice, rindo.

-Cala a boca, Ali. Eles estão olhando pra vocês também... - era a mais pura verdade.

-Mas a maior parte é pra você. Hey, aquele é o meu irmão?! - perguntou Alice, surpresa.

Quê?! Ele? Aqui? Do nada, as palavras 'amigo', ' amigo', 'amigo', enchiam a minha mente. Tá, eu tinha que parar de pensar nisso. Eu e ele nunca tivemos nada, e nunca iríamos ter, então, sem preocupações. Mas como eu faço pra tirar ele da minha cabeça?

Ele nos viu e veio em nossa direção. Ele estava com uma camisa social, preta, com as mangas drobadas até os cotovelos. Sua jeans era escura, e ele usava um Adidas preto.

-Edward, eu posso saber o que você está fazendo aqui?! - perguntou Alice, vermelha de raiva. Não é todo dia que se vê um pixel bravo...

-Estou passeando pelo shopping, oras – disse sorrindo, sentando ao meu lado.

-Mas você sabia que a gente vinha aqui... - ela, pelo jeito, estava tentando se acalmar para não fazer um escândalo na frente de todo mundo.

-É. Vim a pedido dos nossos pais, eles não querem que você gaste mais de $2000 em compras.

-Mas eu já comprei um monte de coisa! Eu já gastei $1400! - ela disse.

-Então você tem apenas $600 para gastar, maninha – ele provocou.

-Ergh! Tá, já fui avisada, agora pode ir embora? - ela falou com raiva.

-Não. Eu também tenho direito de passar a tarde com as minhas amigas, ok? - ele disse com uma voz meio... gay. Enquanto colocava o braço em volta do meu ombro.

Eu comecei a gargalhar alto. Rose e Edward me acompanharam.

-Então, posso ficar? - ele perguntou esperançoso.

Ele olhou para Alice, que olhou para Rose e pra mim. Rose acenou positivamente, mas eu fiquei quieta. Ele ainda era meu amigo, mesmo eu sentindo algo por ele. Aceitar ou não, eis a questão.

-O que você acha, Nanda? - perguntou Alice.

Mordi o meu lábio inferior. Mas resolvi concordar.

-Tudo bem. Você pode ficar, Edward – concordei sorrindo. Ele abriu um sorriso radiante.

-Tá, mas você vai ter que carregar as minhas sacolas. Eu ainda não sinto os meus dedos – falou Alice.

-Como uma criatura tão pequena pode ser tão irritante? - comentou Edward, enquanto revirava os olhos, mas ainda sorrindo.

Ela mostrou a língua pra ele, parecendo uma criançinha.

Levantamos da mesa e eu peguei as minhas sacolas. Edward pegou as de Alice, e Rose pegou as suas.

-Meninas, eu vou comprar uma coisa ali e já volto – ele nos falou apontando para a loja da Calvin Klein.

Ele deixou as sacolas de Alice no chão e entrou na loja.

-Nanda, você pode vir aqui? - pediu Edward depois de cinco minutos que tinha entrado na loja.

Eu entrei na loja e fui até os provadores, e me deparei com uma cena embaraçosa.

Ele estava segurando três cuecas da Calvin Klein, e estava vestindo apenas uma cueca branca. É, apenas uma cueca branca! Ele tinha pernas bem definidas... Nanda, pare de pensar nisso!

-Edward, por favor, você poderia colocar uma calça? - perguntei vermelha.

Ele não viu que eu estava ali e ficou ainda mais vermelho do quê eu. Ele colocou a calça e me olhou, constrangido.

-Perdão, eu não tinha te visto aí – ele se desculpou.

-Não, a culpa foi minha que chegou aqui sem dizer nada. Mas por quê você me chamou?

-Ahm... Eu queria saber qual dessas você acha melhor – ele me estendeu as peças de roupa íntima.

Ele está me pedindo um conselho sobre qual delas era melhor?! Tá, isso era muito constrangedor. E ele parecia tão constrangido quanto eu.

-Ah... As três são legais- disse me referindo as três peças, uma branca, uma preta e outra vermelha. - Mas posso saber por quê você pediu a minha opinião e não a da Alice?

-Bom, ela iria ficar me enchendo e no final eu ia ter que comprar um monte de coisa. Com a Rose eu não tenho tanta afinidade quanto você. Você eu já conheço melhor, mais amiga e menos crítica – ele explicou.

-Entendo. Bom, agora que eu já dei a minha opinião, eu vou esperar lá fora, ok?

-Tudo bem.

Eu saí da loja e fui me juntar as garotas, que ainda esperavam do lado de fora.

-Finalmente! Achei que você nunca iria sair de lá. O que ele queria? - como elas são curiosas...

-Ele me pediu um conselho sobre qual cor ele deveria comprar pras roupas íntimas dele – eu comecei a ficar vermelha e elas, a rir.

-Calem a boca! - pedi, rindo também.

Elas se recuperaram do ataque de riso depois de um tempo. Logo depois, Edward saiu da loja com uma sacola na mão.

-Pronto, não vou mais atormentar vocês hoje – avisou ele, enquanto pegava as sacolas de Alice.

Fomos até uma loja da Everlast. Era praticamente apenas coisas relacionadas a boxe, mas eu encontrei uma camiseta vermelha com capuz e com a palavra Everlast escrito em preto. E uma bolsa rosa, com a alça preta e com uma listra cinza.

Depois entramos em uma loja onde vendia tudo quanto era camiseta. Comprei uma regata D&G, preta; uma regata da Gucci listrada de rosa e branco; camiseta Ralph Lauren, rosa; e uma camisa Coke.

-Alice, eu não vou conseguir levar tanta coisa! - Edward reclamou quando Alice estendeu mais 5 sacolas pra ele.

-Se acalme, Edward. Essas são as últimas, meu dinheiro já acabou.

-Finalmente! - agradeçeu Edward.

-Você pode ter acabado, Ali. Mas eu e a Nanda ainda temos que comprar sapatos.

-É verdade, e eu ainda tenho que comprar os meus tênis – disse alegremente.

Fomos até uma loja de sapatos. Os sapatos de Rose eram, de grande maioria, de salto. Os meus variavam de sapatilhas fofas até as botas com os saltos mais mortais.

-Agora eu só vou na loja da Adidas, e depois na de tênis, depois podemos ir embora -avisei.

Entrei sozinha na loja da Adidas, já que agora todos tinham feito as suas compras.

Comprei três calças Adidas/Diesel. Adi-matic, que era de lavagem preta adicional, pernas retas e cintura média-baixa; Adi-ryoth, que era de cintura média-alta com um corte ligeiramente "boot cut"; e um Adi-bruke, de pernas retas e cintura alta.

Chegando na loja de tênis, eu já fui direto nos da Reebok. Peguei um Reebok Freestyle Napolitano, que tinha as cores marrom, branco e rosa no tênis; um Striper Collection, que iria combinar com a regata da Gucci, por causa das listras brancas e rosas.

Pronto já eram... 19:00?! Deus! Ficamos 4:30 aqui no shopping!

-Pronto, podemos ir embora – disse à eles, que estavam sentados no banco que tinha no corredor.

-Ainda bem que você não demorou, já estava ficando cansada – reclamou Alice.

-Tá, tá. Olha que eu comprei bastante... – disse olhando as minhas 18 sacolas.

-Nós também! - elas falaram ao mesmo tempo. Elas tinham, no mínimo, 22 sacolas, cada.

-Gente, eu tenho uma dúvida... Não vai caber umas 70 sacolas no porsche. Então como vamos levar?

Elas pararam. Pelo jeito elas ainda não tinham pensado nisso.

-Alguém pode ir comigo – sugeriu Edward.

Iii... Já to vendo quem elas vão falar pra ir junto...

-Nanda, você vai com o Eddie! - disse Alice, como eu pensei.

-Alice, eu já disse pra você não me chamar de Eddie! Pode até ser Ed, mais não Eddie – implicou.

-Tá, tá, Ed. Então eu vou com a Rose no meu carro e a Nanda vai com você.

Sem eu ter como discutir sobre o assunto, fomos em direção ao estacionamento. Elas foram até o porsche-não-chamativo da Alice, e eu fui até o Volvo prateado do Edward.

Colocamos as sacolas no porta-malas

-Ah, eu tenho que ligar pro Jazz, espera um pouco, Edward – pedi enquanto pegava o celular da minha bolsa.

Me afastei um pouco do carro e disquei o número do Jasper. Depois de três toques, ele atendeu.

-Oi, Nanda.

-Como você sabia que era eu?

-Eu tenho o seu número gravado.

-Ah... Então, a Alice e a Rose já tão indo no carro-banana... - ele me interrompeu.

Eu podia ouvir ele rindo do outro lado da linha. Era uma risada contagiante, não consegui não rir.

-Carro-banana foi legal... Mas coninua.

-Então, elas estão indo no carro-banana e eu to indo com o Edward.

-Com o Edward? Você convidou ele pra ir junto?

-Não. A gente encontrou ele aqui no shopping, daí como eram muitas sacolas, resolvemos que eu iria com ele.

-Ah, entendo. Então eu te vejo daqui a pouco?

-Claro, beijos Jazz.

-Beijo, Nanda. Até daqui a pouco.

Desliguei o celular e entrei no carro. Edward já me esperava no banco do motorista.

-Por quê você ligou pro Jasper? - ele perguntou com os olhos estreitados.

-Eu vou passar o resto do dia com ele, então eu liguei dizendo que eu já estava indo pra casa.

Ele estreitou ainda mais os olhos.

-Você vai se encontrar com o Jasper?

-Vou passar o resto do dia com ele. Mas não se preocupe, amigo. Eu não vou deixar você de lado – provoquei.

Ele desviou o olhar para a estrada. Ficamos em silêncio no caminho até a minha casa. Aquilo já estava me matando.

-Desculpa. Eu não quis dizer aquilo. Saiu sem querer. Mas eu realmente nunca vou deixar você de lado, Edward – disse seriamente.

Ele olhou pra mim durante um bom tempo, já que estavamos parados, esperando o sinal abrir.

-Tudo bem. Só doeu um pouco na palavra amigo.

Como assim?!?!

-Por quê?

Ele continuou me olhando por um tempo, depois suspirou e me respondeu.

-Eu não sei. Não faço idéia. Mas sempre dói quando você diz a palavra amigo.

Mas aquilo acontecia comigo também. Mas eu duvidava que ele chorasse porisso... Espera aí... Ele está se apaixonando por mim?

Aquilo fez acender uma nova pontadinha de esperança. Mas eu não podia pensar nisso. Se não fosse isso, eu iria quebrar a cara depois.

-Ah - foi a única coisa que eu disse.

Depois de um tempo, ele estacionou na frente da minha casa. Ele abriu a porta pra mim, sempre tão gentil...

Ele me ajudou a levar as compras até o meu quarto.

-Bom, você e suas compras estão entregues. Te vejo amanhã? - ele perguntou depois que colocou as sacolas na cama.

-Te vejo amanhã – concordei sorrindo.

Ele, para a minha surpresa, me abraçou pela cintura. Respira Nanda... Como é que se respira mesmo?

Tá, ele está me fazendo hiperventilar... Ou ele parava, ou eu iria desmaiar em seus braços.

-Até amanhã, Nanda – ele se despediu quando me soltou.

Ele foi em direção a porta e olhou para trás, sorrindo.

-Aliás, obrigado.

-Pelo quê?

-Sei lá... Por você ser você, do seu jeito. Sua personalidade, o seu jeito de pensar – ele explicou, dando os ombros.

-De nada, Edward. E obrigada também.

-Por...?

-Por aparecer na minha vida – tá, hoje mais cedo eu nem queria ver a cara dele, agora eu já estava agradeçendo por ele ter entrado na minha vida. Eu preciso de um pscicólogo...

-Não foi nada – ele disse ainda sorrindo, fechando a porta do meu quarto.

Comecei a guardar as minhas compras. Logo depois, eu peguei o meu celular pra mandar uma mensagem à Jazz, dizendo que eu já tinha chegado.

J. Estou te esperando.

Já cheguei em casa, então

anda logo e traz o seu violão.

Beijos, N.

Guardei o celular, sem esperar uma resposta. Eu não estava afim de trocar de roupa, já estava ficando cansada.

Aliás, onde está o Emmett? Eu não vi ele quando ele chegou...

Fui até o quarto dele, mas bati primeiro, já tive muitas experiências por hoje...

Toc. Toc. Toc.

-Emm? Eu já cheguei! - anunciei do lado de for a do quarto.

Ele abriu a porta. Ele ainda estava com a mesma roupa que tinha usado mais cedo.

-Olá, maninha. Como foi a tarde de compras? - ele perguntou, me dando um abraço de urso.

-Foi boa. E a sua tarde, como foi?

-Foi normal. Computador, exercícios na academia aqui embaixo, dever de casa, comida, tv, Guitar Hero...

-Eu não entendo essa mania de vocês. O que o Guitar Hero tem demais? Ele é só um jogo!

-Ele não é só um jogo. Ele é o jogo. Você já jogou?

-Não...

-Então! Se você ganhar dessa vez, eu fico ser jogar por uma semana. Se eu ganhar, você vai ter que jogar comigo por um mês.

-Por quê um mês e você só uma semana?! - perguntei indignada.

-Porque é uma tortura para nós dois – ele disse dando o seu sorriso maléfico.

Bufei. Eu não tinha opção, era o Emmett!

Fomos até a sala de jogos, onde ele me deu uma guitarrinha e ele ficou com a outra.

Começou o jogo. Tá, não era tão ruim assim. Eu acertava bastante... Mais que o Emmett! Tá, ele iria ficar sem esse jogo por uma semana, e eu sem ouvir o maldito barulho da guitarrinha.

Terminando a música, apareceu a nossa porcentagem de acertos.

Eu fiquei com 98% e o Emm, 96%. Há! Se ferrou, Emm!

-Há! Pode dizer adeus ao seu Guitar Hero por uma semana, Emm.

-Como você conseguiu?! Você nunca jogou! - ele reclamou, indignado pela derrota.

-Emm, eu tive que ficar vendo você jogar esse jogo desde que você comprou ele. Eu tinha que aprender algo, né?

Ele foi, emburrado, até o seu quarto. Bem na hora, a campainha tocou. Devia ser o Jasper.

Assim sendo, quando eu abri a porta eu vi a figura alta, loira e com um violão nas costas.

-Oi, Nanda – ele me cumprimentou.

-Olá, Jazz. Entra – disse, convidando ele para entrar.

-Obrigado. Então, você quer testar o dueto agora?

-Por mim tudo bem, mas isso vai ser constrangedor.

Ele riu baixinho.

Fomos até a sala de música, onde ele sentou na cadeira do piano, e eu, em um puff.

-Que música você quer que eu cante? - perguntei, nervosa.

-Não sei. Você escolhe, só precisa me dar as notas para eu poder tocar.

Fui até o caderno que eu tinha. Escrevi as notas da música do Tiago Iorc, que eu tinha ouvido mais cedo. Entreguei a ele, e ele mandou eu começar a cantar.

Respirei fundo algumas vezes. Ele sorriu, e encorajando. Senti a minha voz sair, me fazendo cantar a música.

"I read your mind a thousand times

(Eu leio a sua mente mil vezes)

Exempt myself from alibis

(Me insentando de álibis)

Surrender to me softly

(Entregue-se a mim suavemente)

You're tying to find, a different side of me

(Você está tentando encontrar um lado diferente em mim)

You see this life

(Você vê essa vida)

As nothing but a song without no rhyme

(Como nada além de uma canção sem rima)

Hum dap dararah

(Hum dap dararah)

Hum dap dararah oh

(Hum dap dararah oh)

Devote myself with a compromise

(Me dedico com compromisso)

Selfishly lying, giving bad advice

(Mentindo de forma egoísta, dando maus conselhos)

Surrender to me onde again

(Entregue-se a mim mais uma vez)

You're trying to find a boy inside a man

(Você está tentando encontrar um menino dentro de um homem)

You ask me why

(Você me pergunta por que)

We suffocate our lives beneath the sky

(Nós sufocamos nossas vidas sob o céu)

Hum dap dararah

(Hum dap dararah)

Hum dap dararah oh

(Hum dap dararah oh)

Maybe we're losing all reason with our silly fights

(Talvez estejamos perdendo toda a razão nas nossas brigas tolas)

Maybe this time it'll seem right

(Talvez dessa vez parecerá correto)

I wanna tell 'bout

(Quero te falar sobre)

The day we first met and

(O dia em que nos conhecemos e)

How I feel when you're holding me tight

(Como eu me sinto quando você me abraça forte)

Oh, And how you've changed my life

(Oh, e como você mudou a minha vida)

Hum dap dararah

(Hum dap dararah)

Hum dap dararah oh

(Hum dap dararah oh)"

Eu terminei de cantar, e Jasper, de tocar. Ele estava com um sorriso bobo nos lábios.

-Isso é ainda melhor ao vivo... - ele disse colocando o violão de lado e sentando em um puff do meu lado.

O que ele disse me fez sorrir e corar ao mesmo tempo.

-Então fui aprovada? - perguntei, mesmo já sabendo a resposta.

-Mas é óbvio que sim! - ele disse alegremente.

Tá, não foi tão ruim. Foi até divertido. Ele tocando, enquanto eu cantava.

-Finalmente encontrei alguém com quem eu possa fazer um dueto. Se você quiser, é claro.

-Bom, eu já estou aqui, né? Então vamos seguir em frente – disse sorrindo, fazendo ele abrir um maior ainda.

-Se você quiser podemos continuar outro dia. Já que esse é o meu último dia que eu vou aproveitar com você – ele disse, fingindo choro.

-Você que pensa. Pensa que vai me abandonar assim tão fácil? Boa sorte – falei sorrindo.

-Não estava pensando em te abandonar assim... Eu estava pensando mais em você sozinha com dois garotinhos loiros e uma menininha com cabelos castanhos e todos com olhos chocolates, e você ainda grávida de 7 meses – ele me respondeu, sorrindo.

-A é? E aonde você teria ido pra me deixar sozinha com os seus quatro filhos?

-Las Vegas, baby – ele disse piscando.

Tá, isso foi engraçado. Mesmo eu sabendo que eu sempre quis ter dois garotinhos loiros e uma meninha com cabelos castanhos.

-Tá, claro. E você acha que eu iria te deixar fugir pra Las Vegas?

-E não iria? - ele perguntou confuso.

-Só se você nos levasse junto. Eu não conseguiria te deixar ir embora desse jeito, sem pelo menos um adeus – isso era a mais pura verdade.

Ele ele abriu um sorriso sincero.

-Não se preocupe. Nunca deixaria você e nossos filhos pra ir para Las Vegas. Vocês seriam a minha vida. Não iria conseguir viver sem vocês – ele disse beijando a minha mão.

-Tudo bem, Jazz. Estamos falando como se fossemos um casal – disse sorrindo tristemente. Isso bem que podia ser verdade.

-Se você quiser que eu pare de brincar sobre isso, eu paro – ele disse sério.

-Não, eu gosto disso. É divertido – eu fazia isso com o Jacob às vezes, discutindo sobre como o nosso bebê ficaria.

-Sério? Alice nunca gostou de falar sobre isso. Ela dizia que não queria ficar grávida porque iria ficar cheia de estrias – ele disse, revirando os olhos.

-E você não iria ligar se ela tivesse?

-Não. Eu ficaria até feliz. Aquilo iria mostrar que ela realmente teve um filho, e ele iria ser meu. E eu acho que a beleza de dentro conta bem mais do quê a de fora.

-Ainda bem. Eu sou horrível – comentei.

-Você não é horrível. É uma das garotas mais bonitas que eu já vi. Tanto por dentro quanto por fora – ele disse irritado.

-Tudo bem. Mas então você gostaria de ter quantos filhos? - perguntei realmente interessada.

-Eu não sei. Talvez dois ou três. Mas eu sempre quis ter uma menina. Pra dar uma de pai super protetor – ele falou sorrindo.

-Eu sei como se sente. Eu também sempre quis ter dois ou três. E uma menina iria ser incrível. Daria dicas pra ela e tudo mais. Gostaria que ela achasse um garoto ideal, me contasse sobre ele.

-E você iria ter que me contar tudo sobre esse garoto, pra eu ter certeza que ele iria tratar a nossa filha muito bem.

-É, mas você não poderia assustar o garoto. Ou ele nunca mais iria querer ver a nossa pequena Lily.

-Lily?

-É, um apelido para Lílian. Eu sempre gostei desse nome, mas se você não gostasse, a gente podia trocar – expliquei.

-Não, não. Eu sempre gostei de Lílian também. É difícil encontrar alguém que goste dos mesmo nomes pros filhos assim, logo de cara.

-Aham. Mas continuando... Aonde iríamos morar?

-Você poderia decidir. Sempre gostei de lugar frio, nunca me dei muio bem com o sol.

-Eu também! Eu não sei porque as pessoas não gostam do frio. Eu acho bem melhor do quê o calor. É uma época mais romântica. Ficar abraçados, dormir juntos, cheios de cobertas... No calor a gente prefere ficar longe, não querendo ficar ainda mais quente por causa do contato da pele.

-Exatamente. Então poderímos passar a lua-de-mel em Bariloche, que tal?

-Por mim, desde que eu estivesse com a pessoa que eu ame, eu ia até pro Iraque.

-Então vai ser Bariloche – ele abriu um sorriso de orelha em orelha.

Isso já está virando uma amizade um tanto... colorida. E eu não queria que ela voltasse ao preto e branco...

-E as crianças? Como elas seriam? - perguntei. Elas provavelmente seriam iguais a anjos, que nem o pai.

-Gostaria de um menino e uma menina. Eu gostaria que ela fosse exatamente igual a você, assim ela iria ser tão linda quanto a mãe.

-Eu iria gostar de ter um mini Jasper andando pela casa – falei, fazendo ele rir.

-Eu iria ensinar à ele como se joga baseball. E ela também. Algo melhor do quê ficar jogando Guitar Hero 20...

-Guitar Hero 20? Mas ainda estamos no 3!

-É, mas até lá...Nunca se sabe.

-Tudo bem. Mas sem Guitar Hero! Eu iria querer que você trouxesse o meu café-da-manhã na nossa cama – abusada, eu sei.

-Em todos os dias da nossa vida. Até quando eu não estiver mais aqui, do seu lado.

Isso me derreteu completamente. Como ele podia ser tão fofo?

-Jazz, você vai acabar me acostumando... E daí você não iria me suportar mais...

-Nunca vou me cansar de você. Você é incansável.

Dez x zero pra ele.

-Jasper, eu não entendo como você ainda está solteiro...

Ele riu.

-Eu não sei. Ninguém faz o meu tipo.

-E qual seria o seu tipo?

-Hmm... Deixa eu pensar – ele colocou a mão no queixo enquanto pensava. - Eu acho que o meu tipo de garota perfeita, seria uma que não tivesse medo de ser quem ela é. Ser romântica, carinhosa, divertida, e linda por dentro. Acho que esse é o tipo de garota ideal pra mim.

-Nossa... Você me surpreende mais a cada dia. A maioria só iria querem uma que tivesse um monte de curvas, loira, de olhos azuis. Uma Rose – completei.

-Eu sei. Você não faz idéia de quantas rosas ela recebeu no último dia dos namorados... O quarto dela estava cheinho, já tava até com o cheiro de rosas.

-Eu posso imaginar. Emm vivia fazendo piada quando eu ganhava uma rosa.

-Mas você já teve namorado? - ele perguntou casualmente. Ele não era que nem o Edward, que quando eu falava de outro garoto, ficava emburrado.

-Já. Tive um. Se chamava Jacob, e era o meu melhor amigo. Daí um dia a gente acabou ficando, e resultou em um namoro de um ano e meio. Depois eu terminei com ele, e ficamos apenas com a amizade.

-Um ano e meio? Uau – exclamou, surpreso.

-É. Ele era um anjo pra mim. Sempre me fazendo sorrir.

-Que bom que ele te fez feliz. Fazendo você sorrir. Seu sorriso é tão bonito – ele elogiou, olhando para a minha boca.

-O seu também, Jazz. Você não faz idéia.

Só porisso, ele abriu um sorriso tímido.

-Obrigado. Vixii... Olha a hora. Acho melhor eu ir indo – ele falou olhando no relógio.

-Já? Você disse que ia passar o final do dia comigo... O dia ainda não acabou. Ainda temos 02:00.

-Você ainda não se cansou de mim? Eu pensei que você já estava rezando a essa hora.

-Você é que é incansável. Então, quer ficar aqui?

Ele pensou por um instante.

-Tudo bem. Mas é só por 02:00, ok?

-Sim, senhor – concordei.

Meia hora depois, já estávamos dormindo nos nossos puff, eu apoiando a cabeça em seu ombro, e ele apoiando a sua cabeça na minha.


gente, eu sei que eu to prometendo o capitulo do Cartman faz 2caps. mas...eu tava escrevendo e quando eu vi tinha dado 20 paginas!!! então eu resolvi fazer 2caps, talvez eu poste o do Cartman na Quinta ou na Sexta, pq eu tenho prova de Historia (ngm merece...) nessa Quarta, e tbm tenho academia na Terça e na Quarta, entao...

Estou começando a ficar tristinha pelo quantidade de reviews que eu ando recebendo... :// É que eu ando meio tristinha utimamente, e eu fico taaaaao feliz quando eu recebo Reviews novas! Deixem a autora aqui - leia-se eu - feliz!!

Aiaii... Eu sei, começo meio uau... Mas alguma de vocês pensou, que isso que ele falou, podia ser apenas uma atuação? No capítulo anterior, ele tinha dito que ele podia ser um bom mentiroso... E se ele tivesse falado isso, só com medo da reação da Nanda, se ele falasse a verdade? :xxx

Tbm ando meio descepcionada... vcs REALMENTE nao sabem quem é o Cartman????? Loiro, cabelos compridos, lindo... nao se preocupem, vcs vao CONCERTEZA descobrir sobre Cartman no proximo capitulo ;) Eu to na parte em que ele já está no colégio, masssss... a Nanda ainda não o viu, pq a criatura (pra nao dizer outra coisa) da Lauren anda pindurada nele o dia inteirinhooo --' , aae pronto, vcs já sabem alguma coisa sobre o próximo cap. :B

Reviewsss!!!!!!!!!!!!

Teyas : é, mas com esse capítulo... aiai... ta rolando o maior climax entre a Nanda&Jasper *---* mas isso eh vdd, se eu tivesse um Jasper ou um Edward na minha vida eu já tinha agarrado na hora spaokspoakspoaksopa' Beijooss :**

Bia. Cullen - CrAzY : uuuu agora tem mais :D mas sinto informar que o cap do Cartman so vai ser no próx. D: Aiaii soaksoapks se você achava que tava dificil, e agora? como é que ta o estado??? ospkaposkpoakspoakspoa' Uuu... É facinho descobrir quem vai ser o Cartman :B Loiro, cabelos compridos, lindo... Tem certeza que não consegue pensar em ninguém? beijooss :**

Glórii : olha... ta melhorando pra vc ein? ta querendo que a Nanda fique com o Jazz, e olha no qq deu?!?! Eles falando sobre os 'filhos' deles!!! aiai o Jasper é tão perfeitinhooo *--* beijooss :**

Sra. Hale : fico feliz que eu faço alguém rir *--* Final do mal, merece um começo mais ainda... É, $2000 O-O' ! Alguém aí quer me emprestar esses $2000 pra fazer umas compritxas??? :DD aiaii aqui ta o cap. que ainda nao eh o do Cartman :/ mas acho que da pro gasto :P beijooss :**

p.s: não Bia, o Cartman não tem absolutamente nada a ver com alguma criatura que não esteja fora do filme de Twilight!!! rsrsrs já pensaram que pode ser alguém assim, talvez poderia ser... o James??? Mas é APENAS uma hipótese... ahmmm... boa semana pra todas(os) :DDD